sábado, 19 de agosto de 2017

Este ano já não existirão bibes cá em casa

Hoje, enquanto passeava dei por mim a admirar uma montra cheia de bibes coloridos. De repente deu-se o clique. Este ano os bibes estão fora da lista das compras necessárias ao regresso às aulas.
A minha bebé mais nova já vai para o primeiro ano. Não sendo propriamente novidade a sensação, que vivi há mais de 20 anos com a mana benjamin e recentemente com a Leonor, estou emocionada e ansiosa por ver como correrá o início desta etapa.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Regras da sensatez

Parte das minhas memórias de infância e juventude envolvem comida ( tem a quem sair a patroa mais nova). Não gostava de pedir nada mas muitas foram as vezes em que desejei que o meu pai lesse a minha mente e me levasse a lanchar umas moelas ou orelheira ao Tico Tico.
Hoje, passados muitos anos, voltei lá. Não fui com o meu pai, nem comi o mesmo de sempre. Cresci e talvez tenha de dar razão ao Rui Veloso quando canta que as regras da sensatez mandam nunca voltar ao lugar onde já fomos felizes.
Nota- nada contra a agradável companhia, atenção.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A proibição de assédio no local de trabalho e a moda dos códigos de conduta

A Lei n.º 73/2017 de 16 de agosto, fresquinha como a sardinha, propõe-se reforçar o quadro legislativo para a prevenção da prática de assédio (moral e sexual), procedendo à décima segunda alteração ao Código do Trabalho.

Assim, e a partir de 1 de Outubro,  sempre que a empresa tenha sete ou mais trabalhadores deverá adoptar códigos de boa conduta para a prevenção e combate ao assédio no trabalho e, independentemente do número de trabalhadores, instaurar procedimento disciplinar sempre que tiver conhecimento de alegadas situações de assédio no trabalho.

É de facto importante este combate. Ainda há muita gente que só conhece o conceito de assédio sexual  e nem se apercebe da gravidade do moral (chamemos-lhe pressão psicológica para simplificar) e suas consequências para a saúde psíquica e física, agravadas pelo facto de em regra serem situações que se prolongam no tempo, em grande parte devido à dificuldade de prova..

Daí à obrigatoriedade de definir códigos de conduta vão outros quinhentos. É uma moda que até daria vontade de rir, se o assunto não fosse tão sério. Qual a mais valia de construir um código de conduta que, necessariamente, terá de reproduzir princípios e proibições legais. A mim parece-me brincar às casinhas, mas enfim.

Pontas soltas

As ideias fervilham tanto quanto a vontade de ver nascer um projecto esboçado mentalmente mais de 1000 vezes e adiado outras tantas.
Falta a coragem de colocar as mãos na massa e começar a juntar as pontas soltas.

Que fazer aos ("meus") mortos?

Quer na minha lista de leitura de blogues, quer no facebook permanecem pessoas que de uma forma ou de outra me marcaram antes de partir.
A maioria não conheci sequer pessoalmente mas, ainda assim, houve uma partilha de sentimentos que nem sempre se consegue com os próximos.
Sempre que me deparo com os seus escritos surge a dúvida. Deverei eliminá-los das listas de contacto? Fará sentido cruzar-me com eles como se estivessem na terra?
Confesso não saber bem, mas algo me tem impedido de os retirar dos meus contactos, como se ao fazê-lo fosse desrespeitar a sua memória e isso nuca farei, pelo menos conscientemente.
Dúvidas existenciais.

Eu cá gosto de eleições autárquicas

Por estes dias, em que as notícias sobre tragédias são muitas e pesadas, vai-nos valendo ( pelo menos a mim) o período de campanha eleitoral. Desde os outdoors às zangas de comadres, é tudo muito divertido e revelador de personalidades. Para quem gosta de saber a vida alheia é um verdadeiro petisco. Vêem-se verdadeiras novelas mexicanas, da vida real e até se recebem cartas com mapas a explicar onde serão realizadas obras e qual a mais valia das mesmas ( fiquei sensibilizada com o gesto mas não era preciso; entre outras coisas porque sou completamente incapaz de interpretar mapas).
Enfim, teremos diversão assegurada até Outubro e de borla.
Só não acho piada quando sinto que me vêem  (eleitora) como parva. Sei bem ver o que se fez ou não e avaliar o passado. Não é  preciso baixar o nível para me convencer. Tenho-me como razoavelmente inteligente. E mais, não me incomoda o mês ou ano em que as obras surgem, desde que venham a ser colocadas ao dispor da comunidade.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Grande testemunho

Hoje tive a sorte de receber um testemunho de garra e determinação de uma senhora que precisava urgentemente de resolver uma questão de trabalho para poder amanhã fazer mais uma sessão de quimio descansada já que nos dias seguintes fica "um pouco em baixo". Entretanto foi-me contando que continua a trabalhar durante os tratamentos , apesar de não ser a tempo completo,  e acreditar que nada acontece por acaso. A determinação e segurança na voz de quem está no início de uma guerra destas não me deixou indiferente. Verdadeiramente inspiradora esta mulher de armas.

Para o ano há mais

Tanto parque infantil ficou visitar, gelado por comer, briga fraterna por resolver ...
Uma chatice a diferença de velocidade a que corre o tempo consoante o momento.
Mas foi bom, muito bom e para o ano há mais.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O nosso Glamping

 
 
Este ano, fruto de combinações entre pai e filhas, decidimos acampar.  Dos 4, eu era a única que já o tinha feito e por mais que tivesse tentado sensibilizar para a opção bungalow não me deram hipótese.
A malta não queria acampar com glamour.
Lá tive de me resignar à minha sorte e, confesso, ter partido algo receosa. O acordo foi ver como corria a primeira noite para decidir os dias seguintes. E o que é certo é que a noite correu bem para os estreantes; já eu não dormi nadinha. Nem na 1.ª, nem nas noites seguintes. Eu que nunca estranhei uma cama ou almofada, dei por mim a estranhar o colchão insuflável e a ter medo que a tenda voasse (a costa vicentina é encantadora, mas tem uma nortada que nem vos conto). Deve ser sinal dos 40.
Tirando a falta de horas de sono, e a inerente neura matinal, gostei muito destes dias em família, num ambiente totalmente diferente, que estou certa ficarão na memória de todos.
Só a Leonor é que ficou algo desiludida pois achou tudo muito parecido com a nossa casa. Acho que estava à espera de dormir ao relento e assar carne em fogueiras acesas com pedras.
Uma palavra especial para o papá, que esteve muito bem na sua primeira vez como campista e fez as nossas delícias com uns churrasquinhos à maneira.
A repetir, com uma condição. A dormida terá de ser numa cama de dossel, com lençóis de seda.
 

Procuram-se colégios internos na Suíça *

Caros amigos, agradeço penhoradamente contactos de colégios internos na Suíça. Dá-se preferência a cantões franceses. Assunto sério.
*brincadeirinha

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Ao meu avô

Passaram 3 anos desde aquele dia que lembro como o de ontem.

O telefonem; a corrida desenfreada para estar presente no momento da despedida, retribuindo o acolhimento que me deste na chegada a este mundo; o alívio de perceber teres deixado de sofrer, misturado com a tola esperança de que tudo fosse um engano; a certeza de ter feito tudo que estava ao meu alcance, apesar das muitas dúvidas, e de que o tinhas percebido.

Naquele dia, como sempre, o orgulho de te ter como avô eternamente vivo enquanto eu viver e, novamente, à espera para me acolher noutra vida que teremos para partilhar.

Mais uma etapa conquistada

 
Determinação
 
 
Perseverança
 
 
Orgulho
 
 
O prémio merecido.
 
Adora é sempre em frente!
 

domingo, 13 de agosto de 2017

Mentirosa

Já perdi a conta às vezes que ouvi a palavra mentirosa, nem sempre dirigida a mim  diga-se, nestes  últimos meses.

Aparentemente será, para a Tita, o maior insulto que pode haver. Uma infâmia.

Obrigada

 
Não sei se por longos segundos ou minutos, quedei-me a olhar para o mar e a sentir-me viva, tocada na cara e nos pés pela brisa e espumas frias.
 
No pensamento, sempre a mesma frase. Quão grande és Tu! Quão grande és Tu!
 
E agradeci com todas as forças que me deste, a vida e a doença que fez com que a amasse ainda mais.
 
Obrigada!
 

sábado, 12 de agosto de 2017

Socorro, o meu pai foi ao Vagos Metal Fest

A minha mãe acabou de telefonar para me contar que o meu pai foi sozinho ao Vagos Metal Fest, que é só o maior festival de Heavy Metal português. A humanidade está perdida. Oremos.

Selecção de material escolar usado

Depois de compradas as mochilas (obrigada tia Du), hoje é dia de fazer uma selecção de material escolar usado. Vamos escolher o que está em bom estado para ser aproveitado pelas patroas ou doado à Casa Municipal da Juventude. Cá em casa há lápis de cor e marcadores aos montes, grande parte oferecidos pela avó Lili, verdadeira fã deste tipo de presente educativo. Escusado será dizer que parte da minha rotina passa por apanhá-los do chão e juntá-los até que voltem ao solo. Bem tento incutir-lhes algum sentido de responsabilidade mas, aparentemente, é algo que só têm na escola e longe da minha vista (o que não é mau de todo, apesar dos pesares). Posto isto, agradeço as vossas energias positivas. Desejem-me boa sorte.

Porto Covo

Num momento de incrível inspiração, o Carlos Tê escreveu Porto Covo de forma sublime e, estou certa, criou uma imagem idílica no imaginário de muita gente. A mim criou. Era um sítio que há muito queria conhecer (30 anos mais propriamente) e este ano proporcionou-se. Efectivamente, Porto Covo é lindo e pitoresco. As praias são maravilhosas e a vila encantadora. Gostei também das suas gentes, que achei muito simpáticas. Um lamento somente pela falta de cuidado na limpeza de estradas e passeios, onde a vegetação cresce desordenadamente chegando a cobrir sinais de trãnsito. Inexplicável nos nossos dias. Tirando este pormenor, uma pequena maravilha a visitar com um corta vento na bagagem, à cautela, já que falamos de um paraíso para surfistas e afins.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Um mundo só delas

A mais nova é beijoqueira. Gosta de agarrar a irmã e cobri-la de beijos. A mais velha prefere guardar alguma distância e por isso, não raras vezes, o que começa com abracos acaba com unhadas e puxões de cabelo no meio dos quais costumo ser apanhada vezes demais e sempre contra a sua vontade.Já devia saber que têm um mundo só delas, no qual nunca me deixarão entrar.

Do Amor e da Guerra

 
 
 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Os postais da Europol

A Europol está a divulgar uns postais muito catitas para ajudar na captura dos 21 criminosos mais procurados da Europa. A ideia está engraçada mas mais piada tem a contradição com aquela que está a ser a tutela que a União Europeia está a procurar dar aos dados pessoais, sob a ameaça de sanções absurdas de tão pesadas.
Não me consta ( mas pode ser distracção minha) que o Regulamento Geral da Protecção de Dados excepcione do âmbito de aplicação os criminosos procurados pela Europol. Muito menos me consta que os criminosos (comprovados ou presumíveis) tenham consentido na divulgação dos seus dados a terceiros. Uma América é o que é.

O importante é acreditar!

Moça de rotinas que sou, não abdico do meu leite com café instântaneo ao pequeno almoço. A 1.ª dose de cafeína do dia, pelo menos às vezes já que acabei de descobrir que andei 1 mês a beber leite com descafeinado.
É preciso ser tótó.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Fair play financeiro

Depois de apreender o conceito de crédito ambiental, eis que me deparo com o de fair play financeiro.
Estou, decididamente, mais rica esta semana. Felizmente não tenho em mim a tal luz que brilha e atrai, senão estaria agora a ser invejada por milhões como o "meu rico menino".

Cabra

 
 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Hoje brinquei às mães de quatro

 
Hoje brinquei às mães de quatro. Foram duas horinhas a domar as pequenas feras. Felizmente andava por lá a pomba da Paz.
 
Sobrevivi.
 
 
 

Não é bem a mesma coisa!

-Mãe, fui à casa de banho.
-Lavaste as maos?
- Não, mas usei fio dentário!
- É  bom saber.

Coisa pequenas, as que mais me enchem as medidas

Não é que precise de pretextos para fazer aquilo de que mais gosto, ainda que as convenções digam ser coisas para outras idades, mas a verdade é que dá sempre jeito levar as crianças a brincar  em locais diferentes.
 
Portugal dos Pequenitos, um sítio onde não me canso de voltar.
 
Não sei que gosta mais, se elas se eu. Mas desconfio.