quarta-feira, 31 de julho de 2013

Depois das queixinhas, os insultos

Entro na sala e ouço:

- Não, Tita não cócó, xi-xi. Nônô, cócó, xixi.

E assim, depois da fase das queixinhas, entrámos na dos insultos.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Liliane Marise

Tia - Leonor, gostas da Liliane Marise?

Eu - Ela não sa.......

Leonor (antes que eu acabasse a frase) - Eu gosto é de ouvir a Ana Moura


PS Eu ia dizer que a Leonor não conhecia a Liliane Marise, já que não vemos a novela. Há mães mesmo inocentes

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Meninas, vamos aos saldos

Ontem tive uma horinha de liberdade e fui dar uma espreitadela aos saldos.

Apesar de as cachopas terem bastante roupa, há sempre algo que faz falta ou porque deram um pulo, durante a noite, que fez com que deixassem de caber em certas peças ou porque os trapinhos estão cheios de nódoas de fruta, daquelas que nunca mais na vida vão sair.

Percebi que tenho cada vez menos paciência para andar no meio de confusões, mesmo que seja para procurar pechinchas.

Como o tempo também é pouco começo, devargazinho, a virar-me para o comércio electrónico.

Vai daí há que ir aos saldos da Vertbaudet, nesta loja virtual que pude revirar no sossego da minha casinha e sem ser acotovelada.

Experimentei há tempos e gostei. Porque não repetir? Já estou a vê-las todas vaidosas.


Também lá encontram roupa para menino e pré-mamãs e soluções giríssimas de decoração para o quarto dos pequenos.

Fica a dica.

Uma aventura na esteticista - triste sina a minha

Se querem ver-me com uma grande neura, é marcarem-me uma ida à esteticista.

Vou muito contrariada e a chorar todos os minutos que lá passo, que até a passar roupa a ferro seriam mais agradáveis.

Gosto do resultado final, mas os meios são demasiado dolorosos para meu gosto.

 E eu só faço lá as sobrancelhas ... pelo menos até sábado, altura em que fui apanhada à traição.

Por uma questão de proximidade, resolvi marcar hora  numa esteticista onde nunca tinha ido.

Logo eu, que sou tão sensível e já devia saber que esteticistas são como o Amor. Só há um na vida, no qual devemos investir e atrás do qual devemos correr até ao fim do mundo.

Pois bem, arrisquei ir a uma esteticista desconhecida e com a qual não sentia (mesmo sem conhecer o trabalho) grande empatia. O que se lá passou veio a dar-me razão, infelizmente.

Quando me apanhou de olhos fechados, a senhora resolveu espetar-me com um cataplasma de cera de um dos lados do buço. Ainda pensei gritar e avisá-la que só tinha marcado sobrancelhas, mas lembrei-me que seria inútil, pois a cera já estava agarrada.

Fiquei para morrer, como diria a minha avózinha. Naquele instante, entre outras coisas, percebi porque é que todas as esteticistas me perguntam se vou fazer o buço. Pelo que senti ao arrancar aquela porcaria, tenho mais pêlos do que supunha.

As sobrancelhas foram feitas "às três pancadas", mas só queria sair dali pelo que nem lhe disse nada.

Certo, certo é que a mim não me arranca nem mais um pelinho.

domingo, 28 de julho de 2013

"O Papa Francisco é mais à frente que tu!"

Quando estive na Madeira, vi um presépio regional que iria ficar lindo na minha colecção.

´Ponderei comprá-lo, mas não consegui.

E não consegui porque o presépio tinha um traço de modernidade que, de certa forma, me inomodou. Nossa Senhora e S. José estavam a beijar-se.

Estava a contar a história à minha amiga Filipa Teixeira que exclamou "Neves, o Papa Francisco é mais à frente que tu!!!".

Lá tive de engolir em seco e remeter-me à minha pequenez. Não é todos os dias que nos comparam com um Papa.








sábado, 27 de julho de 2013

Obrigada Bela, Cidália, Carina e Luísa. Vocês são as maiores

 
As reuniões de fim de ano no infantário são sempre emotivas. Este ano não foi excepção.
 
 Não há coração que resista ao ver a retrospectiva de um ano lectivo e a enorme evolução dos pequenotes. Cada risco, colagem ou letra que fizeram parecem a obra de arte mais perfeita do mundo.
 
De Setembro a Julho, as minhas crias passam a maior do tempo que estão acordadas na escola. É lá que têm aprendido muito daquilo que sabem.
 
E a escola não lhes tem ensinado só regras. As meninas, e os amiguinhos, têm tido a sorte de ter educadoras e auxiliares que são mestres na arte dos afectos e conseguem desdobrar-se em mil para dar todo o carinho e atenção que exigem e merecem.
 
Sinceramente, não sei como conseguem ter tanto para dar.
 
Uma estátua seria pouco para homenagear a Bela, a Cidália, a Carina e a Luísa.
 
Como não tenho palavras para agradecer tudo o que têm dado às minhas cachopas, escolhi um excerto do Prinicpezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, que me marcou e me foi dado a conhecer por um professor especial, tão especial quanto elas têm sido para as minhas filhas.
 
"- Só conhecemos o que cativamos - disse a raposa. - Os homens deixam de ter tempo para conhecer o que quer que seja. Compram as coisas já feitas aos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens deixaram de ter amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
 
- E tenho de fazer o quê? - disse o principezinho.
 
- Tens de ter muita paciência. Primeiro, ssentas-te longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas podes sentar-te cada dia um bocadinho mais perto ...
 
O principezinho voltou no dia seguinte.
 
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. - Por exemplo, se vieres às quatro horas, às três já eu começo a estar feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sinto. Às quatro em ponto hei-de estar toda agitada e toda inquieta; fico a conhecer o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca vou saber a que horas hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...Precisamos de rituais".
 
 
Obrigarem por terem conseguido chegar ao coração das minhas meninas, o terem cativado e ajudado a criar rituais. Estou certa que as sementes que lançaram serão determinantes na construção da sua personalidade.
 
PS Um beijinho a toda a equipa da Casa da Cruz. Cada uma nas suas funções, e com o seu jeito diferente, tem ajudado nesta tarefa de enorme responsabilidade que é educar criancinhas reguilas
 
 
 



sexta-feira, 26 de julho de 2013

Com Amor, no Dia dos Avós




Hoje é dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós do Menino Jesus.

No dia dos avós, daqui mandamos um grande beijo aos 3 bisavós, 2 avós e 2 avós da família.

Obrigada por tanto Amor, que está a ajudar a tornar as nossas cachopas tão seguras quanto reguilas.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

De quantos objectos precisas para seres feliz?

Hoje deparei-me com este artigo, postado no facebook pela minha amiga Eva, que fala sobre o minimalismo como forma de vida.

http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/8534/de-quantos-objectos-precisas-para-seres-feliz

Ainda há pouco tempo tinha falado aqui na importância de destralhar e, nem de propósito, depois de reler este artigo, a questão colocou-se numa reunião da salinha da Leonor.

Na reunião,  eu e minha comadre (mãe do "amorado" da Leonor), partilhámos a preocupação de que os nossos filhos percebam a importância de partilhar e desligar-se de coisas, para eles, desnecessárias. mas que podem ser de grande utilidade para quem tem menos.

E essa é, para mim, a importância de destralhar. Não vejo no acto qualquer fundamento filosófico, nem sou fundamentalista.

Apenas me mete confusão que, sem justificação, guardemos todos os sapatos dos nossos filhos, desde que nasceram, quando há tantos meninos sem sapatos.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Os efeitos perniciosos de ter tias emigrantes

As minhas filhas têm duas tias emigrantes , minhas irmãs mais novas, que as enchem de prendas.

Até aqui tudo bem. Quem não gosta de receber prendas?

Entre essas prendas estão dezenas (e não exagero) de vestidinhos e t´shirts vindas dos quatro cantos do mundo, desde o Dubai à Tailândia, passando pela Suécia, República Checa .... (nem vou continuar a enumerar que me faz sentir mesmo provinciana, ainda que orgulhosa das raízes).

Ora isto é porreiro, pois nunca falta roupa no armário (de Verão então, é um fartote), mas tem o efeito pernicioso de aqui a "Olívia empregada" ir deixando acumular trapinhos, devidamente esticados, ao lado da tábua de engomar.

Quero com isto dizer que tenho lá em casa uma pilha, da altura do monte Evereste, pronta a desmoronar e soterrar algum infeliz que passe nas proximidades.

Se alguém se quiser distrair (consta que há quem goste de engomar, coisa que não consigo perceber), é só enviar comentário com contacto (prometo não publicar).



terça-feira, 23 de julho de 2013

Transformar suor em água potável

Um engenheiro, que só pode ser  muito inteligente, fez uma máquina que consegue transformar o suor de roupa suja em água potável.

O engenho deixou-me esperançosa que, brevemente, alguém arranje utilidade para os litros de baba e ranho que se derramam cá em casa. Acho um desperdício deitá-los fora.

É impressão minha ou o facebook pode estupidificar uma pessoa?

Há dias uma amiga minha paritu a cana do nariz.

Soube-o através do facebook e não tive melhor forma de reagir do que clicar no like. Assim, sem uma única palavra de preocupação e conforto.

Obviamente que não gostei da notícia e o meu like só quis significar "estou aqui, já sei o que aconteceu e espero que  recuperes rapidamente".

Mas o certo é que não foi isso que exprimi e que eu saiba, à excepção da palavra portuguesa irrevogável (lá tinha de vir a piadinha foleira), like significa o que mesmo que sempre significou.

Não posso, por isso, deixar de me sentir um pouco estúpida.

Mas, claro, a culpa não é do facebook  e sim da utilizadora.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O parto de Kate e a sorte de me ter apaixonado por um plebeu

É em dias como este, em que o mundo se encontra suspenso à espera que nasça o bebé real, que me dou por feliz por ter nascido plebeia e casado com alguém da minha classe social.

Não basta haver jornalistas acampados à porta do hospital, há cerca de 3 semanas, agora vêm especialistas em genealogia dizer que o bebé será parente afastado do conde Drácula e do profeta Maomé.

Pobre Kate.

domingo, 21 de julho de 2013

Olha que coisas mais lindas, mais cheias de graça



Agora percebo o meu avôzinho

Nunca, como hoje, percebi tão bem a profundidade do ditado "filho és, pai serás".

Já perdi a conta às vezes em que me ri do meu avô, ao ouvi-lo falar de sítios que não visita há décadas como se os conhecesse, esquecendo que, nos entretantos, as estradas foram sendo alcatroadas, rotundas construídas, etc,etc, etc.

Pois bem, ontem dei por mim a falar como o meu avô.

Aproveitando que estava perto da minha querida escola secundária de Águas Santas, quis mostrá-la ao meu marido.

 Enquanto nos dirigíamos para lá, fui vendo edifícios e lojas que não conhecia e ia comentando "olha, isto é novo".

Ao chegar ao local, ia-me caindo o queixo. No sítio onde estava a escola que frequentei, já não estão o pavilhão A, o B, o bar, o polivalente e os balneários. Está sim um edifício totalmente diferente e que nunca, na vida, reconheceria.

Foi então que comecei a fazer contas e cheguei à conclusão que saí de lá há 19 anos. 19!!!

Suponho, por isso, que os tais edifícios e lojas, para mim desconhecidos, possam não ser assim tão novos.

Agora percebo o meu avôzinho. Juro que nunca mais me rio dele.

sábado, 20 de julho de 2013

Primeira sessão de quimio


Faz hoje 4 anos que entrei, pela 1.ª vez, no Hospital de Dia do IPO do Porto.

Para os menos familiarizados com estes termos, o Hospital de Dia é uma sala ampla onde vários pacientes fazem quimioterapia e na qual podem ter um acompanhante.

No dia marcado, peguei no livro "Pegadas na Areia", meti-lhe entre as folhas uma foto da Leonor, então com dois meses, e lá fui com o meu marido.

Posso dizer que o mês de Julho de 2009 foi o pior da minha vida. De repente, percebi a gravidade do que me estava a acontecer (até aí parecia tudo irreal) -Aqui conto parte do percurso até esse momento.

E como relacionava a quimio com o incício da decadência física, estava cheia de medo.

Lembro-me de chegar a casa e ir deitar-me, à espera dos vómitos que pensava inevitáveis.

Graças a Deus, a minha reacção à quimio não podia ser melhor e com o tempo fui percebendo que Mr. Hodgkin não levaria a melhor.

Nos 3 anos seguintes, sentia angústia sempre que o mês de Julho se aproximava pois reavivava as memórias mais dolorosas.

Este ano algo mudou. Só tive noção que estávamos em Julho a meio do mês, o que representa uma vitória e me deixa bastante orgulhosa.

As memórias nunca irão desaparecer, mas a angústia é cada vez menor.

E porque  continuo a acreditar que tudo tem uma razão de ser, não posso deixar de dar este testemunho de esperança.

Cancro não é sinónimo de morte. Muita força a todos quantos têm de frrequentar o Hospital de Dia. Logo, logo, o pesadelo acabará.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Falar sobre sentimentos

D.ª Maria Leonor tem passado a noite a falar (a maior parte do tempo sózinha) sobre sentimentos.

Na parte que me toca, não possso queixar-me. Diz que não se importa que use a escova de dentes dela, "só porque me ama" e que eu vou ser mãe dela para sempre.

Só não me deixa ir viver com ela, quando casar, mas diz que posso ir visitá-la à Ilha da Madeira (parece que o casório será lá) sempre que quiser.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Como mudar o destino

Ao que consta há algumas meninas nipónicas que acreditam ser possível mudar o destino, fazendo operações plásticas às palmas da mão para alterar as linhas.

Achei piada à ideia, de tão estúpida. E o meu avô, na sua racionalidade que consegue ser maior que a minha, explicou-me logo ser impossível essa alteração, pois as linhas das palmas da mãos estão relacionadas com as articulações.

Andei o dia quase todo a gozar com esta crença até que se me fez um clique (por motivos que nem vale a pena referir).

Pelo menos elas tentam mudar o destino. O que me leva a um refrão dos Humanos "muda de vida se não estiveres satisfeito".

E mais não digo.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Nova temporada do teatro de rua

Voltou uma nova temporada do teatro de rua.

Anteontem e ontem, D.ª Maria Leonor fez cenas de enorme dramatismo no caminho entre o carro e a escola (depois dos ensaios feitos em casa), que envolveram fugas e a necessidade de eu entrar disparada na escola, atirar a Benedita para o colo de alguém e correr para o pátio onde a agarrei e arrastei por um braço.

Ao desabafar com o papá, perguntou-me porque é que não lhe tinha dado uma palmada

Respondi que não era socialmente aceitável e que alguém podia chamar a polícia.

Na volta, levei um puxão de orelhas, em forma de pergunta " e achas que é socialmente aceitável uma mãe ser gozada?".

Ora bolas. Eu sei que elas não me respeitam e que é por isso que acontece o teatro de rua. Com o pai não aconteceria.

Mas também era escusado que me mostrassem a realidade de forma tão crua.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Alzheimer, uma doença da família

Li há dias que o Alzheimer é uma doença da família.

Nada mais verdadeiro. Não será só o Alzheimer, é certo, pois numa família a sério todas as dores são partilhadas. Mas o Alzheimer é-o particularmente, pela exigência em termos psicológicos.

Não é fácil lidar com quem começa a perder as faculdades mentais, especialmente quando esse alguém é uma pessoa que amamos e cuidou de nós a vida toda, com uma energia que julgávamos inesgotável.

Pois bem, toda a energia tem fim. O Alzheimer não tem cura, ponto final. Pode ser controlado, dentro do possível, mas não tem cura.

Aceitar esta realidade é duro, mas creio que é o primeiro passo para que os cuidadores consigam exercer a árdua tarefa da criar qualidade de vida ao paciente.

O Alzheimer bateu à porta da minha família e temos mais um grande teste pela frente. Estou certa que o iremos superar, sendo certo que superar não significa vencer.

Superar o Alzheimer será retribuir, com muita paciência, o Amor que sempre recebemos e reforçar a união que sempre nos caracterizou.

Como também li, os pacientes de Alzheimer perdem a memória (em especial a recente) mas não os sentimentos.

Contamos, por isso, com o sorriso terapêutico da Tita, que tem feito milagres.

Os tempos que se avizinham serão duros, mas não deixaremos que a doença seja mais forte que a nossa capacidade de amar. E é só isso que importa, no momento, amar.

domingo, 14 de julho de 2013

Terrible two



Sou grande defensora da língua portuguesa, mas não descobri expressão que, em poucas palavras, melhor descreva a fase que a minha mais nova está a atravessar "terrible two".

Pois é, a rapariga está na terrível fase dos dois anos ou adolescência dos bebés, aquela na qual, segundo os estudiosos, os bebés descobrem que são um indivíduo e resolvem começar a afirmar a sua personalidade deixando de acatar as orientações dos adultos.

Recuando dois anos, lembro-me que foi aos dois que a, até aí doce, Leonor mudou muito.

Posso, por isso, confirmar com dois exemplos concretos que é aos dois anos que "a porca começa a torcer o rabo".

Vendo a definição desta etapa do desenvolvimento, o que me preocupa é que as minhas filhas, em especial esta mais pequena, nunca acataram as ordens dos adultos.

As pequena têm pêlo na venta e se a Leonor tem dado que fazer, com a sua forte personalidade, a Tita parece querer ultrapassá-la.

A nossa "macaquinha de imitação rafeira" (como a apelidou a mana) tem um feitiozinho refinado. NÃO (dito por ela) é NÃO e qualquer tentativa de a demover implica riscos físicos. Ele é pratos pelo ar, mergulhos para o chão, unhas espetadas e dentes cravados na pele. Vale tudo para que percebamos o seu ponto de vista.

Só se acalma com uma boa morcela, um queijinho curado ou um pedaço de redanho (fico enjoada só de pensar).

Diz que os "terrible two" passam lá por volta dos tês anos. Não quero assustar ninguém, mas a Leonor já tem quatro.

Medoooooooo

sábado, 13 de julho de 2013

Não sais daqui sem casar comigo!

Esta manhã, ouvi a Leonor a dizer ao seu amigo imaginário,  naquele seu tom autoritário, "Não sais daqui sem casar comigo!".

Não resisti e quis saber quem seria o noivo à força.

Perguntei-lhe e confirmou-se a minha suspeita. A Leonor quer casar com o Tiago, porque "ele é meu amigo" e "olha, porque sim".

Não podia estar mais de acordo com a visão que a minha filha tem do Amor. Antes de mais, assente numa grande Amizade e depois "porque sim".

O único problema que vejo nisto tudo, é a enorme concorrência que terá de enfrentar. Todas as meninas da sala gostam do Tiago, que é um doce.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Não é nada complexo

- Mãe, quero colo.

-Agora não posso Leonor. Não vês que estou a pegar na tua irmã?

- Mãe, pousas a a mana e pegas em mim. Não é nada complexo, pois não?

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O que não calçar a um bebé na fase do desfralde

O desfralde da Tita tem corrido razoavelmente bem. Não tenho forçado e vou-a deixando seguir o seu ritmo.

A dificuldade maior tem sido com os sólidos. Isto em casa, porque na escolinha não tem tem havido problemas o que reforça a teoria de que sou eu que a desestabilizo.

Hoje fez xixi nas cuecas (muito por sinal), assim que entrou em casa.

Mas como tudo na vida pode servir de lição, aqui fica a que aprendi hoje.

Jamais calçar "crocs" a um bebé que está na fase do desfralde. Pela configuração, aquilo torna-se um receptáculo e quando levantamos a criancinha para a levar para a casa de banho, vai-se formando um rasto líquido pela casa fora.

Isto para  não falhar na molha que levam os pés de quem está a tentar resolver o problema.

Quem avisa, amigo é.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Feudalismo absolutista

D.ª Maria Leonor tem passado algum tempo a desenvolver uma nova teoria sobre o exercício do poder que, ou muito me engano, daqui a uns tempos fará parte do programa da cadeira de Ciência Política.

Chama-se feudalismo absolutista e pode resumir-se de forma simples. Cada senhor manda no seu feudo e D.ª Maria Leonor centraliza o poder, mandando em todos.

Exemplos práticos:

Na casa dos avós sãos os avós que mandam (se forem os pais a dar uma ordem)

Em casa, o exercício do poder depende da situação concreta sendo, sempre, da competência dos pais (quando forem os avós a dar uma ordem)

No café é o empregado que manda (pais e avós não têm voto na matéria)

No infantário é a educadora Bela


e por aí fora.

O que acho brilhante nesta teoria, e na forma como coloca os pontos nos i sempre que recebe uma ordem, é a sua adaptabilidade à situação concreta. D.ª Maria Leonor já percebeu que nisto do poder há que ser flexível e adaptar as teorias às circunstâncias. Deve andar a ver telejornais a mais.

Elas ficam malucas quando me vêem

Elas ficam malucas quando me vêem.

Refiro-me, obviamente, às minhas ricas filhas.

Esta constatação pode parecer pretensiosa, mas  não partiu de mim. Quem o diz a avó a Lili segundo a qual as meninas se portam bem (seja lá isso o que for) até ao momento em que chego a casa, altura em que ficam destravadas.

Ontem então foi demais. Quando me viram na rua desataram aos urros e a disputar o meu colo.

Quando a Tita viu a irmã melhor posicionada para o conseguir, já que foi a primeira a agarrar as minhas pernas, ficou cega e desatou a tentar morder-nos. Por sorte, só ferrou a camisola da Leonor.

As miúdas ficam loucas e, já se percebeu, encaram-ne como um objecto. Já o sentia, mas percebi-o ainda melhor quando a Leonor me explicou porque é que quer que seja sempre eu a conduzir o carro.

Porque se for o pai, a Tita vai dizer-lhe "a mãe vai à minha frente, na,na,na,na,na ...na".  É que a cadeira da Leonor fica atrás do banco do condutor.

Sou, portanto, um troféu de caça aos olhos das minhas filhas.

domingo, 7 de julho de 2013

Era só dar-lhes com as minis na cabeça

Até me considero uma pacifista, mas há coisas que enervam.

Ontem fomos até Viseu, à barragem de Várzea, onde fizemos um piquenique.

Apesar de existir um espaço pensado para funcionar como parque de merendas, tivemos de abancar no chão pois alguém, muito espertinho, resolveu levar/partir tampos de mesas, nuns sítios, e bancos noutros.

Ainda assim, o local continua a ser utilizado e um grupo que, dada a quantidade de lixo abandonada, imagino tenha sido grande, resolveu deixar como recordação uma colecção de garrafas de minis (entre outras relíquias).

É certo que o lixinho foi disposto ao lado do caixote, mas ninguém se terá lembrado do perigo que é deixar vidro no meio do pinhal, em dias escaldantes como estes.


Sinceramente, não percebo como é que se arranja espaço no carro para transportar grades de minis cheias, mas não para as transportar vazias.

Claro que as minis são uma caricatura do lixo que as pessoas abandonam. É impressionante o que se vê por aí. Dá a sensação de que há quem viva na Idade Média.

É uma dor de alma ver os bombeiros a esfalfarem-se para combater incêndios e, ao mesmo tempo, perceber que se criam focos de perigo completamente evitáveis (bem bastam os criados deliberadamente).

Mais ainda, é triste que todos nos sabemos queixar da crise, e da falta de dinheiro, e pouco fazemos para preservar equipamentos de lazer dos quais poderíamos retirar grande partido sem necessidade de gastar muito. Posso garantir que as minhas meninas gostaram muito mais de comer ao ar livre, sentadas no chão, do que ir à pizzaria.

Às almas perdidas que por aí andam a destruir (conscientemente, ou não) qualidade de vida  era só dar-lhes com as minis na cabeça.



sábado, 6 de julho de 2013

Verão mais frio dos últimos 200 anos

A ser verdade que este será o Verão mais frio dos últimos 200 anos, só podiam estar a falar em temperaturas médias.

Com a brasa que está, imagino que, em breve, tenhamos dias com temperaturas negativas

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Sabedoria popular by Leonor

Estava eu a penteá-la, quando a aleijei com a escova.

Humildemente, pedi desculpa mas ouvi uma resposta impiedosa "Mãe, as desculpas não se evitem".

Percebi a mensagem e confirmei que o povo tem sempre razão, ainda que a Leonor tenha adaptado ligeiramente o dito popular.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Democracia pura e dura

Depois de participar numa iniciativa do Dia Mundial da Criança, recebi um e.mail (endereçado também às pequenas Maria  Leonor e Maria Benedita) que convidava para uma reunião e questionava a opinião sobre o destino a dar ao dinheiro angariado.

Respondi ao e.mail, a elogiar a iniciativa e a efectuar algumas sugestões de melhoria na organização.

Quanto ao destino a dar ao dinheiro, propus que fosse entregue às instituições que participaram (entre as quais o infantário das cachopas).

A resposta foi surpreendente e demonstradora daquilo a que se pode chamar "democracia pura e dura".

De acordo com o regulamento da iniciativa que, vergonhosamente, desconhecia, devem ser as crianças a decidir o destino do dinheiro.

Tive de sorrir e responder que, obviamente, questionaria as meninas embora tivesse o pressentimento de que responderiam que o investimento deveria ser efectuado em gomas e chocolates.

Como compromisso é compromisso, já perguntei a opinião da Leonor (que a sua sombra e eco, Benedita, certamente subscreve).

Numa fase inicial, olhou para mim com cara de espanto, como quem diz "a mamã pirou".

 A rapariga é uma ditadora, como se sabe, e não está habituada a estas coisas da democracia; depois, mais calma, respondeu"NÃO quero comprar nada".

Quando lhe expliquei melhor a ideia, disse que se devia comprar um elefante (dos verdadeiros).

Para finalizar a proposta,e  mais sensatamente, propôs a aquisição de um avião do Panda, "daqueles que se dá corda".

Isto sim, é dar voz ao povo.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Única certeza sobre o 1.º dia de praia

Hoje foi o 1.º dia de praia da Leonor, com os amiguinhos do infantário.

Tentámos (pais e avós) saber, pela própria, como correr.

Avó - Como é que correu a praia?
Leonor - Não me lembro

Mãe - Molhaste os pés?
Leonor - Sim

Avô - Molhaste os pés?
Leonor - Não

Pai - Como é que correu a praia?
Leonor - Mal

Única certeza - durante 15 dias temos de madrugar, para a marquesa estar no infantário às 08h20m.

Ah, e a Bela e a Cidália (umas queridas) vão chegar a meados de Julho de gatas.

Vamos ajudar a Elsa - doação de medula óssea

Recebi este apelo, que transcrevo, e não resisto a partilhar.

"A Elsa é uma jovem de 25 anos moradora no concelho de Aveiro. A sua história de vida é ao mesmo tempo trágica e heróica.

No início deste ano foi-lhe diagnosticada Mielofibrose, uma doença muito rara da medula óssea; ainda mais rara é quando diagnosticada em jovens mulheres, pois a maior parte dos casos aparecem a partir dos 60/70 anos e em homens.


Tal como os médicos previam a Mielofibrose degenerou em Leucemia aguda, apesar do tratamento de quimioterapia que ela vinha fazendo e que não deu resultado.

Neste momento, a sua vida depende de se encontrar um dador compatível para fazer um transplante de medula óssea. Nesse sentido estamos a dar uma ajuda, mantendo a sua página no Facebook (www.facebook.com/VamosAjudarAElsa) de forma a manter o interesse na causa da Elsa.

Todo o apoio na divulgação é essencial. Estamos a fazer apelos constantes para que as pessoas se registem como dadores de medula óssea e vamos fazer um dia só para a Elsa, na sua terra natal em Cacia, concelho de Aveiro; será no sábado 13 de Julho.

A Elsa tem uma história de vida trágica e heróica, por tudo o que tem passado desde o primeiro minuto que nasceu; literalmente!

Nasceu prematura, com vários problemas entre os quais, apenas um dedo numa das mãos. Os médicos disseram aos pais para não se afeiçoarem à bebe, pois não duraria mais do que algumas horas ou poucos dias. O certo é que sobreviveu.

Mais tarde, teve paralisia infantil que lhe afectou o lado esquerdo do corpo; os médicos colocaram-na numa cadeira de rodas, tinha ela cerca de 10/11 anos e o seu diagnóstico era para que ela se habituasse à sua condição. Mas ela não se queria habituar e um dia em frente aos médicos levantou-se da cadeira dizendo que voltaria a andar. Os médicos observaram espantados e diziam para não o fazer pois só se iria magoar. Foi o que aconteceu a primeira vez, mas à segunda e terceira vez, assim como nas seguintes a Elsa levantou-se e pouco a pouco recobrou a capacidade de andar e de movimentar todo o seu corpo.

Antes deste episódio, numa das muitas consultas, exames e tratamentos que lhe faziam enquanto criança, partiram uma agulha dentro de um dos braços, o que lhe provocou também lesões nesse membro.

Para concluir o 9.º ano foi outra aventura, pois tinha dificuldades óbvias na escrita; escrevia muito lentamente e nunca conseguia concluir os exercícios e testes escritos; mas as suas capacidades intelectuais até eram e são acima da média; muitas vezes os professores faziam-lhe os testes oralmente. Para ultrapassar esta questão, a assistente social atribuiu-lhe um portátil e graças a ele, conseguiu acompanhar o mesmo ritmo que os outros colegas. Depois para fazer o secundário deslocava-se para Espinho todos os dias onde, na escola profissional de hotelaria e turismo, tirou um curso profissional; área em que sempre quis trabalhar.

Para tirar a carta, a sua tenacidade e persistência, mais uma vez permitiram que o conseguisse. Teve de se sujeitar a vários exames médicos, de percorrer dezenas de escolas de condução que tivessem um carro automático, o único que conseguia conduzir. Isto está resumido a quatro linhas, mas foi um processo que durou anos.

Após concluir o curso, a Elsa procurou trabalho praticamente em todo o distrito de Aveiro durante quase quatro anos. Após estes anos de intensa procura, não só na área da hotelaria como em outras que lhe permitissem levar uma vida normal, em meados do ano passado, conseguiu, a poucos quilómetros de casa, uma vaga num hotel que há poucos meses tinha sido remodelado.

Estava mais feliz do que nunca. Parecia que a sua vida finalmente estava a normalizar, tinha estabilidade, tinha saúde embora tivesse de fazer consultas regulares e parecia tudo o que passara até ai, pertencia agora ao passado. Mas como já relatei acima, não foi o que aconteceu.

No apogeu da sua felicidade, a sorte despeja-lhe em cima a pior das bombas. Em janeiro de 2013 é-lhe diagnosticada Mielofibrose; faz quimioterapia injetável (ela própria se injetava em casa) e com determinação pretende continuar a trabalhar. Não quer perder tão facilmente e de um dia para o outro, aquilo por que tanto lutara; Toma esta decisão, apesar dos médicos a aconselharem a meter baixa e deixar de trabalhar.

Mas passadas algumas semanas, o corpo não resiste mais e tem mesmo de deixar o trabalho.

No dia 22 de Maio 2013, tiveram de a levar de urgência para o Hospital dos Covões em Coimbra, onde após exames os médicos confirmaram que a Mielofibrose tinha degenerado em Leucemia aguda. Ficou internada nos HUC, na unidade de hematologia e provavelmente irá ser transferida para o IPO do Porto que, como já lhe disseram, está melhor apetrechado para lidar com casos como o dela.

Esta é uma história real, de uma pessoa com uma força e fé totalmente fora do comum. Estamos à procura urgentemente e por todos os meios de apoios para divulgar a causa da Elsa; estamos à procura do dador compatível.

Apesar da internet ser um meio poderoso de divulgação, felizmente no nosso país as televisões ainda têm um impacto enorme. A Elsa, antes de ser internada estava muito resistente à divulgação da sua situação, mas agora já está mentalizada que temos de usar todos os meios possíveis para conseguir um dador compatível; por isso escrevo, na esperança de nos poderem ajudar na divulgação através de uma reportagem".

Sei que já foram efectuadas reportagens, mas toda a divulgação é pouca.

Com muita pena minha, não posso ser dadora de medula óssea. Mas há muitas formas de ajudar. A divulgação é uma delas.

Peço, por isso, a todos aqueles que têm a felicidade de poder registar-se como dadores que apareçam na Junta de Freguesia de Cacia,  dia 13 de Julho, entre as 09h00 e as 13h00.

Cacia é aqui pertinho do centro de Aveiro e até tem apeadeiro pelo que não há desculpas para falta de transporte.

Hoje pela Elsa, amanhã quem sabe por um de nós.