quarta-feira, 30 de abril de 2014

Cuidar da pessoa com demência






Um dos objetivos primordiais da Alzheimer Portugal consiste em promover a preparação de todos os que prestam cuidados às Pessoas com Demência. Pretende-se, assim, contribuir para que os cuidadores obtenham o máximo de eficácia no desempenho das suas funções, minimizando o desgaste físico e psicológico, proporcionando bem-estar às Pessoas com Demência.

No âmbito do Plano de Formação 2014, irá promover-se, nos dias 21, 22 e 23 de Maio de 2014, na Sala de Despacho da SCMA, a Ação de Formação - “Cuidar da Pessoa com demência –  Nível 1”.  

A referida formação destina-se a Cuidadores Formais – Auxiliares de Ação Direta e tem a duração de 17 horas.
Os candidatos deverão possuir habilitação ao nível do 1º ciclo e prestarem cuidados diretos a pessoas com demência (a nível profissional), preferencialmente.

Número de Participantes: de 8 a 17 formandos.

Preço do curso de formação: 30€/pessoa.

Quer queira, quer não queira o burro há-de ir à feira

Sms recebida hoje


"Caro cliente, para Si que não usou o seu talão Happy Day, até amanhã aproveite o mesmo e usufrua de 50% de desconto. Por si tudo".




Quem resistirá a estes actos de generosidade?


Caso para dizer, usando uma expressão que ouço muitas vezes à minha avó, "quer queira, quer não queira o burro há-de ir à feira".

terça-feira, 29 de abril de 2014

Nascida para ser serviçal

Hoje resolvi impor-me e pôr de castigo a criaturinha de 3 anos.


Quando tentei pousá-la no quarto (local escolhido para o dito castigo) tive de me agachar, na tentativa de evitar que o adorável anjinho fosse parar com o costado ao chão.


O raio da miúda esperneava como se a estivesse a tentar matar. Ao dobrar-me senti tal pontada numa das ancas que pensei nunca mais tornar a conseguir endireitar-me.


Está mais que isto que nasci para ser serviçal. É que nem a parte física ajuda. Bolas.

Os terríveis 3 anos

A minha experiência enquanto mãe diz-me que a idade mais complicada, nos primeiros 5 anos de vida, é a dos 3 anos.


Pode ser complicado passar noites sem dormir, ter de amamentar de 3 em 3 horas, passar a vida de coração nas mãos quando a crias começam a tentar andar (...), mas acreditem que nada se compara com esta fase de afirmação da personalidade e vontades.


Alcançada a total autonomia em termos de movimentos e capacidade de expressão verbal (e não verbal), os cachopos entendem (e bem) provar que são indivíduos únicos e distintos dos paizinhos que os geraram.


Vai daí, levam-nos ao limite da resistência. Cá por casa, a frase mais trocada entre os papás ultimamente é "esta vai dar cabo de nós".


Com a Tita ninguém faz farinha e não terá sido à toa que a pediatra nos disse (logo nos primeiros tempos de vida) que o choro dela era de "mau feitio".


A rapariga sabe o que quer e não olha a meios, e momentos, para o mostrar.


Quando a contrariamos, vai intervalando as vezes em que se atira para o chão a espernear com um "já não sou mais tua amiga".


E quando tenta recorrer à diplomacia, sabe bem usar o seu melhor sorriso, cobrir-nos de beijos ou dizer que "a popessora deixa".


É esgotante esta fase, mas também imensamente compensadora.



segunda-feira, 28 de abril de 2014

Viagem memorável

Os que me conhecem sabem quanto gosto de ir ao Alentejo, de onde são metade das minhas raízes.


Este fim de semana prolongado tive a felicidade de lá ir e levar uma das pessoas mais especiais da minha vida, a minha avó Silvina.


Por mil anos que viva, jamais esquecerei o brilhinho que lhe vi nos olhos no regresso ao berço.


Uma viagem memorável.

A Humanidade consegue ser muito atrasadinha

Na Europa, em pleno século XXI, a Humanidade demonstra que ainda consegue ser muito atrasadinha.

O preconceito continua a imperar, esquecendo-nos nós de algo tão básico quanto isto


sábado, 26 de abril de 2014

Triste, esta Dança do Campeão

Estava cheia de curiosidade para conhecer o hino de apoio à Selecção portuguesa, cantado pelo Rui Unas e pela Luciana Abreu. Em má hora fui ao youtube procurá-lo. Não sei o que se terá passado na cabeça dos mentores da ideia, para além de usar o corpo da Floribela como chamariz. Triste, esta Dança do Campeão.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Unhas de gel

Ontem, na consulta de onco-hematologia:


Eu: queria saber a sua opinião. Há quem digo que não se deve fazer unhas de gel


Médica: O que é que têm as unhas de gel?


Eu: Então, porque é usada aquela maquineta para as secar ...


Médica: E então?


Eu: Ah .... conhece a máquina?


Médica: Sim, e?


Eu: Ok, já percebi.


Médica: Qualquer dia estão a dizer-lhe que não pode ir meter gasolina, que é bem mais tóxica do que os raios ultravioletas.




Bora lá fazer unhas de gel, girls.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Estou praticamente nova

Hoje fui ao IPO para ouvir dizer que estou "praticamente como nova".


E praticamente porque, realmente, já fui mais nova.


A proteinuria na urina continua um bocadinho alta, mas nada de relevante.


Tudo ok, como se quer. Agora volto em Novembro.


Ao entrar no edifício deparei-me com uma lona com a nova designação "Instituto Português de Oncologia e da Esperança"; lá dentro as paredes estão cheias de quadros com frases alusivas à esperança e perseverança.


Nem consigo descrever o que senti na alma. Só sei que foi bom.


Parecem Coisas pequenas (e esta foi a música que andou na minha cabeça o dia todo) mas são importantes para quem lá passa muito do seu tempo.


Não sei quem teve a ideia do nome e dos quadros, só sei que a pessoa em causa teve um momento de inspiração divina.

Como nasce o ciúme?

Há dias soube que D.ª Maria Leonor "desceu dos saltos" e fez uma valente cena de ciúmes ao "amorado".


Entre outras coisas, contado por quem viu, ter-lhe-á dito que ele tinha de ficar sempre do lado dela, porque ELA é que era a sua "amorada". Antes de terminar, proibiu-o de falar com a amiguinha que originou a discussão.


Achei imensa piada ao facto de "5 réis de gente" ter este tipo de reacção, que só confirma a ideia de que o ciúme e a possessividade são inatos ao ser humano.


Decididamente não são coisas que se aprendam. Pelo menos posso garantir que nunca me viu fazer algo do género.



quarta-feira, 23 de abril de 2014

Que medo

- Pai, se não me dás pão com queijo dou-te uma chapadona!

- E a ti também, mãe, se não comeres tudo!

- Depois não bato a mais ninguém, que já me doem as mãos!

Um doce, a minha mais nova

Piada de baixo nível, mas que serve para reflectir

Entre as várias piadas que vi fazerem sobre a conquista do campeonato pelo Benfica retive esta, em particular, por a achar de tão baixo nível quanto importante para reflectir.

"O Benfica é como as mulheres que sofrem de violência doméstica ...
Basta uma festinha para se esquecerem que enfardaram durante anos!!!"

A violência doméstica é um flagelo a que continuamos a assistir e, contrariamente ao que se possa pensar, não se limita às classes mais baixas.

As razões pelas quais as mulheres (na sua grande maioria) mas também alguns homens se sujeitam à mesma são de várias ordens mas acredito que assentem muito em questões culturais e, acima de tudo, na incapacidade que a sociedade demonstra em apoiar e amparar quem tem a coragem de deixar tudo para trás.

Há coisa de 10 anos assisti a um julgamento em que a testemunha da violência doméstica, mãe da vítima" respondeu ao juiz que só dizia à filha para ter calma porque ".... uma mulher divorciada ..." (e estou a falar de uma situação em que esta mãe via o genro enfiar a cabeça da filha na sanita).

Esta passividade (e medo dos julgamento dos outros) será já (espero eu) um caso muito raro, mas a verdade é que continua a existir apesar de todos os progressos.

O legislador lá vai tentando uma mãozinha e aquando de uma das mais recentes alterações ao Código do Trabalho introduziu o direito de o trabalhador vítima de violência doméstica ser transferido, a seu pedido, para outro estabelecimento da empresa, para citar um exemplo.

Mas é uma gotinha de água no oceano e todos nos lembramos da discussão em torno da decisão de qualificar a violência doméstica como crime público.

Enquanto nos regermos (mais ou menos inconscientemente) pelo ditado "entre marido e mulher não metas a colher" pouco mudará.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Coisas que uma mãe aprende com o tempo

1 - Que o ranho também pode sair pelos olhos e pelos ouvidos
2 - Que as crianças se portam sempre bem, excepto quando a mãe está presente
3 - Que a manteiga da vizinha é sempre muito melhor do que aquela que compramos
4 - Que uma mãe nunca acerta na roupa que as crianças querem vestir
5 - Que ir para a escola é muito mais divertido do que ficar em casa com a mãe
6-  Que a mãe é a culpada de tudo (desde constipações a picadas de insecto)
7 - Que, apesar de todos os defeitos, ninguém limpa melhor o rabo de uma criança do que a mãe

Ir ao Algarve e voltar numa noite

Ter de acordar às 04h30m da matina para dar o antibiótico a uma criança dá para muita coisa.

Na noite passada até deu para ir ao Algarve e voltar (lamentavelmente só na imaginação).

Estava eu meia atordoada por ter sido arrancada do sono, quando me vieram à memória as viagens que fazia no Verão para o Algarve, com pais e irmã do meio (a mais nova ainda nem existia).

Acordávamos de madrugada, pegávamos no farnel e lá íamos na velhinha 4 L.

Era uma excitação pegada. Saudades ...

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Guilty Pleasure pascal

Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, vou confessar um pequeno (grande) guilty pleasure pascal.


Estão ver o papel que aconchega o pão de ló de Ovar? Não resisto a rapá-lo. Não há nada melhor que os restinhos que lá ficam agarrados.

Quem nunca experimentou, não sabe o que perde.

Pão de Ló há muitos, mas nenhum como o de Ovar. Acreditem em mim.

domingo, 20 de abril de 2014

Excomungadas após Vigília Pascal

Por esta hora já deve ter chegado ao Vaticano o pedido de excomunhão das duas pequenas Neves Pinto.

Temo que venham a ser o 1.º caso de excomunhão antes mesmo de fazerem a 1.ª Comunhão.

Ontem à noite fomos a um baptizado que ocorreu durante a Vigília Pascal.

Sugeriram-nos que subíssemos para o coro pois seria mais fácil sair, em caso de necessidade.

Assim fizemos e até estava esperançosa que as cachopas se distraissem lá em cima, onde viam muito bem tudo o que se passava.

Enganei-me redondamente. Entre outras tropelias, a Tita decidiu atirar (repetidamente) uma moeda para o chão, tendo depois começado a fazer o mesmo com um cavalo da Barbie (duro como tudo).

A certa altura temi pela vida dos fiéis que estavam sentados lá em baixo.

Quanto mais tentávamos sossegá-las (a Leonor também fez das dela e estava muito espantada por uma outra menina da sua idade "conseguir estar calada tanto tempo"), mas barulho faziam.

Foi um longo filme, de mais de duas horas.

Após a cerimónia, e já longe da Igreja, o  senhor padre cruzou-se com a Tita e disse "então eras tu que estavas lá em cima e era este o cavalinho !!!".

Engasguei-me todinha, a tentar explicar a incapacidade de dois adultos deterem duas crianças, mas o senhor padre mostrou-me muito compreensivo.

Ainda assim não sei se nos deixará voltar a entrar na Igreja daqui a 15 dias, para a Comunhão do nosso querido D.

sábado, 19 de abril de 2014

Uma doce Páscoa para todos quantos nos são queridos

Directamente do ninho da família Neves Pinto, votos de uma doce Pascoa para todos quantos nos são queridos.
 
E que o Senhor Resssucitado esteja convosco.
 
Aleluia! Aleluia!
 
 



Novas da Leonor

A Leonor está a recuperar lindamente e já não tem febre desde 5.ª feira.

Ontem, depois de um dia sem sair de casa, perguntou-me "mas a minha vida és só tu a ralhar-me?!!!".

E está tudo dito. Não é uma bactéria que a doma.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Ó pá, tão bom

Isto de deixar os dados de contacto em todo lado faz, quase sempre, que apanhemos grandes secas com sms e chamadas telefónicas.
 
Mas não tem de ser sempre assim como prova este e.mail que acabei de ler e me deixou de sorriso nos lábios, à conta de tanta fofura.
 
 
"Ola!
A Susana Pinto faz anos muito em breve e queremos que passe um dia inesquecível, repleto de diversão e sorrisos, na companhia dos seus amiguinhos e da equipa do ... do ... de Aveiro.
 
É por isso que vos convidamos a comemorarem esta data tão importante e especial no ...
 
Para isso, temos serviços diversificados como animação, modelagem de balões e pinturas faciais gratuitas que deixarão as crianças radiantes.
 
 
Esperamos ver-vos por cá em breve"
 
Bem sei que a juventude está na alma e que não me devia admirar com esta sugestão para comemoração dos meus aninhos, não sabia era que o marketing estava tão à frente.
 
Ou isso ou uma máquina nunca deixará de ser uma máquina.
 
Vamos lá amiguinhos?

Streptococcus Grupo A

O nosso fim de semana prolongado começou com uma ida ao Hospital de Aveiro com a Leonor.

Havia suspeitas de escarlatina (que se tem andado a passear lá pela escolinha) mas, feita a zaragatoa, ficámos a saber ser só amigdalite causada por Streptococcus Grupo A (seja lá isso o que for).

Nada que um antibiótico durante 10 dias, e duas pintarolas após cada toma, não cure.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sexagenário giro

Faz hoje 60 anos, o giraço da foto que, não por acaso, é o melhor PAI do mundo.
 
Parabéns Pai. Que contes, pelo menos, mais 60.
 
 
 
 
 
 

O que fazer quando detectamos uma carga de piolhos durante a noite?

Antes de adormecer, a Tita contou-me que uma das amiguinhas tinha piolhos.

Pensei que estava a inventar, porque gosta muito de o fazer, mas logo de seguida via-a a coçar a cabeça.

A coisa passou-se e adormecemos.

A meio da noite acordou e começou a coçar muito a cabeça.

Levei-a para a casa de banho e comecei a procurar a bicheza.

A minha vontade foi correr para casa da minha mãe, verdadeira expert em detectar e catar piolhos e lêndeas, mas achei que não seria muito próprio fazê-lo a meio da noite.

A verdade é que sou uma mãe inexperiente nestes campos pois, até à data, as cachopas têm escapado aos parasitas (vou bater na madeira).

Enquanto estava nisto, percebi não estar preparada para a situação. E se a Tita tivesse piolhos, o que é que eu fazia ?

Levava-a ao infantário, como se nada fosse, ou corria para a farmácia e faltava ao trabalho?

 Sei que a dúvida é estúpida, pois se a doença fosse outra nem se colocaria, mas o adiantado da hora tolda o discernimento a qualquer mãe, especialmente quando existe a possibilidade de encontrar  uma carga de piolhos a meio da noite.

O que vale é que tudo está bem quando acaba bem e, aparentemente, a comichão era devida ao suor.

Pelos vistos a amiguinha teve piolhos, de facto, mas já há bastante tempo e tudo não passou de uma coincidência.

À cautela acho que vou mesmo à farmácia, não vão os piolhos resolver aparecer por aí uma noite destas.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Cãs aos caracóis. Isto só a mim

O meu tom de cabelo tem permitido (até agora) disfarçar muito bem as minhas cãs.   O disfarce é tão bom que eu própria só as descobri recentemente.

Tudo processo normal do passar do tempo.

Só não era preciso que as ditas cãs fossem encaracoladas (a lembrar carapinha), elevando-se face aos cabelos que mantêm a sua cor jovem.

A continuar assim, vou ficar ... estranha. Ainda mais ... Isto só a mim.

Circo nocturno

Juntem, nos mesmo quarto, uns pais com insónias e uma criança que ressona com uma locomotiva e terão um verdadeiro circo nocturno.

É só uma ideia, para quem acha que tem uma vida monótona.

terça-feira, 15 de abril de 2014

"Ogorosa"

E de repente, num dos seus assomos de mau génio (ou será de sinceridade), a Tita virou-se para mim e disse" mãe, és "ogorosa!".

Tem o coração ao pé da boca, esta minha mais nova.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Eu, Lady Tichborne, me confesso

"Tal como muitos outros jovens vitorianos, Sir Roger Tichborne partiu em 1854 à aventura para a Ámérica do SUl. No Brasil embarcou no navio Bella.

Quatro dias mais tarde, os destroços do Bella deram à costa e todas as almas foram dadas como perdidas.

Lady Tichborne, mãe de Sir Roger, recusou-se a acreditar que o seu filho morrera. Encorajado por um médium que insistia em dizer-lhe que ela não encontraria o seu filho no além, publicou diversos anúncios nos jornais oferecendo uma reompensa por qualquer informação sobre o filho.

Lady Tichborne, felicíssima, enviou fundos para que o seu filho fosse repatriado.

Aquando da sua chegada, reconheceu o homem como seu filho e estabeleceu um estipência anual de 1000 libras.

Nem todos ficaram totalmente convencidos que o "candidato" a filho recém-chegado  fosse, de fato, Sir Roger.

É perfeitamente possível que o peso de uma pessoa se altere ao longo dos anos.

Contudo, Sir Roger era fluente em grego e em latim e o "candidato" não.

Sir Roger tinha conhecimentops práticos de química, o reém-chegado não conseguia distinguir cloreto de sódio de carbonato de cálcio.

É possível esquecer coisas aprendidas há muito tempo; talvez uma pancada na cabeça tenha resultado numa perda de memória.

No entanto é muito raro que tatuagens despareçam espontaneamente, mesmo no sol escaldante da Austrália.

Mais raro ainda é o fenómeno de mudança de cor de olhos. Sir Roger tinha os olhos azuis, o candidato tinha-os castanhos.

Lady Tichborne, de alguma forma, conseguiu ignorar todas estas evidências.

Só depois da sua morte é que a família conseguiu finalmente desmascarar  o impostor australiano que acabou por passar dez anos na prisão por perjúrio.

A moral desta história? Nunca subestime a vontade das pessoas em acreditarem na história mais fantástica, desde que ela encaixe nas suas ideias preconcebidas".

Hoje deparei-me com esta história e revi-me nela. Eu, Lady Tichborne, me confesso.

domingo, 13 de abril de 2014

Wish you were here

Àquele que foi a minha fonte de inspiração durante a doença.
Àquele em quem pensei, imediatamente, quando soube que teria de ser submetida a vários ciclos de quimioterapia.
Àquele que combateu, duramente, um cancro durante dois anos.
Àquele que acredito continuar a seguir todos os meus passos, a sofrer com os meus desaires e a vibrar com as minhas vitórias.
Ao Zézinho, meu tio e padrinho, falecido a 13.04.2007.

Wish you were here.

A 2 passinhos da minha cidade






 
 
 



Quantos de nós seriam capazes de fazer o mesmo?

Cada vez mais tenho a certeza que o altruísmo é tanto maior quanto menores são as posses das pessoas.

Esta semana soube de uma história que me tocou.

Alguém, bem perto de mim, que tem o marido em estado terminal e recebe o Rendimento Social de Inserção teve a coragem de receber uma criança de 9 anos retirada à família.

Esta pessoa, com um coração do tamanho do mundo, vai receber cerca de 100€/mês, que vão acrescer aos poucos rendimentos que tem, para fazer face às despesas que terá com esta criança.

Enquanto me contava a história só dizia "quem faz um prato de sopa faz dois e eu não queria nada. só queria que ele pudesse estar com a família"..

Esta história, de miséria e sofrimento, fez-me pensar quantos de nós seriam capazes de se abstrair das dificuldades já sentidas para evitar que uma criança fosse institucionalizada (como teve de ser o irmão deste menino, com 11 anos).

Poucos, certamente.

Dá que pensar, não dá?

sábado, 12 de abril de 2014

Análises atribuladas

Ontem lá fui fazer as minhas análises de rotina ao IPO que, desta vez, foram algo atribuladas.

Primeiro tive enfrentar dois administrativos que mereciam, no mínimo, um puxão de orelhas (juro que o faço na próxima vez que atirarem a caneta para cima da secretária, chateados porque a situação que estavam a tratar era diferente daquilo que que têm mecanizado na cabeça).

Depois de chegar a minha vez (ou seja, 80 pessoas depois) e já com os nervos a dar de si, sentei-me na cadeira.

Quando a enfermeira me disse "parece que as suas veias querem vir passear comigo", percebi que a coisa não iria ser simples. Lá esfurancou a pobre da veia até me subirem os calores e perceber que tinha de desistir.

Enquanto isso, e ao mesmo tempo que a enfermeira inspeccionava o braço para escolher outra vítima, tive direito a ouvir a história da minha antecessora (contada pela própria e comentada pela enfermeira) que não encontrou nada melhor para me dizer do que "comigo, no ano passado, a agulha até partiu dentro da veia e foi com esta sr.ª enfermeira".

O suplício terminou depois da colheita feita na parte interior do pulso.

Um espectáculo, portanto.

Vim de lá derreada, como sempre que acontece quando a cabecinha funciona demais, e muito zangada comigo.

 Era suposto ser uma prof nestas andanças e, pelos vistos, cada vez me custa mais a coisa.

Vá-se lá perceber a cabeça.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Sobre a doação de cabelo ao IPO

Na sequência deste post sobre a doação de cabelo, comprometi-me a procurar informações sobre essa possibilidade no IPO do Porto.

Hoje tive de ir lá fazer as minhas análises de rotina e dirigi-me ao cabeleireiro que, ressalve-se, é explorado por uma empresa externa.

O que o proprietário me disse foi que podia aceitar a doação e ficaria com o contacto da pessoa para a informar quando fosse utilizado.

Mas pelo que pude perceber será difícil que isso venha a acontecer.

Isto porque a única empresa que faz cabeleiras no Porto cobra 1.200€, o que não está ao alcance de qualquer bolsa.

Disse-me também que actualmente existe cabelo artificial muito dócil, pelo que não se justificará muito  a utilização de cabelo natural.

Em todo o caso,  existe quem faça questão que a cabeleira seja de cabelo natural e acho importante que tenha essa possibilidade.

Disse-me também que tem um reunião agendada na Alemanha e vai saber os valores que se praticam lá pois, realmente, 1.200€ é muito dinheiro.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Este é para as minhas manas

 
No dia internacional dos irmãos, um mimimnho para as minhas manas.
 
Porque "a gente" briga muito, mas no fundo é só porque se ama muito.
 
E já tenho saudades de dormir a sesta com a piscina do hotel a chamar por nós (not); jogar dominó depois do jantar e passear em Porto Santo.
 
 

Preocupante

Percebemos que há algo preocupante connosco quando, detestando tratar de roupa, olhamos para um monte dela e pensamos "quem me dera ficar aqui a dobrá-la".

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Dizem que da boca delas só saem as verdades

- Tita, sabes de onde vem o fiambre?

- Sei!

- Sabes?!!! Então diz lá.

- É da tua barriga!

Toma que é para aprenderes a estar calada.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Desengordurante ecológico e económico

Para quem gosta de poupar ... o ambiente e a carteira aqui deixo uma dica de um desengordurante ecológico e económico cuja fórmula me foi dada pela minha santa mãezinha.

Ingredientes

Vinagre
Cascas de citirnos

Para aromatizar

pau de canela
cravinho da índia


Basta deixar esta mistura num frasco durante 2 semanas, guardá-la num sítio escuro e depois passá-la para um borrifador.

Et ... voilá

Os efeitos estão comprovados, cá pela família.

E pronto, este foi um pequeno momento de cultura geral.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Abril é mês de IPO

Abril é mês de IPO cá por casa

Vou eu e o carro (gostaram do trocadilho?)

Como de costume em vésperas de consultas, os dias passam lentamente. Demais.

domingo, 6 de abril de 2014

A vitória do Manuel Forjaz

O Manuel Forjaz partiu hoje e um dos primeiros títulos de notícia que li dizia que tinha perdido a batalha contra o cancro.

Nada mais falso. O Manuel Forjaz foi um vencedor, pois não teve medo de enfrentar o cancro nem de expor a sua luta.

A morte do Manuel Forjaz não será em vão porque a sua vida perdurará na memória de todos e a muitos dará alento para derrotar o cancro.

O Manuel Forjaz era um homem comum, com qualidades e defeitos (muitos, segundo quem o conheceu), mas teve a sabedoria de aproveitar o tempo em que esteve doente para redireccionar a sua vida para aquilo que é mais importante, os afectos. Coisa que muitos, cheios de saúde nunca conseguem fazer.

Neste momento de reflexão, o meu desejo é que todos se revejam neste exemplo de vida e consigam perceber o valor das coisas (vendo para além do seu preço).

A simbologia nos contos infantis

As minhas patroas gostam muito de livros e eu, apesar de forreta como algumas más línguas gostam de apregoar por aí, não me importo nada de lhos comprar.

Ontem chegou cá a casa aquela que deve ser a quinquaségima versão que conheço dos Três Porquinhos.

Nesta versão, os Três Porquinhos saem de casa a "convite" da mãe que, farta da sujidade que fazem, os manda fazerem-se à vidinha.

É muito engraçado ver as inúmeras variantes que a mesma história pode ter mas que, no final, pretendem transmitir a mesma moral.

Este livro novo tem a particularidade de, no final, trazer uma explicação sobre a origem dos contos infantis, que antes de esritos passavam de boca em boca.

E aqui vai uma explicação para a simbologia dos números nos contos infantis que me pareceu bastante interessante "a narrativa segue a regra de 3, em que a mesma acção é repetida 3 vezes em situações muito semelhantes.

A regra baseia-se na ideia de que uma coisa contada 3 vezes é mais interessante, mas divertida e mais fácil de memorizar. No caso dos Três Porquinhos, a história está escrita num três contrastante em que o último porquinho consegue mudar o rumo da acção, derrotando o lobo e definindo o fim da história".

Nada é, assim, por acaso.

É viver e aprender.

sábado, 5 de abril de 2014

Confias em nós?

Num dos primeiros ensaios do coro que cantou no meu casamento, a minha querida amiga Joana Quina (e madrinha da Benedita), perguntou-me "confias em nós?".

Respondi que sim e não tornei a aparecer nos ensaios, decidida a deixar-me surpreender.

Em boa hora o fiz, pois a surpresa não podia ter sido mais bonita.

A entrada na igreja aconteceu ao som desta belíssima música, tocada por um excelente violinista.

Há coisas que não se esquecem.

Obrigada amigos do Adoramus Te!

Amor sem explicação

Durante a semana deparei-me com esta história sobre um Amor sem explicação, que não resisto a partilhar.

Esta mãe desistiu dos tratamentos contra o cancro para que a sua bebé pudesse nascer.

A admiração que sinto por esta heroína, que já partiu, é incomensurável.

Sei que a decisão é polémica, mas quero acreditar que esta mãe tenha sentido o apoio daqueles que o rodeavam.

A 1.ª vez que fui ao IPO (grávida de 19 semanas) foi para fazer uma biópsia excisional da lesão que tinha na pele.

Quando estava a caminho, telefonou-me uma amiga a quem disse o que iria fazer e que o procedimento seria com anestesia loal, pelo facto de estar grávida.

Não estava preparada para a reacção dessa minha amiga que me perguntou, muito espantada, se eu não iria abortar.

Disse-lhe que não e que o médico nem me tinha falado nisso sequer. Respondeu-me que eu iria sofrer muito mais por não poder receber anestesia geral.

Quando desliguei o telefone, disse ao meu marido que se alguma vez me falassem em abortar eu não o faria.

Aliás o 1.º medo que tive, assim que soube que seria encaminhada para o IPO (e ainda sem perceber muito bem o que tal significava) foi o de que se equacionasse essa necessidade.

Desde que soube que estava grávida da Leonor que comecei a sentir um instinto de protecção difícil de descrever (primeiros dias até tinha medo de cair) e uma responsabilidade enorme pela vida que estava a gerar.

A preocupação foi sempre a Leonor (sendo que para tal eu teria de ficar bem) e, por isso, aquilo que me veio à mente no momento em que nasceu foi "missão cumprida; agora vamos ao resto".

Graças a Deus nunca se colocou a hipótese de necessitar de abortar, apesar de ter chegado a circular o boato de que eu estava louca por não o fazer  e estar a colocar a minha vida em perigo.

A questão foi sempre vista na perspectiva "vamos andando e vamos vendo" e o máximo que aconteceu foi ponderar-se a eventualidade de antecipar o parto, o que também não foi necessário tendo a Leonor nascido de parto natural e no preciso dia em que a gravidez atingia 40 semanas.

Esta experiência, que nunca esquecerei, faz-me perceber a decisão desta mãe a quem presto uma pequena homenagem divulgando a sua corajosa decisão.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Justiça popular, pura e dura

Quando falávamos sobre pessoas que têm de trabalhar durante a noite, dei os polícias como exemplo.

Expliquei que, entre outras coisas, prendiam os ladrões e que depois os levavam ao tribunal para os juízes darem um castigo.

A Leonor ficou a pensar na questão da punição e, passado um bocado, perguntou se os polícias não tinham pistolas.

Disse-lhe que sim e a reacção não se fez esperar. "Então porque é que não matam logo os ladrões?".

Assim só os mandavam para o tribunal quando as pistolas estivessem estragadas.

A isto se chama justiça popular, pura e dura.

Oxalá a troika não se lembre desta forma de corte nas despesas.

O video que me perturbou

Nas minhas navegações na internet, deparei-me com este video .

A legenda era clara, ao dizer que se tratava de uma situação em que um pai, em fase terminal por causa de um cancro no pâncreas, encenava o casamento da filha (com 11 anos) para a levar ao altar.

Antes de ver o filme, li bastantes comentários de pessoas comovidas com o gesto.

A mim, o filme só conseguiu perturbar.

Aquele momento, organizado ao pormenor,pareceu-me de uma violência tal para uma menina de 11 anos que tenho dificuldade em percebê-lo.

Mas acreditem que tento pois sei bem o que é ter medo de não estar cá, para ver o crescimento de uma filha (e isto sem querer ter a ousadia de comparar as situações pois este pai não tem medo. Tem a certeza).

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Esperteza saloia

Acabo de descobrir mais um tipo de choro na minha cria mais velha.

Aquele que simula quando imagina que lhe vamos ralhar (a cachopa sabe bem o que faz) e usa como expediente para nos amolecer o coração.

Hoje, quando dei conta, estava o avô de roda dela a perguntar o que lhe doía até, minutos depois, perceber que a dor da netinha era o medo de ouvir um ralhete por mexer no que não devia.

A chamada esperteza saloia.

10 anos

 
 
10 anos se passaram desde o dia em se que iniciou o nosso projecto de vida em conjunto.
 
O caminho, nem sempre cor de rosa, tem-nos conduzido a destinos nunca imaginados.
 
Os sorrisos e lagrimas partilhados têm feito crescer aquilo que um dia surgiu de forma timida.
 
Feitas as contas de uma decada muito preenchida, a certeza de que seguimos o rumo certo.
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Brincadeirinha

Ontem imbuí-me do espírito do dia e resolvi escrever este post que, como não poderia deixar de ser, se tratava de uma brincadeirinha.

Claro que o fofinho do meu marido (que raramente comenta o que escrevo) se apressou logo a tentar desmascarar-me com afirmações do género

"Oh, quem não te conhecer que te compre! Se não fosse 1 de Abril, até achava que estavas louca (embora fosse esta uma boa resolução)"

"Sim, a gota de água foi o ginásio... Se tivesses dito "fazer umas caminhadas", agora ginásio Alice!?"



Tendo sido logo secundado por umas amigas igualmente fofinhas e que  me conhecem quase tão bem como ele.

Pois bem, ontem estava a brincar.

A verdade é que não imagino a vida sem enchidos e estou convencida de que seria profundamente infeliz se tomasse a dita resolução (ainda que tenha consciência da estupidez dos meus actos).

terça-feira, 1 de abril de 2014

Resolução sobre mudança de hábitos

Há coisas relativamente às quais sou muito casmurra e uma delas tem a ver com os hábitos alimentares.

Como muito mal, no sentido de que não tenho o mínimo cuidado em diversificar a alimentação e praticamente não ingiro vegetais.

Mas só os burros é que não mudam e estou, finalmente, determinada a mudar.

Vou começar gradualmente (para o choque ser menor). Para já, eliminarei os enchidos do meu prato.

O objectivo é reduzir, substancialmente, o consumo de carne e aumentar o de vegetais.

Estou também a pensar inscrever-me num ginásio.

Wish me luck.