segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Outra forma de ter filhos

Esta tarde, numa sala de espera, passei os olhos por uma revista de 1990 que tinha um artigo intitulado "outra forma de ter filhos" e abordava a adopção.

Dizia o autor que adoptar significa escolher e, de facto, essa é uma das acepções do termo.

Escolher não como quem vai à loja (que o processo está longe ser ser assim, apesar do que muitos pensam), mas como quem acolhe, como sendo seu, o filho biológico de outrem.

Nem de propósito, cheguei a casa e deparei-me com esta notícia sobre um casal de lésbicas que pediu "ajuda" a um amigo para fecundar uma delas.

Apesar de estar totalmente de acordo com o princípio tido em conta pelo juiz, que considerou que "paternidade é responsabilidade", não deixo de me sentir admirada por haver pessoas que confundem paternidade material genético.

Por melhor que seja estar grávida (e é mesmo muito bom), não justifica aquilo que considero caprichos como este.

Adoptar é mesmo outra forma de ter filhos e ser pai/mãe mais não é do que dar amor, independentemente dos genes.

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