segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

1.º cuidado a ter na escolha do infantário

O 1.ºcuidado a ter na escolha do infantário é a leitura do regulamento.

Infantários que encerrem dia 24, 26 e 31 de Dezembro são de rejeitar liminarmente.

É uma amiga, experiente, quem o diz.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Leituras


Gos ... gos to

Dizer que se gosta de alguém é difícil, talvez por expor aquilo que nos é mais íntimo.

Mas a dificuldade vai além da parte sentimental. A palavra é complicada de dizer.

Basta ver a Tita responder à pergunta "gostas da mamã".

A língua enrola-se-lhe toda, mas não desiste. Gos ... gos to diz a pequenita, ao mesmo tempo que sorri e me abraça certa de que me deixou KO.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Obrigada Baptista da Silva

Poucas coisas me têm divertido tanto, ultimamente, como este "fait divers" originado pelo Baptista Silva.

Para além da criatividade que todos temos de lhe reconhecer, é um excelente exemplo da importãncia que a imagem e um bom paleio têm quando queremos alcançar alguma coisa.

Um ser bem falante, que apresenta um cartão de visitas bem feitinho e diz que vem de uma organização estrangeira tem as portas abertas.

Não sei qual terão sido as suas intenções, para além da dar tanga ao pessoal, mas achei brilhante.

Baptista da Silva só se esqueceu que os ex-colegas de cela também vêem televisão e, como tal, rapidamente seria desmascarado.

Foi rápido o estrelado, mas algo me diz que não será efémero. A história ficará na memória como uma das coisas que fez rir os portugueses num ano que foi tudo menos engraçado.

É bem provável que a proeza valha mais um processo crime a Baptista da Silva e uma, provável, condenação. Que o nosso PR não se esqueça dele nos próximos indultos.

Aposto que nunca viste a Tosca

D.ª Maria Leonor é uma caixinha de surpresas.

Em plena sessão de cinesiterapia, que sempre acreditei não iria acontecer por desistência da fisioterapeuta, e depois de muito de gritar sai-se com um "aposto que nunca viste a Tosca".

A seguir salta do colo da fisioterapeuta para ir colocar o dvd da sua 1.ª ópera.

A fisioterapeuta ficou tão desconcertada que só conseguiu dizer " ai Leonor, tens mau feitio e vês estas coisas".

Reposta da surpresa, lá conseguiu finalmente estabelecer diálogo com a sua peculiar paciente que lhe foi explicando a trama.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Desperdício alimentar - lembrete para 2013

Há cerca de uma semana ouvi o resultado de um estudo que concluiu que cada português deita para o lixo uma média de 90 kgs de comida por ano.

Pareceu-me um exagero, mas fez com que ficasse mais atenta ao desperdício alimentar cá em casa.

E de facto, muitas vezes nem nos apercebemos da comida que vai para o lixo.

Que atire a 1.ª pedra quem nunca se enganou na medida do arroz ou da massa, nem cozinhou carne a mais porque estava congelada toda junta, se esqueceu do tupperware com sobras de um jantar ou teve preguiça de arranjar legumes que, com o tempo, acabaram por ficar velhos.

E enquanto isto nos acontece, há milhões de pessoas a passar graves privações. E não é só comida que deitamos fora, é dinheiro que se fossemos juntando (se deitámos fora é porque se tratou de uma despesa desnecessária) daria, após algum tempo, para um pequeno mimo.

Para quem, como eu, não é criativo, há montes de blogs com ideias para aproveitar restos de comida. Aliás, não me canso de dizer que muitos dos pratos mais apreciados actualmente nasceram da necessidade de aproveitar restos (olhem as pizzas, açordas e tripas à moda do Porto).

Outra ideia que ajuda, a poupar comida e tempo, é planear as refeições de forma a que o resto da lata de cogumelos usados ontem sejam utilizados amanhã noutro prato.

Esta é uma rotina que, periodicamente, tento implementar mas vou sempre abandonando por desorganização crónica.

Em conclusão, vale tudo menos deitar comida fora em 2013. O bolso ea sociedade agradecem.

Gestão de emoções - desejo para 2013


Há dias falava com alguém, que me dizia que o cansativo não é trabalhar (e é alguém que trabalha muiiiito), mas gerir as emoções.

Aquilo que esperam e exigem de nós. Os julgamentos sumários quando não damos resposta no mesmo segundo.

Percebi bem o que me estava a dizer. Sinto exactamente o mesmo.

Gerir emoções e feitios, e andar com paninhos quentes de um lado para o outro, é das coisas mais esgotantes que pode haver. Viver em sociedade é difícil.

Todos somos e sentimos de forma diferente, mas poucos se preocupam em perceber porque é que o outro é ou sente daquela forma.

Poucos tentam ir além das aparências e procurar saber porque é que aquela pessoa não atendeu o telefone na hora em que precisámos, porque é que falou de forma menos simpática (...).

A tendência imediata é criticar e elaborar teorias da conspiração absurdas. E vamos vivendo num clima de constantes guerrilhas que vai minando tudo à volta.

Falta muita  tolerância neste mundo em que vivemos e é no sentido de inverter esta situação que vão os meus desejos para 2013.

Olhemos menos para o nosso umbigo e mais para o daqueles que nos ladeiam.

A vida tornar-se-á, certamente, mais leve.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Quanto vale saber escarrar

Em 1.º lugar peço desculpa pelo título pouco simpático, e até nojento, mas preciso mesmo de desabafar.

A Leonor não sabe escarrar (verbo utilizado pela pediatra) e recusa-se, terminantemente, a tentar fungar.

Como resultado destas suas características, encharca os pulmões e daí até à febre é um instantinho.

À conta disto já lá vão cerca de 200 euritos este mês, entre consultas, medicamentos e sessões de cineseterapia.

O que custa não é propriamente o dinheiro, apesar de conseguir imaginar 1001 maneiras de o empregar melhor, mas aturar uma menina que, já em condições normais, é temperamental (como gosta de dizer a avó Lili).

A Benedita consegue escarrar e já funga muito bem. As proezas não são, porém, suficientes e a rapariga tem tendência a entupir os canais auditivos e, consequentemente, fazer febre.

Este mês não me posso queixar dos custos, pois foi à pediatra na onda da irmã.

Agora imaginem estas duas enfiadas em casa, doentes. E imaginem a Leonor a acordar da sesta e ir directamente para o colo da fisioterapeuta para fazer a sua ginástica respiratória.

A Leonor berrou durante uma hora. A Benedita, que nem é muito de colo, aproveitou todos os segundinhos de distracção para se aninhar no colo da fisioterapeuta que devia estar a maldizer a sorte que lhe calhou hoje na rifa.

Como se não bastasse, o papá telefonou a dizer que ia a caminho do médico. Mais uma amigdalite ou não me chame eu Susana Alice.

Tem sido um circo o dia todo e a palhaça sou eu, naturalmente, que só me apetece fugir de casa.

Ainda se segue o banho e as nebulizações.

Socorroooooooooooooo, tirem-me deste filme.


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Linda homenagem a Dona Canô





Faleceu, aos 105 anos, Dona Canô. A mãe de Caetano Veloso e Maria Bethania era uma simpatia e recebia com um  grande sorriso os turistas que lhe iam tocar à campainha de casa.

Fui uma das que por lá passou, em Abril de 2000, e que ficou enternecida com a sua humildade.

Não é à toa que os brasileiros tanto a admiravam e viam como exemplo de mãe.

No momento da sua partida, aqui fica uma singela homenagem.

Carta ao Pai Natal

Caro Pai Natal,

sei que, habitualmente, as cartas são escritas antes do Natal mas, na impossibilidade de o contactar de outra forma (foi tão rápido a comer os biscoitos e beber o leite que  nem dei por si), recorro à presente.

Começo por agradecer a sua generosidade. Este ano esteve particularmente umaginativo. Gostei muito da cana de pesca.

 Imagino que a seguir ainda venha a decsobrir uns vouchers perdidos para utilizar num qualquer serviços de babysitting, já que me parece que pescaria não rima com criancinhas.

Não posso, porém, deixar de fazer um reparo. No entusiasmo da quadra festiva, acabou por arranjar um belo sarilho cá em casa.

 Quando se oferecem duas bonecas a duas irmãs, das duas uma. Ou não se oferece carrinho para as mesmas ou oferecem-se dois carrinhos. Um por boneca.

Mas, mas nunca, um  só carrinho. Adivinho tempos de fortes disputas à conta do instinto maternal das minhas meninas.

São lapsos destes que podem desvirtuar o espírito natalício. Paz viste-a.

A evitar futuramente, combinado?

domingo, 23 de dezembro de 2012

Do Ruca à Tosca numa mesma manhã

Já aqui dei conta do eclectismo, musical, de D.ª Maria Leonor.

Ultimamente fica encantada, sempre que ouve música clássica e ópera.

O papá, bastante mais erudito que eu, a esse e outros níveis, anda deliciado e não perdeu a deixa.

Vai daí, ofereceu à pequena um DVD com a Tosca, de Puccini.

E a pequena adorou. Só ontem, viu a ópera duas vezes, sendo que a mesma tem uma duração superior  a duas horas.

O pápá está encantado e eu, que sou mais pop, acho piada, .. durante os 5 primeiros minutos.

sábado, 22 de dezembro de 2012

A todos um doce e sereno Natal

Para vos desejar um doce e sereno Natal, escolhi uma foto do presépio que veio aumentar a colecção este ano.

É o presépio mais lindo que já vi, não tivesse sido feito pela minha cria mais velha lá na escolinha.

E porque os nossos votos são sinceros e singelos, também a foto é caseirinha (reparem só na qualidade e luminosidade). Foi tirada por mim, claro está, que como se vê necessito desesperadamente de um curso de fotografia.

A todos um Feliz Natal, são os votos da família Neves Pinto

Feliz Natal Silvina Chérie

Silvina chérie,

para não variar, no meio de toda a minha desorganização, deixei passar o tempo e quando vi já não tinha forma de te fazer chegar o meu postal de Natal em tempo útil.

O teu não falhou e encheu-me o rosto com um sorriso, misturado com as cores  rosáceas de quem se sente envergonhado a valer. A tua letra perfeitinha põe os meus gatafunhos a um canto escuro.

Obrigada chérie por, entre outras coisas, fazeres com que continue a acreditar no carteiro.

Que este Natal, e ano novo, te tragam muito sushimi, viagens e festinhas do Lambard.

Um beijinho muito grande desta que nunca te esquece.

PS
A Benedita pergunta quando voltam a lambuzar-se, juntas, com uma tripa de chocolate

3 anos já lá vão

Faz hoje 3 anos que fiz a minha última sessão de quimio.

Lembro-me da ansiedade com que esperei  por aquele dia e de chegar ao fim com uma enorme vontade de chorar, causada provavelmente pela descida da adrenalina.

O Pai Natal chegou mais cedo a minha casa, em 2009 e nunca o bacalhau cozido da consoada me soube tão bem.

Apesar da distância e de tudo o que já se passou entretanto, ainda consigo sentir o cheiro do Hospital de Dia. Acho que nunca deixará de me agoniar.

As memórias não me abandonam, mas é tempo de fazer contas à vida.

3 anos passaram, está percorrido mais de meio caminho para chegar à minha meta. Os 5 anos que alguém convencionou serem o tempo suficiente para se pronunciar, com segurança, a palavra cura.






sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Serviço de babysitting precisa-se

Pais de duas crias procuram babysitter para a noite de 29 de Dezembro.

É desejo destes pais dar um saltinho até Guimarães para ver os Resistência.

Exige-se do(a) babysitter que tenha uma dose de coragem a roçar a loucura (requisito difícil de compatibilizar com a responsabilidade que o cargo impõe.


A menos que surja uma solução milagrosa, parece mais provável os Resistência virem a casa destes pais do que eles terem ordem para rumar a norte.

Desabafo da Leonor

Desabafo da Leonor (esse poço de santidade) após uma ataque de fúria da Tita que envolveu pratos pelos ares:

"Nós não podemos ter esta irmã; esta menina é impressionada".

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O sentimento de culpa de uma mãe

Isto de, não saber distinguir os sinais de que algo pode estar mal, é terrível.

Devia ter estranhado quando ontem, ao chegar a casa, encontrei a Leonor a falar pelos cotovelos e a contar tudo o que tinha feito durante o dia. Normalmente fecha-se em copas.

Fiquei tão contente, ao vê-la assim, que quando se recusou a jantar pensei que estava a fazer fitas.

Ameacei com a proibição de ir à piscina e telefonemas ao Pai Natal. De nada valeu.

Depois perguntei-lhe o que queria. Respondeu que só queria colo. Armei-me em mãe disciplinadora e pu-la de castigo no sofá, com a a promessa de que não comeria nada até ao dia seguinte.

Afastei-me e quando me tornei a virar para ela, vi-a encolhida no sofá. A pobre estava mesmo doente e eu a pensar que era birra.

Já fomos ao médico e não é nada grave, mas sinto-me um trapo. Estou cheia de remorsos.

O que vale é que tenho testemunhas. Nada indicava a doença súbita.

Mas o pior de tudo é ver uma cria doente. Se pudesse transferia a doença para mim.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Filhos criados, trabalhos dobrados

Sem querer desanimar ninguém, posso comprovar que o ditado popular "filhos criados, trabalhos dobrados" não podia estar mais certo.


Quem tem filhos bebés está sempre à espera do dia em que eles serão mais autónomos para poder descansar.

Pois bem, meus amigos, nada mais enganador. Sei do que falo e as minhas filhas estão longe de estar criadas.

Cada vez que uma delas passa para nova etapa do seu desenvolvimento, aumenta o meu stress (sobretudo, e curiosamente, o matinal).

Até a Tita começar a andar, as saídas de casa eram relativamente simples. Pouisava-a num sítio e só tinha de correr atrás da Leonor. Agora tenho de correr atrás das duas.

Até a Tita começar a coordenar os movimentos, dava-lha a comida num instante. Agora nem me posso aproximar. A cozinha e a cachopa ficam numa lástima à hora das refeições.

Agora é a Leonor que cisma em vestir-se sózinha. Aquilo que demorava 5 minutos, dura agora uma eternidade porque a pequena, apesar de não querer admitir, ainda tem dificuldade em enfiar cuecas e afins.

Pequenos exemplos da multiplicação dos meus trabalhos e canseiras que, já estou a ver, só terão tendência a crescer.

Na minha cama com outra

É uma pouca vergonha.

Fica uma mulher a trabalhar até tarde e quando chega à cama vê o seu lugar ocupado por outra.

A mesma que, dias antes e à falsa fé, lhe espetou uma dentada na coxa cuja marca comprova a selvajaria da agressão (perpetrada, refira-se por cima de umpar de calças de ganga e collants).

Não fosse a traidora tão fofinha, apesar da forma musculada como se manifesta, e teria sido expulsa`de imediato.

Como tenho coração mole, deitei-me na pontinha da cama, deixada livre por D.ª Maria Benedita e seu papá.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Problemas

Cheguei a casa dos avós, para ir recolher as crias, e encontrei o avô preocupadíssimo.

"Olha que lá no infantário dizem que a Leonor é a única que só vai uma vez por semana à piscina e que a miúda fica muito triste. E o professor também".


Desabafo - quem dera que as tristezas da minha filha sejam sempre desta grandeza e gravidade

Precisão - A Leonor é a única que só vai à piscina uma vez por semana ... de entre aqueles que têm a possibilidade de ir à psicina

sábado, 15 de dezembro de 2012

Não vejo a Casa dos Segredos

Não vejo a Casa dos Segredos e custa-me perceber quem o faz. Não vejo, mas vou estando a par do que lá vai acontecendo.

 É difícil ficarmos alheios ao fenómeno quando somos bombardeados por ele e o facto de o meu avôzinho ser leitor, incondicional, do Correio da Manhã faz com que não consiga evitar títulos sonantes com as novidades mais relevantes de cada dia.

Custa-me acreditar que aquelas personagens e vidas sejam reais, tal a pobreza de conteúdo.

Tenho dificuldade em aceitar que exista tanta gente a querer ser famosa, independentemente do motivo. Não era suposto que o falem de mim, bem ou mal, mas falem fosse interpretado à letra.

Acima de tudo, não quero crer que o Estado tenho pago as mamas da Petra (última pérola que li).

Ninguém merece.

No rescaldo da festa de Natal


 
Os dias que antecederam a festa de Natal da escolinha foram algo angustiantes. Como contei antes, a Leonor trouxe um recado da educadora para que a mamã fizesse um fato de mãe Natal. Pedido complicado de satisfazer para quem, em termos de manualidades, não vai além do ponto cruz.
 
A minha amiga Verónica veio em meu auxílio e mostrou-me uns videos que ensinavam a fazer uns tutus muito giros e simples.


Gostei da ideia mas, sabendo eu que o tule não é muito fácil de cortar, fiz batota e comprei o tutu já prontinho.

Não bastava o meu sentimento de culpa por não ter sido capaz de confeccionar o fato, ainda tive de ouvir da boca de Dona Maria Leonor "mãe, a Bela disse que era para fazer o fato e não para comprar".

Confesso que fiquei com receio de traumas futuros, mas terminada a festa parace-me que nem crreu mal.

A miúda estava gira e, apesar da sua má disposição crónica, até participou no desfile (nunca pensei que aceitasse subir ao palco).

A Tita também actuou com os amiguinhos, deixando-me de lagriminha no olho (coisa nada difícil, especialmente nesta época natalícia).

Finda a festa, fiquei KO. Devo dizer que é cansativo andar de educadora para educadora a levar e trazer crianças.

Mas o orgulho sentido ao ver as minhas crias supera largamente o cansaço provocado pelo trabalho que dão e emoções que despertam.


O regresso dos Resistência - 29 de dezembro em Guimarães,


O que eu cantei estas letras.

O que eu gostava de ir a Guimarães dia 29.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Jantar de Natal

Hoje é dia de jantar de Natal no meu trabalho e é-me difícil descrever o simbolismo e carga psicológica que tem para mim.

Foi no dia deste jantar de Natal que, há quatro anos, recebi o diagnóstico de linfoma.

Fui à consulta, depois de chefe e colegas de terem dito, "vais e voltas qualquer que seja o diagnóstico".

Voltei, mas a nuvem que tinha dentro da cabeça era tal que só corpo esteve presente.

No ano seguinte, o jantar realizou-se poucos dias antes da última sessão de quimio e fiz questão de estar presente.

O dia é, assim, de recordações pesadas. Talvez por isso me sinta tão cansada.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Parabéns mãe

Ultimamente não tenho dedicado posts a aniversariantes mas esta é especial.

Contra ventos e marés, carregou-me 9 meses no ventre, e fez de mim a mulher e mãe que sou.

Parabéns mãe. Um beijinho

As sombras de Grey - quem leu?

A trilogia "As sombras de Grey", e o conceito "mommy porn" andam nas bocas do mundo.

Tenho lido vários comentários sobre a obra, mas não a própria.

Se até agora tinha curiosidade moderada sobre este best seller, fiquei cheia dela quando me disseram que eu não tinha perfil para ler a história que tem dispersado tanto o interesse do mulherio.

Logo eu, uma mommy (leia-se mamã) inveterada.

Já leram? Recomendam? Porquê?

Prendas úteis

A outra metade da minha laranja apareceu-me, este ano, com o conceito de prendas úteis.

Na sua teoria, que subscrevo totalmente, este Natal devemos oferecer um ao outro algo de que necessitemos.

Da minha parte, não há muito a saber. Um fim de semana (sou muito comedida) no Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões. Sem crianças (ponto importante) e satisfaziam-se as minhas necessidades mais imediatas.

Não sei é se terei sido muito convincente. Tendo sido, temo bem que a necessidade não possa ser satisfeita. Duvido que alguém se arriscasse a ficar com as ferinhas durante um fim de semana inteiro. Os próprios avós maternos já ameaçaram demitir-se das funções de lhes preparar e dar o jantar durante a semana.

Acho que terei de passar para a necessidade n.º 2.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Golpe baixo Nônô

Pode ser meia estouvada, mas de burra não tem nada

A Nônô já percebeu que a ameaça com o facto de o Pai Natal não dar prendas às meninas que se portam mal pode ser muito eficaz e não se cansa de a dirigir à Tita.

Só se esquece que tem lindos e reluzentes telhados de vidro.

A nova cara da Alexandra Lencastre

Nas minhas deambulações pela net, deparei-me com a nova cara da Alexandra Lencastre e fiquei aterrada.

Não que esteja feia, mas porque está irreconhecível e aparenta ser bastante mais velha o que, presumo, não tenha sido o objectivo.

Esta coisa das plásticas causa-me imensa confusão. Há plásticas necessárias, obviamente, mas há outras que só podem ter origem numa patologia de personalidade.

Talvez pelas centenas de vezes que tenho sido picada, à conta de linfomas e gravidezes, custa-me perceber como é que alguém se submete, voluntariamente, a situações de dor.

Mas não é só isso. Regra geral, as plásticas por motivos meramente estéticos (pelo menos na cabeça de quem as decide fazer) correm mal. E não queria estar na pele de quem tem de viver o resto da vida com uma imagem distorcida, na verdadeira acepção do termo, originada por um devaneio.

Quanto aos "profissionais" que aceitam efectuar tais atrocidades, era enviá-los todos partir gelo para a Sibéria. Não merecem outra coisa.

Presépio de brincar - onde encontrar?

Alguém sabe onde conseguirei encontrar presépios de brincar?

As meninas já têm o da Playmobil e um da Imaginarium.

Este ano só encontro outro da Imaginarium (um bocadinho fora do orçamento).

Se alguém poder ajudar, agradeço.

Ó Nônô, papa, Nônô

Juntar, ao pequeno almoço, uma pequena palradora com uma pequena que tem mau acordar é algo para se tornar numa mistura explosiva.

Durante a 1.ª meia hora do dia, a Leonor não suporta vozes humanas, especialmente dirigindo-se a ela.

Já a Tita vive a fase da descoberta da construção frásica e vocabulário associado.

Os amanheceres cá em casa estão cada vez mais animados, com a Tita a repetir até à exaustão as suas duas mais recentes frases "Ó Nônô, acorda, Nônô" e "Ó Nônô, papa, Nônô" e a Leonor a fumegar pelo nariz, com vontade de se agarrar ao pescoço da irmã.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Emparedadas

Segundo a bisavó Silvina, as meninas só deviam estar autorizadas a brincar numa divisão da casa pois é uma vergonha se alguém chega de repente e vê o estado em que elas são capazes de deixar os sítios por onde vão passando.

Esta teoria tem graça, por diversos aspectos.

1.º por vir de quem vem. A bisavó Silvina teve a casa cheia de crianças toda a vida (a idade muda-nos mesmo).

Depois porque a avó Silvina nunca viu o estado da minha casa no domingo à noite, isto é depois daquelas índias terem passado dois dias lá metidas.

Apesar de  a teoria não ser descabida, parece-me completamente inaplicável.

As minhas crias gostam de espaço para expandir as suas energia e criatividade.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Aqui, que o meu senhorio não ouve

A Tita iniciou uma nova fase do seu desenvolvimento. As pinturas murais.


Primeiro risca paredes, móveis e tudo o que lhe aparecer à frente (sei de um pai que vai enfartar quando vir o  seu mais recente trabalho), depois come os lápis de cor.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Irmãs de sangue

O choro da Tita era daqueles de quem tinha acabado de levar tareia da irmã.

Corri a socorrê-la e lá estava ela, estatelada no chão da pastelaria.

Peguei nela ao colo, dei-lhe beijinhos, ralhei com a Leonor e serenizei um senhor que olhava atónito.

Disse-lhe "isto é normal, a mais velha não vai ficar a rir-se muito tempo".

Mas o senhor continuava a olhar, aterrado, e nem reagiu.

Quando cheguei à casa percebi. Tinha o casaco cheio de sangue, vindo directamente dos beiços da Tita.

Desta vez a coisa correu menos bem, mas nada que abalasse muito a pequena. Um minuto depois de lhe limpar a boca voltou para o ringue.

Pais de Quatro

Sou admiradora confessa do trabalho do João Miguel Tavares, desde o Governo Sombras às crónicas dominicais no Correio da Manhã, onde vai relatanto as suas (desventuras) enquanto pai de quatro criancinhas.

Quando descobri que tinha um blogue http://paisdequatro.clix.pt , tornei-me imediatamente seguidora e não me desiludi.

Este blogue é escrito a quatro mãos (devia ter percebido pelo plural do título) pelo JMT e pela mulher, Teresa Mendonça.

Vale a pena visitar.

Motel Eclipse

Mantivemos os preços. Suportamos o aumento do IVA.

Preços especiais para vendedores, com oferta do pequeno almoço.

PS

O motel não sei como será, mas o anúncio de rádio é uma loucura

sábado, 8 de dezembro de 2012

Ex presidente da ACAPO morreu ao cair de muro sem protecção

Uma das primeiras notícias que vi esta manhã foi a da morte de José Adelino Guerra, ex presidente da ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal que terá caído de um muro sem protecção.

Lamento esta morte estúpida, cujos motivos estúpidos também já se fizeram sentir na minha família (a minha avó Alice, que não cheguei a conhecer, morreu ao cair numa obra).

E lamento tantos acidentes e problemas de mobilidade causado por obstáculos urbanísticos, falhas de segurança e pessoas sem noção do que existe ao seu redor, que, na impossibilidade de entrar com o carro em casa ou no ginásio, insistem em estacionar em cima de passeios.

Como sabem, os primeiros meses de vida da Leonor coincidiram com a fase em que fiz quimio.

Nessa altura comecei a deparar-me com a necessidade de evitar todo o tipo de desníveis. Coisas que até à data nunca me tinham incomodado, revelaram-se muito difíceis.

Nas vezes em que me atrevia a sair sózinha com a Leonor, revia mentalmente, 1001 vezes, o percurso que poderia fazer. O carrinho era pesado e a força pouca. Foi aó que tive verdadeira noção daquilo por que passariam as pessoas invisuais e com problemas de mobilidade. Naqueles dias tive medo de cair numa cadeira de rodas (como muitas das pessoas que via no IPO) e ficar ainda mais limitada.

São impressionantes, às vezes até escandalosas, as aberrações arquitectónicas que existem por aí e que tornam quase impossível a movimentação de pessoas com limitações físicas ou que têm carrinhos de bebés. Não sei como se licenciam certas obras. É certo que as coisas têm vindo a melhorar, mais ainda assim há muito a fazer.

Depois há o acomodados, ou distraídos, que estacionam em todo o lado, sem se lembrar que há quem não tenha facilidade em encolher a barriga para passar por uma nesga de terreno entre carros ou carros e casas. E há quem, pura e simplesmente, não consiga ver os carros.

Algo que dá que pensar e nos deveria preocupar a todos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Violência doméstica - esclarecimento

Antes que o meu olho esquerdo comece a ficar arroxeado, e o meu homem mal falado, quero deixar aqui dito publicamente que, por vezes, as aparências iludem.

Hoje levei um senhor pontapé, em cheio no olho esquerdo. Posso dizer que vi estrelas e fiquei com a zona envolvente do olho a arder.

A agressão foi real, mas não partiu do meu marido.

Foi obra da minha, nem sempre meiga, filha mais velha. Quem mais.

Poupar em medicamentos - dicas para mamãs

Estando grande parte das mamãs, a atravessar a fase das brinquiolites, amigdalites e ranhos em geral, lembrei-me de partilhar a minha experiência para ver se ajudo a poupança com medicamentos e consultas.

Mamãs de 1.ª viagem, não corram para a farmácia após consulta no pediatra. Tentem passar 1.º por casa, certamente se surpreenderão com a quantidade de embalagens de BEN-U-RON, Actifed, Ventilan e quejandos que por lá têm.

Mamãs de 2.ª viagem, aceitem todas as receitas que o pediatra vos quiser passar. Não se fiem na memória. Após se sentirem confiantes, o suficiente, para seguir a dica acima é bastante provável que o stock acabe (está-se mesmo a ver que foi isso que me aconteceu ontem).

Já agora, quando forem ao pediatra para auscultar, na sequência de consulta anterior, uma das crias, aproveitem e levem a outra que, provavelmente, já anda a ameaçar adoecer também.

Espero ter sido útil.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A gravidez de Kate Middleton

Para gáudio do povo, Kate Middleton  anunciou oficialmente a sua gravidez. A notícia veio dar alegria a muita gente, súbditos ou não de sua majestade, que adora viver a vida alheia.

Ao que parece, existe um batalhão de jornalistas à porta do hospital onde a princesa se encontra internada por complicações com a gestão, internamenti  que vem apimentar a história e torná-la ainda mais interessante para muitos.

É perante "notícias" (chamar-lhe-ia mais cusquices) como estas que levanto as mãos aos céus e agradeço o facto de me ter cruzado, e casado, com um plebeu.

Não admiro, em nada, a vida da realeza e outras figuras públicas que imagino seja terrivelmente solitária.

Esta coisa de não poder dar um passo sem que milhões de pares de olhinhos estejam cravados nas nossas costas deve ser horrível.

E se há pessoas que fazem por ser notícia, outras devem existir que dispensavam sê-lo especialmente em momento tão especiais quanto este que a princesa agora vive.

Aveiro - campanha de recolha de brinquedos e roupa

Até dia 21 de Dezembro, a Associação de Amigos e Amiguinhos de Aveiro está a promover uma campanha de recolha de brinquedos e roupa.

Quem quiser aderir pode dirigir-se à loja 4 do Mercado Manuel Firmino (mesmo ao lado do Fórum), 6.ªs e sábados das 10h às 20h e domingos das 14h às 20h.

Mais uma nobre iniciativa que merece todo o nosso acolhimento.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Revolta de uma mãe explorada

"Mãe, tenho ranho"

"Mãe, anda CÁ que eu tenho ranho"

"Não me ouves dizer que tenho ranho, ANDA CÁ!"

A certa altura subiram-me os calores e enfrentei a madame, que estava refastelada no sofá.

Olhei-a de frente e disse "olha lá minha menina, se tens ranho levanta-te e vai buscar um lenço de papel que eu não sou tua criada".

Por milésimos de segundo, ficou assustada. Percebi-o pela forma como arregalou os olhos. Mas tão depressa se assustou como se esqueceu da minha firme reacção.

Não a vi levantar-se do sofá. Acho que optou por lamber o muco nasal. Argh!!!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Drogas Legais

Têm sido muitas as notícias recentes, que dão conta daquilo que as drogas legais, adquiridas nas chamadas "smartshops", vão provocando  aos seus consumidores.

Só na Madeira, já morreram quatro pessoas este ano. Em todo o Portugal, foram cerca de 30 internamentos em pouco mais de um mês.

Isto é uma coisa que me faz imensa confusão, especialmente porque, ao que parece, os consumidores não são propriamente jovenzinhos imberbes a querer ser mais crescidos (o que desculparia, em parte, a tolice).

A média de idades andará pelos 30 anos, trata-se de adultos que, supostamente, deveriam ter uma personalidade mais bem formada e não necessitar de ajuda para conseguir socializar.

Sempre achei uma estupidez a conversa "fixe, vamos sair e beber".  Na minha 1.ª Queima das Fitas (ainda no pavilhão Rosa Mota), fiquei chocada com a imagem das ambulâncias a passar entre o pessoal que estava a assistir aos concertos. Era suposto ser uma festa, mas havia malta a ir parar ao hospital por causa do álcool.

Quando falamos de jovenzinhos podemos até tentar justificar com tentativas, parvas, de afirmação. Quando falamos de adultos, não há justificação possível.

Quem precisa de ajuda para se divertir tem um problema. Problema esse que, a meu ver, se resolve com apoio médico ou espiritual.

Não serão, definitivamente, as drogas, ainda que legais, a solução.

Tenho mesmo receio destas parvoíces e por isso um dos meus maiores anseios é o de que as minhas filhas se mantenham decididas e a pensar pela sua cabecinha, como tudo indica que sempre serão.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Aveiro, 7 de Dezembro - RASTREIO DE MEDULA ÓSSEA

Para quem ainda não teve oportunidade de se registar como dador de medula óssea, aqui está mais uma oportunidade.

Dia 7 de Dezembro, entre as 09h00 e as 13h00, na ADASCA,  Mercado Municipal de Santiago, 1.º piso, em Aveiro.

Seria uma bela prenda de Natal. Um pouco de vida, sem qualquer tipo de custo.

Peço que o façam por mim, que não o posso fazer pois já estive na iminência de precisar, e por todos aqueles que lutam pela vida.

E divulguem. É outra forma de ajudar.



Como é difícil perceber as mães

- O que é emprestar, mãe?

- Emprestar é quando o dono de um brinquedo nos deixa  brincar com ele, mas depois temos de o devolver

- o dono ou a dona, não é mãe?

- sim, o dono ou a dono

- o que é o dono, mãe?

- o dono, bem o dono é ´... aquele que tem o brinquedo

E por esta altura comecei a gaguejar e a ver a minha vida andar para trás.

Sei que a explicar foi pouco rigorosa, mas pareceu-me excessivo utilizar a palavra proprietário.

As mães enrolam muito a língua, começo agora a ter noção.

E se a Tita tem uma otite....

... a Leonor vai atrás e arranja uma amigdalite.

Hoje lá fomos nós à pediatra.

 É provável que a Leonor tenha pequenos episódios de apneia do sono durante a noite, o que explicará o seu mau humor matinal, já que a apneia impede um bom descanso.

E eu sempre a dizer que a moça tem mau feitio. Mãe má.



domingo, 2 de dezembro de 2012

A nossa árvore de Natal, e presépio, ontem


A manhã de ontem foi dedicada à árvore de Natal e presépio.

Numa, elucidativa, descrição do papá, digamos que temos dois símbolos do Natal interactivos.

Era o papá a pôr uma bola de um lado e a Tita a tirar do outro. O presépio tem escapado incólume, até ver, apesar de a moça andar cheia de vontade de espetar lá um Nenuco.

Mais cedo do que imaginava, descobriu que um dos objectos que iríamos pendurar era feito de chocolate e lambuzou-se toda.

A Leonor, que já se acha mutio crescida, resolveu assumir o papel de delatora e vai-nos avisando sobre as investidas da irmã.

Feliz Natal. Oh Oh Oh

Dica para jantar de Natal animado e económico

Agora que estamos em Dezembro e começam os jantares da Natal, há que puxar pela imaginação para conseguirmos gerir o orçamento e conseguir juntar o útil (€) ao agradável (amigos).

Deixo-vos aqui uma ideia testada ontem e que resultou em pleno.

Cravar a casa a um dos elementos do grupo e escolher um menu de que todos gostem e possam cozinhar em conjunto.

No nosso caso escolhemos francesinhas. Há 1002 maneiras de fazer o molho, basta procurar no amigo google e é super rápido.

Tem ainda a vantagem de sabermos os ingredientes que estamos a usar, o que as torna ligeiramente mais saudáveis do que as comidas fora de casa.

Foi uma animação, desde a feitura à degustação e o jantar, em ambiente familiar e acolhedor, ficou bem económico.

Só vantagens.

Houve determinadas pessoas, do sexo masculino, que vieram ao cheiro, mas tiveram azar. Chegaram tarde.

Caso tenham sugestões para este tipo de partilha entre amigos, digam. Gostaria de receber as vossas ideias.



Francesinha não é tosta mista

Existe em Aveiro uma confusão ancestral entre francesinha e tosta mista.

Há uns bons 25 anos (ou mais), a minha mãe foi ao Porto e à hora do lanche pediu uma francesinha com um copo de leite. O empregado fez cara esquisita e a minha mãe só percebeu o motivo, depois de uma longa espera. Foi nesse dia que soube que aquilo a que chamava francesinha era, na realidade, uma tosta mista.

Já outra senhora que conheço, chegou a Aveiro e pediu uma francesinha. Trouxeram-lhe ... uma tosta mista. Isto há cerca de 20 anos.

Pensava que, com a globalização, este equívoco aveirense se tinha desfeito. O que não falta são sítios onde comer francesinha em Aveiro. Estava enganada.

Há quem continue a achar que francesinha e tosta mista são uma única coisa. A prova tive-a hoje quando, numa padaria, pedi para me cortarem o pão de forma em fatias com a espessura indicada para fazer francesinhas.

Devia ter desconfiado quando o senhor me disse que a máquina estava mesmo preparada para isso. A dúvida, sobre se seria um daqueles que baralha os conceitos, ainda me aflorou o espírito mas achei que seria impossível que se mantivesse a confusão.

Quando olhei para as fatias vi que o senhor partir o pão de forma perfeita .... para fazer tostas mistas.

Nada que não se contornasse. Duas fatias em cima e duas em baixo, a francesinha marchou. E estava bem boa, tanto quanto a companhia.

Mas é sempre bom estar alerta. Quem tiver desejos de comer francesinha em Aveiro deve estar alerta.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Os filhos são um empréstimo de Deus

Acabei de ouvir a Helena Sacadura Cabral, referindo-se ao falecimento do filho Miguel Portas, dizer que "os filhos são um empréstimo de Deus".

A frase ficou a ecoar na minha cabeça e faz-me sentir mais pequena que uma ervilha.

A isto chama-se sentir fé e só esta pode explicar tamanha serenidade perante a maior dor que uma mãe pode alguma vez sentir.

O exemplo desta mulher, que já admirava antes, lembra-me a minha avó (também ela uma mulher de fé) e a forma como viveu, estoicamente, toda a doença do meu padrinho.

Felizes os filhos que tanto Amor recebem, estejam onde estiverem.