Não sei se sabem mas já é possível, em Portugal, criopreservar GRATUITAMENTE as células estaminais do sangue do cordão umbilical.
A diferença, relativamente à criopreservação feita por empresas privadas, é que se trata de uma doação pelo que as células poderão ser utilizadas por quem delas necessite, não sendo garantido que fiquem à disposição de quem as doou.
O porquê da importância de criopreservar as células estaminais é fácil de explicar.
Está comprovado, cientificamente, que estas células têm dezenas de aplicações médicas e podem ser a cura para pessoas que sofrem de doenças como o Linfoma de Hodgkin (como é o meu caso), leucemia linfoblástica aguda, mielofibrose, osteoporose (...), só para citar algumas das mais conhecidas.
Para além destas utilizações, existem investigações em curso que indicam que o número de doenças para as quais poderá haver utilização das células estaminias do sangue do cordão umbilical deverá aumentar.
Pessoalmente, acho que as maternidades deviam encaminhar, por iniciativa própria, para o LUSOCORD as células estaminais em todas as situações em que os pais não manifestaram intenção de proceder à criopresevação (pública ou privada) e espero que isso veja a acontecer. É inadmissível que, existindo tantas pessoas doentes e a desesperar por encontrar dadores compatíveis, as células estaminais não criopreservadas sejam incineradas.
Mas, por enquanto, é necessária uma manifestação de vontade dos papás. Quanto às empresas privadas, é fácil encontrar informação (são já várias).
No caso de não se poder (o valor é elevado) ou querer recorrer a uma empresa, podem contactar o LUSOCORD, através do site do Centro de Histocompatibilidade do Norte http://www.chnorte.min-saude.pt
O processo de recolha é completamente indolor (para mãe e bebé) e pode salvar vidas.
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Olá Susana, sou leitora assídua do teu blog. Quero dar a minha contribuição para este post também ;)
ResponderEliminarSou mamã e quando estive grávida ponderei muito com o meu marido se devíamos ou não armazenar as células estaminais do sangue do cordão umbilical. Na altura, acabámos por fazer na Crioestaminal e hoje faríamos a mesma escolha. Há diferenças entre o armazenamento no banco público Lusocord e o banco familiar. Por exemplo, no banco público as amostras são representativas da população em geral e as que não cumprem os requisitos são doadas para investigação ou descartadas. Existem outras diferenças a ter em conta, por isso de mãe para mãe recomendo que se informem bem. Vejam isto: http://www.crioestaminal.pt/pt/media/default.aspx?iframe=noticia_detalhe.aspx?id=247&highlight=noticias&image_f2=crio05_00f2
Beijinhos
olá Daniela.
ResponderEliminarObrigada pela visita e pelo comentário.
Coloquei este post, com o objectivo de informar a apelar à criopreservação.
Optámos ppela cripreservação privada (quando foi da Leonor não existia o Banco Público, sequer). Confesso que, pela experiência que vivi, não tive coragem de doar logo de início. No entanto, se alguém vier a necessitar não hesitarei.
Beijinhos