sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Temo que se matem uma à outra

Quando se zangam uma com a outra, é certo e saído que uma das duas, senão as duas, vai sofrer danos físicos.

Em regra, a agressora é a Benedita.

Esta manhã não foi excepção. Quando ouvi os gritos, aflitivos, da Leonor, ainda corri mas só cheguei a tempo de ver a pequena pendurada pelos dentes na barriga da irmã. A coisa foi ao ponto de fazer sangue.

De castigo desliguei o DVD que, para não variar, era o motivo da briga e mandei-as brincar para outro lado.

Como é fácil de imaginar, só conseguir alterar o local do conflito pois assim que chegaram ao quarto comecei a ouvir mais gritos.

No meio daquela algazarra toda, fiquei cega. Só queria entregá-las no infantário e pôr-me a milhas.

Resultado, a Leonor que foi para o infantário de havaianas, calções e manga curta depois de se ter recusado a calçar outra coisa e eu me ter esquecido de lhe enfiar um casaco.

Como a manhã estava fresquinha, pode ser que tenha arejado aquela cabeça.

Temo que, com a escalada de violência a que venho vindo a assistir, um dia se matem uma à outra.

Segundo o meu avô, que citou um qualquer filósofo, isso é possível em crianças desta idade.

Pobre de mim

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