quinta-feira, 31 de março de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

Romaria





A noite passada foi noite de romaria. Provavelmente, para comemorar a queda do coto do cordão umbilical, a Benedita resolveu fazer uma direta. Simpática como é, convidou a mamã para a festa.

No qual ao lado, o papá fazia companhia à mana, que tossia como se não houvesse amanhã.

A festa prolongou-se até às 23h45 do dia de ontem, quando finalmente sossegou. Hoje está de ressaca e só dorme. A pobre ainda está a sofrer os efeitos do jet lag.

terça-feira, 29 de março de 2011

Dá que pensar

Um dos efeitos de ter uma carraça sempre agarrada à mama, e não ter TV Cabo, é ver todos os programas da manhã e da tarde. Vou fazendo zapping e, no meio de muitas piroseiras e exploração de sentimentos, vou apanhando umas histórias de vida interessantes.

E é uma dessas histórias que não resisto a contar e divulgar, pois dá que pensar (pelo menos a mim deu).

Sem ser muito precisa, pois não ouvi a entrevista toda, vou resumir aquilo que considero um verdadeiro exemplo de perseverança e determinação a seguir.

A Maria tem o sonho de ir estudar para o colégio da Europa, em Bruges. E para alcançar esse sonho, a Maria, que tem emprego estável e casa própria, está disposta a vender tudo o que tem e abandonar o emprego.

E a Maria não se limita a sonhar, estando já a executar o plano que traçou. Criou o blog http://takeustobruges.blogs.sapo.pt e começou a leiloar os seus bens (livros, cd´s ...).

Espreitem o blog e vejam a entrevista que deu.

Espero que inspire algumas almas sonhdoras. A mim inspirou.

domingo, 27 de março de 2011

Ser mãe é

...começar, às 10h, a preparar tudo para tomar um (merecido e necessário) banho e só conseguir entrar no duche às 18h00.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Saída Precária

Ao 6.º dia, tivemos direito a uma saída precária que teve como destino a pediatra, claro está.

Graças a Deus, e como acontecia com a Leonor, vim de lá com a energia renovada.

A princesa rainha, Maria Benedita, está ótima e tem excelentes reflexos. De acordo com a médica, o único problema que, previsivelmente, virá a ter será rouquidão. Tem cá umas goelas ....

A pequena detesta ser despida e esperar pela comidinha e não se coíbe de o mostrar.

A princesa rainha, Maria Leonor, pensa que tem em casa uma substituta da Hello Kitty e passa o dia a dizer "não chora mana, está caladinha", enquanto vai pedindo que a ponha no chão para brincar. Tem reagido muito bem à mana, mas exigido cada vez mais dos pais.

Quanto aos pais, estão a ambientar-se à nova vida, da pequena e da família. De vez em quando damos por nós a rir sózinhos (com os nervos, como diz a loira). Há dias perguntei ao papá porque se ria e ele respondeu-me "estou a pensar nisto tudo".

E, digo eu, isto tudo é muito. São as fraldas 0, ao lado das fraldas 5; a chupeta da Leonor e a chupeta da Benedita; as roupinhas (montes delas) 0-1 (com tendência a passar para 3-6, muito em breve), e as roupinhas 18-24, etc,etc,etc. Objetos estes que aparecem nos locais mais estranhos da casa, devidamente plantados pela Leonor cuja única foma de controlar parece ser a de ammarrar e encerrar numa das divisões, o que me parece francamente desproporcional.

Apesar da trabalheira, é lindo ter a casa, e os braços, tão cheios e irmos trocando a criançada de colo entre os dois.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Olá mundo




Cá está minha herdeira mais nova.

A Benedita fintou-nos a todos, em especial ao papá, e decidiu nascer no dia 18, às 15h46m.
Horas depois de escrever o último post, comecei a sentir contrações e quando cheguei ao hospital quase nem tive tempo de chegar à sala de partos. A dilatação estava completa e, segundo a médica, a Benedita só não nasceu pelo caminho porque a bolsa amniótica não rompeu. Ou seja, epidural nem vê-la.

Assim, e enquanto o papá estava em pleno vôo, tive a alegria de receber a minha Benedita. A acompanhar-me estava a melhor AMIGA que alguém pode ter, a minha querida Dina, com quem me ri um bom bocado pois parecíamos um casal moderno (eh,eh).

Menos de 48 horas depois, já estávamos em casa todos juntinhos.

A Leonor está a reagir bastante bem, para agora. Claro que tenho as coisas da mana espalhadas pela casa fora, porque a tonta da Leonor foge com elas à velocidade da luz.Em contrapartida, tornou-se mais fácil mudar-lhe a fralda e põr-lhe creme, basta ver que vamos fazer o mesmo à Benedita e deita-se, obedientemente, ao lado dela. Parece uma linha de montagem.

Em resumo, estou cansada, mas muito feliz.

Vou dando notícias, dentro dos possíveis.

sexta-feira, 18 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

40 semanas

Ontem, com a carraça Leonor colada às minhas pernas e depois de dormir uma sesta de mais de duas horas (acho que há uns bons 25 anos não dormia sesta tão grande), nem consegui passar por aqui a dar notícias.

Pois é, atingi as 40 semanas, ou seja oficialmente tornei-me um elefante (no que há duração da gravidez diz respeito, porque quanto aos 75 Kgs continuo a achar que a balança do hospital anda marada).

A Benedita continua sem dar sinais de querer conhecer-me exteriormente. Ao que parece, o papá vai ter a sorte de a receber no mundo, tal como fez com a Leonor.

Se assim for, e porque não chega antes de 6.ª feira à noite, a nossa mais nova nascerá lá para sábado (sim, porque 6.ª passo diretamente das caminhadas para o jogging), dia de S. José, o que até faria sentido visto 19 de Março ter sido a primeira data prevista de parto que me indicaram.

terça-feira, 15 de março de 2011

LUSOCORD-BANCO PÚBLICO DE SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL

Não sei se sabem mas já é possível, em Portugal, criopreservar GRATUITAMENTE as células estaminais do sangue do cordão umbilical.

A diferença, relativamente à criopreservação feita por empresas privadas, é que se trata de uma doação pelo que as células poderão ser utilizadas por quem delas necessite, não sendo garantido que fiquem à disposição de quem as doou.

O porquê da importância de criopreservar as células estaminais é fácil de explicar.

Está comprovado, cientificamente, que estas células têm dezenas de aplicações médicas e podem ser a cura para pessoas que sofrem de doenças como o Linfoma de Hodgkin (como é o meu caso), leucemia linfoblástica aguda, mielofibrose, osteoporose (...), só para citar algumas das mais conhecidas.

Para além destas utilizações, existem investigações em curso que indicam que o número de doenças para as quais poderá haver utilização das células estaminias do sangue do cordão umbilical deverá aumentar.

Pessoalmente, acho que as maternidades deviam encaminhar, por iniciativa própria, para o LUSOCORD as células estaminais em todas as situações em que os pais não manifestaram intenção de proceder à criopresevação (pública ou privada) e espero que isso veja a acontecer. É inadmissível que, existindo tantas pessoas doentes e a desesperar por encontrar dadores compatíveis, as células estaminais não criopreservadas sejam incineradas.

Mas, por enquanto, é necessária uma manifestação de vontade dos papás. Quanto às empresas privadas, é fácil encontrar informação (são já várias).

No caso de não se poder (o valor é elevado) ou querer recorrer a uma empresa, podem contactar o LUSOCORD, através do site do Centro de Histocompatibilidade do Norte http://www.chnorte.min-saude.pt

O processo de recolha é completamente indolor (para mãe e bebé) e pode salvar vidas.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Realismo

Depois de uma consulta.

"Ai mãe, já cheguei aos 74,5 Kgs. Mas não estou inchada, pois não?"

Resposta: "Não filha, estás só gorda".

Toma e embrulha.

PS Conversa verídica, entre mim (claro está) e a minha mãe (sempre com o seu humor desarmante)

Cadilhos




Diz o povo, com a sua enorme sabedoria, que quem tem filhos tem cadilhos.

Nada mais verdadeiro. Cadilhos para o resto da vida, a ver pela trabalheira (cada vez maior) que dou aos meus paizinhos. Depois de ter precipitado algumas decisões (como dizia o meu pai "vai perguntar à mãe porque é que nasceste de 6 meses"), eis que continuo, dia após dia, a alterar-lhes os planos.

Agora que a filha mais nova já se tornou independente, e estavam livres para gozar a vida, eis que a mais velha, e a sua carrada de filhas, resolve chatear.

Brincadeiras à parte, os meus pais têm sido (como sempre o foram e serão) o meu amparo. E por isso aqui fica um pequeno e insignificante, face à dimensão do amor deles por mim, gesto de reconhecimento.

Ora vamos a contas

Como dizem a Mafalda Veiga e o João Pedro Pais, "eu sou de letras e não sei dividir" (nem, acrescento eu, diminuir e multiplicar). Lá me vou safando a somar, dias no caso.

Confesso que esta coisa da contagem do tempo de uma gravidez me ultrapassa. As referências são várias, dando origem a outros tantos resultados. É a data do primeiro dia da última menstruação, a da primeira eco (...).

Inicialmente, indicaram, como data prevista do parto, dia 19 de Março. Mais tarde passou a ser 14 (HOJE, portanto). Sendo, porém, que completo as semanas às 4.ªs feiras, pelo que atingirei as 40 no dia 16. Uma vez que no hospital da Feira não deixam a gravidez ultrapassar as 41 semanas, o parto será induzido, caso a menina Benedita não dê um ar da sua graça antes, no dia 23.

Grande confusão mas que se resume facilmente, pode ser a qualquer altura. As malas já estão no carro e uma montanha de pessoas de prevenção.

As caminhadas para ajudar só iniciarão, no entanto, assim que souber que o papá já está dentro do avião. Quem sabe conseguiremos tê-lo cá.....

sábado, 12 de março de 2011

Pensamentos noturnos

Cá estou eu, com mais uma crise de insónias. Os meus sonos têm sido intervalados, provavelmente como forma de adatação (será assim que se escreve agora?) à rotina que se avizinha.

Na verdade, deito-me cedo para adormecer a Leonor e acabo por adormecer também. Depois, hoje foi pela 01h30, levanto-me e faço o que ficou por fazer como ligar as máquinas de lavar (desconfio que os meus vizinhos vão fazer uma subscrição para que seja despejada).

Estes dias, com a minha mais velha, têm sido atribulados. Dizem os entendidos (doutores da vida) que a cachopa está a pressentir a chegada (visível) da mana e por isso quer chamar a atenção. Sinceramente, não sei se ria se chore, com a explicação e com o comportamento da pequena.

Se há coisa que a minha filha tem, e muita graças a Deus, é atenção. Mas lá que está endiabrada isso está. Isso e completamente agarrada à mamã, que não pode sair do seu raio de visão, sem que ela comece a gritar e chorar.

Ninguém diria tratar-se da menina que desde os 15 dias de vida começou a ficar com os avós para a mãe ir a consultas e tratamentos no IPO; que muitas vezes dormiu no quarto ao lado, por causa dos exames médicos que a mãe fez ou porque esta tinha o sistema imunitário em baixo. Que vai ao infantário desde os 9 meses (...). Se não soubesse, pensava tratar-se daquelas crianças que nunca convive com ninguém e que a mãe traz debaixo das saias. É, realmente, impressionante.

Já a mais nova, parece sentir-se bem no T0, apesar da falta de espaço. E eu estou dividida entre seguir o conselho de dar umas caminhadas, para ver se a rapariga decide nascer, e a vontade de que aguarde pelo papá que, soubemos ontem, não consegue regressar de Moçambique antes de 4.ª feira (a correr bem, pelos vistos).

E assim têm sido os meus dias, ansiosa por ver a carinha da Benedita, com medo da reação da Leonor e sem posição para dormir.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Notícias

Hoje foi dia de consulta de obstetrícia. Está tudo bem e não tenho grandes novidades. Saí de lá com a recomendação de fazer grandes caminhadas para ajudar a acelerar o nascimento.

Parece que a Benedita quer esperar pelo pai. Caso não nasça até dia 23, altura em que terei 41 semanas, (coisa em que a médica e eu não acreditamos) o parto será induzido.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Countdown

39 semanas, começou a verdadeira contagem decrescente.

Hoje encostei às boxes e fiquei em casa. Já não preciso de mexer um dedo para me cansar. À tarde senti-me meia esquisita, muito mole (mais do que o costume, vá).

Amanhã de manhã tenho consulta de obstetrícia.

Entretanto, a Leonor anda a por-me à prova. Está uma verdadeira peste. ALgo me diz que os meus próximos tempos serão uma animação.

Vou dando notícias

terça-feira, 8 de março de 2011

A princesa terrorista



Depois de ontem se ter pavoneado vestida de sevilhana (fato e sapatos vindos directamente da origem e oferecidos pelas tias), hoje virou princesa (com um lindo vestido que a prima Sandra comprou na suécia, aquando do casamento da princesa Vitoria).

Não sei se a antecipar a mudança que vai acontecer, muito em breve, na vida dela e a sentir a falta do pai, a pequena está uma autêntica terrorista e, entre outras tropelias, hoje resolveu comer um lápis de cera verde escuro.

Não descola de mim e deixa-me completamente com a língua de fora, mas é um encanto ouvi-la cantar, sem parar, e terminar cada música com um "muito bem", como quem diz à audiência "palminhas, palminhas".

Que conforto

A falta de tato (tacto) e avidez de ouvir esperiências mórbidas, que constato existir na maioria dos seres humanos, é algo assustador.

É impressionante a dificuldade que muita gente tem em encontrar a palavra certa ou, o que seria ainda melhor, calar-se.

Seja na doença, seja em vésperas de um momento tão especial como o parto. A diferença é que, se em relação à doença a conversa era muitas vezes evitável (bastava que me calasse), em relação ao parto a coisa é bem visível e não tenho como esconder.

Há dias desejaram-me uma "horinha pequena", com aquela cara de quem me quer dizer "ai pobrezinha, no que te foste meter" e eu respondi, cheia de segurança, "há-de ser igual ao primeiro; rápido e fácil".

Depressa concluí ter dado a resposta errada, devia ter chorado e dito "espero que não seja como o primeiro, foi muito traumatizante". Teria evitado, provavelmente, que a simpática senhora me dissesse "sabe que nem todos são iguais. Às vezes é muito difícil, mas é tudo para nós. No final compensa", como quem diz, vais sofrer que nem uma condenada, não tenhas ilusões.

Haja pachorra.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Olé



Para a posteridade, fica a única foto, minimamente decente, que a modelito deixou tirar.

Logo à tarde vou levá-la ao fotógrafo.

Levo Xanax no bolso, "just in case"