quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Votada ao ostracismo

Já me sentia posta de lado em conversas e programas entre pai e filhas, mas agora que a pequena aprendeu também a andar de bicicleta posso afirmar com segurança que fui votada ao ostracismo.
Como se tivesse culpa de ser medricas, sou psta de lado em planos de fim de semana, ainda que com a possibilidade  de "ir lá ter de carro".
Acho que está na hora de revelar que não sou um rato.  É possível que este fim de semana tenham uma surpresa. É possível também que me parta toda. Será o preço da inclusão.

Saíram as turmas!

Saíram as turmas e eu corri, ansiosa, para as ver. Tal qual fazia quando andava na escola. Fou fácil encontrar o nome da patroa mais nova. Já o da mais velha, fez-me mirar e remirar as listas de alto a baixo. Foi preciso algum tempo para perceber que nunca encontraria o nome nas listas do segundo ano. Tal como não o encontrei no ano passado na lista do primeiro.
As minhas bebés  crescem à velocidade da luz.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Conversas sobre a fé

- Obrigada Jesus, pela Tosca.
- Devias era agradecer à Graça, foi ela que nos deu a Tosca!
- Foi ela, porque Jesus decidiu que fosse!

As minhas patroas também discutem questões profundas. Curiosamente, a diferença de pontos de vista não descambou em pancada como é habitual.

O fim e o início de um caminho



Hoje partilho um MOMENTO A ETERNIZAR. Professor Matos e Leonor, bisavô e bisneta em plena partilha de gostos e afectos. O fim e o início de um caminho

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Peixinhos

É só uma das músicas mais bonitas que ouvi recentemente.






Junção de vozes maravilhosa. Portugal e Brasil em sintonia.

Bom, muito bom

O que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?

Se há temática relativamente à qual acredito existir unanimemente é a respeitante à obrigatoriedade das entidades públicas cuidarem da segurança e limpeza dos espaços públicos. Eles existem para ser utilizados por todos e todos temos o direito de exigir que estejam em boas condições. La Palisse não diria melhor.
Só que lado a lado com esse nosso direito, existe o dever de zelar para que os espaços de todos se mantenham nas tais boas condições e isso passa por coisas tão básicas como levar connosco o lixo que fizemos.
Faz-me comichão haver quem pareça defender que devia existir um funcionário público atrás de cada um de nós, para apanhar o lixo. Questiono-me sobre o que transmitem aos filhos. Não te preocupes que depois alguém limpa?!!!
Indignemo-nos com as entidades públicas e exijamos que façam o seu papel, sim, mas façamos o mesmo com o vizinho do lado. E levemos o nosso lixo para casa. Uma garrafa de mini vazia não há -de ser mais difícil de transportar que uma cheia!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Desenrasca-te!

Está uma pobre criatura a trabalhar, quando recebe um telefonema curto e grosso de seu pai. "Olha, tinha prometido às miúdas que as levava ao Macdonald´s e vai ser hoje. Por isso, desenrasca-te!".

Assim, sem dó nem piedade se diz a uma filha que vai ficar sem almoço. Algum dia hei-de entender este fenómeno que se dá na cabeça dos avós tornando-os tão diferentes daquilo que foram enquanto pais, ainda que sempre com o mesmo Amor.

"Não acontece só aos outros" - A nossa GNR em alta

Esta manhã, ouvia um elemento da GNR a falar sobre os mortos e feridos graves em resultado de acidentes de viação registados durante a operação de férias e não posso deixar de fazer um enorme elogio à forma pedagógica como a questão foi abordada.

Mais do que números, o GNR cujo nome e cargo infelizmente não fixei, fez questão de apresentar idades, sexo e hora dos acidentes, ilustrando muito bem aquilo que resumiu como "não acontece só aos outros".

Infelizmente nem sempre temos o devido cuidado por nos acharmos imunes a todos os perigos. Felizmente temos a GNR e outras forças públicas para nos protegerem, até de nós.

Bem Hajam todos os profissionais, em especial ao melhor de todos o meu primo caçula :)

domingo, 27 de agosto de 2017

Vândalos Vade retro

Ontem, na freguesia onde moro,  passei por um cartaz de um candidato à autarquia e reparei que estava cheio de dizeres manuscritos. Fiquei curiosa mas achei que até Outubro teria tempo de sobra para ler o que tinham escrito.
Lamentavelmente assim não foi pois esta manha dei conta que o dito cartaz tinha sido rasgado durante a noite, num puro acto de vandalismo.
Sei que uma andorinha não faz a Primavera e o acto nada diz sobre a freguesia e as suas gentes. Desde logo não se sabe, sequer, se o autor da gracinha mora cá ou veio só ver a bola. Depois porque uma besta só não representa ninguém. Da mesma forma se aplica às politiquices que, no caso e à partida, estarão na base de gesto tão feio.
Tenho pena de ver situações destas, num país que considero democrata e tolerante.

Champô de coentros

Estou na iminência de experimentar um champô de coentros.
Se me virem por aí a comer os meus cabelos, não estranhem mas internem-me à cautela.
Obrigada.

sábado, 26 de agosto de 2017

A maquilhagem do Macron e a igualdade de género

Confesso que me ri ao ler a notícia sobre os 26.000 euros de maquilhagem gastos pelo Macron em 3 meses e que se fosse francesa ficaria lixada (para não usar português mais explicado) por saber que os meus impostos tinham ajudado a paga-la.
Mas abstraindo do valor e do ridículo da coisa (aquela pele há -de estar linda) tenho de admitir que é daqueles fait divers capaz de fazer mais pela defesa da igualdade de género do que qualquer quota. E digo-o sem ironia pois acredito piamente que as diferenças se esbatem com exemplos práticos e opções disruptivas, mais do que com queima se soutiens e eliminação da distinção de brinquedos para meninas e brinquedos para meninos.
Quem disse que maquilhagem é coisa de gaja? Eu cá dispenso-a. Já uma notícia semelhante referente a gajos da primeira dama em creme de barbear soaria, eventualmente, bizarra. Mas isto sou eu a falar.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Mas afinal que disse o Jorge Sousa?

Estou farta de ler comentários sobre as palavras que deram origem à suspensão do árbitro Jorge Sousa mas ainda não consegui saber quais foram. Alguém consegue satisfazer a minha curiosidade?

Os perigos da arrumação

Muito se fala na importância da arrumação e até do efeito que esta poderá ter até na parte psicológica.

Contudo, há que perceber que há sempre excepções à regra e dificilmente se encontram soluções universais para os constrangimentos do dia a dia.

Os que me conhecem minimamente, sabem que sou completamente desorganizada (dizer desarrumada soa pior); para além disso, a minha memória (ainda que fraquinha) é, predominantemente visual.

Sou, portanto, uma daquelas pessoas para quem uma arrumação pode ser dramática. Entendo-me  no meu caos de papel e quando me lembro de arrumar é o diabo.

Como rapidamente esqueço a lógica usada para o arquivo, a arrumação depressa se transforma em perda.

Uma carrada de nervos é o que pode vir de uma arrumação. Isto, apesar de gostar muito de ver tudo arrumado o que só consigo nos gabinetes e casas alheios.

Cada um com a sua panca.




quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O caminho no fim do caminho

Em frente se diz o teu sentido
Rota de impensáveis direcções
Escolha de (in)conscientes paragens
Caminho no fim do caminho a que chamamos vida

Compra e venda de animais de companhia, em estabelecimento comercial e através da Internet - o que devemos saber

Uma vez que somos confrontados diariamente com anúncios para venda ou doação de animais de companhia, achei por bem partilhar um resumo da Lei 92/2017 que, fresquinha, foi publicada ontem em Diário da República até porque o desconhecimento da lei não desobriga ninguém do seu cumprimento.

Qualquer anúncio de transmissão, a  título oneroso, de animais de companhia deve conter as seguintes informações:

a) A idade dos animais;
b) Tratando-se de cão ou gato, a indicação se é animal de raça pura ou indeterminada, sendo que, tratando-se de animal de raça pura, deve obrigatoriamente ser referido o número de registo no livro de origens português;
c) Número de identificação eletrónica da cria e da fêmea reprodutora;
d) Número de inscrição de criador;
e) Número de animais da ninhada.

Qualquer publicação de uma oferta de transmissão de animal a título gratuito deve mencionar explicitamente a sua gratuitidade (Neste ponto o legislador achou por bem esclarecer que as ofertas são gratuitas )

Os cães e gatos só podem ser considerados de raça pura se estiverem inscritos no livro de origens português, caso contrário são identificados como cão ou gato de raça indeterminada.

No caso de anúncios de animais de raça indeterminada é proibida qualquer referência a raças no texto do anúncio.


Qualquer transmissão de propriedade, gratuita ou onerosa, de animal de companhia deve ser acompanhada, no momento da transmissão, dos seguintes documentos entregues ao adquirente:
a) Declaração de cedência ou contrato de compra e venda do animal e respetiva factura, ou documento comprovativo da doação;
b) Comprovativo de identificação electrónica do animal, desde que se trate de cão ou gato;
c) Declaração médico-veterinária, com prazo de pelo menos 15 dias, que ateste que o animal se encontra de boa saúde e apto a ser vendido;
d) Informação de vacinas e historial clínico do animal.

(A título de curiosidade, está aqui em causa um requisito de validade do contrato; aparentemente, faltando algum destes elementos o contrato será nulo e a qualquer momento as partes podem exigir a devolução do bichano e dinheiro, se tiver sido o caso).


Nota importante - Os animais de companhia podem ser publicitados na Internet mas a compra e venda dos mesmos apenas é admitida no local de criação ou em estabelecimentos devidamente licenciados para o efeito, sendo expressamente proibida a venda de animais por entidade transportadora.


Os estabelecimentos devidamente licenciados para o efeito estão impedidos de expor os animais em montras ou vitrinas.

E agora aquilo que vai doer. O incumprimento das regras que referi constiui contra-ordenação punível  pelo Director-geral de Alimentação e Veterinária com coima cujo montante mínimo é de (euro) 200 e o máximo de (euro) 3740.

Mais. A negligência é punível, sendo os limites mínimos e máximos das coimas reduzidos para metade.

Também a  tentativa será punível com a coima aplicável à contraordenação consumada, especialmente atenuada.

E passo a passo se vai conferindo tanta ou mais importância aos animais (de que tanto gosto) do que à vida humana.

Sonzinho bom

Sonzinho bom, este que resulta da mistura da voz da Carminho com a flauta do Rao Kyao.

Desilusão é ...

... chegar a casa e perceber que a nossa porquinha da Índia enjoou o pimento que lhe compramos propositadamente, fazendo o imenso esforço de aguentar o cheiro insuportável do mesmo.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Direito Gerais dos Doentes Oncológicos - guia disponibilizado pela Liga Portuguesa contra o Cancro

Recebida, e digerida, a notícia de um cancro na nossa vida (aqui se entendendo na vida da família, há que conhecer e usufruir dos direitos que nos são concedidos. Em causa estão não só apoios sociais, como benefícios fiscais e ao nível de seguros.

Não é que sejam muitos, mas os poucos que existem não devem deixar de ser utilizados por desconhecimento.

AQUI vos deixo o link para consulta do Guia de Direitos Gerais dos Doentes Oncológicos disponibilizado pela Liga Portuguesa contra o Cancro.

Deixo também o conselho (baseado na minha experiência) de que nunca se conformem com respostas negativas, muitas vezes sem fundamento legal. Procurem sempre esclarecer-se junto das entidades competentes e preferencialmente através de resposta escrita , a qual obriga a uma análise muito mais cuidada e aprofundada da questão e, por isso mesmo, mais fiável.

Lamentavelmente neste, como a outros níveis, é por vezes gritante a falta de formação de quem dá a cara pelas entidades e devia saber esclarecer os utentes.

Tricot em público

As patroas andam todas entusiasmadas com as aulas de tricot dadas pela avó.
Hoje há encontro de tricotadeiras e as ordens foram bem claras. A serviçal terá de as conduzir ao local.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Mochila sem rodinhas = avô em pânico

Há todo um mistério à volta das reações dos avós (por comparação a situações semelhantes vividas enquanto pais) que um dia espero vir a experienciar mantendo a capacidade de entendimento possível em tudo o que envolve afectos extremados.

As patroas decidiram escolher mochilas sem rodinhas para a escola. De frisar que no caso da Leonor, a escolha baseia-se  numa já longa experiência de 2 anos. Quanto à Tita, a decisão teve por base o facto de adoptar como lei as opiniões da mana o que, curiosamente, nada diz quanto à sua personalidade vincada.

E o que tem de interessante a escolha, que apoiei inteiramente pois não sou grande fã das rodinhas? A reacção do avô, que ficou stressado e preocupado com o efeito que as mochilas produzirão na coluna das meninas.

O avô, pai de 3 cachopas que viveram e sobreviveram ao uso de mochilas sem rodinhas.

Tentaremos acalmá-lo com a promessa de fazer revisões frequentes ao conteúdo das mochilas e a certeza de que o peso das mesmas nunca excederá os 10% do peso das respectivas proprietárias.

Creio que, tal como a mãe e as tias, as cachopas superarão a provação.

NOTA: fora de brincadeiras, as mochilas com rodinhas não são nada práticas e confortáveis quando têm de ser carregadas o que sucederá na maioria das escolas, que presumo não terem elevadores. Além de que, com ou sem rodinhas, o importante é irmos controlando o seu interior no qual por norma se encontram coisas incrivelmente desnecessárias e pesadas.

"Trabalhadores ganham se cancro for considerado uma deficiência"

"Trabalhadores ganham se cancro for considerado uma deficiência" é o título de uma entrevista concedida ao Jornal Público pela Professora de Direito Milena Rouxinol.

Abstraiam-se do título, ou melhor dizendo leiam atentamente para perceber o porquê da afirmação.

Não se assustem com a 1.ª frase; fixem-se em especial na 4.ª "Do outro lado da história, mais animadora, está a percepção de que o cancro será cada vez mais curável".



Para ler com atenção, em particular pelos juristas AQUI.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Estou para morrer e não tenho vagar

Como diria a minha avozinha, "estou para morrer e não tenho vagar".
 
Hoje, após estudo apurado da Classificação Nacional de Profissões, vim a descobrir que a profissão de "adivinhador e similares" está devidamente contemplada, ali mesmo entre o astrólogo e o pessoal de companhia e ajudantes de quartos. A definição que não deixa grandes margens para dúvidas.
 
Vejam só;
 
"5161.2 Adivinhador e similares
Compreende as tarefas e funções do adivinhador e similares que consistem,

particularmente, em:

Interpretar características dos clientes, em particular a partir da análise da palma
das mãos e posição das borras de café deixadas na chávena, folhas de chá, cartas

e búzios, para prever acontecimentos futuros

Fornecer avisos e conselhos sobre diversos rumos que o cliente pode seguir e as



precauções a tomar a fim de evitar influências do mal.

Inclui, nomeadamente, quiromante, cartomante e tarólogo"

Aos adivinhadores e similares, respectivos formadores, familiares e amigos o meu pedido de desculpas públicas.

Na minha ignorância, jamais imaginei que tal fosse possível. Vou já incluir a profissão no rol de saídas profissionais a apresentar às minhas patroas.

O dia em que desiludi a Tita

As patroas deliram ao ouvir-me contar histórias de quando era pequena, aquilo a que chamam "história sem história", por contraponto com as histórias dos livros infantis.

Todas as noites lá estou eu a puxar pela memória para me lembrar de episódios diferentes, embora não se importem nada de ouvir vezes sem conta a mesma cena.

Ontem, contei-lhes uma das poucas asneiras que fiz (como a minha mãe diz, meio a brincar meio a sério, eu era uma morcona) e revelei que aproveitei uma ausência dos meus pais da cozinha para deitar fora comida.

Antes de tivesse tempo de dizer que fui apanhada com a boca na botija e ouvi um ralhete épico (era sempre apanhada quando tentava transgredir as regras), a Tita gritou-me "que nojo, não quero ouvir mais essa história!".

Lá tentei explorar a reação e a patroa deu-me outro ralhete, passados mais de 30 anos, vejam bem. Para ela é inadmissível que eu que eu tenha feito aquilo, já que estou sempre a dizer que não se deita comida fora. E está carregada de razão.

Naturalmente não tive argumentos para apresentar, mas  pior de tudo foi sentir que desiludi a cachopa que, aparentemente, me tinha em melhor conta.

Há que ser racional!

-Mãe, eu quero ficar contigo para sempre!
- Mas a mãe vai morrer primeiro que tu e vais ficar sozinha!
Ass. Tita, a racional.

sábado, 19 de agosto de 2017

Este ano já não existirão bibes cá em casa

Hoje, enquanto passeava dei por mim a admirar uma montra cheia de bibes coloridos. De repente deu-se o clique. Este ano os bibes estão fora da lista das compras necessárias ao regresso às aulas.
A minha bebé mais nova já vai para o primeiro ano. Não sendo propriamente novidade a sensação, que vivi há mais de 20 anos com a mana benjamin e recentemente com a Leonor, estou emocionada e ansiosa por ver como correrá o início desta etapa.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Regras da sensatez

Parte das minhas memórias de infância e juventude envolvem comida ( tem a quem sair a patroa mais nova). Não gostava de pedir nada mas muitas foram as vezes em que desejei que o meu pai lesse a minha mente e me levasse a lanchar umas moelas ou orelheira ao Tico Tico.
Hoje, passados muitos anos, voltei lá. Não fui com o meu pai, nem comi o mesmo de sempre. Cresci e talvez tenha de dar razão ao Rui Veloso quando canta que as regras da sensatez mandam nunca voltar ao lugar onde já fomos felizes.
Nota- nada contra a agradável companhia, atenção.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A proibição de assédio no local de trabalho e a moda dos códigos de conduta

A Lei n.º 73/2017 de 16 de agosto, fresquinha como a sardinha, propõe-se reforçar o quadro legislativo para a prevenção da prática de assédio (moral e sexual), procedendo à décima segunda alteração ao Código do Trabalho.

Assim, e a partir de 1 de Outubro,  sempre que a empresa tenha sete ou mais trabalhadores deverá adoptar códigos de boa conduta para a prevenção e combate ao assédio no trabalho e, independentemente do número de trabalhadores, instaurar procedimento disciplinar sempre que tiver conhecimento de alegadas situações de assédio no trabalho.

É de facto importante este combate. Ainda há muita gente que só conhece o conceito de assédio sexual  e nem se apercebe da gravidade do moral (chamemos-lhe pressão psicológica para simplificar) e suas consequências para a saúde psíquica e física, agravadas pelo facto de em regra serem situações que se prolongam no tempo, em grande parte devido à dificuldade de prova..

Daí à obrigatoriedade de definir códigos de conduta vão outros quinhentos. É uma moda que até daria vontade de rir, se o assunto não fosse tão sério. Qual a mais valia de construir um código de conduta que, necessariamente, terá de reproduzir princípios e proibições legais. A mim parece-me brincar às casinhas, mas enfim.

Pontas soltas

As ideias fervilham tanto quanto a vontade de ver nascer um projecto esboçado mentalmente mais de 1000 vezes e adiado outras tantas.
Falta a coragem de colocar as mãos na massa e começar a juntar as pontas soltas.

Que fazer aos ("meus") mortos?

Quer na minha lista de leitura de blogues, quer no facebook permanecem pessoas que de uma forma ou de outra me marcaram antes de partir.
A maioria não conheci sequer pessoalmente mas, ainda assim, houve uma partilha de sentimentos que nem sempre se consegue com os próximos.
Sempre que me deparo com os seus escritos surge a dúvida. Deverei eliminá-los das listas de contacto? Fará sentido cruzar-me com eles como se estivessem na terra?
Confesso não saber bem, mas algo me tem impedido de os retirar dos meus contactos, como se ao fazê-lo fosse desrespeitar a sua memória e isso nuca farei, pelo menos conscientemente.
Dúvidas existenciais.

Eu cá gosto de eleições autárquicas

Por estes dias, em que as notícias sobre tragédias são muitas e pesadas, vai-nos valendo ( pelo menos a mim) o período de campanha eleitoral. Desde os outdoors às zangas de comadres, é tudo muito divertido e revelador de personalidades. Para quem gosta de saber a vida alheia é um verdadeiro petisco. Vêem-se verdadeiras novelas mexicanas, da vida real e até se recebem cartas com mapas a explicar onde serão realizadas obras e qual a mais valia das mesmas ( fiquei sensibilizada com o gesto mas não era preciso; entre outras coisas porque sou completamente incapaz de interpretar mapas).
Enfim, teremos diversão assegurada até Outubro e de borla.
Só não acho piada quando sinto que me vêem  (eleitora) como parva. Sei bem ver o que se fez ou não e avaliar o passado. Não é  preciso baixar o nível para me convencer. Tenho-me como razoavelmente inteligente. E mais, não me incomoda o mês ou ano em que as obras surgem, desde que venham a ser colocadas ao dispor da comunidade.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Grande testemunho

Hoje tive a sorte de receber um testemunho de garra e determinação de uma senhora que precisava urgentemente de resolver uma questão de trabalho para poder amanhã fazer mais uma sessão de quimio descansada já que nos dias seguintes fica "um pouco em baixo". Entretanto foi-me contando que continua a trabalhar durante os tratamentos , apesar de não ser a tempo completo,  e acreditar que nada acontece por acaso. A determinação e segurança na voz de quem está no início de uma guerra destas não me deixou indiferente. Verdadeiramente inspiradora esta mulher de armas.

Para o ano há mais

Tanto parque infantil ficou visitar, gelado por comer, briga fraterna por resolver ...
Uma chatice a diferença de velocidade a que corre o tempo consoante o momento.
Mas foi bom, muito bom e para o ano há mais.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O nosso Glamping

 
 
Este ano, fruto de combinações entre pai e filhas, decidimos acampar.  Dos 4, eu era a única que já o tinha feito e por mais que tivesse tentado sensibilizar para a opção bungalow não me deram hipótese.
A malta não queria acampar com glamour.
Lá tive de me resignar à minha sorte e, confesso, ter partido algo receosa. O acordo foi ver como corria a primeira noite para decidir os dias seguintes. E o que é certo é que a noite correu bem para os estreantes; já eu não dormi nadinha. Nem na 1.ª, nem nas noites seguintes. Eu que nunca estranhei uma cama ou almofada, dei por mim a estranhar o colchão insuflável e a ter medo que a tenda voasse (a costa vicentina é encantadora, mas tem uma nortada que nem vos conto). Deve ser sinal dos 40.
Tirando a falta de horas de sono, e a inerente neura matinal, gostei muito destes dias em família, num ambiente totalmente diferente, que estou certa ficarão na memória de todos.
Só a Leonor é que ficou algo desiludida pois achou tudo muito parecido com a nossa casa. Acho que estava à espera de dormir ao relento e assar carne em fogueiras acesas com pedras.
Uma palavra especial para o papá, que esteve muito bem na sua primeira vez como campista e fez as nossas delícias com uns churrasquinhos à maneira.
A repetir, com uma condição. A dormida terá de ser numa cama de dossel, com lençóis de seda.
 

Procuram-se colégios internos na Suíça *

Caros amigos, agradeço penhoradamente contactos de colégios internos na Suíça. Dá-se preferência a cantões franceses. Assunto sério.
*brincadeirinha

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Ao meu avô

Passaram 3 anos desde aquele dia que lembro como o de ontem.

O telefonem; a corrida desenfreada para estar presente no momento da despedida, retribuindo o acolhimento que me deste na chegada a este mundo; o alívio de perceber teres deixado de sofrer, misturado com a tola esperança de que tudo fosse um engano; a certeza de ter feito tudo que estava ao meu alcance, apesar das muitas dúvidas, e de que o tinhas percebido.

Naquele dia, como sempre, o orgulho de te ter como avô eternamente vivo enquanto eu viver e, novamente, à espera para me acolher noutra vida que teremos para partilhar.

Mais uma etapa conquistada

 
Determinação
 
 
Perseverança
 
 
Orgulho
 
 
O prémio merecido.
 
Adora é sempre em frente!
 

domingo, 13 de agosto de 2017

Mentirosa

Já perdi a conta às vezes que ouvi a palavra mentirosa, nem sempre dirigida a mim  diga-se, nestes  últimos meses.

Aparentemente será, para a Tita, o maior insulto que pode haver. Uma infâmia.

Obrigada

 
Não sei se por longos segundos ou minutos, quedei-me a olhar para o mar e a sentir-me viva, tocada na cara e nos pés pela brisa e espumas frias.
 
No pensamento, sempre a mesma frase. Quão grande és Tu! Quão grande és Tu!
 
E agradeci com todas as forças que me deste, a vida e a doença que fez com que a amasse ainda mais.
 
Obrigada!
 

sábado, 12 de agosto de 2017

Socorro, o meu pai foi ao Vagos Metal Fest

A minha mãe acabou de telefonar para me contar que o meu pai foi sozinho ao Vagos Metal Fest, que é só o maior festival de Heavy Metal português. A humanidade está perdida. Oremos.

Selecção de material escolar usado

Depois de compradas as mochilas (obrigada tia Du), hoje é dia de fazer uma selecção de material escolar usado. Vamos escolher o que está em bom estado para ser aproveitado pelas patroas ou doado à Casa Municipal da Juventude. Cá em casa há lápis de cor e marcadores aos montes, grande parte oferecidos pela avó Lili, verdadeira fã deste tipo de presente educativo. Escusado será dizer que parte da minha rotina passa por apanhá-los do chão e juntá-los até que voltem ao solo. Bem tento incutir-lhes algum sentido de responsabilidade mas, aparentemente, é algo que só têm na escola e longe da minha vista (o que não é mau de todo, apesar dos pesares). Posto isto, agradeço as vossas energias positivas. Desejem-me boa sorte.

Porto Covo

Num momento de incrível inspiração, o Carlos Tê escreveu Porto Covo de forma sublime e, estou certa, criou uma imagem idílica no imaginário de muita gente. A mim criou. Era um sítio que há muito queria conhecer (30 anos mais propriamente) e este ano proporcionou-se. Efectivamente, Porto Covo é lindo e pitoresco. As praias são maravilhosas e a vila encantadora. Gostei também das suas gentes, que achei muito simpáticas. Um lamento somente pela falta de cuidado na limpeza de estradas e passeios, onde a vegetação cresce desordenadamente chegando a cobrir sinais de trãnsito. Inexplicável nos nossos dias. Tirando este pormenor, uma pequena maravilha a visitar com um corta vento na bagagem, à cautela, já que falamos de um paraíso para surfistas e afins.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Um mundo só delas

A mais nova é beijoqueira. Gosta de agarrar a irmã e cobri-la de beijos. A mais velha prefere guardar alguma distância e por isso, não raras vezes, o que começa com abracos acaba com unhadas e puxões de cabelo no meio dos quais costumo ser apanhada vezes demais e sempre contra a sua vontade.Já devia saber que têm um mundo só delas, no qual nunca me deixarão entrar.

Do Amor e da Guerra

 
 
 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Os postais da Europol

A Europol está a divulgar uns postais muito catitas para ajudar na captura dos 21 criminosos mais procurados da Europa. A ideia está engraçada mas mais piada tem a contradição com aquela que está a ser a tutela que a União Europeia está a procurar dar aos dados pessoais, sob a ameaça de sanções absurdas de tão pesadas.
Não me consta ( mas pode ser distracção minha) que o Regulamento Geral da Protecção de Dados excepcione do âmbito de aplicação os criminosos procurados pela Europol. Muito menos me consta que os criminosos (comprovados ou presumíveis) tenham consentido na divulgação dos seus dados a terceiros. Uma América é o que é.

O importante é acreditar!

Moça de rotinas que sou, não abdico do meu leite com café instântaneo ao pequeno almoço. A 1.ª dose de cafeína do dia, pelo menos às vezes já que acabei de descobrir que andei 1 mês a beber leite com descafeinado.
É preciso ser tótó.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Fair play financeiro

Depois de apreender o conceito de crédito ambiental, eis que me deparo com o de fair play financeiro.
Estou, decididamente, mais rica esta semana. Felizmente não tenho em mim a tal luz que brilha e atrai, senão estaria agora a ser invejada por milhões como o "meu rico menino".

Cabra

 
 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Hoje brinquei às mães de quatro

 
Hoje brinquei às mães de quatro. Foram duas horinhas a domar as pequenas feras. Felizmente andava por lá a pomba da Paz.
 
Sobrevivi.
 
 
 

Não é bem a mesma coisa!

-Mãe, fui à casa de banho.
-Lavaste as maos?
- Não, mas usei fio dentário!
- É  bom saber.

Coisa pequenas, as que mais me enchem as medidas

Não é que precise de pretextos para fazer aquilo de que mais gosto, ainda que as convenções digam ser coisas para outras idades, mas a verdade é que dá sempre jeito levar as crianças a brincar  em locais diferentes.
 
Portugal dos Pequenitos, um sítio onde não me canso de voltar.
 
Não sei que gosta mais, se elas se eu. Mas desconfio.