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A mostrar mensagens de Setembro, 2017

Triste e desiludida

Bem sei que, aos 40, não era suposto ficar triste e desiludida com a pobreza de espírito alheia mas a verdade é  que  acontece e hoje foi um desses dias.
Desafiei o meu pai para reeditar uma tarde de bola no Mário Duarte, levei as cachopas e o peluche do Beira Mar e achei que teria uma tarde em cheio. Lamentavelmente, estavam lá também uns energúmenos que acharam  por bem insultar e dar socos no banco de suplentesa da própria equipa e originar um momento muito feio, com agressões à mistura. Felizmente as pequenas não se aperceberam, entretidas que estavam a tentar perceber as regras do jogo.
Sei que aquelas pessoas nada dizem quanto aos verdadeiros adeptos do meu clube, mas custa-me muito vê-las de camisola amarela, dizendo-se beiramarenses. Quanto aos que exibem os troncos nus, devia haver alguém que lhes explicasse que a imagem não dá estilo. É simplesmente patética.

Dia de reflexão

A minutos do chamado dia de reflexão é inevitável recordar o meu avô e o seu apeumo em dia de eleições. Manhã cedo, lá vestia o seu fato e ia votar com profundo sentido de dever cívico. Foi isso que me transmitiu e é assim que vejo o acto de votar. Muito mais que um direito pelo qual muitos ainda anseiam, um dever que cada um de nós deve cumprir pelo simples facto de viver em sociedade e não se poder demitir das suas responsabilidades enquanto cidadão. Decidir o melhor.

Engana-me que eu gosto

Numa das nossas conversas de fim de dia, disse à Leonor que daqui a pouco tempo ela já não quereria a mãe nas festas, com ela.
A cachopa levou o comentário como um ultraje e, com cara de quem ficou magoada, assegurou que era mentira e me iria querer sempre junto dela. Como exemplo deu o facto de eu ser adulta e ter a minha mãe nas festas.
Achei uma ternura, a reacção e adoraria que assim fosse sempre. O mais certo é existir um hiato de duas décadas entre deixar de me querer com ela e voltar a deseja-lo. Terei que me conformar. Seja como for, gostei de ser enfanada.

Desafio-vos

Hoje resolvi desafiar quem me lê a tentar resolver uma ficha de matemática do terceiro ano, sem colocar em causa a sua capacidade de raciocínio.
Aproveito para pedir,  aos pais que já passaram por lá, que me digam quantas vezes esperaram pelo final do dia seguinte para perguntar aos meninos se as respostas estavam todas certas.
Já agora, voto num manual com soluções de acesso restrito aos papás.

É bonito, pá!

Sair e cruzar-me com sorrisos, até  agora, desconhecidos; ouvir a mistura de slogans emitidos pelos altifalantes de carros circulando em direcções literalmente opostas; as tricas dos compadres, de fazer inveja às melhores novelas mexicanas. Tudo um mundo que vibra de forma diferente.
É bonito, pá! Estes tempos vão deixar saudades.

Memória afectiva e memória musical, essas resistentes

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No meu último post , dizia que o Alzheimer não mata a capacidade de receber Amor. Fiz esta afirmação com base em conhecimento empírico, fruto do contacto próximo que tenho com vários pacientes.

Muitas vezes me dizem que gostariam de visitar a minha avó, mas têm medo de não ser reconhecidos.

E, com elevadíssima, probabilidade será isso que acontecerá. Da mesma forma que, muitas vezes, não nos reconhece a nós, filhos e netos, mas o sorriso que devolve quando nos vê é inequívoco quanto à sua memória afectiva. Isso vos garanto.

Da mesma forma, ficamos encantados ao vê-la cantarolar músicas antigas, ainda que com letras mais ou menos "aldabradas".


A evidência destas conclusões consta deste ternurento vídeo.


Conclusão, quem recebe manifestações de afecto e cantarola seus males espanta.






Alzheimer

Não podia ir dormir  sem fazer uma referência ao Alzheimer, naquele que é o seu dia mundial.
Esta doença, a mais frequente forma de demência, toma conta da memória e corpo dos pacientes que progressivamente vão perdendo as faculdades mais básicas. Para as famílias é das provas mais duras que conheço. O desconhecimento e a falta de estruturas de suporte são lacunas que urge preencher. A sensação de impotência ao assistir à degradação dos mais queridos provoca uma dor dilacerante. Mas há uma coisa que o Alzheimer não mata, a capacidade de receber Amor. O paciente até pode não nos reconhecer, mas consegue sentir quando está perante alguém que o ama. E falo com conhecimento de causa.  Seria importante que todos nós nos informassemos sobre esta realidade e acarinhassemos pacientes e cuidadores, tantas vezes injustiçados por julgamentos populares de quem está longe de saber o que diz. A todos os cuidadores expresso a minha profunda admiração.

Mudança de género - toda a gente sabe que aos 16 anos mandam os sentimentos

Ao ler sobre a proposta de lei do BE relativamente à mudança de género, a pergunta que me ocorreu foi "mas cabe na cabeça de alguém que um miúdo de 16 anos, com base em sentimentos, tenha autodeterminação para este tipo de decisão?".

Depois caí na real e percebe que sempre que se começa uma frase assim é porque, efectivamente, a ideia passou pela cabeça de alguém.

E toda a gente sabe que, aos 16 anos, os sentimentos mandam e são naturamente imutáveis (só que não, diriam as minhas filhas)

Vale a pena ler ESTE post do Filipe de Avillez, que escalpeliza muito bem o documento


Interessante também ESTA entrevista, que aborda o (falso) feminismo e as consequências que estas lutas podem produzir nas crianças (NOTA - trata-se de alguém que se assume como lésbica)

Os miúdos não têm culpa

Ontem a Leonor contou-me que um miúdo mais velho chamou o grupo de amigas em que ela estava e começou a mostrar-lhes videos de músicas infantis, intercalados com outras para crescidos, e terminou a mostrar-lhes fotos de mulheres de rabo ao léu. Tudo se passou na escola e o miúdo terá, no máximo, 12 anos. Estando em plena fase da parvoeira, não me admiro com a ideia pateta que teve. Questiono-me é  porque é que se dão smart phones a miúdos tão pequenos e se deixa que eles o levem para a escola. Pior que isso, questiono-me como se deixa esses catraios aceder à  net sem qualquer tipi de controlo.
Presumo que a culpa seja dos primeiros pais que o fizeram. Sei que deve ser extremamente duro para os pais resistirem à  chantagem do "só eu é que não  tenho; vão gozar comigo", mas convenhamos que é preciso ter alguma capacidade de discernimento.
Felizmente a minha Leonor percebeu que aquilo era uma tontice, afastou-se e partilhou comigo a história, mas podia ser diferente. Depois das…

Mentira boa

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Disseram-me hoje que dou ares de ti, avó.
Que mentira tão boa de ouvir!

Candidatos da minha frequesia, ponham aqui os olhos

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Fã que sou dos tesourinhos das autárquicas e de chouriços, e porque encher chouriços é algo a que vou estando habituada, não resisto a partilhar esta que para mim é a  mais brilhante forma de cativar eleitores que alguma vez vi Pena tenho eu de não votar em Maximinos, Braga (se não estou em erro). Daria gritinhos de alegria se ao abrir a caixa de correio me deparasse com este tipo de merchandising político.

Nossa Senhora de Fátima

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Quis Deus que a minha Leonor nascesse no dia de Nossa Senhora de Fátima. Depois de uma gravidez atribulada, cheia de medos e angústias, recebi este presente nos braços e tive a certeza que,com ela e por ela, seria capaz de vencer todas as batalhas.
Vê - la na procissão, tão compenetrada, encheu-me o coração e uma vez mais agradeci a vida que tenho.

Nossa Senhora do Rosário rogai por nós.

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Porque é que eu não deixo as minhas filhas terem brinquedos bélicos?

Cá em casa não entram brinquedos bélicos por  várias razões. Uma delas é o facto de terem muitas barbies que servem perfeitamente para fins similares aos das armas. Esta noite o galo cantou à conta de uma delas, impulsionada contra a cabeça da patroa mais velha. Um amor estas meninas. Muito mais calmas que rapazes, sem dúvida.

E quem protege os pais das práticas comerciais agressivas ?

Acabei de saber que voltaram as cartas do PD, ou seja vou ser pressionada até  ao tutqno para ir dar dinheiro a gastar ao tio Jerónimo. Estou lixada, basicamente.
Quem protege os pais das práticas comerciais agressivas? SOCORROOOOO!

Dia Mundial do Linfoma - pequena reflexão pessoal

Hoje é o Dia Mundial do Linfoma e, naturalmente, a causa toca-me particularmente.

O Linfoma é um cancro no sistema linfático, que é quase o mesmo que dizer que não tem propriamente um poiso definido.

No meu caso, linfoma de raça Hodgkin, as células ruins resolveram alojar-se acima e abaixo do diafragma o que conferiu ao bicho o estadio IV, levando a que o ataque fosse meramente químico, já que a radioterapia só faz sentido em tumores localizados (penso que não estarei a dizer asneiras quanto a esta última parte).

O que fez com que as minhas células começassem a trabalhar desordenadamente e dessem origem ao bicho, talvez nunca venha a saber. A ciência ainda não tem resposta para esta questão. Sabe-se só que, tal como os outros cancros, não é hereditário e muito menos contagioso.

Conclusões neste dia que é de consciencialização para a problemática:

- Há que ouvir o nosso corpo. Comichões, suores, gânglios inflamados .... podem, combinados ou isoladamente, podem dizer alguma coisa ou não…

Primeiro dia de escola

Começou hoje a escola das patroas e pude confirmar que ainda que tivesse 10 filhos me ia emocionar sempre neste dia tão simbólico.
Para a Tita é todo um mundo novo que agora começa  e foi lindo de ver que, apesar dos muitos medos que sente, ficou feliz no meio dos amigos com quem partilha esta aventura.
Para a Leonor é o aumentar no desafio, na escola em que também andam os grandes e num ano que dizem ser muito exigente. A menha menina está preocupada, mas igualmente feliz com este recomeço.
Coube-me a mim acompanhar a mais pequena.
 O entusiasmo dos pequenotes a mostrar uns aos outros as mochilas novas, a atenção com que ouviram a professora, aquele ar de quem já é grande, são imagens que gravarei na memória. Na memória e no coração que, à  saída da escola, resolveu transbordar pelos olhos, devido à  alegria e gratidão pela graça de ter na minha vida,  o milagre que é a vida das minhas eternas bebés.
Vai correr tudo bem, tenho a certeza.

Mas elas não nasceram ontem?!

É já hoje que começa a nova etapa da vida das minhas patroas. A bebé já está no primeiro ano e a menos bebé no terceiro.
Por sua vez, a mana do meio faz 36 anos, enquanto a mais nova esta a dois meses dos 30.
Algo de estranho se está a passar. Elas não tinham nascido ontem?

Um queixo suturado e um coração rachado

Quando duas manas resolvem guerrear num piso molhado e escorregadio, a coisa tem tudo para correr mal.

Felizmente não passou de um queixo suturado (o da patroa pequena) que, por sua vez, rachou o coração da mana que ficou condoída a ver o resultado da brincadeira musculada.

Apesar de me custar muito ver a minha bebé com o queixo escavacado, tenho de confessar que sempre achei que, no dia em que acontecesse um desastre, a coisa envolveria ossos partidos.

Bem vistas as coisas, poderia ter sido bem pior

Sonho cumprido por interpostas pessoas

Acho que já aqui confessei que um dos traumas que carrego desde a infância foi causado por uma promessa que me fizeram e ficou por cumprir - ir de anjinho na procissão.
Vai daí, houve que arranjar alguém em que realizasse o meu sonho. E vai ser em dose dupla. Adivinhem quem.
Domingo lá terei uma Nossa Senhora de Fátima e um anjinho de manto branco.


Ps. As patroas foram previamente consultadas e manifestaram vontade de ir na procissão

Vai buscá-la

Bibiana Steinhaus, de seu nome, é mulher e deu origem àquilo que diz dever ser uma não notícia , ao ser a primeira a apitar um jogo na 1.ª divisão da Bundesliga, campeonato de futebol da Alemanha país, também ele, governado por uma mulher.

Como dizem no norte "Vai buscá-la". As mulheres podem chegar onde quiserem e sem quotas.

Desabafo de final de domingo

Depois de ter passado a tarde a tropeçar em bonecas, suas viaturas e demais acessórios  a arrumar roupa e papelada encontradas nos sítios mais inusitados, só me apetece electrificar portas e gavetas de armários.
O que vale é que amanhã é  segunda-feira.

Hoje este meu menino está de parabéns.

Faz hoje 8 anos que nasceu o Hodgkin, Logo Existo. Não lhe chamo um projecto pois nasceu espontâneamente e vai vivendo ao sabor de momentos e vontades. Sei só que é algo sem o qual já não sei viver.

Este meu menino tem-me dado muitas alegrias. Por aqui vão passando os meus desabafos, delírios, lirismos e partilhas. Este tem sido também a forma de verter para um diário o nosso crescimento enquanto família.

Aqui vou fazendo uma das coisas que me dá mais gozo escrever e interagir com conhecidos e desconhecidos.

A todos vocês que me vão acompanhando e incentivando a continuar, o meu muito obrigado.


Relembro aqui o 1.º post

Os livros! Chegaram os livros!

Ao ver a reacção das patroas à chegada dos livros escolares, revivo as minhas. A par com a ansiedade sentida com a aproximação do Natal e dia de aniversário, esta deve ser a maior que se vive a maior que se sente na infância. Folhear os livros pela primeira vez, escolher cadernos e plástico para encapar, é algo que fica na memória e é mesmo mágico ver as minhas meninas a sentir estas emoções todas.
Porventura o papá, a quem cabe a sorte de encapar livros e marcar dezenas de lápis e marcadores, não sentirá o mesmo mas alguém cá em casa terá de manter os pés na terra.

Vamos lá acordar a padeira que há em nós!

14 anos depois, Portugal chega novamente à final do Mundial de hóquei em patins onde vai enfrentar nuestro hermanos da porta ao lado.
Vamos lá acordar a padeira que há em nós e relembrar quem manda. Força miúdos!

O pai Neves foi um precursor, manas

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O meu pai nunca se preocupou em saber se as botas que nos comprava eram de menina ou menino, o que se aplicava a outras circunstâncias como cortes de cabelo (vejam como fiquei a 1.ª vez que fui ao cabeleireiro); comprou-nos uma pista de automóveis; levou-nos ao futebol.

E nós, naquilo que hoje percebo serem vistas curtas, sempre achámos que tudo se devia ao facto de  sonhar vir a ter um menino. Não há reunião familiar em que o pai Neves não tenha de ouvir piadas foleiras.

Caramba, como é possível termos sido tão cegas.

Basta estar atento a tudo que se tem vindo a dizer sobre a forma como se deve combater a desigualdade entre género.

O pai Neves foi um precursor, manas, e como todos os precursores um incompreendido.

E nós não temos nenhum trauma. Somos só umas machistas quadradas que acham que saias são coisa de mulher.

Marido atento

- Engordaste um bocadinho, não engordaste?


Menina do papá

Ser menina do papá é ter as patroas entregues à porta, juntamente com um tupperware de caldo verde.

14 segundos

Bastaram 14 segundos de atraso para que a FIFA recusasse a inscrição do Adrien. 14 segundos, uma ínfima partícula de tempo, podem impedi-lo de jogar até Janeiro e prejudica-lo profissionalmente.
Este caso prático é bem elucidativo do valor de cada segundo. E tantos segundos se desperdiçam diariamente no mundo.  Vivamo-lo intensamente. Bom dia.

O homem altera-me o sistema nervoso

Não sei que a vocês acontece o mesmo, mas a mim o Bruno de Carvalho altera-me o sistema nervoso. Não me conformo com a sorte do SCP. É escusado.

Bom dia

É frequente cruzarmo-nos, à saída  de casa,  com a pessoa mais simpática do mundo.
Pode ser segunda feira de manhã e estar uma borrasca que aquela senhora não só tem um sorriso na cara, como nos diz bom dia de forma alegremente.
Há dias perguntei-lhe  o nome e apresentá-mo-nos.
Ontem, quando nos cruzamos, ouvi o habitual bom dia, seguido agora de Susana. E soube-me tão bem que nem podem imaginar.
Por norma passamos uns pelos outros na rua e baixamos os olhos. Nem um sorriso trocado, muito menos votos mútuos de bom dia. Chegamos ao ponto de andar a fazer likes nas publicações de facebook de algumas dessas pessoas que conhecemos "de vista".
E às vezes basta um sorriso ou bom dia recebido na rua para nos animar o dia.
Bom dia a todos.
Obrigada D. Teresa. Hei-de agradecer-lhe pessoalmente, assim que nos cruzarmos novamente.

Notícia que, infelizmente, não me espanta

A NOTÍCIA que, infelizmente, não me espanta dá conta que um grupo de mães argentinas celebrou efusivamente o facto de a Direcção de um colégio católico ter cedido à sua pressão e mudado de turma uma criança com Síndrome de Asperger.

Desconhecendo todos os contornos do caso, não posso dizer nada quanto à decisão da Direcção do colégio que até admito possa ter tido como objectivo  proteger a própria criança dos colegas de turma e suas mães.

Não me espanta a reivindicação das mães. Não precisei de ir à Argentina para ver mães ofendidas pelo facto de os seus meninos terem de conviver com meninos especiais.

Na ânsia de encontrar o ambiente perfeito e asséptico para os filhos, há quem seja capaz das maiores barbaridades. Até discriminar crianças com problemas de saúde,em vez de promover o altruísmo e respeito pela diferença..

Pais e avós - guerrinha fofa

Enquanto neta que esteve anos sem conseguir comer ovos estrelados, depois de a minha avó ter passado outros tantos a dar-mos "porque a menina queria", acho deliciosa esta guerrinha fofa entre pais e avós que o Paulo Farinha tem vindo a descrever de forma magistral nas suas crónicas carregadinhas de humor do bom.

Provavelmente já conhecem os textos, mas não resisti à partilha. Leiam AQUI e vejam se reconhecem alguma situação que vos seja familiar.

No percurso de Salreu da Bioria fomos muito felizes

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Este domingo venci o medo, e a preguiça também, e aventurei-me num passeio de bicicleta ao PERCURSO DE SALREU da bioria. Metemos as bicicletas no comboio e lá fomos à descoberta. A escolha deste percurso em especial deveu-se só a questões práticas relacionadas com a proximidade do apeadeiro, considerando que a Tita aprendeu a andar de bicicleta há poucos dias e eu ando tão bem quanto ela. Quando parti, estava decidida a desistir quando me sentisse cansada. Em última, instância sentava-me num canto qualquer até que o resto da família terminasse o passeio. A verdade (como já perceberam certamente) é que sou muito medricas e, como não faço exercício físico, a minha resistência situa-se abaixo de zero. Nunca na minha vida tinha andado de bicicleta numa rua. Enfim, sempre achei que terminaria o percurso com a bicicleta pela mão. Tal não aconteceu. Aguentei-me estoicamente e superei-me. Fiquei, só por isso, muito feliz. Mas, ainda  melhor do que isso, foi a partilha familiar de um momento…

Pára

Há sempre palavras que associamos a determinadas pessoas. No caso da Tita é "pára", gritado mil vezes ao dia, à mínima contrariedade, e capaz de levar a avó a uma crise de nervos. O que não sabíamos, até há pouco, é que a Tita já é conhecida pelo "pára" na vizinhança. E soubemo-lo porque um vizinho do prédio, a quem as patroas nem respondem com vergonha, lhe perguntou "és tua a que diz mais vezes pára, não és?" Admirada por um senhor conseguir essa distinção só de ouvir as discussões das madames à distância e envegonhada pela barulheira que sai cá de casa, tentei desculpar-me com a conversa do costume - os ciúmes entre irmãs, a pouca diferença de idades ..., mas o vizinho sossegou-me dizendo que gostava de crianças barulhentas e até tinha saudades do fillho nessa fase. Parece que ainda será agora que os vizinhos fazem uma petição para que sejamos despejados, o que alivia bastante a alma.

Vida Humana vs vida biológica - que sentido?

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Segundo li no Observador, a ex-ministra Paula Teixeira da Cruz entende haver uma diferença entre vida humana e vida biológica que acontece quando "somos só tecido" e, como tal, não haver necessidade de alterar a Constituição, caso se legalize a eutanásia. Pressupondo que as suas palavras não foram deturpadas ou descontextualizadas, estar sedado em fim de vida não é vida humana. Li a notícia e fiquei a reflectir nos conceitos relativamente aos quais não podia estar mais em desacordo mas mais do que quanto à questão de fundo, que é legalizar ou não a eutanásia, detive-me na importância que a filosofia tem nesta discussão enquanto modeladora do pensamento. Por norma vemos as questões de bioética discutidas por médicos, juristas e teólogos e é fácil cair na tentação de as limitar à vertente da religião, tornando-as em mais uma luta entre crentes e não crentes. Mas são muito mais que isso, conforme decorre dos conceitos da ex-ministra, baseada não sei em que fundamentos. E eu q…

Esta noite sonhei com ...

Esta noite sonhei com a rotulagem de tachos e panelas. Acho que devo ter um problema qualquer.

8 anos de Hodgkin, logo Existo

Foi no dia 10 de Setembro de 2009, pelas 19h31, que linda vila da solidariedade chamada Alfena, o Hodgkin, logo Existo viu a luz do dia e se tornou a paixão que, através da escrita, me permite dar asas à criatividade, exprimir sentimentos, partilhar momentos e, simultaneamente, ir registando para memória futura o nosso crescimento enquanto família.

Aqui relembro o 1.º post


A todos os que me vão incentivando a continuar por aqui, o meu muito obrigado. Escrever, só por si, já me dá muito prazer. Criar interacção através da escrita, mais ou menos séria, é um sonho.