domingo, 30 de novembro de 2014

Alguém me explique como se eu fosse muito burra

Palavra que não consigo perceber como é que alguém coloca filhos como testa de ferro de negócios ilícitos.

Queixinhas

Há poucas coisas mais irritantes do que passar o dia a ouvir queixinhas de 2 irmãs endiabradas, com direito a entoação parva e tudo.


Mas há pouco tive de me rir. A Tita veio queixar-se que a irmã lhe tinha batido e antes que pudesse ir investigar, a Leonor apressou-se a esclarecer "ai não, não bati. Ia bater mas ela fugiu".


Mais uma queixa infundada.

sábado, 29 de novembro de 2014

Ai como dói

Estávamos de saída para levar a Leonor ao xadrez, e aproveitar uma bela manhã se sol, quando as meninas decidiram fazer uma birra descomunal.


Tiveram azar, pois o coração do papá mantém-se mais firme do que o meu, em situações críticas como esta, e já não foram a lado nenhum.


O castigo foi merecido, mas ainda assim doeu à mãe.



Qualquer dia tenho a CPCJ à porta.

Tenho um pai galinha que se transformou num avô ainda mais galinha.


Não há um santo dia em que eu, a mãe despreocupada, não receba um ou dois ralhetes seja por telefone seja presencialmente.


Ou as meninas estão com calçado desadequado ao tempo, "parecem umas pelintras de tão mal vestidas", estão (invariavelmente) "mal agasalhadas", têm de se deitar mais cedo (etc,etc,etc).


Juro que se não conhecesse a peça (leia-se o Amor que nos tem) já tinha ido  deixar as cachopas na roda dos enjeitados, na esperança que alguém mais capaz as acolhesse.


Mas não estou livre de ter a CPCJ à porta.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Igualzinha ao bisavô materno

A Leonor é uma miúda de hábitos que cumpre religiosamente ... até ao dia em que lhe dá uma veneta e muda sem explicação.

Durante uns 3 anitos, só comia papa Blédina de frutos variados ao pequeno almoço.

Entretanto começou a aceitar papa de outra marca.

Hoje quando lhe dei aquela que já foi a sua papa de eleição disse-me que nunca tinha gostado daquilo.

É igualzinha ao bisavô materno.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Imagino-os a ter conversas profundas lá no céu

1.º partiu o meu avô, depois o Anthimio de Azevedo, agora o Sousa Velozo e eu recordo-os com um sorriso, enquanto os imagino a ter conversas profundas lá no céu.


Isto se o meu avô estiver para aí virado, que quando não lhe apetecia falar punha  a malta toda a correr.


Que saudades!

A presunção de inocência é uma quimera

Devo confessar que fui uma das pessoas que sorriu ao saber da detenção do Sócrates.

E também me tenho rido com as 1001 piadas que vão fazendo no facebook (há malta muito criativa).

Nunca simpatizei com o nosso ex-PM e metem-me confusão todas aquelas histórias que, ao longo do seu percurso político, têm ficado por esclarecer.

Apesar disso, tento manter presente na minha mente um dos princípios mais basilares que aprendi na faculdade o de presunção da inocência até sentença transitada em julgado e rejeito veementemente "julgamentos na praça pública".

O meu sorriso foi pois de satisfação por ver a justiça investigar uma situação a fundo e não de vingança que é sentimento que dispenso.

Existem locais próprios para aferir responsabilidades e acho que a justiça portuguesa começa a dar provas de estar cada vez mais atenta e actuante.

Mas é obviamente difícil acreditar nos princípios. Acho que faz parte da condição humana acreditar naquilo em que se quer acreditar, em função dos afectos ou tendências, sejam eles clubísticos, religiosos ou políticos. E isso tem sido bem notório neste caso.

Esta história dava um excelente estudo de caso sociológico.

Contrariamente ao que já ouvi dizer, este tipo de situações não faz com que me envergonhe de ser portuguesa. Não me consta que o Sarkozy ou o Berlusconi (só para citar 2 exemplos) tenham sangue luso.

A ânsia pelo dinheiro e pelo poder que ele traz (aqui me referindo aos casos em que já se verificaram condenações transitadas em julgado) será também outro sinal de humanidade (ou perda dela).

E não deixa de ser sintomático disto tudo a frontalidade com que o nosso ex - PR afirmou que conseguiu entrar na prisão para visitar Sócrates porque o director da prisão é muito boa pessoa e abriu uma excepção.

Assim de repente parece-me é que assistimos a excepções em demasia, excepções essas que nada têm nada de democráticas.

Não me interessa nada saber o que Sócrates comeu na prisão, nem como está decorada a cela.

Mas estou ansiosa por saber o desfecho deste caso e que, acima de tudo, ganhe a justiça.

Se o mundo tiver de falar de nós que seja pelas coisas boas que temos e fazemos.



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Pausa para a bucha

Ninguém diria o tempo de vida que já passei à volta da análise jurídica da famosa pausa de 10 minutos para a bucha.

Vida interessante a minha.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Para interiorizar

A névoa que envolve o meu cérebro está a dissipar-se. O que vale é que os meus surtos de parvoíce são fugazes, ainda que frequentes.


Tenho a sorte de, entre outras coisas, me terem saído na rifa os 3 melhores médicos do IPO do Porto (dos que conheço e que, coincidência ou não, são os mesmos 3).


Hoje, durante 1 das consultas e depois de me ter sido dada toda a atenção que pedi, a médica finalizou a observação com um comentário que tentarei interiorizar ´"nem tudo o que temos é de foro oncológico".


Saí da consulta com aquele comentário na cabeça e, de repente, lembrei-me que é a 2.ª vez que o ouço no prazo de 1 mês.


Curiosamente, ou se calhar não, a 1.ª pessoa a fazê-lo foi outro dos fab 3.


E sendo este um blogue de desabafos e partilha não podia deixar passar esta importante constatação a quem, como eu, tem minhocas na cabeça.

Notícias das consultas

Tal como prometido, cá estou para dar notícias das consultas de onco-hematologia e nefrologia.

O principal, e que realmente interessa, é que está tudo bem e só volto ao IPO em Maio de 2015.

Supostamente deveria estar aos saltos de alegria, mas não é assim.

1.º porque em dias de consulta apanho uma descarga de adrenalina tal que parece ter sido pisada por uma manada de elefantes (por mais francesinhas, hamburguers e gomas que coma).

Depois pela desilusão de ainda não ter tido alta. Tudo culpa da tal meta dos 5 anos que criei no meu imaginário.

Segundo a médica, pelo linfoma de Hodgkin teria já alta, mas prefere não ma dar ainda por causa da forma como ele se revelou (a famosa lesão na pele).

É só uma questão de cautela e sei que devo ficar muito mais descansada por continuar a merecer tanta atenção, mas o que gostava mesmo era que a médica me desse alta e depois cedesse às minhas súplicas para me manter debaixo de olho.

Pode parecer a mesma coisa, mas não é

Talvez seja estúpido o que estou para aqui a dizer, mas hoje sinto-me nesse direito.




Hoje é dia da ansiada consulta dos 5 anos!

Hoje é dia da ansiada consulta dos 5 anos (designação inventada por mim, sublinhe-se).


Vou só dar um saltinho ao IPO e volto já para dar notícias




PS E antes que (um certo) alguém pergunte - Não, não me dói nada. Eh,eh,eh

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Para ti Amiga

Terminei, há cinco anos e com o teu amparo, o ciclo que agora inicias.


Olho-te agora e revejo-me nos medos, angústias e dúvidas. Ouço os que te rodeiam e relembro-me da paciência infinita que tinha de ter para responder a cada questão e ouvir cada conselho.


O caminho é duro, não vale a pena escondê-lo, mas acredito (tal como tu) que Deus éscolhe os melhores guerreiros para as batalhas e sairás desta vitoriosa.


Não reprimas as lágrimas que precisares de soltar. Chorar não é sinal de fraqueza.


Faz tudo o que te apetecer. Chora, ri, grita, canta.


Eu estarei aqui, ou onde precisares.


PS


E agora uma musiquita (e sabes o porquê de ser esta)











domingo, 23 de novembro de 2014

Já sei como me tornar uma escritora famosa

Pronto, já sei como me tornar uma escritora famosa. Escrevo, edito e compro 30.000 exemplares.


Ah pois, não tenho dinheiro para isso.


Acho que vou ter de continuar a seguir as notícias para aprender.

sábado, 22 de novembro de 2014

Foi muito fácil, mas deu trabalho

A Leonor fez o seu 1.º xeque-mate na aula da xadrez.


Segundo a própria "foi muito fácil". Bastou comer todas as peças que estavam em frente do rei. Ainda assim, e cito, "deu trabalho".


E os pais a babar ...

Pensava eu que era tola

Faltam 6 meses para a Leonor fazer 6 anos e o papá já anda a sonhar com a festa.


E o pior é que conseguiu contagiar-me.


Pensava eu que era tola, mas afinal não sou a única.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Até já tenho medo de me aproximar do homem

Já estou habituada a que todos os meus comentários/piadas originem conversas sobre um 3.º filho.


Mas quando a Tita põe a mão na minha barriga e pergunta se tenho um bebé lá dentro, começo a ficar verdadeiramente assustada.




Não escondo que até gosto da ideia, mas há casos em que a razão deve sobrepor-se ao coração.


Com tanta premonição/sugestão até já tenho medo de me aproximar do homem. Safa!

Barbie com estrias, acne e celulite

Ora aqui está uma ideia engraçada.


Não há melhor forma de tentar mudar mentalidades do que direccionar a mensagem àqueles que estão a construí-la - as crianças.


Claro que o ideal seria verem adultos tal como eles são, sem intervenções e photoshop, mas não deixa de ser mais um passo para que todos saibamos aceitar a nossa imagem.


Gostei.

Há cancros que "merecem" ser partilhados

Há mesmo cancros que "merecem" ser partilhados.


A história da Sofia Lisboa, vocalista dos Silence4, tem de ser partilhada.


Passou por muito, mas está cá. Linda e inspiradora.


Ouçam que vale a pena.




PS
Abstraiam-se da estupidez de certas perguntas para puxar à lagiminha

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O dia acabou com a melhor das notícias

O dia de ontem terminou com um telefonema que me deixou de lagriminha no olho.


O V. deu uma tareia ao malvado do linfoma e está em remissão.


Como diria a Gigi "Incha porco!"

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

É assim mesmo filha, mas ao contrário

Resolvi experimentar um método motivacional (não sei se a expressão existe) para tentar que Sua Alteza Real, D.ª Maria Leonor, largue as fraldas de vez.


Vai daí encetámos uma negociação cujos termos finais consistem em 6 noites seguidas de fralda seca + 5 manhãs sem birras = finger boarders e 1 saqueta de cromos da Violetta. PS Se chamar o pai durante a noite (dando-me tréguas) a parada sobre para 20 saquetas de cromos.


Esta foi a 1.ª noite da experiência. D.ª Maria Leonor acordou e chamou-me. Lembrei-me do negócio e sorri, apesar do torpor, enquanto sentia o pai a abanar-me e a dizer "combinado é combinado".


Assim que entrei no quarto percebi o que tinha acabado de acontecer.Sua Alteza Real chamou-me, mas depois do facto consumado.


Ah,ah,ah. É assim mesmo filha, só que ao contrário.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Que temos para oferecer aos nossos idosos?

Gosto muito de ler o blogue "familiar" do João Miguel Tavares (Pais de Quatro) no qual escreve sobre temáticas muito interessantes.



Concordando-se, ou não, com as opiniões que manifesta, acho sempre salutar e enriquecedor conhecer argumentos a favor e contra questões que a todos, de uma forma ou outra, tocam.




Hoje chamou-me a atenção este artigo sobre aquilo que temos/podemos oferecer aos nossos idosos.


Contrariamente ao JMT não sou alérgica a lares, já que cada caso é um caso e na decisão sobre a melhor forma de cuidar de um idoso têm de ser avaliados muito factores mais ou menos intangíveis.


Claro que, em abstracto, o melhor será manter a pessoa em casa mas isso nem sempre é possível/exequível.


O que acho muito mal são os julgamentos em praça pública ,que gostamos de fazer sem conhecimento daquilo que criticamos, das pessoas que optam por colocar os familiares em lares.


E o que me choca é a falta de estruturas de suporte às famílias que se vêem a braços com uma situação tão delicada como a de decidir onde e como um seu ente querido passará o final da sua vida.

A última coisa que me fez babar

Antes de mais, devo dizer que a Vista Alegre nem sabe quem eu sou (o mesmo é dizer não me paga publicidade).


Mas tenho uma relação de afecto com a sua história e produtos, a tal ponto que casei lá mesmo, na capela da Nossa Senhora da Penha de França.


Posto isto, e porque acredito no Pai Natal, deixo aqui algumas dicas para o caso de o sr. das barbas achar que me portei bem este ano.


E a última coisa que me fez babar foi isto e isto (tudo, em particular os presépios)

Houve aqui algum mal entendido

Eu sei que andava a ansiar por ficar uma manhã na caminha, a ouvir a chuva cair.  Mas não era com um peso de 1 tonelada em cima da cabeça e dores no corpo todo depois de uma noite em que estive mais tempo na casa de banho do que a dormir.




Parece que temos andaço por estes lados.


Pelos vistos não terei sido clara nas minhas preces.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Os desastres de Alice

A saída de casa foi tocada a chuva.


No carro, dois sacos distintos (um preto e outro laranja) com os sapatos que as patroas iriam calçar quando tirassem as galochas.


Chego ao destino, entrego a Tita ao avô que a levaria à escola.


Chegada à escola da Leonor percebo que troquei os sacos dos sapatos.


Explico à Leonor que terá de ficar de galochas até à hora do almoço, pois já não tenho tempo de fazer a troca.


A rapariga fica desgostosa e ainda mais quando confesso que também me esqueci da lancheira (resolvi a questão do lanche da manhã cedendo-lhe o iogurte que tinha colocado na carteira para comer no trabalho).


Enquanto refreava a vontade de me fustigar com urtigas, lembrei-me que o meu pai já devia ter dado conta da troca de sapatos e devia estar prestes a chamar a CPCJ, não sem antes de desancar ao telemóvel.


Lembrei-me então que ao desligar o despertador do telemóvel o tinha deixado cair para debaixo da cama e me tinha esquecido completamente do facto.


À hora do almoço lá fui remediar toda a trapalhada e montar o telemóvel, desfeito em três com a queda.


Tudo se resolveu. Só não me livrei de um ralhete daqueles dado pelo meu pai pelo facto de ter estado incontactável tanto tempo.


É verdade. Aos 37 anos e meio continuo uma criança irresponsável, aos olhos do papá (provavelmente com alguma razão).

1.ª constatação do dia

O dia ainda agora começo e já retirei conclusões existenciais, tudo graças a um monte de roupa que não pára de crescer.


Definitivamente, não nasci para ser dona de casa e só serei plenamente feliz no dia em que tiver uma empregada interna 24 ssobre 24 horas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Não sou rapariga que se choque com facilidade mas  não posso deixar de ficar indignada depois de saber que houve pacientes a quem foi colhido sangue para análises que tiveram de repetir a colheita pois o sangue foi para o lixo devido a uma greve de profissionais de saúde.


O que me pergunto é de quem será a culpa. Do Estado, que os grevistas quiseram castigar? Dos grevistas que, na luta pela sua causa, entenderam que o Estado é que tinha a obrigação de evitar este tipo de situações?


Não sei qual a resposta. Provavelmente será do sistema, como diria o outro. Sei é que situações destas são inadmissíveis e que deviam existir mecanismos que as evitassem.


Aquele sangue não devia ter sido colhido. Os pacientes não deviam ter sido sujeitos a uma segunda colheita. Ninguém (muito menos um paciente oncológico) devia receber uma notificação para repetir análises.


Há uma coisa chamada respeito pelo outro que devia estar acima de tudo.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ontem foi dia de IPO

Ontem foi dia de IPO e, para não variar, houve uma grande confusão à volta da requisição das minhas análises.

Juro que um dia, e só a título de curiosidade, tentarei saber se sou a única paciente lá do sítio a quem é pedida a famosa análise da urina de 24 horas ou não o sendo (o que me parece muito provável) sou a única que tem duas médicas espectaculares que tentam marcar as respectivas consultas para o mesmo dia e aproveitam para "partilhar" requisições de análises.

Voltas e voltinhas à parte (não há nada que não se resolva com boa vontade), lá fiz as análises ao sangue e tive acesso ao resultado da análise à urina.

A proteínuria continua presente na urina mas em valores muito aceitáveis, que é o que realmente interessa nisto tudo.

Apesar da boa notícia, e como acontece sempre, voltei para a Aveiro derreadinha (o stress encapotado dá tareias de criar bicho), ainda que confortada pelo cafézinho que me foi oferecido pelo grande Amigo que fiz no IPO (não me importava era de o ter conhecido noutro contexto mas, como diria a Benedita,, deve ter sido essa vontade da Senhora de Fátima)

domingo, 9 de novembro de 2014

Porque é que as zebras têm riscas?

 - Tita, sabes porque é que as zebras têm riscas?


 - Porque a Senhora de Fátima as fez assim!


A isto chama-se fé.



Sou uma pessoa fraca

Sou uma pessoa fraca.


Só isso explica que não resista a um pedaço de morcela, mesmo sabendo que vou andar a morrer na semana seguinte.


Como diria o grande Variações, "quando a cabeça não tem juizo o corpo é que paga".

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

BAU

Ontem devo ter passado por provinciana quando o assessor de um ministro teve de me traduzir a frase final da nossa conversa.


Depois de acertarmos uns pormenores, o senhor terminou com a expressão "business as usual" e perante o meu silêncio lá traduziu "tudo como estava, então" que (vi depois no dr. google) no mundo dos negócios se abrevia com a sigla BAU.


Como não acho piadinha nenhuma a estas expressões só me apetece dizer "Hello!!! We´re in Portugal!!!"


Mas como o saber não ocupa lugar, entendi partilhar esta, pode ser que dê jeito a alguém.


PS
Viram a forma subtil que arranjei para dizer que falei com o assessor de um ministro?


E agora vou, que o dia vai ser longo



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

E já lá vão 38 anos



Ai que esta foto explica tanta coisa!





E passados 38 anos cá estão os frutos do Amor (falta só "a do meio")





O dia foi atribulado e nem dei os parabéns aos meus pais.  Por isso aqui fica um gesto simbólico de reconhecimento e orgulho.

Parabéns velhos marretas!

A Noisette partiu para o céu dos cães

A Noisette era uma cocker estouvada, cor de avelã, que o papá cá de casa tinha oferecido à sua mamã numa altura em que ela estava doente.

Quando engravidei da Leonor e, quase de imediato, da Benedita, a Noisette passou a ter de ser fechada quando íamos lá a casa, sob pena de me poder derrubar ou aleijar com a sua força de touro. Mais tarde, o perigo era derrubar as meninas com a tolice.

Esta noite partiu para o céu dos cães. Vai deixar saudades, a bichinha.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Há dias em que me dava jeito ser homem

Novembro será dia de consultas no IPO e, à semelhança do que ocorre ultimamente, tenho de fazer análise à urina de 24 horas.


No dia da recolha é ver-me de mochila às costas para cima e para baixo, sempre na esperança que não me perguntem porque carrego aquilo.


Hoje tive a feliz ideia de ir de calças botas de cano alto e vestir calças.


Acho que nunca, como desta vez, me dava tanto jeito ser homem. Estou cada vez mais convencida que as mulheres não foram ergonomicamente concebidas para fazer esta análise.

Esta noite fez-se história (ou não)

O silêncio da noite foi cortado por um chamamento "MÃE, QUERO FAZER XIXI; ANDA LÁ MÃE, QUE ESTOU AFLITINHA"


Meia grogue lá fui e quando cheguei junto da patroa vi um enorme sorriso de orgulho "a fralda está sequinha mãe!".


Pela manhã, a cachopa anda inchada como um perú de tanta vaidade pelo grande progresso.


A ver se é desta

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Perguntas estúpidas que costumo fazer pela manhã

Esta manhã cheguei, finalmentè, à conclusão de que o meu reportório de perguntas matinal é estúpido.


- Leonor, já te calçaste?


- Tita, o leite já está bebido?


- Leonor, já puseste o gancho?


- Tita, já pegaste no bibe?


- Leonor, já tens a lancheira?


(...)


Só mesmo uma pessoa parva como eu, para fazer 1001 perguntas para as quais sabe a resposta de cor.


NÃOOOOOOOOOOOOOOOOO

Ideia para aliviar o stress

As nossas manhãs de sábado mudaram, desde que a Leonor começou as aulas de xadrez.


Aproveitando a oportunidade, saímos os 4 de casa e, enquanto a pequena está na aula, o resto da família vai dar uma volta pela cidade.


Um destes dins de semana descobrimos uma pastelaria espectacular. O sítio não é nada fashion mas , além de uns bons cachitos, tem um remédio espectacular para quem precisa de aliviar o stress - montes de montes de Harleqins e Sabrinas.


Sim, isso mesmo. Romances de cordel, daqueles que se  lêem de enfiada sem pensar em mais nada senão na cena que vem a seguir, tão óbvia quanto pirosa.


Por mim passava lá os dias (da semana).


E já que apregoei o remédio, é justo que identifique a farmácia.


Pastelaria Máxima, pertinho da igreja da Vera Cruz



domingo, 2 de novembro de 2014

Fica sempre um pouco de perfume nas mãosque oferecem rosas

Durante este fim de semana, ao cruzar-me com os muitos voluntários que acederam ao desafio de colaborar no peditório da Liga Portuguesa contra o Cancro, vieram-me à memória lembranças das minhas idas ao IPO.


Lembrei-me dos sorrisos daqueles que doam o seu tempo aos que por lá passam, das pergunta "posso ajudar?", que repetem a cada momento, do cheirinho a café que exala dos carrinhos que empurram.


Enternece-me a dedicação de quem é capaz de renunciar ao seu conforto para confortar os outros.


Tenho-os a todos no coração.


Um bem haja a todos os voluntários da Liga Portuguesa contra o Cancro.

Dicionário cá de casa - cont.

I


Pai - sameira


Mãe e filhas - caricas


II


Pai - bufar


Mãe e filhas - soprar


III


Pai - magnórias


Mãe e filhas - nèsperas


IV


Pai - mulete


Mãe - papo seco


Filhas - pão


V


Pai - aloquete


Mãe - cadeado


VI


Pai - bico de pato


Mãe e filhas - pão de leite

Hoje recebi a mais bela declaração de Amor

- Tita, amo-te muito. E tu, amas a mãe?


- O quê?


- Amas a mãe?


- Faço o quê?


- Amar, Tita. Não sabes o que é amar?


- Não!


- Amar é gostar muito. É ... olha é gostar de alguém mais do que tu gostas de chouriço. Já percebeste?


- Sim.


- E amas a mãe?


- Ahhhhhhhh ..... sim.


E assim recebi a mais bela declaração de Amor. Sò quem sabe quanto a Tita gosta de chouriço é que percebe.

sábado, 1 de novembro de 2014

Dicionário cá de casa

Mãe - nascida em Aveiro; criada por alentejanos entre Aveiro e Ermesinde
Pai - nascido em Paranhos (Puorto, carago) e criado em Ermesinde
Filhas - nascidas e criadas no Distrito de Aveiro




DICIONÁRIO CÁ DE CASA


I


Mãe - atacadores
Pai - cordões
Filhas - atacas


II


Pai - coberta
Mãe e filhas - colcha


III


Pai - travesseiro
Mãe e filhas - almofada


IV


Pai e Mãe - aguça
Filhas - afiadeira


V


Pai - safa
Mãe e filhas borracha