Os miúdos não têm culpa

Ontem a Leonor contou-me que um miúdo mais velho chamou o grupo de amigas em que ela estava e começou a mostrar-lhes videos de músicas infantis, intercalados com outras para crescidos, e terminou a mostrar-lhes fotos de mulheres de rabo ao léu. Tudo se passou na escola e o miúdo terá, no máximo, 12 anos. Estando em plena fase da parvoeira, não me admiro com a ideia pateta que teve. Questiono-me é  porque é que se dão smart phones a miúdos tão pequenos e se deixa que eles o levem para a escola. Pior que isso, questiono-me como se deixa esses catraios aceder à  net sem qualquer tipi de controlo.
Presumo que a culpa seja dos primeiros pais que o fizeram. Sei que deve ser extremamente duro para os pais resistirem à  chantagem do "só eu é que não  tenho; vão gozar comigo", mas convenhamos que é preciso ter alguma capacidade de discernimento.
Felizmente a minha Leonor percebeu que aquilo era uma tontice, afastou-se e partilhou comigo a história, mas podia ser diferente. Depois das fotos de rabos ao léu , podiam vir outras piores.
E não me venham com a história da falta de funcionários. É claro que são poucos, especialmente se tiverem de vigiar a utilizaçãode smart phones. A culpa não é dos miúdos. Nem da escola.

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