sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Quem não chora não mama

Quem não chora não mama.


A expressão pode parecer brejeira, mas se virmos bem até tem um significado profundo se entendida como capacidade de ir à luta e irresignação.


Pessoalmente, admiro a arte de "chorar" com elegância.


Pena que nem todos os que querem utilizá-la a tenham.

Como o relógio enviesa o Carpe Diem

Estou cada vez mais comodista e resistente àquilo que tem de ser feito por imposição de algo ou alguém.


Há anos que deixei de usar relógio e fujo de tudo aquilo que me obriga a cumprir horas, para além das que devo cumprir necessariamente.


Essa foi uma das razões que me levou a não me inscrever no coro gospel. Se me inscrevesse era para ir sempre e não me apetecia ter de ir em dias nos quais a vontade fosse estender-me no sofá para relaxar após o stress do trabalho (NOTA: é raríssimo conseguir estender-me no sofá).


Admito que pareça estranho, mas explica-se por variadas razões que nem vale a pena explanar.


A questão é que já faço fretes demais e por isso não hesito em evitar os evitáveis, sendo que na noção de frete incluo tudo aquilo que não me apetece fazer no momento (mesmo que goste muito de o fazer).


Só que (e há sempre um que), o relógio não pára. E há sempre algo que me limita. Seja a hora do almoço, seja a hora de deitar.


No meu mundo ideal, as pessoas comiam quando tivessem fome e dormiam quando tivessem sono (crianças incluídas, naturalmente).


Suponho é que isso não fosse muito compatível com a vida em sociedade.


Conclusão - não existem soluções perfeitas.


E agora tenho de ir, que o dever chama-me

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Essa é uma longa história

Há pouco a Leonor reparou na minha cicatriz do local onde tive o cateter e perguntou-me o que era aquilo.


Lá lhe disse que tinha tido ali uma coisinha onde me colocavam um medicamento especial numa altura em que estive  doente.


Temi que me fizesse perguntas mais complicadas de responder mas limitou-se a perguntar o nome da coisinha.


Não lhe contei que foram os seus pontapés, ainda dentro do útero, que me fizeram enfrentar a doença de cabeça erguida. E que  saber que a tinha à minha espera em casa após cada tratamento ajudou à eficácia do tal remédio especial.


Essa é uma longa história que um dia lhe contarei.

A morte do peixinho

Alguns amigos ficaram preocupados com a Tita, quando comuniquei o falecimento do seu peixinho pelo que me sinto no dever de os serenizar.


A Tita reagiu muito bem. Tão bem que quando se apercebeu que o bicho já nadava de lado, em vez de se condoer, começou a ralhar-lhe.


Na manhã seguinte, quando constatou a ocorrência, a sua preocupação foi a de se assegurar que daí em diante o peixinho da Leonor seria seu também.


Não seu porquê mas as minhas filhas gostam de ser proprietárias.


Quem ficou realmente afectado com a perda foi o cuidador do peixinho e papá cá de casa.



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Acordas, ou não?

Acorda minha bela adormecida. Vá lá, chegou o príncipe.

Depois de dizer isto umas 20 x em tom suave, sem obter qualquer tipo de reacção, eis que a Leonor decide resolver a questão.

TITA, ACORDA. O TEU PEIXINHO MORREU!

E a Tita saltou da cama, para correr em direcção ao aquário.

PS E o peixinho morreu mesmo

Comida saudável, mas nem sempre

A professora da Leonor está a abordar o tema da alimentação e faz a avaliação dos lanches, atribuindo uma cor distinta consoante os considere mais ou menos saudáveis.


Para a Leonor está fora de questão levar para a escola algo que não seja "sodável", que torne as pessoas "obesas" e "estrague os dentes".


É um orgulho para ela chegar a casa e dizer-nos que o seu lanche foi considerado "sodável"; hoje leva fruta, só com o objectivo de alcançar um "sodável mais".


Mas como diz o povo "longe da vista, longe do coração" que, com as devidas adaptações, ficaria no caso concreto"longe da vista da professora, as procupações com a alimentação "sodável" esfumam-se" e fora da escola há que comer pizzas, "medicodonalds" e ovos kinder.


É como as dietas que começam sempre no dia seguinte.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Se querem conhecer uma criança, vejam-lhe a lancheira

Uma das novidades que a escola pública trouxe à vida da Leonor foi a lancheira (já agora deixem-me expressar o meu orgulho por ainda não me ter esquecido dela nenhum dia).


E eu nunca pensei que algo tão simples me viesse a mostrar tanto sobre a personalidade da minha filha.


A Leonor lida mal com contrariedades e fica muito zangada quando não consegue fazer as coisas à 1.ª e isso reflecte-se até na lancheira.


A cachopa traz para casa o pão (devidamente embalado em plástico) que lhe dão na escola porque "se o comesse ia ser a última a acabar o lanche".


E, contrariamente ao que eu estabeleci, resolveu começar a comer o iogurte de manhã e beber o pacote de leite à tarde. Podia pensar-se que era porque prefere assim, mas com a Leonor nada é tão linear como possa parecer.


A decisão de trocar o lanche teve só a ver com o facto de a auxiliar que a acompanha à tarde não lhe pedir para espalmar o pacote do leite o que a faz sentir mais segura.


Apesar de o motivo que originou a troa não me agradar, e  de andar na luta de ensinar a Leonor a não desisitir facilmente, tenho de confessar que admiro o seu sentido prático.



O Governo está a acabar com o Halloween

Ontem, enquanto comprava umas fatiotas de Halloween para as cachopas, fui divagando nos meus pensamentos a questionar-me quantos anos são necessários para que se possa falar de uma tradição.


Isto porque sou uma jovem adulta do tempo em que não se assinalava o Halloween em Portugal.


Nem de propósito, acabei por me deparar com um comentário de alguém que (em tom muito crítico) lamentava o facto de a tradição estar a acabar "como tudo aquilo em que o Governo mexe".


Não percebi a comparação logo no imediato, admito, e precisei de continuar a ler o comentário.


Afinal o que estava em causa na crítica era a eliminação do feriado de 1 de Novembro.


Achei curiosa a perspectiva e até me admirei por nunca ter ouvido o argumento aquando da discussão relativa aos feriados.


Entretanto, e só para aliviar a carga emocional, recordo que este ano o dia 1 de Novembro calha a um sábado.


O Governo tentou, mas não conseguiu acabar com o Halloween. Ah,ah,ah. Ele há coisas.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Vale tudo, até aproveitar a doação de sangue para fazer publicidade de gosto duvidoso

A campanha publicitária não é novidade, pelos vistos, mas só este fim de semana me deparei com uma "Walking Dead Blood Store" que mais não é do que uma loja pop up instalada em vários shoppings onde se podem trocar dádivas de sangue  por merchandising da série.


Pelos vistos, foi a forma mais apelativa que a Fox arranjou de se associar ao Instituto do Sangue e da Transplantação e consta que a campanha até ganhou um prémio na área da publicidade.


Eu não sou de me chocar com o aproveitamento publicitáriode campanhas de solidariedade. Não gosto, obviamente mas é das tais coisas. Prefiro isso à ausência de doações, mas achei esta campanha, no mínimo, estúpida. Já para não falar no facto de ser visualmente medonha.


Opiniões à parte, há quem se sinta motivado a doar sangue (e a incentivar amigos e família para o fazer também) para receber material de merchandising.


Que resulta, que assim seja.

Porque o Amor vence barreiras

Para quem, como eu por vezes, se queixados obstáculos da vida e da complexidade das relações humanas, partilho este exemplo de Amor e superação.


Boa sorte João e Sofia.

domingo, 26 de outubro de 2014

Nova conquista

A Leonor anda toda vaidosa com a sua nova conquista "apertar as atacas" (como lhes chama).

Segundo parece fez um jogo de "apertar as atacas" lá na escolinha, apanhou-lhe o jeito e agora não deixa que ninguém o faça por ela.

Demora 1 hora a conseguir o laço perfeito, o que dá duas antes que consigamos sair de casa.

É um bocado stressante, quando temos horas para chegar a qualquer lado, mas simultaneamente enternecedor ver o orgulho com que a cachopa realiza tarefa tão especial.

Enquanto isso, a mãe baba-se toda a observar a cena (a imagem não é bonita, eu sei mas é só figurativa por enquanto).


NOTA

As atacas são aquilo a que a mãe chama "atacadores" e o pai "cordões" (a língua portuguesa é muito rica e cá em casa temos influências de várias regiões)

sábado, 25 de outubro de 2014

Porque é que não jogo no Euromilhões

Parece que o vencedor dos 190 milhões registou o boletim em Castelo Branco e eu não queria estar na pele dele.


Para já tem de pagar 38 milhões de impostos (coitadinho); depois deve ser um stress a decisão sobre o 1.º passo a dar.


O pobre (ah,ah,ah) não pode ir ao café mostrar o talão sob pena de arriscar levar uma paulada na nuca e não deve ter o contacto da Santa Casa à mão.


Depois há a questão dos amigos e família desconhecidos.


Deve ser uma canseira.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Quando os papéis se invertem

A Leonor acordou espontaneamente e muito bem disposta o que, já de si, é estranho.


Deitei-me ao lado dela, abracei-a e disse-lhe que só me apetecia ficar assim a manhã toda.


Cheia de sabedoria, chamou-me à razão dizendo "não podes, mãe, senão chegas atrasada ao trabalho e a tua chefe ralha-te. E sabes o que pode acontecer mais?".


Foi a chamada inversão de papéis (matinal)

Elogio crítico

- Ai, estive a olhar melhor e a senhora doutora é muito elegante ... e bonita!


- Obrigada, respondi cheia de vaidade


- É mesmo muito elegante. No outro dia é que estava com aquele vestido .... não parecia nada


Toma e embrulha

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

É aquela estrela!

A Leonor saiu de casa, olhou para o céu e gritou "mãe, é aquela estrela!"


Que estrela, perguntei? Estás a falar de quê?


Do avô Emílio, mãe. Está naquela estrela. A mais brilhante.


A Leonor acredita nisso e eu também.


Que saudades.

A 2 meses dos 5 anos

A 2 meses de chegar aos 5 anos pelos quais tanto tenho ansiado, sinto-me como no dia a seguir ao 18.º aniversário. Ou seja, na mesma como a lesma.


Parece que vou começar nova contagem decrescente, de 5 em 5 anos.


Irra, que é preciso ser palerma.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Maneiras de espalhar a neura

Há muitas formas de espalhar a neura.


No meu caso é só enfiar-me num hipermercado.


Hoje é um daqueles dias em que saía de lá com dois carrinhos cheios.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Vou beliscar-me para ver se é verdade

Depois de um início de manhã de loucos, eis que estou sózinha a fazer aquilo que me dá na gana, que é como quem diz a fazer zapping entre a bola e o AXN.


Parece mentira, só ouvir o som da televisão a esta hora em costumo andar a correr atrás das patroas para as deitar.


As cachopas aterraram no carro, a caminho de casa, e foi só tirar-lhes o sapatos. Hoje dormem com a "roupa de dia", como diz a patroa mais velha, e é se querem


Parece que fazer a vida negra à mãe também é cansativo

Ri-te, ri-te que logo choras

Ainda bem que o texto que li de manhã cedo me fez sorrir, porque um pouco depois já só me apetecia chorar.


Depois de uma saída de casa à filme de terror (incluiu a criancinha mais pequena debaixo do braço, descalça, a gritar e estrebuchar), eis que a criancinha mais velha resolve fazer a brirra do século.


Nunca, em 5 anos de escolinha, a Leonor me tinha feito uma destas. Foi horrível vir embora, depois de a arrancar das minhas pernas, e deixá-la a chorar como uma condenada.


Claro que não deverá passar de uma fase parva, mas fica sempre aquela angústia.

Isto de ter filhos

Hoje deparei-me com este texto giríssmo no qual a autora faz uma comparação entre as pessoas sem e com filhos.


Como em quase tudo, houve logo uma série de leitores que se passaram com a autora e não perceberam que se trata de uma crónica escrita com humor (muito) e apesar de muito realista (quem são os pais que nunca viveram as cenas ali retratadas?) não significa um lamento.


Sugiro que leiam o texto, que subscrevo integralmente e me causou um enorme sorriso logo pela manhã antes de ir acordar as feras.


Claro que, como alguém também comentou, falta no texto a parte boa de ter filhos.


Assistir às suas conquistas diárias é algo que não tem preço. Claro que para isso é preciso passar por coisas mais complicadas e sair de casa para o trabalho com nódoas na roupa (...).


Em todo o caso, e para quem possa ter algum receio de embarcar na aventura, é muito bom.


Posso assegurar que não são só trabalhos pesados.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Lição do dia

A Tita apanhou-se sózinha na casa de banho, pegou na tesourinha das unhas e começou a recortar uma bisnaga de pomada.


Assim que vi o belo trabalho que estava a fazer, ralhei e disse-lhe "Tita, eu não acredito!!!", ao que a cachopa me respondeu "ai, eu acredito, mas isto já estava assim!!!".


Lição do dia  - o que interessa é a convicção com que as coisas são ditas



Quem me conta a verdadeira história da fada dos dentes?

Devo ter nascido numa das famílias mais racionais que existe ao cimo da terra.


Amor nuna faltou/falta, mas a capacidade de sonhar é muito limitada.


Talvez por isso eu pensasse que a fada dos dentes é mais nova do que eu.


Afinal vim a saber que existe há muito e ao meu marido até trouxe uns francos quando lhe caiu o 1.º dente.


Agora ando à procura da sua verdadeira história. A fada leva o dente quando deixa a prenda ou não?


Não me bastava viver com a tristeza de nunca ter ido de anjinho na procissão de Santa Joana ....

domingo, 19 de outubro de 2014

A Mediação familiar e a dificuldade de castigar

A manhã de sábado começou com uma sessão de mediação familiar.


Ao sair de casa, para ir à aula, a xadrezista Maria Leonor decidiu tirar as botas dizendo que estavam apertadas.


O pai, que lhas tinha calçado, disse que era impossível estarem apertadas e expliou que não podia ir de sapatilhas de lona já que chovia a valer.


A menina decidiu levar a sua avante e a certa altura só ouço o pai a dizer "então ninguém sai de casa", tirando o casaco logo de seguida e sentando-se no sofá.


Enquanto o drama subia de tom, estava eu especada no meio da sala sem saber o que fazer, com coração já apertadinho só de antecipar o sofrimento da cachopa por não ir à aula e sem poder/dever desautorizar o pai.


A este ponto, deixem-me dizer que o pai estava coberto de razão e a menina empertigada merecia mesmo o castigo.


O problema é que o coração/sensibilidade de uma mãe nem sempre anda a par com a razão. Pelo menos o meu.


Lá comecei a fazer o meu melhor olhar de súplica, qual cocker mimado, tentando que a Leonor não se apercebesse, mas o pai não me dava hipótese. Acho que já não olhava para mim, por saber que o faria.


A certa altura lembrei-me de, com calma, dizer à Leonor que iríamos experimentar as botas para ver se realmente apertavam.


A cachopa, que não queria dar o braço a torcer mas já tinha percebido que a coisa estava mal parada, lá acedeu.


E depois de um pedido de desculpa, nitidamente forçado, tudo se resolveu.


Resultado, a Leonor levou as botas, foi à aula e o resto da família foi ao mercado.


Claro que se tivesse sido a um dia da semana, sem o pai presente, dificilmente teria levado as botas pois os meus berros não teriam nenhum outro efeito para além do ruído.


Qual o método certo para resolver este tipo de situações? Pois não sei.


Tenho a certeza que perante esta situação haveria defensores de 1001 soluções possíveis, .inclusive a de a deixar ir de sapatilhas de lona e molhar os pés para aprender a lição.


Se calhar é porque não há mesmo soluções certas, só as possíveis a cada momento.



sábado, 18 de outubro de 2014

Leonor ao estilo Manuela Moura Guedes

A Leonor tem uma especial predilecção  por notícias e capta tudo o que ouve, seja na TV seja na radio.


Uma das brincadeiras preferidas actualmente é apresentar telejornais. Encosta-se à televisão e obriga-nos a assistir ao programa.


No seu jeito teatral, lá vai debitando notícias.


Ontem, o alinhamento incluiu um ponto de situação sobre o ébola e a previsão meteorológica para hoje (a rapariga adora meteorologia).


Quanto ao ébola, parece que podemos ficar descansados. A acreditar na jornalista, o ébola existe mais nos países africanos, porque são mais quentes, e em Portugal só ouve um susto. Houve um senhor que foi ao hospital mas afinal não tinha ébola.


A Leonor ao estilo Manuela Moura Guedes.

Às vezes preciso que me ponham no lugar

- Meninasssssss, despachem-se que a minha vida não é esta!!!


- Ai é, é. Tu tens de tratar de nós!!!



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Ai se eu fosse supersticiosa - 2

Tenho aqui um dente encaixado fora do sítio que já devia ter sido extraído há muito para evitar males maiores daqueles que nem quero pronunciar (vou bater na madeira).


Há uns dois anos, na véspera da extracção, tive uma paragem de digestão e fiquei toda abananada pelo que adiei a dita.


Este ano resolvi tratar da coisa definitivamente.


Mas (e há sempre um mas) esqueci-me da consulta que estava marcada em Agosto (foi um mês duro); em Setembro foi o dentista que a desmarcou e em Outubro acordei com um herpes gigante mesmo no dia em que voltaria ao dentista.


Parece que este dente não me quer largar.


Se eu fosse supersticiosa acho não o tirava mesmo. Parece que estou a receber sinais para o deixar ficar comigo.

Adiar a maternidade

Fiuqei perplexa quando li a notícia de que há empresas (no caso o facebook e a Apple) a pagar a criopreservação de óvulos às colaboradoras como forma de as motivar a investir na carreira.


A reacção prende-se, provavelmente, com o facto de me fazer confusão a ideia de haver quem invista carreira de tal forma que esse investimento seja incompatível com a atenção de que uma família carece.


Depois, mais a frio, tentei equiparar a criopreservação de óvulos (pelos motivos acima referidos) à toma da pílula e abandonar os meus preconceitos.


Tento encontrar razoabilidade neste método de "gestão da maternidade" (neste contexto, friso) mas continua a fazer-me confusão esta forma invasiva de o fazer.


Talvez por já ter sentido na pele a imprevisilidade do dia seguinte, vivo regida pela máxima "Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje" ou melhor explicando "não adies um objetivo em busca do momento ideal".


Não sei se me consegui exprimir de forma clara, mas a noite não foi das mais descansadas (sendo que desta feita as meninas estão inocentes)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Tou triste :(

Notícia triste, esta, para os beiramarenses.

A nossa águia está mesmo depenada.

Passei bons momentos naquele pavilhão, a ver jogos de basket com o meu super pai.

Buáaaaaaaaaaaaaaaa

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Já vos disse que tenho os melhores vizinhos do mundo?

Sabem aqueles vizinhos, sempre disponíveis para ajudar a carregar crianças e sacos escada acima e simpáticos ao ponto de dizerem que não ouvem os nossos berros matinais?


Sim, esses mesmo. Os melhores do mundo. Pois bem, são meus.

Brincadeira parva

Ontem, antes de sair de casa, D.ª Maria Leonor resolveu fazer a brincadeira mais parva de que tenho memória. Esconder-se.


Estava tudo a postos, depois da habitual correria matinal, chamei-a para lhe vestir o casaco e nem um som se ouvia. Chamei mais umas cinco vezes (as do costume) e nada.


Resolvi recorrer ao velho truque do "Pronto Tita, vamos embora. A mana fica" e nem um ai. Subi a parada e disse "não vens, Leonor? Então as galochas ficam em casa.". E nada. Só silêncio.


Não consigo descrever a angústia que senti ao percorrer a casa de cima a baixo, à procura da cachopa. Foi inevitável a lembrança de casos mediáticos como o da Maddie.


De repente diz a Tita "mãe, a mana está aqui". E lá estava a engraçadinha, refastelada em cima de uns cobertores, num local fora do meu campo de visão.


A sensação de alívio foi tão grande quanto a vontade de lhe derreter o rabo com palmadas. Teve sorte, prevaleceu o alívio e ouviu só um grande ralhete.


E assim começam os meus dias. Sempre a bulir.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Espero que o poder não lhe suba à cabeça

A Leonor foi nomeada "chefe de entregar e recolher os pacotes de leite escolar".


O mandato é rotativo e tem a duração de uma semana, tempo suficiente para encher a chefe de orgulho. Afinal, tem a responsabilidade de perguntar quem quer leite, entregar os pacotes e, no final, recolhê-los vazios, contá-los e levá-los para o lixo "SÓZINHA MÃE!".


Estou quase tão entusiasmada quanto a Leonor, só de ver a alegria com que assume estas tão importantes funções.


Espero só que o poder não lhe suba à cabeça.

domingo, 12 de outubro de 2014

Zona de conforto

Há dias, numa conferência, ouvi um banqueiro (mesmo) explicar a um dos participantes que para chegar onde está teve de abandonar a zona de conforto.




Que gosta mesmo é de estar na terra onde nasceu, a fazer milho e criar vacas (o que faz sempre que pode), mas teve de abandonar a comodidade de ter um emprego que lhe permitisse sair e ir ter com os amigos ao café e sair do país, ficar longe da família e dar no duro.


A resposta (excelente por sinal) foi provocada pelo tom de crítica, e alguma inveja à mistura, com que a pergunta (já não me lembro qual) foi feita.


E,  como nada é por acaso, encaixou em mim como uma luva.


No espaço de uma semana ouvi este discurso duas vezes, sendo que a primeira delas foi referente a mim.


Neste momento estou na minha zona de conforto, a viver na cidade onde sempre quis viver e a demorar 10 minutos entre casa e o trabalho (com tempo para parar e despejar as crianças nas respectivas escolas).


Como comodista e medricas que sou, gosto desta zona de conforto.


A parte menos boa é a de me sinto inibida de me lamentar de algumas coisas (o que é uma chatice) e muitas vezes tenho vontade de me auto-flagelar (o que não convém).



sábado, 11 de outubro de 2014

Neves, a extra-terrestre

Esta semana participei num seminário sobre Tecnologias da Informação e Comunicação.


Por norma gosto de assistir a iniciativas que em nada se relacionam com a minha área e esta não foi excepção.


Claro que não percebi metade do que foi dito pelos oradores que fizeram apresentações mais técnicas, mas fiquei a saber (por exemplo) que há tecnologias wireless que permitem saber o trajecto que cada um de nós faz em determinada superfície comercial, quanto tempo demora em cada local. E que essa informação é vendida para efeitos publicitários e de estudos sobre a melhor disposição dos produtos.


Não deixa de ter piada esta total ausência de privacidade anunciada, às claras, por um representante da empresa que presta o serviço, estando nós num país em que a entidade que tutela a utilização de dados pessoais (CNPD) é extremamente conservadora e esperneia perante a simples ideia de colocação câmaras de vigilância nas ruas.


Mas já nada me espanta a este respeito.


O que me chocou nesta experiência foi ver uma plateia de cerca de 300 pessoas om a cabeça enfiada no ecran dos respectivos tablets, moderador dos painéis incluído, como se o orador estivesse do outro lado e não ali, em carne e osso.


Tenho dúvidas (ou se calhar não) que estivessem todos à procura de informação sobre o evento em si. Aliás, seria estranho que assim fosse já que estavam a participar no mesmo. E isso fez-me pensar que, presentemente, parece que só estamos bem onde não estamos.


Questiono-me porque é que vieram pessoas de Espanha e da Holanda para participar num evento no qual as perguntas aos oradores podiam ser colocadas via facebook ou twitter .... por participantes que estavam (fisicamente) no mesmo auditório. Havia também a opção microfone, para os menos tímidos, apesar de fora de moda.


No meio daquelas 300 pessoas estava Neves, a extra-terrestre, com o seu inseparável bloco de papel e caneta.


Chamem-me jurássica, que não me importo. Sou mais feliz assim.





Outubro é o mês de lembrar os idosos e os cuidados paliativos

Em Outubro assinalam-se os Dias Mundiais do idoso e dos cuidados paliativos.


Ao contrário de outros dias, estes não têm por trás um motivo comercial. São sim, dias em que todos devíamos reflectir sobre estes temas e, acima de tudo, fazer o que está ao nosso alcance para que todos os que nos rodeiam reflictam, de forma a que sejam colocados nas agendas políticas.


Apesar de não estarem, necessariamente, ligadas, existem enormes lacunas no que diz respeito às redes de suporte em fases tão duras da vida das famílias.


Como tal, não podia deiixar de passar estes dias em branco.







"Quem Dá e Reparte, fica com a Melhor a Parte"

 
 Nos tempos que correm recebemos tantos apelos de ajuda às mais variadas causas que, e por mim falo, há muitos que já passam ao lado.

Esta semana, porém, fui tocada pela divulgação de uma campanha de apadrinhamento, promovida pelo Centro Social e Paroquial da Vera Cruz (CSPVC) "Quem dá e reparte, fica com a melhor parte", que começa por focar um ponto que me parece muito importante.

"Se passar a informação já está a ajudar"
 
Se não puder apadrinhar uma família, passe esta informação… a um familiar , a um amigo a alguém que o possa fazer.
Só com o esforço e o apoio de cada um de nós, é possível AJUDAR quem precisa da nossa ajuda".

E realmente assim é. A ajuda, seja em que situação for, pressupõe uma conjugação de esforços e tarefas complementares.

Quem não pode doar sangue, ajuda se sensibilizar quem o pode fazer para a importância do acto; quem não pode contribuir financeiramente para uma causa social, talvez possa doar parte do seu tempo e por aí fora...

A ideia desta campanha é simples e pode ser replicada por todo o país. Estou até a pensar adaptá-la e sugerir um projecto para ser implementado na escolinha das meninas.

Isto para dizer ao pessoal que não seja de Aveiro que, ainda assim, pode ajudar. Porque a ajuda irá muito além da entrega de bens (ainda que esta seja essencial).

Mas passemos ao que interessa.

 
 Diz o CSPVC:
 
Despensa vazia:
Temos uma despensa equipada com todas as condições de acondicionamento para alimentos frescos e congelados, (graças ao projeto da Missão Sorriso, que nos permitiu adquirir esses equipamentos); só nos faltam os produtos... que as nossas famílias tanto necessitam.
 
Sabemos que os tempos estão difíceis para todos, mas a partilha é multiplicadora e estamos certos que vamos conseguir um(a) padrinho/madrinha para cada família.
 
72 famílias a precisar de uma madrinha ou padrinho:
Neste momento, estamos a apoiar 72 famílias… oriundas das diversas valências do CSPVC, que apresentam carência económica comprovada mediante analise da situação socioeconómica do agregado.
 
Tempo de apadrinhamento?
 
Diga-nos durante quanto tempo quer ser o padrinho ou a madrinha da família que escolheu- 1 mês, 2 meses, 6 meses, 1 ano… a opção é sua!!!
 
Sugestões do saco para os seus afilhados, não tendo necessariamente que fazer um saco com todos os artigos nele sugeridos, sendo que as quantidades serão de acordo com o número de elementos que constituem a família apadrinhada, por exemplo:
 
- Leite, Azeite, Óleo, Arroz, Massa, Leguminosas enlatadas/secas, Salsichas, Atum, Açúcar, Cereais/Papas, Farinha, Bolachas, Compotas, Carne, Peixe, Legumes, Produtos de higiene pessoal e doméstica...
 
A cada família foi atribuído o nome de uma flor/erva aromática e descritos os elementos que a constituem.
 
 
" Caso esteja interessado em apadrinhar uma família, basta que envie e.mail para(comunicacao@cspveracruz.pt) ou através de mensagem privada no facebook (onde poderá visualizar todas as famílias por nós apoiadas) em https://www.facebook.com/media/set/?set=a.357012534462830.1073742069.136524596511626&type=1   , indicando o número de elementos da família que deseja apadrinhar ou o nome, o seu nome, contacto telefónico e e-mail; de seguida entraremos em contacto consigo".
 
Qualquer ajuda é bem vinda! Qualquer tempo de apadrinhamento é uma boa escolha!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O drama das actividades extracurriculares

A cada novo ano lectivo, o mesmo drama. Escolher as actividades extracurriculares.

Não é pera doce, encontrar um equilíbrio entre aquilo que a bolsa permite, o que as crianças preferem e aquilo que lhes fará melhor, tentando não impor nada mas, simultaneamente, ensinar que não podem mudar de opinião só porque viram o vizinho do lado fazer uma escolha diferente.

E quando uma das crianças, do alto dos seus 3 anos, nos diz que não quer ir à piscina porque "está tudo molhado"não há contra-argumentação que resista.

Vamos lá a ver se a Tita consegue suportar esse pequeno pormenor.

Busca pelo ser

Entre o cheiro a figos
E uma conversa de amigos
Reanima-se a alma
Recupera-se a calma


E o tempo estica (de)vagar
Ao som revolto do mar
Que com o seu quê de divino
Se adopta como hino


É o regresso ao primeiro amor
Aquele que magoa sem dor
E sem nos prender ao tempo
Parte levado pelo vento


Segue lenta esta viagem
Que clarifica, de tudo, a origem
Milagre de acreditar sem ver
Nesta incessante busca pelo ser

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Ai se eu fosse supersticiosa

A Tita tinha-me dito que se eu não dormisse com ela "vinha um bicho lá de cima que a mordia", esqueceu-se foi de me dizer que, para além disso, eu seria acometida de um herpes labial de um tamanho do qual já não tinha memória.


Parece que me lançou um mau olhado, a cachopa.

Mestria na arte de apelar ao sentimento

Cada um de nós tem vários dons. Um dos dons da Tita é, sem dúvida, a capacidade de apelar ao sentimento.


Pode estar, conscientemente, a fazer a maior das asneiras e ver-nos furiosos que não perde a razão.


Limita-se a sorrir-nos de forma luminosa e a atirar um "és lindo/a", que nos deixa rendidos.


Ontem resolveu procurar uma forma de me chegar ao coração e conseguir que dormisse com ela.


Disse-me a espertalhona, com um ar muito condoído, que se dormisse sózinha vinha um bicho "lá de cima" e a mordia. O drama seria evitado se eu estivesse a dormir com ela.


Ainda tentei explorar a história para tentar perceber se o objectivo era que o bicho me mordesse a mim, em vez de morder a pequena, mas já não me deu conversa.


Claro que fiquei com o coração amolecido (mais do que o costume) e fiquei deitadinha ao lado dela até que adormecesse.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A Tita e o cloro

A Tita começou este mês a ir à piscina.


Ao contrário de todas as outras crianças que conheço (mana incluída) não vem de lá derreada, nem adormece em cima do prato da sopa.


Pelo contrário, dá a sensação que o cloro a põe eléctrica e à noite é vê-la nas suas brincadeiras que, invariavelmente, incluem ralhetes aos amigos imaginários.


A pequena sempre dormiu muito menos que a mana. Se calhar vou repensar a minha decisão em relação à sesta e pedir à educadora que não a coloque a dormir.


O papá sugere que a sesta seja substituida por corridas à volta do edifício, o que não está mal pensado.


Aquela energia tem de ser gasta antes de entrar em casa.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Será que vou para o inferno?

Acabei de mentir às minhas filhas, dizendo-lhes que não sei quem comeu as gomas que pertenciam a um saco que não tive a inteligência de esconder.


Será que vou para o inferno?


E se disser que o que fiz foi só para evitar que se enervassem comigo, pois jamais onseguiriam perceber que me limitei a evitar que ingerissem açúcares maus?


Safo-me?

Cenas de um casamento

Vivi um verdadeiro conto de fadas no dia do meu casamento.  Pena que não tenha visto metade da beleza que me rodeou.


Valem-me as fotos que comprovam todos os pormenores que escaparam aos meus olhos, demasiado ocupados a tentar chegar a todos.


Não é todos os dias que conseguimos reunir família e amigos vindos mais mais variados pontos da Europa, desde a Suécia aos Açores, passando por França, para nos acompanhar no início de uma etapa tão importante.


Dizem-me que havia um lindo arranjo de rosas na sacristia, mesmo em frente ao local das assinaturas, e que as caipirinhas estavam excelentes.


Acredito, mas não vi mesmo nada. Talvez tenha sido culpa da velocidade com que o dia passou.







segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Bodas de lã

E num ápice se passaram 7 anos, desde o dia em que saímos de braço dado da capela da Nossa Senhora de França (Vista Alegre).


No caminho temos tido motivos para rir, chorar, brigar mas acima de tudo partilhar o bom e o mau.


E Deus tem sido generoso connosco. Assim, em traços largos, já partilhámos o nascimento de 2 filhas, 2 cancros (o meu e o do meu padrinho), 2 mudanças de casa, 1 mudança de emprego...


Feitas as contas, o saldo não podia ser mais positivo e quando olhamos um para o outro concluímos que se voltássemos atrás, ao dia 06 de Outubro de 2007, daríamos exactamente o mesmo passo.



domingo, 5 de outubro de 2014

Um honroso 30.º lugar

Terminei o meu 1.º campeonato nacional de escrita criativa num honroso 30.º lugar, entre 70 participantes.

Ainda não foi desta que publiquei o livro, mas deu-me um gozo imenso.

Agradeço ao maridão que, sem ter lido nenhum dos textos, sempre me deu a maior força.

A confusão que o 2.º casamento causa

- Mãe, o pai disse-me que o pai da ... morreu!


- Tita!!! Eu não disse nada disso!!!


- Ai disseste!


- Não disse!


- Tita, tenho a certeza que o pai não te disse isso. O pai da ... não morreu. Os pais da ... separaram-se e a mãe casou com o ..., mas o pai continua a ser o ...


- Pois mãe, o pai da ... morreu e agora o pai dela é o ...


Horas depois


- Mãe, porque é que a Gata Borralheira não tinha pais?


- A Gata Borralheira tinha pai, Leonor. À mãe é que morreu e depois o pai casou com a madrasta.


- Ah. Então o pai da Gata Borralheira morreu ...


SOS - alguém me ajuda a explicar a estas criaturas que para ter filhos não é preciso casar (como gosta de dizer a minha mãezinha) e que o divórcio é só uma mudança de estado civil?



sábado, 4 de outubro de 2014

Vês? Ganhei-te 80 moedas!!!

- Vês, vês? Ganhei-te 80 moedas!!!




NOTA: é comovente o entusiasmo do pai, a jogar no tablet pelas filhas  (só para fazer as suas meninas felizes, obviamente)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

E agora? Vou ou não vou?

Ontem fui experimentar uma aula de coro gospel.


Sempre gostei imenso de cantar e ando a sentir falta de ter um hobbie diferente.


Gostei muito do ambiente, super descontraído e animado.


O único senão foi terem-me colocado uma pauta na mão, pois os meus conhecimentos musicais são muito rudimentares.


Assim, os próximos dias serão de reflexão. Vou ou não vou?

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O meu 1.º vinil

No dia Mundial da Música, nada melhor que recordar o meu 1.º vinil , Abelha Maia, e acima de tudo a pessoa que mo ofereceu.


Obrigada padrinho. Este vou guardá-lo para sempre.