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A mostrar mensagens de Março, 2018

E ganhou o ... folar de Oliveirinha

Ora bem, o grilo falante suplantou a masoquista que vive em mim e eis que me entrou em casa um maravilhoso folar de Oliveirinha  vindo directamente do mercado.

Gosto muito do de Vale de Ílhavo, mas o de Oliveirinha não fica atrás. Ah, e noutro registo, o de Chaves também marcha.

E vocês, que folares aconselham?

Há momentos incontornáveis

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Há momentos incontornáveis e a visita à Feira de Março é um deles. Seria capaz de ficar o dia inteiro a vê-las voar, regressando sempre ao ninho.

A masoquista que há em mim

A masoquista que há em mim, impele-me me direcção à padaria para comprar fermento de padeiro para fazer folares de Vale de Ílhavo. Já o grilo falante que vive cá dentro, diz-me que vá antes ao minimercado e compre os bichinhos já prontos.

A ver vamos quem ganha a disputa.

Se não é um bebé é comida a mais!

-Mãe, tens um bebé na barriga?!
-Não, filha! Não tenho!
-Então é comida a mais!

Tão simpática, a cachopa.

De hoje a 90 dias

E eis que se tornou oficial. De hoje a 90 dias, para além de chatos e piolhos, a malta já pode levar os demais animais de companhia a jantar fora.
Grande progresso para a humanidade!

Tão bom

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A convocatória chegou em cima da hora, na sequência do impedimento de uma amiguinha. Mas se há casos em que as circunstâncias nada interessam, este é um deles. A Tita foi convocada para o torneio e ficou tão feliz que nem sei como descrever a sensação de a sentir assim.

Devia ser proibido

Devia ser proibido isto dos garotos virem sem livro de instruções. Uma pessoa perde a mocidade a tentar percebe-los e com a eterna incerteza sobre se tomou a melhor decisão para resolver as questiúnculas do dia a dia, possiveis grandes questões futuras. É  bom, mas cansa.

Colo

Desde que me confrontei, de forma mais próxima, com a volatilidade da vida, aumentou a minha necessidade de colo. Dá -lo e recebê -lo é tão vital para mim quanto o chão que piso diariamente. Deve ser a necessidade de sentir segurança quanto àquilo para que acho que nascemos. A doação mútua de colo. E empurrões, quando necessários.
Ontem percebi-o quando, em modo piloto automático, dei conta que tinha conduzido até casa da minha avó. Na sua ausência, consolou-me o abraço dado aos meus pais minutos antes. Não se subsituem pessoas, mas complementam-se nos diversos papéis que lhes damos na nossa vida.

Os meus melhores amigos

Não consigo catalogar os meus Amigos, colocando-os num ranking. Quanda falamos em valores imateriais não há escala possível,parece-me.
Já quando passamos para a matéria, não tenho duvidas. A almofada e o Google são,  definitivamente, os meus melhores amigos.

E a vocês, que vos faz feliz?

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7 anos

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A Tita pediu uma Minnie cor de laranja e sua (fada) madrinha fê-la aparecer.

E foi assim que, no meio de muita cor, risadas e brincadeiras, cantámos os parabéns e festejámos mais um ano de vida do nosso furacão.

Tocante

Não imagino dor maior que a de uma mãe ou pai que percam um filho. Quando essa perda ocorre às mãos de alguém, a reacção mais natural será a de ódio. Recorrer à lei de Talião. Felizmente há quem, no meio da dor mais profunda, nos dê grandes lições de vida. Semeie a paz, onde ela é mais precisa. Os corações. Ouvi estas declarações da mãe do Gabriel, o menino espanhol assassinado pela madrasta, e tocaram-me aqui bem no fundo. Tanto que não posso deixar de as partilhar. Falando sobre a madrasta, disse "não merece que se lhe dê importância, nem que se fale dela". "Não quero que a Ana Júlia apareça em sítio nenhum ou que se façam publicações nas redes sociais repletas de raiva", disse, sublinhando: "o meu filho não era assim e eu não sou assim." "Que [ela] pague o que tenha que pagar [na prisão], mas que o que resulte deste caso seja a fé e as boas acções praticadas por tanta gente e que fizeram sobressair o mais bonito das pessoas", acrescentando: &quo…

Desculpem estar sempre a bater na mesma tecla

Sempre que olho para a minha mais nova, mais ainda em vésperas do seu aniversário, penso como é que é possível que a notícia da sua concepção pode ter sido tão angustiante. Como é que algum dia pensei que a sua vinda ao mundo podia ser um problema. Como é que a vida nos surprende, passadas as tempestades. Como é importante aceitar a vida que temos e vive-la plenamente, com o coração aberto. A minha Tita, a miúda que nos invadiu a vida e não deixa pedra sobre pedra faz  7 anos amanhã e eu estou babadíssima. Nota-se.

Sobre a importância de cuidar da(s) memória(s)

“Comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como quem se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida. ”  Miguel Esteves Cardoso

A teoria era boa, mas saiu furada

Pois não é que a teoria da minha patroa mais velha sobre a greve que a professora certamente iria fazer, saiu completamente furada?

Lá foi a cachopa malhar com os ossos na escola.

Mas estava bem fundamentada, isso estava.

Indícios de greve

"A professora mandou-nos trazer o livro para estudarmos em casa e fizemos revisões dois dias antes do teste! Claro que vai fazer greve, mãe! ".

A arte de transformar 2 anos em mais de meio século

Aos 21 anos deram-lhe só mais dois anos de vida.
Contrariando tudo e todos, recusou-se a aceitar a sentença e agarrou-se à vida, aceitando-se nas suas limitações e mostrando-nos o real significado da palavra dignidade.
Na hora em que parte deste mundo, não o sinto mais pobre. Bem pelo contrário, pois o legado é tão grande e rico que só pode multiplicar-se na vida dos que ficaram.
Muito mais valioso que qualquer prémio Nobel é a imortalidade que ganhou ao desprender-se de um corpo que nunca o prendeu plenamente.

Obrigada Stephen Hawking.

Estou como nova

Antes de mais, um agradecimento especial a todos quantos me deram uma forcinha especial nestes dias parvos que antecedem as idas (agora anuais) ao IPO. Diz a onco-hematologista que, na parte que lhe diz respeito estou como nova.

4.ª feira será dia de tête-a-tête com a nefrologista e não espero resposta diferente.

Grata, muito grata pelo vosso carinho e feliz por partilhar esta boa notícia convosco. E se souber que a boa nova serviu  de alento a alguém, a minha felicidade triplicará acreditem.

O avental da lady bug

Há tempos, vi um avental da lady bug que achei giríssimo. Como tinha de comprar uma prenda para uma amiguinha da Tita cuja festa iria ser sobre a dita cuja lady, achei que seria uma boa prenda. Confesso que associei o avental a uma prenda para menina mas, em minha defesa, posso dizer que consultei previamente a Tita e tive o seu aval.
Entretanto meteu-se pelo meio o dia da mulher e fui assolada por uma série de duvidas existenciais sobre a assertividade da compra. Andei meia confusa, até que me vieram à mente homens como o Gordon, Olivier, Mestre Silva .... e mulheres como a Helena Sacadura Cabral e a Clara de Sousa, e percebi que não foi um avental que lhes determinou o rumo de vida.
A cereja no topo do bolo foi ver a aniversariante, menina muito dona do seu nariz, a colocar o avental e andar con ele até ao final da festa.

Como diria a minha sabia mãezinha, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa ( na verdade, usa outra expressão porventura mais impressiva mas o decoro impe…

Constatação no final de um sábado intenso

-Não percebo, mãe, quando estou na escola os minutos andam mais devagar!

Nota de rodapé - mal sabe ela como os minutos se vão arrastar quando começar a trabalhar

Menos malta, muito menos!

Ok, eu sei que sou quadrada (de mente), nalguns casos até mesmo retrógrada mas digam-me vocês o que acham da ideia de conjugar bolo rei com carne e molho de leitão!

Até posso vir a ter de me penitenciar e pedir desculpa por tanto cepticismo mas, assim de repente, parece-me só uma bela forma de escangalhar duas óptimas iguarias.

Menos malta, muito menos!

Em todo o caso, desejo do fundo do coração o maior sucesso aos mentores da combinação. Se fossem todos como eu, o mundo estaria certamente muito mais atrás, admito.

"Perdoar o homem que me violou foi a derradeira liberdade"

No dia em que somos inundados por histórias encorajadoras sobre mulheres que fazem a diferença neste mundo, detive-me na entrevista a uma australiana que, tendo sido violada, acabou por conseguir perdoar o homem que o fez.

O texto é longo, mas merece ser lido e meditado. Transcrevo a parte que mais me tocou e perceberão porquê pois não me canso de bater na tecla relativa à necessidade de conseguir retirar algo bom do mal que nos acontece, sendo que essa bênção aproveita a todos. Quer a quem superou, não sem cicatrizes certamente, como a quem ainda está à procura de superar.



"A minha advogada disse-me que tínhamos de recorrer. Eu não tinha vontade — afinal, ainda estava a pagar — e disse que não, estava farta. Tinha de seguir com a minha vida, já tinha passado demasiado tempo.
Mas ela insistiu. Insistiu porque se fosse em frente estaria a abrir um precedente legal. Se ganhasse, esta lei teria de ser mudada. Falei com uma amiga que também era advogada em França e que me disse que e…

Quando não há outro caminho

Como sabem, não acredito em acasos e acabei de comprovar esta crença. Numa normal troca de e.mails perguntei a alguém se estava tudo. Foi uma pergunta circunstancial à qual pensei uma reposta formatada. A minha interlocutora surpreendeu-me respondendo que não estava tudo bem mas que nestas situações é caminhar em frente.
Algo, aparentemente, muito básico  deixou-me a pensar.
De facto, há momentos em que não existe mais do que um caminho possível. Por muito duro que ele possa ser, temos a decisão facilitada. Para a frente é o caminho e estamos cá para o percorrer. Tudo o resto não interesses nestes momentos.

Coisas de que gosto particularmente

Gosto, particularmente, quando me pedem informações/minutas frisando que pretendem que sejam sobre a lei em vigor.

Fico com a sensação de estar a lidar com pessoas que me são próximas e se lembram que em criança cheguei a sonhar tornar-me arqueóloga.

Jurisprudência das cautelas

-Não tens nada para dizer à mãe?
- Desculpa!
- O que fizeste foi muito feio!
- O que é que eu fiz?!
- Não te lembras?!
- Não,  mas desculpa!

Algo verdadeiramente surpreendente

Estamos a 5 de Março e ainda ninguém me perguntou se o dia 13 de Fevereiro foi feriado.

Estou parva.

Os melhores e piores vestidos dos Óscares

Mais uma edição dos Óscares se passou e, mantendo a tradição, esta vossa amiga a leste do paraíso. Parece que o grande vencedor foi "A forma da água" que não só não vi como nunca ouvi sequer falar. Para mim, o momento só é importante porque traz à superfície a gaja que há em mim.Adoro ver os vestidos. Contudo, à superfície vem também a confirmação que jamais serei uma blogger fashion. Este post não é sobre os vestidos. Esses vou vê-los noutros blogues.

Happy Birthday Jon

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56 anos e com muito rock ainda para dar. Parabéns miúdo!

As justiceiras

Na sequência de uma divergência com um coleguinha, a patroa mais velha e amigas achou por bem que ele se redimisse levando um chupa chupa para cada uma. Em alternativa, levaria uma "chapadona".
Negócio feito, o menino chegou à escola sem chupa chupas. Mulheres de palavra que são, não se ensaiaram muito e designaram uma delas para dar a prometida "chapadona".
Cumprida a promessa, o menino só disse "foi justo"!
Abstraindo dos termos de negócio, apraz-me ver que estas mulherem se bastam na defesa dos seus pontos de vista, sem necessidade de demagogias ocas.