Ontem, antes de sair de casa, D.ª Maria Leonor resolveu fazer a brincadeira mais parva de que tenho memória. Esconder-se.
Estava tudo a postos, depois da habitual correria matinal, chamei-a para lhe vestir o casaco e nem um som se ouvia. Chamei mais umas cinco vezes (as do costume) e nada.
Resolvi recorrer ao velho truque do "Pronto Tita, vamos embora. A mana fica" e nem um ai. Subi a parada e disse "não vens, Leonor? Então as galochas ficam em casa.". E nada. Só silêncio.
Não consigo descrever a angústia que senti ao percorrer a casa de cima a baixo, à procura da cachopa. Foi inevitável a lembrança de casos mediáticos como o da Maddie.
De repente diz a Tita "mãe, a mana está aqui". E lá estava a engraçadinha, refastelada em cima de uns cobertores, num local fora do meu campo de visão.
A sensação de alívio foi tão grande quanto a vontade de lhe derreter o rabo com palmadas. Teve sorte, prevaleceu o alívio e ouviu só um grande ralhete.
E assim começam os meus dias. Sempre a bulir.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
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