sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2016 em imagens

2016 foi, para mim em termos pessoais, um ano duro mas ao fim do qual chego com uma profunda sensação de que (uma vez mais) valeram a pena todas as provas vividas.
 
Chegar à véspera de Natal e ver escrito, pelo punho da minha avó, que uma das vantagens de ser velha é receber aquilo que deu toda a vida, só pode querer dizer que estamos no caminho certo.
 
 O do Amor, que é das poucas coisas valiosas que deve ser esbanjada. E perceber que, no seu mundo, a minha avó sente esse nosso Amor por ela é aquilo que mais me alegra e sereniza.
 
Para memória futura, algumas imagens desse Amor que tive a felicidade de dar e receber em 2016.
 
 
(40 anos do papá)
 
 
 
 
(39 anos da mamã)
 
 
(miminhos à bis(avó))
 
 
(Portugal Campeão da Europa)
 
 
(férias/afectos)
 
(podem nascer gatos em árvores, se quisermos)
 
 
(aniversário da avó)
 
(mais miminhos à avó)
 
(reunião rara das 3 manas)

(Natal com as super mães)

Lista de coisas a não fazer em 2017

Mais uma vez termino um ano com a sensação de não ter feito nem metade daquilo que queria.
O facto de ser indisciplinada não ajuda nada. Isso e a falta de força de vontade.
Temo, por  isso, reler os posts escritos em anos anteriores, por esta altura. Cheira-me que ficaria altamente frustrada.
No meio da neura, ouvi uma reportagem em que se falava numa nova teoria - Substituir as listas de coisas a fazer por listas de coisas a não fazer. Confesso que estou tentada a fazê-lo, apesar de ser credula quanto aos resultados.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Todos os burros comem palha, a questão é saber-lha dar

Ultimamente é frequente que os meus dias fiquem, à conta do que neles se vai passando, marcados por imagens mentais ou frases que me ocupam a mente durante algum tempo
A mais recente é a que deu título a este post "todos os burros comem palha, a questão é saber-lha dar".
Esta constatação empírica exige porém, para ser posta em prática, a inteligência emocional que nem sempre se revela.
Dar palha a burros obriga a engolir sapos mas é uma forma espectacular de evitar sarna para nos coçar. E todos ficam relativamente contentes.
Pessoalmente prefiro palha de Abrantes.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Memórias de Natal - contagem dos ovos

Este Natal será diferente, com a ausência física dos dois principais pilares da família. Temos a pesada herança de continuar o seu exemplo de retidão e apego à  família e estamos todos apostados em fazê-lo.
Em vésperas da consoada, dou por mim a recordar natais passados.
Entre muitas memórias boas, recordo uma cena recorrente cuja razão de ser sempre me suscitou curiosidade. Antes de irmos para a meses todos tinham de dizer se queriam ovo cozido para que não se cozesse a mais. E era um sarilho quendo, a meio da refeição, alguém mudava de ideias. Presumo que a causa se relacione com as origens humildes da família e a preocupação de não estragar comida.
Com o tempo a "tradição" foi-se perdendo, especialmente porque foram entrando novos elementos na família que introduziram na ementa do dia 25 o "farrapo velho" pelo que já não há risco de desperdiçar ovos excedentes.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O bichinho chamava-se cancro

Hoje as minhas cicatrizes de guerra voltaram a chamar a atenção da Leonor que me fez uma série de perguntas difíceis. Já tínhamos falado, ate a conselho da pediatra, sobre o bichinho que causou as cicatrizes mas nunca me tinha perguntado o nome. Depois de hesitar, acabei por lhe dizer que o bichinho se chamava cancro.
Achei que estava chegada a hora de dar nome às coisas, especialmente porque percebi que falar em bichinho estava a confundir a Leonor que queria saber como o tinha apanhado e se ele ainda existia em Portugal.
Não foi facil até porque há respostas que nunca terei mas a verdade é que a minha filha tem o direito de saber porque é que a mãe teve de deixar de lhe dar mama logo aos dois anos.
Felizmente, a palavra cancro não lhe diz nada e ouviu as respostas que procurava com a maior naturalidade.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Coisas que me alegram a alma

Uma das coisas que me faz mais feliz é estar com Amigos de há anos e ter ao lado as respectivas crias a brincar.
Poucas coisas me preenchem mais que perceber que há laços que não se perdem, independentemente da distância e da direcção que toma a vida de cada um.
Recordar histórias e partilhas antigas sobre aquilo que cada um sonhava para o futuro e continuar a partilha nesse tal futuro é  algo magico. Ver os nossos filhos a criar laços também entre eles então, é precioso
E este fim de semana foram só 2 festas de aniversário e um pequeno almoço no sítio onde fizemos lancharadas épicas. Tão mas tão bom.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Que encontro feliz

Começar o dia com um encontro inesperado mas muito ansiado. Receber as melhores notícias e não deixar por dizer nada daquilo que se calava há meses. Sentir que se continua com um sorriso parvo enquanto se escolhe fruta.
Há lá  coisa melhor.
Estou feliz.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Natal dos hospitais

Felizmente só agora me apercebi ser dia de Natal dos hospitais ou a cruz de hoje teria sido ainda mais pesada.
Não sou muito de regressos ao passado mas admito que o Natal dos hospitais faz sempre com que seja inundada por profunda nostalgia ao lembrar-me dos tempos imemoriais em que tinha o privilégio de me alapar a tarde toda no sofá, objecto que presentemente nem sei que seja.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

10 anos de noivado

Podia ter sido em Paris, onde tinhamos estado no dia dos meus anos, mas não.

A escolha foi muito menos óbvia, o que tornou tudo muito mais inesperado e surpreendente, precisamente como gosto.

Foi em Alfena, no dia em que a minha mãe fez 50 anos, há precisamente 10 anos que fui pedida em casamento com direito  a anel e tudo.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Dão -se alvíssaras

Dão -se alvíssaras a quem encontrar o café solúvel que ponho no leite todas as manhãs e que desapareceu como que por mistério, talvez por ter sido guardado num sitio altamente improvável e estúpido.

Sentimento de pertença

Vivi a maior parte da vida dividida, fisicamente, entre Aveiro, Ermesinde e arredores com uma passagem por Santa Maria da Feira e senti sempre que acabava por não pertencer a lado nenhum. Com dias úteis passados num lado e fins de semanas e férias noutro, não criava a proximidade necessária. Olhando para trás percebo que bastava ter -me mexido mais e o facto de andar de terra em terra não era impeditivo de criar os laços que tanto desejava.
Entretanto parece que assentamos e temos feito questão de, em família, ser parte activa da nossa comunidade. Entre associação de pais, basket, catequese e actividades da Junta, tem sido uma roda viva muito enriquecedora. É muito bom perceber que com o nosso pouco, incentivando e incentivados por outros, podemos contribuir para um nundo melhor. E o sentimento de pertença começa a solidificar-se. Que maravilha.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

3 manas

 
A gente briga mas, no fundo, a gente ama-se.
 
Oh que coisinha mais fofinha e Kitsch.
 
E, prontos, depois da publicação destas fotos, há alguém que me vai matar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A parte boa de ter uma péssima memória

Com o aproximar do final do ano, não consigo evitar as retrospectivas. O que aconteceu, o que não aconteceu por nenhum nenhum motivo em particular e em eapecial o que não aconteceu por inércia minha. E é neste ponto que a porca torce o rabo. Há, na minha lista de "coisas a fazer no ano que se avizinha", demasiados pendentes. E, muito pior que isso, pendentes com tantos anos que já era suposto terem caído de maduros.
Há pouco, estava eu no meio das minhas cogitações e quase a autoflagelar-me com urtigas, quando me dei conta de uma questão que muda quase tudo.
A minha péssima memória, que tanto me desgosta, acaba por me defender de algumas frustrações ao fazer-me esquecer de quase todas as resoluções cde ano novo efectadas nos anos transactos. E isso é bom sinal já que, à  partida, quererá significar que não eram assim tão importantes. Ou isso ou sou mesmo tonta, hipótese com grande probabilidade de estar certa.
De modos que, na dúvida, manter-me-ei firme no propósito de cumprir as minhas intemporais resoluções de ano novo até porque em 2017 chegam os 40 e, parafraseando o povo, aos 40 ou vai ou rebenta.
E agora acho que vou dormir que hoje só me saem baboseiras.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Dia Internacional do Voluntário

 A Organização das Nações Unidas instituiu o dia 05 de dezembro como o Dia Internacional do Voluntário. Nada mais justo, em minha opinião.
Continuo a achar que doar tempo é muito mais difícil que doar bens materiais, ainda que estes também sejam indispensáveis.
Neste dia, recordo com especial carinho o cheiro do café que exala dos termos utilizados pelos voluntários do IPO e o sorriso aconchegante com que nos brindam a cada momento.
Um grande bem haja a todos os voluntários.
Que recebam, em dobro, tudo o que dão.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Exortação apostólica do Papa Francisco "A alegria do Amor" - convite

Amanhã, dia  5 de Dezembro, pelas 21 h, no salão paroquial de Esgueira, estarão Teresa e Niall a prestar testemunho e a comentar a exortação apostólica do Papa Francisco.
Trata-se de um casal católico, com 7 filhos, que "conheci" através do blogue "uma família catolica" e que tenho muita curiosidade em ouvir pois os seus relatos de vida familiar transmitem uma paz inacreditável.
A curiosidade é ainda maior devido ao texto que irão partilhar, riquissimo, sobre o qual tive a felicidade já ter ouvido um belo ensinamento do frei Silvino, que celebrou o meu casamento.
Amanhã lá estarei na primeira fila. Venham daí também.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Falar sobre a morte às crianças

Optamos sempre por não esconder nada sobre a morte às meninas que acompanharam de perto os últimos dias do bisavô.

Ontem contamos-lhe que tinha morrido uma idosa que costumavam ver no lar e se metia muito com elas. Inicialmente, na sua inocência, brincaram com a situação. Passado algum tempo, a Tita confessou que tinha ficado preocupada pois gostava de senhora. Sosseguei-a e disse-lhe que a sua amiga deve estar agora a conversar com o bisavô Emílio. A Tita ficou contente com a ideia e simulou o possível diálogo.
Assim, sem dramas, as minhas meninas percebem que quem morre estará sempre vivo nas suas memórias e coração, simplesmente deixa de se ver.