quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Desejos das meninas para 2015

A Leonor anda eufórica com a chegada de 2015, ano em que fará 6 anos, irá para a primária e, está convicta, lhe cairá o 1,º dente.


Para ela está tudo tão interligado que acho mesmo que acredita que os factos ocorrerão todos em simultâneo, já amanhã.


A pequena, por seu lado, foi contagiada pelo entusiasmo da irmã e procura utilidade para todas as prendas de Natal que recebeu de modo a que as possa "levar para a primária".


No que toca aos seu projectos pessoais, limita-se a sonhar com o dia em que fará 4 anos. "4 anos, mãe; vou fazer 4 anos!", diz-me com os olhos a brilhar.


Perante objectivos tão importantes, quanto pueris, percebo que qualquer um que possa traçar será fútil.



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Habitual meditação de fim de ano

Não consigo fugir à meditação de fim de ano e, estando nesse processo, decidi relembrar a que fiz no final de 2013 (podem ler aqui).

A minha surpresa não podia ser maior, ao ver aquilo que desejei que acontecesse em 2014 - recuperar a serenidade!

Isto porque estava convencida que não tinha alcançado nada daquilo a que me tinha proposto, de uma lista de 5 míseros pontos.

- Não li 6 livros (mas gostei dos que li; aliás só termino livros dos quais goste)
- Não escrevi um livro (mas escrevi 1 página e mais de 500 posts no blogue)
- Não tive aulas de canto (mas fiz uma aula experimental)
- Não bordei um quadro (mas bordei uns pontos)
- Não caminhei 1 única vez antes das patroas acordarem (aqui o falhanço foi redondo)

Apesar disso RECUPEREI aquilo que mais queria, a tal serenidade que me tinha sido roubada por uns infelizes sem alma.

O ano foi intenso ao nível das emoções; foi o ano em que ficámos sem a presença física do nosso patriarca.

Contudo, e apesar da dureza das circunstâncias em que a partida ocorreu, sinto (e sem qualquer tipo de demagogia) que o Amor se fez ainda mais presente na família e, mais uma vez, saímos fortalecidos de mais uma prova que a vida nos colocou no caminho (isto sem prejuízo de, exteriormente, continuarmos sempre a embirrar uns com os outros).

Foi também um ano marcado por uma  notícia que ninguém quer receber, a da doença de uma Amiga, e que me levou a pegar nas armas para, juntamente, com ela dar mais uma coça ao parvo do linfoma.

E foi o ano em que cruzei a meta (mental) dos 5 anos pós quimio.

Foi por isso, e apesar das adversidades, um ano especial.

Em 2015, para além dos óbvios e mais ou menos (in)confessáveis, o meu grande propósito é o de diminuir o número de fretes.

Estou uma rapariga cada vez mais hedonista, ainda que consciente que a minha vontade nao é livre e, acima de tudo, que a minha liberdade começa onde a dos outros acaba o que a torna algo difícil de gerir.

A todos quantos me lêem um excelente ano de 2015, pleno de objectivos alçançados e com o mínimo de fretes possível.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Da gripe em família

A minha rino-faringite (se é que algum dia o foi) virou gripe. Já não me lembrava de ter uma destas, nem de ser tão pouco resistente à febre.

Mas pior do que a febre e de uma tosse horrorosa, que quase faz os pulmões e brônquios saltarem boca fora, é estar enfiada em casa com estas duas terroristas, igualmente doentes.

Contrariamente aos pais, as pequenas têm uma excelente reacção à febre e é frequente ser surpreendida pelo termómetro quando, segundos antes, andavam a saltar, berrar e esgadanhar-se uma à outra.

Depois de uns dias a ameaçar, hoje foi dia de também o papá encostar às boxes.

De modos que a dúvida, neste momento, é que pijamas escoler para a passagem de ano sendo que nem aos saldos podemos ir.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Antibiótico, pois claro.

Depois de 3 idas ao médico, eis que foi receitado antibiótico à Leonor (eu tive mais sorte, que só precisei de ir lá duas vezes.

Aparentemente passámos da fase em que se receitava antibiótico por "dá cá aquela palha" para a fase de experimentar o sistema imunitário ao máximo.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Arrumada para a sucata

Estou arrumada para a sucata.

Mas para que é que a malta tem faringe? Dói como tudo. E piora com a medicação. Ou então é da idade.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Rino-faringite (à dúzia é mais barato)

Uma das prendas de Natal que recebemos cá em em casa veio em dose dupla :  rino-faringite para a Leonor e sua mamã.


Obrigadinha Pai Natal!

E não é que o Pai Natal tem papel de embrulho igual ao cá de casa?!!!

Ele há cada uma. Não é que o Pai Natal tem papel de embrulho igual ao cá de casa? (segundo observou a Leonor).


Este ano ainda escapou (a Leonor acredita que o Pai Natal faz o papel, por acaso igual ao que comprei numa loja), mas terei de aprimorar a técnica se quiser que esta magia se mantenha mais algum tempo.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O que (vos) desejo neste Natal

O que (vos) desejo neste Natal é o mesmo que desejo nos outros dias do ano.


Em resumo, que todos os dias sejam Natal.


Com mais, ou menos, luzes e embrulhos, desejo que a Paz, Amor, Saúde sejam constantes na vida de cada um para que, sem medos, possam ir à luta por aquilo que desejam. E que tenham a Felicidade de ver a vossa família unida.


Se a tudo isto se somarem uns trocos nos bolsos, ainda melhor.


Assim, o que vos desejo é aquilo que quero para mim.


Um doce e Santo Natal

Blackout no SCP

Sou só eu que acha que decretar um blackout no Sporting foi a única coisa sensata que o Bruno de Carvalho fez?


Duvido é que o próprio consiga manter-se caladinho. O que é pena.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Em modo preparação da consoada

E eis que a família se encontra em modo preparação da consoada




- Lampreia de ovos- check


- Pudim de côco - check


- Bolachinhas - check


- Pão de ló - check


- Leonor cheia de febre - check   :(

Partiram adiantados

Todos aqueles que amamos partem adiantados, independentemente da idade que tenham.

A vontade era amarrá-los com uma corrente, presa aos nossos tornozelos e não os deixarmos ir.

Resta a certeza de que a vida terrena é só um momento e a morte uma passagem para a eternidade.

Neste Natal enquanto nós festejamos cá em baixo pai e filho festejarão lá em cima e estaremos todos juntos numa distância que é só física.

Para eles (meu avô e tio/padrinho), esta belíssima música

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

My Favorite things

Pára tudo que dia 25, pelas 14h00, vai acontecer serviço público na RTP1.


Eu, que não vejo o Música no Coração há uns 2 ou 3 aninhos, vou ficar de nariz colado ao écran.




That´s one of "My Favorite things"

domingo, 21 de dezembro de 2014

Jogo sujo

Ultimamente, estou no centro de uma disputa entre as minhas filhas.


As pequenas fazem de tudo para se evidenciar perante mim, preferencialmente evidenciando as falhas uma da outra.


Esta semana cada uma delas trouxe um presépio feito na escolinha.


A Leonor ficou toda orgulhosa quando disse que o presépio seria para a minha colecção. Já a Tita, mais racional, diz que o presépio é dela.


Claro que a mana mais velha aproveitou a deixa para jogar sujo e dizer que se não me dava o presépio era porque não gostava de mim.


Nesta guerra vale tudo, mas a Tita não vacila. Assegura que gosta muito de mim, mas isso não significa que tenha de me dar o presépio.

Por favor, internem-me!!!

A próxima vez que me ouvirem dizer que vou fazer bolo rei, internem-me.




É um favor que fazem.


Não fosse o Amor e a Amizade que me impeliram a entrar nesta loucura, já tinha voado tudo pela janela.

5 anos livre de drogas!

Há 5 anos, neste mesmo dia, escrevia este post a anunciar ao mundo a última sessão de quimio.


A partir daí fui fazendo uma contagem decrescente, mais ou menos (in)consciente, tendo como meta o dia 22 de Dezembro de 2014. Aquele em que ouviria a palavra "CURA".


E eis que o dia chegou. Dir-se-á (eu própria o sei) que é "só" mais um dia.


Mas o "só" que mudou ao longo desta jornada de 5 anos foi tudo na minha vida, desde as cores que vejo aos cheiros que sinto, passando por aquilo que dou e, em dobro, recebo.


Ainda não tive alta, tal como imaginaria fosse acontecer em Dezembro de 2014 e sei que tudo será igual de hoje em diante, eu é que me sinto diferente a cada dia que passa. E cada vez mais feliz.









sábado, 20 de dezembro de 2014

O puto e a pu ...............

Cá em casa vivemos a deslumbrante fase de descoberta das palavras.


As mais recentes são o puto e a pu ....


Nem a vale a pena dizer mais nada.


Imaginem só a animação que por aqui se vive.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Às vezes conseguem ter piada, mesmo de manhã

Estava eu a tomar o meu banho matinal de 30 segundos (aqueles que as patroas me concedem), quando ouço bater à porta da casa de banho.

Estranho (muito) já que uma das minhas maiores lutas, de momento, é conseguir que a Leonor comece a bater à porta antes de entrar e, ainda por cima, a porta estava entreaberta.

Momentaneamente acreditei (santa ignorância) que a cachopa já tinha interiorizado o ensinamento e disse-lhe para podia entrar.

Com o seu jeito teatral disse "mãe, tens de ir lá abaixo ver o que a Tita fez!!! Deu com a mão na garrafa do iogurte e entornou-o todo!!!".

Irritada com mais uma queixinha parva, respondi-lhe que não precisava de se ter dado ao trabalho de subir as escadas para denunciar a irmã e que quando eu chegasse lá abaixo iria ver e limpar.

Vaidosa, disse-me que queria ser ela a limpar ao que eu reagi com um "Muito bem! Vês, tinha sido muito mais bonito da tua parte se tivesses feito isso logo, em vez de vires aqui fazeres queixinhas."

A conversa terminou com a resposta, elucidativa, da Leonor - "Está bem, eu vou. Vamos fingir que eu não vim fazer queixinhas".

Às vezes conseguem ter piada, mesmo de manhã e com a mesa cheia de iogurte seco.




Porque acredito no espírito natalício

Acredito verdadeiramente, e cada vez mais, no espírito natalício.


Para os crentes o Advento é tempo de esperança que (indo à origem etimológica da palavra) significa "espera alegre".


E porque a alegria é contagiante sinto, de facto, que nesta época ela anda no ar.


Não prescindo dos presentes, enquanto símbolo de Amizade, e daria muitos mais se pudesse.


Se calhar tenho gestos e palavras com pessoas que não vejo há séculos, outras das quais nem gostarei assim tanto e outras até que só "conheço" do facebook.


Mas não assumam isto como falsidade (NOTA-aqui refiro-me a comentários que tenho lido sobre esta época e que não me eram dirigidos particularmente).Acreditem no espírito natalício e entrem na onda, não esquecendo que cada um de nós tem o seu papel e "comportamento gera comportamento".


Continuação de um feliz Advento





quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Confesso-me aterrorizada

Isto de ser mãe, às vezes dá medo. Medo de não conseguir domar as feras.


Hoje é um daqueles dias em que estou aterroriza, muito provavelmente à conta de um amanhecer daqueles bem difíceis.


Amanhã será outro dia, ou não.


Nem quero pensar na adolescência.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Com vinagre não se apanham moscas e eu sou uma caloteira

 Sou assinante da revista Cruzada desde o colégio (já lá vai mais de 1/4 de século).


A revista tem-me acompanhado ao longo da vida e nas mais diversas moradas.


Na semana passada recebi uma cartinha muito simpática, com um calendário de 2015 e uma pagela de Nossa Senhora.


Junto, e sem qualquer comentário, vinha uma factura. Tudo seria normal e sem reparos, não fosse a data da factura ser 1 de Janeiro de 2014.


Ou seja, esta caloteira que vos escreve esqueceu-se de pagar a assinatura do ano 2014 e o Secretariado Nacional do Apostolado da Oração foi de uma subtileza tocante.


A carapuça serviu-me de tal modo que não só regularizei o débito como liquidei o valor da assinatura referente ao ano de 2015.











As minhas filhas têm vergonha de mim. Sniff,sniff

O meu pai sempre me avisou "filho és, pai serás".

Depois de anos com vergonha de ouvir a minha mãe cantar (mesmo sem público), é a vez de ser mandada calar pelas minhas filhas.

As cachopas já têm vergonha de mim.

Socorrooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

domingo, 14 de dezembro de 2014

E a Tita, que pede ao Pai Natal?

Um Nenuco?


Uma barbie?


Um puzzle?




Nahhhhhhhhhhhhhh


Um frigorifico, claro. Perguntei-lhe se quer que venha cheio de chouriços, mas a cachopa diz que e dos de brincar.

A Leonor escreveu ao Pai Natal ... e emocionou-me

A Leonor acredita que o Pai Natal ouve tudo o que as crianças dizem e, por isso, não se preocupa em escrever-lhe.


Mas ontem surpreendeu-me, e comoveu-me, quando me disse que tinha escrito um postal ao Pai Natal, a pedir-lhe que eu não ficasse doente outra vez.


Quando as meninas vêem as minhas cicatrizes e perguntam como as fiz, respondo-lhes que a mamã esteve doente e os doutores tiveram de lhe tirar um bichinho, nada mais do que isso.


Um dia (quando for crescida) havemos de falar sobre o que vivemos juntas.







sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

6 anos depois ....


Eu sei que todos os anos conto a mesma história, mas quanto a isto não há volta a dar.
Foi no dia do jantar de Natal do meu trabalho que ouvi, antes de sair para a consulta onde iria saber o resultado da biópsia, "vai e volta, independentemente do resultado".

E eu fui e voltei para o jantar, apesar do "minha querida, vai ter que vir comigo ... ao IPO".

E é isto que quero partilhar, juntamente com uma foto tirada hoje ... antes de mais um jantar de Natal.



Vai-te matar!

Percebemos que há coisas da vida que escapam ao nosso controlo quando a nossa filha de 5 anos se vir para nós e diz "vai-te matar!".

Parece que está a crescer e ganhar asas a piolhosa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Longe levaremos Teu nome


De saber-Te rochedo

Vivemos sem medo

Por saber-Te nascente

Queremos ser foz

Tornar o Amor presente

Deixar-Te desaguar em nós

E longe levaremos Teu nome

Àqueles não o lembrem

Sentindo de Ti a fome
Aspirando sem saber a quem

Do mordomo ao contabilista, passando pelo motorista

Longe vão os tempos em que a culpa era do mordomo. Parece que agora é do contabilista, já para não falar do motorista.


Para mim, e depois daquilo que ouvi ontem, a culpa será dos arquitectos da teia (grandes cabecinhas aquelas)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

250.000 euros

Com 250.000€ seria uma mulher ainda mais feliz.

Não é pedir muito, pois não?

Um estado de alma

Há dias recebi um daqueles e.mails institucionais, disparados para 1001 caixas de correio, com uma mensagem de Natal.


Terá sido, dentro do género, o e.mail mais singelo que recebi. Não tinha figuras alusivas, nem grande rigor estético. Dizia tão somente "O Natal não é um momento, é um estado de alma" e não me podia ter tocado mais.


Acredito plenamente que o Natal não é (ou pelo menos não deve ser) um momento, mas também acredito no "espírito natalício" que parece pairar sobre nós em Dezembro.


Aquele "espírito" que faz com que arranjemos momentos, que ao longo do ano foram difíceis de encontrar, para estar com amigos que não vemos desde Dezembro do ano passado.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Aceitam-se encomendas

O meu homem tem-se revelado cada vez mais prendado.


Depois dos bolos de aniversário das cachopas vieram as conservas, o molho de tomate, os iogurtes e agora o pão-de-ló de Ovar.




Mais uns tempinhos e começo a aceitar encomendas que isto dos talentos tem de ser colocado a render.

domingo, 7 de dezembro de 2014

De pequenina se começa a espalhar boatos

(Versão da Tita)


- Sabes, Leonor, a X não vai ter prendas de Natal porque tirou notas à mãe!


(Versão Original)


- Sabes, Tita, a X não vai ter prendas de Natal porque tirou más notas na escola.

Escrito está o destino

Escrito está o destino
De quem se resigna à sorte
Vendo todo o fim na morte
E esquecendo o seu espectro divino

sábado, 6 de dezembro de 2014

Se isto não é o diabo, então não sei que será

Vai que hoje estava a folhear uma revista de culinária e deparei-me com uma receita de lasanha de alheira.


Se isto não é o diabo, então não sei que será.

Qual Passos Coelho, qual Merkel?

Qual Passos Coelho, qual Merkel?


A culpa de todos os males do mundo é das mães. Pelo menos aos olhos das minhas crias.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Só eu não tenho amigos destes ....

Já que hoje estou numa de reflectir sobre a Amizade, partilho esta notícia que chega a ser comovente.

Só eu é que não tenho Amigos assim ...

Mas deixem que vos diga que as liberalidades dos meus Amigos são bem boas, a diferença é a sua intangibilidade.

Carta de Séneca a Lucílio

(Carta IX)
 
Para que me esforço para obter um amigo? Para que eu tenha por quem eu possa morrer, para que eu tenha a quem seguir no exílio, à morte de quem eu me oponha e impeça. 
Isso que tu descreves, do que se aproxima em vista do que é vantajoso, do que se espera que haja algo a ganhar, é comércio, não amizade. Não duvides que o amor possui algo similar à amizade: que se possa dizer aquele afecto [ser] uma amizade enlouquecida. 
Acaso alguém ama por causa do lucro? Acaso alguém ama por causa da ambição ou da glória? O próprio amor, por si mesmo indiferente a todas as outras coisas, inflama os espíritos para o desejo da Beleza não sem esperança de ternura mútua. E então? A causa do que é digno forma aliança com um afecto torpe?
«Não se trata», dizes tu, «agora [de discutir] isto, se a amizade deve ser buscada em razão de si mesma». 
Pelo contrário, nada é mais necessário. Com efeito, se deve ser procurada em razão dela mesma, só pode atingi-la quem se basta. «De que modo então a atinge?» Do mesmo modo que atinge a coisa mais bela, não [sendo] atraído pelo lucro nem atemorizado pela inconstância da fortuna. Trai a majestade da amizade quem a procura em vista da circunstância favorável.

PS

E eu, ignorante, que até esta semana desconhecia as cartas de Séneca a Lucílio

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

São os ciúmes, Senhor. São os ciúmes

E esta manhã estava tudo a correr na perfeição até que ... (e há sempre um quê), D.ª Maria Leonor percebeu que eu iria levar a irmã à escola e por isso  não me teria a mim, sua escrava de eleição, a vestir-lhe o bibe.


Vai dai começa o berreiro em plena rua, com a particularidade de o tom aumentar à medida que se afastava, a espernear, ao colo do avô.


Os ciúmes são tramados.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Coisas que me dão nos nervos

Tenho uma opinião muito própria, e eventualmente pouo demagógica, sobre a contratação colectiva. Aquilo dá-me nos nervos, por variados motivos.


Mas já que tenho de levar com ela, gostaria que alguém informasse os senhores que alimentam o site do GEP com as actualizações do Boletim do Trabalho e Emprego que a listagem de CAE´S já vai na revisão 3 (publicada há uns tempinhos, no longínquo ano de 2007).


Em todo o caso, se for para fazerem o que fizeram com o site do Diário da República e começar a cobrar pesquisas básicas é melhor deixarem estar. Assim como assim já estou habituada a recorrer à tabela de conversão.

O diabinho que há em mim

O diabinho que há em mim andou sereno durante algum tempo até que resolveu despertar.


Tudo aconteceu esta noite, sob a forma de sonho assim a fugir para o pesadelo.


O danado anda mortinho por arranjar um pretexto que me solte a língua e me leve a dizer umas quantas verdades a uma criatura presunçosa e sem princípios com a qual, lamentavelmente, me cruzei em tempos.


Por sorte, o anjinho bom que co-habita com o diabinho vai levando a sua avante mostrando-me, a cada momento, que há casos (muitos até) em que o silêncio é a melhor resposta.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Se pudesse tomava todas as dores dos meus

Desde que fiquei doente, que o que mais peço a Deus é que se alguém tiver de ter dores que seja eu e não os meus.


Hoje peço-o de forma especial, porque sinto os Amigos como parte de mim.



A gestão do conhecimento no casamento

Depois de uma manhã passada a falar de um tema tão importante quanto intangível como é a gestão do conhecimento, lembrei-me de uma importante dica que nos foi dada durante o curso de preparação para o matrimónio.


Dizia-nos o senhor diácono que todos os meses, no dia em que assinala mais um mês de casados, o casal devia parar uns minutos para fazer um ponto de situação.


Estava a falar precisamente na importância da gestão do conhecimento.


Nos primeiros meses tentámos cumprir religiosamente. Agora fazêmo-lo com menos frequência mas posso asseverar que, é de facto, muito importante esse momento.


E vou terminar por aqui, antes de me transformar em conselheira matrimonial de trazer por casa.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A nossa pintainha está doente

1h 30 da matina e andava esta alma de Deus a limpar o conteúdo do estômago da Tita.


A pintainha está doente (embora a recuperar à velocidade da luz) com aquilo que o médico definiu como "amadurecimento de uma doença qualquer", provavelmente uma daquelas famosas viroses que toda a gente conhece mas nunca ninguém viu.


Durante o dia andou prostrada, quase matando os avós de tristeza e preocupação, mas começa a ir ao sítio.


Nada pára a Tita, nem uma virose.

domingo, 30 de novembro de 2014

Alguém me explique como se eu fosse muito burra

Palavra que não consigo perceber como é que alguém coloca filhos como testa de ferro de negócios ilícitos.

Queixinhas

Há poucas coisas mais irritantes do que passar o dia a ouvir queixinhas de 2 irmãs endiabradas, com direito a entoação parva e tudo.


Mas há pouco tive de me rir. A Tita veio queixar-se que a irmã lhe tinha batido e antes que pudesse ir investigar, a Leonor apressou-se a esclarecer "ai não, não bati. Ia bater mas ela fugiu".


Mais uma queixa infundada.

sábado, 29 de novembro de 2014

Ai como dói

Estávamos de saída para levar a Leonor ao xadrez, e aproveitar uma bela manhã se sol, quando as meninas decidiram fazer uma birra descomunal.


Tiveram azar, pois o coração do papá mantém-se mais firme do que o meu, em situações críticas como esta, e já não foram a lado nenhum.


O castigo foi merecido, mas ainda assim doeu à mãe.



Qualquer dia tenho a CPCJ à porta.

Tenho um pai galinha que se transformou num avô ainda mais galinha.


Não há um santo dia em que eu, a mãe despreocupada, não receba um ou dois ralhetes seja por telefone seja presencialmente.


Ou as meninas estão com calçado desadequado ao tempo, "parecem umas pelintras de tão mal vestidas", estão (invariavelmente) "mal agasalhadas", têm de se deitar mais cedo (etc,etc,etc).


Juro que se não conhecesse a peça (leia-se o Amor que nos tem) já tinha ido  deixar as cachopas na roda dos enjeitados, na esperança que alguém mais capaz as acolhesse.


Mas não estou livre de ter a CPCJ à porta.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Igualzinha ao bisavô materno

A Leonor é uma miúda de hábitos que cumpre religiosamente ... até ao dia em que lhe dá uma veneta e muda sem explicação.

Durante uns 3 anitos, só comia papa Blédina de frutos variados ao pequeno almoço.

Entretanto começou a aceitar papa de outra marca.

Hoje quando lhe dei aquela que já foi a sua papa de eleição disse-me que nunca tinha gostado daquilo.

É igualzinha ao bisavô materno.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Imagino-os a ter conversas profundas lá no céu

1.º partiu o meu avô, depois o Anthimio de Azevedo, agora o Sousa Velozo e eu recordo-os com um sorriso, enquanto os imagino a ter conversas profundas lá no céu.


Isto se o meu avô estiver para aí virado, que quando não lhe apetecia falar punha  a malta toda a correr.


Que saudades!

A presunção de inocência é uma quimera

Devo confessar que fui uma das pessoas que sorriu ao saber da detenção do Sócrates.

E também me tenho rido com as 1001 piadas que vão fazendo no facebook (há malta muito criativa).

Nunca simpatizei com o nosso ex-PM e metem-me confusão todas aquelas histórias que, ao longo do seu percurso político, têm ficado por esclarecer.

Apesar disso, tento manter presente na minha mente um dos princípios mais basilares que aprendi na faculdade o de presunção da inocência até sentença transitada em julgado e rejeito veementemente "julgamentos na praça pública".

O meu sorriso foi pois de satisfação por ver a justiça investigar uma situação a fundo e não de vingança que é sentimento que dispenso.

Existem locais próprios para aferir responsabilidades e acho que a justiça portuguesa começa a dar provas de estar cada vez mais atenta e actuante.

Mas é obviamente difícil acreditar nos princípios. Acho que faz parte da condição humana acreditar naquilo em que se quer acreditar, em função dos afectos ou tendências, sejam eles clubísticos, religiosos ou políticos. E isso tem sido bem notório neste caso.

Esta história dava um excelente estudo de caso sociológico.

Contrariamente ao que já ouvi dizer, este tipo de situações não faz com que me envergonhe de ser portuguesa. Não me consta que o Sarkozy ou o Berlusconi (só para citar 2 exemplos) tenham sangue luso.

A ânsia pelo dinheiro e pelo poder que ele traz (aqui me referindo aos casos em que já se verificaram condenações transitadas em julgado) será também outro sinal de humanidade (ou perda dela).

E não deixa de ser sintomático disto tudo a frontalidade com que o nosso ex - PR afirmou que conseguiu entrar na prisão para visitar Sócrates porque o director da prisão é muito boa pessoa e abriu uma excepção.

Assim de repente parece-me é que assistimos a excepções em demasia, excepções essas que nada têm nada de democráticas.

Não me interessa nada saber o que Sócrates comeu na prisão, nem como está decorada a cela.

Mas estou ansiosa por saber o desfecho deste caso e que, acima de tudo, ganhe a justiça.

Se o mundo tiver de falar de nós que seja pelas coisas boas que temos e fazemos.



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Pausa para a bucha

Ninguém diria o tempo de vida que já passei à volta da análise jurídica da famosa pausa de 10 minutos para a bucha.

Vida interessante a minha.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Para interiorizar

A névoa que envolve o meu cérebro está a dissipar-se. O que vale é que os meus surtos de parvoíce são fugazes, ainda que frequentes.


Tenho a sorte de, entre outras coisas, me terem saído na rifa os 3 melhores médicos do IPO do Porto (dos que conheço e que, coincidência ou não, são os mesmos 3).


Hoje, durante 1 das consultas e depois de me ter sido dada toda a atenção que pedi, a médica finalizou a observação com um comentário que tentarei interiorizar ´"nem tudo o que temos é de foro oncológico".


Saí da consulta com aquele comentário na cabeça e, de repente, lembrei-me que é a 2.ª vez que o ouço no prazo de 1 mês.


Curiosamente, ou se calhar não, a 1.ª pessoa a fazê-lo foi outro dos fab 3.


E sendo este um blogue de desabafos e partilha não podia deixar passar esta importante constatação a quem, como eu, tem minhocas na cabeça.

Notícias das consultas

Tal como prometido, cá estou para dar notícias das consultas de onco-hematologia e nefrologia.

O principal, e que realmente interessa, é que está tudo bem e só volto ao IPO em Maio de 2015.

Supostamente deveria estar aos saltos de alegria, mas não é assim.

1.º porque em dias de consulta apanho uma descarga de adrenalina tal que parece ter sido pisada por uma manada de elefantes (por mais francesinhas, hamburguers e gomas que coma).

Depois pela desilusão de ainda não ter tido alta. Tudo culpa da tal meta dos 5 anos que criei no meu imaginário.

Segundo a médica, pelo linfoma de Hodgkin teria já alta, mas prefere não ma dar ainda por causa da forma como ele se revelou (a famosa lesão na pele).

É só uma questão de cautela e sei que devo ficar muito mais descansada por continuar a merecer tanta atenção, mas o que gostava mesmo era que a médica me desse alta e depois cedesse às minhas súplicas para me manter debaixo de olho.

Pode parecer a mesma coisa, mas não é

Talvez seja estúpido o que estou para aqui a dizer, mas hoje sinto-me nesse direito.




Hoje é dia da ansiada consulta dos 5 anos!

Hoje é dia da ansiada consulta dos 5 anos (designação inventada por mim, sublinhe-se).


Vou só dar um saltinho ao IPO e volto já para dar notícias




PS E antes que (um certo) alguém pergunte - Não, não me dói nada. Eh,eh,eh

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Para ti Amiga

Terminei, há cinco anos e com o teu amparo, o ciclo que agora inicias.


Olho-te agora e revejo-me nos medos, angústias e dúvidas. Ouço os que te rodeiam e relembro-me da paciência infinita que tinha de ter para responder a cada questão e ouvir cada conselho.


O caminho é duro, não vale a pena escondê-lo, mas acredito (tal como tu) que Deus éscolhe os melhores guerreiros para as batalhas e sairás desta vitoriosa.


Não reprimas as lágrimas que precisares de soltar. Chorar não é sinal de fraqueza.


Faz tudo o que te apetecer. Chora, ri, grita, canta.


Eu estarei aqui, ou onde precisares.


PS


E agora uma musiquita (e sabes o porquê de ser esta)











domingo, 23 de novembro de 2014

Já sei como me tornar uma escritora famosa

Pronto, já sei como me tornar uma escritora famosa. Escrevo, edito e compro 30.000 exemplares.


Ah pois, não tenho dinheiro para isso.


Acho que vou ter de continuar a seguir as notícias para aprender.

sábado, 22 de novembro de 2014

Foi muito fácil, mas deu trabalho

A Leonor fez o seu 1.º xeque-mate na aula da xadrez.


Segundo a própria "foi muito fácil". Bastou comer todas as peças que estavam em frente do rei. Ainda assim, e cito, "deu trabalho".


E os pais a babar ...

Pensava eu que era tola

Faltam 6 meses para a Leonor fazer 6 anos e o papá já anda a sonhar com a festa.


E o pior é que conseguiu contagiar-me.


Pensava eu que era tola, mas afinal não sou a única.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Até já tenho medo de me aproximar do homem

Já estou habituada a que todos os meus comentários/piadas originem conversas sobre um 3.º filho.


Mas quando a Tita põe a mão na minha barriga e pergunta se tenho um bebé lá dentro, começo a ficar verdadeiramente assustada.




Não escondo que até gosto da ideia, mas há casos em que a razão deve sobrepor-se ao coração.


Com tanta premonição/sugestão até já tenho medo de me aproximar do homem. Safa!

Barbie com estrias, acne e celulite

Ora aqui está uma ideia engraçada.


Não há melhor forma de tentar mudar mentalidades do que direccionar a mensagem àqueles que estão a construí-la - as crianças.


Claro que o ideal seria verem adultos tal como eles são, sem intervenções e photoshop, mas não deixa de ser mais um passo para que todos saibamos aceitar a nossa imagem.


Gostei.

Há cancros que "merecem" ser partilhados

Há mesmo cancros que "merecem" ser partilhados.


A história da Sofia Lisboa, vocalista dos Silence4, tem de ser partilhada.


Passou por muito, mas está cá. Linda e inspiradora.


Ouçam que vale a pena.




PS
Abstraiam-se da estupidez de certas perguntas para puxar à lagiminha

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O dia acabou com a melhor das notícias

O dia de ontem terminou com um telefonema que me deixou de lagriminha no olho.


O V. deu uma tareia ao malvado do linfoma e está em remissão.


Como diria a Gigi "Incha porco!"

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

É assim mesmo filha, mas ao contrário

Resolvi experimentar um método motivacional (não sei se a expressão existe) para tentar que Sua Alteza Real, D.ª Maria Leonor, largue as fraldas de vez.


Vai daí encetámos uma negociação cujos termos finais consistem em 6 noites seguidas de fralda seca + 5 manhãs sem birras = finger boarders e 1 saqueta de cromos da Violetta. PS Se chamar o pai durante a noite (dando-me tréguas) a parada sobre para 20 saquetas de cromos.


Esta foi a 1.ª noite da experiência. D.ª Maria Leonor acordou e chamou-me. Lembrei-me do negócio e sorri, apesar do torpor, enquanto sentia o pai a abanar-me e a dizer "combinado é combinado".


Assim que entrei no quarto percebi o que tinha acabado de acontecer.Sua Alteza Real chamou-me, mas depois do facto consumado.


Ah,ah,ah. É assim mesmo filha, só que ao contrário.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Que temos para oferecer aos nossos idosos?

Gosto muito de ler o blogue "familiar" do João Miguel Tavares (Pais de Quatro) no qual escreve sobre temáticas muito interessantes.



Concordando-se, ou não, com as opiniões que manifesta, acho sempre salutar e enriquecedor conhecer argumentos a favor e contra questões que a todos, de uma forma ou outra, tocam.




Hoje chamou-me a atenção este artigo sobre aquilo que temos/podemos oferecer aos nossos idosos.


Contrariamente ao JMT não sou alérgica a lares, já que cada caso é um caso e na decisão sobre a melhor forma de cuidar de um idoso têm de ser avaliados muito factores mais ou menos intangíveis.


Claro que, em abstracto, o melhor será manter a pessoa em casa mas isso nem sempre é possível/exequível.


O que acho muito mal são os julgamentos em praça pública ,que gostamos de fazer sem conhecimento daquilo que criticamos, das pessoas que optam por colocar os familiares em lares.


E o que me choca é a falta de estruturas de suporte às famílias que se vêem a braços com uma situação tão delicada como a de decidir onde e como um seu ente querido passará o final da sua vida.

A última coisa que me fez babar

Antes de mais, devo dizer que a Vista Alegre nem sabe quem eu sou (o mesmo é dizer não me paga publicidade).


Mas tenho uma relação de afecto com a sua história e produtos, a tal ponto que casei lá mesmo, na capela da Nossa Senhora da Penha de França.


Posto isto, e porque acredito no Pai Natal, deixo aqui algumas dicas para o caso de o sr. das barbas achar que me portei bem este ano.


E a última coisa que me fez babar foi isto e isto (tudo, em particular os presépios)

Houve aqui algum mal entendido

Eu sei que andava a ansiar por ficar uma manhã na caminha, a ouvir a chuva cair.  Mas não era com um peso de 1 tonelada em cima da cabeça e dores no corpo todo depois de uma noite em que estive mais tempo na casa de banho do que a dormir.




Parece que temos andaço por estes lados.


Pelos vistos não terei sido clara nas minhas preces.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Os desastres de Alice

A saída de casa foi tocada a chuva.


No carro, dois sacos distintos (um preto e outro laranja) com os sapatos que as patroas iriam calçar quando tirassem as galochas.


Chego ao destino, entrego a Tita ao avô que a levaria à escola.


Chegada à escola da Leonor percebo que troquei os sacos dos sapatos.


Explico à Leonor que terá de ficar de galochas até à hora do almoço, pois já não tenho tempo de fazer a troca.


A rapariga fica desgostosa e ainda mais quando confesso que também me esqueci da lancheira (resolvi a questão do lanche da manhã cedendo-lhe o iogurte que tinha colocado na carteira para comer no trabalho).


Enquanto refreava a vontade de me fustigar com urtigas, lembrei-me que o meu pai já devia ter dado conta da troca de sapatos e devia estar prestes a chamar a CPCJ, não sem antes de desancar ao telemóvel.


Lembrei-me então que ao desligar o despertador do telemóvel o tinha deixado cair para debaixo da cama e me tinha esquecido completamente do facto.


À hora do almoço lá fui remediar toda a trapalhada e montar o telemóvel, desfeito em três com a queda.


Tudo se resolveu. Só não me livrei de um ralhete daqueles dado pelo meu pai pelo facto de ter estado incontactável tanto tempo.


É verdade. Aos 37 anos e meio continuo uma criança irresponsável, aos olhos do papá (provavelmente com alguma razão).

1.ª constatação do dia

O dia ainda agora começo e já retirei conclusões existenciais, tudo graças a um monte de roupa que não pára de crescer.


Definitivamente, não nasci para ser dona de casa e só serei plenamente feliz no dia em que tiver uma empregada interna 24 ssobre 24 horas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Não sou rapariga que se choque com facilidade mas  não posso deixar de ficar indignada depois de saber que houve pacientes a quem foi colhido sangue para análises que tiveram de repetir a colheita pois o sangue foi para o lixo devido a uma greve de profissionais de saúde.


O que me pergunto é de quem será a culpa. Do Estado, que os grevistas quiseram castigar? Dos grevistas que, na luta pela sua causa, entenderam que o Estado é que tinha a obrigação de evitar este tipo de situações?


Não sei qual a resposta. Provavelmente será do sistema, como diria o outro. Sei é que situações destas são inadmissíveis e que deviam existir mecanismos que as evitassem.


Aquele sangue não devia ter sido colhido. Os pacientes não deviam ter sido sujeitos a uma segunda colheita. Ninguém (muito menos um paciente oncológico) devia receber uma notificação para repetir análises.


Há uma coisa chamada respeito pelo outro que devia estar acima de tudo.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ontem foi dia de IPO

Ontem foi dia de IPO e, para não variar, houve uma grande confusão à volta da requisição das minhas análises.

Juro que um dia, e só a título de curiosidade, tentarei saber se sou a única paciente lá do sítio a quem é pedida a famosa análise da urina de 24 horas ou não o sendo (o que me parece muito provável) sou a única que tem duas médicas espectaculares que tentam marcar as respectivas consultas para o mesmo dia e aproveitam para "partilhar" requisições de análises.

Voltas e voltinhas à parte (não há nada que não se resolva com boa vontade), lá fiz as análises ao sangue e tive acesso ao resultado da análise à urina.

A proteínuria continua presente na urina mas em valores muito aceitáveis, que é o que realmente interessa nisto tudo.

Apesar da boa notícia, e como acontece sempre, voltei para a Aveiro derreadinha (o stress encapotado dá tareias de criar bicho), ainda que confortada pelo cafézinho que me foi oferecido pelo grande Amigo que fiz no IPO (não me importava era de o ter conhecido noutro contexto mas, como diria a Benedita,, deve ter sido essa vontade da Senhora de Fátima)

domingo, 9 de novembro de 2014

Porque é que as zebras têm riscas?

 - Tita, sabes porque é que as zebras têm riscas?


 - Porque a Senhora de Fátima as fez assim!


A isto chama-se fé.



Sou uma pessoa fraca

Sou uma pessoa fraca.


Só isso explica que não resista a um pedaço de morcela, mesmo sabendo que vou andar a morrer na semana seguinte.


Como diria o grande Variações, "quando a cabeça não tem juizo o corpo é que paga".

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

BAU

Ontem devo ter passado por provinciana quando o assessor de um ministro teve de me traduzir a frase final da nossa conversa.


Depois de acertarmos uns pormenores, o senhor terminou com a expressão "business as usual" e perante o meu silêncio lá traduziu "tudo como estava, então" que (vi depois no dr. google) no mundo dos negócios se abrevia com a sigla BAU.


Como não acho piadinha nenhuma a estas expressões só me apetece dizer "Hello!!! We´re in Portugal!!!"


Mas como o saber não ocupa lugar, entendi partilhar esta, pode ser que dê jeito a alguém.


PS
Viram a forma subtil que arranjei para dizer que falei com o assessor de um ministro?


E agora vou, que o dia vai ser longo



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

E já lá vão 38 anos



Ai que esta foto explica tanta coisa!





E passados 38 anos cá estão os frutos do Amor (falta só "a do meio")





O dia foi atribulado e nem dei os parabéns aos meus pais.  Por isso aqui fica um gesto simbólico de reconhecimento e orgulho.

Parabéns velhos marretas!

A Noisette partiu para o céu dos cães

A Noisette era uma cocker estouvada, cor de avelã, que o papá cá de casa tinha oferecido à sua mamã numa altura em que ela estava doente.

Quando engravidei da Leonor e, quase de imediato, da Benedita, a Noisette passou a ter de ser fechada quando íamos lá a casa, sob pena de me poder derrubar ou aleijar com a sua força de touro. Mais tarde, o perigo era derrubar as meninas com a tolice.

Esta noite partiu para o céu dos cães. Vai deixar saudades, a bichinha.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Há dias em que me dava jeito ser homem

Novembro será dia de consultas no IPO e, à semelhança do que ocorre ultimamente, tenho de fazer análise à urina de 24 horas.


No dia da recolha é ver-me de mochila às costas para cima e para baixo, sempre na esperança que não me perguntem porque carrego aquilo.


Hoje tive a feliz ideia de ir de calças botas de cano alto e vestir calças.


Acho que nunca, como desta vez, me dava tanto jeito ser homem. Estou cada vez mais convencida que as mulheres não foram ergonomicamente concebidas para fazer esta análise.

Esta noite fez-se história (ou não)

O silêncio da noite foi cortado por um chamamento "MÃE, QUERO FAZER XIXI; ANDA LÁ MÃE, QUE ESTOU AFLITINHA"


Meia grogue lá fui e quando cheguei junto da patroa vi um enorme sorriso de orgulho "a fralda está sequinha mãe!".


Pela manhã, a cachopa anda inchada como um perú de tanta vaidade pelo grande progresso.


A ver se é desta

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Perguntas estúpidas que costumo fazer pela manhã

Esta manhã cheguei, finalmentè, à conclusão de que o meu reportório de perguntas matinal é estúpido.


- Leonor, já te calçaste?


- Tita, o leite já está bebido?


- Leonor, já puseste o gancho?


- Tita, já pegaste no bibe?


- Leonor, já tens a lancheira?


(...)


Só mesmo uma pessoa parva como eu, para fazer 1001 perguntas para as quais sabe a resposta de cor.


NÃOOOOOOOOOOOOOOOOO

Ideia para aliviar o stress

As nossas manhãs de sábado mudaram, desde que a Leonor começou as aulas de xadrez.


Aproveitando a oportunidade, saímos os 4 de casa e, enquanto a pequena está na aula, o resto da família vai dar uma volta pela cidade.


Um destes dins de semana descobrimos uma pastelaria espectacular. O sítio não é nada fashion mas , além de uns bons cachitos, tem um remédio espectacular para quem precisa de aliviar o stress - montes de montes de Harleqins e Sabrinas.


Sim, isso mesmo. Romances de cordel, daqueles que se  lêem de enfiada sem pensar em mais nada senão na cena que vem a seguir, tão óbvia quanto pirosa.


Por mim passava lá os dias (da semana).


E já que apregoei o remédio, é justo que identifique a farmácia.


Pastelaria Máxima, pertinho da igreja da Vera Cruz



domingo, 2 de novembro de 2014

Fica sempre um pouco de perfume nas mãosque oferecem rosas

Durante este fim de semana, ao cruzar-me com os muitos voluntários que acederam ao desafio de colaborar no peditório da Liga Portuguesa contra o Cancro, vieram-me à memória lembranças das minhas idas ao IPO.


Lembrei-me dos sorrisos daqueles que doam o seu tempo aos que por lá passam, das pergunta "posso ajudar?", que repetem a cada momento, do cheirinho a café que exala dos carrinhos que empurram.


Enternece-me a dedicação de quem é capaz de renunciar ao seu conforto para confortar os outros.


Tenho-os a todos no coração.


Um bem haja a todos os voluntários da Liga Portuguesa contra o Cancro.

Dicionário cá de casa - cont.

I


Pai - sameira


Mãe e filhas - caricas


II


Pai - bufar


Mãe e filhas - soprar


III


Pai - magnórias


Mãe e filhas - nèsperas


IV


Pai - mulete


Mãe - papo seco


Filhas - pão


V


Pai - aloquete


Mãe - cadeado


VI


Pai - bico de pato


Mãe e filhas - pão de leite

Hoje recebi a mais bela declaração de Amor

- Tita, amo-te muito. E tu, amas a mãe?


- O quê?


- Amas a mãe?


- Faço o quê?


- Amar, Tita. Não sabes o que é amar?


- Não!


- Amar é gostar muito. É ... olha é gostar de alguém mais do que tu gostas de chouriço. Já percebeste?


- Sim.


- E amas a mãe?


- Ahhhhhhhh ..... sim.


E assim recebi a mais bela declaração de Amor. Sò quem sabe quanto a Tita gosta de chouriço é que percebe.

sábado, 1 de novembro de 2014

Dicionário cá de casa

Mãe - nascida em Aveiro; criada por alentejanos entre Aveiro e Ermesinde
Pai - nascido em Paranhos (Puorto, carago) e criado em Ermesinde
Filhas - nascidas e criadas no Distrito de Aveiro




DICIONÁRIO CÁ DE CASA


I


Mãe - atacadores
Pai - cordões
Filhas - atacas


II


Pai - coberta
Mãe e filhas - colcha


III


Pai - travesseiro
Mãe e filhas - almofada


IV


Pai e Mãe - aguça
Filhas - afiadeira


V


Pai - safa
Mãe e filhas borracha





sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Quem não chora não mama

Quem não chora não mama.


A expressão pode parecer brejeira, mas se virmos bem até tem um significado profundo se entendida como capacidade de ir à luta e irresignação.


Pessoalmente, admiro a arte de "chorar" com elegância.


Pena que nem todos os que querem utilizá-la a tenham.

Como o relógio enviesa o Carpe Diem

Estou cada vez mais comodista e resistente àquilo que tem de ser feito por imposição de algo ou alguém.


Há anos que deixei de usar relógio e fujo de tudo aquilo que me obriga a cumprir horas, para além das que devo cumprir necessariamente.


Essa foi uma das razões que me levou a não me inscrever no coro gospel. Se me inscrevesse era para ir sempre e não me apetecia ter de ir em dias nos quais a vontade fosse estender-me no sofá para relaxar após o stress do trabalho (NOTA: é raríssimo conseguir estender-me no sofá).


Admito que pareça estranho, mas explica-se por variadas razões que nem vale a pena explanar.


A questão é que já faço fretes demais e por isso não hesito em evitar os evitáveis, sendo que na noção de frete incluo tudo aquilo que não me apetece fazer no momento (mesmo que goste muito de o fazer).


Só que (e há sempre um que), o relógio não pára. E há sempre algo que me limita. Seja a hora do almoço, seja a hora de deitar.


No meu mundo ideal, as pessoas comiam quando tivessem fome e dormiam quando tivessem sono (crianças incluídas, naturalmente).


Suponho é que isso não fosse muito compatível com a vida em sociedade.


Conclusão - não existem soluções perfeitas.


E agora tenho de ir, que o dever chama-me

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Essa é uma longa história

Há pouco a Leonor reparou na minha cicatriz do local onde tive o cateter e perguntou-me o que era aquilo.


Lá lhe disse que tinha tido ali uma coisinha onde me colocavam um medicamento especial numa altura em que estive  doente.


Temi que me fizesse perguntas mais complicadas de responder mas limitou-se a perguntar o nome da coisinha.


Não lhe contei que foram os seus pontapés, ainda dentro do útero, que me fizeram enfrentar a doença de cabeça erguida. E que  saber que a tinha à minha espera em casa após cada tratamento ajudou à eficácia do tal remédio especial.


Essa é uma longa história que um dia lhe contarei.

A morte do peixinho

Alguns amigos ficaram preocupados com a Tita, quando comuniquei o falecimento do seu peixinho pelo que me sinto no dever de os serenizar.


A Tita reagiu muito bem. Tão bem que quando se apercebeu que o bicho já nadava de lado, em vez de se condoer, começou a ralhar-lhe.


Na manhã seguinte, quando constatou a ocorrência, a sua preocupação foi a de se assegurar que daí em diante o peixinho da Leonor seria seu também.


Não seu porquê mas as minhas filhas gostam de ser proprietárias.


Quem ficou realmente afectado com a perda foi o cuidador do peixinho e papá cá de casa.



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Acordas, ou não?

Acorda minha bela adormecida. Vá lá, chegou o príncipe.

Depois de dizer isto umas 20 x em tom suave, sem obter qualquer tipo de reacção, eis que a Leonor decide resolver a questão.

TITA, ACORDA. O TEU PEIXINHO MORREU!

E a Tita saltou da cama, para correr em direcção ao aquário.

PS E o peixinho morreu mesmo

Comida saudável, mas nem sempre

A professora da Leonor está a abordar o tema da alimentação e faz a avaliação dos lanches, atribuindo uma cor distinta consoante os considere mais ou menos saudáveis.


Para a Leonor está fora de questão levar para a escola algo que não seja "sodável", que torne as pessoas "obesas" e "estrague os dentes".


É um orgulho para ela chegar a casa e dizer-nos que o seu lanche foi considerado "sodável"; hoje leva fruta, só com o objectivo de alcançar um "sodável mais".


Mas como diz o povo "longe da vista, longe do coração" que, com as devidas adaptações, ficaria no caso concreto"longe da vista da professora, as procupações com a alimentação "sodável" esfumam-se" e fora da escola há que comer pizzas, "medicodonalds" e ovos kinder.


É como as dietas que começam sempre no dia seguinte.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Se querem conhecer uma criança, vejam-lhe a lancheira

Uma das novidades que a escola pública trouxe à vida da Leonor foi a lancheira (já agora deixem-me expressar o meu orgulho por ainda não me ter esquecido dela nenhum dia).


E eu nunca pensei que algo tão simples me viesse a mostrar tanto sobre a personalidade da minha filha.


A Leonor lida mal com contrariedades e fica muito zangada quando não consegue fazer as coisas à 1.ª e isso reflecte-se até na lancheira.


A cachopa traz para casa o pão (devidamente embalado em plástico) que lhe dão na escola porque "se o comesse ia ser a última a acabar o lanche".


E, contrariamente ao que eu estabeleci, resolveu começar a comer o iogurte de manhã e beber o pacote de leite à tarde. Podia pensar-se que era porque prefere assim, mas com a Leonor nada é tão linear como possa parecer.


A decisão de trocar o lanche teve só a ver com o facto de a auxiliar que a acompanha à tarde não lhe pedir para espalmar o pacote do leite o que a faz sentir mais segura.


Apesar de o motivo que originou a troa não me agradar, e  de andar na luta de ensinar a Leonor a não desisitir facilmente, tenho de confessar que admiro o seu sentido prático.



O Governo está a acabar com o Halloween

Ontem, enquanto comprava umas fatiotas de Halloween para as cachopas, fui divagando nos meus pensamentos a questionar-me quantos anos são necessários para que se possa falar de uma tradição.


Isto porque sou uma jovem adulta do tempo em que não se assinalava o Halloween em Portugal.


Nem de propósito, acabei por me deparar com um comentário de alguém que (em tom muito crítico) lamentava o facto de a tradição estar a acabar "como tudo aquilo em que o Governo mexe".


Não percebi a comparação logo no imediato, admito, e precisei de continuar a ler o comentário.


Afinal o que estava em causa na crítica era a eliminação do feriado de 1 de Novembro.


Achei curiosa a perspectiva e até me admirei por nunca ter ouvido o argumento aquando da discussão relativa aos feriados.


Entretanto, e só para aliviar a carga emocional, recordo que este ano o dia 1 de Novembro calha a um sábado.


O Governo tentou, mas não conseguiu acabar com o Halloween. Ah,ah,ah. Ele há coisas.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Vale tudo, até aproveitar a doação de sangue para fazer publicidade de gosto duvidoso

A campanha publicitária não é novidade, pelos vistos, mas só este fim de semana me deparei com uma "Walking Dead Blood Store" que mais não é do que uma loja pop up instalada em vários shoppings onde se podem trocar dádivas de sangue  por merchandising da série.


Pelos vistos, foi a forma mais apelativa que a Fox arranjou de se associar ao Instituto do Sangue e da Transplantação e consta que a campanha até ganhou um prémio na área da publicidade.


Eu não sou de me chocar com o aproveitamento publicitáriode campanhas de solidariedade. Não gosto, obviamente mas é das tais coisas. Prefiro isso à ausência de doações, mas achei esta campanha, no mínimo, estúpida. Já para não falar no facto de ser visualmente medonha.


Opiniões à parte, há quem se sinta motivado a doar sangue (e a incentivar amigos e família para o fazer também) para receber material de merchandising.


Que resulta, que assim seja.

Porque o Amor vence barreiras

Para quem, como eu por vezes, se queixados obstáculos da vida e da complexidade das relações humanas, partilho este exemplo de Amor e superação.


Boa sorte João e Sofia.

domingo, 26 de outubro de 2014

Nova conquista

A Leonor anda toda vaidosa com a sua nova conquista "apertar as atacas" (como lhes chama).

Segundo parece fez um jogo de "apertar as atacas" lá na escolinha, apanhou-lhe o jeito e agora não deixa que ninguém o faça por ela.

Demora 1 hora a conseguir o laço perfeito, o que dá duas antes que consigamos sair de casa.

É um bocado stressante, quando temos horas para chegar a qualquer lado, mas simultaneamente enternecedor ver o orgulho com que a cachopa realiza tarefa tão especial.

Enquanto isso, a mãe baba-se toda a observar a cena (a imagem não é bonita, eu sei mas é só figurativa por enquanto).


NOTA

As atacas são aquilo a que a mãe chama "atacadores" e o pai "cordões" (a língua portuguesa é muito rica e cá em casa temos influências de várias regiões)

sábado, 25 de outubro de 2014

Porque é que não jogo no Euromilhões

Parece que o vencedor dos 190 milhões registou o boletim em Castelo Branco e eu não queria estar na pele dele.


Para já tem de pagar 38 milhões de impostos (coitadinho); depois deve ser um stress a decisão sobre o 1.º passo a dar.


O pobre (ah,ah,ah) não pode ir ao café mostrar o talão sob pena de arriscar levar uma paulada na nuca e não deve ter o contacto da Santa Casa à mão.


Depois há a questão dos amigos e família desconhecidos.


Deve ser uma canseira.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Quando os papéis se invertem

A Leonor acordou espontaneamente e muito bem disposta o que, já de si, é estranho.


Deitei-me ao lado dela, abracei-a e disse-lhe que só me apetecia ficar assim a manhã toda.


Cheia de sabedoria, chamou-me à razão dizendo "não podes, mãe, senão chegas atrasada ao trabalho e a tua chefe ralha-te. E sabes o que pode acontecer mais?".


Foi a chamada inversão de papéis (matinal)

Elogio crítico

- Ai, estive a olhar melhor e a senhora doutora é muito elegante ... e bonita!


- Obrigada, respondi cheia de vaidade


- É mesmo muito elegante. No outro dia é que estava com aquele vestido .... não parecia nada


Toma e embrulha

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

É aquela estrela!

A Leonor saiu de casa, olhou para o céu e gritou "mãe, é aquela estrela!"


Que estrela, perguntei? Estás a falar de quê?


Do avô Emílio, mãe. Está naquela estrela. A mais brilhante.


A Leonor acredita nisso e eu também.


Que saudades.

A 2 meses dos 5 anos

A 2 meses de chegar aos 5 anos pelos quais tanto tenho ansiado, sinto-me como no dia a seguir ao 18.º aniversário. Ou seja, na mesma como a lesma.


Parece que vou começar nova contagem decrescente, de 5 em 5 anos.


Irra, que é preciso ser palerma.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Maneiras de espalhar a neura

Há muitas formas de espalhar a neura.


No meu caso é só enfiar-me num hipermercado.


Hoje é um daqueles dias em que saía de lá com dois carrinhos cheios.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Vou beliscar-me para ver se é verdade

Depois de um início de manhã de loucos, eis que estou sózinha a fazer aquilo que me dá na gana, que é como quem diz a fazer zapping entre a bola e o AXN.


Parece mentira, só ouvir o som da televisão a esta hora em costumo andar a correr atrás das patroas para as deitar.


As cachopas aterraram no carro, a caminho de casa, e foi só tirar-lhes o sapatos. Hoje dormem com a "roupa de dia", como diz a patroa mais velha, e é se querem


Parece que fazer a vida negra à mãe também é cansativo

Ri-te, ri-te que logo choras

Ainda bem que o texto que li de manhã cedo me fez sorrir, porque um pouco depois já só me apetecia chorar.


Depois de uma saída de casa à filme de terror (incluiu a criancinha mais pequena debaixo do braço, descalça, a gritar e estrebuchar), eis que a criancinha mais velha resolve fazer a brirra do século.


Nunca, em 5 anos de escolinha, a Leonor me tinha feito uma destas. Foi horrível vir embora, depois de a arrancar das minhas pernas, e deixá-la a chorar como uma condenada.


Claro que não deverá passar de uma fase parva, mas fica sempre aquela angústia.

Isto de ter filhos

Hoje deparei-me com este texto giríssmo no qual a autora faz uma comparação entre as pessoas sem e com filhos.


Como em quase tudo, houve logo uma série de leitores que se passaram com a autora e não perceberam que se trata de uma crónica escrita com humor (muito) e apesar de muito realista (quem são os pais que nunca viveram as cenas ali retratadas?) não significa um lamento.


Sugiro que leiam o texto, que subscrevo integralmente e me causou um enorme sorriso logo pela manhã antes de ir acordar as feras.


Claro que, como alguém também comentou, falta no texto a parte boa de ter filhos.


Assistir às suas conquistas diárias é algo que não tem preço. Claro que para isso é preciso passar por coisas mais complicadas e sair de casa para o trabalho com nódoas na roupa (...).


Em todo o caso, e para quem possa ter algum receio de embarcar na aventura, é muito bom.


Posso assegurar que não são só trabalhos pesados.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Lição do dia

A Tita apanhou-se sózinha na casa de banho, pegou na tesourinha das unhas e começou a recortar uma bisnaga de pomada.


Assim que vi o belo trabalho que estava a fazer, ralhei e disse-lhe "Tita, eu não acredito!!!", ao que a cachopa me respondeu "ai, eu acredito, mas isto já estava assim!!!".


Lição do dia  - o que interessa é a convicção com que as coisas são ditas



Quem me conta a verdadeira história da fada dos dentes?

Devo ter nascido numa das famílias mais racionais que existe ao cimo da terra.


Amor nuna faltou/falta, mas a capacidade de sonhar é muito limitada.


Talvez por isso eu pensasse que a fada dos dentes é mais nova do que eu.


Afinal vim a saber que existe há muito e ao meu marido até trouxe uns francos quando lhe caiu o 1.º dente.


Agora ando à procura da sua verdadeira história. A fada leva o dente quando deixa a prenda ou não?


Não me bastava viver com a tristeza de nunca ter ido de anjinho na procissão de Santa Joana ....

domingo, 19 de outubro de 2014

A Mediação familiar e a dificuldade de castigar

A manhã de sábado começou com uma sessão de mediação familiar.


Ao sair de casa, para ir à aula, a xadrezista Maria Leonor decidiu tirar as botas dizendo que estavam apertadas.


O pai, que lhas tinha calçado, disse que era impossível estarem apertadas e expliou que não podia ir de sapatilhas de lona já que chovia a valer.


A menina decidiu levar a sua avante e a certa altura só ouço o pai a dizer "então ninguém sai de casa", tirando o casaco logo de seguida e sentando-se no sofá.


Enquanto o drama subia de tom, estava eu especada no meio da sala sem saber o que fazer, com coração já apertadinho só de antecipar o sofrimento da cachopa por não ir à aula e sem poder/dever desautorizar o pai.


A este ponto, deixem-me dizer que o pai estava coberto de razão e a menina empertigada merecia mesmo o castigo.


O problema é que o coração/sensibilidade de uma mãe nem sempre anda a par com a razão. Pelo menos o meu.


Lá comecei a fazer o meu melhor olhar de súplica, qual cocker mimado, tentando que a Leonor não se apercebesse, mas o pai não me dava hipótese. Acho que já não olhava para mim, por saber que o faria.


A certa altura lembrei-me de, com calma, dizer à Leonor que iríamos experimentar as botas para ver se realmente apertavam.


A cachopa, que não queria dar o braço a torcer mas já tinha percebido que a coisa estava mal parada, lá acedeu.


E depois de um pedido de desculpa, nitidamente forçado, tudo se resolveu.


Resultado, a Leonor levou as botas, foi à aula e o resto da família foi ao mercado.


Claro que se tivesse sido a um dia da semana, sem o pai presente, dificilmente teria levado as botas pois os meus berros não teriam nenhum outro efeito para além do ruído.


Qual o método certo para resolver este tipo de situações? Pois não sei.


Tenho a certeza que perante esta situação haveria defensores de 1001 soluções possíveis, .inclusive a de a deixar ir de sapatilhas de lona e molhar os pés para aprender a lição.


Se calhar é porque não há mesmo soluções certas, só as possíveis a cada momento.



sábado, 18 de outubro de 2014

Leonor ao estilo Manuela Moura Guedes

A Leonor tem uma especial predilecção  por notícias e capta tudo o que ouve, seja na TV seja na radio.


Uma das brincadeiras preferidas actualmente é apresentar telejornais. Encosta-se à televisão e obriga-nos a assistir ao programa.


No seu jeito teatral, lá vai debitando notícias.


Ontem, o alinhamento incluiu um ponto de situação sobre o ébola e a previsão meteorológica para hoje (a rapariga adora meteorologia).


Quanto ao ébola, parece que podemos ficar descansados. A acreditar na jornalista, o ébola existe mais nos países africanos, porque são mais quentes, e em Portugal só ouve um susto. Houve um senhor que foi ao hospital mas afinal não tinha ébola.


A Leonor ao estilo Manuela Moura Guedes.

Às vezes preciso que me ponham no lugar

- Meninasssssss, despachem-se que a minha vida não é esta!!!


- Ai é, é. Tu tens de tratar de nós!!!



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Ai se eu fosse supersticiosa - 2

Tenho aqui um dente encaixado fora do sítio que já devia ter sido extraído há muito para evitar males maiores daqueles que nem quero pronunciar (vou bater na madeira).


Há uns dois anos, na véspera da extracção, tive uma paragem de digestão e fiquei toda abananada pelo que adiei a dita.


Este ano resolvi tratar da coisa definitivamente.


Mas (e há sempre um mas) esqueci-me da consulta que estava marcada em Agosto (foi um mês duro); em Setembro foi o dentista que a desmarcou e em Outubro acordei com um herpes gigante mesmo no dia em que voltaria ao dentista.


Parece que este dente não me quer largar.


Se eu fosse supersticiosa acho não o tirava mesmo. Parece que estou a receber sinais para o deixar ficar comigo.

Adiar a maternidade

Fiuqei perplexa quando li a notícia de que há empresas (no caso o facebook e a Apple) a pagar a criopreservação de óvulos às colaboradoras como forma de as motivar a investir na carreira.


A reacção prende-se, provavelmente, com o facto de me fazer confusão a ideia de haver quem invista carreira de tal forma que esse investimento seja incompatível com a atenção de que uma família carece.


Depois, mais a frio, tentei equiparar a criopreservação de óvulos (pelos motivos acima referidos) à toma da pílula e abandonar os meus preconceitos.


Tento encontrar razoabilidade neste método de "gestão da maternidade" (neste contexto, friso) mas continua a fazer-me confusão esta forma invasiva de o fazer.


Talvez por já ter sentido na pele a imprevisilidade do dia seguinte, vivo regida pela máxima "Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje" ou melhor explicando "não adies um objetivo em busca do momento ideal".


Não sei se me consegui exprimir de forma clara, mas a noite não foi das mais descansadas (sendo que desta feita as meninas estão inocentes)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Tou triste :(

Notícia triste, esta, para os beiramarenses.

A nossa águia está mesmo depenada.

Passei bons momentos naquele pavilhão, a ver jogos de basket com o meu super pai.

Buáaaaaaaaaaaaaaaa

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Já vos disse que tenho os melhores vizinhos do mundo?

Sabem aqueles vizinhos, sempre disponíveis para ajudar a carregar crianças e sacos escada acima e simpáticos ao ponto de dizerem que não ouvem os nossos berros matinais?


Sim, esses mesmo. Os melhores do mundo. Pois bem, são meus.

Brincadeira parva

Ontem, antes de sair de casa, D.ª Maria Leonor resolveu fazer a brincadeira mais parva de que tenho memória. Esconder-se.


Estava tudo a postos, depois da habitual correria matinal, chamei-a para lhe vestir o casaco e nem um som se ouvia. Chamei mais umas cinco vezes (as do costume) e nada.


Resolvi recorrer ao velho truque do "Pronto Tita, vamos embora. A mana fica" e nem um ai. Subi a parada e disse "não vens, Leonor? Então as galochas ficam em casa.". E nada. Só silêncio.


Não consigo descrever a angústia que senti ao percorrer a casa de cima a baixo, à procura da cachopa. Foi inevitável a lembrança de casos mediáticos como o da Maddie.


De repente diz a Tita "mãe, a mana está aqui". E lá estava a engraçadinha, refastelada em cima de uns cobertores, num local fora do meu campo de visão.


A sensação de alívio foi tão grande quanto a vontade de lhe derreter o rabo com palmadas. Teve sorte, prevaleceu o alívio e ouviu só um grande ralhete.


E assim começam os meus dias. Sempre a bulir.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Espero que o poder não lhe suba à cabeça

A Leonor foi nomeada "chefe de entregar e recolher os pacotes de leite escolar".


O mandato é rotativo e tem a duração de uma semana, tempo suficiente para encher a chefe de orgulho. Afinal, tem a responsabilidade de perguntar quem quer leite, entregar os pacotes e, no final, recolhê-los vazios, contá-los e levá-los para o lixo "SÓZINHA MÃE!".


Estou quase tão entusiasmada quanto a Leonor, só de ver a alegria com que assume estas tão importantes funções.


Espero só que o poder não lhe suba à cabeça.

domingo, 12 de outubro de 2014

Zona de conforto

Há dias, numa conferência, ouvi um banqueiro (mesmo) explicar a um dos participantes que para chegar onde está teve de abandonar a zona de conforto.




Que gosta mesmo é de estar na terra onde nasceu, a fazer milho e criar vacas (o que faz sempre que pode), mas teve de abandonar a comodidade de ter um emprego que lhe permitisse sair e ir ter com os amigos ao café e sair do país, ficar longe da família e dar no duro.


A resposta (excelente por sinal) foi provocada pelo tom de crítica, e alguma inveja à mistura, com que a pergunta (já não me lembro qual) foi feita.


E,  como nada é por acaso, encaixou em mim como uma luva.


No espaço de uma semana ouvi este discurso duas vezes, sendo que a primeira delas foi referente a mim.


Neste momento estou na minha zona de conforto, a viver na cidade onde sempre quis viver e a demorar 10 minutos entre casa e o trabalho (com tempo para parar e despejar as crianças nas respectivas escolas).


Como comodista e medricas que sou, gosto desta zona de conforto.


A parte menos boa é a de me sinto inibida de me lamentar de algumas coisas (o que é uma chatice) e muitas vezes tenho vontade de me auto-flagelar (o que não convém).



sábado, 11 de outubro de 2014

Neves, a extra-terrestre

Esta semana participei num seminário sobre Tecnologias da Informação e Comunicação.


Por norma gosto de assistir a iniciativas que em nada se relacionam com a minha área e esta não foi excepção.


Claro que não percebi metade do que foi dito pelos oradores que fizeram apresentações mais técnicas, mas fiquei a saber (por exemplo) que há tecnologias wireless que permitem saber o trajecto que cada um de nós faz em determinada superfície comercial, quanto tempo demora em cada local. E que essa informação é vendida para efeitos publicitários e de estudos sobre a melhor disposição dos produtos.


Não deixa de ter piada esta total ausência de privacidade anunciada, às claras, por um representante da empresa que presta o serviço, estando nós num país em que a entidade que tutela a utilização de dados pessoais (CNPD) é extremamente conservadora e esperneia perante a simples ideia de colocação câmaras de vigilância nas ruas.


Mas já nada me espanta a este respeito.


O que me chocou nesta experiência foi ver uma plateia de cerca de 300 pessoas om a cabeça enfiada no ecran dos respectivos tablets, moderador dos painéis incluído, como se o orador estivesse do outro lado e não ali, em carne e osso.


Tenho dúvidas (ou se calhar não) que estivessem todos à procura de informação sobre o evento em si. Aliás, seria estranho que assim fosse já que estavam a participar no mesmo. E isso fez-me pensar que, presentemente, parece que só estamos bem onde não estamos.


Questiono-me porque é que vieram pessoas de Espanha e da Holanda para participar num evento no qual as perguntas aos oradores podiam ser colocadas via facebook ou twitter .... por participantes que estavam (fisicamente) no mesmo auditório. Havia também a opção microfone, para os menos tímidos, apesar de fora de moda.


No meio daquelas 300 pessoas estava Neves, a extra-terrestre, com o seu inseparável bloco de papel e caneta.


Chamem-me jurássica, que não me importo. Sou mais feliz assim.





Outubro é o mês de lembrar os idosos e os cuidados paliativos

Em Outubro assinalam-se os Dias Mundiais do idoso e dos cuidados paliativos.


Ao contrário de outros dias, estes não têm por trás um motivo comercial. São sim, dias em que todos devíamos reflectir sobre estes temas e, acima de tudo, fazer o que está ao nosso alcance para que todos os que nos rodeiam reflictam, de forma a que sejam colocados nas agendas políticas.


Apesar de não estarem, necessariamente, ligadas, existem enormes lacunas no que diz respeito às redes de suporte em fases tão duras da vida das famílias.


Como tal, não podia deiixar de passar estes dias em branco.







"Quem Dá e Reparte, fica com a Melhor a Parte"

 
 Nos tempos que correm recebemos tantos apelos de ajuda às mais variadas causas que, e por mim falo, há muitos que já passam ao lado.

Esta semana, porém, fui tocada pela divulgação de uma campanha de apadrinhamento, promovida pelo Centro Social e Paroquial da Vera Cruz (CSPVC) "Quem dá e reparte, fica com a melhor parte", que começa por focar um ponto que me parece muito importante.

"Se passar a informação já está a ajudar"
 
Se não puder apadrinhar uma família, passe esta informação… a um familiar , a um amigo a alguém que o possa fazer.
Só com o esforço e o apoio de cada um de nós, é possível AJUDAR quem precisa da nossa ajuda".

E realmente assim é. A ajuda, seja em que situação for, pressupõe uma conjugação de esforços e tarefas complementares.

Quem não pode doar sangue, ajuda se sensibilizar quem o pode fazer para a importância do acto; quem não pode contribuir financeiramente para uma causa social, talvez possa doar parte do seu tempo e por aí fora...

A ideia desta campanha é simples e pode ser replicada por todo o país. Estou até a pensar adaptá-la e sugerir um projecto para ser implementado na escolinha das meninas.

Isto para dizer ao pessoal que não seja de Aveiro que, ainda assim, pode ajudar. Porque a ajuda irá muito além da entrega de bens (ainda que esta seja essencial).

Mas passemos ao que interessa.

 
 Diz o CSPVC:
 
Despensa vazia:
Temos uma despensa equipada com todas as condições de acondicionamento para alimentos frescos e congelados, (graças ao projeto da Missão Sorriso, que nos permitiu adquirir esses equipamentos); só nos faltam os produtos... que as nossas famílias tanto necessitam.
 
Sabemos que os tempos estão difíceis para todos, mas a partilha é multiplicadora e estamos certos que vamos conseguir um(a) padrinho/madrinha para cada família.
 
72 famílias a precisar de uma madrinha ou padrinho:
Neste momento, estamos a apoiar 72 famílias… oriundas das diversas valências do CSPVC, que apresentam carência económica comprovada mediante analise da situação socioeconómica do agregado.
 
Tempo de apadrinhamento?
 
Diga-nos durante quanto tempo quer ser o padrinho ou a madrinha da família que escolheu- 1 mês, 2 meses, 6 meses, 1 ano… a opção é sua!!!
 
Sugestões do saco para os seus afilhados, não tendo necessariamente que fazer um saco com todos os artigos nele sugeridos, sendo que as quantidades serão de acordo com o número de elementos que constituem a família apadrinhada, por exemplo:
 
- Leite, Azeite, Óleo, Arroz, Massa, Leguminosas enlatadas/secas, Salsichas, Atum, Açúcar, Cereais/Papas, Farinha, Bolachas, Compotas, Carne, Peixe, Legumes, Produtos de higiene pessoal e doméstica...
 
A cada família foi atribuído o nome de uma flor/erva aromática e descritos os elementos que a constituem.
 
 
" Caso esteja interessado em apadrinhar uma família, basta que envie e.mail para(comunicacao@cspveracruz.pt) ou através de mensagem privada no facebook (onde poderá visualizar todas as famílias por nós apoiadas) em https://www.facebook.com/media/set/?set=a.357012534462830.1073742069.136524596511626&type=1   , indicando o número de elementos da família que deseja apadrinhar ou o nome, o seu nome, contacto telefónico e e-mail; de seguida entraremos em contacto consigo".
 
Qualquer ajuda é bem vinda! Qualquer tempo de apadrinhamento é uma boa escolha!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O drama das actividades extracurriculares

A cada novo ano lectivo, o mesmo drama. Escolher as actividades extracurriculares.

Não é pera doce, encontrar um equilíbrio entre aquilo que a bolsa permite, o que as crianças preferem e aquilo que lhes fará melhor, tentando não impor nada mas, simultaneamente, ensinar que não podem mudar de opinião só porque viram o vizinho do lado fazer uma escolha diferente.

E quando uma das crianças, do alto dos seus 3 anos, nos diz que não quer ir à piscina porque "está tudo molhado"não há contra-argumentação que resista.

Vamos lá a ver se a Tita consegue suportar esse pequeno pormenor.

Busca pelo ser

Entre o cheiro a figos
E uma conversa de amigos
Reanima-se a alma
Recupera-se a calma


E o tempo estica (de)vagar
Ao som revolto do mar
Que com o seu quê de divino
Se adopta como hino


É o regresso ao primeiro amor
Aquele que magoa sem dor
E sem nos prender ao tempo
Parte levado pelo vento


Segue lenta esta viagem
Que clarifica, de tudo, a origem
Milagre de acreditar sem ver
Nesta incessante busca pelo ser

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Ai se eu fosse supersticiosa

A Tita tinha-me dito que se eu não dormisse com ela "vinha um bicho lá de cima que a mordia", esqueceu-se foi de me dizer que, para além disso, eu seria acometida de um herpes labial de um tamanho do qual já não tinha memória.


Parece que me lançou um mau olhado, a cachopa.

Mestria na arte de apelar ao sentimento

Cada um de nós tem vários dons. Um dos dons da Tita é, sem dúvida, a capacidade de apelar ao sentimento.


Pode estar, conscientemente, a fazer a maior das asneiras e ver-nos furiosos que não perde a razão.


Limita-se a sorrir-nos de forma luminosa e a atirar um "és lindo/a", que nos deixa rendidos.


Ontem resolveu procurar uma forma de me chegar ao coração e conseguir que dormisse com ela.


Disse-me a espertalhona, com um ar muito condoído, que se dormisse sózinha vinha um bicho "lá de cima" e a mordia. O drama seria evitado se eu estivesse a dormir com ela.


Ainda tentei explorar a história para tentar perceber se o objectivo era que o bicho me mordesse a mim, em vez de morder a pequena, mas já não me deu conversa.


Claro que fiquei com o coração amolecido (mais do que o costume) e fiquei deitadinha ao lado dela até que adormecesse.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A Tita e o cloro

A Tita começou este mês a ir à piscina.


Ao contrário de todas as outras crianças que conheço (mana incluída) não vem de lá derreada, nem adormece em cima do prato da sopa.


Pelo contrário, dá a sensação que o cloro a põe eléctrica e à noite é vê-la nas suas brincadeiras que, invariavelmente, incluem ralhetes aos amigos imaginários.


A pequena sempre dormiu muito menos que a mana. Se calhar vou repensar a minha decisão em relação à sesta e pedir à educadora que não a coloque a dormir.


O papá sugere que a sesta seja substituida por corridas à volta do edifício, o que não está mal pensado.


Aquela energia tem de ser gasta antes de entrar em casa.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Será que vou para o inferno?

Acabei de mentir às minhas filhas, dizendo-lhes que não sei quem comeu as gomas que pertenciam a um saco que não tive a inteligência de esconder.


Será que vou para o inferno?


E se disser que o que fiz foi só para evitar que se enervassem comigo, pois jamais onseguiriam perceber que me limitei a evitar que ingerissem açúcares maus?


Safo-me?

Cenas de um casamento

Vivi um verdadeiro conto de fadas no dia do meu casamento.  Pena que não tenha visto metade da beleza que me rodeou.


Valem-me as fotos que comprovam todos os pormenores que escaparam aos meus olhos, demasiado ocupados a tentar chegar a todos.


Não é todos os dias que conseguimos reunir família e amigos vindos mais mais variados pontos da Europa, desde a Suécia aos Açores, passando por França, para nos acompanhar no início de uma etapa tão importante.


Dizem-me que havia um lindo arranjo de rosas na sacristia, mesmo em frente ao local das assinaturas, e que as caipirinhas estavam excelentes.


Acredito, mas não vi mesmo nada. Talvez tenha sido culpa da velocidade com que o dia passou.







segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Bodas de lã

E num ápice se passaram 7 anos, desde o dia em que saímos de braço dado da capela da Nossa Senhora de França (Vista Alegre).


No caminho temos tido motivos para rir, chorar, brigar mas acima de tudo partilhar o bom e o mau.


E Deus tem sido generoso connosco. Assim, em traços largos, já partilhámos o nascimento de 2 filhas, 2 cancros (o meu e o do meu padrinho), 2 mudanças de casa, 1 mudança de emprego...


Feitas as contas, o saldo não podia ser mais positivo e quando olhamos um para o outro concluímos que se voltássemos atrás, ao dia 06 de Outubro de 2007, daríamos exactamente o mesmo passo.



domingo, 5 de outubro de 2014

Um honroso 30.º lugar

Terminei o meu 1.º campeonato nacional de escrita criativa num honroso 30.º lugar, entre 70 participantes.

Ainda não foi desta que publiquei o livro, mas deu-me um gozo imenso.

Agradeço ao maridão que, sem ter lido nenhum dos textos, sempre me deu a maior força.

A confusão que o 2.º casamento causa

- Mãe, o pai disse-me que o pai da ... morreu!


- Tita!!! Eu não disse nada disso!!!


- Ai disseste!


- Não disse!


- Tita, tenho a certeza que o pai não te disse isso. O pai da ... não morreu. Os pais da ... separaram-se e a mãe casou com o ..., mas o pai continua a ser o ...


- Pois mãe, o pai da ... morreu e agora o pai dela é o ...


Horas depois


- Mãe, porque é que a Gata Borralheira não tinha pais?


- A Gata Borralheira tinha pai, Leonor. À mãe é que morreu e depois o pai casou com a madrasta.


- Ah. Então o pai da Gata Borralheira morreu ...


SOS - alguém me ajuda a explicar a estas criaturas que para ter filhos não é preciso casar (como gosta de dizer a minha mãezinha) e que o divórcio é só uma mudança de estado civil?



sábado, 4 de outubro de 2014

Vês? Ganhei-te 80 moedas!!!

- Vês, vês? Ganhei-te 80 moedas!!!




NOTA: é comovente o entusiasmo do pai, a jogar no tablet pelas filhas  (só para fazer as suas meninas felizes, obviamente)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

E agora? Vou ou não vou?

Ontem fui experimentar uma aula de coro gospel.


Sempre gostei imenso de cantar e ando a sentir falta de ter um hobbie diferente.


Gostei muito do ambiente, super descontraído e animado.


O único senão foi terem-me colocado uma pauta na mão, pois os meus conhecimentos musicais são muito rudimentares.


Assim, os próximos dias serão de reflexão. Vou ou não vou?

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O meu 1.º vinil

No dia Mundial da Música, nada melhor que recordar o meu 1.º vinil , Abelha Maia, e acima de tudo a pessoa que mo ofereceu.


Obrigada padrinho. Este vou guardá-lo para sempre.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ao fim de sete anos a novidade (não) acaba

Tinha pensado partilhar este lindo texto do Miguel Esteves Cardoso na 2.ª feira, dia em que comemoramos sete anos de casados, mas faz todo o sentido que o faça hoje.


Não me lembrava (o que, no caso, é excelente) mas faz hoje 1 ano que tivemos de enfrentar (os dois) um duro desafio.


De um momento para o outro, aquilo que podia ser simples transformou-se num pesadelo com laivos de novela mexicana.


A prova foi dura mas saímos vitoriosos e o Amor saiu, sem dúvida, reforçado.


Como se costuma dizer "o que não nos mata torna-nos mais fortes".


E não, ao fim de sete anos de casamento a novidade não acaba.


Todos os dias são diferentes, todos os dias somos diferentes e é isso que dá sabor à vida.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Reencarnações

Este fim de semana puliquei no facebook duas fotos minhas em criança e recebi vários comentários que diziam que a Tita é muito parecida comigo e me fizeram inchar de vaidade.


Por acaso nem consigo ver assim tantas semelhanças, mas a verdade é que gostei de saber que existe quem as veja.


Fez-me recordar os tempos em que passeava com a minha avó materna e perguntavam se era minha mãe (foi avó aos 43) e comentavam a nossa semelhança.


Apesar de saber que não éramos nada parecidas, gostava de acreditar nisso.


Coisas do Amor, acho eu, e da vontade de perpetuar quem amamos.


Mas os comentários sobre a parecença da Tita comigo lembraram-me também uma fase somplicada da vida.


Não sei se alguma vez o cheguei a desabafar com alguém mas houve tempos em que as parecenças da Leonor comigo me faziam confusão.


Estava em pleno tratamento de quimio, não sabia como as coisas iriam correr, olhava para a Leonor e parecia ver a minha fotocópia em pequena. Assim, como se eu estivesse a reecarnar nela.


Durou muito pouco tempo mas foi estranho.


Não reencarnei na Leonor que, aliás está cada vez mais parecida com o pai, e estou cá para as curvas.


E se quiserem ver-me feliz já sabem. É só dizer que as minhas filhas são a minha cara.

domingo, 28 de setembro de 2014

Socorro! As minhas filhas têm um tablet.

Nunca gostei de ver crianças a brincar com gadgets. Aflige-se imenso vê-las naquele estado de alheamento, de olhos fixos no ecran e a dar ao dedo, especialmente em momentos de convívio.


Até agora, as minhas cachopas brincavam com o tablet da avó ou das tias mas esporadicamente.


Mas ontem tudo mudou. O avô achou que estava na hora das meninas terem o seu próprio tablet e vai de lhes comprar um.


As cachopas estão radiantes, obviamente, e eu de sobrolho franzido.


O papá diz que é só inveja de nem saber mexer no bicharoco (coisa que as patroas dominam), mas é mais do que isso.


Já estou a imaginar os conflitos que vou ter de gerir entre as comproprietárias do tablet que até por causa de alfinetes armam guerras.


Desejem-me sorte.