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A mostrar mensagens de 2018

Quem dera

Quem dera fosse perene a Primavera como efémera é a vida
Quem dera  corressem os amores em voltas concêntricas
Regressando incessantemente ao ponto de partida
E nele renascendo em dobro.

Quem dera fossem só sonho todos os males
Quem dera findassem a cada novo dia
Soçobrando perante o amanhecer
E nele se transformando em venturas.

Quem dera.

Entre altos e baixos

Quando se fala sobre a nossa experiência com o cancro, o meu marido costuma dizer quanto o marcou a sucessão de notícias boas e más. Primeira gravidez, diagnóstico de cancro, a bebé está bem, internamento, a bebé nasceu bem, afinal é estadio IV... final feliz.
No fundo, aquilo que é a vida em regra. A lição que se retirou foi a de que nunca devemos baixar os braços. Depois da tempestade vem a bonanca como diz, e bem, o povo.
Neste momento, e depois da boa nova que é a vinda da minha sobrinha, a família recebeu a notícia de mais um cancro e prepara-se para outra batalha.
A minha maior dor presentemente ,  e digo-o de coração, é não poder ser eu a levar com ele.
 Não podendo, estarei juntamente com os outros soldados da família, em todas as frentes que me forem permitidas e, acima de tudo, na rectaguarda. Juntos venceremos mais esta batalha.

Reciclar materiais escolares

Este ano as patroas já foram avisadas que terão de fazer uma boa revisão aos 1000 estojos espalhados por mochilas e gavetas para reciclar o material escolar. O ano passado fizeram o mesmo e doaram à  Casa Municipal da Juventude mas desta vez é mesmo para uso das próprias.
A ideia é não só poupar uns euros, como recursos (é impressionante a madeira e água gastas para fazer lápis e folhas de papel). Queremos também refrear os impulsos consumistas destas duas meninas.Não faz sentido comprar mochilas, estojos e lancheiras novas só porque mudou a fronha da boneca preferida quando os que usaram no ano passado estão impecáveis.
Já andei a ver umas dicas para aproveitar material escolar. Vamos ver se resulta mesmo limpar as borrachas com álcool  (às tantas é básico mas para mim é  novidade).
Se houver por aí ideias que possam partilhar, a família agradece.

É oficial. Vou ser tia!

E é oficial. Vou ser tia! A sensação foi estranha inicialmente. Afinal, a minha mana só tem 30 anos. Eu ia levá -la à escola de carro. Tinha a mania que era a mãe dela. Senti que ia ser tia avó.
Passada a estranheza, estou derretidinha de todo. Mal posso esperar a hora de pegar na criaturinha ao colo.
Coisinha boa da tia.

Pelos caminhos de Portugal

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Quando optámos por ir uns dias até ao interior, o objectivo era somente fugir ao vento e encontrar sossego. Ok, admito que andava desejosa por atacar uma boa chanfana.

Não tinha grandes expectativas o que, diz-me a experiência, é bom em regra.

O destino escolhido foi a Lousã que, além de tudo o mais, tem a vantagem de ser aqui ao lado e a aposta foi mais do que ganha.

Fiquei apaixonada pelas Aldeias do Xisto e pela coragem dos empreendedores que as estão a dinamizar e a contribuir para a preservação de um património cultural e natural colectivo.

Rendi-me às praias fluviais. Deliciei-me com a bicharada com a qual me cruzei nos caminhos, raposas, veados e muitas borboletas, entre outros.

Reforcei a convicção de que devia ser proibido sair de Portugal antes de lhe conhecer todos os cantinhos.

... E a chanfana não desiludiu.




Desconvidada

Não é frequente identificar-me com as posições do BE mas desta vez fico satisfeita com o desconvite à Marine Le Pen que fica assim fora do painel de oradores da Web Summit.
Bem sei que andamos aqui em conceitos pouco lineares. A liberdade de expressão é um direito fundamental mas, até esta, não pode ser ilimitada sob pena de poder colocar em risco outros direitos fundamentais. Sei também que se corre o risco de suscitar curiosidade relativamente à senhora mas, pesados os prós e contras, acho que o desconvite foi a opção correcta.
Eu, pelo menos, dispenso bem ouvi-la, ainda que na tv.

Direito a ir comprar pão

A patroa mais velha foi comprar pão sozinha. Na verdade, eu estava ao virar da esquina mas nada que diminua o orgulho que sentiu naquele momento.
Agora quer repetir o feito todos os dias. Mas ( há sempre um) terá de conquistar outro direito bem mais difícil de alcançar - sair de casa sem levar a mais nova atrás.  Avizinham-se tempos animados. Isto de ser irmã mais velha tem que se lhe diga.

Amizades de Verão

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Raízes

Há sempre uma alegria imensa no regresso ao lugar onde brotaram as raízes que nos geraram ainda que, paradoxalmente, igual só esteja a paisagem. Precisamente aquilo que é  mais mutável.
Faltam os que davam forma e vida àquele lugar e o tornaram ponto de referência para aqueles que de lá nasceram e espalharam pelo mundo.
Jamais será o mesmo. Seja  a  ida, seja o ponto de chegada e o debitar de notícias sobre o que lá encontrámos. Lá e cá só estão as almas. Tão pouco, quando o que queríamos era ver aqueles sorrisos. Tanto se pensarmos quão cheio deixaram o nosso coração.

Mágico

Há algo de mágico nisto de percorrer Portugal por caminhos menos óbvios e, talvez por isso, mais próximos da origem de tudo.
Ficar apaixonada por cada recanto e prometer sempre voltar, jamais o fazendo por saber que há muito mais a descobrir e a mesma água nunca passa duas vezes por baixo da mesma ponte. Guardar cheiros e cores na memória que, podendo falhar, será em todo o caso mais fidedigna na sua subjectividade do que qualquer processo mecânico de gravação da impressão dos sentido.
Há magia neste caminho contra corrente, em que procuramos a foz ao invés de insistir em mergulhar num mar de gente.

Há muito tempo que não te via tão gordinha!

Quando uma tia avó nos recebe com um "há muito tempo que não te via tão gordinha" percebemos que temos de fazer alguma coisa (apesar de saber que, no seu ideal, me estava a chamar formosa.

E é mesmo há muito tempo que não me via assim. Pr'aí  30 anos. Aiiiii

A matemática pode evitar amuos!

-Porque é que estás amuada?!
-Porque o pai disse que me ia dar um terço da laranja e só me deu metade!

Sei que se não fosse por isto, a patroa estaria amuada por outro motivo. Há que admitir que as gajas são chatas à brava quando amuam (o que acontece frequentemente). Mas, no caso concreto, talvez umas noções de matemática tivessem evitado que prendesse o burro.

A melhor publicidade

Sem ter quaisquer dados estatísticos que o confirmem, sinto que não há publicidade melhor que a que vai passando boca a boca. Aquilo que o nosso Presidente Marcelo está a fazer vale muito mais que qualquet spot publicitário que passe no intervalo de um derbie futebolístico ou mil outdoors.
Pena tenho eu que outros não façam o mesmo e a Madonna se fique por Lisboa.

Cuidados Paliativos - resposta aterradora!

Recentemente enviei um e.mail ao Ministério da Saúde e a todos os grupos parlamentares relatando uma situação, da qual tenho conhecimento directo, que retrata a miséria que se vive em Portugal no que diz respeito aos Cuidados Paliativos.

No final do e.mail, um simples comentário sobre aquilo que acho ser imoral e que é defender a eutanásia a todo o custo sem ter o cuidado de defender uma boa rede de cuidados paliativos, de forma a dar dignidade até ao final da vida.

Mas não era esse, de todo, o propósito do e.mail. Simplesmente quis, junto daqueles que nos representam na Assembleia da República dar a conhecer uma realidade concreta e pedir que lhe dessem atenção.

Até ao momento recebi duas respostas. A do Bloco de Esquerda, que apreciei, na forma e teor.

Já a do grupo parlamentar "Os Verdes", que transcrevo abaixo, deixou-me verdadeiramente aterrorizada.

"Exma. Senhora, Encarregam-me os senhores deputados – Heloísa Apolónia e José Luís Ferreira – de acusar a receção e ag…

Temos leitora!

O meu coração de mãe, ainda há 6 meses angustiado por a possibilidade da patroa mais nova ter algum tipo de problema com a leitura, rejubila agora que a encontrei a ler "Uma Aventura dos Sete", da Enid Blyton.

Devagarinho, a cachopa terminou já o 1.º capítulo e até sabe esclarecer a avó (igualmente fã da autora) que o cão se chama Ziguezague e não Tim, e dizer que a mãe (eu, portanto) é tão irritante quanto a Susana, irmão do Jaime.

Temos leitora!

Coitadinhas das crianças que passam tanto tempo na escola!

Vai uma mãe a correr que nem louca, para as crias não estarem mais tempo na escola, e é recebida com um olhar de desdém e a informação que o filme começou  "ainda agora"!
Toma lá que é para aprender!

Afinal já tinha estado lá

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Na sequência do post de ontem (podem ler AQUI), fica a prova. Já tinha estado lá (e a Tita também).


Vale tanto a pena acreditar e seguir em frente. Tanto!

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Estava em pleno piquenique anual, com Amigos de todas as horas, naqueles momentos em que se desfiam memórias quando a madrinha da Tita lembrou que tinha sido naquele mesmo local que, oito anos antes, lhe tinha contado a boa nova.

E eu que estava convencida ser a primeira vez que ali estava, dei por mim a recuar no tempo e a tentar recordar-se de outros pormenores que não a grande angústia sentida naquele dia.

Concluí que a angústia me consumia de tal modo que impediu que lembrasse a beleza do local. Estive ali só, e literalmente, de corpo presente.

Só que queria que chegasse 2.ª feira para poder falar com a minha onco-hematologista.

O medo que senti relativamente ao que aquela gravidez, 6 meses após terminar a quimio,  podia significar para a minha saúde ou para o embrião tolheu-me de tal forma que nem consegui perceber a bênção que foi não ter ficado infértil, outro grande medo que tinha.

Às vezes é assim, os medos cegam-nos e impedem-nos de viver. Naquele momento eu devia saltar de…

Eu sei, não sou burra!

Eu sei, não sou burra! Esta será, provavelmente, uma das respostas mais irritantes de que há memória. Não sei lá onde eque a patroa mais nova a ouviu, só sei que a repete à exaustão. Pior que esta só  a "não tenho armas para me armar!".
Mil perdões aos meus paizinhos, caso me tenha algum dia dado para estas respostas palermas.

Dia dos Avós (aos meus)

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Queridos avós Tão bom ter saudades nossas. Sinal da vossa presença eterna, no meu passado, presente e futuro. Prova do Amor que vos devoto Incomensurável e firme. Vivo enquanto eu viver Eterno se eu o pudesse ser, como são para mim.

TOP é "bué da fixe"

Ainda sou do tempo em que não se dizia bué e a palavra fixe se bastava a ela própria para caracterizar aquilo de que gostávamos muito.

Agora isso tudo é TOP e TOP é "bué da fixe".

A malta tem de adaptar aos tempos, até na semântica.

Alegria pura

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Só se estraga uma família!

Chego à escola e sou rodeada de criancinhas que me colocam a par do circo matinal. As irmãs andaram à pancada e, no final, ficaram as duas de castigo. Umas meninas adoráveis, aquelas que eu dei à  luz.

Oficialmente chata.

-Tita,  pára com isso! Não tem piada!
- E tu achas piada a alguma coisa?!

6 longos dias

A cachopa ia acompanhada por malta que me merece a maior confiança ou, naturalmente, não teria deixado que fosse.
Vi montes de fotos e videos, diariamente. Recebi mais do que 1 telefonema por dia, contrariamente ao constante do programa.
A experiência é brutal, para ela mas também para nós pais e mana.
Tudo muito bem, tudo muito bonito mas a simples ideia de que poderia precisar de nós e nós estarmos a 300 kms é terrível. Sim, porque há necessidades que só os pais conseguem satisfazer. E não digo mães, para ser politicamente correcta, admito.
No último dia, em que não conto as horas mas todos os segundos, recebo um telefonema a pedir para ir jantar a casa de uma amiguinha quando chegar.
Nem sei que sinta mas, tentando ser racional, deve ser felicidade (para além de alívio). A cachopa vem feliz.

O fim dos Maias na escola

Quando li o primeiro título sobre o final da leitura obrigatória dos Maias nas escolas, o meu cérebro foi lesto em pensamentos do contra. Olha agora, como é que é possível?!
Depois lá me lembrei das reivindicações de currículos menos rígidos e standard. Por fim, fui inteligente ao ponto de ter a iniciativa de ler a notícia com atenção.
Ficar pelos títulos dá asneira, a maior parte das vezes e os Maias já não são leitura obrigatória há algum tempo, pelos vistos.
Mas, cá para mim, seja os Maias seja outra obra de Eça deviam ser de leitura obrigatória, segundo a lei de vida. Não só pelas belas descrições de personagens e paisagens, como pelo facto de ser uma inigualável maneira de aprender português a sério.
Assim, se não for na escola que seja em cada. Todos a ler Eça.

Vá malta, tudo a rezar o responso ao Santo António.

Já estiva mais longe de perder a cabeça mas por enquanto fico-me pelo cartão multibanco.
Bora rezar o responso a Santo António e pedir-lhe que alumie o seu caminho até ao dito cujo?
Obrigada

Direitos das pessoas em contexto de doença avançada e em fim de vida

Os Direitos das pessoas em contexto de doença avançada e em fim de vida constam, desde hoje, expressamente da lei.

Melhor dizendo, eles existem há muito e estão agora expressamente consagrados na Lei 31/2018 .

Gostaria de poder dizer que me sinto feliz com este "avanço" mas, na verdade, o único sentimento que me invade é o do receio que este não passe de mais um lindo documento que, à semelhança de muitos outros, estará engavetado e na prática continue tudo na mesma.

Creio que caberá também à sociedade civil (cada um de nós,  portanto) não se conformar com palavras bonitas e defender condições para que esses direitos sejam efectivamente respeitados.

E aqui, honra seja feita ao grupo parlamentar do BE que, pelo menos, acusa e agradece os emails recebidos. Dos outros não posso dizer o mesmo. E tenho pena.

Tão bom ver-te voar!

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Saudades e orgulho, é este o misto de sentimentos que neste momento me invade e aperta o nó que teima em formar-se na garganta. E, no entanto, não tenho motivos para chorar, senão de alegria. Deve ser da infinitude deste Amor. Tão bom ver-te voar, meu pequeno grande milagre, e saber-te realizada. Indescritível esta sensação de perceber que a razão do meu viver se constrói também a cada passo que dás.

Não me sinto nada bem

-Mãe,  não me sinto nada bem!
- Que tens?
- Não sei ... é que estou habituada a ter a mana sempre aqui. Tenho saudades!

Nota - tinham passado 12 horas

Kolinda e Marcelo

Terminou o Mundial e, enquanto em França os vencedores andam a fazer distúrbios, é a Croácia mais particularmente a Presidente Kolinda que anda nas bocas do mundo.

Aposto que já lhe chamam a Presidente dos afectos.

Eu cá dava tudo para vê-la junto do nosso Marcelo que, aposto, nunca a deixaria à chuva como o Putin.

São dois fofinhos.

O mundo é uma aldeia.

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Vi esta foto no facebook e não resisti a partilha-la. O mundo é mesmo uma aldeia. Não sei porque insistimos em renegar Adão e Eva.

1 semana a soro

E chegou o dia. A patroa mais velha vai distanciar-se de mim cerca de 300 kms, rumo a uma semana de aventuras com os amigos do basket. Para trás fiquei eu. Será uma semana a soro.

Tudo por um doce

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Para quê tablets, quando se pode ter rebuçados?

Tudo eu, tudo eu!

-Mãe, a mana e os primos não me dizem o que quer dizer aquele gesto (e exemplifica utilizando o dedo médio da mão direita e o polegar e indicador da mão esquerda). Dizes-me tu o que é?

Cola e nódoas de fruta

Serve o presente para desabafar e pedir ajuda. Há por aí dicas milagrosas para dar cabo da cola e nódoas de fruta que as patroas fazem questão de deixar em todas as peças novas de roupa que vestem?
Agradeço, antecipadamente.

O chamado sentimento de impunidade infantil

- Tita, não posso chegar atrasada ao trabalho. Despacha-te! Queres que eu seja despedida?!.
- Eles sabem que tu tens filhas!!!

A psicologia explica

Fiquei, à semelhança de todos, muito feliz com o final feliz que tiveram os 13 aventureiros tailandeses resgatados da gruta.  Foi muito bonito constatar que o trabalho conjunto produz efeitos muito positivos, assim todos queiram.

Apesar disso, não me sai da cabeça um comentário que ouvi, ainda o resgate não tinha acontecido de alguém que dizia que toda esta preocupação colectiva era uma hipocrisia quando existiam tantos refugiados a morrer diariamente no mar com os quais poucos se preocupam (para não falar em tantas outras tragédias vividas neste mundo).


Não acho que seja hipocrisia e, pelos vistos, A psicologia explica . Mas dá que pensar.

A chave do meu coração

-Mãe,  vou contar-te uma coisa mas não te vais zangar comigo.
Dito isto, com olhinhos de cachorro abandonado, até podia dizer-me que destruiu a minha colecção de livros da velha Anita.

A (minha) vida após o linfoma

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Há dias conversava com alguém que conheci recentemente. Durante a conversa, a pessoa em causa fez uma piada qualquer sobre o cancro e, quando se apercebeu, ficou muito atrapalhada e pediu mil desculpas.

Descansei-a, dizendo que a piada não me tinha melindrado até porque era muito mais feliz depois de ter tido cancro.

Neste ponto, os olhos da minha interlocutora esbugalharam-se e eu senti-me um pouco tonta e na necessidade de explicar este sentimento.

Numa junta médica a que fui durante a quimio, um dos médicos disse-me em tom de alento "linfoma de Hodgkin? Então são 6 meses e fica boa".

Efectivamente, a minha quimio durou 6 meses e desde então (passados 8 anos e meio) não tenho tido nada de muito relevante em termos físicos.

Em termos psicológicos não será bem assim. Há medos e dúvidas que irão sempre pairar no ar mas não há volta a dar. O pior que poderia acontecer seria deixar-me condicionar por eles e isso acho que não acontece.

Sou bem mais feliz depois do linfoma, sem …

Adivinhem quem quis tirar a foto

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Dou um doce a quem adivinhar quem quis tirar a foto.

Afinal quando começa a adolescência?

Afinal quando é que começa a adolescência? A patroa mais velha ainda só vai nos 9 anos e já está parvinha de todo. Tenho medo. Muito medo.

Porque é que falas sempre bruta?!

Porque é que falas sempre bruta?! Foi assim, a pés juntos, que a patroa mais nova me confrontou com o tom de voz utilizado.
Quero acreditar que só acontece quando tenho de repetir o comando mais de 29 vezes.
Ou então serei mesmo rude, como me chamaram há anos.

Um regalo de dia

Depois da passar o dia a tratar das férias alheias, eis que chegam as patroas a casa vindas da praia, todas encardidas e cheias de ateia. Um regalo

Muito assídua e muito pontual

Em fase de receber as avaliações das patroas é inevitável lembrar as minhas que, invariavelmente, referiam o facto de ser "muito assídua e muito pontual".  E os anos que eu levei a pensar que a palavra assídua vinha de asseio. Santa ignorância.

Por quem não esqueci

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Não conhecia o Ricardo Camacho, confesso, mas conhecia a sua música. Os Sétima Legião acompanharam parte importante do meu crescimento e, no momento em que um dos seus parte, não posso agora deixar de partilhar um bocadinho daquilo que foi a sua vida em jeito de agradecimento.

Esperneou

-A tua irmã já viu que tens a camisola dela vestida?
-Já!
-E não disse nada?!
- Esperneou!

Ainda o plogging e memórias de verões idos

Depois de escrever o último post, vieram-me à memória os verões da minha infância e os concursos de recolha de lixo que organizavam na praia da Barra. Era ver a malta a percorrer o areal e a encher os sacos, com alguma areia à mistura para enganar a balança e receber um qualquer brinde de merchandising. Hoje estou saudosista.

Plogging - faço jogging e não sabia!

Ando cada vez mais sensível à questão da poluição e necessidade de reciclar. Afinal é sempre tempo de aprender. Nos últimos tempos tenho apanhado algum lixo, em especial plástico, pelo caminho.

Na rua onde moro então é mato, fruto da conjugação entre vento, falta de cuidado e muita indiferença.

O que não sabia é que este gesto já tem nome "plogging" e é considerado uma variante moderna do jogging. Ok, não será bem plogging aquilo que faço, mas já não falta tudo para me tornar uma atleta.




Saibam mais sobre o plogging AQUI

Tourada

Todas as noites há tourada cá em casa à hora de deitar. Acho que a noite tem efeitos aceleradores sobre a patroa mais nova, que se acentuaram agora que teima em ler antes de dormir mas diz que só consegue se o fizer em voz alta. Isto tudo enquanto a companheira de quarto tenta,desesperadamente, dormir. Daqui resultam diálogos que seriam hilariantes, não gossem estridentes e prolongados.

Haja Alegria!

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Ainda o empréstimo dos livros escolares

Voltando ao empréstimo dos livros escolares no ensino básico, devo dizer que estou em pulgas para perceber como irá irá ser operacionalizado no próximo ano lectivo. A ideia não seria descabida ... se os livros fossem de mera consulta e não tivessem exercícios que implicam a utilização de lápis de cor e colagem de autocolantes.
Tenho também imensa curiosidade em saber qual o destino que foi dado aos livros utilizados no ano passado. Vou colocar a questão ao ministério da tutela mas, entretanto, se alguém tiver conhecimento directo de situações concretas e puder partilhar eu agradeço.

A revelação deste mundial

E cá por casa,  a revelação do mundial foi mesmo a patroa mais nova. A cachopa acompanha os jogos atentamente, comenta jogadas, sabe o número dos jogadores de Portugal e é particularmente fã do Quaresma. Segundo ela, os números 20 são sempre os mais fortes (nada a ver com o seu número da escola, claro).

Esconde os abdominais, Ronaldo.

Um dos títulos de jornal mais interessantes que vi hoje, dava conta que o Ronaldo não pode tirar a camisola no jogo com o Uruguai.
E eu torço para que, de facto, se contenha nos festejos que todos desejamos.
Seria chato ficar sem o abono de família nos quartos de final do mundial. Esconde lá os abdominais, rapaz. O povo português agradece.

Que dia feliz este

O meu dia ficou marcado com a alegre chegada ao mundo de dois belos, e muito desejados, rapagões. É uma alegria assistir à cobstante renovação da vida. Aos super pais, um grande beijinho de parabéns. Aos super bebés, votos de que nós  (os crescidos) saibamos acompanha-los sempre, ajudando-os a crescer neste mundo que, acredito, tornarão melhor.

Ninguém ombreia com o Bolon

Vai um avô ansioso buscar as netas e elas recusam-se a sair da escola.
Parabéns Bolon. Consta que tens mel e é bem possível. Certo é que ninguém ombreia contigo, no que à relação com os nossos cachopos diz respeito.
No dia em que completas mais uma primavera, aqui ficam os votos de felicidade eterna.

Irão?

Irão os nossos rapazes acordar do marasmo e dar-nos uma alegria para terminar o dia? Irão?

Slime - como vamos de receitas por esses lados?

Pode demorar um pouquinho, mas não há moda que passe ao lado cá de casa  (benza-as Deus).
E eis que chegou o slime. As patroas andam empenhadas em encontrar uma receita caseira daquela nhenha e eu só rezo para que não resolvam experimentar fazer aquilo em casa.
Se alguém tiver receitas para partilhar, as patroas agradecem (eu, nem tanto).

Vamos lá apagar os livrinhos

Não sei quem teve a ideia, mas isto de se emprestarem os manuais escolares nos quais os meninos fazem exercícios que incluem pintura com lápis de cor e autocolantes, e ter a pretensão que os mesmos sejam devolvidos devidamente apagados, é surreal.
A malta apaga, claro, mas quero ver em que estado é que os livros vão ficar (por melhores que estejam as capas). Enfim ...

Métricas imensuráveis

Há dores e amores que, de tão grandes, se tornam aos olhos invisíveis
Métricas imensuráveis, de improváveis risíveis
Só percebidos pelo coração vivente que os sente
Longe que ficam daqueles que (in)conscientemente os classificam

Digam-me que não sou a única

Ontem recebi um telefonema do gabinete vizinho. Dizia-me a colega "Neves, nós gostamos muito da Mariza, mas podes mudar de música? É que estás há uma semana a ouvir a mesma coisa !".
Depois de me rebolar a rir, perguntei se tinham alguma preferência musical, ficando a saber que os colegas só querem mesmo que mude.
Não fazia ideia que a música fosse ouvida noutro gabinete, obviamente. Aliás, eu própria deixo de a ouvir por vezes. Coloco-a baixinho e gosto de a ter como companhia, mas é verdade que sempre tive esta mania de ouvir as mesmas músicas, em loop, durante algum tempo quando me dizem algo.
Serei só eu?
Vou tentar respeitar o desejo dos colegas, claro. Torçam é para que não me vire para trash metal (sou algo eclética em termos musicais).

Sobre as crianças de hoje em dia, o sedentarismo e a electrónica

Pode ser ingenuidade minha, mas não me parece que o sedentarismo e a obsessão pela informática sejam factores aos quais as crianças de hoje em dia estejam condenadas à nascença. Se calhar o que falta aos adultos é criar espaços /momentos nos quais os cachopos se possam mexer, sujar se preciso for, e brincar "como dantes".  E tenho dois exemplos bem recentes e reveladores desta teoria. Um deles, já aqui falado, na feira quinhentista aí da terra. Outro no dia da comunidade, organizado pela paróquia em que papás e pintainhos se divertiram a valer, com um simples piquenique acompanhado de música. Ouviu-se o Kevinho ( para espanto de alguns) mas também se dançou rancho. Tablets nem vê -los. Parece-me que o futuro da humanidade não estará assim tão mal.

Direito ao esquecimento

Há dias em que sinto uma particular necessidade de exercer o direito ao esquecimento, vulgo "deslarguem-me".

Fonte de vida

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Por estes dias andei no baú e descobri esta foto, que me diz muito. Nela vejo felicidade em tempos turbulentos. A pele e cabelos baços, as sobrancelhas ralas, a saliência do cateter subcutâneo por onde escorriam os químicos que haviam de ajudar a curar-me, tudo marcas de uma  fase em que o Amor foi verdadeira fonte de vida. Aquela menina  de olho vivo, por quem lutei tanto, a verdadeira prova que o melhor de nós está sempre para vir. Bom domigo a todos

Força nas canetas

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Impossível evitar, no dia de hoje. Vamos lá cambada e força nas canetas. Vamos sujar a camisola, que o melhor é Portugal!

Inteligência emocional -2

Mãe, tu és gentil. Deixas-me comer mais uma bola de chocolate?

Sobre o viver juntos antes de casar

De vez em quando dou por mim a pensar naquelas pessoas que decidem viver juntas antes de casar, para fazer a experiência, ver se resulta e só depois avançar para a formalização da união.

Entendo e respeito muito aqueles para quem os papéis não são necessários, especialmente porque nada de demove da convicção de que o grau de compromisso tem de ser o mesmo havendo, ou não, casório.

Respeito mas não entendo essa tal ideia de fazer a experiência. A vida traz-nos tantas surpresas, obriga a tantas mudanças que não será um período experimental, por mais longo que seja, que nos vai assegurar que aquela é a pessoa certa.

Podia dar imensos exemplos mas acho que ESTE texto resume tudo o que poderia dizer "Não há casamentos estáveis".

Leiam que vale a pena. E sejam felizes nas mudanças, com ou sem papel passado.

Nem acredito!

Nem acredito que os casamentos de Santo António foram hoje e eu nem soube. Não que tivesse feito alguma diferença, mas não nego as saudades do tempo em que me podia alapar no sofá a ver os vestidos.

WC para mães

Quando a patroinha mais nova entrou no hospital (cirurgia simples e que correu bem), foi acompanhada pela mãe e pelo pai.
Foi curioso ver como todos se dirigiam a mim e assumiam que seria eu a passar lá a noite (não chegou a ser necessário) e a tirar baixa. Até o WC tinha uma placa a indicar "wc para mães".
De forma super espontânea, tudo ali se direccionava para as mães.
Lembrei-me logo de todas as "capazes" que por aí andam a defender a igualdade de género com ideias fraquinhas.
Inverter este estado de coisas, naquele contexto, não passa obviamente por afixar placasa dizer " wc para pais". Passa pela iniciativa do pai assumir alguns papéis, tradicionalmente entregues à mãe. Isto, claro, se for essa a decisão da família.
No nosso caso, foi o pai a tirar baixa.
NOTA - questão de fundo à parte, a placa não me chocou nada. Achei-a só curiosa e fofinha (admito).

Inteligência emocional

-Mãe, tu que és cristã ajuda-me a tirar a camisola!
-Mãe, põe-me água no copo que eu sou muito nova!
-Mãe,  eu não gosto de ti... eu ADORO-TE!

Será da anestesia geral?

Hoje dei os meus impostos por bem empregues

Estavamos quase a marcar a cirurgia aos ouvidos da patroa mais nova num hospital privado, quando nos recomendaram o hospital de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira.
Já tinha excelentes memórias das experiências lá vividas, por isso não foi difícil acatar o conselho.
A cirurgia foi hoje e correu bem (o que mais importa nesta história) e não posso deixar de fazer um agradecimento público a toda a equipa, de um profissionalismo e cuidado extremos. As condições, excelentes e a fazer corar muitas instituições privadas. Enfim e resumindo, hoje dei por bem empregues os impostos todos que tenho pago e posso dizer que é uma sensação saborosa.

Reconciliação

Ainda ontem foi batizada e já está prestes a fazer a primeira comunhão.
Hoje receberá o sacramento da reconciliação pela primeira vez. Sei que ainda não está ciente do significado de todos estes momentos, mas estou certa que ao longo da caminhada crescerá e conseguirá discernir qual a via que deve seguir e ser feliz com as escolhas que vier a fazer. A semente está a ser lançada.
Na minha garganta, o no está quase a desatar-se e o orgulho a transbordar pelo olhos.
Que Amor tão grande este. Que honra ser tua mãe, Leonor.

Rescaldo da feira quinhentista

Pelo terceiro ano, estive na barraquinha da associação de pais da feira quinhentista cá do burgo. Com a ajuda de outros pais, e amigos que nada têm a ver com a associação, conseguiu-se um fim de semana de convívio e verdadeiro espírito de partilha. Fez-se comunidade, verdadeiramente, tendo como polo congregador o trabalho voluntário daqueles que se desdobram no seu tempo por causas várias.
Pelo meio, comidinha da boa (a sopa de peixe das vicentinas faz ressuscitar) e muita animação. Foi giro ver a miudagem, à volta de brinquedos de madeira, divertindo-se à brava sem necessidade da electrónica.
Em resumo, foi um fim de semana que me deixou de coração e alma cheios e muito orgulhosa destas gentes.

Dia dos sobreviventes de cancro

Dizem por aí que hoje é o Dia dos sobreviventes de cancro. O meu dia, portanto.

É com alegria que constato que somos cada vez mais e com enorme respeito que guardo a memória e exemplo recebido daqueles que não estão cá para celebrar este e os outros dias.

Todos somos vencedores, sem dúvida alguma.


A maior prova de amor que alguma vez recebi

Cheguei a casa e vi uma LOL por abrir. A patroa mais nova fez questão de esperar por mim, pois sabe que gosto de assistir ao momento.
Grande prova de amor, senão a maior se pensarmos proporcionalme.

Os dentes da Maria Leal

Depois de partilhar comigo o novo videoclipe da Maria Leal (ideal para momentos em que estamos de mau humor), o meu mais que tudo rematou os comentários com um "pelo menos arranjou os dentes".
Desconhecia esta vertente cultural do meu marido mas presumo que deva ficar contente com o comentário. Depois de tudo o que esta, verdadeira, artista mostra, o rapaz só reteve a inagem dos dentes.

Mãos à obra. Pela vida, sempre!

Feliz, muito feliz é como me sinto com a rejeição dos diplomas sobre a eutanásia. Agora é colocar mãos à obra e passar àquilo que, desde o início, devia ter sido discutido.
A criação de condições para que todos vivamos com dignidade até ao fim e oferecer algo mais do que a morte como solução de problemas.

Nem na tropa

A patroa mais velha vai uma semana para Albufeira. Eu estou bem, obrigada. Não garanto sobreviver durante aqueles dias, mas logo se verá.
De resto, e ao longe, até tem piada ler o regulamento e as suas rigorosas regras que incluem treinos de hora e meia e a possibilidade de os pais assistirem a determinadas actividades durante meia hora por dia, estando porém proibidos de se manifestarem.
Serve-me de consolo, a proibição dos jovens atletas consumirem drogas. Duvido que aí incluam gelados e chupa chupas mas vale a intenção.

Olha que tu estás grávida!

Os bons dias das minhas patroas são sempre peculiares.
Hoje, a mais nova, voltou à carga e desta vez de forma incisiva "olha que tu estás gravida!".
Raças da garota que ainda me arranja uma gravidez psicológica!

E eu a pensar que o mundo estava para acabar!

Andei angustiada alguns dias, com aquilo que me pareciam ser sinais do fim do mundo. A minha mãe começou a ver debates futebolísticos e o meu pai vai passear o cão. Quem os conhece sabe como são comportamentos, chamemos-lhe, atípicos.
Mas eis que chega o dia 25 de maio e o RGPD começa a produzir efeitos. 2 anos apos ter sido publicado no Jornal Oficial da União Europeia que, dois dias antes, publicou uma extensa declaração de rectificação. A legislação interna, essa, ainda deve estar a marinar e a CNPD há -de divulgar modelos para o registo das actividades de tratamento. Já o povo, acordou todo a 24 de Maio.
Como tal, está tudo normalíssimo, à excepção da troca de personalidades dos meus progenitores. Ainda não será desta que o mundo acaba!

Sabiam disto?

Todos temos direito a decidir como queremos viver até ao fim dos nossos dias mas talvez nem todos saibamos como salvaguardar esse direito e a verdade é que existe forma de o exercer..

Falo, especificamente, do testamento vital que nos permite manifestar o tipo de tratamento, ou os cuidados de saúde, que pretendemos ou não receber, quando estivermos incapazes de expressar a nossa vontade e no qual podemos até nomear um ou mais procuradores de cuidados de saúde.

Podemos também escolher quem queremos que nos acompanhe nos momentos finais e até se queremos assistência espiritual (indicando a nossa crença).
A isto chama-se liberdade de escolher; bem diferente de deixar a escolha na mão dos médicos.
O testamento vital é uma realidade; já as condições existentes no terreno para a sua implementação serão outra história. E cá volto eu a bater na tecla dos cuidados paliativos.



Saibam mais AQUI

A chamada Declaração antecipada de Vontade (DAV) fica registada electronicamente e deve ser consultada pela…

Contradições destes nossos tempos

Há quem festeje o facto de estarmos a 4 meses da entrada em vigor da proibição da eutanásia de animais, em vésperas de discutir a aprovação da eutanásia para humanos!

Mau Maria!

-Mãe, estás grávida? !
-Não!
- É que pareces mesmo!

“Como desejas viver até ao fim?”

ESTE será porventura o texto mais clarividente que já li sobre a eutanásia e o tão necessário alargamento d rede de cuidados paliativos.

Como cidadãos conscienciosos que acredito todos sermos, temos a obrigação de conhecer os argumentos pró e contra. Só assim poderemos exercer o nosso direito de voto, caso venhamos a ser chamados nesse sentido.

Convido-vos a ler o tempo até ao fim e partilhar os pensamentos que vos suscitou.

Obrigada

Só vejo unicornios e melancias

Para onde quer que me vire, só vejo unicornios e melancias. Vejo-os de todas as cores e feitios. Estarei a alucinar?

Obrigadinha, Escola Segura

Andamos nós,pais, a tentar convencer os nossos filhos pequenos de que não precisam de telemóvel para nada e eis que os policias da Escola Segura vão fazer uma acção de sensibilização sobre regras de segurança e fazem-se acompanhar de um parceiro que oferece cartões de telemóvel ao garoto.
Estão a ver o filme cá em casa. Pais que tentam demover as crias da ideia de terem telemóvel (agora com argumentos muito fragilizados), duas crias persistentes e competitivas, um cartão de telemóvel. Todo um circo montado.
Claro que há momentos e momentos e o cartão vai ser útil. Tirando este pequeno "qui pro quo" caseiro, a acção foi super importante e a patroa mais nova interiorizou muito bem os conselhos ouvidos. As palavras do sr. polícia,  como de qualquer outra pessoa aliás, são sempre mais impactantes que as dos pais, esses seres que só chateiam. E agora vou ali à PSP comprar a pulseira "estou aqui" ou a criatura denuncia-me à  CPCJ.

Nem roxo nem lilás, violeta

A patroa mais velha  vai precisar de uma camisola violeta para uma das suas audições. Nem roxo nem lilás, violeta. Se alguém avistar alguma, apite por favor.
Agradecida.

O esqueleto do urso

O urso foi o animal de que a Tita mais gostou, de entre todos os que viu no zoo. E tocou-a muito o facto (para mim desconhecido) de terem em exibição o esqueleto do pai do urso.Tanto que já me disse que fará o mesmo ao meu (espero que daqui a muitos anos).

Perder e ganhar é desporto.

Ontem o CPE sofreu uma derrota (generosa e merecida, diga-se) em casa. Em disputa está o primeiro luga, numa altura em a subida ao escalão principal é já uma certeza.
Perante uma grande derrota, os adeptos que enchiam o pavilhão responderam com uma grande salva de palmas. A equipa bem a merece, depois de uma época de muito trabalho e sacrifício. Creio que ninguém terá ficado contente com o resultado deste jogo mas foi bonito de ver que a memória nem sempre é curta. Oxalá se mantenha sempre assim e o nosso caldeirão verde continue a ser ponto de encontro da freguesia. Oxalá sempre que chegue a casa, depois de uma derrota, me lembre de um dos grandes ensinamentos do Professor Pereira qunado andava na escola primária " perder e ganhar é desporto".
É certo que ganhar é melhor mas sem as derrotas nunca o saberíamos.

Como será o vestido da Megan?

Alegrem-se os céus e a terra que a adolescente pirosa ainda vive cá dentro.

Passeio da escola

Hoje foi dia de passeio da escola. A patroa mais nova, que demorou uma eternidade a adormecer tal a excitação, lá foi até ao jardim zoológico. E eu não resisti a ficar a olhar, embevecida, para a camioneta que levava a cachopa para a grande aventura que é descobrir o mundo para além da sombra da saia da mãe.
Ela nem olhou para trás, a bem da verdade. Se calhar eu é que vivi a aventura.

Quem cala nada diz

Quem cala nada diz, é uma das premissas do nosso direito. E muitas vezes é mesmo só isso. Quando a pobreza de espírito é muita, há pouco a dizer.

Pára tudo, que vem aí a Autoridade Nacional contra a Violência no Desporto

Não sei se sabem (eu confesso que soube há pouco tempo num dos pavilhões de basket por onde passei) mas temos em Portugal um Plano Nacional de Ética no Desporto (o PNED).

"O PNED tem como Missão estimular e promover a vivência dos valores éticos no desporto/prática desportiva.
O Plano pretende alcançar todas as áreas da sociedade e tornar-se acessível a todos os cidadãos nacionais e estrangeiros, veiculando a interação e inclusão social, promovendo o diálogo intercultural e intergeracional, contribuindo para uma unidade nacional em torno de um desiderato comum - a educação e formação ética para a construção de um desporto saudável e com sentido."

"O grande objetivo do PNED é combater a visão simplista e mercantil do Desporto trazendo-o, de novo, para a esfera da sua verdadeira essência: dotar o processo e a educação e formação dos jovens de uma caraterística de natureza humanista e única".

E o PNED tem, naturalmente, uma entidade que o dinamiza que vem a ser o Inst…

Que morte quero?

Até há relativamente pouco tempo evitava falar da morte, como se isso a fosse chamar. Acho que não sou caso único, já que o tema morte é tabu para muitos.

Foi preciso vê-la próxima dos meus e até de mim para perceber que nada há de mais certo na vida.

A morte é um momento da vida, tal qual o nascimento. Uma das grandes diferenças é que não a preparamos, tal como o fazemos com o nascimento em que não poupamos leituras e aulas.

Não falo, naturalmente, das cerimónias fúnebres. Quem cá fica há-de resolver. Pessoalmente dispenso bem as flores, especialmente as de quem não me passa cavaco ou só me dá cabo da cabeça.

Assisto/participo nas muitas discussões que têm havido acerca da eutanásia e há coisas que me preocupam sobremaneira. Para além de temer que muitos não cheguem a perceber o que está em causa e as portas que se podem abrir existe a enorme certeza que enquanto não for implementada uma boa rede de cuidados paliativos será muito difícil explicar e fazer sentir a quem sofre que eutan…

Agora digam-me, como resistir a isto?

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40+1 cheguei

E pronto, ainda ontem festejava a chegada aos 40 e já estou a somar-lhes mais 1.
Nem sei que pense ou diga porque continuo a ver-me como uma miúda e, afinal estou a 9 anos do meio século de vida. Sensação estranha esta.

O compliance e o DPO irritam-me!

Tinha um certo orgulho pelo facto da malta do direito não ser muito dada a anglicismos, diferentemente do que acontece em áreas como a gestão e informática.
Mas eis que surge o bendito RGPD e começa tudo  falar estrangeiro.
Será que só sou eu a achar que em eventos feitos em Portugal, no qual o público alvo é falante da nossa língua mãe, é uma coisa um pouco tonta falar em compliance e DPO ao invés de utilizar termos portugueses?

Coisas que impressionam

A patroa mais nova continua a cantarolar as canções de Abril, ouvidas na escola, e a defender umas noções muito convenientes de liberdade, mas o que verdadeiramente a impressionou foi saber que "E depois do adeus" é interpretada pelo pai do AGIR.

A parte boa de o FCP ter ganho o campeonato de futebol masculino

A parte boa desta Vitória do FCP é que põe  o resto da malta muito mais atenta às outras modalidades.

Útil em todas as situações

"Útil em todas as situações", foi assim que a patroa mais velha me definiu, enquanto mãe, numa das prendas que me ofereceu.

A, só aparente, crueza da descrição, decorreu do simples facto de ter de escrever sobre as minhas características um adjectivo ou frase começado por u.

Os acrósticos estiveram em alta neste Dia da Mãe e não é fácil encontrar palavras que comecem pela última das cinco vogais pelo que a cachopa teve de ser criativa e não se saiu nada mal, convenhamos.

Um beijinho aí para o céu

Num dia da mãe particularmente emotivo, as minhas lembranças vão para uma que, não sendo minha, me acolheu como tal e ainda me confiou o seu próprio filho fazendo de mim fazendo de mim uma mulher realizada pelo projecto de vida sempre sonhado. Se hoje sou mãe, como sempre desejei, também a ela o devo. E,  perante a imensidão de tamanha dívida e gratidão, não posso deixar de enviar um beijinho daqui até ao céu, na certeza de que a manterei eternamente vida no meu coração e memórias.

Da série, aliada e forte opositora

-Quero ir no carrinho das compras!
-Não pode ser. Agora não cabes lá!
-Fogo! A miúda anda sempre amuada por vossa causa! Anda cá Tita, que eu ajudo-te  a subir.

Que pai descuidado!

Pai -Já pisei os sapatos de uma barbie!
Patroa mais velha - Tens de ter mais cuidado!


Não há problema!

Esta manhã, chegadas à escola, as patroas constataram não ter sido bafejadas de sorte de ter um fim de semana prolongado.

A reacção foi tão pacífica que cheguei a temer pela sua saúde. A da mais nova então foi surpreendente, tendo em conta que as saídas de casa durante a semana estão longe de ser suaves.

  "Não há problema em haver escola, mãe!", disse enquanto arrastava a mochila e lancheira e entrava no recinto.

E eu lá fiquei, a derreter-me com aquela imagem que me reforça a certeza de que, apesar de todos os dramas e brigas diários, a cachopa se sente muito bem na escola.

Esta greve teve ainda o efeito de a fazer perceber os vários papéis desempenhados por funcionários docentes e não docentes e, o que mais me importa, a sua complementaridade.

Na escola, como em tudo na vida de resto, todos precisamos uns dos outros. Não há volta a dar.

Aiiiiiiiiii

-Lisboa é o meu sítio favorito ... para vomitar. -Porque dizes isso?!!! -Porque está lá o Benfica! Eu juro, por tudo quanto é mais sagrado, que não é em casa que se lhe incutem estes fanatismos.

Quem me dera

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Lindas, a música, a voz e as palavras. A métrica é duvidosa (o Matias Damásio é mestre em juntar milhentas palavras na mesma frase) mas, no geral, temos mais uma boa música para ouvir baixinho e sonhar.

Aliada e forte opositora

Ontem, no meio do desespero, pedi à patroa mais velha que falasse ao coração da mana (que é gigante) e a convencesse a fazer os trabalhos de casa.
Meu dito, meu feito, quando me reaproximei da pequena estava ela a fazer os deveres. Feliz contente.
Percebi que tenho na minha mais velha uma aliada que é simultaneamente, e a maioria das vezes, uma forte opositoras.
Como diria Fernando Pessa "e esta, hein?!". Vá -se lá perceber as patroas.

Alfie - e se fosse connosco?

Creio que ninguém esperaria que o tratamento que o hospital italiano se propunha fazer ao bebé Alfie o fosse transformar num menino perfeito. Mas podia, eventualmente, mantê -lo vivo. O Alfie tinha esse direito. Tal como a senhora que, com 50 anos, teve um avc ao qual sobreviveu com graves sequelas e que a família não se cansa de amar. Assim como cada um de nós. Quem é  o Estado para se substituir a pais e médicos e decidir que o superior interesse do Alfie era morrer? Não compreendo e, muito menos, consigo aceitar esta completa falta de respeito pela vida humana.

A liberdade não passou por ti!

Chegou a casa a cantar "Grandoda vida morena" e a perguntar-me se conhecia o "E depois do adeus".
A primeira vez que a contrariedade desabafou "a liberdade não passou por ti! Não me deixas fazer nada!", querendo fazer-me sentir uma déspota.
A patroa mais nova está um bocado baralhada com isto que é ser livre, mas não é a única.