segunda-feira, 1 de julho de 2013

Vamos ajudar a Elsa - doação de medula óssea

Recebi este apelo, que transcrevo, e não resisto a partilhar.

"A Elsa é uma jovem de 25 anos moradora no concelho de Aveiro. A sua história de vida é ao mesmo tempo trágica e heróica.

No início deste ano foi-lhe diagnosticada Mielofibrose, uma doença muito rara da medula óssea; ainda mais rara é quando diagnosticada em jovens mulheres, pois a maior parte dos casos aparecem a partir dos 60/70 anos e em homens.


Tal como os médicos previam a Mielofibrose degenerou em Leucemia aguda, apesar do tratamento de quimioterapia que ela vinha fazendo e que não deu resultado.

Neste momento, a sua vida depende de se encontrar um dador compatível para fazer um transplante de medula óssea. Nesse sentido estamos a dar uma ajuda, mantendo a sua página no Facebook (www.facebook.com/VamosAjudarAElsa) de forma a manter o interesse na causa da Elsa.

Todo o apoio na divulgação é essencial. Estamos a fazer apelos constantes para que as pessoas se registem como dadores de medula óssea e vamos fazer um dia só para a Elsa, na sua terra natal em Cacia, concelho de Aveiro; será no sábado 13 de Julho.

A Elsa tem uma história de vida trágica e heróica, por tudo o que tem passado desde o primeiro minuto que nasceu; literalmente!

Nasceu prematura, com vários problemas entre os quais, apenas um dedo numa das mãos. Os médicos disseram aos pais para não se afeiçoarem à bebe, pois não duraria mais do que algumas horas ou poucos dias. O certo é que sobreviveu.

Mais tarde, teve paralisia infantil que lhe afectou o lado esquerdo do corpo; os médicos colocaram-na numa cadeira de rodas, tinha ela cerca de 10/11 anos e o seu diagnóstico era para que ela se habituasse à sua condição. Mas ela não se queria habituar e um dia em frente aos médicos levantou-se da cadeira dizendo que voltaria a andar. Os médicos observaram espantados e diziam para não o fazer pois só se iria magoar. Foi o que aconteceu a primeira vez, mas à segunda e terceira vez, assim como nas seguintes a Elsa levantou-se e pouco a pouco recobrou a capacidade de andar e de movimentar todo o seu corpo.

Antes deste episódio, numa das muitas consultas, exames e tratamentos que lhe faziam enquanto criança, partiram uma agulha dentro de um dos braços, o que lhe provocou também lesões nesse membro.

Para concluir o 9.º ano foi outra aventura, pois tinha dificuldades óbvias na escrita; escrevia muito lentamente e nunca conseguia concluir os exercícios e testes escritos; mas as suas capacidades intelectuais até eram e são acima da média; muitas vezes os professores faziam-lhe os testes oralmente. Para ultrapassar esta questão, a assistente social atribuiu-lhe um portátil e graças a ele, conseguiu acompanhar o mesmo ritmo que os outros colegas. Depois para fazer o secundário deslocava-se para Espinho todos os dias onde, na escola profissional de hotelaria e turismo, tirou um curso profissional; área em que sempre quis trabalhar.

Para tirar a carta, a sua tenacidade e persistência, mais uma vez permitiram que o conseguisse. Teve de se sujeitar a vários exames médicos, de percorrer dezenas de escolas de condução que tivessem um carro automático, o único que conseguia conduzir. Isto está resumido a quatro linhas, mas foi um processo que durou anos.

Após concluir o curso, a Elsa procurou trabalho praticamente em todo o distrito de Aveiro durante quase quatro anos. Após estes anos de intensa procura, não só na área da hotelaria como em outras que lhe permitissem levar uma vida normal, em meados do ano passado, conseguiu, a poucos quilómetros de casa, uma vaga num hotel que há poucos meses tinha sido remodelado.

Estava mais feliz do que nunca. Parecia que a sua vida finalmente estava a normalizar, tinha estabilidade, tinha saúde embora tivesse de fazer consultas regulares e parecia tudo o que passara até ai, pertencia agora ao passado. Mas como já relatei acima, não foi o que aconteceu.

No apogeu da sua felicidade, a sorte despeja-lhe em cima a pior das bombas. Em janeiro de 2013 é-lhe diagnosticada Mielofibrose; faz quimioterapia injetável (ela própria se injetava em casa) e com determinação pretende continuar a trabalhar. Não quer perder tão facilmente e de um dia para o outro, aquilo por que tanto lutara; Toma esta decisão, apesar dos médicos a aconselharem a meter baixa e deixar de trabalhar.

Mas passadas algumas semanas, o corpo não resiste mais e tem mesmo de deixar o trabalho.

No dia 22 de Maio 2013, tiveram de a levar de urgência para o Hospital dos Covões em Coimbra, onde após exames os médicos confirmaram que a Mielofibrose tinha degenerado em Leucemia aguda. Ficou internada nos HUC, na unidade de hematologia e provavelmente irá ser transferida para o IPO do Porto que, como já lhe disseram, está melhor apetrechado para lidar com casos como o dela.

Esta é uma história real, de uma pessoa com uma força e fé totalmente fora do comum. Estamos à procura urgentemente e por todos os meios de apoios para divulgar a causa da Elsa; estamos à procura do dador compatível.

Apesar da internet ser um meio poderoso de divulgação, felizmente no nosso país as televisões ainda têm um impacto enorme. A Elsa, antes de ser internada estava muito resistente à divulgação da sua situação, mas agora já está mentalizada que temos de usar todos os meios possíveis para conseguir um dador compatível; por isso escrevo, na esperança de nos poderem ajudar na divulgação através de uma reportagem".

Sei que já foram efectuadas reportagens, mas toda a divulgação é pouca.

Com muita pena minha, não posso ser dadora de medula óssea. Mas há muitas formas de ajudar. A divulgação é uma delas.

Peço, por isso, a todos aqueles que têm a felicidade de poder registar-se como dadores que apareçam na Junta de Freguesia de Cacia,  dia 13 de Julho, entre as 09h00 e as 13h00.

Cacia é aqui pertinho do centro de Aveiro e até tem apeadeiro pelo que não há desculpas para falta de transporte.

Hoje pela Elsa, amanhã quem sabe por um de nós.


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