segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Chegou o Outono e, com ele, a febre

Tenho a mais velha de molho.

Segundo o médico, deverá ser uma adenoidite.

A consulta no otorrino, que já estava planeada, justifica-se mais do que nunca.

A pequena tem febre, o nariz super congestionado e uma bola atrás de cada orelha.

Já a mãe, tem o músculo cardíaco atrofiado, apesar da cachopa conseguir brincar e dar as respostas tortas que a caracterizam.

E as vencedoras foram ....

Depois de uma grande período de reflexão, eis que escolhemos as actividades extracurriculares das madames.

Assim, durante este ano lectivo, D.ª Maria Leonor frequentará a aula de música (30 minutos/semana); a piscina (2 vezes por semana) e a aula de inglês (45 minutos/semana).

Já D.ª Maria Benedita tornar-se-á mais uma sereia, nas piscinas do Sporting Clube de Aveiro (1 vez por semana), juntamente com a lontra da mãe, e será inscrita na aula de música (45 minutos/semana).

Prometo ir contando as peripécias que, conhecendo as minhas filhas como conheço, imagino venham a ser muitas.

domingo, 29 de setembro de 2013

Aí vai mais uma receitinha rápida, e saborosa, para a semana

Sou fã, incondicional, de tudo o que tenha natas mas, ultimamente, ando a tentar controlar-me.

Lembrei-me de partilhar esta receita de, que é rápida (como se quer durante a semana) e tem a versão com e sem natas.

Ingredientes

Frango
Sopa de Cebola
Cerveja
Natas (ou não)

Versão estufada

Espetar com os pedaços de frango (preferencialmente dos pequenos, para ajudar a que a confecção seja rápida) para uma panela. Regar com cerveja e a sopa de cebola. Deixar estufar, se for o caso, acrescentar um bocado de água. No final da cozedura, juntar um pacote de natas e deixar ferver um pouco.

PS não necessita de sal, pois a sopa de cebola já tem


Versão assada

Espetar com os pedaços de frango numa assadeira, regar om cerveja e sopa de cebola. Deixar assar.

O acompanhamento dependerá do gosto. Vegetais (para quem apreciar o estilo); arroz, puré, massa ...

3.º embrião - ah,ah,ah, muito bom

Comentário da mana do meio, e tia mais velha, ao último post - "vê lá mas é se não trazes, de Lafões, um 3.º embrião".

Ah, ah, ah. Cheia de piada, a miúda.

Para o bem e para o mal, fazem parte do projecto

No próximo domingo fazemos 6 anos de casados.

À semelhança do que fizemos nos aniversários anteriores, vamos arejar durante o fim de semana.

E, como sempre, não vamos sózinhos. No 1.º ano, levámos um embrião que viria a tornar-se na pequena Maria Leonor; no 2.º já a rapariga foi no ovo; no 3.º levámos o ovo e outro embrião (a Maria Benedita) e por aí fora.

Este ano, as minhas colegas  de trabalho começaram a dizer-me que o fim de semana devia ser só do casal e que as pequenas ficariam bem com os avós.

Como quem não quer a coisa, contei esses comentários aos avós que se prontificaram, de imediato, a ficar com as pirralhas.

Faltava falar com o papá. Tal como eu estava à espera (e interiormente também pensava), o papá recusou-se terminantemente a deixá-las. Diz ele que "não seria a mesma coisa" e que depois marcamos outro fim de semana só para nós.

Sabemos que as pequenas ficariam muito bem entregues (já os avós nem tanto) e a questão nem é o facto de irmos passear sem elas.

Sei que muitas mães me devem achar um monstro, mas a verdade é que ando sempre a suspirar por uns momentos longe das minhas crias, nem que vá a falar delas a viagem toda. Podem dizer o que quiserem, menos que o meu Amor por elas não é infinito e incondicional, que aí chateio-me a sério.

É  que preciso de descanso, coisa impensável quando estão presentes.

Mas, realmente, nesta data as meninas têm de estar. Isto significa que ainda não será este ano que vou assistir, sem interrupções e preocupações, à visita guiada ao Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões.


Para o bem e para o mal, as cachopas fazem parte do projecto iniciado lá atrás.

sábado, 28 de setembro de 2013

Problemas outonais de uma mãe

O Outono pode ter os seus encantos mas, pelo menos, este ano ainda não os vi.

Para mim, esta mudança de estação está a ser sinónimo de gritaria matinal.

Depois de uns mesinhos com os pézinhos ao léu, as marquesas estão a resistir a meias e calçado fechado e tem sido um filme para as calçar.

As pobres até terão alguma razão pois, num espaço de 3 meses, olho para os ditos pézinhos e dá a sensação que os besuntei com fermento de padeiro, já que estão gigantescos e o calçado não fica propriamente folgado.

Há, pois, que ir à sapataria com urgência.

Ontem ainda tive direito a uma valente molha, na hora de as levar ao infantário. Depois de uma corrida desenfreada para meter as meninas no carro, tirá-las e enfiá-las no infantário, sem que se molhassem, a minha recompensa foi ouvir um "mãe, molhaste-me com o teu casaco", pois um gota inconveniente escorreu para a pele sensível de D.ª Maria Leonor.

Com isto, e com a estúpida diferença de temperatura entre o interior dos edifícios e a rua, é ver-me a trabalhar, de cavas e banhada e suor, enquanto chove torrencialmente na rua.

Bem sei que nunca estamos contentes com o tempo que temos e que estou a ser rezingona mas, realmente, este início de Outono está a deixar-me louca.

E assim me despeço, pois tenho de me ir enfiar no roupeiro da Leonor a separar roupa, tarefa tão detestável quanto necessária.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Escolha das actividades extra-curriculares

Ontem foi a famosa consulta de pediatria da Maria Pinto II.

Paguei 60€, mas vim de lá regalada e inchada que nem um perú com os elogios que ouvi sobre o desenvolvimento das minhas crias.

Na fase das questões, coloquei a dúvida sobre quais seriam as melhores actividades extra-curriculares para as cachopas.

Na opinião da pediatra, a piscina é suficiente para a Tita. Relativamente ao inglês, em particular, acha que até aos 3 anos não faz falta nenhuma.

No caso da Leonor diz que o melhor é perguntarmos-lhe o que quer fazer e que todas as actividades que desenvolvam a parte cognitiva serão boas, desde que lhe dêem prazer.

Posto isto, terá de haver reunião dos pais "Neves Pinto" para analisar mais aprofundadamente a questão.
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Quando a Leonor nasceu, combinámos que, na dúvida, seguiríamos a opinião da pediatra que a acompanhasse já que o facto de a termos escolhido significava que confiávamos nela. O mesmo se aplica, obviamente, à Tita.

E, na verdade, confiamos muito nesta pediatra.

Ora, relativamente ao modo de educar criancinhas, o que há mais são dúvidas e teorias. Não haverá, certamente, a resposta certa.

 Gostei bastante da sugestão de perguntar a opinião da Leonor, embora tenha algum medo da resposta já que a rapariga é imprevisível. Em todo o caso, imagino que o ballet seja, pelos motivos já onhecidos, uma forte probabilidade.

Não percam as cenas dos próximos capítulos

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Bailado do sono

 
 
 

Essencial para a escolha do pediatra

Pouco tempo depois de escrever o último post, resolvi telefonar para a clínica para saber qual a Maria Pinto que teria de levar à pediatra.

Levei a coisa para a brincadeira, ri-me um bocado com a recepcionista, e fiquei a saber ser a Maria Benedita.

Tinha essa desconfiança, já que fez 2 anos e meio este mês. O momento da marcação da consulta deve ter ocorrido há 6 meses, aquando da consulta dos 2 anos. Tentando recuar no tempo e fazer e reconstituição dos factos, imagino que o meu raciocínio tenha sido "é melhor marcar já; depois avisam por sms".

E assim foi, provando que para algumas mães (quero acreditam que existam mais umas 2 ou 3 com estas falhas de memória) é essencial, para a escolha do pediatra, que exista um sistema de alerta de consultas.

Se não fosse esta sms, e nada havendo até lá (toc,toc, toc), a Benedita iria ao pediatra aos 3 anos, e isto com sorte.

Mas a consulta vem mesmo a calhar, já que estamos na fase da escolha das actividades extra-curriculares das cachopas e gostamos sempre de ouvir a opinião, desempoeirada e até ao momento sempre muito assertiva, da pediatra.

Nunca fomos daqueles pais que telefonam à pediatra a cada momento, mas gostamos de a ouvir relativamente a algumas decisões.

No caso, a dúvida será qual o tipo de actividade que lhe parece mais adequada para a Benedita, pois a Leonor já está inscrita na musica e vai continuar na piscina. O número de actividades, e horas que exigem, é outra das questões que queremos colocar.

Esta semana fomos a uma aula experimental de inglês, lá no infantário, e gostámos muito. Gostaria imenso de inscrevê-las pois que cada vez mais será importante para todos, no futuro,  saber inglês.

Mas temo que já sejam actividades a mais para a Leonor.

Se alguém, aí desse lado, nos quiser ajudar com a sua opinião, a gerência agradece.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Há muitas Marias na terra

Dei à luz duas Marias. A Maria Leonor e a Maria Benedita.

O único motivo para a escolha do nome Maria foi o facto de gostarmos e de acharmos que fica bem com o 2.º nome, que até é aquele pelo qual as tratamos.

O nome Maria seria, na verdade, totalmente dispensável mas a verdade é que o registámos, sem pensar que o facto de termos duas Maria Pinto poderia vir a originar algumas dúvidas e confusões.

Neste momento, acabo de receber uma sms da clínica pediátrica, a dizer que a Maria Pinto tem consulta dia 26. O problema é que não faço ideia a qual das duas se refere a sms.

Das duas uma, ou as levo às duas e me faço de parva ou assumo que sou parva e ligo para a clínica, admitindo que não sei qual das minhas filhas tenho de levar ao médico (o que não abona muito a favor de mim, como mãe).




segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Eu sei que me vou arrepender deste post

 
No fim de semana lavei o carrinho/ovo das minhas crias, que se vê na foto, para o emprestar a outra utilizadora.
 
Esta manhã, pu-lo no banco do pendura onde normalmente estava colocado quando as cachopas o usavam.
 
Ao olhar para aquela cena, bateram as saudades. Saudades do tempo em que as cachopas ficavam onde as deixava, sem fugir. Saudades do tempo em que não havia cenas por causa do jantar, que era, invariavelmente, leite. Saudades daquele tempo em que me deixaram na ilusão de ter alguma autoridade. Saudades das minhas bebés, agora tão crescidas e refilonas.
 
 
 
 
 
 

Cocó, xixi e tentativas de assassinato

Ultimamente, as palavras preferidas da Leonor são cocó e xixi.

Não há nada que lhe dê mais gozo do que mimosear tudo e todos com elas. É isso e ameaçar de morte quem lhe cruza o caminho.

Na 6.ª feira chegou a casa com uma ferida no lábio. Perguntei-lhe como tinha acontecido aquilo e respondeu-te ter sido um amiguinho da escola.

Quando eu estava pronta para ir tirar satisfações com o rapazote, eis que de descose. "Sabes mãe, eu e a MM tentámos assassiná-lo, à hora do almoço, e ele, ao lanche, aleijou-me".

Com aquela confissão, a deixar perceber que a agressão ocorreu num quadro de "quase" legítima defesa", até percebi o miúdo.

Ontem foi a vez de o avô Fernando ser presenteado com uma canção cuja letra, improvisada, descrevia o "modus operandi" do assassinato (sim, porque a concretizar-se aquilo que a moça descreveu, não seria uma mera tentativa).

Em cima de um banquinho de palha, estrategicamente colocado em frente à televisão que o avô tentava ver, à Leonor começou a simular que tocava guitarra enquanto cantava qualquer coisa como "eu vou-te matar; puxo-te os pelos, salto-te na barriga ...".

Suponho que possa ser "normal nesta idade", mas às vezes torna-se assustador.

domingo, 22 de setembro de 2013

Sugestão de receita rápida e económica - Para não dizerem que só falo sobre crianças

Para quem, como eu, não tem um segundo livre durante a semana e gosta/precisa de poupar, deixo uma receita que vou fazer para um dos nossos jantares esta semana - Lentilhas com salsichas frescas

Ingredientes

Lentilhas (costumo ter sempre umas doses congeladas)
Salsichas frescas (tenho usado de perú)
Tomate
Ovos
Azeite
Alho
Cebola
Coentros/orégãos (... aquilo que a v/ imaginação ditar e a despensa tiver).

Bastar fazer um refogado com o o alho e a cebola, juntar o tomate e deixar apurar um bocado. Depois é só juntar as lentilhas, as salsichas frescas aos pedaços e, mais no final, os ovos cozidos (gosto de os cortar miudinhos para a gema se misturarao resto. Para terminar, podem polvilhar com coentros, orégãos ou outra coisa que vos pareça ficar bem.

Diz que a receita original é de origem francesa, mas como tenho uma costela da minha mãe invento sempre um bocado.

Fica saboroso, é nutritivo, muito rápido de fazer e pouco dispendioso.

E prontos, não digam que só falo sobre crianças :)

Vila Moleza e os meus problemas de infância por resolver

 
Fico tão entusiasmada, sempre que há um programa giro para fazer com as meninas e respectivos amiguinhos, que começo a desconfiar ter alguns problemas de infância por resolver.
 
Ontem a despedida do Verão foi feita com um espectáulo da Vila Moleza. Não acho grande piada àquilo, devo confessar, muito menos sob um sol abrasador, mas ver a alegria dos miúdos fez-me aguentar estoicamente. Também ajudou o facto de o espectáculo não ter durado mais de 20 minutos, o que agradeci a todos os santinhos.
 
Se alguém me dissesse, há uns 4 anos, que iria estar mais de meia hora, a torrar ao sol numa fila para guardar lugar a umas criancinhas que queriam tirar fotografias com uns bonecos parvinhos, não iria  acreditar. Mas a maternidade tem destas coisas e o facto é que esperei o tempo necessário, enquanto os pequenos corriam e dançavam.
 
No final, ainda tive direito a outra fila de espera a das pinturas faciais.
 
Quando tudo acabou estava derreada, mas feliz. Logicamente a caminhada do Aveiro Night Runners teve de ficar adiada para outras núpcias. Valeu a pena ver a alegria da petizada, numa tarde tão bem passada entre amigos (e primas).
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 21 de setembro de 2013

Dia Mundial do Doente de Alzheimer - para pensar um bocadinho

Assinala-se hoje o Dia Mundial do Doente de Alzheimer.

Num ciclo de vida "normal" é natural que chegue a hora de cuidarmos de quem cuidou de nós.

Muitas vezes essa necessidade de cuidados vem do Alzheimer, doença à qual, felizmente, se dá cada vez mais atenção.

Como muitas outras, esta doença pode ser devastadora para uma família e os cuidadores enfrentam a incompreensão da sociedade.

Quantos vezes não criticámos, ou ouvimos criticar, os familiares de determinado idoso por o deixar andar sózinho ou com dinheiro. Cheios de razão, comentamos o perigo e o (des)interesse dos filhos (...).

Pois bem, posso dizer-vos (infelizmente por experiência própria) que a realidade nem sempre é o que parece.

Estes doentes tornam-se, em regra, extremamente teimosos e quando têm mobilidade física é muito difícil impedi-los de fazer certas coisas. Vamos atrás, ao lado ou à frente para minimizar os perigos possíveis, mas há coisas que estão fora do nosso controle.

Por isso é tão importante falar na doença e conhecer os sintomas. Por um lado porque um diagnóstico precoce permite controlá-la através de medicação, por outro para que a sociedade deixe de "ditar sentenças" e falar sem saber.

Um beijinho a todos os cuidadores que, tantas vezes, se sentem impotentes e pensam não estar a ajudar os seus doentes. Ajudam e muito. Entre as faculdades que o Alzheimer leva não está a de sentir o Amor.

O Natal está a chegar

 
 
Num dos seus delírios matinais, a Leonor decidiu ir para a escola com umas orelhas de Minnie. À saída do carro expliquei-lhe que ainda não tínhamos chegado ao Carnaval e, por isso, as orelhas teriam de ficar guardadas.
 
 
A cachopa aceitou bem a explicação e acedeu a tirar as orelhas  mas quis, primeiro, saber quando chegaria o Carnaval.
 
Lá lhe disse que antes seriam os aniversários das avós, da tia Joana, o Natal e só depois o Carnaval.
 
Depois desta conversa, o Natal (mais propriamente os pedidos) tem sido um dos nossos temas de conversa.
 
Tenho andado a evangelizá-la, explicando que o Natal é a festa de anos do Menino Jesus e não a festa das prendas.
 
Já deu para perceber que este ano, já estará mais vulnerável aos anúncios publicitários, mas acho que isso será incontornável. Só quero mesmo é que perceba o espírito puro desta data tão especial.
 
E assim se inicia, cá em casa, a preparação do Natal.
 
 
 
 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

4.ª edição da Aveiro Night Runner - quem quer vir comigo?

Realiza-se amanhã, sábado, a 4.ª edição da Aveiro Night Runner.

Acho a ideia tão gira que, desta vez, resolvi desafiar o meu homem para participar comigo (na versão caminhada, claro está).

Para surpresa minha, o rapaz torceu o nariz e ainda gozou "tu?!!! Ao final do 1.º Km já estás vermelha como um pimento e nunca mais ninguém te ouve falar" (um dos sinais de que estou a morrer, de cansaço, é o facto de emudecer).

É verdade que ando em baixo de forma, mas não gostei da provocação. Agora tornou-se uma questão de honra.

Quem quer vir comigo?


A Alice

A Alice é daquelas pessoas que tinha tudo para viver amargurada.

Desde um acidente, que a deixou com bastantes limitações físicas, à doença grave do marido que o impossibilita de trabalhar, ao desemprego de longa duração e enormes dificuldades financeiras, tudo lhe tem acontecido.

Apesar disso, a Alice tem sempre um sorriso nos lábios e uma piada para dizer. Leva  a família aos ombros sem que se ouça um queixume.

Um dia destes cheguei ao carro e tinha uma flor no pára-brisas. Ao vê-la, lembrei-me de uma das piadas que a Alice me tinha dito e percebi que tinha sido ela a deixá-la.

Aquela simples flor, arrancada do jardim, que me arrancou logo um sorriso  fez-me ganhar o dia.

Obrigada Alice. Não haveria cházinho, massagem ou Valdispert que fizesse mais por mim naquele dia do que a sua flor.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Quem disse que não há sinceridade na política?

Nesta campanha política em particular, tenho chegado à simpática conclusão de que ainda há sinceridade na política, e não estou a ser irónica.

Hoje tive mais uma confirmação dessa conclusão ao ouvir as declarações de uma lista candidata a uma Junta de Freguesia, lista essa liderada pela sua amada esposa já que, segundo percebi, o senhor já atingiu o limite de mandatos e o objectivo seria que, uma vez eleita, a senhora presidente renunciasse ao cargo para que o seu cônjuge, e n.º 2, subisse ao poleiro.

Dizia o candidato,que só integraria a Junta se pudesse ser presidente. Caso contrário não o faria.

Isto, em reacção à informação da Comissão Nacional de Eleições de que um presidente de Junta de Freguesia que tenha atingido o limite de mandatos poderá integrar novas listas, desde que, em circunstância alguma, venha a exercer o cargo de presidente.

Ora, se há coisa que eu aprecio é a sinceridade, sejam os motivos bons ou maus. Aliás,até acredito que as intenções do senhor sejam as melhores (quando falei em poleiro foi sem sentido pejorativo) e que seja o melhor presidente da Junta que aquela terra possa ter.

O senhor está, somente, a tentar contornar (de forma confessa) o espírito do legislador.

Que atire a 1.ª pedra quem nunca teve vontade de fazer o mesmo.


Leitura de pensamentos ou previsibilidade?

Começou, cá em casa, uma fase estupidamente irritante a de "macaquinhas de imitação".

Não há nada que divirta  mais a Leonor do que repetir todas as nossas frases. Como é bom de ver, a Benedita também começa a gostar de o fazer, especialmente porque percebe a nossa irritação.

A mim, que sempre me passei com sons e perguntas repetitivas, a coisa faz-me bulir o sistema nervoso.

As garotas estão naquilo minutos a fio.

Há pouco, num desses momentos de enlouquer, ouço a Leonor "e agora a mãe diz - Leonor vais já de castigo para o quarto".

Será que me lê os pensamentos ou sou mesmo assim, previsível?

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Hora de procurar saber o número de eleitor e local de voto

Entendo o voto como um direito mas também como um dever cívico.

Podemos não concordar com políticos e políticas mas, em minha opinião, só teremos legitimidade para os criticar, caso tenhamos votado, ainda que em branco.

Foi com este pensamento que, esta noite, resolvi averiguar qual o meu número de eleitor e local de voto.

A pesquisa foi fácil, tendo bastado saltar do portal do eleitor, aquele para o qual a minha intuição me direccionou, para o portal do recenseamento (podem faltar-nos muitas coisas, mas portais temos com fartura).

Já a descoberta foi surpreendente. Pensava eu que a dúvida estaria quanto ao local de voto na freguesia da minha residência e  vim a decobrir que, afinal, ainda estou recenseada em Santa Maria da Feira,  onde já não moro há mais de dois anos.

Ora isto leva-me a outras paragens, não só no próximo dia 29 como também nos próximos dias pois tenho de descobrir o que se passa com os dados relativos à minha residência, que ia jurar ter actualizado no momento em que tirei o cartão do cidadão (que por sua vez iria actualizar automaticamente o local do recenseamento).

Desejem-me sorte.

Pessoas que me irritam

Se há coisa que a vida, nas suas mais variadas vertentes, me tem ensinado é que temos de procurar soluções para os problemas que vão surgindo, sejam eles grandes ou pequenos.

É por isso que me irritam as pessoas a quem colocamos uma questão, à qual só precisam de responder sim ou não, e começam a desatar um rol de obstáculos.

Não falo, naturalmente, do papel de "advogado do diabo" , muitas vezes útil para ajudar a reforçar o poder de argumentação, mas de "velhos do Restelo" resistentes á mudança.

É que não há pachorra.

Dois anos e meio

Faz hoje dois anos e meio, por esta hora, estava eu dividida entre a vontade de ver a carinha da Benedita e a de que ela aguentasse mais umas horinhas (afinal já ia em 40 semanas e dois dias de gravidez pelo que não seria mais um dia a fazer a diferença) para que o papá chegasse a tempo de assistir ao seu nascimento.

Por volta das 11 da manhã, já tinha umas contracçõezinhas e a Leonor resolveu saltar-me para o colo.

Claro está que havia algumas fracções de segundos em que já nem a via. Valeu-me a avó Lili, que se apercebeu da situação e levou a cachopa a passear e comer um chupa-chupa.

Passado pouco tempo, percebi que era inevitável e lá liguei à minha grande Amiga Dina que voou, desde Aveiro a Santa Maria da Feira, num estado de nervos considerável, à custa do qual a Benedita teve a sua roupinha para vestir quando veio ao mundo.

Sei que contei isto "n" vezes, mas não resisto a contar novamente. Tinha-lhe dito que não precisava de levar os sacos para o hospital pois, chegada a hora, alguém lhe diria para os ir buscar. Como estava tão nervosa, não me ouviu o que foi a nossa sorte já que aquilo foi entrar no hospital e andar.

A Benedita ia, literalmente, nascendo no corredor dando-me direito a um parto natural, no sentido literal da expressão, e supersónico.

E, assim, num ápice se passaram dois anos e meio.

A pequena está um espectáculo (eu sei que sou suspeita), cada vez mais determinada e encantadora.

E eu sinto-me cada vez mais abençoada com este grande presente de Deus.



terça-feira, 17 de setembro de 2013

"Felizmente não tenho amigas"

Há dias, ao passar na rua, ouvi uma senhora dizer a outra "olhe, eu felizmente não tenho amigas. É só casa-trabalho-casa".

Este comentário mexeu comigo. Fiquei impressionada com tão grande desencanto com a Amizade,
demonstrado por esta senhora .

Talvez nunca tenha tido Amigas de verdade. Amigas daquelas que, em silêncio, deixam crescer o cabelo para o caso de nós virmos a necessitar de usar peruca. Amigas daquelas que se dispõem a voltar a estimular a produção de leite para amamentar a nossa filha de 2 meses, que vamos ter de deixar de amamentar por causa da quimio. Amigas daquelas que percorrem quilómetros, após um dia de trabalho, só para estar um hora na risota com uma Amiga que está doente. Amigas que escrevem ao Papa, a pedir que ore por uma Amiga doente; Amigas que acompanham uma Amiga a sessões de quimioterapia.

Eu, que tenho Amigas dessas, tenho muita dificuldade em perceber o que aquela senhora disse.

Obrigada minhas Amigas.

Dar 1.º a notícia boa ou a má?

Avô - Leonor, estás a portar-te muito mal. Já sabes que o papá, logo, vai perguntar à mãe como te portaste hoje.

Mãe (no seu papel advogada de defesa) - Pois é, Leonor. Estás mesmo a portar-te muito mal. O que vale é que, na escola, te portaste bem (referia-me ao momento de a deixar lá)


Minutos depois, já no carro.

Leonor - Mãe, não vais contar ao pai que me portei mal, pois não?

Mãe - Eu não vou falar de nada, mas se o papá perguntei não posso mentir.

Leonor  - Conta-lhe, primeiro, da escola.

Mais tarde, em casa.

Pai - Leonor, portaste-te bem hoje?

Leonor - Na escola?

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

No parque da minha infância

Este foi um fim de semana em cheio. Aveiro parece ter, finalmente, ganho vida e as actividades eram muitas por toda a cidade.

A manhã de domingo foi passada no Parque Infante D. Pedro, sobre o qual falei há dias, e que para mim será sempre "o parque". Lá passei bons momentos, durante a infância.

Este parque, que está integrado no chamado "Parque da Sustentabilidade" sofreu obras (algumas ainda não acabaram, mas esse é um assunto que dá pano para mangas) e foi lá que, juntamente com o avô Fernando, passámos a manhã de domingo.

Já agora, deixo o programa das festas. No próximo sábado, dia 21, pelas 16 horas, há espectáculo da Vila Moleza, noutro dos pontos do parque (O jardim do Alboi).



As duas vaidosas



Uma perspectiva (captada por Maria Leonor)



O tradicional "dar pão aos patos"


Uns dos painéis de azulejos que ladeiam a gruta




A mítica gruta



O chão (perspectiva de Maria Leonor, para se lembrar que, na próxima, tem de ir de sapatilhas para evitar pedrinhas nos seus delicados pés)

domingo, 15 de setembro de 2013

As aulas de ballet das MM e as decisões da Leonor

Minutos depois de escrever este post, a Leonor sentou-se à mesa connosco e omunicou-nos que queria ir para o ballet como as suas duas melhores amigas, Maria Miguel de seu nome.

Explicámos que não seria possível pois já anda na música e, em breve, recomeça a piscina e que tudo isto custa dinheiro.

Respondeu que não gostava de música e o que queria mesmo era o ballet.

É verdade que, por questões sentimentais, toda a família está a torcer para que a rapariga goste das aulas de música, mas quem a ouvir há-de pensar que impusémos esta actividade. Ora, a inscrição na música só aconteceu depois de uma aula experimental, da qual D.ª Maria Leonor gostou muito.

Continuámos a conversa, dizendo que não podia mudar só para ir atrás das amigas e que, primeiro, tinha de perceber se, realmente, a música não foi a melhor escolha. Continuámos, dizendo que, para isso, precisava de tempo.

A conversa foi muito interessante, porque a Leonor foi sempre contra-argumentando, com uma lógica que quase nos desarmava.

O combinado foi voltarmos a falar no final do ano lectivo, com o compromisso de a deixarmos ir para o ballet, caso queira desistir da música por não ter gostado (e não porque os amigos também andam no ballet).

Fiquei com a sensação que percebeu bem a nossa mensagem. É importante que aprenda a pensar pela sua própria cabeça e não vá atrás dos outros só porque sim.

Há outros locais e momentos para estar com as amigas.

O negócio foi firmado. Agora é só rezar para que não saiba que o Tiago também anda no ballet, pois se souber estamos perdidos.

80 Anos de Amor

Fez ontem 80 anos uma mulher especial, que tem vivido para dar Amor àqueles que a rodeiam.

Por motivos profissionais dos meus pais, vivi com a minha avó até aos 5 anos. Mesmo depois de ter ido viver com os meus pais, vinha para casa da avó sempre que tinha um segundo livre.

A nossa ligação é tão forte que posso dizer ter duas mães na terra, já que o facto de existir este laço tão forte em nada se reflecte no Amor que sinto, e recebo, pela mãe que me deu à luz.

Sou uma afortunada é o que é e as minhas filhas vão pelo mesmo caminho, com a diferença de terem 5 mães, pois têm as 2 avós e 2 bisavós sempre de roda delas.

Dos seus ensinamentos, houve muitos que me marcaram mas acho que a sua postura pacificadora, a fé inabalável e a capacidade de aceitar as adversidades da vida como algo natural, e com o qual  temos de saber viver, foram os principais pontos que retive e espero conseguir reflectir na minha vivência.

Ontem fizemos uma pequena festa, com as presenças possíveis (e muitas outras no coração), na qual cantámos os parabéns também a uma amiga da família, a D.ª Lurdes, com quem comemoramos, em conjunto, há uns bons 20 anos.

Especialmente para as netas, emigrantes, aqui fica uma foto do bolo e, claro, da aniversariante.
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sábado, 14 de setembro de 2013

Apresento-vos a nova aluna da Oficina de Música de Aveiro

A Leonor demonstra tanto interesse e gosto por música, que decidimos inscrevê-la numa escola de música.

Temos a sorte de ter na família um grande professor, mas os 88 anos do bisavô já não permitem que tenha a paciência suficiente para domar a pequena fera.

Acabámos por optar pela  Oficina de Música de Aveiro que, fiquei a saber depois, foi criada por antigo aluno do meu avô, o já falecido saxofonista Fernando Valente.

Sempre ouvi falar do Fernando Valente, lá em casa, com enorme admiração e carinho. O meu avô foi professor dele no ciclo preparatório e, depois, no Conservatório de Aveiro.

Apesar de ter feito a escolha da escola sem saber quem esteve na sua origem, e tendo como critério pouco mais que a sua localização e ambiente familiar, fiquei muito contente quando o descobri pois sinto que, ainda que indirectamente, a marca do meu avô está nela.

Agora é tentar perceber se a Leonor realmente gosta e pretende seguir as pisadas do bisavô Emílio Matos.

Projecto Re-food - vamos todos aderir


O desperdício alimentar é algo que sempre me preocupou e tento evitar, o que nem sempre consigo.

Não gosto de cozinhar em grandes quantidades, precisamente para evitar que sobre comida e acabe por se estragar.

Quando sobra, congelo sempre (por pouco que seja). Uma das coisas que me dá imenso prazer é inventar uns pratos com os restinhos de cogumelos, carne (...) que às vezes encontro no frigorífico.

Muitos dos pratos que se vulgarizaram nasceram, aliás, em zonas pobres e da necessidade de aproveitar tudo, caso da pizza e das açordas.

Já conhecia o projecto Re-food. O seu mentor questionou-se, um dia, o que aconteceria às sobras dos restaurantes ao final de um dia e não se conformou com a ideia de serem deitadas fora.

É, realmente, um crime fazê-lo, quando há tanta gente a passar por privações.

Por isso meteu mãos à obra e mobilizou voluntários, que fazem essa recolha de alimentos e os distribuem a pessoas carenciadas.

Muito nobre este gesto que podemos todos replicar, nem que seja na nossa rua.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Cantam as nossas almas, para a tia Du uma salva de palmas Ehhhhhhhhhhhhhhhh



Agora sim, tia Du, neste que é o teu dia, enviamos um grande beijinho de parabéns desde Portugal até ao rio onde estejas.

Um beijinhos, cheio de saudades desta tua mana mais velha e das tuas, amantíssimas, sobrinhas.




quinta-feira, 12 de setembro de 2013

6.ª feira treze e as superstições do facebook

A minha mana do meio faz anos amanhã, 6.ª feira treze, e o facebook desatou a notificar algumas pessoas como se o aniversário fosse hoje.

A coisa foi ao ponto de confundir a própria mãe ficar confusa e ter de consultar o calendário e de os colegas de trabalho filipinos lhe terem enchido o quarto de flores e chocolates.

Querem ver que o facebook é supersticioso?

A mana acho que não é e eu muito. Mas é chato. Para muitas pessoas seria motivo para passarem o dia encolhidas num canto, com medo que o azar lhes batesse à porta.

À cautela, bate na madeira tia Du.

Aos dois anos e meio

Aos dois anos e meio da Benedita, há quem diga que "fala muito bem para a idade" e elogie o seu vocabulário e capacidade de formar frases.

Depois há a Leonor que lhe ralha dizendo "Tita, pareces uma maluca a falar. Tu já não és uma bebé. Se continuas a falar assim, zango-me contigo percebeste?"

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O meu 11 de Setembro de 2001

O 11 de Setembro de 2011 foi, creio eu, marcante para toda a humanidade. A tragédia que aconteceu é algo que não se esquecerá e nos faz (ou devia fazer) pensar sobre o que é que nós, humanidade, andamos a fazer a este mundo.

Pessoalmente o dia ficou marcado, também, por uma experiência de vida.

Lembro-me de ter a televisão da cozinha em silêncio e ver imagens de um avião e de umas torres, mas não me apercebi do que tinha acontecido pois estava distraída a pensar na viagem que faria nesse mesmo dia à noite.

Tinha acabado o curso em 2000 e, ao mesmo tempo que concluía o estágio, procurava um rumo profissional para a minha vida.

Como os meus pais sempre nos ensinaram que temos de esgaravatar, embora na prática nunca nos tenham exigido isso até acabarmos o curso, concorri para um lugar na Câmara Municipal do Funchal.

Iria, pois, viajar sózinha para a Madeira nessa noite. Estranhei o facto de o meu pai me ter ligado a perguntar se estava com medo e, seguidamente, o meu avô perguntar se "ainda ia", mas estava mesmo a leste dos acontecimentos.

Só quase na altura de sair para o aeroporto é que tive noção do que tinha acontecido e do "peso" que era voar nessa noite.

Não tive muito medo, confesso, pois deve ter sido a noite em que a segurança estava mais alerta.

Fui, porque achava que devia ir. Tinha de começar a definir a minha vida, o que poderia passar pelo Funchal.

Mas confesso que fui na esperança de ficar em 2.º lugar, apesar de ter dito a mim mesma que, independentemente do que gostaria ( e que era, obviamente, morar na Aveiro dos meus amores) daria o meu melhor.

Quis o destino que o meu desejo se cumprisse e cá estou eu na minha terra.

História de um desfralde que parece o Dancing Days

Já por duas vezes anuncei o desfralde nocturno da Leonor. Da primeira vez tive de desistir.

Desta segunda, que implicaria o fim das fraldas cá em casa, estou quase a ir pelo mesmo caminho.

Depois de umas quantas noites seguidas sem verter um pinguinho, o que me criou a ilusão de que lhe poderia tirar as faldas à confiança, eis que começaram a acontecer alguns descuidos.

Esta noite foi demais. Fez xixi antes de tomar banho e, novamente, a seguir ao banho. Logo depois deitei-a e deitei-me com elas para contar a história da praxe. Passado muito pouco tempo acordei ao som de um dilúvio e ia ficando afogada no lago que se formou.

Assim não há quem resista. Não queria desistir, até porque a cachopa, nos seus 4 anos, já tem o seu orgulho e não ajuda nada ter a pequena a dizer "mãe, eu não fiz xixi e a Leonor fez", mas admito que ando a pensar nisso.

É uma história infindável, ao jeito Dancing Days.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Jantar Low Cost

Já que estamos numa época de contenção, partilho aqui uma receita para um jantar low cost, que fiz há dias  - Sopa de Tomate com queijo mozzarella fresco.

Tudo o que precisam é de tomates, claro está, alho, cebola e queijo mozzarela fresco. Se juntarem uns coentros, a coisa fica divinal. Eu escalfei também dois ovos para compor o ramalhete.

Soube muito bem e até me fez esquecer a queimadura que tinha feito na véspera ao fazer o molho de tomate que, entretanto, me lembrei de utilizar nesta sopa meio improvisada.

Tendo a sorte de haver quem vos tenha oferecido os tomates (coração de boi, no caso) e ovos caseirinhos, a coisa fica ainda mais low cost.

Guerreiros de Mr. Hodgkin


Quando soube que teria de fazer quimioterapia, recorri à net em busca de dicas que ajudassem a minimizar os efeitos secundários sobre os quais tanto ouvia falar.

Nessa altura descobri imensos blogues com testemunhos de quem tinha passado por tratamentos. Esses blogues eram, na grande maioria, de mulheres com cancro de mama e deram-me uma força extraordinária.

Só passado um tempo conheci a Gigi, minha grande referência nesta luta e única que tinha o mesmo tipo de doença do que eu.

Como nunca tinha ouvido falar do Dr. Thomas Hodgkin, que descreveu a doença em 1832 e a quem eu darei uma beijoca quando o encontrar lá do outro lado, pensava ser uma ave rara.

Com o tempo fui percebendo que não é assim e todos os dias vou sabendo de novos casos. Saber que somos muitos é bom. Obviamente que não é bom saber que há muitas pessoas doentes, mas dá-nos uma dose extra de coragem ver que somos muitos a conseguir superar a doença.

Isto porque, entre outras coisas, ajuda a dar resposta a uma questão que os pacientes fazem com frequência "porquê eu?". Eu diria "porque sim", pois já deu para perceber que o cancro não é muito selectivo e tanto ataca quem tem os famosos "comportamentos de risco" como que vivem de forma mais saudável.

Costumo dizer que "porque sim" não é resposta mas, neste caso concreto, acaba por ser. Fui eu, como podia ser uma das minhas irmãs ou uma vizinha. Não é nenhum "castigo divino". A resposta não será satisfatória mas é a que temos.

Entretanto fui encontrando alguns grupos no facebook, mas também direccionados para o cancro de mama ou outros.

Para além da página da Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas, não encontrava mais nada, em Portugal, direccionado especificamente para o Linfoma de Hodgkin.

Foi por isso que, num dos meus repentes, criei no facebook a página Guerreiros de Mr. Hodgkin.

Vendo bem, o nome foi muito mal escolhido pois trata-se de um grupo de guerreiros que combate o linfoma de Hodgkin e não por ele, mas isso agora não interessa nada.

O que importa é que o grupo vai crescendo enquanto forma de partilha de experiências e incentivo para quem se depara com um diagnóstico tão difícil de digerir.

Ali respira-se vida e é tão bom respirá-la.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

"O Amor não cansa, nem se cansa"

Passei metade, ou mais, da cerimónia de casamento do passado sábado na rua.

Tive de o fazer depois de a Benedita ter começado a repetir a frase "vamos embora", num tom de voz que aumentava a cada repetição.

Felizmente estive dentro da igreja o tempo necessário para assistir à, como sempre, excelente homilia do Frei Silvino que foi também quem celebrou a cerimónia do meu casamento.

Das suas palavras retive uma frase muito bonita, proferida por São João da Cruz, "O Amor não cansa, nem se cansa".

Dispensando-me da minha interpretação destas palavras, desafio quem estiver a ler este post de fazer a sua.

Parece-me uma bela maneira de começar a semana, a abrir o coração para receber mas também para dar Amor.

domingo, 8 de setembro de 2013

E quando levamos uma criança, na fase do pós-desfralde, a um baptizado ...

... sujeitamo-nos a que ela, com a brincadeira, se esqueça de pedir para fazer xixi e o faça pelas pernas abaixo à entrada da casa de banho, ensopando roupa de sandálias.

Desta feita foi a Leonor, que chorou baba e ranho com o desgosto de se ter descuidado em frente a uma das suas grandes amigas.

E assim termina um fim de semana, cheio de festas e ... xixi.

E quando levamos crianças, na fase do pós-desfralde, a um casamento ...

... sujeitamo-nos a que elas se sentem no chão do salão e, calmamente, façam o seu xixizinho.

Foi o que aconteceu com a Benedita, que só me chamou, depois do lago feito. Entretanto o precioso líquido ia escorrendo salão fora, mesmo ao lado das mesas onde os convidados comiam.

Isto apesar de me ter obrigado a levá-la à casa de banho umas 50 vezes para fazer pinguinhas.

E a mãe, o que fez perante o embaraçoso cenário? Teve um pequeno ataque de riso e disse que não conhecia a criancinha.




sábado, 7 de setembro de 2013

Hipermétrope e defensora dos símbolos nacionais, como a mãezinha dela

Esta semana ficámos a saber que a Leonor tem hipermetropia, tal como a mãezinha dela, mas não necessita de usar óculos já que está, segundo o oftalmologista, no "limite da correcção" (3 dioptrias em cada olho).

Será uma questão de ir vigiando e estar atento a alguns sinais mas, à partida, a situação será corrigida com o crescimento.

As feições, essas, estão cada vez mais parecidas com as do pai. Já passou o tempo em que era a minha cara chapada ou, pelo menos, em que eu a via como tal (se calhar era da hipermetropia).

Em todo o caso, grave seria se se parecesse com o padeiro. Além disso, tem muitas outras parecenças comigo, em termos de gostos.

Já falei várias vezes da sua predilecção pelo fado, especialmente cantado pela Ana Moura e Mariza.

Têm é de cantar em português, a língua materna da qual é acérrima e intransigemte defensora .

E, por isso, obriga-me a mudar de música, sempre que ouve alguma música cantada em inglês pela Ana Moura, como esta linda versão da Joni Mitchell, já que acha que "ela tem de cantar em condições".

Um postal, a minha defensora da pátria.


Pós-desfralde - CSI

Depois de umas noites a dormir iludida, percebi que o desfralde nocturno das meninas será uma coisa gradual.

Uma vez ou outra vez lá dou com uma delas (ou as duas), enregelada, a dormir numa poça de xixi.

A Tita tem-se aguentado muito bem, já Leonor faz quase sempre uma ou duas pinguinhas no calção.

É um tal de lavar roupa que ninguém merece, mas dizem que faz parte.

Por estes dias, o quarto tresandava a xixi e eu passava o tempo a cheirar tudo o que me aparecia à frente, para tentar detectar a origem daquele cheiro horrendo.

A certa altura convenci-me que só podia ser do colchão, apesar de não me cheirar mal. Quando estava a pontos de o mandar  pela janela, olhei para debaixo do estrado e vi uma enorme mancha seca.

Estava descoberto o foco do mau cheiro. O que não percebo, e aí necessitava daqueles meninos do CSI,  é como é que a porcaria da xixi escorreu para debaixo do estrado, já que era suposto ser absorvido pelo colchão.

Ele há fenómenos... O papá tem a teoria de que a culpa foi do resguardo impermeável que ao cumprir a sua função de impedir que o colchão ficasse empestado, permitiu que o líquido esorresse.

Faz sentido e é, aliás, a única hipótese plausível que encontramos, mas não deixa de ser irónico.

O que interessa é que descobrimos a origem do problema e conseguimos eliminá-lo antes de morrermos intoxicados.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Temo que se matem uma à outra

Quando se zangam uma com a outra, é certo e saído que uma das duas, senão as duas, vai sofrer danos físicos.

Em regra, a agressora é a Benedita.

Esta manhã não foi excepção. Quando ouvi os gritos, aflitivos, da Leonor, ainda corri mas só cheguei a tempo de ver a pequena pendurada pelos dentes na barriga da irmã. A coisa foi ao ponto de fazer sangue.

De castigo desliguei o DVD que, para não variar, era o motivo da briga e mandei-as brincar para outro lado.

Como é fácil de imaginar, só conseguir alterar o local do conflito pois assim que chegaram ao quarto comecei a ouvir mais gritos.

No meio daquela algazarra toda, fiquei cega. Só queria entregá-las no infantário e pôr-me a milhas.

Resultado, a Leonor que foi para o infantário de havaianas, calções e manga curta depois de se ter recusado a calçar outra coisa e eu me ter esquecido de lhe enfiar um casaco.

Como a manhã estava fresquinha, pode ser que tenha arejado aquela cabeça.

Temo que, com a escalada de violência a que venho vindo a assistir, um dia se matem uma à outra.

Segundo o meu avô, que citou um qualquer filósofo, isso é possível em crianças desta idade.

Pobre de mim

Que saudades do velhinho Mário Duarte

Ontem, as obras que estão por todo o lado em Aveiro, obrigando o trânsito a desviar-se, levaram-me a estacionar junto do velhinho estádio Mário Duarte.

Apesar de meter dó ver um dos sítios mais marcantes da minha juventude  invadido por ervas daninhas, lá recuei uns aninhos.

Por momentos, voltei às tardes de domingo em que ia com o meu pai ao futebol e tive saudades da ansiedade de saber se iríamos, ou não, ao jogo, do resmungar pelo preço dos bilhetes, do ambiente do jogo, de ver o Beira Mar entrar em campo ao som do hino, dos cachorros quentes e até das unhas cheias de sarro que o vendedor  metia dentro da cuba para tirar as bolas de gelado.

Talvez por estar perdida entre pensamentos, coisa complicada para quem tem um péssimo sentido de orientação, optei pelo caminho errado e lá me meti parque dentro.

Como se não bastasse ter feito uma opção de trajecto errada, mesmo numa situação normal, a saída do parque que eu queria utilizar estava encerrada por motivo de obras (elas estão mesmo por todo o lado).

Com isto, acabei por atravessar o parque todo e fazer algo semelhante a ir de Gaia a Ovar para chegar ao Porto.

Mas como nada é por acabo, isto fez com que tivesse a agradável surpresa de ver que, contrariamente ao que eu julgava, o parque está inteirinho e em condições de ser utilizado. Havia pessoas a fazer exercício física, outras a piquenicar e criancinhas a ver os patos. Tudo normal

Pelo que ouvia pela cidade, e vendo a frontaria toda em obras (que me parecem paradas há séculos), imaginava o parque todo destruído, o que não é verdade. Está lá, em obras é certo mas inteiro.

Por 1001 razões, este regresso ao passado foi muito bom e não podia deixar de dar esta Boa Nova à malta cá da terra pois imagino que muitos, como eu até ontem, não vejam o parque como uma possibilidade para momentos de lazer.


OBS: refiro-me, como quase todos os aveirenses devem saber, ao parque Infante D. Pedro V que fica mesmo ao lado do hospital e nós, por cá, designamos somente por parque.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O pai não está

Tenho andado a sensibilizar as meninas para a importância do diálogo como forma de solução para os seus graves problemas que, até à data, se relacionam essencialmente  com a necessidade de se entenderem quanto ao DVD que vão ver 1.º ou a história que ouvirão antes de adormecer.

Cada vez que há gritos e arranhadelas (ou seja, umas dez vezes nos dias bons e uma 50 nos dias piores) lá começo eu a desbobinar a cassete.

Há minutos, durante uns dos sermões, disse "quando é assim, chamam o pai ou a mãe para resolver a questão".

Antes de terminar a frase, fui interrompida pela Tita com um "mas o pai não está", assim como que a dizer-me que a minha teoria é muito bonita mas pouco prática pelo que teria de continuar a resolver as questões à sua maneira, ou seja à unhada e dentada.

Tentei controlar-me, mas interiormente tive de me rir da sua esperteza saloia.

Está a sair um churrasquinho, nasceu o Francisco!



Veio hoje ao mundo, o rapagão que se se consegue perceber na foto.

O Francisco deu luta, mas nasceu perfeito e, certamente, lindo como os papás.

As tias, já de si malucas, estão doidas para lhe dar umas beijocas.

Bem vindo Francisco, o mundo pode não ser perfeito mas os que te amam, e são muitos, tudo farão para que sejas sempre feliz.

Aos papás babados, muitos parabéns pelo tesouro que hoje recebem nos braços.

E está a sair um churrasquinho, que esta maravilha  tem de ser celebrada.

Resumo do 2.º dia de escola

O dia começou com relativa serenidade.

A Leonor estacou, tipo mula, à porta da sala do acolhimento e tive de a empurrar em peso. A Tita ficou perturbada com o choro de uma coleguinha e esboçou o seu próprio choro que rapidamente passou.

Ao fnal da tarde, quando as fui buscar a casa da avó, engraxaram-me, com sorrisos e beijos por todo o corpo, para que as levasse ao parque infantil.

Como é óbvio não resisti e disse-lhes que as levaria lá 5 minutos porque durante a semana não havia muito tempo para ociosidades.

Com o seu saber matemático, a Leonor disse logo "5 não, mãe, 10". Encantada pelo facto de a miúda já saber os múltiplos de 5, cedi novamente.

Sim senhor, disse eu, ficam lá 10 minutos mas assim que eu chamar vocês saem sem reclamar.

Lá fomos, estivemos os 10 minutos prometidos, saímos e... começou o habitual teatro de rua de D.ª Maria Leonor, com as suas birras monumentais e berros estridentes.

Quando entrámos em casa, começou uma sessão de luta greco-romana entre as duas manas, com a pequena a querer ver a Pipi das Meias Altas e a grande a querer ver os "3 porquinhos". A solução foi desligar o DVD, dizer-lhes para conversarem e se entenderem quanto ao filme que iriam ver em 1.º lugar e virem à cozinha transmitir-me a conclusão a que tinham chegado.

Passados uns minutos, a Leonor (em mais um dos seus rasgos de genialidade) veio dizer-me que já tinham falado e que tinham escolhido a Pipi. Claro que não falaram, mas tive de me render à jogada da espertinha que percebeu que devia ceder para alcançar os seus intuitos.

Lá viram o filme, sempre a rabuja,r e a certa altura tiveram mais uma daquelas reais pegas, que terminou com o envio da Tita de castigo para o quarto e um grande punhado de cabelos arrancados à Leonor deitado pela sanita abaixo.

A culpa desta agitação é, creio eu, do sono. Chegam exaustas ao fim do dia, as pobrezinhas. Curiosamente,  o sono parece desaparecer na hora de deitar, altura em que ficam eléctrias e só querem brincadeira.

Depois da história contada pela mamã e pela oração da noite, adormeceram como uns anjinhos.

Ufffffff

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Candidatura do PTP ou ameaça aos Gato Fedorento?

Provavelmente já viram o video da apresentação dos candidatos do PTP à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, mas nunca será demais revê-lo.

Estou a ver o futuro dos Gato Fedorento seriamente ameaçado , pois isto só pode ser brincadeira.

O que eu já me ri.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Nada como o 1.º dia de escola para uma mãe se sentir amada

Depois de duas semanas de meia de muito colo, beijos e mimos, foi dia das cachopas regressarem à escola.
 
Estava com algum receio da reacção delas, mas ficaram lindamente depois de terem ido ver os cabides que lhes couberam em sorte este ano e que, curiosamente ou não, ficam mesmo ao lado dos das suas melhores amigas, Maria Miguel e Lara.
 
Até a Leonor, em regra mais complicadinha, se portou como uma lady, apesar deste regresso estar a coincidir com a colocação de umas gotas oftálmicas que atrapalham um pouco a visão e a tornam (à dona dos olhos) mais chata do que o habitual.
 
Já ao final do dia as coisas foram diferentes. As raparigas estavam tão saudosas que quando me viram ficaram descontroladas de todo, choraram os trinta chorados, empurraram-me, etc,etc, etc, a pedir atenção e colo (com a condição de não o partilharem, o que dificultou a gestão daquelas emoções agitadas).
 
Apesar de enervante, devo confessar que a cena me deixou um bocadinho envaidecida. As minhas meninas não podem ficar 10 horas sem me ver, é o que é.
 
 
A sorte é que o ataque de caspa não durou muito e acabámos os 4 a rir com a imitação que o papá fez de uma mamã, que supostamente seria eu, de voz estridente e com défice de autoridade.
 
 

Como se prepara o regresso ao trabalho

O poder do subconsciente é tramado e o meu resolveu preparar, corpo e mente, para o regresso ao trabalho.

Vai daí no domingo à noite e qual S. Lourenço na grelha, só que involuntariamente, resolvi queimar a ponta do polegar esquerdo com molho de tomate a ferver.

Depois de recorrer ao doctor google, e na falta de outro hidratante, lá besuntei o dedo com HALIBUT para as assaduras do rabo (se não fossem as minhas crias não sei que seria de mim). A coisa resultou e esta manhã as dores da véspera já eram uma miragem.

Por volta das 04h30m foi altura das crias (sempre elas) entrarem em acção. Do meio do nada, começamos a ouvir gritos, primeiro da mais pequena, depois da mais velha que, desesperada dizia "Tita, olha os meus ouvidos".

Lá corri escada abaixo e fui encontrar a Tita a vaguear no quarto. Nunca saberei se caiu da cama (ela diz que não), só sei que tive de me deitar entre as duas para que uma (a Leonor) me mexesse no cabelo e a outra me metesse os dedos na boca.

O resto da noite foi passado a receber o mais variado tipo de ordens, tipo "mãe, quero ir tomar o pequeno almoço"; "mãe, tenho calor"; "mãe, abre a boca".

Mais pertinho da hora de levantar, ainda consegui dormir um bocadito mas escusado será dizer que me levantei com uma grande dor de cabeça.

Depois deste tratamento, auto e hetero infligido, fiquei prontinha para regressar à vida real.





domingo, 1 de setembro de 2013

Já começou o Pedalar contra o Linfoma online - bora lá participar

Já começou o Pedalar contra o Linfoma online.

Vamos lá partiipar. Vejam aqui como o fazer.

Crise de Amnésia

Sei o meu nome e onde moro. De resto, mais nada.

Dizem-me que amanhã é dia 2 de Setembro, e que devo regressar ao trabalho, mas a minha última memória é do dia 14 de Agosto, à noite, no concerto da Ana Moura.

Acho estranho que já tenham passados tantos dias e não me lembre.

Alguém me ajude que, para além da amnésia, sinto tremores (provavelmente de febre), dores de barriga e de cabeça.

Será grave?

O dia em que quase parti a cara de alguém

No sábado de manhã, estava calmamente em casa, com as minhas crias, quando tocaram à campainha.

Por casualidade (já que tenho péssimo hábito de abrir a porta sem questionar, especialmente quando estou à espera de alguém), perguntei quem era.

Em resposta ouvi uma voz feminina que, em tom algo agressivo, disse "serviços de telecomunicações, é para abrir a porta!".

Respondi que não estava interessada e teria de tocar na campainha de outro vizinho. A voz não se ficou e, sempre no mesmo tom, perguntou qual era o meu andar ordenando-me que abrisse a porta, pois não bateria à minha.

Obviamente não o fiz, repeti que não abriria a porta e que tentasse falar com outro vizinho.

Fiquei muito incomodada com a abordagem pois, para além de agressiva, induzia em erro ao referir tratar-se de um serviço de telecomunicações quando estou fartinha de saber que seria para me tentar impingir o referido serviço e não, como poderia parecer, para fazer qualquer reparação no prédio.

Ainda estava eu a resmungar quando tocam, novamente, à campainha. Desta vez era um homem ao qual disse que uma colega sua havia passado há menos de 5 minutos e já lhe tinha dito não estar interessada.

O senhor só disse "sabe que somos muitos".

Uns 15 minutos depois, terceiro toque na campainha. Desta vez já estava acompanhada (confesso que já me sentia pouco confortável por estar sózinha com as meninas) e o meu sogro fez o favor de ir à porta, pois desta feira conseguiram entrar no prédio.

Respeito muito o trabalho dos outros, em especial o dos vendedores que considero extremamente ingrato.

No caso particular dos vendedores de telecomunicações, sei que há imensa exploração da situação de fragilidade económica em que muitos se encontram.

Mas este tipo de abordagem é grave. Sei (porque os tenho visto aqui na zona e o meu marido os viu hoje mesmo) que estes três vendedores, com um ar de desmazelo que agora me faz desconfiar se o serão efectivamente, andam juntos.

É, no mínimo, estranho que em 15 minutos abordem as mesmas habitações. Só se for marketing de guerrilha e apostem na vitória pelo cansaço e pelo medo.

À cautela, acho que vou contactar a operadora que eles dizem representar.

Se realmente trabalham para ela estão a fazer um péssimo trabalho. Sendo outro o caso, podem ser um perigo a segurança dos moradores, já não falando no descanso que, num e noutro caso caso, comprometem.

Estava mesmo a ver que era hoje que ia partir a cara a alguém. Haja pachorra.