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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2018

Se não fosse a Radio Clube da Feira, era eu e o Gelson

Uma pessoa chega às imediações de casa a horas indecentes e debaixo de chuva intensa, depois de um dia a puxar pelo neuronio, e depara-se com n carros mal estacionados que obrigam a aparcar em cascos de rolha. Tudo enquanto a chuva aumenta de intensidade e a pessoa, sem guarda-chuva claro está, só sente vontade de sair do carro e desatar a furar pneus.
Só digo, se não fosse a selecção musical da Radio Clube da Feira, e a canção de natal interpretada pela voz rouca do Brian Adams, para refrear os impulsos violentos e era eu que ia com o Gelson ter com o Ruben Semedo para ver o FCP-SCP.

Safa-se e bem

Sempre que, por algum motivo, não estou em casa à noite há alguém  (mulher por norma) que me pergunta se o pai se safa com as duas patroas. Pelos vistos ainda existirão por aí muitos pais sem esse dom. O papá lá de casa safa-se e bem. Até sou capaz de jurar que não se ouvirão berros no prédio esta noite.

A 15 dias da revisão anual

De hoje a 15 dias será altura de rumar até ao IPO para a revisão anual.

Estou ansiosa que os segundos (sentidos como longas horas) voem até lá. Melhor seria conseguir hibernar e acordar já devidamente sentadinha na cadeira da minha onco hematologista, onde espero ouvir perguntar pelas meninas, assim percebendo que está tudo ok, para depois correr até ao meu dermatologista/amigo/salvador a quem já prometi cravar um café.

Para além da ansiedade, dói-me tudo mas já é típico destes dias. Perdoem-me, pois, por alguns tempos alguma parvoíce que possa superar a normal em mim.

Não há acordo possível!

-Vamos fazer um acordo. Eu sou a mãe e tu és a filha.
- Não! Não há acordo possível!
 Dúvida que me assiste - andarão as minhas patroas a ver o canal da Assembleia da República?

Há respostas que mudam tudo

Estranhei, ao entrar no quarto, não ser recebida com grunhidos. Aproximei-me para dar um beijinho de bom dia e fui bem recebida. Por milésimos de segundos acreditei que hoje seria diferente, até que chegou a pergunta "Mãe,  já é fim de semana?". E foi só a cachopa ouvir a resposta para eu ouvir os grunhidos " então deixa-me dormir!".
Coragem para mim.

Igualzinha à mãe!

- Mãe, o que é uma visita de estudo?
- É um passeio organizado pela escola.
- Tem comida?


That´s my girl!

Juntas na adversidade

O pai deu um ralhete à patroa mais nova por causa da escola.
Em sua defesa e consolo saiu a mais velha que, com o seu saber de experiência feito, lhe disse "habitua-te, quando eu entrei para o primeiro ano o pai fez-me o mesmo !".

Depois da desilusão, o pragmatismo

- Tá -se bem. O pai é  o Pai Natal e tu és a fada dos dentes. Aliás, o pai disse que este dente dava direito a brinquedo. O que é que ma vais dar?

O futuro da humanidade está nos velhos

Descobri hoje esta entrevista de Humberto Maturana, um neurobiólogo chileno que confesso não conhecia, mas com o qual não podia estar mais de acordo.

As crianças e jovens crescem e transformam-se com os mais velhos. São eles que transmitem princípios e dão exemplos. Ou seja, são os mais velhos que criam as bases do futuro.

Daí a grande responsabilidade dos mais velhos e (no meu caso concreto) o forte desejo de contribuir para que as minhas duas jovenzinhas venham a ser adultas conscientes e de valor(es).

Aconselho a leitura.

Aqui deixo o meu agradecimento e louvor a toda a equipa da Casa do Professor

No sábado passado, o incêndio numa garagem obrigou a evacuar (por mera precaução) o lar de idosos da Casa do Professor em Aveiro.

Assim que soube, corri para lá e deparei-me com os idosos evacuados devidamente acomodados no mercado próximo, muito bem tapadinhos com mantas emprestadas pelo infantário vizinho e rodeados por uma grande equipa de profissionais que prima pelo zelo e carinho dado aos utentes.

Tudo decorreu de forma muito serena e, pouco tempo depois, os idosos regressaram ao lar sãos e salvos.

E se há momentos em que não se devem poupar elogios, este é um deles.

A equipa da Casa do Professor de Aveiro foi (é) excelente. Os que não estavam a trabalhar, ao terem conhecimento, acorreram para ajudar e o grande susto que foi para todos não passou disso mesmo.

Um bem haja também à equipa directiva  da associação que tem noção da importância de realizar simulacros cuja utilidade ficou bem evidente neste caso.

Por isso mesmo não podia deixar de agradecer publicamente o excelente tr…

"A burra da presidente"

A expressão “burra da presidente” não é ofensiva da honra e consideração da ofendida no caso presente, pois o arguido usa o qualificativo “burra” de forma isolada e lateral face à centralidade da crítica ao desempenho autárquico da ofendida contida no texto, o que é tanto mais relevante quanto é ao nível da freguesia que as relações entre eleitos e eleitores serão mais próximas e igualitárias, sendo certo que “sem pluralismo, tolerância e espírito de abertura, não existe sociedade democrática”.  
- Acordão do Tribunal da Relação de Évora, de 28 de Janeiro de 2018 -

Que delícia de leitura, para quem gosta de novelas jurídicas. Podem lerAQUI.

Acórdão do Tribunal da Relação de 

"Temos de ter juízo"

Nada como começar o dia a ouvir palavras sábias (e digo-o sem ponta de ironia) - "temos de ter juízo".

E quando essas palavras sábias são proferidas por Alberto João Jardim (a quem eu acho um piadão), não há como deixar de soltar uma gargalhada.

Logo, posso dizer que comecei o dia a gargalhar, não só com o conselho como com o remate das declaração "nem por mim ponho a mão no fogo". Tem piada, ponto.

A irmã do meio

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Eu caminho (a passos largos) para os 41; ela (passos mais lentos) para os 37.
Antes de nascer ameaçava deitá-la  ao lixo.
Não o fiz e agora arco com as consequências.
Continua (continuará sempre, parece-me) a apagar-me a luz da casa de banho e eu a responder com insultos, acompanhados de ameaças de pancada que ficam sempre por cumprir, até porque tem mais força que eu.
Bem lá no fundo é boa irmã (não acredito que disse isto) e excelente tia.
Continuaremos cão e gato até ao fim dos nossos dias.
Afinal, só nos metemos com aqueles de quem gostamos.








Cérebro pequeno

Andam muitos (cada vez mais felizmente) a defender a primazia da beleza interior sobre a exterior, e a tudo fazer para outros tantos deixem de tomar as pessoas por objectivos decorativos, e outros (no caso concreto outra) a queixar-se que determinada companhia aérea tem hospedeiras gordas e feias.

Ouvi esta pérola hoje (ao vivo e a cores) e acho que ainda tenho o queixo meio descaído, o que é chato desde logo porque me acentua a barbela.

Resumindo, bem pode a malta da fórmula 1 e do ciclismo correr que o trabalho é duro quando existem por aí cérebros tão pequenos.


Medo, nenhum!

Medo, nenhum, que te sei presente em todos os caminhos percorridos de forma mais ou menos voluntária.
Medo, nenhum, que te sei esteio de mil e uma (in)decisões.
Medo, nenhum, que te sei comigo em todas as partidas, por mim em todas as chegadas.
Medo, nenhum, que me lambes as feridas de quedas vividas.
Medo, nenhum, que me disseste sim e aceitaste o meu eu.
Medo, nenhum, que Amor algum deixa a vida ao acaso.
E acaso a vida deslize, do trilho que sonhamos  recto, sei que em ti terei sempre o norte.

Têm as duas razão. Como censurar?!!!

Enquanto faziam os trabalhos de casa:

- Não tenho paciência para putos do 1.º ano!
- Mãe, ela chamou-me ####!!!! (dito por extenso)

Fazer amigos fora do facebook

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Para desanuviar, partilho esta piada de autor desconhecido.
E a brincar se dizem muitas verdades.

"Atualmente, estou a tentar fazer amigos fora do Facebook… mas usando os mesmos princípios. Todos os dias saio à rua e durante alguns metros acompanho as pessoas que passam e explico-lhes o que comi, como me sinto, o que fiz ontem, o que vou fazer mais tarde, o que vou comer esta noite e mais coisas. Entrego-lhes fotos da minha mulher, da minha filha, do meu cão, minhas no jardim, na piscina, e fotos do que fizemos no fim de semana. Também caminho atrás das pessoas, a curta distância, ouço as suas conversas e depois aproximo-me e digo-lhes que “gosto” do que ouvi, peço-lhes que a partir de agora sejamos amigos e também faço algum comentário sobre o que ouvi. Mais tarde, partilho tudo quando falo com outras pessoas. E funciona… Já tenho 3 pessoas que me seguem… São dois polícias e um psiquiatra"





----- Fim de mensagem reenviada -----


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Entrada directa nos livros da minha vida - tantos "que"

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Que surpresa avassaladora (e boa) este Pavilhão dos Cancerosos do qual já tinha falado neste Post.

Que responsabilidade esta de ter sobrevivido.

Que angústia esta de poder não estar à altura da responsabilidade.

Que falta de paciência esta para tudo o que não seja gozar cada minuto.

Que tristeza esta de ver tanta gente a deitar a vida  fora.

Que medo de este de o fazer também.

Tão perto e, aparentemente tão longe

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Recordar é viver!


Mexe-me com nervos

Não sei se é o frio no carnaval, se o carnaval no frio. Só sei que a conjugação dos dois factores me mexe com os nervos. Quiçá se estivesse no Rio acalmasse.

Valha-me Deus!

Sempre que a vida lhe corre menos bem, como quando descobrimos os seus pequenos delitos, a cachopa solta um sofrido "valha-me Deus", ao mesmo tempo que se benze de forma atabalhoada.
E o certo é que resulta porque a comicidade da cena faz esquecer de imediato todas as asneiras que possa ter feito.
Só visto.

Encarniçamento terapêutico

Em que momento devem os médicos parar? Qual a linha que separa dois valores éticos basilares - salvar vidas/evitar sofrimento desnecessário? Porque é que este último valor é muito diferente de eutanasiar?

Depois das palavras do Francisco George sobre o encarniçamento terapêutico nada melhor que ler ESTA crónica da Graça Franco que, pela lucidez e clareza de argumentos, é não só um bálsamo para a alma como um excelente contributo para um debate de ideias que se quer sereno e esclarecido.

Leiam. Não se arrependerão. E, se tiverem tempo e disposição, partilhem o que vos vai na alma sobre a questão.

O Pavilhão dos cancerosos _ leitura recomendada

Há tempos, numa incursão por um alfarrabista, deparei-me com "O Pavilhão dos Cancerosos", de Alexander Soljenitsin.

Por razões óbvias, o título chamou-me a atenção e não resisti em pegar no livro para perceber qual seria o seu conteúdo e porquê de utilizar uma das palavras mais horrorosas que conheço.
Em breves palavras, trata-se de um romance baseado na experiência pessoal do autor (prémio Nobel em 1970) que teve cancro algures nos anos 50 do século XX, passando pelos tratamentos conhecidos à data, numa época em que as taxas de sobrevida eram muito menores que hoje em dia.
A história passa-se no tal pavilhão dos cancerosos que, mais não é do que a ala hospitalar de um hospital no Cazaquistão na qual eram internados os doentes oncológicos.
Lembrei-me, de imediato, do Ensaio sobre a Cegueira do Saramago cuja ideia base é semelhante.
Estando reunidos os ingredientes todos, lá trouxe o livro comigo e foi o melhor que fiz.

Está a ser fantástico concluir que, apesar dos avanços d…

O mistério do champô para cabelos oleosos

Não sei se é só impressão minha ou se o champô para cabelos oleosos está,  de facto, em vias de extinção. Será que era (o cabelo oleoso) só um mito urbano?

Hoje, Dia Mundial contra o cancro

Convencionou-se que o dia 4 de Fevereiro deve promover, em todo o mundo, a luta contra o cancro. Vale o que vale, este simbolismo numa luta que todos sabemos ser diária. Seja como for, dar nome ao cancro; dizet cancro com todas as letras, de forma audível e cabeça bem erguida é uma arma decisiva nesta luta. Todos sabemos que qualquer adversário teme quem não usa eufemismos, nem enterra a cabeça na areia. Numa luta que é de todos, e não só dos pacientes, há que pegar no cancro pelos cornos.

Serei anormal?

A euforia à volta da saga do Star Wars é -me tão transcendental que começo a questionar se serei anormal. Especialmente quando, estando nestas cogitações, me lembro que também não gosto de coca cola.
Há por aí  alguém com quem partilhar esta, eventual, disfunção?