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A mostrar mensagens de Outubro, 2017

Caminhada Solidária pela Vida - é já 4 de Novembro

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Bom dia! Bom dia!

No próximo dia 4 de novembro, pelas 16h00, a ADAV-Aveiro, Associação de Defesa e Apoio da Vida, promove em Aveiro, com início junto ao Cais da Fonte Nova, a 1.ª Caminhada 100% Solidária Pela Vida, associando-se assim à jornada nacional da Caminhada Pela Vida, que irá decorrer em Lisboa e no Porto nesse mesmo dia.

 Caminhada, para além de celebrar a Vida em todas as suas vertentes, juntando pessoas de todas as idades, tem também um propósito muito específico que é o de apoiar a ADAV Aveiro (https://www.facebook.com/ADAV-Aveiro-IPSS), uma IPSS que se dedica ao apoio de jovens mães do distrito de Aveiro e dos seus bebés e famílias.

Nos últimos 8 anos (2010-2017), a ADAV – Aveiro apoiou 242 grávidas, 14 delas menores de 18 anos, e 553 famílias com filhos até 3 anos. Este apoio foi dado não só em géneros alimentícios, mas também em apoio jurídico, apoio de dentista e de preparação para o parto. Foram apoiadas 1323 crianças.

Pessoalmente, parece-me a maneira perfeita de ter…

Greve

Ontem, ao assistir`a entrevistas feitas a utentes de hospitais afectados pela greve, veio-me à memória uma frase que uma professora me ensinou há anos. "Ninguém é uma ilha de si próprio".

Todos os entrevistados foram unânimes em perceber os motivos dos grevistas, mas ....não deixavam de dizer que, apesar disso, eles deviam pensar nos utentes. O mesmo discurso foi replicado pelos pais dos alunos mandados para casa.

Resumindo e concluindo. Fazemos todos falta uns aos outros. Por isso vivemos em comunidade ou sociedade, se preferirem a terminologia.

Escolha surpreendente

Quando disse às patroas que a arruada de Halloween do CPE coincidia, parcialmente, com a catequese e por isso não poderiam participar desde o início, a mais pequena começou a estrebuchar e dizer que não ia.

Contrapus logo e, com voz autoritária, disse-lhe que não poderia faltar à catequese. Que os compromissos são para cumprir, bla, bla, bla.

Eis senão quando, a cachopa me arruma quando interrompe o meu ralhete para dizer "mas eu NÃO QUERO ir ao basket; QUERO IR à catequese!".

Toma lá, que é para aprenderes,

Falta de aviso. Mea Culpa, Mea Culpa.

-M - Olha, tinha pensado ir comprar-te alguma coisa para o Halloween mas depois desta cena de mau comportamento já esqueci a ideia.

- L - Mas tu não me avisaste!

Perante isto só me resta um assumir de culpas e a promessa, pública, de amanhã,
antes do habitual bom dia,  emitir o necessário aviso. "Meninas têm de se portar bem, senão a mãe passa-se e não vos compra nada para o Halloween".

Foi por um triz

T - Mãe, quem é o pai Natal?
M - É um segredo muito bem guardado. Ninguém sabe!
L - O Pai Natal é como o bikudo!
T - Mãe, o bicudo pode ser várias pessoas?
M - Pode.
T - Ah ..... então ......
M- Então o quê? (nota -voz trémula)
T - Então, eu posso vir a ser o bicudo um dia ....

Ufffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff

Somos todos muito solidários

Tragédias como estas causadas pelos incêndios, trazem à superfície o melhor que há em cada um de nós, sem dúvida alguma.

E isso vê-se pela mobilização da população que não hesita em colaborar com quem perdeu tudo, doando aquilo que tem a mais ou até, acredito que em alguns casos, privando-se de algumas coisas.

E isto é bonito de ver, mas não deixa de revelar o outro lado. O do frenesim em que vivemos diariamente e frequente alheamento face às dificuldades do vizinho do lado.

Não devia ser preciso chegar ao Natal ou haver estas tragédias para nos lembrarmos de quem precisa.

Mais que isso, dar algo que nos sobeja não devia bastar para nos serenizar a consciência e achar que fazemos tudo o que está ao nosso alcance por aqueles que precisam até porque há muito quem esteja carente de atenção, o que se supre com tempo e não bens corpóreos.

Outra coisa, frequentemente esquecida, é o respeito por quem recebe. Por paradoxal que pareça, desrespeitamos com frequência aqueles que queremos ajudar…

Encantamento

A raposa e a cegonha. Esta é a história que fica na história da minha cria mais velha. Na minha memória, eternizado, o momento que partilhei AQUI , no qual percebeu que já sabia ler.

Agora, e no normal seguimento da vida, segue-se-lhe a cria mais pequena na sua teimosia (ou será persistência?) a insistir em ser ela a ler o livro novo e a arrancar-me lágrimas de riso com a narrativa.

P, o, esta não sei; m, o, esta não conheço ....

Deixam-me sempre num estado de encantamento, os primeiros passos das minhas bebés.

Dia Mundial da biblioteca escolar

Como grande amante de biblioteca, não podia deixar passar em branco o Dia Mundial da biblioteca escolar.
Hoje lembro-me com especial carinho da biblioteca do ciclo, onde gostava de passar a hora de almoço. E tenho a alegria de ver as minhas crias encantadas com a descoberta da leitura, seguindo-me os passos no gosto por bibliotecas.
Não há nada como viajar e sonhar através das páginas de um livro. Adoro.

Só que não!!!

Estão cansados? Doi-vos a cabeça? O melhor que podem fazer é enfiarem-se num pavilhão o ouvir dezenas de bolas de basket a bater no chão. Só  que não!!! Não fora os diospiros que me esperam em casa, e vou devorar depois de os carregar de canela, atirava-me para o chão a espernear!

Tintin, o oftalmologista

Acabo de descobrir um dos segredos mais bem guardados da história. O Tintin não é jornalista, tal como diz. O safado é oftalmologista e acaba de me dizer que tenho de marcar consulta rapidamente, se quiser ler as suas aventuras.
Bem vinda aos 40.

Lápis azul

Após ouvirmos a palavra estúpida pela milésima vez, o lápis azul entrou em campo.
Vai daí, o último insulto do dia foi um elevado "és pobre e mal agradecida".
Patroas chiques, as minhas.

Sensível, eu?

Por momentos baixou a guarda e distraidamente começou a fazer cafuné à  irmã que, deliciada, aproveitou para pedir ajuda.
-Ajuda-me a tirar a camisola, maninha!
Aquela voz despertou-a, levando-a a reentrar na carapaça  mas não sem antes advertir a irmã - Tita, não sejas carente!

Dar de graça

Por estes dias, enquanto completava a colecção de cartas do PD, a patroa mais velha mostrou-me vezes sem conta aquelas que lhe tinham sido dadas "de graça".
Lá lhe explique, outras tantas vezes, que aquilo que é dado não tem contrapartida pelo que não precisava da acrescentar o "de graça".
Terá tempo para perceber que no mundo dos crescidos a coisa não é assim tão linear e há almocos só aparentemente grátis.
Divagações à parte, temos uma montanha de cartas repetidas para dar "de graça" e, por favor, sem contrapartidas. Os interessados que se acusem.

Menino Jesus da Cartolinha

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Em plena sé de Miranda do Douro, deparei-me com um altar dedicado ao Menino Jesus da Cartolinha, cuja lenda desconhecia. Existem várias teorias quanto à origem da veneração deste Menino Jesus mas ninguém pode assegurar qual a mais fidedigna. Contudo isso será, passados tantos anos, irrelevante. Importante é preservar estes tesouros da nossa história, em especial aqueles que estando no interior do país estão mais escondidos. Vale a pena a visita a Miranda do Douro e ao seu protector. 


Sou uma mãe horrível!

-Mãe, onde estão as bolachas que compramos no fim de semana?
-Levei-as para comer no trabalho?
- Sabias que eu gosto delas e fizeste isso?!!! É por coisas destas que tenho de mudar de mãe!

Se não fossem eles!

Das várias coisas que me têm marcado ao ouvir as pessoas afectadas pelos incêndios, uma é a frase "se não fossem eles, fechava", dita por vários empresários referindo-se aos seus trabalhadores.
Não sei se sentem o mesmo mas a mim tem um efeito reconfortante e renovador da esperança na humanidade.

Explicações caseiras

A pouco, entre insultos e arranhões, a Leonor começa a mostrar o seu instinto de mana mais velha e assumiu a tarefa de lhe dar explicações. Hoje a lição versou a escrita, difícil, do algarismo 2.
Enquanto espreito as explicações, o meu coração vai dando pulinhos de alegria e orgulho nestas duas crias a cujo crescimento assisto com grande encantamento.

Recomeço

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Logo que me levantei, o meu impulso foi abrir a janela para sentir o cheiro da terra molhada. E que diferente é ele hoje, dominado pela preponderância das cinzas.

Ainda assim, acredito que esta terra molhada simbolize o recomeço. Portugal terá, literalmente, que se reerguer das cinzas e recomeçar muita coisa. E recomeçar é, no caso e a meu ver, muito diferente de regressar à normalidade já que essa tem os resultados desastrosos que vem.

Que os resultados do famoso estudo independente sejam bem interiorizados por todos e acima de tudo saiam o papel. Que a prevenção seja uma realidade. Que todos, sem excepção, aprendamos com isto. Que nunca mais se repita. Isso será recomeçar.

NOTA - tirei esta foto há mais de uma semana, depois de passar por várias áreas ardidas, precisamente por me lembrar um recomeço. O negro, ponteado aqui e além por sinais de vida a querer irromper.

Vamos recomeçar, cada um à sua maneira.

Bem feita!

Quando era miúda, andei muito tempo chocada com o facto de a minha mãezinha não nos deixar com as 2 bonecas da sua infância que tinha lá em casa.
Passado algum tempo lá acedeu aos nossos pedidos e, como seria de prever, a coisa correu mal. Conseguimos partir logo a cabeça de uma, de plástico rígido. A outra resistiu mais algum tempo mas também levou caminho.
Não deixarei de me penitenciar pelo desaparecimento das bonecas. Como castigo, deparo-me agora com as roupinhas que as patroas vestiram no dia em que nasceram, e guardei com tanto carinho, espalhadas pela casa, vestidas nos meus netos de plástico. Algo me diz que por mais que as volte a esconder, tornarão a descobri-las.
Bem feita!

Desolada

Quando saí casa ontem ao final da tarde, senti o cheiro intenso a fumo  e vi a negritude das nuvens mas estive longe de ter noção do que se estava a passar no país.

Só esta manhã caí na triste realidade de vidas perdidas; casas e carros destruídos; centenas de postos de trabalho em causa; chuva que não cai e memórias demasiado curtas.

Triste e preocupante demais. Estou desolada com a situação e sinto-me impotente perante tamanha catástrofe que levará anos a ser resolvida.

Anos que não podemos esperar para que surjam medidas que evitem novas catástrofes.

Anseio por chuva, que apague o fogo e não as memórias dele. Para que não estejamos sempre a falar do mesmo.

A minha solidariedade vai para os mais directamente afectados, neste momento que a todos afecta.


"Tá queto!"

No próximo ano, os pais de estudantes deslocados vão poder deduzir ao IRS as despesas com o alojamento, o que é algo da mais elementar justiça.
Agora é só terem a sorte de encontrar um senhorio que emita recibo, que a malta quer bons cuidados de saúde e reforma jeitosa, mas pagar impostos  "tá queto", como se diz na terra do meu homem.

Convicção abalada

-Mãe, quando tiver 10 anos dás -me um telemóvel?
-Não!
-Porque as crianças de 10 anos não precisam de telemóvel para nada!
-Mas todos têm e eu também vou precisar. Imagina que há um em que não tenho aulas à tarde e o avô se engano. Vou ter de o contactar!

Xeque Mate!

Voltei à catequese

Ontem voltei à catequese, para acompanhar a patroa mais nova. Na nossa paróquia, como devo ter explicado há dois anos, optaram pela chamada catequese familiar. Os pais acomoanham os meninos e depois, nos respectivos grupos, vão -se debatendo alguns temas e partilhadas experiências.
Sou particularmente fã deste modelo que me parece fazer todo o sentido. Como dizia um dos animadores, só podemos transmitir aquilo que conhecemos. Se eu quero transmitir princípios e valores cristãos, tenho de conhecer Cristo. Pessoalmente, tenho muito mais que fazer numa sexta-feira à noite do que entrar em piloto automático e levar a cachopa à catequese só porque "faz parte".  Vou porque saio sempre enriquecida. Há sempre uma imagem ou palavra que inquieta e deixa a pensar no "quem sou, que faço, para quê" coisa que, por mais confortável que seja, o sofá não consegue.

Como é que se apanha cancro?

Cá em casa temos como princípio falar abertamente sobre cancro. A mamã, outros familiares e amigos já o tiveram ou têm. É uma realidade incontornável. Acima de tudo queremos que saibam a verdade. É uma coisa má, mas não tem de ser um bicho papão.
Claro que não é nada fácil explicar isto às miúdas e quando nos perguntam, como ainda há  dias, como é  que se apanha cancro a primeira reacção é a de hesitação. Felizmente o papá, com a sua sensatez, é  optimo nas explicações e muito sensível na identificação do ponto até onde devem ir.
Eu , confesso, fico-me pela cabeça baixa e pela luta no sentido de desfazer o nó que se me cria na garganta já que a carga emocional da temática, no que tem de mau bom, é gigantesca.

Mãe, a polícia foi à minha escola!

-Mãe, hoje a polícia foi à minha escola!
-Porquê?! O que aconteceu?!!!
-Foi dizer-nos que quando andamos de bicicleta devemos usar capacete, joelheiras, cotoveleiras e aquela coisa para as maos.
- Também foi à  minha! Sabias que devemos pôr fita cola na câmara dos computadores e ter cuidado com as fotos que colocamos na internet?

Conclusões

1- sou uma pateta que continua a ter o impulso de associar a polícia a coisas más

2 - estas acções da escola segura são muitíssimo valiosas. Por mais que possamos abordar as questões com os nossos filhos, para eles nunca saberemos tanto como um polícia.

Espero que repitam a iniciativa muitas vezes e por todo o país.

Alguém tem de o dizer

Há verdades que têm de ser ditas e o papel, ingrato na verdade, tem de ser cumprido por alguém.

No caso, a Leonor fê-lo espontaneamente.

"Tita, tu não precisas de um médico do corpo. Precisas de um médico da cabeça!".

Jantares animados, os nossos.

Pobretes mas alegretes

Ao ouvir o resumo da acusação que o Ministério Público deduziu contra o, presumível inocente, José Sócrates, veio-me à ideia a velha piada "só eu é que não tenho amigos destes". Para, logo a seguir, descer à terra e recordar uma expressão que ouvi muitas vezes aos meus pais "pobretes mas alegretes". Os meus Amigos são os melhores, mesmo que não me paguem mesada.

Independência suspensa

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No sábado passado, em passeio por Zamora, fomos dando conta das bandeiras espanholas que ornamentavam muitas janelas ao longo da cidade, tal qual se viu em Portugal após a vitória no Euro 2016, só que aqui com outro significado. Vimo-las como apelo à união que alguns teimam abalar.
A dada altura, deparámo-nos com uma praça do centro histórico repleta de gente com bandeiras, hasteadas ou simplesmente a decorar carrinhos de bebé.
O que me impressionou foi a serenidade daquela manifestação, numa praça que hora e meia estava praticamente vazia. Não havia palavras de ordem, somente pessoas que conversavam normalmente e só chamavam a atenção pelo facto de ostentarem uma bandeira do seu país. 
Assim sim, se defendem ideais e promove a união, independentemente das diferentes convicções. Pacificamente.
Neste momento, a Catalunha tem a sua independência suspensa seja lá isso o que for. Quero acreditar que o argumento apresentado para uma declaração política que, à primeira vista se assemelha a…

Maria Sangrenta

Juro que se apanhasse a alma iluminada que se lembrou de trazer à baila a velha lenda da Maria Sangrenta (Bloody Mary na versão mais internacional), lhe tirava o escalpe.

Anda-me a patroa mais velha cheia de medo da figura que, sorte a nossa, só sairá do espelho à meia noite e se tivermos doze velas acesas (na versão conhecida cá em casa) o que reduz muito a probabilidade de tal suceder.

Seja como for, é parvo como tudo andar com estas histórias para assustar crianças.

Haja pachorra.

Já me via ali, a guardar vacas e a sonhar

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E por breves instantes, já me via ali a guardar vacas e a sonhar.

Trouche mouche

A patroa mais nova lembra-me constantemente que faço tudo à  trouche mouche.
E eu que andei 40 anos a dizer trouxa moucha.
Ignorante!

Encantada

Quanto mais conheço deste nosso cantinho à beira mar plantado, mais fico apaixonada.
A celebração de uma década de vida em comum, trouxe-nos até Miranda do Douro  e estou encantada. Esta terra merece todas as visitas que lhe possamos fazer. E a carne ... ai a carne. Qualquer coisa de endoidecer. Em breve, mostrarei algumas fotos que temo não conseguirem fazer jus à sua beleza.Só vendo, ao vivo e a cores.

10 anos!

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Muita coisa aconteceu no mundo, e na nossa vida, nestes últimos 10 anos. Casamos, tivemos duas filhas. Pelo meio, a batalha com mr. Hodgkin. Risos e lágrimas, abraços e turras.  Em Portugal tivemos a visita da Troika, mas ganhámos o Campeonato da Europa de Futebol e o Festival Eurovisão da Canção.
Uma vida cheia, como deve ser.
E no dia de hoje, a certeza de que aquilo que nos une e temos vindo a construir é incomparavelmente maior e mais sólido do que no dia em que tudo começou - 6 de Outubro de 2007.
E viva o Amor!












O meu receio revelou-se infundado

Passado quase um mês  de aulas, é com enorme alívio que percebo que o meu receio quanto à  adaptação da Tita à  escola era infundado.
A minha patroa mais nova está a revelar-se uma aluna empenhada, ainda que alvo avessa aos trabalhos de casa.
Um orgulho, este meu pequeno furacão.

A minha oração favorita

Há uma oração que conheci na escola primária através do professor Pereira e, definitivamente, faz parte da minha vida até porque tenho  bênção de me cruzar diariamente com pessoas que a assumiram como lema e colocam em prática.

Uma delas é, claro, a minha avó.

Confesso que não me recordava o autor, mas o facebook tem este lado bom de nos chamar a atenção para dias evocativos de pessoas e relembrar as suas obras.

Assim, no dia em que se homenageia S. Francisco de Assis, partilho convosco a minha oração preferida:


"Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, qu…

Desarmada

Provocou-me, testou todos os meus limites de paciência e quando me viu prestes a explodir, puxou-me para ela, enquanto dizia  "vá, anda cá  mãe querida".

Até tenho medo de perguntar

Neste preciso momento, tenho uma criatura de 8 anos a escrever uma lista das coisas que quer para o Natal. Ainda não a ouvi falar no velhinho das barbas brancas? Será que foi invadida pelo cepticismo? Até tenho medo de perguntar.

Individualista

A cria mais velha terminou o dia a chorar porque uma coleguinha lhe chamou individualista. O meu instinto de protecção fez com que tivesse vontade de ir ter com a menina que fez a minha chorar e lhe desse um ralhete. A minha sensatez levou-me a procurar as palavras mais correctas para lhe mostrar que só devemos valorizar o que é, de facto, importante e ignorar as patetices. É bem possível que a minha cria tenha sido individualista na jogada e tem de saber aceitar críticas, mas tem também de perceber que não se pode melindrar com coisas poucas. Consegui serenizar a cachopa, mas custou-me a evidência que jamais lhe evitarei todas as lágrimas.

Expressão de dizer!

-Cala-te, mãe!
-Tita, não se fala assim para a mãe!
- Ai pá, é só uma expressão de dizer!

Isaltino, desatino?

Assim, de repente, esta reeleição do Isaltino é um desatino. Contudo, gosto de possibilidade romântica da regeneração e capacidade de acolhimento da sociedade no sentido de uma plena reinserção. Afinal, as penas não podem ser meramente punitivas ou estaremos perante o falhanço total do sistema. Se em 3, se conseguir a reabilitação de 1, não será mau de todo.
Qualquer que seja a teoria, será sempre um case study.

Ler com o coração (no sentido literal)

Um dos exercícios que a Tita trouxe para fazer em casa no fim de semana, passava por ler em voz alta as palavras que conhecia de entre um conjunto escrito no livro.
De repente ouvia-a dizer "padrinho". Estranhei, pois não é uma palavra propriamente fácil para miudos do primeiro ano, e fui dar uma espreitadela ao livro. Lá estava a palavra "rua", muito semelhante a padrinho  Rui que, embora sendo da mana, está sempre no coração da jovem aluna.