Há tempos, um político cá do burgo perguntou-me se era a corrigir algo mal feito pelas minhas filhas que as educaria.
Fiquei a pensar na questão, na importância de as patroas receberem bons exemplos por parte dos adultos e aprenderem a arcar com a responsabilidade pelas suas falhas.
Tudo muito certo e óbvio pareceu-me.
Hoje porém, ao ouvir na rádio que estou a equacionar alterar o regime de controlo de assiduidade dos deputados para evitar fraudes, fiquei baralhada.
Há adultos que, diga-se passagem, são só os responsáveis pelos destinos da nação a fazer asneiras nos registos de tempo de trabalho e a situação que se equaciona é alterar o dito sistema.
A sério? !!! Se fosse deputada ficaria ofendida (ainda que a dose de tolerância dos colegas seja, no caso, muito generosa).
Em que ficamos? Que exemplo é este e que moral teremos nós para repreender os nossos filhos pelas asneirolas que fazem, depois de eles terem visto o telejornal? Estou confusa. Será que a solução do meu dilema é proibir as patroas de ver o telejornal?
sábado, 24 de novembro de 2018
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Desta vez sim, estou livre do IPO
Depois da onco-hematologista me ter dado alta do IPO, foi a vez da nefrologista o fazer (ainda que com indicação de ser seguida em consulta...
-
Prometeram-me filhós, que na minha terra são bilharacos, aos quais outros chamam sonhos. Uma confusão total, esta dos doces de natal, que m...
-
Fiquei hoje a saber que a petição contra o abate do cão Zico (aquele que há dias atacou um bebé de 18 meses que acabou por falecer) tem já 1...
-
Como não sou grande conhecedora de peixes, quis certificar-me que iria comprar perca no mercado. Perguntei à peixeira que peixe era aquele...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Obrigada por dar vida a este blog.