sexta-feira, 31 de maio de 2013

Sonhar com a morte

Ontem contei à pediatra o sonho que tive acerca da morte da Leonor.

Conheia a teoria popular sobre o significado deste tipo de sonhos, o de dar mais vida à pessoa com a qual se sonhou, mas a médica apresentou-me outra que, de certa forma, considero complementar.

Segundo me disse, há autores que defendem que sonhar com a morte de alguém significa que há algo mau, relacionado com essa pessoa, que morreu em nós. Ou seja, algum tipo de sentimento negativo que se conseguiu ultrapassar.

Exemplo será sonhar com a morte de um ex-namoradoro, que significará que se conseguiu fazer o luto da separação e aceitá-la.

Achei interessante o ponto de vista. Fia a partilha.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Desfralde da Tita - o filme

A Tita é do contra.

Até começar o desfralde pedia cuecas. Agora que o começou não as quer.

Certamente para que eu o perceba, resolve fazer chichi às prestações. Só esta manhã, em menos de hora e meia, fez 3 vezes, duas no pote e uma nas cuecas. Como se não bastasse, resolveu fazer cocózinho num canto do quarto, depois de ter fugido do pote e antes que conseguisse agarrá-la.

Um verdadeiro filme, como se pode ver por este pequeno exemplo.

Atravesso, por isso, mais um dilema interno. Desisto do processo (a rapariga ainda é pequenina) ou não? Será que a desistência será coisa para traumatizar a miúda e torná-la uma adolescente problemática?

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Sobre o Reynaldo Gianecchini e os risinhos da Judite de Sousa

Pela 1.ª vez em muitos meses gostei de ver um telejornal. É certo que não o vi todo, mas a entrevista da Judite de Sousa ao Reynaldo Gianecchini deixou-me de sorriso nos lábios.

Desde logo porque  não é todos os dias que vemos a Judite de Sousa tão feliz, a dar risinhos de satisfação (que eu diria serem bastante compreensíveis)e é sempre bom ver os outros felizes.

Depois porque sei que o testemunho do Gianne sobre a doença, e a forma como a viveu, vai dar alento a muitas pessoas que passam pelo mesmo.

Revi-me em tudo o que disse, desde o facto de procurar um lado positivo num momento tão difícil até ao de se ter sentido muito amado e começado a ficar mais atento às pessoas com as quais se vai cruzando na vida.


Para além do optimismo que passa a quem o ouve, admiro o modo pouco lamechas com que aborda toda a situação.

Aguardo agora, com curiosidade, a entrevista que deu ao Daniel Oliveira, no Programa Alta Definição.

Mães, esses seres altamente manipuláveis

Não há volta a dar. Tenho de admitir que me encaixa na perfeição o papel de mãe objecto.

Ontem à noite, a Leonor desatou num pranto a pedir que dormisse com ela. Dizia, entre lágrimas, "mão, quero que fiques sempre comigo".

Apesar de ter percebido estar a ser chantageada, e enfrentando a reprovação do papá, cedi .

Deitei-me abraçadinha a ela, disse que a amava muito e adormecemos as duas.

Por volta das 5 da matina acordei e fui para a cama que me pertence.

 Durante o 2.º sono sonhei que a Leonor tinha morrido (dizem os intérpretes de sonho que isso significa dar mais anos de vida à pessoa), assim como se ao deixá-la sózinha na cama a estivesse a abandonar.

Ele há coisas que não dá para explicar. A mente de uma mãe é uma delas.




terça-feira, 28 de maio de 2013

A assertividade de Maria Leonor

Quando cheguei à cozinha, esta manhã, deparei-me com um verdadeiro estendal no meio do chão.

A menina Tita resolveu fazer das dela e espalhar uma série de tralha.

Comecei a ralhar "filha, isto é serviço que se faça? Desarrumaste tudo (...)"

De repente ouço uma vózinha a perguntar "qual das filhas?". Era D.ª Maria Leonor, sempre atenta e assertiva, a lembrar-se que devia identificar a destinatária do ralhete.

Cheia de razão, como quase sempre aliás.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Dúvidas?!!! Eu não tenho dúvidas

Esta noite, o meu querido marido deu-me a escolher entre uma ida à ópera (Carmina Burana) e um concerto dos Deolinda.

Antes que eu respondesse, disparou um "deixa-me dizer-te uma coisa que acho que vai ajudar-te a escolher. Se optares pela ópera, podemos levar a Leonor", disse sem ponta de ironia na voz.

Ah,ah, ah. Eu já não tinha dúvidas, mas se as tivesse ficaram desfeitas com este argumento.

Bora ver os Deolinda.



A escolha da Angelina Jolie

A decisão tomada pela Angelina Jolie, de fazer uma dupla mastectomia preventiva, não me sai da cabeça.

O meu 1.º pensamento, quando ouvi a notícia, foi de espanto. Pensei logo, não sei porque é que fez aquilo pois nnguém lhe garante que não lhe surja outro tipo de cancro.

Depois parei para raciocinar e fiquei envergonhada, comigo mesma, por ter tido tal pensamento.

Tenho obrigação, por tudo o que passei, de não fazer juízo precipitados. Ou melhor, não dar palpites sobre a vida dos outros. Especialmente sobre questões tão delicadas.

O comentário mais acertado que li até agora sobre este assunto foi de uma figura do nosso jet set, que até tomava por meia fútil. Quando lhe pediram um comentário, respondeu que tudo o que se pudesse dizer acerca da decisão da Angelina era mentira. Que só que vive a situação sabe o que é melhor para si e para os seus. Nem mais. Se há decisões pessoais, esta é uma delas.

O resto do mundo não tem que se meter, só agradecer à Angelina Jolie pela exposição dada a esta questão que faz com que a informação aumente e as pessoas fiquem mais atentas.

Espero é que não se gere uma onda de alarmismo pois o facto de várias pessoas da família terem tido cancro (que é cada vez mais frequente) não significa que o mesmo seja hereditário, conforme nos explicou, a mim e a uma das minhas irmãs, a onco-hematologista numa das consultas que tive durante a quimio.

Como em tudo há que procurar informação na fonte certa que, no caso, são os médicos.

domingo, 26 de maio de 2013

Mãe na noite

Depois de uma tarde passada numa festa de aniversário infantil, a correr de um lado para o outro para tentar evitar agressões e quedas, fui para a noite.

Não saía com amigas desde tempos imemoriais e um jantar de despedida de solteira foi o mote.

Tive a sorte de as minhas patroas terem adormecido no regresso da festa, o que permitiu  uma  saída de casa pacífica, caso contrário teria sido complicado (no fim de semana passado, a Tita viu-me sair de casa e chorou durante toda a hora que durou a minha ausência, apesar de ter ficado com o papá).

Depois do jantar fomos até a um bar com música ao vivo e a noitada durou até às 02h00 da manhã (ganda maluca).

Estava a fazer-me falta um momento destes, e fiquei com vontade de repetir, mas não deixou de ser estranho estar ali, sem as minhas absorventes crias e a tentar evitar que os meus temas de conversa fossem todos dar às birras da Leonor e ao desfralde da Tita.

Experiência a repetir, sem dúvida. Acho que vou começar a aceitar as ofertas de babysitting de casais amigos. Atenção a quem as fizer pois vão ser seriamente ponderadas.








sábado, 25 de maio de 2013

Mercadinho Trocas e Gaivotas - Dia 1 de Junho

Para assinalar o Dia Mundial da Criança, o grupo de parceiros Aveiro, Cidade Amiga das Crianças, organizou um programa de actividades destinadas às crianças, jovens, pais, avós, amigos e, como se diz nos programas de discos pedidos, a toda a comunidade.

Uma dessas iniciativas, na qual estarei com as minhas crias, é o Mercadinho Trocas e Gaivotas. O objectivo é promover a sustentabilidade ambiental, desenvolvimento de competências de poupança e gestão financeira nas nossas crianças e jovens.

Quem quiser participar deve levar objectos que pretenda trocar (exemplo bolos, bijuteria, artesanato, mini-hortas verticais, vasos de ervas aromáticas, livros, cd´s, jogos ...). Escusado será dizer que os objectos devem estar em bom estado (e digo-o como me disseram a mim pois, pelos vistos, a coisa não será assim tão linear para algumas pessoas.

A ideia é gira. Espero que a cidade adira.

Falta só dizer que se vai realizar dia 1 de Junho (sábado),  no Cais da Fonte Nova, em Aveiro, das 10h30 às 16h00.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

As sobrancelhas da Cara Delevingne

Não há coisa que me dê mais gozo, ultimamente, do que utilizar o meu tempo livre com futilidades, tipo programas do TLC e secções rosa de jornais e revistas.

É a melhor coisinha para descansar o cérebro.

Esta semana, num desses momento, deparei-me com uma notícia sobre uma modelo que está a pontos de se tornar a minha referência em termos de estilo (ou eu a dela, pois cheira-me que é bem mais nova do que eu e aquilo que ela está a fazer já eu faço há muito).

Pois bem, a menina Cara Delevingne está a ditar uma nova tendência na moda, a das sobrancelhas "espessas e marcadas".

E olhem que é neta de aristocrata, o que só reforça a minha convicção de que esta tendência tem pernas para andar (quem é que não gostaria de se assemelhar a um membro da nobreza).

Admito que fiquei entusiasmada com a notícia, que é bem capaz de ter como efeito, mais ou menos inconsciente, adiar a minha ida à esteticista.

É que eu sou muito boa a parir (no sentido literal do termo) mas muito paridinha no que ao arrancar pelagem diz respeito.

Tenho pena, a sério. Mas que fazer?

Estou contigo, Cara.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Desfralde Tita, a aventura começou

Neste momento sinto um misto de orgulho e vergonha.


Ontem a educadora da Tita pediu-me para lhe levar umas cuecas de pano, pois acha que a minha mais nova está pronta para começar a fase do desfralde.

Estava ela a falar comigo e a luz a acendar-se no meu cérebro.

Há já algum tempo que a pequena começa a dizer "caieca, mãe, caieca", sempre que lhe mudo a fralda. Provavelmente era um recado da educadora que eu, simples da cabeça, não tinha percebido.

Tirando esse pormenor, que me envergonha pois uma mãe decente teria intuído a mensagem sem que a pequena tivesse sequer que falar, estou toda vaidosa pela minha cria.

Vai começar a fase fantástica das 20 mudas de roupa ao longo do dia e situações embaraçosas no meio da rua.

Embora nessa.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A falta que o olfacto faz a uma mãe

Estou sem olfacto há mais de uma semana, para o bem e para o mal.

É mesmo estranho não sentir o odor de nada aquilo que nos rodeia.

Esta circunstância pode tornar-se bastante complicada quando convivemos com uma criança muito tolerante a cócó na fralda.

Há bebés que choramingam ao mínimo pingo de chichi. Depois há a Tita que pode ter cócó até ao pescoço e continua a negá-lo veementemente.

Resultado, como não me cheira a nada a pequena pode andar assim por tempo indeterminado.

Vale-me a Leonor que tem já longo treino a detectar fraldas sujas e me chama, assim que se apercebe que a fralda da mana precisa de ser mudada.

Mais chatas são aquelas vezes em que a fralda transborda e só dou conta quando lhe pego ao colo e sinto as mãos pegajosas (só para chatear aconteceu e vezes neste período). Linda imagem esta, confessem.

Que saudades tenho de um cheirinho a cócó. É desagradável mas acreditem que senti-lo pode evitar-nos coisas piores.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Nada como deixar os papéis de cada um bem claros

- Leonor, dá aqui uma ajuda à mãe. Vai buscar as sapatilhas da Tita, por favor.

- Mãe, eu não estou aqui para ajudar.

- Ai não?! Então, estás aqui para quê?

- Estou aqui para brincar, ver livros, fazer desenhos (...)

Moral da história - cada macaco no seu galho

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Até a mim, que não tenho próstata, tocou

Sou, por princípio, contra campanhas publiitárias que recorram a técnicas que criem choque para chegar até aos destinatários.

Mas ontem vi um outdoor da Liga Portuguesa contra o Cancro que me deixou a pensar. O anúnio diz qualquer coisa como "o exame à próstata custa a fazer, mas a quimioterapia ainda custa mais".

A minha primeira reacção foi de indignação, porque esta coisa de atingir o psicológico das pessoas fazendo-as sentir que estão doentes por culpa/negligências próprias causa-me muita impressão.

Técnicas à parte, a verdade é que fiquei a pensar na mensagem que quiseram passar. E aquilo marcou-me até a mim, que não tenho próstata.

Por isso só posso concluir que, goste-se ou não da forma como o anúncio foi pensado, o importante é que seja efiaz. E se levar um só homem que seja a fazer o exame, atempadament,e já será bom.

domingo, 19 de maio de 2013

Fim das grandiosas festividades do 4.º aniversário de D.ª Maria Leonor

 
Bolo 2

 
Bolo 3



A aniversariante.

E ao fim de uma semana, acabaram-se as festividades do 4.º aniversário da Leonor.

Já não via a hora. Agora vamos ver como é que a pequena déspota reage ao regresso à vida normal, agora que acredita piamente que, por ter 4 anos, é ela que manda.

sábado, 18 de maio de 2013

Adopção por casais homossexuais

A co-adopção por casais homossexuais foi aprovada em Portugal e os portugueses entretêm-se agora a esgrimir argumentos pró e contra.

Sou uma ferverosa adepta da adopção. Por casais hetero ou homossexuais.


O importante, na minha perspectiva, é que os adoptantes sejam pessoas equilibradas e tenham muito Amor para dar.

Todos sabemos que há pessoas sem vocação para a paternidade, pelos mais variados motivos. E nem sempre se deve a origens humildes. Não faltam aí "famílias modelo que, entre portas, serão tudo menos exemplo de moralidade e bons costumes.

Haverá  também casos em que a melhor opção será a institucionalização das crianças. Crianças que não podem continuar com a família mas cujo perfil dificulta a sua adopção. Sim, porque é tudo muito bonito mas  o que vejo mais por aí, quando se fala em adopção, são preconceitos (que me parecem ridículos) ou medos (alguns dos quais consigo perceber).

O essencial, a meu ver, é que a Segurança Social tenha os meios suficientes para acompanhar todas as crianças em situação de risco, respectivas famílias e processos de adopção (quando essa seja a solução) e que toda a sociedade se envolva no sentido de que as crianças (inseridas ou não na sua família biológica) cresçam num ambiente de paz.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A febre da Tita

Estávamos a sair de casa e a Tita lembrou-se de começar a chorar para que eu lhe desse a chupeta.

Disse-lhe que não, pois já sabia que a pê pê era só para dormir.

A Tita parou de choramingar e diz "mãe, aTita tem febre".

Ficou de boca aberta com as tentativas de manipulação de uma garota de 2 anos.

Até teria acreditado se, até uns segundos atrás, ela não andasse engalfinhada com a irmã.

Estou mesmo entregue à bicharada, é o que se me ocorre dizer.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A triste sina do 1.º livro requisitado na biblioteca pela Tita

No sábado passado fomos à biblioteca e requisitei num livro para cada menina.

A Tita gostou tanto que o devorou, literalmente.

Parece que a rapariga anda outra vez com carência de ferro.

Nem sei com que cara vou aparecer na biblioteca, agora.

Ainda vou presa por co-autoria moral de crime de dano. É melhor voltar a dar as vitaminas à cachopa.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Espetar as unhas não é o mesmo que arranhar

Ao 15.º combate, já farta de ouvir gritos, chamei as cachopas.

A 1.ª a aparecer foi a Tita. Vinha com marcas de unhas nas bochechas mas e a boca cheia de cabelos, sinal de que levou mas também deu.

Perguntei quem tinha começado e as engraçadinhas apontaram logo uma para a outra.

Depois, dirigi-me à Leonor, que isto de ser irmã mais velha acarreta responsabilidades.

- Leonor, a mãe quer saber a verdade. Quem é que começou?

- Foi a Tita (por acaso até acredito, pensei eu)

- E tu, que lhe fizeste?

- Nada.

- Nada ?!!! Olha que eu estou a ver a cara da Tita toda arranhada.

- Mãe, espetar as unhas não é o mesmo que arranhar.


Realmente, pensando bem., a Leonor tem razão. A técnica é diferente e há que ter rigor nas palavras.

Quero ser uma mãe justa. Tentarei evitar lapsos semelhantes.

E que as lutas continuem, já que ao que parece fazem parte de uma relação normal entre irmãs que, apesar das unhas espetadas e cabelos arrancados à dentada, se adoram.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

4.º aniversário da Leonor - momentos


Parabéns Leonor



Faz hoje 4 anos que a Leonor chegou.

A menina que nasceu com uma farta cabeleira escura, tem hoje o cabelo clarinho.

Da noite que antecedeu o seu nascimento hei-de guardar sempre uma memória de paz e serenidade, talvez para me compensar da atribulação vivida durante a gravidez.

Essa serenidade manteve-se até a cachopa fazer um ano. Daí para cá, transformou-se naquilo que sabem, um furacão.

A mãe está tão feliz que nem consegue escrever nada de jeito.

Parabéns Leonor.



domingo, 12 de maio de 2013

Do Arouca desde pequenina

Numa altura em que só um milagre pode salvar o meu Beira Mar de descer à 2.ª Liga, fiquei toda contente com o feito do Arouca.

Aconteça o que acontecer, o distrito de Aveiro estará representado, na proxima época, entre os grandes do futebol português.

Parabéns a todos os arouquenses.

Dia de Santa Joana, a padroeira da nossa cidade

Hoje é o dia de Santa Joana, a padroeira da cidade de Aveiro.

Pelo segundo ano consecutivo, tenho a alegria de integrar a procissão. Não vou de anjinho (hei-de ficar sempre com essa mágoa) mas o que interessa é o momento.

Este ano houve alteração de horário e percurso. A procissão sai da Sé, às 14h e pelas 16h é celebrada Eucaristia ao ar livre, mesmo em frente ao museu.

Fica a informação para quem se quiser juntar a este momento solene.

sábado, 11 de maio de 2013

O dia em que comemorei 36 anos

O meu 36.º aniversário vai ficar na minha memória.

Apesar de o dia ter começado com duas pequenas trombinhas a olhar para mim (as raparigas têm mau acordar), a coisa acabou por se compor.

Este ano enchi-me de lata e pedinchei uma surpresa, coisa que adoro, a umas amigas.

Elas levaram a coisa a sério e em vez de uma supresa tive várias, desde balões a homens semi-nus (só foto, atenção).

Obrigada meninas Aida, Filipa e Sandra. Adorei cada uma das vossas invenções, apesar de ter de confessar que a parte do ambiente de trabalho virado de pernas para o ar já me estava a stressar um bocado.

Tudo isto conjugado com um almocinho entre boas amigas,um lanche muito divertido, um jantar em família e muitos mimos vindos de vários cantos do mundo, tornaram o meu dia muito especial.

É por estas e por outras que sou uma mulher feliz.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

E prontos, dobrei a maioridade

Ah pois é. Aqui a menina dobra hoje a maioridade.

Basicamente, há 18 anos que tenho idade para tirar a carta de condução, coisa que fiz logo na altura.

As contas à vida começam a parecer um bocado elevadas e estranhas, mas nada que não passe quando me lembro que ainda terei pela frente (e na melhor das hipóteses) 30 anos até à idade da reforma.

Muito para palmilhar ainda.

Os papás andam em negação, o que tem imensa piada.

 Sim, pai, é verdade que a tua filha mais velha faz hoje 36 anos e que estás à beira dos 60.

Mãe, podes assumir a minha idade no face. Os que fizerem contas só concluirão que és uma mulher de fibra,  princípios inabaláveis e mais pareces minha irmã.

Para comemorar o dia, começo com uma dor de garganta daquelas das quais já não me lembrava (deve ser da idade).

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Era surpresa

Pai - A mãe faz anos amanhã.

Leonor - Cala-te, que a mãe não sabe.

Pai - Não sabe o quê? Vai haver alguma festa?

Leonor - Não sabe que vamos comprar-lhe um bolo. Cala-te.

Pai - É surpresa?

Mãe - Pelos vistos era.

Baby Sitter on line - serviços gratuitos

Sei que parece mentira, mas garanto que não.

Descobri, recentemente, os serviços de uma baby sitter on line, totalmente gratuitos e de grande qualidade.


Basta ligar o skype, fazer a chamada e sentar a criancinha em frente ao PC enquanto come ou faz as suas necessidades no pote.

Para além do acesso à net, convém que tenham um familiar disponível para o efeito, claro.

A tia Joana, a viver algures na Suécia, tem realizado as funções com elevado profissionalismo.

E a Tita até come a sopa toda, só pela vaidade em mostrar à tia que o consegue fazer sózinha.

Obrigada tia Joana.

Estás convocada, todos os dias úteis entre as 07h30 e as 08h30. E ao fim de semana, em hora a acordar.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Brigar como gente grande

As minhas crias brigam como gente grande.

Primeiro é a fase do ataque psicológico. "Tita, olha o que eu tenho"; "A mãe é minha"; Eu vou e tu não" ...., frases que terminam todas com o clássico, e irritante, "na,na, na,na ,na".

Depois vem a parte do ataque físico, que mete dedos espetados nos olhos e rolos de cabelo arrancados.

Curiosamente, na parte física, que costuma vencer é a pequena. Apesar de a Leonor ser conhecida por "gostar de molhar a sopa", dentro de casa leva grandes sovas da irmã e arrisca-se mesmo a ficar com a cabeça pelada.

As brigas acontecem porque sim, as meninas não necessitam de motivo, e só intervenho quando o confronto físico está bastante aceso.

Quando vejo as minhas filhas assim, lembro-me de mim e das minhas irmãs. Acho que nunca chegámos à parte da pancada, mas ainda hoje não perdemos oportunidade de um bom "bate boca".

Sinceramente, não percebo como é que os meus pais continuam a aturar-nos e nunca nos mandaram discutir para a rua.

É que estas discussões entre irmãs (e  falo das minhas filhas) são de dar cabo dos nervos.

Mas como algo me diz que, tão cedo, não acabarão, mais vale resignar-me e ir tomando um cházinho de camomila.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Exame da 4.ª classe

Cresci a ouvir falar do rigor que havia no "exame da 4.ª classe" e no orgulho que era obter aprovação no mesmo.

Talvez por isso, e pela educação que me foi dada, sempre me tenha feito confusão a ideia de facilitismo que muitos pais inculcam nos filhos.

A notícia do dia de hoje anda precisamente à volta dos regressados exames da 4.ª classe.

Não me vou pronunciar sobre a forma como foram implementados porque, diga-se em rigor da verdade, ando completamente alheada da temática que, ao que sei, não é noticiada no Canal Panda.

Independentemente disso, admira-me tanta indignação.

Posso estar errada, mas não me parece que fazer um exame no final da 4.ª classe seja traumatizante para uma criança, mesmo que seja feito numa escola desconhecida.

Vamos ver, todos achamos muita piada ao ver os finalistas da pré-primária de cartola, mas chocamo-nos com os processos avaliativos que vão implementando ao longo do percurso académico.

Para mim, o difícil é passar de um colégio onde se faz a escola primária de forma resguardada, sem ouvir o mais pequeno palavrão que seja, para o ciclo.

Teria sido bom (para mim)  ter ido fazer um exame antes a outra escola? Talvez. Pelo menos talvez soubesse o que era um polivalente e não ficasse a chorar quando o meu pai me deixou na escola nova à procura do dito polivalente do qual nunca tinha ouvido falar.

O exame da 4.ª classe será só o primeiro de muitos exames que as crianças terão ao longo da vida e todos eles deveriam ser encarados como forma de as preparar para a vida, sempre com o devido acompanhamento de pais e professores claro.

Não concordamos com ele? Muito bem. Existirão locais próprios para o demonstrarmos e não será em casa perante uma criança que, independentemente da opinião dos pais, terá de se submeter ao exame.

É inadmissível que uma criança seja entrevistada e responda que a mãe diz que os exames são uma palhaçada. A mãe pode pensá-lo, mas dizê-lo à criança .....

Batam-me, crucifiquem-me, mas vejo estas provas como uma etapa do crescimento. Caberá é aos pais não criar ansiedade nos filhos e explicar-lhe que a avaliação faz parte da vida e que mesmo que não corra bem o mundo não acaba. Há que tentar melhorar.

Difícil? Certamente. Mas a vida também não facilita.






segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cancro, esteticistas e de como eu amo Portugal

Este sábado fui à esteticista, programa que está longe de ser um dos meus favoritos.

A menina, de quem gosto bastante aliás, já conhecia o meu historial médico mas resolveu fazer-me uma série de perguntas sobre o diagnóstico da doença, quimio ....

Lá fui respondendo e, a certa altura, saiu-se com esta "ai, eu quando sei que alguém tem cancro penso logo que é o fim; lá na Ucrânia se tens cancro podes pôr logo a cruz".

Pensamento n.º 1 - Ainda bem que nasci em Portugal (cada vez gosto mais do meu país)

Pensamento n.º 2 - Pelos vistos ainda faz sentido que eu vá falando da minha doença (há quem precise de ver que nem sempre cancro é sinal de fim)

Pensamento n.º 3 - Ninguém merece ter este tipo de conversa, especialmente enquanto está sentada na cadeira da esteticista

domingo, 5 de maio de 2013

Amor de Mães





No dia de todas as mães, entre as quais orgulhosamente me incluo, fui procurar esta foto na qual estou ladeada pelas melhores e mais perfeitas (quem dera isso se pegasse e eu chegasse ao mesmo nível).

Admito que soa a clichet, mas não há outra forma de o dizer.

Um beijinho especial para a minha mãe e avó, que todos os dias me dão vida (a sua) e mostram que o Amor de Mãe é imensurável e infinito.

sábado, 4 de maio de 2013

Renúncias

Fiz a escola primária em Ermesinde, no Externato Maria Droste.

Lembro-me do rigor do professor Pereira, nos ditados, na tabuada e nos princípios que nos transmitia.

Apesar de alguns métodos pedagógicos discutíveis, que hoje em dia dariam título de primeira página, o professor Pereira marcou-me muito positivamente.

Um dos princípios que me ensinou foi o da solidariedade, chamava-lhe "renúncias".

O objectivo era que todos fossemos capazes de abdicar de algo, supérfluo, que nos apetecesse (um bolo, por exemplo) e guardar o dinheiro que  deixassemos de gastar para ajudar alguém.

Está na hora de arranjar uma caixinha de "renúncias" para as patroas cá de casa.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Temos Advogada?

- Mãe, olha o que a Tita fez!

- Ai, ai Tita, isso não se faz. Isso é feio ....

- MÃE, não precisas de ralhar com ela !!!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Mal agradecida ou talvez não

Há 3 noites que pouco durmo, à conta da Tita que está adoentada.

Esta noite, deviam ser umas 4 horas quando acabei de lhe fazer nebulizações. Meia grogue, fiquei especada no meio do quarto a olhar para as minhas crias.´

Volta e meia vem-me à lembrança o medo que já senti de não estar cá para acompanhar a Leonor ou de não ter condições físicas para tratar dela.

E falo da Leonor porque, há cerca de 4 anos, a Tita era algo impensável.

Nestes, inevitáveis, momentos, sinto-me uma mal agradecida ao pensar em todas as vezes que reclamo pelo trabalho que as pestinhas me dão.

Depois, mais a frio, penso que as lamúrias são bom sinal. São sinal que não fiquei agarrada à doença, apesar de ela nunca deixar de pairar sobre o meu pensamento (seja ele mais ou menos longínquo).

Prefiro acreditar nesta segunda hipótese até porque todos os dias agradeço a minha vida e tudo o que nela existe.