terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ao fim de sete anos a novidade (não) acaba

Tinha pensado partilhar este lindo texto do Miguel Esteves Cardoso na 2.ª feira, dia em que comemoramos sete anos de casados, mas faz todo o sentido que o faça hoje.


Não me lembrava (o que, no caso, é excelente) mas faz hoje 1 ano que tivemos de enfrentar (os dois) um duro desafio.


De um momento para o outro, aquilo que podia ser simples transformou-se num pesadelo com laivos de novela mexicana.


A prova foi dura mas saímos vitoriosos e o Amor saiu, sem dúvida, reforçado.


Como se costuma dizer "o que não nos mata torna-nos mais fortes".


E não, ao fim de sete anos de casamento a novidade não acaba.


Todos os dias são diferentes, todos os dias somos diferentes e é isso que dá sabor à vida.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Reencarnações

Este fim de semana puliquei no facebook duas fotos minhas em criança e recebi vários comentários que diziam que a Tita é muito parecida comigo e me fizeram inchar de vaidade.


Por acaso nem consigo ver assim tantas semelhanças, mas a verdade é que gostei de saber que existe quem as veja.


Fez-me recordar os tempos em que passeava com a minha avó materna e perguntavam se era minha mãe (foi avó aos 43) e comentavam a nossa semelhança.


Apesar de saber que não éramos nada parecidas, gostava de acreditar nisso.


Coisas do Amor, acho eu, e da vontade de perpetuar quem amamos.


Mas os comentários sobre a parecença da Tita comigo lembraram-me também uma fase somplicada da vida.


Não sei se alguma vez o cheguei a desabafar com alguém mas houve tempos em que as parecenças da Leonor comigo me faziam confusão.


Estava em pleno tratamento de quimio, não sabia como as coisas iriam correr, olhava para a Leonor e parecia ver a minha fotocópia em pequena. Assim, como se eu estivesse a reecarnar nela.


Durou muito pouco tempo mas foi estranho.


Não reencarnei na Leonor que, aliás está cada vez mais parecida com o pai, e estou cá para as curvas.


E se quiserem ver-me feliz já sabem. É só dizer que as minhas filhas são a minha cara.

domingo, 28 de setembro de 2014

Socorro! As minhas filhas têm um tablet.

Nunca gostei de ver crianças a brincar com gadgets. Aflige-se imenso vê-las naquele estado de alheamento, de olhos fixos no ecran e a dar ao dedo, especialmente em momentos de convívio.


Até agora, as minhas cachopas brincavam com o tablet da avó ou das tias mas esporadicamente.


Mas ontem tudo mudou. O avô achou que estava na hora das meninas terem o seu próprio tablet e vai de lhes comprar um.


As cachopas estão radiantes, obviamente, e eu de sobrolho franzido.


O papá diz que é só inveja de nem saber mexer no bicharoco (coisa que as patroas dominam), mas é mais do que isso.


Já estou a imaginar os conflitos que vou ter de gerir entre as comproprietárias do tablet que até por causa de alfinetes armam guerras.


Desejem-me sorte.

sábado, 27 de setembro de 2014

Richard Branson a presidente


Vivemos, é inegável, num mundo de aparências em que se confunde o múmero de horas "dado à casa" com mérito e motivação ainda é uma palavra utilizada por líricos e académicos.

Mas às vezes surgem excepções como Richard Branson que, apesar de representarem menos do que uma gota de água no oceano, nos deixam a sonhar com a possibilidade de um dia começarmos a ver para além das aparências.

Vejam só a teoria (que supostamente irá testar) relativamente às férias dos colaboradores e transcrevo abaixo.

Esperemos que o grupo piloto não defraude expectativas e que a ideia comece a ser replicada.

Eu voto em Richard Branson para a presidência.

"O milionário Richard Branson, oferece férias ilimitadas aos 170 trabalhadores que fazem parte da sua equipa pessoal, no Reino Unido e Estados Unidos. A ideia é simples, Branson explica: "eles podem sair quando e por quanto tempo quiserem", desde que não prejudiquem a empresa.

O empresário escreveu no seu blog que os funcionários passam a ter liberdade para se ausentarem pelo tempo que precisarem (horas, dias, semanas ou até mesmo um mês), sem sequer terem de pedir autorização prévia. Branson apela apenas ao bom-senso, isto é, os trabalhadores, quando decidirem ausentar-se, têm de estar cientes de que não vão prejudicar a empresa ou, por conseguinte, as suas carreiras.

Amplificando uma política de trabalho que não se restringe à ideia das "9h às 17h", Branson afirma que se o trabalho estiver feito, os funcionários podem tirar as férias que quiserem - "Devemos preocupar-nos com o que as pessoas fazem, não com quantas horas ou dias elas trabalham".

A inspiração para esta medida veio do exemplo da Netfix - o serviço de 'streaming' de vídeo com sede nos EUA que adoptou uma política semelhante e cujos resultados foram bastante positivos (maior bem-estar, criatividade e produtividade entre o pessoal assalariado)".


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/dono-da-virgin-premeia-170-empregados-com-as-ferias-que-sempre-sonharam=f891214#ixzz3EVH6NtJQ

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

2 semanas na pré

Contrariando os meus receios, a adaptação da Leonor à pré está a ser muito boa.


E eu também já estou a entrar no novo sistema.


Com todas as coisas menos boas que possa ter, por causa da limitação de recursos, tenho de admitir que este sistema, com toda uma série de regras às quais não estávamos habituadas, estimula a autonomia dos miúdos e obriga os pais a serem mais participativos.


Claro que na 2.ª semana, a Leonor já tinha abandonado o ar de menina responsável e começou a utilizar uma linguagem mais brejeira, mas acho que faz parte do processo de socialização.


Tudo a correr bem, portanto, e é o que interessa.


Para o resto, pimenta na língua.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Se a mãe da porquinha Peppa consegue, eu também consigo!

Sabes, a mãe da porquinha Peppa consegue assobiar. E tu mãe, também consegues?


Depois de ouvir esta pergunta, feita pela Tita, o meu pensamento imediato foi "se a mãe da porquinha Peppa consegue, eu também consigo!


De modos que dei comigo a competir com uma porca o que, tenho de admitir, não é propriamente abonatório.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A avó da Alice ficou em prisão preventiva

 A triste história da Alice é conhecida de todos.


Por razões que só agora se irão apurar ao certo, o pai resolveu escondê-la da mãe e conseguiu a colaboração da avó.


A Alice foi levada para outro país e morava num sótão, arredada de tudo aquilo (e aqueles) que conhecia.


Assim esteve 2 anos, até que o pai foi detido e acabou por confessar onde estava a filha. Agora é a avó a ter o mesmo destino.


A Alice não é, infelizmente, caso único.São muitas as crianças usadas como arma de arremesso entre os pais. O mais chocante desta história é a avó ter encoberto a situação e ajudado o filho. Sei bem o que é o amor de mãe, mas este caso já me parece patológico.


Imagino que em situações de ruptura emocional seja difícil manter a razão, mas custa-me perceber como é que os pais ficam tão cegos que não percebem o mal que fazem aos filhos.


Só posso desejar que a Alice seja feliz, depois de toda esta novela mexicana e que todos os pais deste mundo (entre os quais me incluo) tenham muito juizinho.

Quais são os frutos do Outono?

Quais são os frutos do Outono, meninas?

São as castanhas e ....

E mais?

Os rebuçados!!!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Serei mesmo assim?

A brincadeira preferida das minhas patroas, nos raros momentos em que não estão a esgadanhar-se mutuamente, é brincar "à mãe e à filha", sendo que a Leonor representa, por inerência da idade, a figura maternal.


Para além de ser estranho ouvir a Benedita chamar mãe a outra e receber um "não és tu!!!" como resposta, sempre que perguntamos o que nos querem, estou a ver uma imagem de mim própria que espero seja somente uma caricatura para as pequenas se rirem.


Ou será que sou mesmo assim, como a Leonor faz de mãe, sempre a gritar com a filha e a ameaçá-la com castigos? Oh meu Deus.

O que a chuva faz às pessoas

No última dia de Verão, a capital foi brindada com uma chuvada que nada teve de tropical e deixou toda a gente às turras.

O vereador da CM diz que a culpa do IPMA, que não avisou a Protecção Civil.

O IPMA diz que avisou, assumindo que talvez não tenha sido com a devida antecedência.

Acho que todos estaremos de acordo com o IPMA. Consta que o aviso chegou em plena tormenta, ou seja quando até o mais leigo dos leigos já tinha percebido que havia ali algo para a Protecção Civil.

Não sei nada de meteorologia, muito menos da dificuldade que será prever este tipo de situações (e antecedência com que é possível).

Sei é que esta coisa, que está nos genes portugueses, de só nos lembrarmos de Santa Bárbara quando troveja, permite que os problemas ganhem dimensões evitáveis.

E aqui refiro-me, especialmente, aos municípios e à prevenção/limpeza (...) que não é feita nos momentos certos.

A malta gosta é de remendar.

Cá por casa a problema é o oposto. As ladies gritaram um "oh meu Deus, não está a chover" quando perceberam que não iriam estrear o guarda-chuva novo hoje (apesar de terem feito questão de o levar para as respectivas escolas).

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Pode sempre ser pior

-Tita, hoje portaste-te muito mal! Fizeste xixi no chão 3 vezes !!!


- Deixa lá mãe, podia ser cócó.


Valha-me a lucidez da minha mais velha.

Coisas que uma mãe nunca deve fazer

Sempre numa óptica de partilha, deixem-me dizer-vos que uma mãe nunca deve colocar um tabuleiro de roupa (em plástico rígido portanto) ao lado da cama ,sob pena de poder dar um topada daquelas com o dedo grande do pé quando, durante a noite, se levanta espavorida para ir acorrer a uma das crias.

Acreditem que pode acontecer. E dói muito.

Até ver tenho tido a sorte de ainda não me ter espalhado pelas escadas abaixo.

Não sei porquê, mas quando acordo com berros às três da manhã fico meia atordoada.

Ter os quartos todos no mesmo andar também é boa política para evitar desastres deste género.

domingo, 21 de setembro de 2014

O que é a arte?

Ando num dilema existencial à volta do conceito de arte, como se a sua definição viesse dar resposta à minha maior dúvida existencial do momento - o que fazer às dezenas de papés espalhados pela casa?


Uns têm só "riscalhada" (nas palavras da autora), outros bonecos com mãos e pés quadrados, outros ainda, colagens de recortes.


Tudo obra da minha mais velha, que a pequena anda mais entretida em colar os recortes nos móveis (nunca, como hoje, dei tantas graças a Deus por ter comprado uma cola baratinha e que não vale nada).


O certo é que são tudo criações da minha filha e custa-me desfazer-me delas, apesar de as pisar a todo o momento, que quem tem alma de artista não se preocupa muito com arrumações.


Coisas de mãe, certamente.

Espantar os males

Na minha lista de objectivos para 2014 estava o de fazer aulas de canto.


Pois bem, surgiu agora a oportunidade e dia 1 de Outubro, dia mundial da música, vou ter uma aula experimental de gospel.


Assim, caso sintam algo estranho nesse dia não se preocupem que não é um terramoto. Serei só eu a espantar os males (sendo que a sensação pderá, eventualmente, ser semelhante).

sábado, 20 de setembro de 2014

Para quem gosta de romances sobre a vida e o amor

Quando escrevi sobre o novo romance da Ana Casaca, Viagem ao fim do coração, ainda só tinha umas linhas mas já sabia que ia gostar, quanto mais não fosse pela ligação afectiva que tinha/tenho à Rita cuja história inspirou a autora.


Agora que acabei de o ler posso dizer que o livro superou todas as minhas expectativas (que eram altas).


Não quero falar muito sobre o livro, porque acho que merece ser lido.


Digo só que é um romance inspirador, muito bem escrito, sobre a vida e o amor.


E que retrata uma heroína da vida real.

Leonor Kasparov

Início de ano lectivo é também início de actividades extra-curriculares.


D.ª Maria Leonor começou hoje as aulas de xadrez e adorou.


Coisas do pai, está bom de ver, que a mãe não é nada dada a hobbies que exijam a utilização de neurónios.

Toca a tirar o pó ao termómetro

A poucos dias do começo do Outono, eis que chegou  a hora de tirar o pó ao termómetro e voltar a ver o BEN-U-RON como um amigo.


A primeira a ser apanhada foi D.ª Maria Leonor.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Mourinho 0 - Jesus 1

Se há momentos patéticos são aqueles em que perdemos oportunidades para estar calados.


Fazer piadas (se é que lhe podemos chamar isso) à custa de dificuldades/limitações de colegas de profissão é muito feio. Especialmente vindas assim do nada.


Mas pelo menos ficámos a saber que Mr. Mourinho saber pronunciar Dumas, com um irrepreensível sotaque francês. Talvez por isso tenha feito questão de repetir a palavra.


Já Jesus esteve ao seu melhor nível na reacção. Não alimentar polémicas é, realmente, o melhor que se pode fazer. E o desprezo mata.



Não há CITIUS mas há site do DR de cara lavada

Acordar cedo com vontade (necessidade vá) de trabalhar e dar de caras com um site do Diário da República totalmente remodelado e com as funcionalidades fora do loal onde sempre as conheci é algo para assustar.


Felizmente, só precisei de uns segundos para que os cabelos voltassem ao lugar e o cérebro começasse a funcionar, com as limitações que lhe são conhecidas.


Não há CITIUS mas pelo menos o site do Diário da República Electrónico estava a funcionar às 07h30 do 1.º dia em que mudou de plataforma.

Paradoxos da actualidade

É impressão minha ou existe, actualmente, um grande défice de comunicação, originador de grande parte dos mal entendidos e até prolemas conjugais?


Um paradoxo se pensarmos que, nunca como agora, os meios de comunicação foram tantos e tão acessíveis.



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

3 anos e meio

Faz hoje 3 anos e meio, a minha rafeira mais nova.


Concebida na fase pós quimio, enquanto a discussão era pílula ou DIU, a Tita foi um sopro de vida que entrou na família e são indescritíveis os seus "poderes curativos". A cachopa tem o dom de arrancar sorrisos a quem a rodeia nos momentos mais difíceis.


O papá costuma dizer que foi a Tita  que mudou a nossa vida enquanto casal. Não só por ser ela (com um feitiozinho jeitoso) mas por ser a 2.ª filha. E, de facto, a chegada da Tita com tudo o que implicou foi mais um desafio. Nem sempre é fácil lidar com duas bebés de idade tão próxima, mas acho que não nos temos saído mal de todo.


Olhando para trás, nem nos lembramos como era a vida sem ela. E é tão bom, sentirmo-nos assim completos.

Resultados em 3 dias

E após 3 dias de pré, os resultados começam a ver-se:


1 - A Leonor encarnou uma professora primária e obriga-nos a ser os seus alunos


2 - A Leonor corre para a avó, ao final do dia (compensando as vezes em que a avó saiu do infantário sem que ela quisesse vir)


3- A Leonor emanou uma ordem de despejo à Benedita que terá, com alguma brevidade, de passar a dormir no seu quarto.


Tirando este  pequeno revés para a Benedita, tudo 5 em :)

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Quanto mais damos mais recebemos

Ontem, à saída, da escola uma senhora muito simples meteu conversa comigo.


Contou-me que tinha ido só matar saudades da escola pois tinha trabalhado ali mais de 20 anos e sentia falta das crianças.


E que sempre que podia fazia voluntariado na junta, apesar de não lhe pagarem quase nada.


Sabe, disse-me ela "quanto mais damos, mais recebemos. o dinheiro não é tudo na vida e quando é pouco torna-se elástico".


Seria tudo tão mais fácil se todos pensássemos assim



COMO SE ALIMENTA O CANCRO?

Imaginem esta cena (da vida real, diga-se).

Sento-me na mesa de um café, prontinha para comer um folhado misto a escorrer gordura e beber um cafézinho no qual despejei um pacote de açúcar; abro o jornal e deparo-me com o título "Vai continuar a alimentar o cancro?".

Fico possessa. Inspiro e expiro 10 vezes. Leio os títulos da "notícia", fecho o jornal e alimento-me.

Naqueles minutos, passaram-me 1001 coisaspela cabeça . A 1.ª foi a vontade de espancar o (a)autor(a) daquele título absurdo.

A 2.ª foi a de dar umas cabeçadas na parede por, há 5 anos, não ter denunciado ao Ministério Público o homeopata que afirmou que eu é que tinha alimentado o meu cancro ao dar-lhe leitinho e me queria propor um tratamento alternativo à quimioterapia, tratamento esse contudo que teria de ser efectuado às escondidas "dos da medicina convencional".

Mas afinal o que é que alimenta o cancro?

A meu ver, e enquanto leiga, há duas coisas que efectivamente o alimentam.

Uma será o fundamentalismo. Outra a dificuldade de o enfrentar, melhor dizendo baixar os braços sem enfrentar o toiro de frente.

No meu caso, por exemplo, tive um homeopata a dizer que me estava a envenenar ao beber leite e uma nutricionista que o contradisse e explicou que o problema do leite (para algumas pessoas) era somente o facto de ser algo indigesto e me aconselhou equilíbrio na alimentação.

Eu, que não sei tomar o pequeno almoço nem lanchar sem leite, preferi a 2.ª teoria até porque me pareceu muito mais razoável.

Mas o certo é que tinha à minha frente dois técnicos na área da saúde com opiniões completamente opostas e isto, para um doente e sua família, é muito difícil de gerir.

Onde está a razão? Para mim, está sempre no meio como a virtude.

E não tenho mesmo paciência para fundamentalismos sobre a vida saudável. Não me venham com tretas de que correr é bom para todos, porque bem vejo o estado de alguns desgraçados que passam à minha porta a correr, como se fossem para a forca, vermelhos,  ofegantes e quase a desfalecer. Cada caso é um caso e a corrida (ritmo e tempo) que será boa para um, não será boa para o coração e articulações de outro.

Tenham dó de mim, e de vocês e evitem títulos sensacionalistas. Tentem é, com o equilíbrio possível em cada momento, não  baixar os braços.

Isso sim será algo que depende de nós e daqueles que estão ao nosso lado para os segurar nos momentos em que estamos cansados de os erguer.






terça-feira, 16 de setembro de 2014

Orgulho da mamã

E ontem lá fomos nós até à escola nova.

A mãe, derreada sob o peso da ansiedade (+ a mochila e a lancheira) e a filha com mais uns bons 5 cms, esticada que estava de tanto orgulho.

A entrada foi super pacífica e quando dei conta já a cachopa estava na sala, sentada com os restantes colegas.

Não houve mil beijinhos, nem choros e muito menos braços agarrados às minhas pernas (como acontecia, frequentemente, num passado bem próximo).

A Leonor está feliz e o nó da minha garganta começa a desatar-se.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Outra forma de ter filhos

Esta tarde, numa sala de espera, passei os olhos por uma revista de 1990 que tinha um artigo intitulado "outra forma de ter filhos" e abordava a adopção.

Dizia o autor que adoptar significa escolher e, de facto, essa é uma das acepções do termo.

Escolher não como quem vai à loja (que o processo está longe ser ser assim, apesar do que muitos pensam), mas como quem acolhe, como sendo seu, o filho biológico de outrem.

Nem de propósito, cheguei a casa e deparei-me com esta notícia sobre um casal de lésbicas que pediu "ajuda" a um amigo para fecundar uma delas.

Apesar de estar totalmente de acordo com o princípio tido em conta pelo juiz, que considerou que "paternidade é responsabilidade", não deixo de me sentir admirada por haver pessoas que confundem paternidade material genético.

Por melhor que seja estar grávida (e é mesmo muito bom), não justifica aquilo que considero caprichos como este.

Adoptar é mesmo outra forma de ter filhos e ser pai/mãe mais não é do que dar amor, independentemente dos genes.

E na noite que antecedeu o grande dia ...

Hoje começa a pré, o que vai obrigar desde logo a uma pequena alteração da rotina matinal.

Coisa pouca, que as duas escolinhas são próximas uma da outra.

Ontem à noite deitámo-nos cedo, e tinha prometido contar 2 histórias pelo que disse às cachopas para irem escolhê-las.

O normal seria contar as histórias e aterrarmos as 3 na mesma cama até à manhã seguinte.

Preparei a Leonor, deitei-a, e fui preparar a Benedita.

Quando voltei ao quarto, a Leonor tinha apagado a luz e disse que queria dormir.

Fiquei atónita com aquela reacção.

A minha mais velha dispensou os meus serviços de contadora de histórias e o meu cabelo que a ajuda a adormecer. E tudo na véspera de uma mudança de escola.

Não estava preparada para isto.

domingo, 14 de setembro de 2014

Preparem-se. O Natal está à porta

Tive esta semana o 1.º avistamento de uma revista temática (creio que de lavores) dedicada ao Natal.

Até lá ainda temos o "mui tradicional" Dia das Bruxas, mas nada como no irmos preparando psicologicamente para o massacre publicitário.



Para ti avó

Mãe é quem forma sem dar à luz
É quem de si tudo oferece
E em troca nada espera

Mãe é quem ensina a viver
É quem revela o sol atrás da nuvem
E nunca deixa que os braços caiam

Mãe é quem sabe amar
É quem ensina a cair
E depois a levantar

Parabéns avó por estes 81 anos de vida e obrigada por seres também minha mãe.


sábado, 13 de setembro de 2014

Bem vinda à escola pública II (resposta ao meu senhor marido)

Na sequência deste post, o meu senhor marido fez uma série de comentários que, analisados literalmente, demonstram uma opinião totalmente contrária da minha aos quais agora (com mais calma) irei responder.

Antes disso, não posso deixar de dizer que os quase 7 anos de casamento (que assinalamos já em Outubro) têm tido como base a partilha e defesa de princípios comuns que, curiosamente, no início de namoro não se percebiam.

Felizmente demos tempo ao tempo e descobrimo-nos mutuamente ao ponto de, passados 10 anos de relacionamento, continuarmos juntos a desbravar  caminhos.

Isto para dizer que esta troca de argumentos sobre a escola pública não significa discordância absoluta relativamente aos princípios. O que houve aqui foi uma abordagem e leitura de factos feito de ângulos distintos.

Mas passemos ao essencial.

"A unanimidade nas visitas parece resolver a questão de uns irem e outros não. Mesmo que houvesse condições para deixar as crianças, não me parece que fosse justo umas irem e outras ficarem. Porque não os pais se organizarem e proporcionarem a ida de todos? "

Meu comentário - a desigualdade de rendimentos, que permite a umas crianças participarem em determinadas actividades e a outras não, é uma questão que nos preocupa aos dois e que temos discutido bastante ao longo destes tempos pois coloca-se também na escola privada.

Agora, de facto, a solução não deverá  passar por nenhuma criança ir ao passeio, mas por encontrar soluções que permitam que todos vão. E, estando nós a falar de uma escola pública, eu esperava que essa solução (ou pelo menos proposta) viesse do Estado.

A mim parece -me que faria muito mais sentido apresentar um PAT (é assim?) que preveja só 1 visita e  solução que permita a participação dos meninos que não tenham recursos do que perguntar aos pais, numa reunião se querem uma ou duas visitas mas avisar logo que a decisão tem de ser unânime (não tendo os ausentes voto na matéria) e que se algum menino não for também não pode ficar sózinho na escola.

Parece-me, de facto, não ser o sistema (como diria o outro) mais razoável. Têm  de existir regras com um mínimo de objectividade.

O que não pode é acontecer o que aconteceu no ano lectivo passado, em que se recorreu aos donativos dos pais, mas como nem todos contribuiram e só no final do ano se reuniram condições, já não foi possível obter autorização atempada  de Lisboa para realizar a visita.

 Resultado, houve alguns pais a contribuir, nenhuma criança passeou, o saldo transitou para este ano e irá beneficiar outras crianças mas possivelmente já não os filhos de alguns dos pais que contribuiram.

Parece-me estranho, no mínimo.

Quanto aos pais ajudarem aqueles que não podem, obviamente que concordo e serei sempre das primeiras a avançar, enquanto a minha situação assim o permitir.

"Se um pai falhar uma reunião, azar! É exactamente aqui o ponto, os pais têm de participar, têm de se envolver nas questões da escola. É um dos princípios orientadores da escola, e não devia ser apenas da pública".

Meu comentário - não podia estar mais de acordo com o princípio, mas referia-me aos pais que não vão às  reuniões por impossibilidade, por exemplo, de faltar ao trabalho. E há empresas que não acham grande piada a pais preocupados em acompanhar a vida escolar dos filhos.

Eu, por exemplo, tive a sorte de só ter chegado 10 minutos atrasada (pelos vistos o azar de nesses 10 minutos ter sido dada grande parte da informação).

"Escola gratuita? Nem pensar, podemos falar de tendencialmente gratuita, mas nem tudo tem de ser dado. Nem tudo pode ser toma lá e pronto. O sistema de compra de material pode e deve ser afinado, mas englobar os pais neste sistema parece-me bem. A escola tem o básico para funcionar, o restante tem de ser colmatado com a ajuda dos pais".

Meu comentário - Primeiro de tudo, acho que "lápis e borrachas" deviam caber no conceito de "básico para funcionar"; depois há uma coisa chamada taxas (utilizada, por exemplo, no sistema nacional de saúde).

Presumindo que os escalões dessas taxas são fixados de acordo com critérios objectivos e minimamente justos e que os cidadãos cumprem todas as suas obrigações declarativas teríamos um financiamento suplementar do sistema e cada um contribuiria de acordo com a sua capacidade financeira.

Agora arranjar um orçamento (por melhor que seja) e dividir por todos os pais, independentemente da sua capacidade financeira não me parece, de todo, justo.

Estamos só a falar de pais que podem não ter recursos, mas também haverá aqueles que se vão "esquecendo "da sua quota parte de responsabilidade. Vamos sobrecarregar todos os outros? Os meninos ficam à espera dos lápis e borrachas?

Enfim, fiquei boquiaberta com a falta de organização.

Isto não significa que o sistema não tenha aspectos positivos e que não deixarei de aqui realçar pois cada vez mais gosto de elogiar em vez de criticar.

E tenho dito :)


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Quem é bruta, quem é?

Quem é a bruta, que decide ir dar uma volta pela avenida, depois do trabalho, e não encontra nada melhor para matar a fome do que um copo (de bolacha) recheado de ovos moles?

Assim mesmo, de estômago vazio, para a bombinha calórica ser melhor absorvida pelas banhas.

A vesícula (ou lá o que é) adorou.

Chegou a hora do Adeus

 
Chegou a  hora do adeus.
 
A Leonor entrou no infantário assim:
 
 
 
 
E sai assim:
 


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

3 semanas sem telemóvel. E estou viva

Cá estou eu, ao fim de 3 semanas sem telemóvel.

Afinal é possível viver sem ele, ainda que a esta constatação ajude o facto de não ter tido nenhuma situação em que tivesse de contactar alguém com urgência.

Mas lá que se vive com outra tranquilidade, isso vive.

Bem-vinda à escola pública*

Ontem foi dia de reunião de apresentação na pré, mas antes de mais talvez seja melhor explicar o que isto é.

Pode parecer parvo, aos olhos de quem domina estas terminologias, mas nestes meus primeiros contactos com a escola pública tenho-me apercebido que há muitos pais perdidos (como eu), sem perceber o seu significado, especialmente porque esta malta gosta muito de siglas.

A pré a que me refiro, basicamente, é o ano que antecede a entrada na escola primária pública.

A primeira conclusão que retirei da reunião é que ninguém deve ir para lá sem, previamente, fazer o trabalho de casa, o que passará por ir ao site imprimir um glossário para perceber o que significam as tais siglas (estou a ironizar quanto ao site; não sei que esta valência está lá, mas era bom que estivesse).

A segunda conclusão foi a de que a de que este ano servirá, para adaptação da Leonor mas também dos pais, pois o sistema é completamente diferente.

A minha memória, por exemplo, vai ter de melhorar bastante pois se me esquecer de carregar o cartão para o almoço, a cachopa poderá ficar a pão e água.

De referir que para efectuar os carregamentos temos de ir à Câmara Municipal ou ter a sorte de a máquina disponível na escola do lado estar a funcionar (consta, e estou só a relatar o que me disseram, que nem sempre acontece).

Ah, e as questões referentes ao almoço e ao prolongamento (logo direi o que isto é) devem ser esclarecidas junto da colaboradora contratada pela Câmara, não tendo a escola nada a ver com elas (nem com as questões, nem com os esclarecimentos bem entendido).

O dia dos meninos na pré divide-se. grosso modo, entre componente lectiva (com a educadora em sala) e o tal prolongamento que será já com uma animadora contratada pela Câmara. A componente lectiva será entre as 09h e as 15h30.

Antes e depois disso, os pais terão de pedir o chamado prolongamento, cujo valor depende dos rendimentos dos pais mas atingirá, no máximo, 35€/mês.

Percebi ontem o erro crasso que é perguntar se nas férias (Natal, Carnaval ....) a pré encerra. Não estamos a falar de férias mas de interrupções lectivas. Como diria a minha mãezinha "temos de ser rigorosos". E não, a escola não encerra. Creio que só não há a presença da educadora em sala.

Causou-me alguma estranheza o facto de ter sido apresentada uma conta, dividida em igual proporção por todos os pais (pelo menos no momento não foi feita menção a "escalões", consoante o rendimento), relativa a material básico como lápis e borrachas, material esse que será comprado pelo responsável dos pais, e não pela escola, assim que todos os pais paguem a sua quota parte.

Assim de repente, parece-me ir um bocado contra o princípio da escola gratuita, mas talvez seja eu que esteja a ver mal a coisa.

Outra coisa interessante é a de a regra, em termos de votação, será a da unanimidade dos votos emitidos pelos pais presentes. Coisa rara e nunca vista, e que leva a democracia ao extremo (na minha modesta opinião).

No caso, estava a ser definido o número de visitas de estudo (1 ou 2) e a solução é ou querem (e vão) todos ou não vai nenhum porque não pode deixar nenhum menino sózinho na escola.

Dividindo a questão em partes, a minha leitura é. Se o pai conseguiu estar na reunião e participar na votação teve sorte. Se não esteve, e discorda, azar. Não percebi é como é que vão resolver a questão, já que não me parece muito razoável inviabilizar a visita por causa de uma única criança. Claro que se a solução fosse deixar a criança sózinha na escola, eu própria me iria opor à visita.

Sistema "sui generis" este.


* NOTA - Este texto reflecte somente a minha experiência pessoal, naturalmente condicionada pela subjectividade inerente à condição humana.

Os Maias chegam hoje ao cinema

Estreia hoje no cinema uma adaptação dos Maias, realizada pelo João Botelho.

Sendo Eça de Queirós um dos meus escritores favoritos, não quero perder este filme.

Será que vou finalmente entrar num cinema, 500 anos depois?


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Qual a diferença entre uma mãe e uma barata?

- Susana.
-Sim.
- Olha que hoje está frescote. É por causa das mocinhas.
- Ok, pai. Obrigada por teres ligado.

Conclusão, aos olhos de um avô, não existe diferença rigorosamente nenhuma entre uma mãe e uma barata.

E quem diz barata, diz qualquer outro insecto nojento, daqueles que a malta ignora ao passar.

Aproxima-se uma nova etapa na vida da Leonor

2.ª feira começa uma nova etapa na vida da Leonor, com a mudança para a pré.

Como seria de esperar, e pelo menos até ao dia, sou eu que sinto a ansiedade toda.

A Leonor está na boa, toda orgulhosa, e enche a boca para dizer que hoje tem a "apresentação à professora".

Já eu, ando a consumir-me com coisas mais ou menos práticas como a de pensar qual será a melhor forma de fazer a entrega matinal. Deixo 1.º a Tita e depois a Leonor ou vice-versa?

Sei bem que a reacção, no momento e que a deixar, dependerá do lado para que corra o vento e que, mais cedo ou mais tarde, acabará por se adaptar.

 Mas este processo de a ver criar asas custa um bocadito.

Nem quero pensar quando chegar o dia da viagem de finalistas a Lloret del Mar.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Porque é que uma criança de 3 anos precisa de dormir a sesta?!!!

Não fosse eu uma "paz de alma" (embora cada vez menos) e hoje tinha alegado objecção de correspondência para me recusar a justificar, por escrito, a razão pela qual a minha filha de 3 anos precisa de dormir a sesta.

Palavra de honra que há coisas que ultrapassam a minha capacidade de raciocínio.

Talvez o problema seja só das minhas limitações, mas acho inconcebível que, para que seja permitido que crianças durmam a sesta na escola, os pais tenham de preencher um papel (muito gostamos nós de burocracias).

Só o fiz para respeitar as orientações externas que a escolinha recebe e por respeito à sua equipa porque a minha vontade era ignorar o papelinho ou escrever algo tão básico como "PORQUE AS CRIANÇAS DE 3 ANOS PRECISAM DE DORMIR A SESTA E PONTO FINAL".

Agora, com mais boa vontade e espaço (os papéis têm sempre essa limitação) passo a explicar:

Quando não dorme a sesta, a minha filha de 3 anos fica irritadiça e, regra geral, adormece no carro ao final da tarde.

Quando isso acontece, coloco-lhe uma fralda e acordo-a na manhã seguinte.

Tal significa que a cachopa não janta.

Como tem as suas reservas de gordurinha, não me preocupa minimamente que fique um dia ou outro sem jantar. No fundo, estamos só a respeitar aquilo que o corpo da cachopa pede. Descanso.

Isto é tudo muito lindo se (e há sempre um mas) não se tornar regra.

Ora, para isso, a pequena precisa de dormir a sesta.

Não vejo que responsabilidades possa ter aos 3 anos para ser assim tão importante que se desabitue deste momento de descanso, tão valorizado por nuestros hermanos.

E sou tudo menos fundamentalista quanto ao que quer que seja, incluindo a sesta.

Mas a realidade é esta, sopas e descanso nunca fizeram mal a ninguém.

Deixem lá os cachopos dormir e esqueçam os papelinhos para tudo e mais alguma coisa.

É U; É C; é UCP - e já lá vão 20 anos

Em conversa com o meu homem, dei-me conta que faz, em 2014, 20 anos que entrei na Católica.


1 ano propedêutico; 5 de licenciatura e eis que rumei a Aveiro.


E parece que ainda agora andava de penico cor-de-rosa na cabeça e chupeta vermelha ao pescoço.


Fogo que o tempo voa mais rápido do que a luz.

A relação das meninas com as mães

É tão linda, e intensa, a relação das meninas com as mães.


Discussões atrás de discussões. Gritos e mais gritos. Ainda não fui fui ler os manuais mas, acreditando estarmos na média, será por volta dos 5 anos que a relação atinge o auge da intensidade.


Mas não desesperem as mães que me lêem. Na hora de limpar o rabo é sempre a nós que elas chamam.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Assim se difama uma mãe

- Mãe, quero água!
- E eu também!
- Está bem, eu já trago a água.
-Olha, eu pedi leite e vai trazer-me ÁGUA!
- E a mim também!

Viagem ao fim do coração


Conheci a Rita através do seu blogue "Episódios de Radio", onde assinava como Silvina (nome que tanto me diz, por ser o mesmo da minha avó).


A Rita era uma mulher determinada que saía a pedalar Paris fora, mesmo depois de sessões de quimio brutais.

Tive a imensa felicidade de ser sua Amiga, ainda que só a tenha visto uma vez (meses antes de se converter num anjo da guarda).

A sua força e coragem são inexplicáveis à luz da Razão e o seu exemplo marcou-me para todo o sempre.

Fiquei, pois, muito comovida quando recebi um e.mail a dizer que vai ser lançado, dia 10 de Setembro, um romance baseado na história da Rita.

Para mim é quase como ter um bocadinho dela dentro de casa.

O José Rodrigues dos Santos que me perdoe, mas vai ficar de lado por uns tempos (que serão curtos pois, do que já li, este "Viagem ao fim do coração" é apaixonante e vou acabá-lo num ápice)



Aqui fica um breve resumo




Luísa ainda era uma adolescente. Tiago já era um jovem adulto. Conheceram-se na solidão de uma pequena praia, na margem de um rio. Tinham em comum uma relação familiar traumáti-ca. Num caso, o trauma do amor dos pais. No outro, o trauma do ódio dos pais. 
Conheceram-se num dia que pareceu conter uma vida inteira. Mas teriam ficado separados para sempre, se a invisível linha de uma doença que rói o corpo e anuncia a morte não os ti-vesse voltado a ligar, dezasseis anos depois. 
Luísa e Tiago podem até redescobrir o amor, mas apenas se a silenciosa presença das metásta-ses não se alastrar aos seus corações. 
Viagem ao Fim do Coração é mais do que uma comovente história de amor. É a recriação de um admirável mundo de pais e mães, filhos e irmãos, ódios e amores. Revela os pesadelos de um cancro injusto, mas não abdica do que é humano e essencial, o sonho. 

Num romance toda a nossa vida: como a queremos, como às vezes não a queremos. 




Sobre a Autora
Ana Casaca
Tem 39 anos e é natural de Lisboa. Licenciou-se em Direito, mas sempre soube que era na escrita que residia a sua verdadeira vocação. Troca as leis pelas letras e, em 2002, inicia-se no guionismo pela mão de Manuel Arouca, que a convida a integrar a equipa de escrita da teleno-vela Filha do Mar (TVI, 2002). 
Participou na escrita de Baía das Mulheres (TVI, 2005), Tu e Eu (TVI, 2007), Podia Acabar o Mundo (SIC, 2008), Rosa Fogo (SIC, 2011) e Bem-vindos a Beirais (RTP, 2013-2014). Adaptou, com Tomás Múrias, o guião para a série O Regresso a Sizalinda (RTP, 2006). Neste momento, integra a equipa de argumentistas da sequela de Jardins Proibidos (TVI, 2014). 
É autora dos romances A Vontade de Regresso (2002) e Todas as Palavras de Amor (2013).








domingo, 7 de setembro de 2014

Acaba jogo, que quero ver os caricas!

Acaba jogo, que quero ver os caricas!


Esta foi a súplica da Tita durante o jogo, alheia à pobreza franciscana que se via dentro das 4 linhas.


E tinha razão a cachopa. Pelo menos, a ver os caricas a malta diverte-se.



Tu-génia?

- Mãe, quem me deu estes calções?


- Foi a Eugénia, Tita.


- Tu - génia?!!!


- Não, filha. EU-génia.


- Tu-génia?!!!


Eu, e a minha dificuldade em explicar coisas básicas do dia a dia.

O diabo vive nos detalhes

O demo está sempre atento ao pormenores.


No meu caso, aproveitou o facto de Deus me ter dado Amigos que, além de exelentes anfitriões, têm  " mão para a cozinha", e me põem à frente caipirinhas e coraçõezinhos de galinha.


Hoje é a névoa na cabeça, a sede (1 caipirinha basta para este efeito devastador) e um enorme sentimento de culpa (à minha conta devem ter ido à vida umas 200 galinhas e a Tita também aviou um número jeitoso).


Mas pronto, sempre fui feliz durante uma tarde e noite. E são estas coisas que a malta leva da vida.

sábado, 6 de setembro de 2014

Wishing list de uma doente oncológica

Andava cá nas minhas arrumações, quando encontrei uma lista de desejos escrita durante a fase da quimio que não resisto a partilhar ipsis verbis (com algumas notas actuais).




1.º Mariscada com Amigos e família (= Saúde, União e €) NOTA - não podia comer comer por causa do sistema imunitário, pelo que a mariscada revelaria saúde. Desejo cumprido q.b.


2.º Mariscada para todos NOTA - ver nota ao desejo n.º 1. Devia andar mesmo "aguada", como diz o povo.


3.º Baptizado da Leonor NOTA - Desejo cumprido


4.º Coragem para arriscar NOTA - Arriscar não é o meu forte; mas já andei mais longe de o conseguir (diz-me o meu dedinho adivinho).


5.º Vitrine para as minhas colecções NOTA - Não é bem a vitrine que quero, mas já existe.


6.º Que a Leonor atire o meu telemóvel para a panela NOTA - tempos depois esqueci-me do telemóvel no avião; agora esqueci-me em Sintra; Não foi a Leonor, mas o efeito é que interessa.


7.º Ver a roupinha da Leonor noutras princesas NOTA - é como quem diz, viver mesmo infértil.


8.º Ir à Suécia (ver mana e primos) NOTA - desejo cumprido


9.º ...


10.º ...


11.º


12.º Ter dias com 48 horas


Acho que partilho esta lista pela vaidade de perceber que o balanço é francamente positivo. Dos desejos que formulei à data, só me falta cumprir dois amos dependentes, em grande parte de mim.


Que chegue a coragem e a capacidade de organizar melhor o meu tempo.





sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Esta é do tempo dos afonsinhos



Esta é do tempo dos afonsinhos.

Ainda eu tinha cintura.

Que saudades dos meus BTE em papel.

?!!!! - PARA REFLECTIR

Quando vejo as fotos desta rafeirinha, questiono-mo como é que alguma vez alguém (aqui incluída esta mãe que vos escreve) pode ter pensado que a sua vida poderia ser um problema para a família.

A vida é mesmo uma caixinha de surpresas.


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Ópera pode ser contraproducente para as crianças

Sr.ª D.ª Maria Leonor é, por influência de seu pai, uma amante de ópera.


Ontem decidiu levar um DVD da TOSCA, de Puccini, para a escolinha e convenceu alguns meninos a vê-la, ao mesmo tempo que narrava a história.


O problema é que a narradora terá sido, juntamente com as imagens, demasiado impressiva e houve amiguinhos que ficaram com medo, ao ponto de os pais pensarem que tinham visto um filme de terror.


Resumindo, a Leonor arrisca ser expulsa da escolinha.

Uma inexplicável sensação de libertação

Vivo, por estes dias, uma uma inexplicável sensação de libertação que me leva a pensar que viveria muito bem sem telemóvel.

Sei que me passará rápido, mas estou a gostar bastante da ausência do sobressalto que sentia nos últimos 2 meses, sempre que o monstrinho tocava.

Sei de alguém que aproveitará esta grande deixa para perguntar "isso significa que já não queres o Galaxy?!!!", mas vou ignorar a provocação.

Já agora, se o Pai Natal me estiver a ler ....

Descubra as diferenças

Pai Neves para a filha mais velha (num passeio pela praia) - "olha que se eu sei que andas da fumar, dou-te um grande estaladão, ouviste?!!!"






Filha mais velha do pai Neves (em mensagem enviada a um Amigo) - "olha que se eu sei que entras no mar com bandeira vermelha, dou-te uma carga de porrada!!!"




Somos tão meigos a demonstar a nossa preocupação, não somos?

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Há momentos em que as palavras não fazem sentido

Acabei de saber que a Nono acabou de partir para o céu, onde se irá juntar à Cá e a outros meninos como elas.


Como legado, que temos obrigação de perpetuar, estes pequenos guereiros deixam-nos o seu exemplo de força e coragem e revelam a capacidade de amar em toda a sua plenitude.


A Nono já não está cá na terra, mas "está a ver-nos pois "estranformou-se" num anjo", como diria a minha Leonor.



Quem tem amigos não morre na cadeia e é bem verdade


Pouco depois de publicar este post, recebi algumas mensagens de malta amiga (obrigada Ana e Suzzz) com informação sobre o início das aulas na escolinha nova da Leonor.


Afinal está tudo no site do Agrupamento e eu é que estarei mal habituada a este tipo de contacto mais impessoal.


Confesso que não me passou pela cabeça procurar a informação num site, depois de as funcionárias da secretaria terem dito que as datas ainda não eram conhecidas (vamos admitir que o facto ocorreu imediatamente após o último telefonema).


Bem vistas as coisas, acho que sou eu que vou ter de me habituar à escola pública (onde andei, de resto, no ciclo e secundária).


 Logo eu que perco os recadinhos individuais que me mandam para casa, por vezes em duplicado (um por cria).


Organiza-te Susana, organiza-te.

Alguém me explica como se eu fosse muito burra?

Este ano decidimos inscrever a Leonor na pré-primária, que fica no recinto da escola primária que frequentará a partir do próximo ano lectivo.


Na minha ignorância  estava convencida que a pré teria início a 1 de Setembro. Andava nisto até há uns dias me terem dito "olha que não. só começa quando começar a escola primária".


Como privilegiada que sou (e sou mesmo) não me incomodei muito. Imaginei que bastaria telefonar para saber ao certo o dia de início da escolinha para poder decidir se a pequena ficaria aqueles dias com a avó ou iria ao infantário com a mana (sendo que a avó mora entre a escolinha e o infantário).


Só que não bastou telefonar (pelo menos uma vez). Estamos a 3 de Setembro e ainda não se sabe em que dia haverá reunião com os pais e quando terá início a escolinha.


Haverá justificação plausível para isto? Alguém me explica devagarinho, como se eu fosse muito burra?


E isto chateia-me, apesar de resolver a questão facilmente (esqueci-me dizer que, em último caso, o avô de Ermesinde viria por ai fora todo contente para ficar com a netinha).


Chateia-me porque não imagino como será viver om o stress que há em muitas famílias para tentar gerir este tipo de situações.


Há pais que se desunham para conseguir pagar a amas os "desenrasquem" nestes períodos e ao que vou sabendo nem encontrar amas é fácil.


Não sou muito inteligente, mas há coisas vejo  que me levam a perceber o porquê da baixa de natalidade. Não são só o desemprego ou os baixos salários. É também a falta de estruturas de apoio às famílias.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Irrita-me ver brincar com a vida










Ao lado desta, outra grande placa avisava os banhistas estarem numa praia não vigiada.


Apesar das arribas instáveis e do mar revolto, imaginem como estava o areal... Pejado de gente, claro está.







O regresso à escola das patroas

Ontem foi dia de regresso à escola das minhas patroas.

Pelos vistos, a mãe estava mais ansiosa do que as crias.

A Leonor esqueceu-se, simplesmente, que tinha mãe, assim que pisou o solo do infantário. Não sem antes, diga-se em abono da verdade, me ter dito um tocante "mãe, adoro-te" (quem conhece a aparente frieza da minha mais velha percebe o quanto esta frase me derreteu.

Apesar de acordar mal disposta (o que acontece sempre que o despertar não é espontâneo), e ter começado o dia a falar a bebé, a Tita acabou por se portar lindamente.

Acho que o orgulho por ter subido um andar no edifício e ficar com a mana mais velha no acolhimento superou qualquer desgosto que tivesse em relação ao fim das férias.

Quanto ao dia em si, só conseguir saber que entraram dois meninos novos da salinha da Leonor e que (diz a Tita) almoçaram num restaurante onde só havia "fatas fritas".

Ou seja, só sei que nada sei e que, no final do dia, recusaram ir embora com a avó o que indicia terem tido um dia feliz.

A verdadeira mudança será para a Leonor, em data ainda incerta, quando abrir a pré e se mudar de armas e bagagens para uns 400 mts ao lado.

O que eu gosto desta porca

O que eu gosto desta porca. E do seu amado.


E do Tim e da Mariza.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O azar do Jorge Fernando

Ai vida.


Quem diria


Que Por um dia  de Chuva


Se iria o Desespero




E o azar do Jorge Fernando, grande músico instrumentista e intérprete foi ter ficado em 4.º lugar no Festival da Canção de 1985 e deixado no nosso ouvido uma música ligeira demais para a qualidade do autor (Umbadá)



Ah vens da festa?!

Acabou-se o que era doce e hoje é dia de pica o boi. Acho que nunca umas férias tinham chegado, para mim, num momento tão oportuno. Não me importava de as prolongar, mas estes 15 dias souberam-me pela vida, provando que não é necessário existir glamour para se chegar perto da perfeição. E agora, ao trabalho.

Mortos com quotas pagas

Esta história de as listas do PS incluirem militantes já falecidos, mas com as quotas pagas (fenómeno que imagino não seja exclusivamente socialista) faz-me lembrae aquelas pessoas que têm medo que ninguém mande rezar missas pela sua alma e, à cautela, tratam elas próprias do assunto pagando logo uma catrefada delas. Se calhar é só mesmo uma questão de devoção. Ou talvez não. Seria também interessante fazer uma espécie de recenseamento e cruzar moradas de militantes. Certamente seríamos surpreendidos pela revelação da forma como, em algumas zonas, vivem em comunidade nos mesmos espaços.