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A mostrar mensagens de Julho, 2013

Depois das queixinhas, os insultos

Entro na sala e ouço:

- Não, Tita não cócó, xi-xi. Nônô, cócó, xixi.

E assim, depois da fase das queixinhas, entrámos na dos insultos.

Liliane Marise

Tia - Leonor, gostas da Liliane Marise?

Eu - Ela não sa.......

Leonor (antes que eu acabasse a frase) - Eu gosto é de ouvir a Ana Moura


PS Eu ia dizer que a Leonor não conhecia a Liliane Marise, já que não vemos a novela. Há mães mesmo inocentes

Meninas, vamos aos saldos

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Ontem tive uma horinha de liberdade e fui dar uma espreitadela aos saldos.

Apesar de as cachopas terem bastante roupa, há sempre algo que faz falta ou porque deram um pulo, durante a noite, que fez com que deixassem de caber em certas peças ou porque os trapinhos estão cheios de nódoas de fruta, daquelas que nunca mais na vida vão sair.

Percebi que tenho cada vez menos paciência para andar no meio de confusões, mesmo que seja para procurar pechinchas.

Como o tempo também é pouco começo, devargazinho, a virar-me para o comércio electrónico.

Vai daí há que ir aos saldos da Vertbaudet, nesta loja virtual que pude revirar no sossego da minha casinha e sem ser acotovelada.

Experimentei há tempos e gostei. Porque não repetir? Já estou a vê-las todas vaidosas.


Também lá encontram roupa para menino e pré-mamãs e soluções giríssimas de decoração para o quarto dos pequenos.

Fica a dica.

Uma aventura na esteticista - triste sina a minha

Se querem ver-me com uma grande neura, é marcarem-me uma ida à esteticista.

Vou muito contrariada e a chorar todos os minutos que lá passo, que até a passar roupa a ferro seriam mais agradáveis.

Gosto do resultado final, mas os meios são demasiado dolorosos para meu gosto.

 E eu só faço lá as sobrancelhas ... pelo menos até sábado, altura em que fui apanhada à traição.

Por uma questão de proximidade, resolvi marcar hora  numa esteticista onde nunca tinha ido.

Logo eu, que sou tão sensível e já devia saber que esteticistas são como o Amor. Só há um na vida, no qual devemos investir e atrás do qual devemos correr até ao fim do mundo.

Pois bem, arrisquei ir a uma esteticista desconhecida e com a qual não sentia (mesmo sem conhecer o trabalho) grande empatia. O que se lá passou veio a dar-me razão, infelizmente.

Quando me apanhou de olhos fechados, a senhora resolveu espetar-me com um cataplasma de cera de um dos lados do buço. Ainda pensei gritar e avisá-la que só tinha marcado sobrance…

"O Papa Francisco é mais à frente que tu!"

Quando estive na Madeira, vi um presépio regional que iria ficar lindo na minha colecção.

´Ponderei comprá-lo, mas não consegui.

E não consegui porque o presépio tinha um traço de modernidade que, de certa forma, me inomodou. Nossa Senhora e S. José estavam a beijar-se.

Estava a contar a história à minha amiga Filipa Teixeira que exclamou "Neves, o Papa Francisco é mais à frente que tu!!!".

Lá tive de engolir em seco e remeter-me à minha pequenez. Não é todos os dias que nos comparam com um Papa.








Obrigada Bela, Cidália, Carina e Luísa. Vocês são as maiores

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As reuniões de fim de ano no infantário são sempre emotivas. Este ano não foi excepção.  Não há coração que resista ao ver a retrospectiva de um ano lectivo e a enorme evolução dos pequenotes. Cada risco, colagem ou letra que fizeram parecem a obra de arte mais perfeita do mundo. De Setembro a Julho, as minhas crias passam a maior do tempo que estão acordadas na escola. É lá que têm aprendido muito daquilo que sabem. E a escola não lhes tem ensinado só regras. As meninas, e os amiguinhos, têm tido a sorte de ter educadoras e auxiliares que são mestres na arte dos afectos e conseguem desdobrar-se em mil para dar todo o carinho e atenção que exigem e merecem. Sinceramente, não sei como conseguem ter tanto para dar. Uma estátua seria pouco para homenagear a Bela, a Cidália, a Carina e a Luísa. Como não tenho palavras para agradecer tudo o que têm dado às minhas cachopas, escolhi um excerto do Prinicpezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, que me marcou e me foi dado a conhecer por um profe…

Com Amor, no Dia dos Avós

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Hoje é dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós do Menino Jesus.

No dia dos avós, daqui mandamos um grande beijo aos 3 bisavós, 2 avós e 2 avós da família.

Obrigada por tanto Amor, que está a ajudar a tornar as nossas cachopas tão seguras quanto reguilas.

De quantos objectos precisas para seres feliz?

Hoje deparei-me com este artigo, postado no facebook pela minha amiga Eva, que fala sobre o minimalismo como forma de vida.

http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/8534/de-quantos-objectos-precisas-para-seres-feliz

Ainda há pouco tempo tinha falado aqui na importância de destralhar e, nem de propósito, depois de reler este artigo, a questão colocou-se numa reunião da salinha da Leonor.

Na reunião,  eu e minha comadre (mãe do "amorado" da Leonor), partilhámos a preocupação de que os nossos filhos percebam a importância de partilhar e desligar-se de coisas, para eles, desnecessárias. mas que podem ser de grande utilidade para quem tem menos.

E essa é, para mim, a importância de destralhar. Não vejo no acto qualquer fundamento filosófico, nem sou fundamentalista.

Apenas me mete confusão que, sem justificação, guardemos todos os sapatos dos nossos filhos, desde que nasceram, quando há tantos meninos sem sapatos.

Os efeitos perniciosos de ter tias emigrantes

As minhas filhas têm duas tias emigrantes , minhas irmãs mais novas, que as enchem de prendas.

Até aqui tudo bem. Quem não gosta de receber prendas?

Entre essas prendas estão dezenas (e não exagero) de vestidinhos e t´shirts vindas dos quatro cantos do mundo, desde o Dubai à Tailândia, passando pela Suécia, República Checa .... (nem vou continuar a enumerar que me faz sentir mesmo provinciana, ainda que orgulhosa das raízes).

Ora isto é porreiro, pois nunca falta roupa no armário (de Verão então, é um fartote), mas tem o efeito pernicioso de aqui a "Olívia empregada" ir deixando acumular trapinhos, devidamente esticados, ao lado da tábua de engomar.

Quero com isto dizer que tenho lá em casa uma pilha, da altura do monte Evereste, pronta a desmoronar e soterrar algum infeliz que passe nas proximidades.

Se alguém se quiser distrair (consta que há quem goste de engomar, coisa que não consigo perceber), é só enviar comentário com contacto (prometo não publicar).



Transformar suor em água potável

Um engenheiro, que só pode ser  muito inteligente, fez uma máquina que consegue transformar o suor de roupa suja em água potável.

O engenho deixou-me esperançosa que, brevemente, alguém arranje utilidade para os litros de baba e ranho que se derramam cá em casa. Acho um desperdício deitá-los fora.

É impressão minha ou o facebook pode estupidificar uma pessoa?

Há dias uma amiga minha paritu a cana do nariz.

Soube-o através do facebook e não tive melhor forma de reagir do que clicar no like. Assim, sem uma única palavra de preocupação e conforto.

Obviamente que não gostei da notícia e o meu like só quis significar "estou aqui, já sei o que aconteceu e espero que  recuperes rapidamente".

Mas o certo é que não foi isso que exprimi e que eu saiba, à excepção da palavra portuguesa irrevogável (lá tinha de vir a piadinha foleira), like significa o que mesmo que sempre significou.

Não posso, por isso, deixar de me sentir um pouco estúpida.

Mas, claro, a culpa não é do facebook  e sim da utilizadora.

O parto de Kate e a sorte de me ter apaixonado por um plebeu

É em dias como este, em que o mundo se encontra suspenso à espera que nasça o bebé real, que me dou por feliz por ter nascido plebeia e casado com alguém da minha classe social.

Não basta haver jornalistas acampados à porta do hospital, há cerca de 3 semanas, agora vêm especialistas em genealogia dizer que o bebé será parente afastado do conde Drácula e do profeta Maomé.

Pobre Kate.

Olha que coisas mais lindas, mais cheias de graça

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Agora percebo o meu avôzinho

Nunca, como hoje, percebi tão bem a profundidade do ditado "filho és, pai serás".

Já perdi a conta às vezes em que me ri do meu avô, ao ouvi-lo falar de sítios que não visita há décadas como se os conhecesse, esquecendo que, nos entretantos, as estradas foram sendo alcatroadas, rotundas construídas, etc,etc, etc.

Pois bem, ontem dei por mim a falar como o meu avô.

Aproveitando que estava perto da minha querida escola secundária de Águas Santas, quis mostrá-la ao meu marido.

 Enquanto nos dirigíamos para lá, fui vendo edifícios e lojas que não conhecia e ia comentando "olha, isto é novo".

Ao chegar ao local, ia-me caindo o queixo. No sítio onde estava a escola que frequentei, já não estão o pavilhão A, o B, o bar, o polivalente e os balneários. Está sim um edifício totalmente diferente e que nunca, na vida, reconheceria.

Foi então que comecei a fazer contas e cheguei à conclusão que saí de lá há 19 anos. 19!!!

Suponho, por isso, que os tais edifícios e lojas, para m…

Primeira sessão de quimio

Faz hoje 4 anos que entrei, pela 1.ª vez, no Hospital de Dia do IPO do Porto.

Para os menos familiarizados com estes termos, o Hospital de Dia é uma sala ampla onde vários pacientes fazem quimioterapia e na qual podem ter um acompanhante.

No dia marcado, peguei no livro "Pegadas na Areia", meti-lhe entre as folhas uma foto da Leonor, então com dois meses, e lá fui com o meu marido.

Posso dizer que o mês de Julho de 2009 foi o pior da minha vida. De repente, percebi a gravidade do que me estava a acontecer (até aí parecia tudo irreal) -Aqui conto parte do percurso até esse momento.

E como relacionava a quimio com o incício da decadência física, estava cheia de medo.

Lembro-me de chegar a casa e ir deitar-me, à espera dos vómitos que pensava inevitáveis.

Graças a Deus, a minha reacção à quimio não podia ser melhor e com o tempo fui percebendo que Mr. Hodgkin não levaria a melhor.

Nos 3 anos seguintes, sentia angústia sempre que o mês de Julho se aproximava pois reavivava as m…

Falar sobre sentimentos

D.ª Maria Leonor tem passado a noite a falar (a maior parte do tempo sózinha) sobre sentimentos.

Na parte que me toca, não possso queixar-me. Diz que não se importa que use a escova de dentes dela, "só porque me ama" e que eu vou ser mãe dela para sempre.

Só não me deixa ir viver com ela, quando casar, mas diz que posso ir visitá-la à Ilha da Madeira (parece que o casório será lá) sempre que quiser.

Como mudar o destino

Ao que consta há algumas meninas nipónicas que acreditam ser possível mudar o destino, fazendo operações plásticas às palmas da mão para alterar as linhas.

Achei piada à ideia, de tão estúpida. E o meu avô, na sua racionalidade que consegue ser maior que a minha, explicou-me logo ser impossível essa alteração, pois as linhas das palmas da mãos estão relacionadas com as articulações.

Andei o dia quase todo a gozar com esta crença até que se me fez um clique (por motivos que nem vale a pena referir).

Pelo menos elas tentam mudar o destino. O que me leva a um refrão dos Humanos "muda de vida se não estiveres satisfeito".

E mais não digo.

Nova temporada do teatro de rua

Voltou uma nova temporada do teatro de rua.

Anteontem e ontem, D.ª Maria Leonor fez cenas de enorme dramatismo no caminho entre o carro e a escola (depois dos ensaios feitos em casa), que envolveram fugas e a necessidade de eu entrar disparada na escola, atirar a Benedita para o colo de alguém e correr para o pátio onde a agarrei e arrastei por um braço.

Ao desabafar com o papá, perguntou-me porque é que não lhe tinha dado uma palmada

Respondi que não era socialmente aceitável e que alguém podia chamar a polícia.

Na volta, levei um puxão de orelhas, em forma de pergunta " e achas que é socialmente aceitável uma mãe ser gozada?".

Ora bolas. Eu sei que elas não me respeitam e que é por isso que acontece o teatro de rua. Com o pai não aconteceria.

Mas também era escusado que me mostrassem a realidade de forma tão crua.

Alzheimer, uma doença da família

Li há dias que o Alzheimer é uma doença da família.

Nada mais verdadeiro. Não será só o Alzheimer, é certo, pois numa família a sério todas as dores são partilhadas. Mas o Alzheimer é-o particularmente, pela exigência em termos psicológicos.

Não é fácil lidar com quem começa a perder as faculdades mentais, especialmente quando esse alguém é uma pessoa que amamos e cuidou de nós a vida toda, com uma energia que julgávamos inesgotável.

Pois bem, toda a energia tem fim. O Alzheimer não tem cura, ponto final. Pode ser controlado, dentro do possível, mas não tem cura.

Aceitar esta realidade é duro, mas creio que é o primeiro passo para que os cuidadores consigam exercer a árdua tarefa da criar qualidade de vida ao paciente.

O Alzheimer bateu à porta da minha família e temos mais um grande teste pela frente. Estou certa que o iremos superar, sendo certo que superar não significa vencer.

Superar o Alzheimer será retribuir, com muita paciência, o Amor que sempre recebemos e reforçar a união q…

Terrible two

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Sou grande defensora da língua portuguesa, mas não descobri expressão que, em poucas palavras, melhor descreva a fase que a minha mais nova está a atravessar "terrible two".

Pois é, a rapariga está na terrível fase dos dois anos ou adolescência dos bebés, aquela na qual, segundo os estudiosos, os bebés descobrem que são um indivíduo e resolvem começar a afirmar a sua personalidade deixando de acatar as orientações dos adultos.

Recuando dois anos, lembro-me que foi aos dois que a, até aí doce, Leonor mudou muito.

Posso, por isso, confirmar com dois exemplos concretos que é aos dois anos que "a porca começa a torcer o rabo".

Vendo a definição desta etapa do desenvolvimento, o que me preocupa é que as minhas filhas, em especial esta mais pequena, nunca acataram as ordens dos adultos.

As pequena têm pêlo na venta e se a Leonor tem dado que fazer, com a sua forte personalidade, a Tita parece querer ultrapassá-la.

A nossa "macaquinha de imitação rafeira" (como…

Não sais daqui sem casar comigo!

Esta manhã, ouvi a Leonor a dizer ao seu amigo imaginário,  naquele seu tom autoritário, "Não sais daqui sem casar comigo!".

Não resisti e quis saber quem seria o noivo à força.

Perguntei-lhe e confirmou-se a minha suspeita. A Leonor quer casar com o Tiago, porque "ele é meu amigo" e "olha, porque sim".

Não podia estar mais de acordo com a visão que a minha filha tem do Amor. Antes de mais, assente numa grande Amizade e depois "porque sim".

O único problema que vejo nisto tudo, é a enorme concorrência que terá de enfrentar. Todas as meninas da sala gostam do Tiago, que é um doce.

Não é nada complexo

- Mãe, quero colo.

-Agora não posso Leonor. Não vês que estou a pegar na tua irmã?

- Mãe, pousas a a mana e pegas em mim. Não é nada complexo, pois não?

O que não calçar a um bebé na fase do desfralde

O desfralde da Tita tem corrido razoavelmente bem. Não tenho forçado e vou-a deixando seguir o seu ritmo.

A dificuldade maior tem sido com os sólidos. Isto em casa, porque na escolinha não tem tem havido problemas o que reforça a teoria de que sou eu que a desestabilizo.

Hoje fez xixi nas cuecas (muito por sinal), assim que entrou em casa.

Mas como tudo na vida pode servir de lição, aqui fica a que aprendi hoje.

Jamais calçar "crocs" a um bebé que está na fase do desfralde. Pela configuração, aquilo torna-se um receptáculo e quando levantamos a criancinha para a levar para a casa de banho, vai-se formando um rasto líquido pela casa fora.

Isto para  não falhar na molha que levam os pés de quem está a tentar resolver o problema.

Quem avisa, amigo é.

Feudalismo absolutista

D.ª Maria Leonor tem passado algum tempo a desenvolver uma nova teoria sobre o exercício do poder que, ou muito me engano, daqui a uns tempos fará parte do programa da cadeira de Ciência Política.

Chama-se feudalismo absolutista e pode resumir-se de forma simples. Cada senhor manda no seu feudo e D.ª Maria Leonor centraliza o poder, mandando em todos.

Exemplos práticos:

Na casa dos avós sãos os avós que mandam (se forem os pais a dar uma ordem)

Em casa, o exercício do poder depende da situação concreta sendo, sempre, da competência dos pais (quando forem os avós a dar uma ordem)

No café é o empregado que manda (pais e avós não têm voto na matéria)

No infantário é a educadora Bela


e por aí fora.

O que acho brilhante nesta teoria, e na forma como coloca os pontos nos i sempre que recebe uma ordem, é a sua adaptabilidade à situação concreta. D.ª Maria Leonor já percebeu que nisto do poder há que ser flexível e adaptar as teorias às circunstâncias. Deve andar a ver telejornais a mais.

Elas ficam malucas quando me vêem

Elas ficam malucas quando me vêem.

Refiro-me, obviamente, às minhas ricas filhas.

Esta constatação pode parecer pretensiosa, mas  não partiu de mim. Quem o diz a avó a Lili segundo a qual as meninas se portam bem (seja lá isso o que for) até ao momento em que chego a casa, altura em que ficam destravadas.

Ontem então foi demais. Quando me viram na rua desataram aos urros e a disputar o meu colo.

Quando a Tita viu a irmã melhor posicionada para o conseguir, já que foi a primeira a agarrar as minhas pernas, ficou cega e desatou a tentar morder-nos. Por sorte, só ferrou a camisola da Leonor.

As miúdas ficam loucas e, já se percebeu, encaram-ne como um objecto. Já o sentia, mas percebi-o ainda melhor quando a Leonor me explicou porque é que quer que seja sempre eu a conduzir o carro.

Porque se for o pai, a Tita vai dizer-lhe "a mãe vai à minha frente, na,na,na,na,na ...na".  É que a cadeira da Leonor fica atrás do banco do condutor.

Sou, portanto, um troféu de caça aos olhos das…

Era só dar-lhes com as minis na cabeça

Até me considero uma pacifista, mas há coisas que enervam.

Ontem fomos até Viseu, à barragem de Várzea, onde fizemos um piquenique.

Apesar de existir um espaço pensado para funcionar como parque de merendas, tivemos de abancar no chão pois alguém, muito espertinho, resolveu levar/partir tampos de mesas, nuns sítios, e bancos noutros.

Ainda assim, o local continua a ser utilizado e um grupo que, dada a quantidade de lixo abandonada, imagino tenha sido grande, resolveu deixar como recordação uma colecção de garrafas de minis (entre outras relíquias).

É certo que o lixinho foi disposto ao lado do caixote, mas ninguém se terá lembrado do perigo que é deixar vidro no meio do pinhal, em dias escaldantes como estes.


Sinceramente, não percebo como é que se arranja espaço no carro para transportar grades de minis cheias, mas não para as transportar vazias.

Claro que as minis são uma caricatura do lixo que as pessoas abandonam. É impressionante o que se vê por aí. Dá a sensação de que há quem v…

Verão mais frio dos últimos 200 anos

A ser verdade que este será o Verão mais frio dos últimos 200 anos, só podiam estar a falar em temperaturas médias.

Com a brasa que está, imagino que, em breve, tenhamos dias com temperaturas negativas

Sabedoria popular by Leonor

Estava eu a penteá-la, quando a aleijei com a escova.

Humildemente, pedi desculpa mas ouvi uma resposta impiedosa "Mãe, as desculpas não se evitem".

Percebi a mensagem e confirmei que o povo tem sempre razão, ainda que a Leonor tenha adaptado ligeiramente o dito popular.

Democracia pura e dura

Depois de participar numa iniciativa do Dia Mundial da Criança, recebi um e.mail (endereçado também às pequenas Maria  Leonor e Maria Benedita) que convidava para uma reunião e questionava a opinião sobre o destino a dar ao dinheiro angariado.

Respondi ao e.mail, a elogiar a iniciativa e a efectuar algumas sugestões de melhoria na organização.

Quanto ao destino a dar ao dinheiro, propus que fosse entregue às instituições que participaram (entre as quais o infantário das cachopas).

A resposta foi surpreendente e demonstradora daquilo a que se pode chamar "democracia pura e dura".

De acordo com o regulamento da iniciativa que, vergonhosamente, desconhecia, devem ser as crianças a decidir o destino do dinheiro.

Tive de sorrir e responder que, obviamente, questionaria as meninas embora tivesse o pressentimento de que responderiam que o investimento deveria ser efectuado em gomas e chocolates.

Como compromisso é compromisso, já perguntei a opinião da Leonor (que a sua sombra e ec…

Única certeza sobre o 1.º dia de praia

Hoje foi o 1.º dia de praia da Leonor, com os amiguinhos do infantário.

Tentámos (pais e avós) saber, pela própria, como correr.

Avó - Como é que correu a praia?
Leonor - Não me lembro

Mãe - Molhaste os pés?
Leonor - Sim

Avô - Molhaste os pés?
Leonor - Não

Pai - Como é que correu a praia?
Leonor - Mal

Única certeza - durante 15 dias temos de madrugar, para a marquesa estar no infantário às 08h20m.

Ah, e a Bela e a Cidália (umas queridas) vão chegar a meados de Julho de gatas.

Vamos ajudar a Elsa - doação de medula óssea

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Recebi este apelo, que transcrevo, e não resisto a partilhar.

"A Elsa é uma jovem de 25 anos moradora no concelho de Aveiro. A sua história de vida é ao mesmo tempo trágica e heróica.

No início deste ano foi-lhe diagnosticada Mielofibrose, uma doença muito rara da medula óssea; ainda mais rara é quando diagnosticada em jovens mulheres, pois a maior parte dos casos aparecem a partir dos 60/70 anos e em homens.


Tal como os médicos previam a Mielofibrose degenerou em Leucemia aguda, apesar do tratamento de quimioterapia que ela vinha fazendo e que não deu resultado.

Neste momento, a sua vida depende de se encontrar um dador compatível para fazer um transplante de medula óssea. Nesse sentido estamos a dar uma ajuda, mantendo a sua página no Facebook (www.facebook.com/VamosAjudarAElsa) de forma a manter o interesse na causa da Elsa.

Todo o apoio na divulgação é essencial. Estamos a fazer apelos constantes para que as pessoas se registem como dadores de medula óssea e vamos fazer um d…