sexta-feira, 30 de junho de 2017

Tenho Uma Criança - direitos e deveres



Para mamãs e papás, presentes e futuros, aqui vai a partilha do "Tenho uma criança", uma das medidas do programa Simplex+2016 que reúne informação relevante sobre a paternidade e maternidade nos primeiros anos da criança, em diversas áreas (saúde, prestações sociais, direitos laborais, declarações de rendimentos).

Direitos das grávidas trabalhadoras, licenças parentais,  passos que se devem dar para registar o nascimento da criança, apoios financeiros disponíveis, benefícios fiscais, plano sobre vacinação, educação pré-escolar, etc,etc,etc. são questões que se poderão encontrar no "Tenho uma criança"

Achei interessante divulgar por dois motivos. Primeiro por achar importante que nos informemos sobre direitos e deveres no âmbito da parentalidade e tudo aquilo que facilitar o acesso a essa informação, por norma dispersa em milhentos sítios, é muito bem vindo.

Para além disso, porque o " Tenho uma criança" foi uma medida desenvolvida por várias áreas governativas Modernização Administrativa, Finanças, Justiça, Ministro Adjunto; Educação, Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e Saúde e quero acreditar piamente que este hábito de trabalho conjunto possa vir a ser replicado por outras entidades.
 
 
 
Podem aceder ao portal AQUI.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Não é fácil adormecer quando se é finalista

A minha caçula é finalista da pré. Mais uma etapa cumprida e uma mamã envaidecida. Amanhã será a festa de finalistas e a excitação é  muita. Não é  fácil ser finalista.

Bruxedo

Segundo o FCP, o SLB terá despendido 100.000 euros em serviços de bruxaria durante o ano de 2016.
Confesso que me faltam as palavras perante a possibilidade de isto ser verdade.
Mas como já acredito em tudo nesta vida, vou limitar-me a ser pragmática e desejar ardentemente que o prestador de serviços tenha cumprido as suas obrigações fiscais.
Estou para aqui a armar-me mas devo é estar  c com azia por mais uma evidência de erro na escolha da profissão.
Quanto ao bruxedo, mal não fez.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Podia ser bem pior

Tenho o neuronio a atrofiar, de tantas vezes ouvir tocar as mesmas músicas entrecortadas por guinchos soltados pelos nervos da artista que teima em filmar a performance sem interrupções (o que seria um milagre, considerando o facto da artista mais pequena estar em casa).
Menos mal que o instrumento escolhido é o órgão. Podia ser bem pior se tivesse engraçado com um saxofone.

Perseverança vs burrice

Hoje as minhas cogitações interiores  andam à volta da linha tenue que separa a perseverança e a burrice. Cheira-me que não terei reposta e continuarei, tal como até aqui, perseverante ... ou burra.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Prós e contras

Conheceram-se na escola, tinham 9 anos. Até aos 20, foram apenas bons Amigos. Começaram então a namorar. Hoje, casados há 22 anos, têm 3 filhas.
Há uns anos começaram a antever a tragédia que se ia abater sobre a Venezuela e, contra tudo e todos, resolveram deixar a vida de reis que tinham na Venezuela para começar do zero em Portugal onde acreditavam poder encontrar outros valores.
O início foi duro e todas as noites se juntavam para fazer uma lista dos prós e contras. Quando percebiam que, apesar das dificuldades, os prós eram mais que os contras iam dormir reconfortados e com força redobrada para enfrentar o dia seguinte.
Tive o privilégio de ouvir a história de viva voz e testemunhar o brilho nos olhos de cada um, sempre que outro falava.
Acho que é a isto que se chama Amor verdadeiro. E nada como uma história inspiradora para começar a semana.
Espero que vos toque tanto como a mim me tocou.

sábado, 24 de junho de 2017

Jamais se deve deixar uma criança longe do Ben-u-ron

Esta semana houve a necessidade das patroas dormirem em casa dos avós. Eram 03h20 quando toca o meu telemóvel. Era o meu pai a perguntar se eu tinha Ben-u-ron poisa pequena estava a chorar  há duas horas, a queixar-se de dores de ouvidos.
Curiosamente, tinha tido as mesmas dores da ultima vez que dormiu em casa dos avós.
Mesmo desconfiando tratar-se só de uma pequena chantagem emocional, lá veio o avô noite dentro para levar xarope para a menina. Quando chegou com o medicamento, a ladie dormia placidamente.
Conclusão - jamais se deve separar uma criança do milagroso Ben-u-ron que cura dores reais e imaginárias. Tão cedo não terei coragem de pedir aos avós que fiquem com elasm.

Obrigada autoestrada

Íamos em plena A29 quando, passada dos carretos à conta de tanto insulto e agressões físicas, gritei a plenos pulmões "a vossa sorte é que não posso parar na autoestrada, senão viam o que vos fazia".
A Tita, que chorava devido à dor causada pelas unhas da mana a belisca-la, desabafou "obrigada autoestrada por não deixares parar o carro".
Escusado será dizer que tive de sorrir e até eu agradeci interiormente à autoestrada.




sexta-feira, 23 de junho de 2017

São João, sem fogueira nem balão

Querido São João, sem fogueira nem balão
Nesta noite sempre longa
Sardinha, manjerico e martelo
Honrarão a tradição

Em teu nome saltará o folião
Sempre de olhos no céu
Pode faltar o fogo
Que abundará a animação

Será que a Leonor passa para o terceiro ano?

Hoje acabam as aulas e é dia de friozinho na barriga da pequena estudante. Será que passa para o terceiro ano ? Há coisas que nunca mudam.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Os TPC aos olhos das minhas patroas

Segundo a Leonor, os TPC são muito importantes para as crianças aprenderem e é inconcebível  a existência de professores que não os marquem. Como contraponto, a Tita anda atormentada com a possibilidade de ficar com um professor que seja adepto dos trabalhos de casa.

Caí que nem um patinho

- Mãe, quero ver se sabes a tabuada!
- Diz lá.
- Quanto são 6 vezes 4?
- 24.
- Obrigada mãe, já me deste a resposta a um exercício dos trabalhos de casa!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Primeiro os casamentos, depois os baptizados, agora as comunhões

 
 
 
Primeiros estivemos nos casamentos uns dos outros, depois nos baptizados dos filhotes, agora nas comunhões.
O que eu gosto desta caminhada e crescimento conjuntos, já reflectida na 2.ª geração.
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

3.º lugar ex-aequo

D.ª Maria Leonor participou no seu 1.º concurso de piano, tendo arrecadado o 3.º prémio ex-aequo na sua categoria, sendo a mais nova concorrente em prova, e amanhã participará no concerto de laureados.
 
Excusado será dizer que a minha alma exulta de alegria, tal como exultaria se tivesse saído de lá sem qualquer prémio; tal como exulta só de sentir a segurança com que se entrega às tarefas a que se dedica.
 
A cachopa gosta verdadeiramente de piano e não consigo ver melhor forma de homenagear a memória do Professor Matos, meu amado avô.
 
 
 
 

Onde está Deus nestas alturas?

No meio do choque colectivo que se vive por estes dias, pela devastação causada pelo incêndio de Pedrógão Grande é legítimo que se pergunte onde está Deus nestas alturas?
E a dúvida não assolará somente as mentes dos descrentes, estou certa.
Há perguntas cuja resposta é difícil e muitas vezes demora anos a chegar.
De uma coisa estou certa, não culpemos Deus pelas falhas humanas.
Se tivermos o cuidado de tentar perceber o que tem passado em Portugal no que diz respeito ao ordenamento do território, prevenção de catástrofes, educação para a cidadania, etc, etc, etc, facilmente concluimos que andamos todos de costas voltadas ou, pelo menos, a trabalhar de forma isolada.
Basta ouvir especialistas de várias áreas envolvidas (meterologia, geografia, protecção civil ...) para ter a sensação nítida que não existe a necessária interacção entre todas para tratar um problema que tem de ser abordado de forma multidisciplinar.
E isto, deixem que vos diga, não é culpa de Deus. Deus deu inteligência aos homens e liberdade para decidir os caminhos pelos quais querem seguir. A utilização, ou não, destes dons cabe aos seus titulares.
Porque é que Deus permite estas catástrofes tenho mais dificuldade em perceber, não minto, mas nestes momentos vejo-O nos corações de todos aqueles que abandonam o seu conforto para correr a auxiliar as vítimas, os que se mobilizam para dinamizar ondas de solidariedade, os que mesmo de longe contribuem com bens ou simples orações.
Mais do que apontar culpados, a hora é de meter os pés ao caminho, arregaçar as mangas e trabalhar para evitar situações futuras. Falo de entidades e população e aqui uma palavra especial para a comunicação social. Mais do que utilizar cenários chocantes como imagem de fundo das suas reportagens e desobedecer às ordens das autoridades (algo tão lamentável que nem merece comentário, só uma mudança de canal); mais do que criar linhas de apoio  telefónicas de apoio (cujo valor das chamadas, excluindo o IVA, não reverte sequer totalmente para a causa), era importante que utilizasse o seu poder e alcance para difundir programas pedagógicos sobre medidas de autoprotecção. O que fazer em situações de perigo? Para onde fugir ou não? Há regras básicas que suponho serem desconhecidas da maior parte de nós e podem ajudar a salvar vidas.
Que esta tragédia não seja esquecida aos primeiros pingos de chuva e, essencialmente, que estes não sirvam para que sacudir a água do capote de cada um.

sábado, 17 de junho de 2017

Mãe, com quantos anos tiveste o 1.º telemóvel?

- Mãe,  com quantos anos tiveste o 1.º telemóvel?
- Só no final da faculdade. Sabes que quando tinha a tua idade não havia telemóveis?!
- Não. Havia telefones fixos.
- Ah, e pombos correios não é?

É isso.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Quase salva por uma asa de pato assado

Quem me acompanha por aqui há algum tempo, sabe que os amanheceres da Tita são complicados de gerir.
Esta manhã, porém,  a cachopa apareceu-me a trincar uma asa de pato assado e o seu semblante emanava felicidade. "O pai cozinha bem. Isto está a saber-me muito bem!", assim verbalizou o prazer que estava a sentir ao saborear a asa do pato. Por momentos pensei que estava salva s saída de casa, mas a calmaria foi sol de pouca dura. Logo começou a sentir dores atrozes causadas por uma etiqueta da roupa e berrou como se não houvesse amanhã. O costume, portanto.

Pedaços de um feriado curto demais

Há dias assim, curtos para tanta animação e partilha. E ficam a faltar fotos do aniversário da Aldeir, "madrinha" da família. Haja fôlego e venham mais feriados.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

A importância da solidão

"Temos a tendência superficial de achar que a solidão é uma característica doentia da personalidade. No entanto, a solidão é uma das mais importantes e saudáveis características da personalidade humana. Quando é usada de forma construtiva, estimula  as relações sociais, retira-nos do individualismo, cultiva a solidariedade, estimula a tolerância e realça o poder criativo. A solidão pode levar-nos à interiorização, à reflexão existencial e à correção de rotas de vida."
Augusto Cury, Os segredos do Pai-Nosso

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ronaldo e a paternidade


 NESTA crónica, o autor refere-se ao, alegado, recurso do Ronaldo à maternidade de substituição. Ainda não tinha escrito sobre esta questão que, devo confessar, me incomoda, precisamente por ter a expectativa de que se trate de uma notícia falsa.

Depois de ler esta crónica, não resisti. Como diz o seu autor, não interessa se a notícia é verdadeira ou falsa. Importa, acima de tudo, discutir a diferente visão que a sociedade que integramos ter sobre o papel do homem naquele que é um dos mais importante projectos de vida, a parentalidade consciente.

E subscrevo totalmente este excerto do texto "o desejo de paternidade de Ronaldo deve ser tão respeitado como o desejo de maternidade de uma qualquer mulher".

Costumo dizer que a mulher não é nenhuma chocadeira e o homem tem todo o direito e mais algum a ser ouvido, em todas as decisões inerentes à parentalidade. Refiro-me, por exemplo, ao aborto e à vontade de ser pai mesmo que a mãe não queira (também acontece, acreditem).

O Ronaldo, o Ricky Martin e outros tantos e tantas têm todo o direito de ser pais. Tal como as mulheres têm de ser mães. Aqui não há discussão.

Há só uma pequena grande questão que me parece confundir as cabecinhas de muito. A parentalidade não pressupõe carga genética. E não me venham com tretas. É possível crescer feliz e saudável numa família monoparental, sim. Mas não é normal negar a história e amputar a identidade a uma criança.

A parentalidade tem de ser altruística

O Brad Pitt também quis ser pai, se é que me faço entender.

Greve de dia 21 - estou maravilhada com tanta sensatez

A FENPROF convocou uma greve de professores para dia 21, dia de exames para muitos (cá  em casa é a prova de aferição de matemática e estudo do meio), mas nada está perdido. Com uma sensatez indescritível, o seu responsável máximo, admite (e saliento o admite)  desconvocar a greve se ( e saliento o se) o Governo ceder.
Haja pachorra.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Escrita criativa de qualidade

Para quem, como eu, gosta de escrita criativa de qualidade e aprecia detalhes linguísticos de importância tão grande quanto imperceptível numa leitura menos cuidada, aqui fica um excerto da Portaria 302/2016, de 2 de Dezembro que altera o ficheiro saft.
  




 
"

4.3 􀂲 Documentos de conferência de mercadorias ou de prestação de serviços


(WorkingDocuments).

Nesta tabela devem ser exportados quaisquer outros documentos emitidos,

independentemente da sua designação, suscetíveis de apresentação ao cliente para

conferência de mercadorias ou de prestação de serviços, mesmo que objeto de

faturação posterior".


Não se pode negar que o redactor estava particularmente inspirado ao escrever esta definição latíssima e blindou bem a coisa. Gosto particularmente das expressões "independentemente da sua designação" e "suscetíveis de apresentação ao cliente".

Ou seja, cabe aqui tudo e um par de botas.

Toca a exportar orçamentos, notas de encomenda e afins. Nada de edições ou retificações. Erros e alterações de necessidades têm direito ao seu próprio documento e exportação.

Assim não é necessário, de facto, aumentar o número de funcionários da máquina fiscal e com sorte ainda se diminui a taxa de desemprego.

Big Brother no seu esplendor.

 

Sinto-me confusa


Primeiro foi a chuva que ouvi ao acordar, ainda meia zonza, e que quis acreditar ser o som da água do chuveiro.

Foi preciso o meu homem abrir a janela para que eu a visse com estes olhos que a terra há-de comer.

Depois o Diário da República com esta mensagem que, por mais anos que viva, me há-de baralhar todos os santos dias 13 de Junho.

"O Diário da República é disponibilizado apenas aos dias úteis, de acordo com o artigo 5.º do Despacho normativo n.º 15/2016, de 21 de dezembro:

"O Diário da República é publicado todos os dias úteis, sem prejuízo da possibilidade de publicação aos sábados, domingos e feriados, em casos excepcionais devidamente justificados, mediante despacho do membro do Governo responsável pela edição do Diário da República."

E eu que pensava estar em Aveiro, num dia útil.

Quereis ver que amaluquei de vez?

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Total inversão de papéis

A mãe a querer que a filha pare de fazer os trabalhos de casa. A filha a insistir em conclui-los, ignorando as ordens da mãe.
A desobediência é constante nesta relação. A censura nem sempre será óbvia numa situação em que os papéis parecem notoriamente invertidos.

domingo, 11 de junho de 2017

Sal e açúcar

 
Ao fazer uma das minhas frequentes viagens pelas fotos que vou tirando ao longo dos tempos, deparei-me com estas 4. De um lado as salinas, do outro algodão doce. Aparentemente não fará sentido a associação mas a verdade é que a representação destes dois sabores tão distintos pode bem resumir os sentimentos que tenho vivido por estes dias em que a família viu partir um dos seus membros mais antigos e se está a reorganizar para seguir em frente.
 
Até sempre tio António. Lembrarei sempre o seu sorriso e sentido de humor inigualável.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O descanso do bikudo

 
Mais um belo dia, passado entre bikudos. Ninguém pára o CPE.

Portuguesinha bonita

 
 
 
Não te encostes à parreira que a parreira deita pó.
Encosta-te a mim amor que eu não posso viver só
Ai agora é que me maneio, é que me maneio, é que me rebolo.
A bailar com o meu amor, é assim que me consolo.
Eu hei-de casar contigo, que contigo caso meu.
Agora se não te importas vou falar à tua mãe.
 
 
 
 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Oi?!!!

"Apoio ao Cliente diz:
Olá Marta
Obrigado pela sua mensagem.
Tem interesse em contratar Advogado para suporte jurídico ao seu caso?
Se sim, e para ter toda atenção de nossa comunidade de Advogados e receber até 3 orçamentos de Advogados para suporte jurídico, deverá colocar seu caso com todo o detalhe e o objetivo do mesmo em http://advogadoo.com/
Caso não tenha interesse e pretenda apenas esclarecer dúvidas jurídicas, coloque as mesmas na nossa página de Facebook por mensagem ou consulte o nosso Blog, com dezenas de artigos nos mais diversos e recorrentes casos do foro jurídico.
O Advogadoo não presta qualquer suporte jurídico e esclarecimento de dúvidas.
Melhores cumprimentos,
Apoio ao Cliente Advogadoo"

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Haverá gato mais parvo que o meu?

Quer chova quer faça sol, indiferente ao mês ou dia da semana, o Boris acorda às seis da matina e não descansa enquanto não me levanto para lhe dar o pequeno almoço.
Até aqui nada de novo. A questão é que ultimamente tem tentado enganar-me, na esperança que lhe dê um reforço de comida matinal. O plano é simples. Deixa-me voltar para a cama, dormir mais um pedaço e quando me levanto começa a miar e a seguir-me pela casa como se estivesse esganado de fome. Só nunca pensou que o dono estivesse atento e me abrisse os olhos com as sábias palavras "se cedes uma vez estás lixada". Só faltou dizer, já viste como é com as meninas!", o que agradeço pois estou fartinha de perceber a facilidade com que me dobram. Se não tenho firmeza com as cachopas, tentarei mantê-la com o   parvo do gato.

Guerra no galinheiro

Não sei quem começou a espalhar a ideia de que as meninas são mais calmas que os meninos mas só pode ter sido alguém com uma experiência muito enviesada da realidade.

Ontem, tal como em todos os outros dias aliás, houve guerra no galinheiro desde o momento em que as patroas puseram os pézinhos dentro de casa até ao momento em que a luz se apagou.

Agressões físicas e verbais, no sentido literal da coisa, são o pão nosso de cada dia. Desde beliscões a pontapés, passando por socos, palavrões e palavras parvas houve de tudo.

Houve também as queixinhas habituais, que quase conseguem irritar mais que os sons das galinhas à bicada.

Parte dos diálogos não posso reproduzir, que este blogue prima pela boa educação (ao que parece não estou a ser lá bem sucedida com as patroas mas isso são outros quinhentos).

- Mãe, a Leonor disse:

Fdp (por extenso, comentário meu)
M...(por extenso, comentário meu)
Cocó
Xixi
....
...
....

- É mentiraaaaaaaaaaaa, mãe? Eu não disse m....!

Neste ponto, honra seja feita a D.ª Maria Leonor pela coragem de assumir a responsabilidade por aquilo que disse. Tudo menos m...

terça-feira, 6 de junho de 2017

Se houvesse máquina do tempo eu dizia-vos

Sou, definitivamente, fã destes senhores. Particularmente desta força da natureza, de seu nome Tina Turner. Se houvesse máquina do tempo iria directinha a este concerto cuja gravação ouvi à exaustão durante parte da minha juventude. Muito bom

A melhor definição de herói que alguma dia conheci


Segundo Camus, os heróis são

“gente comum que faz coisas extraordinárias por simples razões de decência”.

Reparem a profundidade desta pequena frase.

O heroísmo pressupõe gratuitidade e falta de obrigação de agir, que não a moral.

Algo aparentemente simples, mas que tem muito que se lhe diga especialmente porque a decência de que Camus fala costuma ser avessa a holofotes o que é tramado para o ego.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A Maria encontrou dador de medula

 Abrir o jornal e dar de caras como notícias como   ESTA , que dá conta de ter sido encontrado um dador de medula compatível com a Maria, que combate ferozmente uma leucemia rara é das melhores formas que conheço para começar uma semana de trabalho.

Já agora, para a malta que ainda não o fez, fica a lembrança. Todos a correr para se inscreverem como dadores de medula e salvar outras Marias, aqui ou na Conchinchina. Vale?

sexta-feira, 2 de junho de 2017

As pessoas optimistas dão luta

Em conversa com um taxista, falou-se na questão da segurança e eu comentei que a profissão dele era muito ingrata a esse nível.
O senhor, uma das pessoas mais bem dispostas com que me cruzei nos últimos meses, deu-me uma resposta que me fez andar de lado.
Ingrato é ter cancro ou outra doença, disse. Perante isto, percebi que preciso urgentemente de procurar temas desbloqueadores de conversa pois as pessoas optimistas dão luta.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O Dia não é das nossas crianças

Comemoramos hoje, com pompa e circunstância, o Dia da Criança.

Muita cor, balões, insufláveis a rodo. Coisas divertidas mas que para as minhas filhas, e provavelmente para os vossos filhos, serão mais do mesmo.

Para alguns coleguinhas será, porventura, algo a que só têm acesso neste dia.

As minhas filhas, e provavelmente os vossos filhos, não terão hoje mais beijinhos e abraços dos que já têm nos outros dias.

Alguns dos coleguinhas talvez não os cheguem a ter hoje, tal como não têm nos outros dias.

Acho bem que a festa seja feita, indubitavelmente, mas tenho uma grande esperança que notícias como ESTA, que dá conta de 43 crianças em processo de adopção que foram devolvidas, como se de mercadoria se tratassem, às instituições, nos façam reflectir a todos se é este o mundo que queremos para as crianças e, acima de tudo, sobre aquilo que cada um de nós pode fazer po elas.
Que este dia sirva para nos incomodar e seja, não para as nossas, para aquelas de quem só nos lembramos no Natal.