sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Uma paciente do pior

Ontem, num pequeno flash de lucidez, cheguei à conclusão de que não tomava o Ramipril desde tempos imemoriais.

Para quem não sabe, estou a ser seguida na consulta de nefrologia do IPO do Porto já que perco alguma proteinuria na urina.

O motivo é desconhecido, podendo ser alguma sequela da quimio (daí a consulta no IPO onde já sou da casa), do golpe nos rins que a Leonor me aplicou durante a gravidez e me valeu 6 dias de internamento ou outra coisa qualquer.

Não será nada de grave e o acompanhamento será só mais uma prova da sorte que tenho tido com os profissionais daquela casa. Cada um ao seu estilo são mesmo uns queridos (a nefrologista é a ternura em pessoa).

Em resumo algo há no meu organismo que não funciona como devia, mas que não tem qualquer tipo de sintoma. Não fosse o facto de ter engravidado da Benedita, o que obrigou à normal parafrenália de análises, e, provavelmente, ainda viveria na ignorância.

Como não sinto nada, e me causa uma confusão danada isto de existirem doenças sem sintomas, há fases em que me esqueço do comprimido diário.

Sou uma paciente do pior.

Não me orgulho nada do facto e até me causa algumas interrogações.

Era suposto que alguém que já teve um cancro (ou tem, nunca saberei muito bem descrever o estado da minha pessoa durante este limbo dos famosos 5 anos que hão-de terminar em Dezembro deste ano) tivesse muitos cuidados com a saúde.

Aliás, todos têm o dever de cuidar da saúde.

Ao invés eu, de forma inconsciente, vivo como se não fosse nada comigo e nem os rebates de consciência (que me deixam a pensar durante uns dias) me fazem mudar o comportamento.

Freud explicaria provavelmente.

Como leiga só consigo uma coisa positiva neste meu desleixo, é que o cancro (embora sempre presente no fundo do subconsciente) não me mudou assim tanto.

Enfim, cada um com as suas pancas.

E agora vou deixar de estar aqui a engonhar pois não há como evitar o inevitável. Tenho de ir acordar as feras.

Torçam por mim, que os últimos amanheceres têm sido complicados.





quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

E depois há as situações em que a Leonor tem razão

Estou sempre a dizer mal das cachopas, segundo alguns, mas também sei ser justa.

Há situações em que a Leonor tem razão (e em que a interpretação literal é incontornável)

- MÃEEEEEEEEEEE, já está.

- Já vou a caminho, Leonor, estou só a tratar aqui de uma coisa.

- Mãe, se estás a tratar de uma coisa não estás a caminho!!!

Preciosista esta minha filha.

Toma e embrulha.

Às vezes esqueço-me de coisas básicas

- Leonor, já te disse para te calares!

- Mas mãe ...

- Cala-te Leonor, não abres mais a boca até ao fim do jantar!

- Mas mãe, se eu não abrir a boca, não consigo comer !!!

1.ª Moral da história

Às vezes esqueço-me de coisas básicas

2.ª Moral da história

A Leonor continua agarrada à interpretação literal das palavras. Acho que preciso de lhe ler o velho livrinho vermelho de Introdução ao Direito do Baptista Machado

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O fim da festa é sempre uma dureza










 
 



As cólicas da Tita e as injustiças de que a pequena é vítima

Os primeiros meses de vida da Tita foram muito complicados.

Berrava,berrava, berrava e os seus sonos eram tão curtos que eu nem tinha tempo para recuperar o raciocínio e espairar a zoeira que tinha dentro da cabeça.

Numa das consultas, a pediatra descansou-nos (ou não) dizendo que o problema da pequena era tão só o facto de ter mau feitio. Que era uma criança muito exigente e queria que antecipassemos as suas necessidades.

Esta teoria, sobre uma bébé de dois meses, deixou-nos a todos de boca aberta e foi motivo para os avós colocarem a pediatra na lista negra (ainda hoje estão convictos que a menina sofreu muito com cólicas nos primeiros meses e de que a pediatra cometeu uma enorme injustiça ao denegrir a personalidade da neta).

Eu também achei estranho como é que se podia fazer uma afirmação daquelas só por ouvir dois minutos de choro, apesar de a pediatra me ter emprestado um DVD da Priscilla Dunstan uma australiana que tem a capacidade (cujo nome me falha agora) de distinguir os vários tipos de choro, coisa muito útil, quando se tem recém-nascidos chorões.

Pois bem, achei estranho mas hoje dou a mão à palmatória.

A rapariga tem, efectivamente, mau feitio.

Melhor dizendo, e para suavizar a coisa, a Tita é temperamental. Quando vem direita a nós, nunca sabemos se é para dar beijinhos e abraços ou para nos espetar um murro na cara.

Muito afectuosa quando quer e teimosa como uma mula. Como ela não adiantam imposições, pois só a moldamos com muita paciência e diplomacia.

O resultado disto tudo é, por vezes, ser alvo de injustiças como a que aconteceu ontem de manhã.

A rapariga cismou que não queria calçar as sapatilhas. Como era dia de ginástica, enfiei-lhas às força.

Esperneou, e gritou que as sapatilhas estavam calçadas ao contrário. Disse-lhe que não estavam e que se as tirasse ia descalça para a escolinha.

Quando me apanhou distraída descalçou-se, veio ter comigo e disse "mãe, encontrei esta pulseira dentro da sapatilha".

Fiquei a olhar, sem saber se me ria ou me punha de joelhos a pedir-lhe desculpa. No stress de a vestir e chegar a horas ao trabalho nem percebi que o raio da pulseira estava dentro da sapatilha.

E atribuí o berreiro a puro mau feitio quando, afinal a rapariga tinha alguma razão.

Pobre Tita, a injustiçada.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Vida de mãe retratada com a ajuda de uma das melhores músicas de sempre - muito bom

Mães que por aqui passam vejam este video giríssimo sobre a vossa (nossa) vida, que tem como pano de fundo uma música brutal dos Queen.


Obrigada pela partilha mãe Xana.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A minha praxe

A discussão que se instalou à volta das praxes, fruto do infortúnio dos 6 jovens que alegadamente morreram durante actividades com elas relacionadas, tem-me feito relembrar a minha própria experiência.

Fui praxada, praxei (muito pouco, dado que nasci desprovida do dom de dar ordens) e cheguei a ser uma, orgulhosa, madrinha de 2 caloiros.

Na minha universidade (Católica do Porto), a praxe não passava muito do cantar a "vaca leiteira" e andar de joelhos (ou terei sido eu a ter tido sorte).

Nunca vi nada que me chocasse, talvez por já estar enraizada a ideia de que a praxe é algo natural, embora fosse notório o facto de alguns dos "doutores" aproveitarem o momento para exorcizar algumas frustrações.

Lembro-me do orgulho que sentia ao entrar no autocarro de chupeta vermelha ao peito e penico cor-de-rosa debaixo do braço, símbolos do estatuto adquirido ao entrar na faculdade.

Lembro-me também da vaidade ao usar o traje (estava tão parvinha que nem me apercebi de ter comprado um traje 3 tamanhos acima).

Em resumo, vista à distância de 20 anos, a praxe é uma coisa pateta mas que, na altura, me divertiu (enquanto caloira e doutora) e serviu para conhecer os meus novos colegas (quer as bestas, como eu, quer os ilustres doutores).

Nada mais do que isso.

Acreditar que a praxe ajuda a preparar para a vida só revela ingenuidade (para não dizer estupidez), quanto mais não seja porque só quem já viveu (leia-se quem tem alguma experiência de vida) pode  transmitir experiência aos outros.

E não serão, certamente, um "dux" e uns "doutores", que nunca  foram além do recinto da faculdade, que estarão aptos a fazê-lo.

Não sou, por isso, anti-praxe.

Sou contra a ideia que inculca aos caloiros (e isso pude presenciar) de que os anti-praxe são uma espécie de leprosos que ficam marcados para o resto do curso.

Sou pela sensatez, de doutores e caloiros.

Acima de tudo sou pela importância de ter opinião própria e ter a capacidade de a afirmar , independentemente daquilo que os outros pensam.

Nesta história do Meco o que me choca (para além da perda de 6 vidas humanas) é o facto de, aparentemente, existirem umas espécies de sociedades secretas (que eu acreditavam serem apenas fruto da imaginação de escritores como o Carlos Ruiz Záfon) e de os seus membros serem cobardes ao ponto de manter o silêncio sobre os seus rituais.

Obviamente que não daria vida àqueles jovens mas, certamente, traria alguma serenidade aos seus pais.

Espero, sinceramente, que esta tragédia sirva para que todos possamos reflectir e encontrar alguma razoabilidade neste mundo que nem sempre a tem.



domingo, 26 de janeiro de 2014

Ontem os papás tiveram carta de alforria

Depois de, há uns meses, termos feito uma tentativa falhada de almoçar fora sózinhos, ontem à noite decidimos ir ao cinema.

Fizemos um choradinho à tia Du  para ficar com as patroas, e pagámos-lhe com uma raclette (óptima escolha para quem quer estar na converseta enquanto come, por sinal).





Depois do jantar dado e das fraldas postas, lá fomos.

Parecíamos dois adolescentes que nunca tinham saído de casa, a dar risadas, tal o nervoso miudinho.

O café foi tomado na Illy, uma loja nova que abriu em Aveiro no mercado Manuel Firmino (mais conhecido por praça da hotaliça), ali mesmo em frente ao Centenário, que recomendo a visitar pois o café é excelente e o espaço acolhedor.

 O projecto é de vários jovens, um dos quais irmão de uma das minhas melhores amigas (o que para mim já bastava para justificar a visita), a quem tive oportunidade de desejar boa sorte na aventura.

De seguida fomos ver o Lobo de Wall Street, ou não fosse o papá economista.

Gostei, moderamente, do filme que tem cenas muito divertidas mas, em minha opinião, é longo demais.

 Ao fim da 1.ª hora e meia a coisa complicou-se e já não consigo contar muitos pormenores. Tive uma das minhas famosas "quebras de tensão", a que as más línguas chamam sono, e só vim a mim quando senti o delicado cotovelo do meu homem.

Deve ter sido do calorão que estava na sala ou então o problema será meu, que até a ver o Harry Potter tive a mesma reacção.

Mas adiante.

Chegámos a casa, já passava das duas da manhã (grandes malucos) e as patroas dormiam como anjos.

Diz a tia Du que não perguntaram por nós uma única vez, o que me deixa num estado estranho (entre o aliviada e o desiludida), mas com vontade de repetir a dose.

Próximo sábado, à mesma hora tia Du?

sábado, 25 de janeiro de 2014

Poupar no peixe

Uma das minhas memórias de adolescente é a dos jantares de domingo à noite.

Os chamados "salve-se quem puder"  que consistiam em comer o que houvesse no frigorífico, desde sobras das restantes refeições de fim de semana a sandes.

As excepções aconteciam quando o meu pai comprava umas enormes cabeças de badejo, que partilhávamos, devidamente regadas com azeite e  acompanhadas de batata cozida.

A cabeça de badejo não é nada barata, mas dá para perceber a quantidade de "carne" que se pode encontrar numa cabeça de peixe.

E é aqui que chego ao ponto da poupança. Uma excelente forma de poupar no peixe é comprar cabeça de salmão.

É frequente vê-la a 0,99/ Kg. Não acho grande piada ao peixe, mas o meu marido até cozido gosta.

Normalmente desfio a carne da cabeça e faço lasanha, com espinafres.

 Como até o bechamel é caseiro (há dias em que viro uma quase fada do lar, ainda que só na cozinha), a refeição fica pouco calórica (digo eu, que não percebo nada disso da contagem de calorias) e económica como eu gosto.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Interpretação literal pura e dura

Cenário:

10 da noite
Uma mãe, com a cabeça em água, a tentar deitar 2 filhas.

- "Mãe, posso ver um DVD?"
- "Mãe, posso escolher uma história?"
- Mãe isto, mãe aquilo (20x)


Cansada, a mãe responde NÃO, NÃO PODES. Aliás não podes, sequer, respirar!

- "Ai posso, posso, senão morro!!!"


A isto se chama interpretação literal pura e dura. Com mais calma, há que explicar às cachopas que têm de saber ir além da letra e tentar perceber o espírito das palavras.

Mas foi a forma de me fazer rir, num momento em que estava com vontade de as esganar.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Novas da Leonor e suas adenoides e a nova forma de falar da Tita

Depois  de uma semana com febre e intermitente, ranho e tosse, levámos a Leonor à pediatra.

Aparentamente andará uma bactéria (cujo nome não fixei) a passear pelo seu corpo. Nada que um antibiótico (chato de tomar, segundo a médica) não cure.

Aproveitámos para ouvir a opinião da pediatra sobre a necessidade de a Leonor ser operada às adenoides (como sabem tínhamos dois pareceres divergentes).

O desempate foi no sentido negativo. O tamanho das adenoides da Leonor (sem outros sintomas associados, que não o ressonar) não justificará uma cirurgia.

Será de ir vigiando, especialmente durante os proximos dois anos, pois com o tempo as ditas adenoides começarão, nauralmente, a mirrar.

Fiquei super contente com o que ouvi, como é bom de imaginar.

Entretanto perguntei à pediatra qual será a razão pela qual a Tita começou a falar à bébé.

Bem sei que a minha mais nova ainda é pequenina (apesar de ela ficar zangada quando o digo), mas a verdade é que de há uns tempos para cá regrediu muito na fala (sendo notório que o faz propositadamente).

Segundo a pediatra o fenómeno não deverá passar da tentativa de imitação de algum bébé ou criança com dificuldades na fala, que para ela tem mais atenção dos adultos por esse facto.

Nas nossas relações de amizade não estou a ver quem possa ser. Eventualmente, algum amiguinho do infantário. Vou ter de investigar.

Tirando isto, continuam umas travessas, sempre prontas a fazer asneiras. O normal, portanto.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A influência dos elogios no comportamento das crianças

Por muito que se teorize sobre o assunto, continuo a achar que a "sensibilidade e o bom senso" são o ponto fulcral na educação das crianças.

Cada criança é única e cada caso é um caso. Não acredito cá em maneiras certas de "tirar fraldas e chupetas". Como dizem os advogados "tudo depende".

Apesar disso, não deixo de dar uma olhada àquilo que se vai escrevendo sobre a matéria e gostei particularmente deste artigo sobre a influência dos elogios no comportamento das crianças.

Por vários motivos sou acérrima defensora dos elogios. Parece-me essencial para a auto-estima das minhas crias, futuras adultas.

E não me canso de os fazer. Incentivo-as a desenrascar-se, que para atadinha já basta a mãe, e a perder o medo de não conseguir.

Espero só não estar a cair no erro do exagero de que fala o artigo pois (e não podia estar mais de acordo) se há coisa que as crianças não são é burras.

Também não era preciso humilhar-me

A Leonor continua adoentada e tem ficado dividida entre a casa dos avós e a dos bisavós.

Ontem, a avó teve de se ausentar e, para a distrair, confiou-lhe o I Pad, naquela que eu considero uma prova de amor cego.

Quando cheguei a casa estava a rapariga, toda concentrada, a ver videos do Ruca, que ia seleccionando com grande desenvoltura.

Como sempre, assim que me viu começou a variar.

A certa altura, tive de ralhar e ameacei "Leonor, se não fazes já o que a mãe mandou desligo-te o I Pad".

Como quem diz o que quer, ouve o que não quer, a resposta foi letal "mas tu não sabes desligar o I Pad!!!!".

Pois não, não sei. Mas também não era preciso humilhar-me. Não tenho culpa de ser do tempo do telefone fixo e da televisão com 2 canais.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Por onde é que saem os bebés?

Por onde é que saem os bebés?

Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, a pergunta seria feita. Não sabia era que seria tão cedo.

Hoje, depois de me fazer várias perguntas sobre o tamanho dos bebés à nascença, a Leonor disparou esta difícil questão.

Engoli em seco e esperei uns segundos antes de responder.

Antes que conseguisse começar a articular uma palavra que fosse, a pequena disse "é pela barriga ou pela pombinha, se quisermos, não é mãe?".

Por esta é que não esperava. A minha mais velha, que ainda não tem 5 anos feitos, já sabe como nascem os bebés.

Nem quero pensar quando começar a questionar a forma de concepção.

Estava longe de saber que já tinha este tipo de conhecimento e o curioso é que não se descose sobre a fonte. Diz que tem vergonha de me contar quem lhe deu a explicação.

E eu, mortinha por saber, só tenho uma dica. Será alguém que encara a cesariana como uma opção da mãe e não como último recurso, a atentar na forma como a Leonor me expôs a resposta à sua própria questão.

Alguém se acusa?


A beleza dos afectos

Uma das belezas dos afectos é podermos sentir, com grande intensidade, as alegrias e tristezas daqueles que nos são queridos.

Ontem, quando me preparava para um dia que imaginava difícil, vivi mais uma dessas lindas experiências ao ler uma mensagem de uma amiga.

Essa minha amiga contava-me algo que está prestes a acontecer na sua vida e que a está a fazer muito feliz.

A situação nada tem a ver comigo, mas a verdade é que me deixou com um sorriso de orelha a orelha que, em muito, me ajudou a enfrentar o tal dia difícil.

Um dia cheio de afectos é que (vos) desejo.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Dia fértil em ensinamentos

Hoje o dia foi fértil em ensinamentos.

De todos, o que melhor retive foi o que a Leonor transmitiu à Tita.

"Tita, não se lambem os livros que as outras pessoas estão a ler!!!"

Tenho de admitir que descurei esta vertente da educação da minha mais nova. Não me perguntem porquê, mas o facto de não se dever lamber os livros que outros lêem pareceu-me algo intuitivo.

Pelos vistos não será. Ou isso ou a Tita está outra vez a precisar de vitaminas para repor o nível de sais minerais.

domingo, 19 de janeiro de 2014

E para variar, soufflé de peixe

Farta de ser acusada de só fazer pratos com bacon e cogumelos, resolvi inovar.

Depois de ouvir umas colegas falar em soufflé de peixe, fui pesquisar no meu amigo google.

Escolhi a 1.ª receita que encontrei e ficou muito bom. Ficou só a faltar (até eu, que não sou muito dada aos verdes, tenho de admitir) uma saladinha para acompanhar.

Fica a ideia de um prato diferente e muito fácil  de fazer (ao contrário do que sempre ouvi dizer)

Igualzinha ao bisavô

A Leonor é igualzinha ao bisavô Matos no que diz respeito à comida.

Não gostam de experimentar nada que tenha um aspecto diferente daquilo que habitualmente com e são capazes de passar anos a comer, diariamente, a mesma coisa até ao dia em que acordam e dizem "quem é que disse que eu gosto disto?".


Há quase 4 anos que o pequeno de almoço dela  é papa de frutos variados, que come em seco à colherada.

Cá por casa já sabíamos que haveria um momento em que, do nada, iria recusar a papa como se lhe estivessemos dar bróculos cozidos.

Hoje foi o dia. Diz a pequena que a papa é muito doce.

Só é pena que não mo tenha dito ontem, antes de ir às compras e comprar 3 pacotes.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Referendo sobre a co-adopção por casais homossexuais

Pense-se o que se pensar sobre a homossexualidade, a maior discriminação que existe presentemente foi criada por um legislador que permite que os homossexuais se casem mas não os deixa adoptar.

Podem dizer o que quiserem mas para mim não faz sentido, já que é o mesmo que dizer "vocês podem casar mas como não sabemos se isso que têm é uma doença, é melhor proteger as criancinhas".

E isso parece-me um insulto inaceitável.

Concordo, por isso, que é muito importante discutir a possibilidade de  co-adopção por casais homossexuais.

O que não concordo é que se faça um referendo à custa do qual será gasto, inutilmente, um rio de dinheiro.

Para já porque, como é óbvio, a discussão terá sempre conotações políticas e só servirá para, no final, se divagar acerca da (im)popularidade do Governo e oposição.

Tal como em 2007, relativamente ao aborto, vamos chegar ao fim com as mãos cheias de nada.

Com uns a dizerem que ganharam, outros a assumir a derrota mas sem resolver os problemas de base.

E é pena, porque as crianças merecem muito mais.

E não me venham com tretas sobre a família perfeita, pois a verdade é que ninguém sabe o que se passa entre portas.

Temos muitos casais "heterossexuais", com membros homossexuais não assumidos.

Os homossexuais não trazem a orientação sexual escrita na testa e nem todos têm os trejeitos que a sociedade pré-definiu que teriam.

E ao permitir a adopção singular, ninguém sabe se o adoptante é, ou não, homossexual (há coisas que não acontecem só nas novelas das 8).

O que não faltam para aí são famílias "perfeitas", em cujas casas abunda a violência física e psicológica.

O  problema é que nós, adultos, não conseguimos abstrair-nos dos preconceitos que a sociedade nos incutiu sobre o que será a normalidade e, muito menos, conseguimos ir para além da imagem.


Sobre a Leonor e o Amor

- Leonor, o que é que rima com Amor?

- Susana!

- E o que é que sentes por mim?

- Lua!

- Um Amor que vai daqui até à lua?

- Sim!
´

Aiiiiiiiiiiiiiiiii (suspiro de Amor)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Novidades das enfermas

O estado de saúde das minhas patroas inverteu-se aos mais variados níveis.

A Benedita que era a que estava pior está agora bastante melhor (cada vez desconfio mais que o BEN U RON desperta a fera que há dentro dela).

Já a Leonor, que estava estava tão bem disposta esta manhã (o que lhe valeu uma ida para a escolinha) está cheia de febre.

O  mais preocupante nesta história é que, aparentemente, eu tenho o dom de agravar os sintomas de doença das minhas filhas.

Isto a acreditar no que o meu pai diz sobre o estado delas no segundo imediatamente anterior à minha entrada em casa.

E tenho de admitir que as miúdas fazem grandes filmes para disputar a minha atenção, até simular sintomas de doenças, especialmente quando isso envolve a disputa por um lugar ao colo (isto sem prejuízo de a febre ser uma realidade).

Haja pachorra.



quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Ideia barata para aquecer a cama dos pimpolhos

E para variar um pouco, uma dica para aquecer (de forma económica) a cama dos pimpolhos.


Comprar um saquinho de sementes, daqueles que se aquecem no microondas, e colocar na cama antes de os deitar.

Já os vi, de várias formas e feitios. Dos mais caros aos mais baratos. Em faarmácias, hipermercados e lojas de shopping.

Cá em casa somos fãs.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O meu dia atribulado

Fui arrancada do sono, por volta das 06h, com os gritos aflitivos da Leonor. Dizia a pequena que queria ir fazer xixi.

Pedi-lhe para se levantar e, como resposta, ouvi um profundo ressonar. A rapariga tornou a adormecer.

Com os gritos acordou, também a Benedita. Muito chata (por ter acordado sobressaltada e, ainda por cima, com febre).
 
Confiando na sorte, tirei a fralda à Benedita, que tornou a adormecer

Passado algum tempo tinha:

2 cachopas mal humoradas, cheias de tosse e ranho (uma delas com febre)
1 cama cheia de xixi
 
Saí de casa e deixei uma (a que tinha febre) com a tia e outra na escolinha.
 
Fui trabalhar com o coração em chagas, recriminando-me por não ter ficado com elas (apesar de as saber muito bem entreguess).
 
Valeram-me as fotos recebidas ao longo do dia (obrigada tia Du)








 
`
Por volta das 16h30 recebo um telefonema da escolinha da Leonor. A pobre estava com febre.
 
Na impossibilidade de ir, a voar, buscá-la, lá recorri à avó.
 
E cá estou eu, com duas enfermas.
 
 
Vamos lá ver como corre a noite.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Passar do 8 ao 80, mas para pior

Passámos de uma fase em que facilmente se metia baixa, fosse para ir a pé a Fátima fosse para recuperar de uma noite de copos, para outra em que até os moribundos são considerados aptos para o trabalho.

Como em tudo, isto de não haver meio termo nas coisas gera enormes injustiças.

Sineramente não percebo como é que uma Junta Médica, já de recurso, dá alta a alguém por, supostamente, estar em condições de trabalhar e, ao mesmo tempo, aconselha a pessoa a tentar reformar-se por invalidez.

Acredito sempre, até dar com a cabeça na parede, que há justificações plausíveis para aquilo que parece injustificável.

Mas até eu, a última das crentes, começo a ficar céptica.

"Posso morrer de cancro, mas o cancro não me vai matar"


Fenomenal esta entrevista de um lutador com quem todos devemos aprender.

Obrigada Manuel Forjaz por esta lição de vida que me fez recordar, com carinho, outra lição que recebi pessoalmente do meu tio e padrinho, outro lutador por quem sinto um infinito orgulho e que levou a escrever um dia

ASAS

Se um dia te cortarem as asas, corre até te faltarem as pernas
E quando estas te faltarem, não penses que o sonho acabou
Será tudo menos isso, naquilo que depender de ti
Na incerteza do dia de hoje, acredita
Pois o futuro está  no corajoso  recomeço

Daquilo que um dia pareceu o fim



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Parabéns Ronaldo, parabéns Madeira. Viva Portugal

Goste-se ou não, é impossível negar-lhe o mérito e genialidade.na profissão que escolheu.

Um orgulho para todos os portugueses. Parabéns Ronaldo. Parabéns Madeira

E que este reonhecimento internacional sirva para terminar de vez com qualquer sentimento de inferioridade que ainda reste por aí.

Viva Portugal, Portugal, Portugal

domingo, 12 de janeiro de 2014

A quimio e o meu cabelo


Está com sorte, é um Hodgkin (tradução - se fosse um Não - Hodgkin seria mais difícil a luta)

Vai ter de fazer quimioterapia.

Quer usar prótese capilar? (vulgo peruca)

Foi assim mesmo que recebi a notícia que dava como certo o facto de ir ficar sem cabelo, por causa dos tratamentos.

Na altura tinha o cabelo assim



E resolvi começar a cortá-lo aos poucos, para que o choque fosse menor

 
 
Os tratamentos começaram e, com eles, a queda do cabelo que encontrava por todo o lado (inclusive na fralda da Leonor)


 
Os dias foram passando e o cabelo continuava a cair gradualmente (nunca imaginei ter tanto)


 
A meio dos tratamentos, como por milagre, deixou de cair e em Dezembro de 2009 (mês em que terminei a quimio) estava assim
 
 
 
Em Fevereiro de 2010, era esta a minha imagem
 
 
 
E em Agosto de 2013, esta
 
 
Porque é que retomo este tema? Porque todos os dias há mulheres a ser confrontadas com esta sentença e se vivi o que vivi tenho obrigação de dar alento a quem dele precisa.

Não vou dizer que é só cabelo, porque dói como o caraças ir escolher lenços e morrer de medo que chegue o dia de precisarmos deles, e não sabermos como os colocar, e de que a nossa filha não nos reconheça sem cabelo.

Mas posso assegurar que o pesadelo passa e acaba por se tornar numa lembrança (má, é verdade, mas longínqua).

sábado, 11 de janeiro de 2014

São Gonçalinho ao rubro

Comemora-se este fim de semana o São Gonçalinho.

Há dois anos que moramos quase ao lado do local da festa e cheira-me que ainda não será este ano que lá vamos.

Depois de, esta tarde, passar duas horas e meia no cabeleireiro para as ladies cortarem o cabelo e pintarem as unhas o que inviabilizou a ida à romaria durante o dia, prometi-lhes que iríamos à noite.

Bem tentámos cumprir a promessa, mas a cidade está com um movimento nunca visto e não encontrámos um lugarzinho para estacionar o carro (moramos perto o suficiente para ir a pé para lá, mas sem as patroas, esclareça-se).

Entretanto, durante a busca de lugar, D.ª Maria Leonor adormeceu e a festa acabou antes de começar.

Só tenho medo da reacção que terá quando acordar e perceber que não foi atirar cavacas e que dificilmente conseguirá ir amanhã, pois temos umas enguias à espera na Casa do Tear que vão dar umas boas horas de luta.

Apesar de ter pena de não ir à festa, gostei da voltinha nocturna por Aveiro e de a ver cheia de vida.

Em 2008 foi assim


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

E se algum dia vier jantar cá a casa ....

 
Traga panos de cozinha e, já agora, talheres pois nunca se sabe por onde é que já andaram os meus.
 
Não é por mim, que já habituei o sistema imunitário.
 
 
 
 

Uma coisa que me tira do sério

Se há coisa que me tira do sério é ter alguém a moer-me o juízo até que eu diga aquilo que a pessoa quer ouvir.

Gosto de uma boa argumentação e não viro as costas a trocas de ideias.

Agora virem falar comigo só para ouvir a resposta que a pessoa já decidiu que daria, sem qualquer margem para acolher opiniões contrárias, e ainda por cima perceber que não me está a dar os dados todos da questão (para induzir mais facilmenta a tal resposta pré-decidida) é coisa que me tira do sério.

E isto é frequente, especialmente em termos profissionais.

Haja pachorra.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Pára tudo, que o sorteio dos carros vai dar na televisão

Ando tudo ansioso para saber como irá funcionar o sorteio das facturas cujo prémio será, daquilo que se sabe, um carro.

Segundo uma notícia que vi esta manhã, o sorteio vai dar na televisão.

A ser verdade, já estou a ver a famílias reunidas em frente ao televisor, como antigamente, o que não deixa de ser ternurento.

Estou também curiosa por saber se será a Serenella Andrade a apresentar o sorteio (gosto dela, sem ironias).

Só me causa espécie ser necessário sortear carros (ideia que não surgiu em Portugal, diga-se) para a malta exercer a sua obrigação de pedir facturas.

Ninguém gosta de pagar impostos (eu não gosto), mas todos queremos (e merecemos) bons serviços públicos.

Esquecemo-nos é que uma coisa é indissociável da outra e cada um tem de fazer a sua parte.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Criar memórias

Há dias escrevi aqui sobre a importância de criar memórias.

Hoje rio-me cada vez que me lembro do engenheiro que as resolveu criar.

Faltaram-lhe certamente, na infância, as encomendas enviadas pela mãe.

Ó pá. Que ternura de história.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Sobre o temporal e a falta de responsabilidade

Estou verdadeiramente chocada com a morbidez e falta de responsabilidade do ser humano.

Como a maioria, também tenho curiosidade de ver "in loco" o estado em que se encontram alguns dos sítios que fazem parte das minhas memórias de sempre e que têm sido fustigados pelo temporal. Falo concretamente nas praias da Barra, onde comecei a namorar, Costa Nova e Vagueira que têm sido muito fustigadas.

Parece-me normal o interesse. O que não consigo perceber é o que faz alguém (e são muitos) ir passear para passadiços prestes a desabar sobre o areal, aos quais retiraram os sinais de interdição colocados pela Polícia Marítima.

Mais grave ainda, o que leva as pessoas a passear no paredão, com ondas tão altas e imprevisíveis.

Parece-me falta de responsabilidade a mais, correr riscos parvos e evitáveis.

E o mais engraçado (que não tem graça nenhuma) é que o fazem ao mesmo tempo que criticam a inacção das autoridades como que a querer arranjar mais motivos para criticar.

Enfim. Lamentável.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Assim até dá gosto passar o dia à volta dos tachos

 
Ontem foi dia de festa cá em casa e encarnei a Gata Borralheira.
 
Cheguei ao fim do dia estourada e quando me preparava para descansar descobri que a Tita estava sózinha na sala, a atacar a taça das ameijoas.
 
Vejam só o pormenor da gordurinha na cadeira.
 
 
 
 
 
 

Devemos agradecer o profissionalismo?

Gostei particularmente do título deste artigo sobre o Eusébio, "Nunca passei por ele sem dizer Obrigado".

Nem de propósito, a questão dos agradecimentos aos profissionais que, pelos mais variados motivos, se têm cruzado comigo  tem pairado no meu pensamento.

Ultimamente, como contei aqui e aqui , ando numa de agradecer e podem crer que é algo que dá um gozo bestial.

Uns dias depois de agradecer ao pessoal do IPO, fiz o mesmo no Centro de Saúde de S. João de Ver. Podia dar-me para pior, pensarão alguns.

Manifestar sentimentos bons devia ser mais fácil do que exteriorizar os maus mas, infelizmente, temos pouco o hábito de o fazer.

Perdemos horas infindas a resmungar e criticar os outros, ainda que raramente, tenhamos a coragem de o fazer frontalmente.

Já fazer elogios é coisa rara e é pena.

A quimio trouxe-me para a flor da pele a vontade de abraçar e dar beijinhos. Juro. E tenho testemunhas. Lembro-me de deixar o meu pai encavado com os meus abraços repentinos.

Voltando ao tema. Agradecer a quem está a ser pago pelo seu trabalho pode, à primeira vista, parecer tolice mas, para mim, essa ideia está mais do que ultrapassada.

Para mim, um bom profissional tem de demonstrar humanismo. Não há volta a dar.

E é por isso que há dias dei por mim a, quase, lacrimejar enquanto agradecia à educadora da Tita todo o carinho que coloca no trabalho.

Ando assim, o que é que hei-de fazer?

domingo, 5 de janeiro de 2014

Sobre a Rita Marrafa de Carvalho e a difiícil arte de conciliar vida profissional e pessoal

Ao navegar no facebook deparei-me com este post sobre a jornalista Rita Marrafa de Carvalho e a polémica gerada em torno do facto de ter tido necessidade de levar a filha para o local onde iria fazer uma reportagem.

Não conheço os contornos dos factos e estou a comprar a história tal como a vende o blogue Debaixo dos Arcos.

A certa altura e,  como reacção a um desabafo da jornalista devido ao facto de terem impedido a filha de entrar na Presidência da República, um "colega" de profissão terá, alegadamente, dito esta barbaridade "Se não tem onde deixar a filha, não deveria exercer esta profissão ou então tirasse um dia de folga".

Isto parece-me tão estúpido que quero acreditar não ser verdade e nem vou perder tempo a comentar, mas não deixa de me levar a uma reflexão sobre quão difícil é conciliar maternidade/paternidade com carreira.

A nossa mentalidade ainda é tão pequenina que defendemos o alargamento da licença parental mas quando alguém a decide utilizar no período máximo todos, no local de trabalho, criticam.

E quando há reuniões na escola dizem que ir é um desperdício de tempo pois podemos  optar por telefonar para saber se está tudo bem.

Fala-se muito na necessidade de conciliar vida profissional e pessoal mas deparamo-nos com o enorme obstáculo que é a mentalidade tacanha de quem não percebe que os outros só serão bons naquilo que fazem se tiverem disponibilidade emocional.

Ora isso  não acontece quando se sabe que se teve de dar um BEN U RON a uma criança mesmo antes de ir para a escola, de forma a que a febre se revele o mais tarde possível adiando, assim, o telefonema para a ir buscar.

Está muito bem conservadinho, o meu Amor



"Assim como viver
Sem ter amor, não é viver;
Não há você sem mim,
Eu não existo sem você!"

Parabéns Amor da minha vida!











PS Só para que conste, e o post não fique demasiado lamechas, não fui eu a causadora da calvície. Ao contrário do que dizem as duas más línguas que gerámos, já conheci o homem careca.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Mimar não é estragar

Sou seguidora do blogue familiar do João Miguel Tavares, o Pais de Quatro.

Neste post (ou melhor no post que o originou), e  posteriores comentários, levantou-se uma questão importante relacionada com a aquilo que considero a diferença entre mimar e estragar.

Acho que, com frequência, se confundem estes dois conceitos para mim totalmente diferentes.

Mimar, enquanto acto de dar Amor e transmitir segurança nunca será demais. Estes gestos, de que fala a mamã Teresa Mendonça, criarão memórias que o tempo nunca apagará e acredito que contribuirão para que os filhotes sejam adultos felizes e realizados.

Não estou a falar de encher as crianças de prendas só porque sim. É extremamente importante que tenham noção de que não podemos ter tudo na vida (e aqui faço sempre analogia entre os presentes e outro tipo de ambições pessoais).

Mimar só será estragar se esquecermos os limites e tornarmos aquilo que era um gesto de Amor numa forma de satisfazer caprichos.

Eu cá acho linda esta tradição criada pela Teresa Mendonça, que me faz lembrar a minha avó materna (com quem vivi muitos anos), que nunca saía sem me perguntar se eu queria alguma coisa da rua.

Sinceramente não acho que me tenha estragado pois, juntamente com o mimo, transmitiu-me os princípios que tanto prezo e quero passar às minhas filhas.

Há lá algo melhor que sentirmo-nos amados!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Adiar não,obrigada

Hoje colocou-se a hipótese de adiar  um momento de convívio porque uma das convivas não poderá estar presente no dia combinado.

Recusei de imediato, claro.

Não que me seja indiferente a ausência de uma amiga, mas porque a solução não é, definitivamente, adiar pequenos, grandes, prazeres da vida como o que será passar uma tarde à volta de uma mesa em amena cavaqueira.

A solução é criar outras oportunidades para estar com essa amiga (especialmente quando esta nos está a dever um cafézinho, não é Suzzz?).

A fugacidade da vida é tão grande quanto deveria ser a nossa obrigação de aproveitar cada minuto com coisas que nos façam felizes.

Nem é preciso dizer que esse foi um dos grandes ensinamentos que recebi do cancro.

 Depois de me ver confrontada com o desafio que é lutar pela vida, percebi o quão estúpido é deixar de ir de Aveiro à Barra, para estar com amigos, por só termos 5 minutos para o fazer.

Se  só temos 5 minutos então são esses que temos de utilizar, sob pena de um dia percebermos que deixámos a vida (e os afectos) passar ao lado.



Curiosidades sobre o (des)amor e o direito

Uma das primeiras coisas que aprendi nas aulas de Direito da Família é que afinidade não gera afinidade.

Aprendi também que a afinidade não cessa com o divórcio. Ou seja "uma vez sogra, para sempre sogra", o que significava, entre outras coisas, que uma pessoa tinha de carregar com o peso desse vínculo o resto da vida o que, em certos divórcios, não devia ser a coisa mais agradável do mundo.

A este ponto estarão alguns a dizer, esta é mesmo "do tempo da outra senhora" (E é verdade que não vou para nova).

Actualmente a realidade é diferente e o Código Civil foi alterado no sentido de prever a afinidade só se mantém quando a causa da dissolução do casamento é a morte.

Alguns efeitos práticos desta alteração

Um mais novelesco

O "ex" genro pode casar com a "ex" sogra".

Outro mais prático

O colaborador deixa de poder faltar por falecimento da ex sogra, o que dá algum jeito a empresas com colaboradores que levam já 3 divórcios no CV.



Obs. Conceito de Afinidade - vínculo que liga cada um dos cônjuges aos parentes do outro. 
Entre os afins, encontram-se os sogros, os cunhados e todos os restantes parentes do cônjuge.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Dava a minha vida por ...

... uns apontamentos "Europa América" sobre o Orçamento do Estado para 2014.

Sempre fui terminantemente contra essas ferramentas de estudo (se lhe podemos dar esse estatuto) e lutarei contra a sua entrada em minha casa, mas não posso negar (aqui que as minhas crias não me lêem) que, neste momento, até fazia o pino se me arranjassem um desses resumos milagrosos.

By the way, e de forma a dar sentido à minha tarde, posso partilhar que a extensão da vigência, até 31 de Dezembro de 2014, da Lei 11/2013 de 28 de Janeiro (que prevê o pagamento em duodécimos dos subsídios de férias e de Natal) está no art.º 257 - pag. 7056 - (152) da I .ª série do Diário da República de 31 de Dezembro de 2013.

E é isto.


Pressa

A conversa é a mesma todas as manhãs. Sem tirar nem pôr.

"Leonorrrrrrrrr, despacha-te que estamos atrasadas. Anda Tita, caramba, é sempre a mesma coisa. Já sabem que a mamã não pode chegar atrasada ao trabalho".

Sou eu a resmungar e elas, nas calmas, a tratar da sua vida como se nada fosse.

Fico sempre muito chateada mas, pensando bem, as meninas é que deviam ficar chateadas comigo.

Afinal, que culpa têm elas que as minhas responsabilidades obriguem ao cumprimento de horários.

A Leonor e a Benedita têm todo o tempo do mundo. Tudo o que têm de fazer é brincar e todas as horas são boas para isso.

Pressas para quê?

As minhas filhas têm razão. Só é pena que o argumento não cole no mundo dos  mais crescidos e eu tenha de continuar com a lenga-lenga matinal.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Afinal o que é que é isto do Ano Novo?

Bastou assistir ao acordar da Tita esta manhã para perceber que isto do "Ano Novo, vida nova" não é assim tão linear.

A mim pareceu-me igual ao Ano Velho, senão pior, tal era o mau humor.

E até a Leonor anda confusa. Alguém lhe terá dito que faria 5 anos no Ano Novo; tem sido o cabo dos trabalhos explicar-lhe que só falamos em Ano Novo nos primeiros dias de cada ano e que em Maio estaremos já a meio do ano.

Até há momentos, a pobre estava convencida que fazia anos no Dia de Ano Novo e argumentou nesse sentido até à exaustão, dizendo que no ano passado é que o seu aniversário tinha sido no dia de Nossa Senhora de Fátima.

Estou cada vez mais expectante relativamente ao que conseguiremos fazer deste ano cá em casa mas uma coisa parece certa - continuaremos a ter muitas histórias para contar.