quinta-feira, 31 de março de 2016

Revista Cruzada - uma história de amor



Assino a revista Cruzada, da qual falei já AQUI, desde que aprendi a ler. Esta revista, editada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, sempre me encantou pelas histórias de vida de pessoas simples e humildes que são verdadeiros exemplos de doação aos outros. Gosto, particularmente, de ler a secção dos "Testemhunhos Vivos" e até das anedotas secas que me lembram o meu avô.
Para além do conteúdo, só posso dizer bem da equipa que gere a Cruzada. Realmente não desiste de mim, apesar dos meus esquecimentos e patetices.
Quando mudei de casa, há um ano, tive o cuidado de comunicar a nova morada e estranhei continuar a receber a revista na morada antiga.
Passado algum tempo, recebi um telefonema a dar conta que a revista estava a ser devolvida e resmunguei dizendo que já tinha enviado um e.mail com a nova morada. Cheguei até a reenviar o dito e.mail e nada.
Até que, na semana passada, recebi novo telefonema e, de repente, fez-se luz nesta cabeça tonta. Comuniquei a nova morada, mas não o novo n.º de porta. Lá assumi o erro, pedi milhentas desculpas e disse que não valia a pena mandarem-me todas as revistas devolvidas como sugeriram.
Ainda assim, insistiram e tiveram a amabilidade de me mandar um pacote de revistas que li de seguida.
Gostei muito do gesto.
É daquelas coisas que marcam a diferença

quarta-feira, 30 de março de 2016

Coisas que o cancro deixa

Tinha pensado escolher como título deste post "depois de passar pelo cancro", mas pensando bem a descrição não corresponderia à verdade.


Ninguém que eu conheça "passou por um cancro", ele é que passa por nós, deixando as suas marcas, mais ou menos indeléveis, não necessariamente más (ou pelo menos não todas).


A mim marcou-se, decididamente, em termos de personalidade e modo de ver a vida.


Após os tratamentos, quando estava na fase de me achar a maior, comecei a menosprezar todos os problemas que não se relacionassem com o cancro ou outro tipo de doença que, na minha altivez, seria sempre menos penosa que a minha.


Isto tornou-me injusta e menos atenta aos outros, afirmo conscientemente. Felizmente dei-me conta da parvoíce e tento arrepiar caminho. Não sou nada sem os outros e há muitos problemas para além do (meu) cancro.


Mas há algo que se mantém, desde aquela fase negra, e que é a total incapacidade de me chatear com coisas menores tipo "tampas de sanita levantadas", usando uma imagem comum.


Claro que aqui é que bate o ponto. Saber discernir o que são  problemas e "coisas menores", aquelas que não deviam chatear ninguém e muito menos causar chatices entre 2 pessoas.


Acredito que a ligeireza com que vou levando as coisas possa irritar alguns, por se assemelhar a irresponsabilidade ou coisa do género.


Admito que, aqui, ainda não encontrei o meio termo. Admito também que não sei se quero encontrar.


Preferia que me provassem (com calma) que estou errada e me devia preocupar mais com a "tampa da sanita levantada".

domingo, 27 de março de 2016

Uma Páscoa de luxo

Ter o privilégio de juntar, no domingo de Páscoa, os 4 avós e as duas bisavós não está ao alcance de qualquer um.


Umas afortunadas, as minhas patroas.









(e eu também não me posso queixar - obrigada meu sogro)

sábado, 26 de março de 2016

A todos uma doce e santa Páscoa



A todos quantos me presenteiam com a sua visita a este cantinho, uma doce e santa Páscoa cheia do Amor e conforto que só se sente no ninho.


A alhada de cação do tio Vedrines

O meu tio avô Vedrines fazia a melhor alhada de cação do mundo.


De quando em vez, caio na tentação de o tentar imitar mas acabo sempre por me arrepender. Ontem foi um desses dias.


O segredo foi-se embora com ele e não há volta a dar. Há coisas que não são repetíveis.

sexta-feira, 25 de março de 2016

quinta-feira, 24 de março de 2016

1.ª Missa de lava-pés das patroas

Este ano arriscámos levar as patroas à Missa de lava-pés e tudo correu muito bem.


Enquanto a Leonor dormia serenamente, a Tita esgueirou-se até ao altar e sentou-se na soleira de uma porta onde assistiu a toda a cerimónia com um campo de visão privilegiado.


Na altura da comunhão veio ter comigo para saber quando podia comer a "bolacha" (a rapariga tem mesmo um problema com a comida).


Tentei explicar-lhe que só poderia comungar depois de fazer a 1.ª comunhão e só a custo evitei que corresse para o sacerdote que "estava ali a dar bolachas".


Mais um cromo para o album de recordações.

Sinto-me verdadeiramente inútil

Se há momentos em que me sinto inútil, creio que já o confessei aqui, são aqueles que a escolinha das meninas desafia os pais para irem até lá fazer algo relacionado com a sua profissão.


Por mais que pense, não vislumbro nada que possa partilhar com os cachopos (o mesmo se aplica ao pai). O meu dia resume-se a estudar, falar ao telefone e escrever e.mails, algo que as meninas não consideram propriamente um trabalho e muito menos percebem que me esgote o cérebro e a paciência.


Hoje tive a confirmação de que as profissões que escolhemos são algo esotéricas para a criançada quando, ao apresentar a avaliação da Tita, a professora me disse que a pobre criatura ainda não consegue descrever as profissões dos pais. Simplesmente não as compreende. E eu compreendo-a.


PS Não me sinto inútil. Estava só a brincar com a evidência.

quarta-feira, 23 de março de 2016

O testemunho que me emocionou

Há muito tempo que ouvia falar do Quinito, um dos treinadores que mais acompanhei durante o tempo em que ia ao futebol com o meu pai.

Hoje prendeu-me a atenção o seu TESTEMUNHO, num evento relacionado com a modalidade com a qual está zangado.

O Quinito perdeu um filho com 32 anos e culpa o futebol (e a si no fundo) pelo tempo que não deu ao filho.

Não posso imaginar dor maior que a de perder ao filho e o Quinito carrega outra que me amedronta particularmente. A de não dar o tempo todo aos que amo e deixar coisas por dizer.

Estou, por isso, profundamente tocada pelo sofrimento deste pai a quem, se pudesse, daria um grande abraço de solidariedade e diria para acreditar que um dia (já noutra dimensão) terá todo o tempo para o filho. Até lá será tempo de regressar à vida como, certamente, o filho queria  que fizesse.

terça-feira, 22 de março de 2016

Pode tirar-se a Leonor do Bronx mas não se pode tirar o Bronx da Leonor

O papá quis fazer um brinde e reproduzir-se o tradicional "tchim, tchim", tendo sido de imediato corrigido. "Não é assim, pai!. É vai acima, vai abaixo, vai ao centro e vai para baixo. What a "fox"!". Só ficou a faltar o arroto. Caso para dizer que se pode tirar a Leonor do Bronx mas não se pode tirar o Bronx da Leonor.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Dia Mundial da Árvore - quem se lembra?

Sou do tempo em que existiam poucos "dias mundiais". Assim de repente, só me lembro de na escola se falar do Dia Mundial da Paz e da Árvore.


Também sou do tempo em que as actividades extracurriculares eram poucas e pobrezinhas, mas no Dia 21 de Março não faltavam. Chovesse ou fizesse sol, lá íamos à Santa Rita plantar uma árvore.


Como saudosista que sou, tinha de marcar o dia.


Quem se lembra desta música?



Acordem-me 5.ª feira ao final da tarde


A raposa e a cegonha. Mais uma conquista!

- Um dia, a  raposa resolveu convidar a cegonha para jantar em sua casa. A cegonha aceitou o convite, sonhando com um belo banquete.




Foi depois de ler estas duas frases em voz alta, timidamente e com alguns solavancos, que a Leonor caiu em si.


"Já sei ler! Já sei ler", gritou entre risadas de alegria, ao mesmo tempo que se atirava para trás na cama a festejar mais esta conquista.


Momentos indescritíveis estes, em que assistimos à formação dos pequenos seres que pusemos no mundo.







domingo, 20 de março de 2016

Os 5 anos da Tita


O tempo voa tanto, que parece mentira. A minha Tita, a pequena endiabrada que veio ao mundo para nos mostrar que o amanhã é sempre melhor, já fez 5 anos.


A festa foi rija, dividida entre dois dias e partilhada com a família e Amigos de sempre.


Ontem seríamos uns 50, entre pequenos e graúdos, todos a festejar a vida, sob o olhar atento de S. Pedro que teve a amabilidade de direccionar as nuvens carregadas de água para outras paragens e ainda nos presenteou com dois lindos arco-íris.

Uma vez mais fomos muito bem acolhidos na Casa do Tear, que não posso deixar de recomendar (e sem qualquer intuito comercial), pois só lá seria possível fazer uma festarola destas que, acima de tudo, é um excelente pretexto para reunir aqueles que mais amamos (com algumas ausências de peso, devidamente justificadas).

Estamos felizes. Estafados, é certo, mas felizes.





(também queriam uma madrinha com jeito para fazer bolos?)




(digam lá se o papá não é um artista das pinhatas)





quinta-feira, 17 de março de 2016

Como é que nascem as mães?

- Mãe, as mães existem antes das filhas?
- Existem, filha.
- Então há uma coisa que não percebo. Como é que nascem as mães?! É muito esquisito!


(dúvidas existenciais da Tita)

quarta-feira, 16 de março de 2016

Quanta injustiça!

"Ah, que bonito. Uma filha de 4 anos a receber colo e mimos e a outra filha de 6 anos a fazer os deveres!"

Tita, 5 anos a mostrar quem manda

A Tita faria hoje 5 anos, se não tivesse começado logo a mostrar quem manda. Assim sendo, fez me esperar mais 2 dias para a ter nos braços . Devia ter percebido logo nessa altura o seu forte temperamento.

terça-feira, 15 de março de 2016

Obrigada por ser feliz

A noite, mesmo antes de adormecerem, as patroas fazem uma pequena oração espontânea de agradecimento pelas coisas boas que têm ou lhe aconteceram.


Um destes dias, a oração da Leonor comoveu-se e alegrou-me de uma maneira difícil de descrever. "Obrigada por ser feliz" disse, simplesmente, a Jesus e eu, por momentos, senti-me a mãe mais realizada do mundo. A minha filha é feliz. Que mais posso querer?

segunda-feira, 14 de março de 2016

Tudo ok. Vemo-nos em 2017

Umas breves palavras, só para partilhar que fui à revisão do IPO e mandaram-me voltar só em 2017.


Está tudo ok. As únicas recomendações foram as de caminhar (por causa do colesterol bom, que está baixo) e manter o medicamento para controlar a perda de proteinuria (que aumentou, não se sabe bem porquê).


Nada de relevo, portanto. Daqui a um ano há mais.


A todos que me acompanham nesta jornada, o meu sentido agradecimento.


Tchim, tchim

domingo, 13 de março de 2016

sábado, 12 de março de 2016

Quem me explica o fenomeno do despertar ao fim de semana?

Durante a semana, sofro tormentos para conseguir acordar as patroas.


Ao fim de semana, exactamente a mesma hora em que não querem acordar durante os dias de escola, despertam espontaneamente, saltam da cama e ligam a televisão. Não contentes, chamam-me aos berros para lhes fazer companhia. Tão fofinhas.


O fenomeno, relatado por muitas familias, continua a intrigar-me.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Coisas que não se explicam

Um dia destes assisti a uma conversa entre mãe e filha, que me tocou. A mãe, com alguma idade, queria pagar ``a filha por a ter acompanhado ao IPO.


A filha, surpreendida, insistia que não queria dinheiro nenhum pois estava so a cumprir uma das suas obrigações perante a mãe.


A mãe insistia e dizia que era assim que fazia com a outra filha.


Esta filha reforçou varias vezes que não estava a fazer nada de extraordinario, limitando-se a cumprir uma obrigação filial e que se a irmã aceitava dinheiro era algo que so tinha a ver a com a sua consciência.


Fiquei a pensar nesta conversa e como dizia tanto acerca das relações familiares. Revi-me, muito, naquela filha pois tenho a felicidade de viver no seio de uma familia em que não ha cobranças.


E, nem de proposito, passados uns dias recebi um agradecimento de uma senhora muito emocionada por eu ter proporcionado a minha avo (cuja saude começa a limitar cada vez mais) uma tarde na igreja, algo de que ela tanto gosta.


Recebi o agradecimento, sem poder  dizer a senhora o que me ia na alma ja que estava a decorrer uma cerimonia.


Tal como aquela filha, so estava a cumprir a minha obrigação de neta. A minha avo deu tudo por mim e tudo que possa fazer por ela sera sempre pouco e, certamente menos do que me deu dado o seu altruismo inigualavel.


Para mim isto e tão natural, que tenho dificuldade em perceber outros modelos de relacionamento em familia.


Nota - peço desculpa pela falta de acentuação, mas o computador hoje esta assim



quarta-feira, 9 de março de 2016

No comments

Ensinaram-me há anos que a indiferença mata e, ao longo da vida, tenho vindo a confirmar a teoria.


Isto de alguém querer discutir e, do outro lado, não obter resposta, é tramado.


E é isto que se me ocorre dizer hoje e que me traz à lembrança o título de um programa de TV que se socorre só de imagens e não poderia ser mais expressivo "No comments".

Tita, brinquedos e género

A Tita está prestes a fazer anos e pediu, como prenda, um restaurante a sério "daqueles com cadeiras" (já agora aproveito para apelar a partilha de bons negócios na área da restauração).


Quando estava a comentar o seu desejo com uma amiga, e a falar sobre prendas alternativas, surgiu a hipótese de aventais, chapéus de cozinheiro e loucinhas, há que a ccahopa gosta muito de brincar às casinhas e dar comida às bonecas, que trata como filhas.


Eis senão quando me assola a ideia de poder estar a condicionar o futuro da minha filha mediante a escolha dos brinquedos e imaginei-me a ser insultadas pelas mentes mais modernas que repudiam a existência de brinquedos para menina e brinquedos para menina.


Felizmente, a ideia esfumou-se logo. Nunca impusemos brinquedos cor-de-rosa cá em casa. Aliás, regra geral, as patroas vão recebendo aquilo que pedem. Sucede o que pedem são, regra geral, os ditos (e agora odiados) brinquedos para menina. Mas há excepções e também já pediram (e receberam) carrinhos.


A razão desta tendência será, creio eu, inata. Nada a favor ou contra. É assim, naturalmente. E não creio mesmo que seja isto que colocará em causa a sua posição na sua sociedade (leia-se a sua igualdade face aos meninos).


O mesmo não poderei dizer das mentalidades que, na defesa de ideais, se centram em questões de "lana-caprina".

segunda-feira, 7 de março de 2016

2.ª feira de manhã, cachopas no carro, cintos colocados.


- Mãe, não percebo porque vais por este caminho!!!
- Pois, não é por aqui que costumamos ir!!!


Chegar à rotunda e voltar para trás.


Estiveram a pontos de começar a trabalhar hoje, as pobres.

sexta-feira, 4 de março de 2016

O poder do subconsciente

Depois das conclusões a que cheguei hoje, era inevitável reler ESTE post, com o mesmo título, escrito no longínquo mês de Dezembro de 2012.


De referir que não acabei de ler o livro a que me refiro no post, mas neste momento sinto-me bastante tentada a recuperá-lo da prateleira em que anda perdido.


Realmente, o poder do subsconsciente é como as bruxas. Não acredito nelas, mas que as há, há!


PS Continuo disponível para emprestar o dito livro.

Jejum de 12 horas (cuidado que posso morder)

E cá estou eu, a cumprir um jejum forçado de 12 horas que promete ser bem mais longo porque o tempo de espera para as análises no IPO é sempre brutal.


Durante este período terei de tratar das patroas e conduzir até ao Porto.


De modos que, até que esta pena acabe, todos aqueles que se cruzarem comigo e aparentarem ter mais chicha correm sérios riscos de ser mordidos. O mesmo se aplica a ecrans e cartazes nos quais visualize fotos de comida.


Cuidado!

quinta-feira, 3 de março de 2016

Em casa é mais difícil

Sabes mãe, eu na escola sou muito arrumadinha.

Ai sim, Tita? Então porque é  que em casa não  és?

Porque em casa é  mais difícil. Ninguém me ajuda.

E na escola ajudam?!

Não, mas em casa ha mais brinquedos!

A teoria tem logica e até me convencia se não  fossem tantas as diferenças entre o comportamento na escola e em casa.

Em todo o caso já tinha dado  conta que o excesso de brinquedos, além  de potenciar quedas e brigas, causa uma serie de constrangimentos.

Hoje era menina para fazer desaparecer uns quantos mas é  melhor não. Pior que uma casa atulhada de brinquedos é uma casa com duas patroas nervosas.

Os ciúmes do gato

As minhas patroas estão cada vez mais ciumentas. A competição é constante e até o nível da água que lhes ponho de copo medem.


Aparentemente será normal e decorre da condição humana.


Já relativamente aos ciúmes do gato é que tenho alguma dificuldade em perceber. Não sou senhora de ler um livro ou olhar para o telemóvel, que o tipo começa a mordiscar-me as mãos.


Curiosamente, sou a única a quem faz isso.


Já vais das sortes!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Não sei se ria se chore


Como contei AQUI mantenho uma pequena peleja com a Allianz que considero ter-me discriminado pelo facto de ter no meu "cadastro" uma doença oncológica.


Depois de muita insistência, junto de várias entidades ( desde o departamento que analisa as reclamações, passando pelo provedor do cliente e a própria entidade reguladora ASF), eis que recebo uma resposta que não sei se me deve fazer rir ou chorar.

Os senhores começam por acusar a recepção da comunicação que efectuei junto da ASF, pedindo desculpa pela demora na resposta.

Depois pedem, novamente, desculpa pois foram alertados pela ASF que a resposta à minha reclamação de 5 de Janeiro (a 2.ª que fiz)  já havia sido enviada mas .... "para destinatário distinto". NOTA: cópia dessa suposta resposta, nem vê-la.

Entretanto concluem com aquela que terá sido a resposta dada à ASF, "informamos que a Allianz analisa os questionários clínicos e, mesmo sem pedir relatórios médicos, toma decisões relativamente a aceitação de pessoas seguras. Foi o que sucedeu neste caso concreto."

Informam, ainda, que "na sequência da v/ comunicação de 13 de Novembro a Allianz fez a reapreciação do assunto, tal como nos solicitaram,  e incluiu as 2 pessoas seguras, com a devida exclusão, nos termos contratuais, das patologias pré-existentes ...". NOTA: não sei se esta parte da resposta é para mim ou para a ASF até porque só despoletei o caso junto de cada uma das entidades em data posterior a 13 de Novembro.

Lapsos e gralhas à parte, uma constatação. A Allianz não se digna sequer a contra-argumentar a minha queixa de discriminação.

Aparentemente, desconhece até o art.º 15, n.º 4 do DL 72/2008, de 16 de Abril, “4 — Em caso de recusa de celebração de um contrato de seguro ou de agravamento do respectivo prémio em razão de deficiência ou em risco agravado de saúde, o segurador deve, com base nos dados obtidos nos termos do número anterior, prestar ao proponente informação sobre o rácio entre os factores de risco específicos e os factores de risco de pessoa em situação comparável mas não afectada por aquela deficiência ou risco agravado de saúde, nos termos dos n.os 3 a 6 do artigo 178.º”.

Ou se calhar conhece e quando me recusou o seguro, enviou a informação "para destinatário distinto".

Desconhecerá também a Lei 46/206 de 28 de Agosto que proíbe e pune a discriminação em razão da existência de risco agravado de saúde constando a definição de pessoas com risco agravado de saúde da al. c) do n.º 3 do referido diploma legal «Pessoas com risco agravado de saúde» pessoas que sofrem de toda e qualquer patologia que determine uma alteração orgânica ou funcional irreversível, de longa duração, evolutiva, potencialmente incapacitante, sem perspectiva de remissão completa e que altere a qualidade de vida do portador a nível físico, mental, emocional, social e económico e seja causa potencial de invalidez precoce ou de significativa redução de esperança de vida”.

Ou se calhar conhece mas faz a análise sem necessidade de relatórios médicos.

Mais comentários porquê?

 




terça-feira, 1 de março de 2016

Pronto, começaram as dores

Pouco tempo depois de escrever o último post, liga-me o meu sogro para avisar que as análises no ipo são já  6.feira. Confesso que não  estava psicologicamente preparada. Pensava que só  iria lá  em Maio. Pronto, já começaram as dores.

Provavelmente o melhor sogro do mundo

Ainda sou do tempo em que as consultas e exames do IPO eram marcadas num cartãozinho, devidamente guardado numa bolsa plástica, que ia passando de carteira em carteira e nunca me abandonava

De há uns tempos para cá, lembraram-se dos quiosques electrónicos que emitem umas senhas facilmente degradáveis, daquelas que se confundem com qualquer senha de promoções de supermercado, que contêm toda a agenda do utente.

Com isto, o belo do cartão ficou sem efeito.

Tudo muito lindo mas não funciona com pessoas desorganizadas, como eu. Especialmente à medida que as consultas e exames se vão espaçando no tempo ao ponto de passarem a anuais.

E é aí que entra o meu querido sogro. Quando lhe pedi para ir ao IPO para ver as minhas marcações com antecedência e lhe entreguei o dito cartão com o meu número de utente, eis que saca da carteira uma vinheta que sempre o acompanha, na qual tem toda a informação necessária sobre a minha problemática pessoa e que utiliza sempre que o cravo para estes favores especiais.

Digam lá se não é o melhor sogro do mundo?