segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Halloween e toda uma geração de pais resignados

A horas da grande noite, só vejo pais da minha geração a dizer que não gostam do Halloween mas, como fazem tudo pelos filhos, lá se resignam e associam à comemoração da efeméride. E eu sou mais uma.
Algo me diz que o sentimento de resignação é algo que sentirei muitas vezes no que às escolhas das minhas patroas diz respeito.

domingo, 30 de outubro de 2016

O instinto infantil não falha

- É um estúpido, aquele homem! (disse quando viu o  Trump na televisão)
-Porque é que dizes isso, Leonor ?
 Porque sim  ! Olha para ele!
- O instinto nao falha, pois não  filha?
- Não sei o que é isso!

Dia de fiéis

Lido um bocado mal com o dia de fiéis ou melhor dizendo com o facto de, para muitos, ser só mais um motivo de discórdia. Não concebo que depois da distância em vida, se tenha como importante ostentar a campa melhor enfeitada do cemitério. E sereniza-me o facto de não precisar de ir até lá para me sentir próxima dos meus, até porque sei que não os encontrarei nesse sitio, mas nas memórias que trago em mim.

sábado, 29 de outubro de 2016

Diz Dave Gahan sobre o cancro (e eu subscrevo )

Há pessoas que parecem ter nascido imortais. Dave Gahan, o vocalista dos Depeche Mode, é um delas. Depois de um passado duro em que teve várias overdoses, à  conta do álcool e droga, e um cancro na bexiga, continua aí para as curvas.
Da entrevista que li, retive o seu sentimento relativamente ao cancro que resume muito bem o meu. "Uma doença como esta passa a fazer parte da vida. É como o alcoolismo ou a droga: um tipo sai daquilo mas as marcas ficam lá  ... mas não é preciso estar a pensar sempre nisso."

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Será do meu passado nas drogas?

É dia 28 de Outubro,quase 19 h, suo como um porco e acredito ter visto árvores de natal.
Estarei  alucinar?

A minha vida a andar para trás

A pequena insistia em ir vestia de Halloween hoje. Eu insistia que o dia para o fazer seria 2. Feira. E andamos nisto alguns dias até se convencer.
Eis que hoje, à chegada à escola, começo a ver as suas amiguinhas vestidas de bruxa e a suar frio, só de pensar na reacção da cachopa.
Valeu-me e intervenção da professora que explicou o porquê de alguns meninos irem mascarados e confirmou que o dia previsto para os restantes era, de facto, 2 feira.
Lá me safei, portanto.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Hoje é dia de dizer bem do SNS

Ter um exame médico marcado no hospital. Chegar e ser atendida antes da hora, com enorme simpatia e cuidado. E ainda sair de lá com um desenho ds princesa Sofia para pintar. Só no Hospital S. Sebastião, o mesmo em que as patroas viram a luz do dia.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A diferença está no coração de quem vê

A minha patroa mais velha estava a falar-me de uma amiga com a qual trocou miniaturas do Lidl (desculpem -me a publicidade gratuita mas quem inventou o conceito teve mesmo uma epifania ) e, como é normal, identificou-a pelo nome.
Como eu não estava a ver quem era, foi fazendo uma descrição de características comuns a metade das meninas de 7 anos que conheço.
E eu continuava sem identificar a cachopa, até que lhe perguntei se era a menina manca, o que confirmou.
O resultado desta conversa foi um orgulho enorme ao perceber que a Leonor olha para a amiga e não a vê diferente.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O Martim podia ser filho de qualquer um de nós

Sempre tive o pressentimento que o desaparecimento do Martim resultava da combinação de um momento de desatenção que o menino aproveitou para explorar o mundo.
Felizmente, parece que não passou disso mesmo e fico imensamente feliz, pelo menino e família cuja aflição não consigo sequer imaginar. Lamento o sofrimento agravado do pai, pelas graves suspeitas que alguns noveleiros inconsequentes levantaram.
Não me venham com conversas. O Martim podia ser filho de qualquer um dr nós
Aqui está quem se perdeu de uma mae e avó extremosas numa feira e tem uma irmã que conseguiu esgueirar-se até se enfiar num prédio das redondezas, as escuras.
Com as crianças mil olhos nem sempre chegam.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Empreendedorismo infantil

Ontem, enquanto aprendia ponto cruz, a Leonor teve uma ideia de negócio. Vender bordados, feitos por ela e por mim, a 5 euros.
Entusiasmada, lembrou-se que os origamis feitos pelo pai também podiam render bom dinheiro o que, na sua cabecinha, equivale a 5 euros a unidade.
Os clientes estão devidamente identificados : o avô e duas amigas
Faltar-lhe-á limar as arestas do modelo de negócio, mas a alma empreendedora está lá.
Já não falta tudo.

sábado, 22 de outubro de 2016

Só filha outra vez

Quis o destino que hoje fizesse a viagem de carro Aveiro-Porto, sozinha com os meus pais.
A sensação é gira. Parece que voltei ao dia 12 de Maio de 2009, último dia em que fui só filha.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Horror a gente burra

O diagnóstico de "criança exigente que quer que antecipemos as suas necessidades", efectuado pela pediatra aos 2 meses de vida, juntamente com a descrição da professora quanto à falta de paciência para ouvir a mesma explicação duas vezes, batem mesmo muito certo para caracterizar a minha mais nova.

A cachopa tem horror a gente burra sendo que entende como gente burra todos aqueles que não adivinham os seus pensamentos, preferencialmente antes de os mesmos lhe surgirem na mente.

E o olhar que dirige a gente burra, impossível de descrever por palavras, é letal.

Agora adivinhem quem está sempre em 1.º na sua lista de gente burra? NOTA: quero acreditar que tal ocorra por causa da ideia romântica de que as mães nos compreendem sempre, independentemente de palavras

PS Pelos menos vou-me rindo com a lembrança do Caco Antibes, no "Sai de Baixo", e as suas rábulas sobre a gente pobre (é que é mesmo igualzinha).

terça-feira, 18 de outubro de 2016

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Amigas que nos fazem chorar

Estou para aqui às voltas sem saber como descrever um momento que me levou às lágrimas, daquelas boas que chorar por às vezes sabe melhor que gargalhar.
Mas acho que, por mais que me esforçasse, nunca conseguiria traduzir em palavras algo tão tocante como ter uma Amiga que nos faz chorar quando, em lágrimas, nos diz que está a agradecer a Deus por estarmos ali.
Minha querida Sofia, quem agradece a Deus sou eu. Por me ter permitido estar aqui mas acima de tudo por estar aqui com Amigas como tu, que me fazem chorar de felicidadeh

domingo, 16 de outubro de 2016

Há tanto tempo que não havia uma concentração

É domingo, dia de dormir até tarde. Ou de fazer um bolo para entregar no clube até as 10 da matina, hora a que começa mais uma concentração. Já tinha saudades deste ecoar debolas dentro da cabeça.
Desde dia 5 (do mês em curso) que não havia concentrações. E viva o Esgueira.

sábado, 15 de outubro de 2016

Queres alguma coisa da rua?

Hoje, quando me preparava para ir ao pão, julguei ouvir a minha avó a fazer a pergunta que tantas vezes ouvi. Queres alguma coisa da rua? Independentemente da minha resposta, o resultado era o mesmo. Um miminho vindo directamente do minimercado.
Que saudades.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Sobre a Fat Tax e as contradições do sistema


O Estado propõe-se agravar a carga fiscal dos alimentos e bebidas açucarados.

Não tenho conhecimentos técnicos que me permitam comentar a bondade/oportunidade da medida mas, como cidadã, esta opção levanta-me algumas questões que se prendem com as contradições do sistema. Senão vejamos 2 simples exemplos.

1- O leite escolar distribuído aos meninos do pré-escolar é achocolatado. Creio que tem menos açúcar do que o que se encontra à venda no mercado mas, ainda assim, não deixa de ser açucarado. A mim, nada fundamentalista, não me causaria confusão SE fosse igualmente distribuído leite branco o que não acontece (pelo menos na escola da minha filha).

2 - O tabaco mata, tal como avisam as fotos e dizeres que o Estado manda colocar nos maços. Pela lógica, deveria ser proibido MAS ... há sempre um mas.

Sobre a questão moral sobre os limites da ingerência do Estado nas opções de cada um, partilho esta CRÓNICA que achei interessante.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Tremoços secos

Tão bom quando, às 20h, da noite uma alminha nos informa que precisa de levar tremoços secos para a escola no dia seguinte e perante a evidência de não existir tal coisa na despensa nos olha como se disso dependesse a sua vida.
É  por estas e por outras que jamais viveria a menos de 100 metros de um minimercado.
Agora dêem -me licença que vou até ali pegar no secador.
Algum dia deixaria a minha patroa mais velha sem tremoços secos?!!! Nunca

Bob Dylan, prémio Nobel da Literatura em 2016. Está certo.


Lá se foi a esperança de ver o nosso António Lobo Antunes ser laureado (ainda pensei que, com o embalo do Euro, este fosse o ano) ou o Haruki Murakami ( o que me permitiria abrir a boca, de orgulho, para dizer que estou a meio de um 2.º livro dele).

E lá terei eu de estar mais atenta ao mundo que me rodeia, e em especial às letras de música.

Admito que me passam muitas vezes ao lado (embora cada vez menos).

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Alô voluntários de Aradas

 Alô voluntários de Aradas.
 
Anda por aí alguém que possa dar resposta a este apelo?
 
(PS divulgar também é ajudar)
 
 
"A Equipa de RSI da Casa Mãe de Aradas vem por este meio fazer pedido de divulgação à Rede Social da necessidade de voluntário(a) para colaborar com a Equipa de RSI.
 
A presente colaboração é com o Projeto Tutores por Amor na zona de Aradas, solicitando-se preferencialmente voluntário(a) com formação ou experiência na área do ensino para acompanhar nos estudos aluno do 7º ano de escolaridade.
 
Com os nossos melhores cumprimentos,
 
Joana Lopes
(Psicóloga da Equipa de RSI)
 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O poder curativo das mães

Sempre que uma das minhas crias se abeira de mim a queixar-se com alguma dor, pergunto-lhe a localização exacta da mesma.

Depois dou um beijo no local, com mais ou menos intensidade consoante a gravidade da situação a qual avalio com o 6.º sentido, e rezo para que aquele beijo seja suficiente.

Acho que a isto se chama o poder curativo das mães. Pode não ser suficiente, em muitos casos, mas tem o condão de acalmar as crias e, consequentemente, as mães, representando aquele laço que nunca ninguém (para além das enlaçadas) compreenderá.

domingo, 9 de outubro de 2016

Conservatório - dia 1

É já amanhã que a nossa mais velha inicia uma nova etapa - a entrada no Conservatório.

A família baba de orgulho por toda a carga simbólica do momento, que sentimos honrar a memória do professor Emílio Matos, o bisavô materno, que tanto deu àquela casa cujas portas ajudou a abrir em Aveiro.

Já à futura pianista, tudo isto passa ao lado. Só quer saber de aprender mais e experimentar todos os outros instrumentos.

E é assim que deve ser. Aos 7 anos, daquilo que é acessório, só tem de fazer aquilo de que gosta.

Pelo menos assim penso.

Boa sorte Leonor. Que sejas muito feliz, também nesta fase.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A eleição de António Guterres e a minha bisavó

Como portuguesa, nao podia estar mais orgulhosa com a eleição de António Guterres que, estou esperançosa, pode vir a fazer um excelente trabalho na ONU e simultaneamente contribuir para afirmar Portugal no mapa mundo do sec XXI.
Mas esta eleição tem -me deixado de sorriso no rosto por motivos algo distintos. É impossível não lembrar a (bis)avó Bena a desligar a tirar o som da televisão semore que via a imagem do "Cuteles" para não ter de lhe ouvir a voz.

Há 9 anos foi assim

 
 
 
 
 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O homem do saco e outros medos

Aos 5 anos é normal surgirem medos. Escuridão, fantasmas e morcegos têm sido temas recorrentes cá em casa, por estes dias, que me obrigam a relembrar a cachopa que os papás tudo fazem pela sua segurança e jamais a deixariam dormir num quarto em que tais criaturas pudessem aparecer.
Hoje tive a infeliz ideia de pedir ajuda à mana mais velha que confirmou tudo o que tinha dito sobre a inexistência de fantasmas e monstros na vida real mas não descansou antes do remate final "só tens de ter cuidado com o homem do saco", seguido da imitação daqueles que serão os ruídos que o senhor fará ao deambular pela casa.
Grande ajuda.

Os gatos e os feriados

Se alguém que por aqui passar estiver a pensar ter um gato, tenha em conta que o bichano desconhece conceitos como feriado e fim de semana, sendo implacável no que à hora de acordar (os donos) diz respeito.
Tirando isso é um ser amoroso.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O panado milagroso


O que contei AQUI, já vai para 3 anos (tendo a protagonista 5), continua a acontecer. Sou frequentemente trocada por comida, só me podendo gabar de a cachopa ter bom gosto ou, pelo menos, gostos semelhantes aos meus.
Hoje não foi diferente, sendo que desta vez só tenho a agradecer que um panado tenha, milagrosamente, acalmado a fúria que a pequena me dirigia e (posso dizer) salvo a minha vida.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Com o queixo a arrastar no chão

A minha alma está tão parva, que ia jurar ter o queixo a arrastar no chão .
De facto não há como saber cuidar da imagem e falar com convicção, ainda que o conteúdo seja oco.

sábado, 1 de outubro de 2016

O amor não precisa de memória

Pergunto-te o meu nome e sorris como se a pergunta fosse tonta.
Sabes bem quem sou. O nome é só um pormenor. O Amor não precisa de memória, só de existir. E é tão grande ...

A visita "à coisa" do padre

Sabes mãe, hoje fomos "à coisa" do padre e vimos "abelhas que fazem me'", "azeitoneiras" e frutos do outono.

NOTA - Descrição de uma visita ao seminario feita com a escolinha