segunda-feira, 31 de julho de 2017

Aqui jaz D. Afonso Henriques, 1.º rei de Portugal

É em Coimbra, no Mosteiro de Santa Cruz, que jazem os restos mortais de D. Afonso Henriques e seu filho D. Sancho I.
Caso para dizer que, mais do que uma lição, Coimbra é história viva de um povo. O nosso.
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 30 de julho de 2017

Vamos ter vizinhos novos (ou talvez já não )

Estávamos nós a sair de casa, enquanto as patroas se insultavam mutuamente, quando nos cruzamos com um senhor a mudar os seus pertences cá para o prédio. Os impropérios continuaram, com o senhor a tentar abstrair-se, o que conseguiu até ao momento em que ouviu uma das rimas mais ofensivas que se ouvem por cá "Leonor, és um fedor". Nunca esquecerei aqueles olhos esbugalhados de alguém que a família deve ter afugentado para longe. Pelos menos não veio ao engano.

Advogados acautelem-se, o Ross anda por aí

Há dias falei na discussão que começa a intensificar-se sobre a possibilidade de começar a tributar os robots e houve quem pensasse que estava a brincar. A verdade é que não são só as actividades fabris que estão cada vez mais automatizadas. Os robots já chegaram à advocacia. O primeiro colega advogado chama-se Ross e foi criado pela IBM. Nos EUA já tratou muitos processos de contra-ordenações rodoviárias (se não estou em erro), substituindo-se a uns quantos advogados de carne e osso. A automatização é uma realidade e não há forma de a evitar. Teremos, pois, de nos adaptar aos novos tempos. É algo inquietante para a sociedade mas há que ter em mente aquela que continua a ser a realidade. São os humanos que criam, parametrizam e fazem manutenção dos robots. Apesar de já se falar na alma dos nossos amigos metálicos, por enquanto mantemos o monopólio da criatividade. Há-de haver espaço para coabitarmos todos em harmonia na nossa complementaridade.

sábado, 29 de julho de 2017

Não auguro nada de bom

As patroas decidiram fazer um investimento conjunto. Vai daí, juntaram o conteúdo dos mealheiros e compraram uma consola wm compropriedade. Adivinham-se tempos conturbados. Não auguro nada de bom.

Pai solteiro

Esta semana conheci um pai solteiro, com uma carreira de sucesso, que responde a emails de trabalho dizendo que só poderá enviar a informação pedida depois do jantar, já que tem um bebé para tratar e recusa certos trabalhos para poder levá -lo à escola sem sobrecarregar a família. Para além da foto no telemóvel, aposto que tem outra na carteira. Tudo normalíssimo, se não fosse um homem. Aliás, se a história fosse de uma mulher talvez não me ocorresse fazer dela tema de um post. Em todo o caso, tenho uma admiração monstra por pais/mães solteiros. E, género à parte, acho a história linda.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Estamos no caminho certo

Chegadas a casa, as patroas comecam a discutir os 1001 planos para o fim de semana. De repente, a Tita diz que de tudo o que mais quer é ir ao lar ver a bisa. Num momento raro de concordância, a Leonor confessa ter o meu desejo. No meio disto tudo, fico com um nó na garganta. Estamos no caminho certo. Foi isto que a minha avó legou à família.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Nem todos se podem gabar de começar o dia assim

No primeiro dia, pensei ser impressão minha; no 2.º, a dúvida diminuiu, ao 3.º, tive a certeza. Um dos operários que anda a restaurar a fachada do meu prédio, começa o dia a assobiar salmos responsoriais. Posso estar muito enganada, mas o senhor transmite-me uma imagem de serenidade que chego a invejar. Já para não falar do sorriso que sinto formar-se no mer rosto e ...., claro está, de desfazer aquelas ideias pré-concebidas que todos temos relativamente aos profissionais do ramo.

Este post vai direitinho para amantes de pedagogia e pais angustiados

Amantes de pedagogia e pais angustiados, vejam este vídeo e não se arrependerão.

Podemos fazer tudo, mas nada adiantará. Cada um tem a sua personalidade. Contudo, as sementes ficarão lá. E mais não digo. Vejam, em especial a partir de 1 minuto e 20 segundos. Prometo que darão o tempo por bem empregue.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Perder e ganhar é desporto

 
Hei-de ter outros dons, que não a capacidade, e elegância atlética, (pelo menos assim espero).
 
E como diria o professor Pereira, "perder e ganhar é desporto".
 
Pelo menos diverti-me e disfrutei de uma bela paisagem (esta é a parte em que tento esquecer a falta de habilidade).
 
 
 

Qual a diferença entre 65 e 64?

Enquanto o país continua a arder, a malta continua preocupada em saber se afinal foram 65 ou 64 os mortos no incêndio de Pedrógão Grande e muito chateada por deixar de ver os comandantes dos bombeiros, debaixo de montes de jornalistas, a comentar as tragédias tendo o fogo como pano de fundo.

Não sei que vos parece, mas a mim só me ocorre a imagem de pequenez e desprotecção. Não há ideias construtivas, não há acções positivas. De lado nenhum, diga-se.

Desde Pedrógão nada mudou, parece-me. Tirando as pedras lançadas de lado para lado. E isto entristece-me. Muito.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A relação laboral e os trabalhadores sobreviventes de cancro

Para uma jurista amante de direito do trabalho, e simultaneamente sobrevivente de cancro, o tema que escolhi como título deste post é apaixonante.

A doutrina começa finalmente a tratá-lo com  passos pequeninos, numa altura em que os sobreviventes são em cada vez maior número (hip hip urra) e, consequentemente, aumenta o risco de discriminação.

Estando numa fase em que não nego elogios e agradecimentos (o que faz ser sobrevivente), tive a alegria de agradecer pessoalmente à professora Milena Rouxinol, pelo estudo da temática no qual está a ter em conta um facto muito fácil de compreender. O trabalho é, em muitos casos, uma espécie de terapia.

Há quem trabalhe durante a quimio, há quem queira regressar ao trabalho logo que termina os tratamentos. Trabalhar não só permite que percamos tempo a alimentar minhoquices na cabeça como nos faz sentir vivos e normais.

A nossa legislação já proíbe a discriminação no trabalho, mesmo sem falar em cancro, mas não está de facto preparada para dar resposta a questões práticas do dia a dia.

Imaginem um simples exemplo de ordem prática, que tantas vezes sucede. Um sobrevivente que está apto para o trabalho mas tem de faltar ao mesmo 2 vezes por mês, para análises e tratamento. Quem paga esses dois dias de trabalho, 22 num ano?

Não será isto uma forma de discriminação?


Vejam ESTA entrevista. Um tema do futuro, de facto.

A Leonor vota pela continuidade

Assistir ao 1.º gargalhar, 1.ª papa, 1.º passo, entrada na escola (...) é maravilhoso. Olhar para aqueles 5 réis de gente que gerámos e vê-los crescer não tem descrição. Perceber a personalidade que neles se forma, então é mágico.
A Tita começou a aperceber-se que a foto do presidente da "cambra" e outros senhores está afixada em todo o lado e começou a questionar-se sobre o porquê do fenómeno.
Tentei explicar-lhe o que vai acontecer em Outubro e foi quando a Leonor começou a fazer a sua avaliação do trabalho feito no município e freguesia, explicando que se a deixassem votar escolheria os actuais presidentes.
Na sua percepção (e palavras) têm feito um bom trabalho. Ao nível mais local, lá disse que acha a presidente "muito empenhada e trabalhadora".
Já tem consciência cívica a minha mais velha.

domingo, 23 de julho de 2017

Maravilhas da gastronomia portuguesa

Nem sou grande amante da natas, mas estas da Atlântida (Costa Nova) são qualquer coisa!
(juro que só comi uma)

O parque (da macaca)

 
"O parque" faz, sem dúvida alguma, parte das minhas melhores memórias de infância. A macaca Inês, há muito desapareceu, bem como o enorme passarinheiro mas, em compensação, surgiu um parque infantil giríssimo.
 
Os patos e os peixes, esses, continuam lá ansiosos por comer bocadinhos de pão atirados por miúdos e graúdos.
 
E como é bom ver a nossa descendência a passear entre as nossas memórias.

 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Saibam onde podem encontrar cuidados paliativos na vossa zona de residência

Um final de vida digno e com as máximas condições de conforto é algo que me diz muito e uma causa para a qual gostaria de contribuir já que a sensibilização para a importância de cuidados paliativos, já para não falar do acesso aos mesmos e preparação dos profissionais de saúde, é algo em que Portugal revela ainda uma grande lacuna.

Sei bem o que é deparar-me com esse cenário e ficar perdida sem saber para onde me virar.

 Tive a sorte de a família poder custear serviços médicos e  de enfermagem cuja qualidade foi mais do que duvidosa, já que os profissionais em causa estiveram longe de saber lidar com a situação tendo sido, no mínimo, infelizes em determinadas condutas e palavras ( talvez um dia detalhe esta questão).

Mas há muito quem não tenha essa possibilidade.

Assim, quando me deparei com esta ferramenta que podem  ver AQUI, que permite encontrar equipas que podem dar apoio ao Doente Paliativo na sua área de residência, disponibilizada pela Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, não hesitei em partilhar.

A pesquisa é simples. Os resultados é que são poucos já que a rede ainda é muito incipiente. É o que temos.

Bem haja APCP.

Ontem a Tita foi dormir feliz

Ao dar a notícia à  Tita de que tinha ouvido dizer que a professora que vai ter na primeira classe é muito boa, a avaliação foi imediata. "Se é muito boa, não deve passar muitos trabalhos de casa!".
E foi dormir feliz.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Amigos

Tenho por Amigos aqueles de quem sinto as dores e, igualmente, tomam as minhas. Os mesmos que nunca me negam sorrisos, que devolvo em igual dose.
Aqueles que comigo crescem, teimosamente escolhendo os momentos mais duros para se fazerem presentes.
Tenho por Amigos aqueles que só por irrelevante mero acaso não são meus irmãos, mas a quem amo como tal, e por saberem quem são me dispenso de nomear.
Grata, muito grata, meus Amigos por me encherem a alma daquilo que de mais valioso existe na vida - a gratuitidade.

Pernas, para que vos quero!




Esta foto mostra as pernas do ciclista polaco da equipa alemã Bora-Hansgrohe  Pawel Poljanski no final da Volta à França.

A imagem não tem nada de bonito, bem pelo contrário, e só reforça a minha dualidade de sentimentos relativamente aos desportos de alta competição.

Gosto de ver mas não consigo evitar uma sensação de desconforto. Este resultado não pode ser normal, muito menos saudável.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

A importância do tédio para as crianças (e adultos, nota minha)

Hoje encontrei ESTE artigo muito interessante sobre a importância do tédio para o desenvolvimento das crianças. Os argumentos apresentados parecem-me fazer todo o sentido e até me atrevo a dizer que são transponíveis para os adultos.

Sendo o tédio algo que anda muito arredado da nossa vida familiar, deixou-me a pensar.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Há quem perca excelentes oportunidades para estar calado

Eu já ouvi as instruções dadas a uma estagiária que estava quase a desmaiar enquanro me introduziam o cateter na jugular (a pobre até teve de sair da sala a meio da intervenção). Já ouvi também as instruções dadas a uma interna para "proteger o períneo" (o meu, entenda-se). Enfim, já tive a minha dose, mas confesso que não foi suficiente para me proteger das palavras de um dentista (muito delicado, é certo) ye fez questão de me ir avisando que "ali" é que ia doer; "a seguir é que vai custar"). Não estava preparada, pronto. Mas correu bem e fiquei só com mais uma experiência e muita vontade de ensinar ao dentista, que quase podia ser meu filho, que existem excelentes oportunidades para ficar calado e ele perdeu umas 3 ou 4 em meia hora.

Sai uma francesinha e um tango para a bisa

 
Assim dá gozo chegar aos 90, a malhar um tango e comer francesinha.
 
Parabéns bisa Emília.
 
Venham, no mínimo, mais 11 anos cheios de pica.
 
 
 

A falta de filtro de Gentil Martins e o que diz sobre nós

Gentil Martins, sem filtro, disse o que pensa sobre a homossexualidade e a compra de filhos. Disse-o porque não entrou em demagogias e, provavelmente, estar numa fase da vida em que se pode dar ao luxo de ser sincero. Disse aquilo que provavelmente muitos pensam mas não dizem. Não subscrevo o que disse, atenção, apesar de ser muito crítica da compra de filhos. Mas não posso deixar de lamentar o facto de a sinceridade relativamente a temas fracturantes ser um luxo. Há opiniões que estão na moda. É cool defende-las e quando alguém se atreve contestar é um deus nos acusa. Instala-se o histerismo, o que não deixa de ser paradoxal quando está em causa a defesa da não discriminação. Das palavras de Gentil Martins não se pode concluir tratar-se de uma pessoa intolerante e desrespeitadora de homossexuais e pais que optam pela maternidade de substituicao. Tem uma opinião demode e é só.
Preocupemo-nos com factos. Percebamos que os sapos à porta de lojas e jardins nem sempre são só objectos decorativos. Respeitemos opiniões contrárias. Acima de tudo, sejamos coerentes.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Quando não se esgadanham, amam-se muito

As patroas iniciaram hoje um workshop de dança, numa escola que não conheciam. Pensei advertir a Leonor para dar atenção à Tita, a nossa benjamin, mas acabei por não dizer nada.

Ao final da manhã ligou-me uma Amiga (obrigada Joaninha, foste mesmo uma querida) que me disse ter estado com as cachopas e assistido ao cuidado que a Leonor teve com a irmã quando teve de ir para outra sala, chamando-lhe a atenção para que ficasse ali e não saísse sozinha.

E é assim, quando não estão a esgadanhar-se, amam-se muito e deixam-se completamente derretida as minhas memés.

domingo, 16 de julho de 2017

Totalmente inapta para preparar piqueniques

Sem vergonha, mas com muita pena, assumo-me totalmente inapta para preparar piqueniques. Felizmente esta minha falha é, amplamente, superada pela habilidade de amigos que tornam o momento num verdadeiro festim. Hoje até pedido de casamento houve. Ah, vida boa.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A utilização de símbolos religiosos no local de trabalho

Por estes lados, discute-se a licitude da proibição de utilização de símbolos religiosos no local de trabalho. Direito à liberdade religiosa e à sua manifestação vs direito da entidade empregadora manter a secularização da sua actividade. Questão interessante cuja resposta só pode ser a do costume - cada caso é um caso.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Devem os robots pagar impostos?

A diminuição demográfica, juntamente com o envelhecimento da população e a digitalização da economia, obrigam-nos a pensar na imprescindibilidade de nos adaptarmos e criar mecanismos que salvaguardem quer os postos de trabalho, quer o sistema previdencial.
Começa-se a discutir a possibilidade de reconher personalidade tributária aos robots. Devem, ou não, pagar impostos. Em que termos? Será exequível? Como fazê-lo sem correr o risco de prejudicar a introdução de tecnologias nas empresas ou tornar a mão de obra mais barata? Questões apaixonantes que, acredito, virem a tornar-se cada vez discutidas.
A mutação sócio-económica assim o exige.

Terapia brutalmente eficaz

Há quem decida correr, fazer yoga ou tratar da horta. Eu decidi cantarolar para relaxar.
A experiência está a ser giríssima, entre ensaios de pais ultra animados e concertos de pais e filhos atribulados.
Acho o máximo ouvir chamar "mãe soprano" e observar o resultado de ver adultos e garotos misturados em palco, ainda que isso implique interceptar muitos sorrisos e comentários de gozo feitos pelos petizes sobre os velhos , catevoria em que me incluem naturalmente.
Sábado há mais. Apareçam à noite no Cais da Fonte Nova e verão.
Só sei que é uma terapia brutalmente eficaz e anseio o dia em que a Leonor partilhe estes momentos comigo.

terça-feira, 11 de julho de 2017

O cheiro da comida engorda?!!! WTF

Um  ESTUDO feito lá na terra das oportunidades, vem concluir que o cheiro da comida engorda.

Sendo verdade só me vem dar razão. Na dúvida é "enfardar", as papilas gustativas ficam felizes e o ânimo redobrado. Essa é que é essa.

PS Se começarem a ver malta de mola no nariz já sabem; a culpa não é de Cacia. É do Trump.

As equipas são o reflexo do treinador, seja aqui seja na Suécia

À conversa com um jovem árbitro de futebol, ele contava como é difícil permanecer impassível ao arbitrar um jogo de crianças de 7 anos enquanto os pais insultam tudo e todos, chegando a chamar otário aos miúdos.
Depois concluiu com um exemplo muito revelador do porquê da falta de educação  e valores que tantas vezes criticamos na sociedade. Dizia aquele jovem que a equipa é sempre reflexo do treinador. Os miúdos que têm treinadores serenos e respeitadores do adversário e árbitro. Os que não têm esse exemplo são quezilentos.
E, realmente, quando o exemplo não vem de cima é difícil exigir comportamentos rectos seja no futebol seja em qualquer outra área da nossa vida.

O que não quer dizer que a falta de exemplo sirva de desculpa para tudo, naturalmente.

A título de curiosidade, vejam AQUI a necessidade que algumas equipas suecas sentirem de criar um código de conduta futebolística para "comprometer" pais nervosos a adoptar comportamentos mais amistosos enquanto assistem aos jogos dos pimpolhos.

E somos nós, portugueses e suecos, povos de brandos costumes.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Ainda a propósito da compra de crianças

EXCELENTE este texto da Isabel Stilwell.
Quanto às quotas só me ocorre uma coisa. Enquanto virem a mulher como uma chocadeira e a mulher deixar que a reduzam à condição de objecto, as quotas só potenciam o risco de ter a pessoa errada no lugar errado.

Já não há verões como os de antigamente

Ele é Secretários de Estado que se demitem quando a malta já nem se lembrava do, alegado, pecado; armas e munições que andam sabe Deus onde; contratos informais à volta do SIRESP, juntamente com reuniões não convocadas há mais de 2 anos sem que ninguém lhes sentisse a falta ...

Um verdadeiro filme trágico-cómico.

Já não há verões como os de antigamente, em que a única preocupação era perceber as movimentações dos jogadores da I Liga. É certo que os problemas que agora nos perturbem a tranquilidade, já existiam há muito mas isso são outros quinhentos.

Tudo está bem quando acaba bem. Só que às vezes não corre assim tão bem e pode piorar, se os iluminados que nos vão regendo ao longo dos anos continuarem alheios à gravidade das falhas e inacções.

domingo, 9 de julho de 2017

Desculpas não se pedem

A patroa mais nova tem os sentimentos, indomados, à flor da pele.
Perco a conta aos pedidos de desculpa e abracos recebidos, sempre que cai nela e percebe ter passado os limites.
Esta capacidade de pedir desculpa, espontaneamente, é louvável. Está no bom caminho, a minha pequena. Falta só o passo seguinte. Perceber que as desculpas não se pedem, evitam-se. Mas tem toda uma vida para o dar.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

COMPRAR FILHOS É IMORAL, PONTO.

Subscrevo, subscrevo, subscrevo ESTA crónica do Henrique Raposo.

E acrescento o que ouvi/li há dias (não me recordo onde mas provavelmente no fb), se uma criança perde a mãe ou o pai todos lamentam e se entristecem.

Agora quando se "fabrica" uma criança e se lhe nega o direito a ter uma mãe, acha-se normalíssimo.

Nem sei que diga,

A partir de amanhã, quem estacionar em lugar destinado a deficientes arrisca 2 pontitos da carta


A Lei n.º 47/2017, de 07 de Julho, que entra em vigor já amanhã, considera contraordenação grave a paragem e o estacionamento em lugar reservado a veículos de pessoas com deficiência (aqui se considerando como tal,  a pessoa com deficiência condicionada na sua mobilidade, nos termos previstos no Decreto-Lei n.º 307/2003, de 10 de dezembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 17/2011, de 27 de janeiro), por qualquer condutor que não esteja autorizado para tal.

 

Não sei se deva alegrar-me por esta medida que já vem tarde ou entristecer-me por ela ser necessária.

 

Pode ser que o medo de perder pontos na carta refreie os mais irresponsáveis, que em vez de agradecer o facto de não necessitarem de lugar especial ainda se dão ao luxo de o tirarem a quem não tem a mesma sorte.

 

Por sua vez a Lei 48/2017. também de 07 de Julho vem estabelecer a obrigatoriedade de as entidades públicas assegurarem lugares de estacionamento para pessoas com deficiência, nos seguintes termos:

 

As entidades públicas que disponham de lugares de estacionamento destinado a utentes devem assegurar a disponibilização de lugares de estacionamento gratuitos para pessoas com deficiência, em número e características que cumpram o disposto nas normas técnicas para melhoria da acessibilidade das pessoas com mobilidade condicionada, publicadas em anexo ao Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de agosto.

O disposto no parágrafo anterior aplica-se, ainda, às entidades públicas, mesmo que em regime de parceria público-privada, cujo estacionamento destinado a utentes esteja concessionado a terceiros.

 As entidades públicas que não disponham de estacionamento para utentes devem assegurar a disponibilização na via pública de lugares de estacionamento reservados para pessoas com deficiência, nos termos do disposto nas normas técnicas para melhoria da acessibilidade das pessoas com mobilidade condicionada, publicadas em anexo ao Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de agosto.»

Neste caso a “Vacatio legis” é um pouco mais longa, para permitir às entidades públicas um período de adaptação que eu diria ambicioso e o diploma só entra em vigor 30 dias após a publicação. Estou curiosa para assistir à implementação da medida. Chamem-me S. Tomé.

Desabafo de eleitora

Senhores governamentes, permitam-me um pequeno desabafo. Prefiro que me digam não existir previsão para a resolução de problemas do que andem a fazer de mim parva, com sucessivas desculpas esfarrapadas. A malta pode ser tola mas não é tolinha e a transparência cai sempre bem.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Nós não vamos a igreja atrás do padre

Há momentos em que sinto necessidade de colocar as ideias em ordem, na tentativa de perceber certos fenómenos e tentar manter a sanidade mental mínima necessária para ir em frente sem mandar ninguém dar uma volta ao bilhar grande (para não utilizar uma palavra brejeira de 5 letrinhas apenas). Para isso, tento socorrer-me de lições passadas. Não havendo mestra melhor que a minha avó, é ela que hoje me vem à mente. Parece que estou a ouvi-la "filha, nós não vamos à igreja atrás dos padres". E é bem verdade.

Pensamento positivo

Diz Pinto da Costa, o médico legista, que o pensamento positivo aumenta o número de anos de vida. Não sei se aumenta ou não, mas tenho a certeza que ajuda a vive-la melhor. Com isto em mente, procuro ansiosamente pelo lado positivo da CP ligar o ar condicionado nos 20 graus negativos, que já me congelaram os pés, lixaram a garganta e puseram de pingo do nariz. Mas é só mais uma horita de viagem.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Final de ano lectivo - o eterno dilema

A cada final de ano lectivo, o eterno dilema - como guardar os milhentos, e amorosos, trabalhos manuais feitos pelas patroas na escola os quais apresentam uma multiplicidade de materiais e formatos que só visto. Aceitam-se sugestões.

Poison

Questão existencial do dia. Incluir Alice Cooper na mesma play list em que estão os Madredeus, Sétima Legião, Rui Veloso, Roy Orbison, Credence Clearwater Revival e outros do género faz de mim uma pessoa esquisita? Em caso afirmativo, passados mais de 20 anos há possibilidade de me ter reabilitado? NOTA - Continuo a gostar da sonoridade

terça-feira, 4 de julho de 2017

Quando nos colocamos nos sapatos dos outros

Quando nos colocamos nos sapatos dos outros. Linda história de humanidade. Vejam simplesmente. Dispensar-me-ei de comentários que, por mais profundos que possam ser, nunca serão mais profundos que o gesto deste homem.

Se também acontece no estrangeiro fico muito mais descansada

Enquanto o nosso primeiro anda a banhos (pudesse eu e faria exactamente o mesmo), e esperamos relatorios sobre relatórios, veio o Ministro dos Negócios Estrangeiros dizer-nos ao dizer que nos outros países da NATO também desaparecem armas.
Fiquei muito mais descansada. Se no estrangeiro, onde é tudo muito melhor e avançado, isto acontece é porque não deve ser muito grave.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

150 anos volvidos sobre a abolição da pena de morte

Portugal assinala, à boca cheia, a abolição da pena de morte fez por estes dias 150 anos. E é, de facto, algo de que nos devemos orgulhar.

Contudo, a defesa da vida não é entre nós tão linear quanto seria suposto.

Com muito interesse, por algumas curiosidades apontadas, ESTA crónica cuja leitura sugiro a qual q deixa no ar uma pergunta inquietante - 150 anos depois ainda somos pela vida?

domingo, 2 de julho de 2017

Lanche partilhado

A festa estava a ser linda e terminaria com um lanche partilhado. Só que a organização * esqueceu-se de explicar o conceito. Basicamente, seria um momento de convívio à volta de uma mesa e não uma oportunidade de enfardar enquanto os outros estavam entretidos a ouvir os cachopos ou meter comida na carteira para enfardar em casa.
A organização ficou triste com alguns. Eu fico triste por eles, que não perceberam nada do que ali se passou.
A festa essa foi linda.

*ironiazinha

Vou contar-te uma coisa, mas é segredo!

- Leonor, vou contar-te uma coisa mas é segredo. Posso confiar em ti?
- Sim!
- ......
- Tita, a mãe disse-me que ...
- Leonor, tinha-te pedido segredo!
- Mas mãe, estou a contar só à Tita!

Não querendo colocar em causa a seriedade da Tita, aposto que há só mais uma pessoa a quem ela contará o tal segredo a qual, por sua vez, contará só a uma outra pessoa .........

Tudo normalíssimo, portanto. Tal e qual acontece com os adultos (pelos menos com aqueles que conseguem contar o segredo só a uma pessoa).

sábado, 1 de julho de 2017

Obrigada Tita!


Esta semana tive a felicidade de ver a minha filha mais nova celebrar a passagem para a escola primária. Mais uma etapa da sua vida cumprida, mais um passo rumo ao futuro.

Não terei ficado mais orgulhosa do que as outras mães que viveram a mesma felicidade, mas o momento foi de profunda reflexão e agradecimento pelo dom da Vida, em especial a da Tita.

E não posso deixar de partilhar aquilo que senti, não só pela necessidade de desabafar como pela expectativa que possa ser lido por alguém a quem possa tocar e dar alento para, tal como a Tita, dar mais um passo rumo ao futuro.

Há 8 anos, por esta altura, estava a começar a grande batalha conta o linfoma de Hodgkin. Até àquela altura, associava a quimioterapia à decadência física. Hoje sei que não é assim e agradeço todos os químicos que me injectaram e ajudaram a curar. Mas naquela altura os medos eram muitos.

Primeiro temi pela vida (mais até pela possibilidade de a Leonor ter de crescer sem mãe). Depois de ver que estava a reagir bem, percebi que não seria Mr. Hodgkin que me faria vergar mas surgiu o 2.º medo. A infertilidade era um dos possíveis efeitos secundários da quimio e ter mais do que um filho sempre tinha feito parte dos meus planos de vida.

Mas a vida não pára de nos surpreender. Quando, 6 meses após a quimio, soube que estava grávida, fiquei em pânico. Curioso, não? O meu maior medo não se tinha concretizado e, em vez de festejar, fiquei numa angústia tremenda.

Ao ver a Tita em cima do palco, saudável e feliz, senti-me uma tonta por todos os medos que tive. A tonta mais feliz do mundo.

Obrigada Tita, sol da minha vida. E não tenhas medo do que aí vem. A mãe está sempre contigo, a lembrar que o teu Anjo da Guarda nunca te abandonará.