As patroas deliram ao ouvir-me contar histórias de quando era pequena, aquilo a que chamam "história sem história", por contraponto com as histórias dos livros infantis.
Todas as noites lá estou eu a puxar pela memória para me lembrar de episódios diferentes, embora não se importem nada de ouvir vezes sem conta a mesma cena.
Ontem, contei-lhes uma das poucas asneiras que fiz (como a minha mãe diz, meio a brincar meio a sério, eu era uma morcona) e revelei que aproveitei uma ausência dos meus pais da cozinha para deitar fora comida.
Antes de tivesse tempo de dizer que fui apanhada com a boca na botija e ouvi um ralhete épico (era sempre apanhada quando tentava transgredir as regras), a Tita gritou-me "que nojo, não quero ouvir mais essa história!".
Lá tentei explorar a reação e a patroa deu-me outro ralhete, passados mais de 30 anos, vejam bem. Para ela é inadmissível que eu que eu tenha feito aquilo, já que estou sempre a dizer que não se deita comida fora. E está carregada de razão.
Naturalmente não tive argumentos para apresentar, mas pior de tudo foi sentir que desiludi a cachopa que, aparentemente, me tinha em melhor conta.
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