Para uma jurista amante de direito do trabalho, e simultaneamente sobrevivente de cancro, o tema que escolhi como título deste post é apaixonante.
A doutrina começa finalmente a tratá-lo com passos pequeninos, numa altura em que os sobreviventes são em cada vez maior número (hip hip urra) e, consequentemente, aumenta o risco de discriminação.
Estando numa fase em que não nego elogios e agradecimentos (o que faz ser sobrevivente), tive a alegria de agradecer pessoalmente à professora Milena Rouxinol, pelo estudo da temática no qual está a ter em conta um facto muito fácil de compreender. O trabalho é, em muitos casos, uma espécie de terapia.
Há quem trabalhe durante a quimio, há quem queira regressar ao trabalho logo que termina os tratamentos. Trabalhar não só permite que percamos tempo a alimentar minhoquices na cabeça como nos faz sentir vivos e normais.
A nossa legislação já proíbe a discriminação no trabalho, mesmo sem falar em cancro, mas não está de facto preparada para dar resposta a questões práticas do dia a dia.
Imaginem um simples exemplo de ordem prática, que tantas vezes sucede. Um sobrevivente que está apto para o trabalho mas tem de faltar ao mesmo 2 vezes por mês, para análises e tratamento. Quem paga esses dois dias de trabalho, 22 num ano?
Não será isto uma forma de discriminação?
Vejam ESTA entrevista. Um tema do futuro, de facto.
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