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A mostrar mensagens de 2018

Obrigadinha, Escola Segura

Andamos nós,pais, a tentar convencer os nossos filhos pequenos de que não precisam de telemóvel para nada e eis que os policias da Escola Segura vão fazer uma acção de sensibilização sobre regras de segurança e fazem-se acompanhar de um parceiro que oferece cartões de telemóvel ao garoto.
Estão a ver o filme cá em casa. Pais que tentam demover as crias da ideia de terem telemóvel (agora com argumentos muito fragilizados), duas crias persistentes e competitivas, um cartão de telemóvel. Todo um circo montado.
Claro que há momentos e momentos e o cartão vai ser útil. Tirando este pequeno "qui pro quo" caseiro, a acção foi super importante e a patroa mais nova interiorizou muito bem os conselhos ouvidos. As palavras do sr. polícia,  como de qualquer outra pessoa aliás, são sempre mais impactantes que as dos pais, esses seres que só chateiam. E agora vou ali à PSP comprar a pulseira "estou aqui" ou a criatura denuncia-me à  CPCJ.

Nem roxo nem lilás, violeta

A patroa mais velha  vai precisar de uma camisola violeta para uma das suas audições. Nem roxo nem lilás, violeta. Se alguém avistar alguma, apite por favor.
Agradecida.

O esqueleto do urso

O urso foi o animal de que a Tita mais gostou, de entre todos os que viu no zoo. E tocou-a muito o facto (para mim desconhecido) de terem em exibição o esqueleto do pai do urso.Tanto que já me disse que fará o mesmo ao meu (espero que daqui a muitos anos).

Perder e ganhar é desporto.

Ontem o CPE sofreu uma derrota (generosa e merecida, diga-se) em casa. Em disputa está o primeiro luga, numa altura em a subida ao escalão principal é já uma certeza.
Perante uma grande derrota, os adeptos que enchiam o pavilhão responderam com uma grande salva de palmas. A equipa bem a merece, depois de uma época de muito trabalho e sacrifício. Creio que ninguém terá ficado contente com o resultado deste jogo mas foi bonito de ver que a memória nem sempre é curta. Oxalá se mantenha sempre assim e o nosso caldeirão verde continue a ser ponto de encontro da freguesia. Oxalá sempre que chegue a casa, depois de uma derrota, me lembre de um dos grandes ensinamentos do Professor Pereira qunado andava na escola primária " perder e ganhar é desporto".
É certo que ganhar é melhor mas sem as derrotas nunca o saberíamos.

Como será o vestido da Megan?

Alegrem-se os céus e a terra que a adolescente pirosa ainda vive cá dentro.

Passeio da escola

Hoje foi dia de passeio da escola. A patroa mais nova, que demorou uma eternidade a adormecer tal a excitação, lá foi até ao jardim zoológico. E eu não resisti a ficar a olhar, embevecida, para a camioneta que levava a cachopa para a grande aventura que é descobrir o mundo para além da sombra da saia da mãe.
Ela nem olhou para trás, a bem da verdade. Se calhar eu é que vivi a aventura.

Quem cala nada diz

Quem cala nada diz, é uma das premissas do nosso direito. E muitas vezes é mesmo só isso. Quando a pobreza de espírito é muita, há pouco a dizer.

Pára tudo, que vem aí a Autoridade Nacional contra a Violência no Desporto

Não sei se sabem (eu confesso que soube há pouco tempo num dos pavilhões de basket por onde passei) mas temos em Portugal um Plano Nacional de Ética no Desporto (o PNED).

"O PNED tem como Missão estimular e promover a vivência dos valores éticos no desporto/prática desportiva.
O Plano pretende alcançar todas as áreas da sociedade e tornar-se acessível a todos os cidadãos nacionais e estrangeiros, veiculando a interação e inclusão social, promovendo o diálogo intercultural e intergeracional, contribuindo para uma unidade nacional em torno de um desiderato comum - a educação e formação ética para a construção de um desporto saudável e com sentido."

"O grande objetivo do PNED é combater a visão simplista e mercantil do Desporto trazendo-o, de novo, para a esfera da sua verdadeira essência: dotar o processo e a educação e formação dos jovens de uma caraterística de natureza humanista e única".

E o PNED tem, naturalmente, uma entidade que o dinamiza que vem a ser o Inst…

Que morte quero?

Até há relativamente pouco tempo evitava falar da morte, como se isso a fosse chamar. Acho que não sou caso único, já que o tema morte é tabu para muitos.

Foi preciso vê-la próxima dos meus e até de mim para perceber que nada há de mais certo na vida.

A morte é um momento da vida, tal qual o nascimento. Uma das grandes diferenças é que não a preparamos, tal como o fazemos com o nascimento em que não poupamos leituras e aulas.

Não falo, naturalmente, das cerimónias fúnebres. Quem cá fica há-de resolver. Pessoalmente dispenso bem as flores, especialmente as de quem não me passa cavaco ou só me dá cabo da cabeça.

Assisto/participo nas muitas discussões que têm havido acerca da eutanásia e há coisas que me preocupam sobremaneira. Para além de temer que muitos não cheguem a perceber o que está em causa e as portas que se podem abrir existe a enorme certeza que enquanto não for implementada uma boa rede de cuidados paliativos será muito difícil explicar e fazer sentir a quem sofre que eutan…

Agora digam-me, como resistir a isto?

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40+1 cheguei

E pronto, ainda ontem festejava a chegada aos 40 e já estou a somar-lhes mais 1.
Nem sei que pense ou diga porque continuo a ver-me como uma miúda e, afinal estou a 9 anos do meio século de vida. Sensação estranha esta.

O compliance e o DPO irritam-me!

Tinha um certo orgulho pelo facto da malta do direito não ser muito dada a anglicismos, diferentemente do que acontece em áreas como a gestão e informática.
Mas eis que surge o bendito RGPD e começa tudo  falar estrangeiro.
Será que só sou eu a achar que em eventos feitos em Portugal, no qual o público alvo é falante da nossa língua mãe, é uma coisa um pouco tonta falar em compliance e DPO ao invés de utilizar termos portugueses?

Coisas que impressionam

A patroa mais nova continua a cantarolar as canções de Abril, ouvidas na escola, e a defender umas noções muito convenientes de liberdade, mas o que verdadeiramente a impressionou foi saber que "E depois do adeus" é interpretada pelo pai do AGIR.

A parte boa de o FCP ter ganho o campeonato de futebol masculino

A parte boa desta Vitória do FCP é que põe  o resto da malta muito mais atenta às outras modalidades.

Útil em todas as situações

"Útil em todas as situações", foi assim que a patroa mais velha me definiu, enquanto mãe, numa das prendas que me ofereceu.

A, só aparente, crueza da descrição, decorreu do simples facto de ter de escrever sobre as minhas características um adjectivo ou frase começado por u.

Os acrósticos estiveram em alta neste Dia da Mãe e não é fácil encontrar palavras que comecem pela última das cinco vogais pelo que a cachopa teve de ser criativa e não se saiu nada mal, convenhamos.

Um beijinho aí para o céu

Num dia da mãe particularmente emotivo, as minhas lembranças vão para uma que, não sendo minha, me acolheu como tal e ainda me confiou o seu próprio filho fazendo de mim fazendo de mim uma mulher realizada pelo projecto de vida sempre sonhado. Se hoje sou mãe, como sempre desejei, também a ela o devo. E,  perante a imensidão de tamanha dívida e gratidão, não posso deixar de enviar um beijinho daqui até ao céu, na certeza de que a manterei eternamente vida no meu coração e memórias.

Da série, aliada e forte opositora

-Quero ir no carrinho das compras!
-Não pode ser. Agora não cabes lá!
-Fogo! A miúda anda sempre amuada por vossa causa! Anda cá Tita, que eu ajudo-te  a subir.

Que pai descuidado!

Pai -Já pisei os sapatos de uma barbie!
Patroa mais velha - Tens de ter mais cuidado!


Não há problema!

Esta manhã, chegadas à escola, as patroas constataram não ter sido bafejadas de sorte de ter um fim de semana prolongado.

A reacção foi tão pacífica que cheguei a temer pela sua saúde. A da mais nova então foi surpreendente, tendo em conta que as saídas de casa durante a semana estão longe de ser suaves.

  "Não há problema em haver escola, mãe!", disse enquanto arrastava a mochila e lancheira e entrava no recinto.

E eu lá fiquei, a derreter-me com aquela imagem que me reforça a certeza de que, apesar de todos os dramas e brigas diários, a cachopa se sente muito bem na escola.

Esta greve teve ainda o efeito de a fazer perceber os vários papéis desempenhados por funcionários docentes e não docentes e, o que mais me importa, a sua complementaridade.

Na escola, como em tudo na vida de resto, todos precisamos uns dos outros. Não há volta a dar.

Aiiiiiiiiii

-Lisboa é o meu sítio favorito ... para vomitar. -Porque dizes isso?!!! -Porque está lá o Benfica! Eu juro, por tudo quanto é mais sagrado, que não é em casa que se lhe incutem estes fanatismos.

Quem me dera

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Lindas, a música, a voz e as palavras. A métrica é duvidosa (o Matias Damásio é mestre em juntar milhentas palavras na mesma frase) mas, no geral, temos mais uma boa música para ouvir baixinho e sonhar.

Aliada e forte opositora

Ontem, no meio do desespero, pedi à patroa mais velha que falasse ao coração da mana (que é gigante) e a convencesse a fazer os trabalhos de casa.
Meu dito, meu feito, quando me reaproximei da pequena estava ela a fazer os deveres. Feliz contente.
Percebi que tenho na minha mais velha uma aliada que é simultaneamente, e a maioria das vezes, uma forte opositoras.
Como diria Fernando Pessa "e esta, hein?!". Vá -se lá perceber as patroas.

Alfie - e se fosse connosco?

Creio que ninguém esperaria que o tratamento que o hospital italiano se propunha fazer ao bebé Alfie o fosse transformar num menino perfeito. Mas podia, eventualmente, mantê -lo vivo. O Alfie tinha esse direito. Tal como a senhora que, com 50 anos, teve um avc ao qual sobreviveu com graves sequelas e que a família não se cansa de amar. Assim como cada um de nós. Quem é  o Estado para se substituir a pais e médicos e decidir que o superior interesse do Alfie era morrer? Não compreendo e, muito menos, consigo aceitar esta completa falta de respeito pela vida humana.

A liberdade não passou por ti!

Chegou a casa a cantar "Grandoda vida morena" e a perguntar-me se conhecia o "E depois do adeus".
A primeira vez que a contrariedade desabafou "a liberdade não passou por ti! Não me deixas fazer nada!", querendo fazer-me sentir uma déspota.
A patroa mais nova está um bocado baralhada com isto que é ser livre, mas não é a única.

Que semelhança há entre mim e o Ricardinho?

Estava eu, cheia de saber, a comentar a contratação estratosferica do Ricardinho pelo Sporting, quando o meu marido me lembrou que eu ficaria muito mais cara ao clube. Razão? Não sei jogar futsal.
O mesmo é dizer que a nossa semelhança está na diferença de valores.

Grandes progressos

E, chegada ao terceiro período, eis que a patroa mais nova começa a soletrar as ordens que me dá.
Não sei se me emociona mais a preocupação demonstrada com a minha eventual dificuldade em entender quem manda ou o facto de tal representar um grande progresso no seu pedcurso de vida.

Direito ao (e respeito pelo) tempo

O tempo é, dos vários activos que possuímos, um dos mais valiosos. Paradoxalmente, é dos mais desprezados.
Percebi-o quando fiquei doente e dormir me começou a parecer uma forma de desperdiçar tempo. Felizmente, o tempo é também bom conselheiro  (assim estejamos atentos ao mundo) e sei bem que dormir é essencial para manter alguma sanidade e serenidade. Ainda assim me custa não estar de olhos abertos a sorver a vida que me rodeia.
A falta de respeito pelo tempo dos outros (entre os quais me incluo) é algo que me revolta. Tanto como ver que nos habituamos ao desrespeito e o aceitamos como normal. E não é. O direito ao tempo, como todos os outros, merece e deve ser respeitado. Na parte que me toca, estou decidida a reivindica-lo e defende-lo com a vida.

CPE - essa lufada de ar fresco

No momento em que me preparo para passar mais uma manhã de domingo enfiada num pavilhão, a ouvir bolas de basket a bater no chão e a senti-las ecoar dentro da cabeça,  pergunto-me porque o faço.
A resposta óbvia e imediata é "por causa das minhas patroas".
Logo a seguir, percebo o meu desejo imenso de que as patroas prossigam este caminho. Não que tenha alguma ambição de que se tornem atletas de alta competição, longe disso, mas porque esta malta que dá vida ao CPE é uma verdadeira lufada de ar fresco no meu dia a dia.
Assistir à forma como se dedicam ao clube e aos atletas, dedicando horas infindas sem esperar contrapartidas que não as de satisfação pessoal, é qualquer coisa que me encanta.
É tão raro ver felicidade nos olhos de quem trabalha duro; tão difícil encontrar estas evidências de realização pessoal; tão pouco provável encontrar quem dê tempo aos outros, que só posso sentir uma profunda admiração por esta malta.
Obrigada.

Sinais

Vá-se lá saber porque carga de água, mas o meu facebook anda a ser inundado por publicidade a roupa de tamanho xl. Acho que o algoritmo me anda a mandar sinais.

Paris, Nova York?!!!

Até para uma defensora empedernida do princípio da presunção de inocência, como é o meu caso, começa a ficar difícil de manter a pose.

Apartamentos em Paris e Nova York?!!! What a fox, diria a minha mais velha.

Para além de tudo aquilo que sabemos ser deplorável, junto um elemento. Mal por mal, porque não investir em Portugal? Ah, pois. Em causa está precisamente o contrário. Que tola.

A coisa está a ficar séria!

-Leonor, o FCP foi eliminado da taça.
-Ai foi? Boa! Mas eu quero é saber do campeonato porque o Benfica já estava fora da taça!

Coisas que não se aguentam - cópias do cc e RGPD

Há coisas que não se aguentam, por mais contagens até 10 que  tente fazer.

No meu top ten ocupam lugar cimeiro dois tipos de histeria, a referente à cópia do cartão de cidadão e a da "grande" novidade que é o Regulamento Geral de Protecção de Dados (RGPD).

Malta, NÃO é proibido tirar fotocópias do cartão de cidadão. É proibido sim, se NÃO houver autorização do titular (assim em termos simplistas).

Quanto à "grande novidade" que o RGPD traz às nossas vidas, é verdade que a noção de tempo é muito relativa e às vezes  é preciso um grande abanão nas nossas vidas para o percebermos. No caso concreto, o abanão traduz-se em euros, mais concretamente no medo da coimas brutais que o RGPD prevê.

Não fosse isso e continuaria a ser um "não tema" e só isto explica (a meu ver) que se olhe para o RGPD como algo novo quando a legislação interna (que prevê já a grande maioria dos princípios) tem já a provecta idade de 20 anos! Quem tiver curiosidade espreite o site da no…

Parabéns pai

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Ensinou-me a andar de bicicleta, a conduzir, a gostar de futebol e a adorar ouvir relatos durante as viagens. Cortou-me as unhas até aos sabugos. Obrigou-me a ler Júlio Dinis, a cumprir horários e a pôr a mão na massa, mesmo que não fosse daquela que queria.

Sempre presente, continua a obrigar-me a comer fruta às refeições e a dar-me ralhetes descomunais por causa das saias que escolho.

No terço do coração que me pertence caibo eu e todo o  meu mundo, pois tem-no gigante.

Chato como poucos é, sem dúvida, o melhor de todos os pais.
E hoje completa mais uma primavera que desejo, profundamente, se multiplique por muitas mais. 
Ao meu lado, como sempre.
Parabéns pai.

PS
E agora, alguém que lhe mostre este post do qual, e bem lá no fundo, sei que vai gostar, apesar de garantir a pés juntos que detesta isto da internet.

Derbie dentro de portas

Como se não bastassem os 1001 motivos por minuto que arranjam para guerrear, tinham de decidir apoiar cada uma o seu clube. As discussões das minhas patroas sobre futebol estão cada vez mais acaloradas. Haja paciência.

Salva pelo gongo

O papá entrou em casa estávamos nós em plena luta à conta dos trabalhos de casa. Mesmo na hora em que me sentia tentada a cortar os pulsos. Fui salva pelo. Há substituições decisivas para algumas vitórias. Esta foi uma delas.

Fé em crise

-Mãe, o Pai Natal, o Coelho da Páscoa e a Fada dos Dentes não existem!  Achas que Jesus existe? !!! Eu não acredito!

Demasiadas descobertas, em pouco tempo, baralham qualquer um.

Objectivos e tentativas de suborno

A Leonor resolveu orcamentar a sua festa de anos e dividir o valor por 4.
Segundo ela, cada um dos elementos da família terá de arranjar aquele valor até ao dia da festa.
A mim bastava-me aceitar o dinheiro que a Tita me oferece para fazer os trabalhos de casa em vez dela para alcançar os objectivos em menos de um ai.

Da série, não sou nada mãe babada

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Contra factos, não há argumentos! Rendo-me.

- Não quero ir para a escola!
- Tem de ser filha, a mãe também não tem vontade de ir trabalhar mas se não for, não recebe dinheiro para pagar a comida, casa , blá blá, blá ...
- Pois, mas na escola ninguém me dá dinheiro!

E virou-se para o outro lado.

A casa dos meus avós

Se tivesse de usar uma imagem para descrever a casa dos meus avós, seria a da foz de um rio na qual todos desaguavam. Família, Amigos, conhecidos, era um entra e sai de gente que chegava para rir ou chorar no ombro da minha avó e que o meu avô recebia de forma afável ou ignorava, escondendo-se ao piano, consoante o humor. Quando os meus avós a vagaram, pensei não ter vontade de lá voltar. O tempo mostrou-me quão enganada estava. A casa dos meus avós continua a ser lugar de encontro de primos, acolhimento de amigos de passagem pela cidade porque eles estão  lá, naquilo que deixaram em nós e mantemos bem vivo.

Já não se pode ser bem educada!

-Tita, porque é que tiveste vermelho?
-Por estar sentada ao lado da C!
-O quê?!!!
-Ela fala comigo e eu tenho de responder!

Não percebo. Parece-me, de facto, uma regra básica de boa educação. Talvez a questão esteja só na hora e local.

A 1 mês dos 41

Serve o presente, não só para lembrar os Amigos como, acima de tudo, expor o meu estado de alma relativamente ao facto de faltar precisamente 1 mês para fazer 41 anos.

41, senhores!  Se bem se lembram há 1 ano por esta altura andava eufórica com a aproximação dos 40.

Ontem, portanto, fiz 40 e já amanhã farei 41, um número que já vejo muito próximo dos 50.

A velocidade dos dias começa a parecer-me vertiginosa demais.

Desabafos à parte, que esta minha "paragem cerebral", não vos iniba das surpresas e mimos que sabem que eu adoro.

Hei-de ser uma cinquentona com espírito de teenager. Espero.

Eu e esta mania de andar pela vida de modo distraído

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Eis que hoje, de modo inesperado, me caiu esta prenda no colo. O que tem de especial? Talvez o momento em que a recebi e a atenção que lhe dispensei. Todos os dias recebo vídeos que não abro. Este teve sorte diferente, por acaso ou se calhar não. Já conhecia esta música, que ouvi várias vezes em casamentos. Achava-a bonita em termos melódicos, mas a letra passava-me ao lado. Felizmente o vídeo tem legendas e eu tive o impulso de o abrir. Uma variante das "Pegadas na Areias". Espero que gostem e vos conforte o amparo.

É a mãe da Leonor e da Benedita?

Passados quase 9 anos sobre o dia em que me tornei mãe pela primeira vez, a minha cara continua a abrir-se num sorriso e o peito a incar de orgulho sempre que me fazem esta pergunta. Ser a mãe da Leonor e da Benedita é algo que me enche as medidas e nada esvazia a minha personalidade. Ser mãe delas é só uma parte de mim mas, sendo a realização de um grande projecto de vida, é a parte de dá forma, razão e impulso às outras.


Bruno de Carvalho, o adepto benfiquista

Fosse eu atreita a teorias da conspiração e diria que há um dedinho do google analytics na reeleição do Bruno de Carvalho.
Relativamente à eleição, dou o benefício da dúvida aos eleitores. Agora a reeleição só pode ser obra de algum poder oculto. Não consigo entender, ponto final.
Quanto aos tristes factos mais recentes, faço figas para que o JJ tenha a coragem (leia-se tomates, em futeboles), para acenar com o lenço branco e partir para outra. Lindo seria também que os jovens da equipa B fossem solidários e recusassem entrar em campo, mas aqui já sou eu a sonhar,  pois compreendo que a fase da vida e aspirações profissionais não o permitam (leia-se temor reverencial ou medo, mesmo).
No meio disto tudo, riem-se os benfiquistas. Qual a equipa, em disputa por um título, que não adora confrontar-se com uma equipa em ruínas?
É triste, muito triste ver o "meu clube", como o meu pai insiste em dizer, neste estado.
E, para mim, parece castigo. Afinal parece que o Pintinho, que tan…

Mãe, o que quer dizer pinar?!

..... silêncio .....
..... hiperventilção ....
..... inspirar, expirar ....

FUGIR

Ryanair ou um petisco para os juslaboralistas

Esta novela, de mau gosto diga-se, criada pela Ryanair tem uma coisa boa. É um autêntico petisco para a malta que gosta de Direito do Trabalho. Qual a lei aplicável, a portuguesa ou a irlandesa, é como alguém já disse "a pergunta para um milhão". Vamos aguardar pelo resultado. Entretanto, deliciar-me-ei com os argumentos jurídicos ouvidos aqui e além.

Há fins que justificam os meios

A acreditar numa pequena notícia lida algures, um cidadão polaco decidiu mudar de sexo para conseguir reformar-se mais cedo. Parece que a reforma será aos 60 para  as mulheres e aos 65 para os homens.

Perante isto, não há como não esboçar um sorriso e concluir que há fins que justificam os meios.

No dia internacional do livro infantil

No dia internacional do livro infantil lembro, com especial carinho, a "doutora da farmácia", querida amiga da família e responsável pela colecção da Anita que me acompanha até hoje mimo que, à data, não estava muito ao alcance dos bolsos dos meus pais. Um grande beijinho doutora Conceição.

Nesta Páscoa

Tenho de assumir a minha desatenção quanto ao significado da Páscoa. Até há bem pouco tempo, via o Natal como a festa com maior significado cristão e esqueci-me que é na Páscoa que está o fundamento daquilo em que acreditar. O renascer diário, feito da constante esperança de uma vida que queremos eterna. E essa eternidade é/deve ser palpável. Bastam, por exemplo, as tentativas de manter vivos nos nossos corações aqueles que amamos. A transmissão de princípios e tradições aos nossos descendentes. O nosso contributo para deixar aos vindouros um mundo melhor do que aquele que encontrámos.
Eu acredito e é isso que me move, porque a esperança é sinónimo de eterna busca. E não é por acaso que se diz ser a última a morrer... se deixarmos.
Uma Santa Páscoa a todos e votos de uma vida eternamente feliz.

E ganhou o ... folar de Oliveirinha

Ora bem, o grilo falante suplantou a masoquista que vive em mim e eis que me entrou em casa um maravilhoso folar de Oliveirinha  vindo directamente do mercado.

Gosto muito do de Vale de Ílhavo, mas o de Oliveirinha não fica atrás. Ah, e noutro registo, o de Chaves também marcha.

E vocês, que folares aconselham?

Há momentos incontornáveis

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Há momentos incontornáveis e a visita à Feira de Março é um deles. Seria capaz de ficar o dia inteiro a vê-las voar, regressando sempre ao ninho.

A masoquista que há em mim

A masoquista que há em mim, impele-me me direcção à padaria para comprar fermento de padeiro para fazer folares de Vale de Ílhavo. Já o grilo falante que vive cá dentro, diz-me que vá antes ao minimercado e compre os bichinhos já prontos.

A ver vamos quem ganha a disputa.

Se não é um bebé é comida a mais!

-Mãe, tens um bebé na barriga?!
-Não, filha! Não tenho!
-Então é comida a mais!

Tão simpática, a cachopa.

De hoje a 90 dias

E eis que se tornou oficial. De hoje a 90 dias, para além de chatos e piolhos, a malta já pode levar os demais animais de companhia a jantar fora.
Grande progresso para a humanidade!

Tão bom

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A convocatória chegou em cima da hora, na sequência do impedimento de uma amiguinha. Mas se há casos em que as circunstâncias nada interessam, este é um deles. A Tita foi convocada para o torneio e ficou tão feliz que nem sei como descrever a sensação de a sentir assim.

Devia ser proibido

Devia ser proibido isto dos garotos virem sem livro de instruções. Uma pessoa perde a mocidade a tentar percebe-los e com a eterna incerteza sobre se tomou a melhor decisão para resolver as questiúnculas do dia a dia, possiveis grandes questões futuras. É  bom, mas cansa.

Colo

Desde que me confrontei, de forma mais próxima, com a volatilidade da vida, aumentou a minha necessidade de colo. Dá -lo e recebê -lo é tão vital para mim quanto o chão que piso diariamente. Deve ser a necessidade de sentir segurança quanto àquilo para que acho que nascemos. A doação mútua de colo. E empurrões, quando necessários.
Ontem percebi-o quando, em modo piloto automático, dei conta que tinha conduzido até casa da minha avó. Na sua ausência, consolou-me o abraço dado aos meus pais minutos antes. Não se subsituem pessoas, mas complementam-se nos diversos papéis que lhes damos na nossa vida.

Os meus melhores amigos

Não consigo catalogar os meus Amigos, colocando-os num ranking. Quanda falamos em valores imateriais não há escala possível,parece-me.
Já quando passamos para a matéria, não tenho duvidas. A almofada e o Google são,  definitivamente, os meus melhores amigos.

E a vocês, que vos faz feliz?

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7 anos

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A Tita pediu uma Minnie cor de laranja e sua (fada) madrinha fê-la aparecer.

E foi assim que, no meio de muita cor, risadas e brincadeiras, cantámos os parabéns e festejámos mais um ano de vida do nosso furacão.

Tocante

Não imagino dor maior que a de uma mãe ou pai que percam um filho. Quando essa perda ocorre às mãos de alguém, a reacção mais natural será a de ódio. Recorrer à lei de Talião. Felizmente há quem, no meio da dor mais profunda, nos dê grandes lições de vida. Semeie a paz, onde ela é mais precisa. Os corações. Ouvi estas declarações da mãe do Gabriel, o menino espanhol assassinado pela madrasta, e tocaram-me aqui bem no fundo. Tanto que não posso deixar de as partilhar. Falando sobre a madrasta, disse "não merece que se lhe dê importância, nem que se fale dela". "Não quero que a Ana Júlia apareça em sítio nenhum ou que se façam publicações nas redes sociais repletas de raiva", disse, sublinhando: "o meu filho não era assim e eu não sou assim." "Que [ela] pague o que tenha que pagar [na prisão], mas que o que resulte deste caso seja a fé e as boas acções praticadas por tanta gente e que fizeram sobressair o mais bonito das pessoas", acrescentando: &quo…

Desculpem estar sempre a bater na mesma tecla

Sempre que olho para a minha mais nova, mais ainda em vésperas do seu aniversário, penso como é que é possível que a notícia da sua concepção pode ter sido tão angustiante. Como é que algum dia pensei que a sua vinda ao mundo podia ser um problema. Como é que a vida nos surprende, passadas as tempestades. Como é importante aceitar a vida que temos e vive-la plenamente, com o coração aberto. A minha Tita, a miúda que nos invadiu a vida e não deixa pedra sobre pedra faz  7 anos amanhã e eu estou babadíssima. Nota-se.

Sobre a importância de cuidar da(s) memória(s)

“Comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como quem se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida. ”  Miguel Esteves Cardoso

A teoria era boa, mas saiu furada

Pois não é que a teoria da minha patroa mais velha sobre a greve que a professora certamente iria fazer, saiu completamente furada?

Lá foi a cachopa malhar com os ossos na escola.

Mas estava bem fundamentada, isso estava.

Indícios de greve

"A professora mandou-nos trazer o livro para estudarmos em casa e fizemos revisões dois dias antes do teste! Claro que vai fazer greve, mãe! ".

A arte de transformar 2 anos em mais de meio século

Aos 21 anos deram-lhe só mais dois anos de vida.
Contrariando tudo e todos, recusou-se a aceitar a sentença e agarrou-se à vida, aceitando-se nas suas limitações e mostrando-nos o real significado da palavra dignidade.
Na hora em que parte deste mundo, não o sinto mais pobre. Bem pelo contrário, pois o legado é tão grande e rico que só pode multiplicar-se na vida dos que ficaram.
Muito mais valioso que qualquer prémio Nobel é a imortalidade que ganhou ao desprender-se de um corpo que nunca o prendeu plenamente.

Obrigada Stephen Hawking.

Estou como nova

Antes de mais, um agradecimento especial a todos quantos me deram uma forcinha especial nestes dias parvos que antecedem as idas (agora anuais) ao IPO. Diz a onco-hematologista que, na parte que lhe diz respeito estou como nova.

4.ª feira será dia de tête-a-tête com a nefrologista e não espero resposta diferente.

Grata, muito grata pelo vosso carinho e feliz por partilhar esta boa notícia convosco. E se souber que a boa nova serviu  de alento a alguém, a minha felicidade triplicará acreditem.

O avental da lady bug

Há tempos, vi um avental da lady bug que achei giríssimo. Como tinha de comprar uma prenda para uma amiguinha da Tita cuja festa iria ser sobre a dita cuja lady, achei que seria uma boa prenda. Confesso que associei o avental a uma prenda para menina mas, em minha defesa, posso dizer que consultei previamente a Tita e tive o seu aval.
Entretanto meteu-se pelo meio o dia da mulher e fui assolada por uma série de duvidas existenciais sobre a assertividade da compra. Andei meia confusa, até que me vieram à mente homens como o Gordon, Olivier, Mestre Silva .... e mulheres como a Helena Sacadura Cabral e a Clara de Sousa, e percebi que não foi um avental que lhes determinou o rumo de vida.
A cereja no topo do bolo foi ver a aniversariante, menina muito dona do seu nariz, a colocar o avental e andar con ele até ao final da festa.

Como diria a minha sabia mãezinha, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa ( na verdade, usa outra expressão porventura mais impressiva mas o decoro impe…

Constatação no final de um sábado intenso

-Não percebo, mãe, quando estou na escola os minutos andam mais devagar!

Nota de rodapé - mal sabe ela como os minutos se vão arrastar quando começar a trabalhar

Menos malta, muito menos!

Ok, eu sei que sou quadrada (de mente), nalguns casos até mesmo retrógrada mas digam-me vocês o que acham da ideia de conjugar bolo rei com carne e molho de leitão!

Até posso vir a ter de me penitenciar e pedir desculpa por tanto cepticismo mas, assim de repente, parece-me só uma bela forma de escangalhar duas óptimas iguarias.

Menos malta, muito menos!

Em todo o caso, desejo do fundo do coração o maior sucesso aos mentores da combinação. Se fossem todos como eu, o mundo estaria certamente muito mais atrás, admito.

"Perdoar o homem que me violou foi a derradeira liberdade"

No dia em que somos inundados por histórias encorajadoras sobre mulheres que fazem a diferença neste mundo, detive-me na entrevista a uma australiana que, tendo sido violada, acabou por conseguir perdoar o homem que o fez.

O texto é longo, mas merece ser lido e meditado. Transcrevo a parte que mais me tocou e perceberão porquê pois não me canso de bater na tecla relativa à necessidade de conseguir retirar algo bom do mal que nos acontece, sendo que essa bênção aproveita a todos. Quer a quem superou, não sem cicatrizes certamente, como a quem ainda está à procura de superar.



"A minha advogada disse-me que tínhamos de recorrer. Eu não tinha vontade — afinal, ainda estava a pagar — e disse que não, estava farta. Tinha de seguir com a minha vida, já tinha passado demasiado tempo.
Mas ela insistiu. Insistiu porque se fosse em frente estaria a abrir um precedente legal. Se ganhasse, esta lei teria de ser mudada. Falei com uma amiga que também era advogada em França e que me disse que e…

Quando não há outro caminho

Como sabem, não acredito em acasos e acabei de comprovar esta crença. Numa normal troca de e.mails perguntei a alguém se estava tudo. Foi uma pergunta circunstancial à qual pensei uma reposta formatada. A minha interlocutora surpreendeu-me respondendo que não estava tudo bem mas que nestas situações é caminhar em frente.
Algo, aparentemente, muito básico  deixou-me a pensar.
De facto, há momentos em que não existe mais do que um caminho possível. Por muito duro que ele possa ser, temos a decisão facilitada. Para a frente é o caminho e estamos cá para o percorrer. Tudo o resto não interesses nestes momentos.

Coisas de que gosto particularmente

Gosto, particularmente, quando me pedem informações/minutas frisando que pretendem que sejam sobre a lei em vigor.

Fico com a sensação de estar a lidar com pessoas que me são próximas e se lembram que em criança cheguei a sonhar tornar-me arqueóloga.

Jurisprudência das cautelas

-Não tens nada para dizer à mãe?
- Desculpa!
- O que fizeste foi muito feio!
- O que é que eu fiz?!
- Não te lembras?!
- Não,  mas desculpa!

Algo verdadeiramente surpreendente

Estamos a 5 de Março e ainda ninguém me perguntou se o dia 13 de Fevereiro foi feriado.

Estou parva.

Os melhores e piores vestidos dos Óscares

Mais uma edição dos Óscares se passou e, mantendo a tradição, esta vossa amiga a leste do paraíso. Parece que o grande vencedor foi "A forma da água" que não só não vi como nunca ouvi sequer falar. Para mim, o momento só é importante porque traz à superfície a gaja que há em mim.Adoro ver os vestidos. Contudo, à superfície vem também a confirmação que jamais serei uma blogger fashion. Este post não é sobre os vestidos. Esses vou vê-los noutros blogues.

Happy Birthday Jon

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56 anos e com muito rock ainda para dar. Parabéns miúdo!

As justiceiras

Na sequência de uma divergência com um coleguinha, a patroa mais velha e amigas achou por bem que ele se redimisse levando um chupa chupa para cada uma. Em alternativa, levaria uma "chapadona".
Negócio feito, o menino chegou à escola sem chupa chupas. Mulheres de palavra que são, não se ensaiaram muito e designaram uma delas para dar a prometida "chapadona".
Cumprida a promessa, o menino só disse "foi justo"!
Abstraindo dos termos de negócio, apraz-me ver que estas mulherem se bastam na defesa dos seus pontos de vista, sem necessidade de demagogias ocas.

Se não fosse a Radio Clube da Feira, era eu e o Gelson

Uma pessoa chega às imediações de casa a horas indecentes e debaixo de chuva intensa, depois de um dia a puxar pelo neuronio, e depara-se com n carros mal estacionados que obrigam a aparcar em cascos de rolha. Tudo enquanto a chuva aumenta de intensidade e a pessoa, sem guarda-chuva claro está, só sente vontade de sair do carro e desatar a furar pneus.
Só digo, se não fosse a selecção musical da Radio Clube da Feira, e a canção de natal interpretada pela voz rouca do Brian Adams, para refrear os impulsos violentos e era eu que ia com o Gelson ter com o Ruben Semedo para ver o FCP-SCP.

Safa-se e bem

Sempre que, por algum motivo, não estou em casa à noite há alguém  (mulher por norma) que me pergunta se o pai se safa com as duas patroas. Pelos vistos ainda existirão por aí muitos pais sem esse dom. O papá lá de casa safa-se e bem. Até sou capaz de jurar que não se ouvirão berros no prédio esta noite.

A 15 dias da revisão anual

De hoje a 15 dias será altura de rumar até ao IPO para a revisão anual.

Estou ansiosa que os segundos (sentidos como longas horas) voem até lá. Melhor seria conseguir hibernar e acordar já devidamente sentadinha na cadeira da minha onco hematologista, onde espero ouvir perguntar pelas meninas, assim percebendo que está tudo ok, para depois correr até ao meu dermatologista/amigo/salvador a quem já prometi cravar um café.

Para além da ansiedade, dói-me tudo mas já é típico destes dias. Perdoem-me, pois, por alguns tempos alguma parvoíce que possa superar a normal em mim.

Não há acordo possível!

-Vamos fazer um acordo. Eu sou a mãe e tu és a filha.
- Não! Não há acordo possível!
 Dúvida que me assiste - andarão as minhas patroas a ver o canal da Assembleia da República?

Há respostas que mudam tudo

Estranhei, ao entrar no quarto, não ser recebida com grunhidos. Aproximei-me para dar um beijinho de bom dia e fui bem recebida. Por milésimos de segundos acreditei que hoje seria diferente, até que chegou a pergunta "Mãe,  já é fim de semana?". E foi só a cachopa ouvir a resposta para eu ouvir os grunhidos " então deixa-me dormir!".
Coragem para mim.

Igualzinha à mãe!

- Mãe, o que é uma visita de estudo?
- É um passeio organizado pela escola.
- Tem comida?


That´s my girl!

Juntas na adversidade

O pai deu um ralhete à patroa mais nova por causa da escola.
Em sua defesa e consolo saiu a mais velha que, com o seu saber de experiência feito, lhe disse "habitua-te, quando eu entrei para o primeiro ano o pai fez-me o mesmo !".

Depois da desilusão, o pragmatismo

- Tá -se bem. O pai é  o Pai Natal e tu és a fada dos dentes. Aliás, o pai disse que este dente dava direito a brinquedo. O que é que ma vais dar?

O futuro da humanidade está nos velhos

Descobri hoje esta entrevista de Humberto Maturana, um neurobiólogo chileno que confesso não conhecia, mas com o qual não podia estar mais de acordo.

As crianças e jovens crescem e transformam-se com os mais velhos. São eles que transmitem princípios e dão exemplos. Ou seja, são os mais velhos que criam as bases do futuro.

Daí a grande responsabilidade dos mais velhos e (no meu caso concreto) o forte desejo de contribuir para que as minhas duas jovenzinhas venham a ser adultas conscientes e de valor(es).

Aconselho a leitura.

Aqui deixo o meu agradecimento e louvor a toda a equipa da Casa do Professor

No sábado passado, o incêndio numa garagem obrigou a evacuar (por mera precaução) o lar de idosos da Casa do Professor em Aveiro.

Assim que soube, corri para lá e deparei-me com os idosos evacuados devidamente acomodados no mercado próximo, muito bem tapadinhos com mantas emprestadas pelo infantário vizinho e rodeados por uma grande equipa de profissionais que prima pelo zelo e carinho dado aos utentes.

Tudo decorreu de forma muito serena e, pouco tempo depois, os idosos regressaram ao lar sãos e salvos.

E se há momentos em que não se devem poupar elogios, este é um deles.

A equipa da Casa do Professor de Aveiro foi (é) excelente. Os que não estavam a trabalhar, ao terem conhecimento, acorreram para ajudar e o grande susto que foi para todos não passou disso mesmo.

Um bem haja também à equipa directiva  da associação que tem noção da importância de realizar simulacros cuja utilidade ficou bem evidente neste caso.

Por isso mesmo não podia deixar de agradecer publicamente o excelente tr…

"A burra da presidente"

A expressão “burra da presidente” não é ofensiva da honra e consideração da ofendida no caso presente, pois o arguido usa o qualificativo “burra” de forma isolada e lateral face à centralidade da crítica ao desempenho autárquico da ofendida contida no texto, o que é tanto mais relevante quanto é ao nível da freguesia que as relações entre eleitos e eleitores serão mais próximas e igualitárias, sendo certo que “sem pluralismo, tolerância e espírito de abertura, não existe sociedade democrática”.  
- Acordão do Tribunal da Relação de Évora, de 28 de Janeiro de 2018 -

Que delícia de leitura, para quem gosta de novelas jurídicas. Podem lerAQUI.

Acórdão do Tribunal da Relação de 

"Temos de ter juízo"

Nada como começar o dia a ouvir palavras sábias (e digo-o sem ponta de ironia) - "temos de ter juízo".

E quando essas palavras sábias são proferidas por Alberto João Jardim (a quem eu acho um piadão), não há como deixar de soltar uma gargalhada.

Logo, posso dizer que comecei o dia a gargalhar, não só com o conselho como com o remate das declaração "nem por mim ponho a mão no fogo". Tem piada, ponto.

A irmã do meio

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Eu caminho (a passos largos) para os 41; ela (passos mais lentos) para os 37.
Antes de nascer ameaçava deitá-la  ao lixo.
Não o fiz e agora arco com as consequências.
Continua (continuará sempre, parece-me) a apagar-me a luz da casa de banho e eu a responder com insultos, acompanhados de ameaças de pancada que ficam sempre por cumprir, até porque tem mais força que eu.
Bem lá no fundo é boa irmã (não acredito que disse isto) e excelente tia.
Continuaremos cão e gato até ao fim dos nossos dias.
Afinal, só nos metemos com aqueles de quem gostamos.








Cérebro pequeno

Andam muitos (cada vez mais felizmente) a defender a primazia da beleza interior sobre a exterior, e a tudo fazer para outros tantos deixem de tomar as pessoas por objectivos decorativos, e outros (no caso concreto outra) a queixar-se que determinada companhia aérea tem hospedeiras gordas e feias.

Ouvi esta pérola hoje (ao vivo e a cores) e acho que ainda tenho o queixo meio descaído, o que é chato desde logo porque me acentua a barbela.

Resumindo, bem pode a malta da fórmula 1 e do ciclismo correr que o trabalho é duro quando existem por aí cérebros tão pequenos.


Medo, nenhum!

Medo, nenhum, que te sei presente em todos os caminhos percorridos de forma mais ou menos voluntária.
Medo, nenhum, que te sei esteio de mil e uma (in)decisões.
Medo, nenhum, que te sei comigo em todas as partidas, por mim em todas as chegadas.
Medo, nenhum, que me lambes as feridas de quedas vividas.
Medo, nenhum, que me disseste sim e aceitaste o meu eu.
Medo, nenhum, que Amor algum deixa a vida ao acaso.
E acaso a vida deslize, do trilho que sonhamos  recto, sei que em ti terei sempre o norte.

Têm as duas razão. Como censurar?!!!

Enquanto faziam os trabalhos de casa:

- Não tenho paciência para putos do 1.º ano!
- Mãe, ela chamou-me ####!!!! (dito por extenso)

Fazer amigos fora do facebook

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Para desanuviar, partilho esta piada de autor desconhecido.
E a brincar se dizem muitas verdades.

"Atualmente, estou a tentar fazer amigos fora do Facebook… mas usando os mesmos princípios. Todos os dias saio à rua e durante alguns metros acompanho as pessoas que passam e explico-lhes o que comi, como me sinto, o que fiz ontem, o que vou fazer mais tarde, o que vou comer esta noite e mais coisas. Entrego-lhes fotos da minha mulher, da minha filha, do meu cão, minhas no jardim, na piscina, e fotos do que fizemos no fim de semana. Também caminho atrás das pessoas, a curta distância, ouço as suas conversas e depois aproximo-me e digo-lhes que “gosto” do que ouvi, peço-lhes que a partir de agora sejamos amigos e também faço algum comentário sobre o que ouvi. Mais tarde, partilho tudo quando falo com outras pessoas. E funciona… Já tenho 3 pessoas que me seguem… São dois polícias e um psiquiatra"





----- Fim de mensagem reenviada -----


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