quarta-feira, 14 de junho de 2017
Ronaldo e a paternidade
NESTA crónica, o autor refere-se ao, alegado, recurso do Ronaldo à maternidade de substituição. Ainda não tinha escrito sobre esta questão que, devo confessar, me incomoda, precisamente por ter a expectativa de que se trate de uma notícia falsa.
Depois de ler esta crónica, não resisti. Como diz o seu autor, não interessa se a notícia é verdadeira ou falsa. Importa, acima de tudo, discutir a diferente visão que a sociedade que integramos ter sobre o papel do homem naquele que é um dos mais importante projectos de vida, a parentalidade consciente.
E subscrevo totalmente este excerto do texto "o desejo de paternidade de Ronaldo deve ser tão respeitado como o desejo de maternidade de uma qualquer mulher".
Costumo dizer que a mulher não é nenhuma chocadeira e o homem tem todo o direito e mais algum a ser ouvido, em todas as decisões inerentes à parentalidade. Refiro-me, por exemplo, ao aborto e à vontade de ser pai mesmo que a mãe não queira (também acontece, acreditem).
O Ronaldo, o Ricky Martin e outros tantos e tantas têm todo o direito de ser pais. Tal como as mulheres têm de ser mães. Aqui não há discussão.
Há só uma pequena grande questão que me parece confundir as cabecinhas de muito. A parentalidade não pressupõe carga genética. E não me venham com tretas. É possível crescer feliz e saudável numa família monoparental, sim. Mas não é normal negar a história e amputar a identidade a uma criança.
A parentalidade tem de ser altruística
O Brad Pitt também quis ser pai, se é que me faço entender.
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