quarta-feira, 9 de março de 2016

Tita, brinquedos e género

A Tita está prestes a fazer anos e pediu, como prenda, um restaurante a sério "daqueles com cadeiras" (já agora aproveito para apelar a partilha de bons negócios na área da restauração).


Quando estava a comentar o seu desejo com uma amiga, e a falar sobre prendas alternativas, surgiu a hipótese de aventais, chapéus de cozinheiro e loucinhas, há que a ccahopa gosta muito de brincar às casinhas e dar comida às bonecas, que trata como filhas.


Eis senão quando me assola a ideia de poder estar a condicionar o futuro da minha filha mediante a escolha dos brinquedos e imaginei-me a ser insultadas pelas mentes mais modernas que repudiam a existência de brinquedos para menina e brinquedos para menina.


Felizmente, a ideia esfumou-se logo. Nunca impusemos brinquedos cor-de-rosa cá em casa. Aliás, regra geral, as patroas vão recebendo aquilo que pedem. Sucede o que pedem são, regra geral, os ditos (e agora odiados) brinquedos para menina. Mas há excepções e também já pediram (e receberam) carrinhos.


A razão desta tendência será, creio eu, inata. Nada a favor ou contra. É assim, naturalmente. E não creio mesmo que seja isto que colocará em causa a sua posição na sua sociedade (leia-se a sua igualdade face aos meninos).


O mesmo não poderei dizer das mentalidades que, na defesa de ideais, se centram em questões de "lana-caprina".

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