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A mostrar mensagens de Novembro, 2018

Dores

Desiludam-se os que as querem mensurar ou, pior que isso, comparar.
Desenganem-se os que acreditam serem maiores quando visíveis, ignorando as que se escondem.
Tão pessoais são as dores que as há de formas infinitas, porque finitas são as células. Eterna e informe a alma de quem as sente.

Sinto-me confusa

Há tempos, um político cá do burgo perguntou-me se era a corrigir algo mal feito pelas minhas filhas que as educaria.

Fiquei a pensar na questão, na importância de as patroas receberem bons exemplos por parte dos adultos e aprenderem a arcar com a responsabilidade pelas suas falhas.
Tudo  muito certo e óbvio pareceu-me.
Hoje porém, ao ouvir na rádio que estou a equacionar alterar o regime de controlo de assiduidade dos deputados para evitar fraudes, fiquei baralhada.
Há adultos que, diga-se passagem, são só os responsáveis pelos destinos da nação a fazer asneiras nos registos de tempo de trabalho e a situação que se equaciona é alterar o dito sistema.
A sério? !!! Se fosse deputada ficaria ofendida (ainda que a dose de tolerância dos colegas seja, no caso, muito generosa).
Em que ficamos? Que exemplo é este e que moral teremos nós para repreender os nossos filhos pelas asneirolas que fazem, depois de eles terem visto o telejornal? Estou confusa. Será que a solução do meu dilema é proi…

Parabéns, miúda. És a maior!

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Teria, sem dúvida alguma, fotos mais bonitas destas 3 cachopas, mas nenhuma reflectiria melhor o sentimento que nos une.

Diz a genética que as duas irmãs da direita são primas da menina da esquerda. Já o coração faz-nos sentir (e sei que posso falar pelas duas) irmãs.

Todos os dias de aniversário são especiais, mas este ano a data consegue ser ainda mais importante. A nossa mana, que amamos com todas as forças, é só uma das mulheres mais corajosas que conheço.

Não há batalha que recuse, muito menos perca.

Dona de uma criatividade e capacidade de sonhar, fora do alcance do comum dos mortais, dá-nos lições de vida todos os dias.

De tudo o que admiro nela, o que mais me orgulha é ver que tem conquistado a vida a pulso (às vezes com a ajuda das unhas, é certo, mas é a vida!), sendo de uma integridade à prova de bala.

Vê-se que nela corre o sangue dos melhores avós do mundo.

E mais não digo, senão depois ninguém a atura.

Parabéns primaça! Que sejas muito feliz, hoje e sempre.

Se eu soubesse desenhar

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Não sei a autoria, mas podia ser minha (se soubesse desenhar, naturalmente)




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Dias há, em que 24 horas não chegam para os completar. Tão vazios de respostas quão cheio de anseios de as obter. Assim soubesse as perguntas certas que me devo fazer.

Enquanto andamos a discutir assuntos de lana caprina

Enquanto andamos a discutir assuntos de lana caprina como o IVA das touradas, há 750.000 crianças institucionalizadas em Portugal e o Estado já deu conta que vai deixar de as entregar a famílias de acolhimento uma vez que não tem meios para fiscalizar a situação (mais vale tarde do que que nunca, assumir algo tão grave). No dia Internacional dos Direitos das Crianças, é importante falar de coisas sérias, com todo o respeito que me merecem os touros e os seus defensores mais activos.

Burlada por um gato

Era uma vez uma dona tão tonta, tão tonta, que se deixava burlar pelo próprio gato.

Despachadinhas, as miudas!

Com pré - aviso dos trabalhadores da cantina marcado para amanhã, a escola informou-nos que teríamos de providenciar o almoço dos cachopos. Foi tudo o que a patroa mais velha quis ouvir. Já me foi transmitida a decisão de fazer um piquenique com as amigas. Despachadinhas, as miúdas!

Os seres vivos comem!

-Mãe, o Boris come de manhã ? E o milagre aconteceu. Quase 4 anos depois do bichano morar lá em casa, a sua auto - intitulada dona percebeu que precisa de comer. É um ser vivo! Mérito, certamente, das aulas de estudo do meio já que eu nunca consegui transmitir-lhe tanto saber.

Vamos fugir?

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Vamos fugir? Quem nunca teve vontade que atire a 1.ª pedra.

O chamado presente altruísta

Com o Natal a aproximar-se, e as criancinhas a ser bombardeadas com anúncios de brinquedos, a patroa mais velha já me informou que este ano quer uma "Máquina da Verdade".

Como me pareceu ser muito nova para pedir um polígrafo, perguntei-lhe o que fazia a dita máquina. O exemplo foi revelador. "Imagina que perguntas à Tita se tem tpc´s e ela responde que não. Podes utilizar a máquina para saber se é verdade!".

É oficial. A cachopa quer um polígrafo e a argumentação parece-me capaz de derrubar qualquer resistência que se pudesse colocar à pretensão.

Até eu estou curiosa para perceber se aquilo funciona mesmo.

Toma, que é para aprenderes!

Minutos depois de ter publicado o post sobre o bom comportamento das minhas patroas fora de portas, recebi uma mensagem da professora da mais nova. A cachopa tinha andado a puxar cabelos e dar pontapés. Deu e levou, não sei bem por que ordem. E eu engoli em seco. Ainda há muito para domar na minha pequena fera.

Da discussão nasce a luz

Falava eu com uma amiga acerca da minha falta de autoridade sobre as minhas filhas, quando ela me mostrou o lado positivo da coisa.  Sente o mesmo mas quando ouve o pessoal de fora dizer que as criaturas se portam lindamente na sua ausência (em sociedade, portanto), percebe que não estará a fazer as coisas muito mal.
Subscrevo. Talvez não esteja a ser assim tão má educadora. Obrigada minha amiga por me mostrares outra perspectiva da questão.

42 anos, muitas vidas se celebram hoje!

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Comemoram hoje 42 anos de casados, os meus pais. Muitas vidas, portanto. Muitos dias bons e menos bons partilhados, um caminho tão rico que chegou ao ponto de conseguirem transferir entre si parte das caraterísticas um do outro. A mãe já discute futebol e o pai adora o dragão.

Um exemplo de entrega e transmissão de princípios, no meio da muita rezinguice.

Hoje, mais do que lhes dar os parabéns por esta data, sinto que devo agradecer por tudo o que sempre (me) deram e, estou certa, continuarão a dar.

A alegria de vê-la feliz

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Aproveitando que a cachopa não está nem aí para pesquisar o que mãe escreve, deixem-me partilhar esta preciosidade. Maria Pinto_1 no JN, numa linda reportagem sobre desporto juvenil que tem como foco o melhor exemplo possível - CPE (Clube do Povo de Esgueira).

Podia estar aqui a divagar mas fico-me pela alegria de vê-la feliz, pela evolução que percebe em si e pela integração numa grande equipa/família na qual imperam valores que a acompanharão vida fora.

Voa pequena Maria Pinto.

Sempre pela vida

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No ano passado tinha arrastado as minhas crias para a Caminhada pela Vida. Este ano arrastei também o papá mas, à última da hora, deixei voar a mais pequena que com medo do vento se recusou a participar.
Esta é daquelas causas que não me canso de defender. No início ao fim, a vida é o valor maior.
Poder fazê-lo ao lado daqueles que mais dão sentido à minha, e assim honrar todos quantos me deram parte da sua, é para mim motivo de uma imensa alegria.
Parabéns à  ADAV Aveiro pelo empenho. Vemo-nos em 2019.

Uma certeza no meio de muitas dúvidas

Desde que fiquei doente que sou, diariamente, assolada por uma série de dúvidas. Para quê? Por onde devo ir? Que devo fazer? Qual o meu papel neste mundo?

A bênção de sentir forças, depois do receio que tive de não as recuperar, fez com que me tenha vindo a envolver em 1001 coisas, numa Susana bem distante daquela que, há uns anos, dava tudo para passar tardes inteiras a vegetar no sofá.

Sinto-me infinitamente mais preenchida, apesar das dúvidas e da grande luta que é sentir que fiquei cá para mais do que simplesmente contar a história.

Será esta, porventura, a única certeza que tenho de momento. Quero ser muito mais do que uma contadora de histórias e não fiquei cá para me deixar subjugar a esse papel.

Qual o caminho e forma de o fazer, o tempo o dirá.