A irmã do meio

Eu caminho (a passos largos) para os 41; ela (passos mais lentos) para os 37.

Antes de nascer ameaçava deitá-la  ao lixo.

Não o fiz e agora arco com as consequências.

Continua (continuará sempre, parece-me) a apagar-me a luz da casa de banho e eu a responder com insultos, acompanhados de ameaças de pancada que ficam sempre por cumprir, até porque tem mais força que eu.

Bem lá no fundo é boa irmã (não acredito que disse isto) e excelente tia.

Continuaremos cão e gato até ao fim dos nossos dias.

Afinal, só nos metemos com aqueles de quem gostamos.









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