Esta semana participei num seminário sobre Tecnologias da Informação e Comunicação.
Por norma gosto de assistir a iniciativas que em nada se relacionam com a minha área e esta não foi excepção.
Claro que não percebi metade do que foi dito pelos oradores que fizeram apresentações mais técnicas, mas fiquei a saber (por exemplo) que há tecnologias wireless que permitem saber o trajecto que cada um de nós faz em determinada superfície comercial, quanto tempo demora em cada local. E que essa informação é vendida para efeitos publicitários e de estudos sobre a melhor disposição dos produtos.
Não deixa de ter piada esta total ausência de privacidade anunciada, às claras, por um representante da empresa que presta o serviço, estando nós num país em que a entidade que tutela a utilização de dados pessoais (CNPD) é extremamente conservadora e esperneia perante a simples ideia de colocação câmaras de vigilância nas ruas.
Mas já nada me espanta a este respeito.
O que me chocou nesta experiência foi ver uma plateia de cerca de 300 pessoas om a cabeça enfiada no ecran dos respectivos tablets, moderador dos painéis incluído, como se o orador estivesse do outro lado e não ali, em carne e osso.
Tenho dúvidas (ou se calhar não) que estivessem todos à procura de informação sobre o evento em si. Aliás, seria estranho que assim fosse já que estavam a participar no mesmo. E isso fez-me pensar que, presentemente, parece que só estamos bem onde não estamos.
Questiono-me porque é que vieram pessoas de Espanha e da Holanda para participar num evento no qual as perguntas aos oradores podiam ser colocadas via facebook ou twitter .... por participantes que estavam (fisicamente) no mesmo auditório. Havia também a opção microfone, para os menos tímidos, apesar de fora de moda.
No meio daquelas 300 pessoas estava Neves, a extra-terrestre, com o seu inseparável bloco de papel e caneta.
Chamem-me jurássica, que não me importo. Sou mais feliz assim.
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