Mensagens

A mostrar mensagens de 2018

Para a Luísa

Escrevo-te no nosso caldeirão verde, onde passaste tantas horas, suportando sabe-se lá que dores, sempre de sorriso no rosto.
Onde ontem, durante o jogo te procurei tantas vezes percebendo que a tua ausência era sinal que algo não estaria bem, mas sem desconfiar que estarias a seguir o teu caminho para o céu.
Não convivemos muito mas os poucos momentos em que tive a honra de privar contigo foram suficientes para te admirar e ter como exemplo de mulher e mãe. Alguém que nunca baixou os braços e deu tudo o que de melhor tinha.
Neste momento peço a Deus por todos os que cá ficaram e não conseguem perceber o porquê desta partida tão precoce. É difícil perceber e aceitar. Porém,  a certeza que a semente que deixastes no coração de todos e de que continuaras (agora aí de cina) a velar por todos, ajudará a continuar o caminho.
O teu lugar na bancada estará sempre preenchio, pelas lembranças. Obrigada e um grande beijinho.

Felizmente que tenho a cabeça agarrada ao corpo

O Tico e o Teco, que nunca foram muito bons, andam meio avariados.
Só isso explica que tenha deixado, no meio do estacionamento, o cabaz de legumes que pousei para conseguir abrir a porta da casa.
Só por sorte os não passei a ferro.
Mais sorte ainda foi uma Amiga passar pelo cabaz e perceber que aquele serviço só podia ter sido feito por mim.
E, assim, acabei por ter os legumes entregues ao domicilio.
Felizmente que tenho a cabeça agarrada ao corpo, senão seria lindo.

Sobre as crianças e a simplicidade

Imagem
Há momentos em que invejo a simplicidade das crianças.
Hoje vi a felicidade irradiar dos olhos da minha mais nova, ao sair de casa com o presépio inacabado que fez com o papá.
Estava tão orgulhosa que não lhe viu imperfeições e teve pressa em mostra-lo ao mundo. Nós, os crescidos, é que só vemos as falhas que nos rodeiam.

O avô Matos estava muito à frente!

O meu avô Matos era a pessoa mais poupada que alguma vez vi. Não havia papel de embrulho ou plástico de encapar livros que lhe passasse pela frente e ficasse sem destino. O resto da família ainda hoje se ri, ao ver livros encapados com plástico aos corações ou papel das prendas trocadas no Natal de 1983.
Este ano, ao perceber que têm de sair cá de casa 3 presépios e uma coroa de advento feitos com materiais reciclados, fez-se-me luz. O meu avô foi um precursor do ambientalismo e nós, curtos de vistas, a acharmos que era forreta! Ignorantes, diria ele!

O baby shower de Jesus

Contrariamente ao que os calendários de chocolate nos podem fazer querer, o Advento não começa (liturgicamente) no dia 1 mas sim no 1.º domingo de Dezembro, amanhã.

No meu coração, porém, já se vive a ânsia de preparar a vinda do menino Jesus, numa imagem moderna preparar o seu baby shower.

Sinto, este ano, uma particular necessidade de viver estes dias em slow motion o que será, sempre, pouco provável entre trabalho, actividades extra laborais e 500.000 festas, de aniversário entre outras efemérides.

Pelo menos esta manhã consegui o meu propósito. Depois de uma boa noite de sono, nada melhor que uma manhã inteira de pijama.

Feliz Advento a todos.

Dores

Desiludam-se os que as querem mensurar ou, pior que isso, comparar.
Desenganem-se os que acreditam serem maiores quando visíveis, ignorando as que se escondem.
Tão pessoais são as dores que as há de formas infinitas, porque finitas são as células. Eterna e informe a alma de quem as sente.

Sinto-me confusa

Há tempos, um político cá do burgo perguntou-me se era a corrigir algo mal feito pelas minhas filhas que as educaria.

Fiquei a pensar na questão, na importância de as patroas receberem bons exemplos por parte dos adultos e aprenderem a arcar com a responsabilidade pelas suas falhas.
Tudo  muito certo e óbvio pareceu-me.
Hoje porém, ao ouvir na rádio que estou a equacionar alterar o regime de controlo de assiduidade dos deputados para evitar fraudes, fiquei baralhada.
Há adultos que, diga-se passagem, são só os responsáveis pelos destinos da nação a fazer asneiras nos registos de tempo de trabalho e a situação que se equaciona é alterar o dito sistema.
A sério? !!! Se fosse deputada ficaria ofendida (ainda que a dose de tolerância dos colegas seja, no caso, muito generosa).
Em que ficamos? Que exemplo é este e que moral teremos nós para repreender os nossos filhos pelas asneirolas que fazem, depois de eles terem visto o telejornal? Estou confusa. Será que a solução do meu dilema é proi…

Parabéns, miúda. És a maior!

Imagem
Teria, sem dúvida alguma, fotos mais bonitas destas 3 cachopas, mas nenhuma reflectiria melhor o sentimento que nos une.

Diz a genética que as duas irmãs da direita são primas da menina da esquerda. Já o coração faz-nos sentir (e sei que posso falar pelas duas) irmãs.

Todos os dias de aniversário são especiais, mas este ano a data consegue ser ainda mais importante. A nossa mana, que amamos com todas as forças, é só uma das mulheres mais corajosas que conheço.

Não há batalha que recuse, muito menos perca.

Dona de uma criatividade e capacidade de sonhar, fora do alcance do comum dos mortais, dá-nos lições de vida todos os dias.

De tudo o que admiro nela, o que mais me orgulha é ver que tem conquistado a vida a pulso (às vezes com a ajuda das unhas, é certo, mas é a vida!), sendo de uma integridade à prova de bala.

Vê-se que nela corre o sangue dos melhores avós do mundo.

E mais não digo, senão depois ninguém a atura.

Parabéns primaça! Que sejas muito feliz, hoje e sempre.

Se eu soubesse desenhar

Imagem
Não sei a autoria, mas podia ser minha (se soubesse desenhar, naturalmente)




?

Dias há, em que 24 horas não chegam para os completar. Tão vazios de respostas quão cheio de anseios de as obter. Assim soubesse as perguntas certas que me devo fazer.

Enquanto andamos a discutir assuntos de lana caprina

Enquanto andamos a discutir assuntos de lana caprina como o IVA das touradas, há 750.000 crianças institucionalizadas em Portugal e o Estado já deu conta que vai deixar de as entregar a famílias de acolhimento uma vez que não tem meios para fiscalizar a situação (mais vale tarde do que que nunca, assumir algo tão grave). No dia Internacional dos Direitos das Crianças, é importante falar de coisas sérias, com todo o respeito que me merecem os touros e os seus defensores mais activos.

Burlada por um gato

Era uma vez uma dona tão tonta, tão tonta, que se deixava burlar pelo próprio gato.

Despachadinhas, as miudas!

Com pré - aviso dos trabalhadores da cantina marcado para amanhã, a escola informou-nos que teríamos de providenciar o almoço dos cachopos. Foi tudo o que a patroa mais velha quis ouvir. Já me foi transmitida a decisão de fazer um piquenique com as amigas. Despachadinhas, as miúdas!

Os seres vivos comem!

-Mãe, o Boris come de manhã ? E o milagre aconteceu. Quase 4 anos depois do bichano morar lá em casa, a sua auto - intitulada dona percebeu que precisa de comer. É um ser vivo! Mérito, certamente, das aulas de estudo do meio já que eu nunca consegui transmitir-lhe tanto saber.

Vamos fugir?

Imagem
Vamos fugir? Quem nunca teve vontade que atire a 1.ª pedra.

O chamado presente altruísta

Com o Natal a aproximar-se, e as criancinhas a ser bombardeadas com anúncios de brinquedos, a patroa mais velha já me informou que este ano quer uma "Máquina da Verdade".

Como me pareceu ser muito nova para pedir um polígrafo, perguntei-lhe o que fazia a dita máquina. O exemplo foi revelador. "Imagina que perguntas à Tita se tem tpc´s e ela responde que não. Podes utilizar a máquina para saber se é verdade!".

É oficial. A cachopa quer um polígrafo e a argumentação parece-me capaz de derrubar qualquer resistência que se pudesse colocar à pretensão.

Até eu estou curiosa para perceber se aquilo funciona mesmo.

Toma, que é para aprenderes!

Minutos depois de ter publicado o post sobre o bom comportamento das minhas patroas fora de portas, recebi uma mensagem da professora da mais nova. A cachopa tinha andado a puxar cabelos e dar pontapés. Deu e levou, não sei bem por que ordem. E eu engoli em seco. Ainda há muito para domar na minha pequena fera.

Da discussão nasce a luz

Falava eu com uma amiga acerca da minha falta de autoridade sobre as minhas filhas, quando ela me mostrou o lado positivo da coisa.  Sente o mesmo mas quando ouve o pessoal de fora dizer que as criaturas se portam lindamente na sua ausência (em sociedade, portanto), percebe que não estará a fazer as coisas muito mal.
Subscrevo. Talvez não esteja a ser assim tão má educadora. Obrigada minha amiga por me mostrares outra perspectiva da questão.

42 anos, muitas vidas se celebram hoje!

Imagem
Comemoram hoje 42 anos de casados, os meus pais. Muitas vidas, portanto. Muitos dias bons e menos bons partilhados, um caminho tão rico que chegou ao ponto de conseguirem transferir entre si parte das caraterísticas um do outro. A mãe já discute futebol e o pai adora o dragão.

Um exemplo de entrega e transmissão de princípios, no meio da muita rezinguice.

Hoje, mais do que lhes dar os parabéns por esta data, sinto que devo agradecer por tudo o que sempre (me) deram e, estou certa, continuarão a dar.

A alegria de vê-la feliz

Imagem
Aproveitando que a cachopa não está nem aí para pesquisar o que mãe escreve, deixem-me partilhar esta preciosidade. Maria Pinto_1 no JN, numa linda reportagem sobre desporto juvenil que tem como foco o melhor exemplo possível - CPE (Clube do Povo de Esgueira).

Podia estar aqui a divagar mas fico-me pela alegria de vê-la feliz, pela evolução que percebe em si e pela integração numa grande equipa/família na qual imperam valores que a acompanharão vida fora.

Voa pequena Maria Pinto.

Sempre pela vida

Imagem
No ano passado tinha arrastado as minhas crias para a Caminhada pela Vida. Este ano arrastei também o papá mas, à última da hora, deixei voar a mais pequena que com medo do vento se recusou a participar.
Esta é daquelas causas que não me canso de defender. No início ao fim, a vida é o valor maior.
Poder fazê-lo ao lado daqueles que mais dão sentido à minha, e assim honrar todos quantos me deram parte da sua, é para mim motivo de uma imensa alegria.
Parabéns à  ADAV Aveiro pelo empenho. Vemo-nos em 2019.

Uma certeza no meio de muitas dúvidas

Desde que fiquei doente que sou, diariamente, assolada por uma série de dúvidas. Para quê? Por onde devo ir? Que devo fazer? Qual o meu papel neste mundo?

A bênção de sentir forças, depois do receio que tive de não as recuperar, fez com que me tenha vindo a envolver em 1001 coisas, numa Susana bem distante daquela que, há uns anos, dava tudo para passar tardes inteiras a vegetar no sofá.

Sinto-me infinitamente mais preenchida, apesar das dúvidas e da grande luta que é sentir que fiquei cá para mais do que simplesmente contar a história.

Será esta, porventura, a única certeza que tenho de momento. Quero ser muito mais do que uma contadora de histórias e não fiquei cá para me deixar subjugar a esse papel.

Qual o caminho e forma de o fazer, o tempo o dirá.


Só uma mulher conseguiria

Imagem
Admitindo que é verdadeira a foto divulgada na imprensa,  ao imaginar a imagem de alguém a pintar as unhas no trabalho a 1.ª ideia que me ocorre é a de que só uma mulher o conseguiria.

Não que um homem não possa pintar as unhas, mas jamais conseguiria essa proeza de efectuar duas tarefas em simultâneo, especialmente quando uma delas é tão difícil de fazer, exigindo concentração máxima. Pintar as unhas e ouvir um debate não é para qualquer um.

Sim porque acredito que, apesar da atenção dispensada às unhas, uma mulher consegue ouvir um debate e se não pintou as unhas em casa foi por ter estado, precisamente, a preparar-se para o dito.

Ou estarei a delirar?

PS1 - os homens que me perdoem a ironia mas não consegui evitar.

PS2 - já depois de escrito o post encontrei, algures na net, esta montagem deliciosa. Eu não queria chegar tão longe, pois também me havia ocorrido a imagem de um homem a cortar as unhas (sem ouvir, porém, a envolvente) mas há sempre alguém que verbaliza tudo.

Dilemas de Halloween

Ao ouvir a minha filha mais velha elencar os convites que já recebeu para a noite de Halloween só me lembro daquela malta que vive verdadeiros dilemas para decidir onde passar a noite de natal, se com os pais ou com os sogros.
São os dilemas da vida moderna que, por arrasto, acabam por me afectar. No final terei de dar, ou não,  aval à escolha da cachopa.

Tem tudo para ser uma semana boa

Depois de termos ganho uma hora no fim semana, chega uma semana com menos um dia de trabalho.
Tem tudo para ser uma semana boa. Assim nãoa compliquemos.
Boa semana.

Susana, a cobaia

Imagem
Vi esta imagem algures no Facebook e tive um dejá vu; Eu já fui este paciente.
É altura de recuperar ESTE POST . Digam lá se não é a minha cara. Ah, ah,ah

l

6 meses

6 meses se passaram e as nossas vidas seguiram, com as obrigatórias adaptações e um estranho sentimento de vazio que procuramos encher de lembranças, aquelas nos fazem  reviver momentos bons, tantas vezes quantas as que quisermos.

A saudade essa não acabará nunca.

Dá para os dois lados

A  criatura que me mói a cabeça por querer ir à padaria sozinha é a mesma que, minutos depois, reclama só ter 7 anos e ser muito nova para trabalhar (leia-se pôr a mesa).

É a chamada volatilidade dos argumentos (vulgo dá para os dois lados (ou, pelo menos, tenta).

Saravá e oxalá

Se  a Dina Aguiar tivesse iniciado a emissão com um "Saravá" ou terminado com um "oxalá", em vez de "Se Deus quiser", seria só cool ou continuaria a chocar os contribuintes?

Irra que este medo de emprenhar pelos ouvidos começa a ser patológico.


Momento de cultura geral a que me obriguei

"Saravá
É comum relacionar essa expressão com rituais no Brasil, como o candomblé e umbanda. O termo saravá também é usado em religiões afro-brasileiras como mantra (que são palavras especiais vocalizadas de maneira específica que produzem certos fenômenos de imantação e desagregação[carece de fontes]; são sons místicos ou sagrados, ou seja, sons específicos que elevam o espírito[carece de fontes]) e significa: SA— (Força, Senhor) —RA— (Reinar, Movimento) —VÁ (Natureza, Energia).[carece de fontes] Saravá significa então a força que movimenta a natureza. Esse termo é, portanto, um mantra que pode fixar ou dissipar determinadas vibrações, não sendo, portanto aconselhável pro…

Começou!

Eu que sabia que era uma questão de dias até começar a ouvir o argumento mais velho e batido de qualquer criança que se preze "mas todos os meus amigos jogam!", devidamente acompanhado de 3 lágrimas grossas a rolar para cara abaixo.
E começou aquilo que, sentido na pele, me parece um massacre.
Uma mãe anda a vida toda com teorias sobre a resposta que deve ser dada em momentos destes e no dia em que tem de as pôr em prática, eis que todas convicções ficam abaladas. É tudo muito mais fácil quando as lágrimas  (ainda que a puxar ao sentimento) escorrem na cara dos filhos alheios.

Vão demolir o estádio Mário Duarte

Vão demolir o estádio Mário Duarte e não consigo descrever o sentimento que esta ideia me desperta.

É certo tratar-se de uma morte há muito anunciada, mas este tipo de notícias começa a tornar a ameaça como algo real.

Apesar do desencanto que o futebol me tem vindo a suscitar de há algum tempo para cá, guardarei sempre como um tesouro as memórias das minhas tardes de Domingo .

Fui muito feliz no Mário Duarte.

Às vezes temos de nos rir, senão piramos

-Antecedentes de cancro na família, perguntaram-me durante os exames médicos das crias.
- Eu, avó materna, a avó paterna, o avô paterno,  - e eu que fui interrompida pelo revirar de olhos do médico.
Lá  contei a minha novela e quando ia retomar o historial oncológico da família , o médico dispensou-me de o fazer, dizendo que já tinha informação que lhe chegasse. Tive de me rir do cenário negro que nunca tinha visto nesta perspectiva. Às vezes é melhor rir, sob pena de pirar ainda mais.

Dar beijinhos aos avós

Peço desculpa mas não consigo evitar o tema do momento. Devemos, ou não, obrigar as crianças a dar beijinhos aos avós?

Brincadeirinha, acho que o cerne da questão não é esse. Acho até que o discurso que o, agora famoso, professor universitário teve no Programa Prós e Contras  só serve para desviar ainda mais a discussão daqueles que devem ser os pontos chave de tudo aquilo que se refere aos relacionamentos humanos. O respeito, a tolerância e o meio termo.

Comparar um beijinho na cara, seja dos avós seja de um estranho, a um acto de intimidade é, no mínimo, tão estrambólico quanto acusar de adultério uma mulher casada pelo simples facto de falar com outro homem (como sabemos ainda acontecer  em certas culturas).

Um beijinho na cara é em Portugal, pelo menos assim mo ensinaram, um gesto social de respeito pelo outro.

Compreendo que exista quem não goste de o fazer e evite, assim como compreendo que fique magoado ao perceber que alguém evitou cumprimentá-lo dessa forma,  mas aí entramos …

Um homem deu-me um beijo na mão!

Um homem deu-me um beijo na mão! Palavra. Aconteceu hoje, sem ambiente profissional. Terá entrado na minha intimidade?

Falhei

Tive de, inesperadamente, ir à escola da cria mais velha e quando a cachopa me viu perguntou-me se lhe tinha ido levar a camisola já que a tinha sujado.

Lá lhe expliquei que se me tinha avariado a bola de cristal e, como tal, não levava uma camisola lavada.

Falhei, admito. Mãe que é mãe não só sente como antecipa as necessidades das suas crias (pelo menos aos seus olhos).

Brincadeiras à parte, é uma ternura perceber a ilimitada confiança das crias relativamente às minhas capacidades. Devem ver-me como um ser do além. É também uma enorme responsabilidade.

PS. Esta deve ser a dica dos céus para me lembrar de colocar uma muda de roupa na mochila das patroas.

A minha hora de almoço

Para mim, a hora de almoço é sagrada (como a do pequeno almoço e jantar, de resto).

Sou incapaz de perceber quem a aproveita para ir ao cabeleireiro, ginásio ou afins. Detesto comer depressa, especialmente se for de pé.

Provavelmente por estar mal habituada e continuar a ter a sorte de ir almoçar a casa dos pais, que vieram substituir os avós, o que me permite aproveitar o aconchego da família e ter uns minutinhos de sossego para ler o jornal.

Hoje, Dia Mundial da Alimentação, recordo com particular carinho os almoços em casa dos meus avós, ao som das notícias e discussões hilariantes sobre a origem etimológica de certas palavras e outros factos mais, ou ainda menos relevantes.

Fosse qual fosse a hora a que chegasse, a minha avó voltava para a cozinha para me fazer companhia e não me deixava levantar um guardanapo, mandando-me ir ler um bocadinho do jornal para "descansar antes de voltar ao trabalho".

Não há como não sentir saudades deste mimo que continuo a receber, agora d…

Qual a relação entre a tempestade Leslie e Santa Teresa de Ávila?

Vive, no sábado passado, uma das experiências mais assustadoras de que tenho memória.
Não foi por desconhecimento, pois ouvi o Aviso da Protecção Civil, mas por achar que a tempestade Leslie só passaria por locais onde não estivesse (haja presunção).
Quando entrei no pavilhão já chovia bastante, mas o vento era insignificante. Durante o jogo, nada me fazia perceber o temporal sentido lá fora até ao momento em que comecei a ver alguma agitação e percebi que umas plaquinhas do telhado tinham voado.
Com receio que a coisa piorasse, resolvi sair a 5 minutos do final e só aí tive real noção do que estava a acontecer. O vento era de tal ordem que não sei como chegámos a casa. Foram cerca de 500 metros que pareceram 5000.
Enquanto o meu pai levava a cria mais nova ao colo, tentei pegar na mais velha mas parecia chumbo e nem a consegui levantar do chão, coisa que faça tantas vezes. A miúda quase a panicar, a queixar-se que não consegui ver, nem respirar. Eu a tentar acalmá-la e a sentir que …

Faltam 80 dias para acabar o ano e ....

Não quero ser motivo de desestabilização, mas faltam 80 dias para acabar o ano e … talvez seja altura de olhar para as famosas listas de coisas a fazer em 2018 e perceber se há grandes desvios.

80 dias ainda permitirão implementar algumas medidas correctivas.

Façam-no, se tiverem coragem. Eu cá, por causa das coisas, já há dois anos que opto pela lista de coisas a NÃO fazer. Sempre evito a frustração de perceber que as listas do A fazer se mantinham intactas ano após anos no que isso tem de mau.


O poder da argumentação

- Leonor, isso é batota! Não podes ir espreitar a tabuada enquanto fazes a conta!
- Mas mãe, assim estou a estudar a tabuada também!

Tem alguma lógica, convenhamos.

Unha com carne

As patroas levam a expressão "unha com carne" tão a sério que é frente encontrar vestígios de adn de uma sob as unhas da outra. Talvez fosse boa ideias explicar-lhes que há outras formas de exprimirem a cumplicidade que as (des)une.

Mnemónica russa. Oi?!!!

A patroa mais velha aprendeu a fazer contas de multiplicar recorrendo à mnemónica russa.
Digam-me, por favor, que não sou a única mãe nascida na década de setenta do século passado a desconhecer o que seja tal coisa!

O mundo precisa é de miúdas destas!

Com a tarefa de comprar uma prenda de aniversário para uma menina que fazia 7 anos, achei que não seria necessário sondar os seus gostos e interesses. Para mim, que sou apaixonada por barbies, a escolha era óbvia.

Comprei uma linda barbie com uma guitarra (instrumento tocado pela aniversariante).

Quando a menina desembrulhou a prenda foram dois baldes de água fria. Um sobre a sua cabeça pois, como confessou alto e bom som, não gosta de bonecas! Outro na minha, ao perceber como me deixei levar pelos pré-conceitos (preconceitos, se preferirem).

O mundo precisa de mais miúdas destas, espontâneas e ideias próprias.

Não que haja mal em gostar de barbies (espero eu) e, muito menos, que esse facto faça de alguém um carneirinho mas porque as mentes vão mudando é com actos e não com palavras de ordem e movimentos que, facilmente, resvalam para a ridicularização de causas sérias.

Era unhas e falangetas!

Se eu fosse cachopa de roer as unhas hoje até as falangetas tinham ido. Jogo do demo aquele Illiabum - CPE. Se se repetirem muitas vezes estes picos de adrenalina acho que fico KO.
Grandes, os nossos rapazes, que trouxeram para a terra a vitória no primeiro jogo do campeonato.
Carrega CPE

O cúmulo da falta de civismo!

Estacionar em segunda fila, preferencialmente em cima de uma curva ou passadeira, entrar apressado na padaria e ignorar as crianças que estão na fila, ultrapassando-as.
É isto diariamente, com a agravante de serem vários os personagens.
O cúmulo da falta de civismo diria, para não baixar o nível.

O que gostava de ver

O que eu gostava de ver nesta novela que envolve o Ronaldo era a, alegada, vítima devolver o dinheiro que recebeu há nove anos e recomeçar o processo da estaca zero. Do lado do Ronaldo gostaria de ver o desejo de ser julgado para conseguir provar a,alegada, inocência.

São Francisco de Assis, o padroeiro dos animais.

Imagem
Celebra-se hoje o Dia Mundial do animal tendo a escolha recaído no dia 04 de outubro ser o dia de São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais.
De São Francisco de Assis é uma das orações mais bonitas que conheço e marcou a minha infância no colégio.
Oração de São Francisco de Assis"Senhor,

Fazei de mim um instrumento de vossa Paz!
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!

Ó Mestre,

fazei que eu procure mais:
Consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
É morrendo, que se vive para a vida eterna!"
E, sendo os animais uns dos nossos melhores amigos, é irresistível cair no lugar de com…

O dinheiro satisfaz mas não motiva

Há dias, numa conferência, ouvia dizer que o dinheiro satisfaz mas não motiva e fiquei a pensar nesta frase.

De facto o dinheiro satisfaz necessidades, sejam elas mais ou menos básicas, e caprichos.

Mas não é,  de todo, aquilo que (me) motiva.

Que sobra a alguém, depois de tudo comprar e mostrar, se lhe faltarem objectivos e sonhos?  Um vazio no coração, imagino.

Direitos dos trabalhadores vítimas de violência doméstica

Estando, e bem, a questão da violência doméstica na ordem do dia, achei que poderia ter interesse referir que o nosso legislador do trabalho já pensou na questão, tendo dado pequenos passinhos de lã ao prever alguns direitos para o trabalhador vítima da mesma:

O trabalhador vítima de violência doméstica tem direito a ser transferido, temporária ou definitivamente, a seu pedido, para outro estabelecimento da empresa, verificadas as seguintes condições:

a) Apresentação de queixa-crime;
b) Saída da casa de morada de família no momento em que se efective a transferência.

Nestas circunstâncias, o empregador apenas pode adiar a transferência com fundamento em exigências imperiosas ligadas ao funcionamento da empresa ou serviço, ou até que exista posto de trabalho compatível disponível tendo o trabalhador direito a suspender o contrato de imediato até que ocorra a transferência.

É garantida a confidencialidade da situação que motiva as alterações contratuais, se solicitado pelo interess…

Algo estranho se passa comigo

Algo de estranho se passa comigo. É só decidir sentar-me a ver um pouco de televisão que há logo uma daquelas criaturas que durante a semana tem de ser abanadas para acordar que desperta e chega primeiro ao sofá.
Fosse eu dada a outras crenças e marcava consulta com o professor Bambo.

Elas não matam mas moem!

Antes de procurar o consolo da minha almofada, o desabafo necessário. Elas não matam mas moem, como diria a minha avozinha. Falo das chatices e não das patroas, esses anjinhos, que fique claro.

Todas as histórias têm dois lados. No mínimo.

-Pai, tenho de te contar. Hoje de manhã, a mãe saiu de casa sem a aliança!
A pequena venenosa só se esqueceu de contar o contexto em que ocorreu a nossa saída de casa. Ter levado a cabeça já foi uma sorte.

Inadmissível. Triste. Lamentável.

Ficámos ontem a saber, da boca do nosso Primeiro Ministro, que o estatuto do cuidador informal não irá avançar para já por causa do custo.

Seria fácil de perceber, sabendo nós que os recursos são escassos, a dificuldade em prever 120 milhões de euros no Orçamento de Estado para 2019 para apoiar as famílias que, pelas contingências da vida, se transformam em cuidadores informais.

Contudo é, no mínimo, chocante perceber que se fazem contas de merceeiro relativamente a um assunto tão delicado.

Desde logo esquecem-se as inúmeras situações em que os cuidadores se vêem obrigados a deixar os seus trabalhos precisamente por causa do dinheiro que o Estado não gasta nas estruturas de apoio.

Ou seja, como bem diz a Associação Portuguesa de Cuidadores Informais, o Estado anda a poupar há anos à conta dos cuidadores informais.

Depois porque há outras medidas urgentes, para além dos apoios sociais. A título de mero exemplo, lembro-me da alteração do regime de faltas ao trabalho.

No actual estado de…

Morto?! Como assim, morto?!!!

Crias tratadas e caídas nos braços de Morfeu; 10h da noite. Tudo se conjugava para um perfeito momento de estupidificação da mente através da leitura de mais uma aventura do meu querido Perry Mason.

Vou embalada quando, mudando de página, alguém pergunta como morreu o homem. Releio a frase vezes sem conta, volto umas páginas atrás outras tantas vezes e nada de referências ao dito cujo, muito menos ao seu assassinato.

Eis senão quando se me ilumina a mente e resolvo conferir a numeração das páginas. Só faltavam 20, basicamente aquelas em que é narrado o acontecimento à volta do qual o livro vai andar.

Raios! É o que dá comprar livros em feiras das velharias. Alguma vez tinha de acontecer.

Devo a quem segue este blogue uma explicação e um enorme agradecimento

Na sequência do post a que chamei Entre altos e baixos , no qual falei do facto de a família se encontrar a combater um novo cancro, recebi uma imensidão de mensagens e telefonemas de pessoal amigo, preocupado em dar-nos uma palavra de alento.

Não por acaso, muito desse pessoal acompanha-me desde sempre, e em particular desde que iniciei a minha luta pessoal no longínquo ano de 2008.

Fiquei muito sensibilizada pelo apoio que recebi e devo a todos um enorme agradecimento.

Devo também uma explicação aos demais. Na altura quis preservar a privacidade da minha prima/irmã pois só a ela cabia o direito de expor a situação publicamente.

Mas o raio da miúda é dura como os cornos e decidiu partilhar a sua experiência com o cancro no colo do útero (faltava no CV da família)  no blogue bilingue que criou My Cervical Journey que aconselho a seguirem  AQUI

Numa altura em já só faltam metade dos tratamentos de quimio e radio e nada mais posso do que estar presente da forma possível, atendendo aos m…

Segunda semana

Já estamos na segunda semana de aulas e, aparentemente, sobrevivemos ao regresso à escola.
O furacão mais pequeno surpreendeu-me, como sempre, pela alegra e descontracção com que encarou este novo ano. A mana está um pouco receosa e a sentir o peso da sua condição de finalista.
Tudo a correr normalmente e eu , com sorte, conseguirei decorar o horário das actividades lá para meados do terceiro período.

Pergunta provocadora, mas de resposta fácil

A minha irmã do meio perguntou-me, de forma provocadora, porque levava as miúdas à catequese e não deixava que fossem elas a escolher ir um dia mais tarde?

A pergunta é extremamente pertinente e não é a 1.ª vez que ma fazem.

Por sua vez, a resposta é fácil.

Obviamente serão elas a escolher continuar a ir, ou não, à catequese no momento em que sentir que faz sentido deixá-las ser elas decidir. Tal como acontecerá como relativamente às actividades extracurriculares, roupa, etc, etc, etc.

Neste momento vão, porque quero transmitir-lhe os princípios que me transmitiram a mim e que gostava fossem aqueles que vão nortear a sua vida.

Para que elas tenham essa liberdade de escolha precisam, porém, de conhecer e por isso a ida à catequese.

Ninguém pode escolher o que não conhece.  Não lhes vou negar o acesso ao conhecimento de outras religiões, mas por tradição familiar (e a palavra tradição vem do latim Traditio, que significa entrega (de valores no caso)) é isto que tenho para lhes dar o nec…

Mãe, ela chamou-me burra!

Podia imaginar 1001 formas de terror psicológico mas nunca aquele que as minhas filhas exercem sobre mim quando estou no chuveiro e uma delas irrompe pela casa de banho a gritar "mãe, ela chamou-me burra!", logo seguida pela outra que a desmente categoricamente em voz ainda mais estridante.

Se sou alguém para dar conselhos a futuras mamãs, cá vai: jamais percam de vista a chave da casa de banho. Pode salvar-vos parte da sanidade mental.

Primeiro confiar ou desconfiar?

Ao ouvir as notícias sobre a nomeação da nova Procuradora- Geral da República lembrei-me de alguém que em tempos me disse ter como lema "primeiro confiar e, só depois, desconfiar se lhe forem dados motivos".

Revejo-me totalmente neste lema e não pretendo inverter a ordem das coisas.

Tenho pena que a Dr. ª Joana Marques Vidal não tenha sido reconduzida mas a verdade é que confio (até eventuais sinais contrários) que a Dr.ª Lucília Gago venha fazer um trabalho de continuidade.

E é curioso como, em abstracto, defensores da continuidade e da saída têm razão nos argumentos contrários apresentados.

Senão vejamos, se a Dr. ª Joana Marques Vidal tivesse feito um péssimo trabalho aqueles que defendem a continuidade estariam a fazer outra leitura da Constituição.

O que é lamentável é que a previsão legal não seja mais clara e permita duas leituras completamente díspares criando uma novela que se poderia ter evitado.

Confiemos, portanto.

Perguntar a origem étnico-racial é discriminação?

NESTE ARTIGO questiona-se se perguntar a origem étnico -racional é preconceito. Obviamente esta é uma questão cuja resposta não é matemática.
Importa, antes de mais, saber de que falamos quando nos referimos a discriminação. E, sendo rigorosos nos termos, distinguir discriminação de preconceito.
Discriminação será distinguir alguém por motivos arbitrários. Preconceito é aquilo que teremos de superar para não cairmos em situações de discriminação.
E, não me venham com histórias, preconceitos todos temos de forma instintiva. Alguém supõe, num primeiro contacto, que um brasileiro não saiba sambar, deteste futebol e abomine o carnaval?
Saber a origam étnico-racional podem ser importante para 1001 coisas. Perceber as diferenças é meio caminho andado para desfazer preconceitos. Claro que não deve nunca confundir-se esse conceito con o de nacionalidade, como parece que aconteceu no famoso questionário que circulou em algumas escolas.
Por isso, e à boa maneira de um jurista, depende do contex…

Vidas que continuaram _ 1

Começo hoje a partilha de histórias de vida que me inspiram e deixam a pensar.

A 1.ª é do Nuno Vitorino. Leiam que vale a pena

Em 1995, tive um acidente. Um amigo, sem querer, disparou uma arma de fogo sobre mim.
A bala acertou-me na cervical e fiquei tetraplégico. Uma tetraplegia incompleta que me dá algum movimento de braços.

Fui atleta paralímpico de natação, dou palestras, motivo outros a seguirem o seu sonho, porque apesar de muitas vezes os olhos não verem ou as pernas se transformarem em duas rodas, existe sempre um coração que sente!
Vivo a vida ao máximo e … faço surf, salto de paraquedas, treino todos os dias para surfar ondas grandes. Sou acima de tudo um viciado em adrenalina.