domingo, 30 de junho de 2013

Tchim tchim, aí onde estejas

Farias hoje anos, cá na terra, se a luta não te tivesse obrigado a partir.

Por cá, não te esquecemos, nem hoje nem nunca.

Apesar de a saudade ser uma constante, e frequente o impulso de te telefonar para contar o que me vai acontecendo, sei que estás bem.

E é isso que me conforta, padrinho, depois de tanto te ter visto sofrer.

Tchim, tchim aí onde estejas.

sábado, 29 de junho de 2013

Festa da Vista Alegre 2013

Começa dia 5 de Julho a festa em honra de Nossa Senhora da Penha de França (a chamada festa da Vista Alegre).

A quem não conhece o local, onde nasceu a fábrica da Vista Alegre, aconselho  a visita.

A capela, que me diz muito pois foi lá que dissemos "SIM", faz em Outubro 6 anos, é lindíssima.

Para quem gosta de cacos e cacarecos é o paraíso. A Loja de Oportunidades é um espectáculo e há sempre uma pecinha que nos faz imensa falta. Isto para não falar da "loja boa" (haja dinheiro).

Uma verdadeira tentação para quem, como eu, anda a pensar iniciar-se na teoria minimalista.

Podem encontrar o PROGRAMA da festa AQUI.

Febre e dores no regresso ao trabalho

É sabido que o que é bom acaba depressa. Escusava era de acabar tão depressa e de forma tão atribulada.

5.ª feira foi o último dia das minhas, merecidas, férias. Como tive sorte com o tempo planeava, na minha inocência, ir até à praia ao final da tarde.

Devia saber que, com duas crias, é difícil executar planos.

A Leonor acordou da sesta com o diabo no corpo e chorou umas boas duas horas (já não me lembrava de uma birra destas).

O mau acordar da pequena, juntamente com o seu pézito quase em ferida depois de uma ataque brutal de mosquitos, fizeram-me perceber que o regresso ao trabalho seria mais duro do que o normal.

Depois de, finalmente, a conseguir acalmar e tratar o pé, peguei na Benedita ao colo. Senti-a ferver, mas pensei ser do calor, pois de resto estava normalíssima.

Nada mais errado. Sem que eu tivesse percebido, a minha mais nova estava cheia de febre, para cima de 39º, e assim continuou noite fora.

Na manhã seguinte ficou com a avó, enquanto a Leonor foi para o infantário. Por volta das 15h30, ligam-me do infantário a dizer que a Leonor tinha acordado da sesta com o pé roxo e estava cheia de dores.

Telefonei ao papá, que voou de Santa Maria da Feira até Aveiro para levar a Leonor ao hospital.

Assim que chegou à escola, telefonou-me a dizer "a tua filha é uma fiteira. Não quis vir comigo, calçou as crocs e desatou a correr em direcção aos amiguinhos".

Apesar do stress todo, tive de me rir. São mesmo coisas à Leonor. Quando está connosco, apoia o pé no calcanhar e manca. Aquilo tem de lhe doer, pois o pé está mesmo feio e parte das picadelas é na sola, mas fugir ao pai e recusar-se a sair da escola já é coisa de artista profissional.

Seja como for, e ainda que por pouco tempo,  respirei de alívio.

Nem cinco minutos depois, liga-me a minha mãe "A Tita tem 39, 7º". Lá ligo eu ao papá. "Olha, já que não levas a Leonor ao hospital, leva a Benedita".

Felizmente, o papá manteve a serenidade e resolveu seguir o conselho da pediatra que disse que ainda era cedo para a ver, uma vez que não tinha mais sintomas, e que só se justificava, caso a febre se mantivesse durante 48 horas.

Quando cheguei a casa, a rapariga estava bem, dormiu lindamente e ainda não acordou. À partida, a coisa está controlada.

Até sou uma mãe descontraída, mas desta vez stressei, admito. Até porque estivemos na Madeira e o dengue é uma possibilidade.

E foi assim o meu regresso ao trabalho.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Estilo minimalista

Quando mudei de casa, fiquei horrorizada com a quantidade de tralha acumulada em 3 anos.

Pior que isso, a tralha acumulada da qual não me lembrava, o que demonstra a sua inutilidade.

Há dias li uma reportagem sobre o estilo de vida minimalista e voltei a lembrar-me das mudanças.

Não faz sentido, de facto, juntar tanta coisa que para nós é inútil mas para outras pessoas pode servir de muito.

Claro que há posições muito extremadas entre os chamados minimalistas, mas como em tudo há que ter meio termo.

Os argumentos a favor do minimalismo são vários. Eu fico-me pela partilha com quem, efectivamente, irá usufruir de coisas que estão em bom estado (obviamente) e, estupidamente, estão arrumadas a um canto.

Cá em casa comecei nas gavetas da roupa das cachopas e já tenho ali umas saquinhas para oferecer.

Deixo o tema, para reflexão.

Unhas de gel podem causar cancro de pele?

Depois do post sobre as unhas de gelinho, a minha amiga Gigi disse-me que nunca tinha feito pois tinha ouvido falar em contra-indicações.

Contrariamente ao que é meu costume, resolvi investigar na net e encontrei este artigo no Portal de Oncologia Português.

As especialistas citadas não afirmam, categoricamente, que os raios ultra-violeta emitidos pela máquina usada para secar o verniz sejam potencialmente cancerígenos, mas aconselham a que aguardemos até termos dados científicos que permitam saber, com maior segurança, os potenciais/eventuais riscos desta técnica.

Mais uma prova de que a ciência tem muito a explorar no que ao cancro diz respeito.

Tenho de dar o braço a torcer e admitir que a mana caçula tinha a sua razão quando torceu o nariz à maquineta, que eu desconhecia até faz hoje uma semana.

Da minha parte, e antes de começar a hiper-ventilar com os nervos (o que está feito, feito está), vou perguntar a opinião da minha onco-hematologista.

Assim, e até Novembro (data em que terei a próxima consulta) não deverei repetir a dose.

Bem basta a asneirada que faço com a alimentação, com a qual não tenho o mínimo cuidado.

Não vale a pena correr riscos desnecessários, por mais pequenos e improváveis que sejam.

Apesar de gostar do efeito visual do gelinho, vivo bem sem ele. Já quanto aos enchidos e outras iguarias pouco saudáveis não poderei dizer o mesmo.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

As unhas da sopeira

Durante a nossa viagem em busca dos golfinhos e baleias perdidos, que se devem ter rebolado a rir de nós, tirei esta foto a fugir para o fashion.
 
Afinal, foi a minha estreia nas unhas  de gelinho.
 
A questão é que nunca serei fashion e uma das provas está, precisamente, nas minhas unhas de sopeira.
 
Supostamente, o gelinho duraria 2 semanas. Passada que está uma delas, já tive de arrancar parte dele à dentada (bela imagem).
 
A mana Joaninha diz que estou dentro do período de garantia e a esteticista vai reparar o estrago. A ver vamos.
 
 
 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Células dendríticas

Ao ver a reportagem que ontem passou na TVI sobre as células dendríticas, recuei 4 anos da minha vida.

Nessa altura fui confrontada com a necessidade de fazer quimioterapia para liquidar um linfoma de Hodgkin.

Não me foi apresentada nenhuma alternativa de tratamento e eu nem questionei. Estava paralisada  pelo medo e tenho como princípio confiar nos profissionais que me rodeiam.

A única coisa que fiz foi, depois de muita insistência dos meus pais, consultar um homeopata.

Como contei aqui, a experiência não podia ter sido mais traumatizante. Entrei lá em busca de ajuda, mais para minimizar os efeitos secundários da quimio, e o senhor queria obrigar-me a desistir do tratamento convencional, optando pelo tratamento que me faria (na altura explicou-me em que consistia mas estava tão aparvalhada que não fixei nadinha).

Esta opção implicava, desde logo, que não contasse nada "aos da medicina convencional" (um pequeno pormenor).

Ao longo da consulta, o senhor fartou-se de falar do lobbie da indústria farmacêutica e da indústria leiteira.

Não duvido que estes lobbies existam, mas tudo isto me faz imensa confusão.

Imaginava a medicina como uma ciência"exacta" e custa-me acreditar como, em pleno século XXI, se continuam a discutir possibilidades de tratamento do cancro com base em critérios (e acusações) meramente económicos.

Mesmo sabendo que, infelizmente, é o dinheiro que move o mundo, era suposto que os estados investissem numa investigação séria e fundada, quanto mais não fosse, já que falamos em dinheiro, para controlar os enormes gastos que suportam com tratamentos oncológicos.

Não confiei naquele homeopata e mesmo que me tivesse inspirado confiança não sei se teria coragem para recusar o tratamento convencional.

Admiro profundamente a coragem daqueles que procuram outras formas de tratamento, especialmente quando os resultados não são, ainda, muito conhecidos.

Apesar de ser uma escolha pessoal, essa decisão, tomada num momento tão conturbado e de tantas interrogações interiores, acaba por ser uma forma de contribuir para a evolução do conhecimento e beneficiar todos aqueles que se vêem confrontados com diagnósticos semelhantes.

Como disse, não sei se teria essa coragem. Discernimento para pesquisar alternativas não tive, isso de certeza.

 Tal como acontece a muitos pacientes oncológicos, entre a decisão dos médicos de prescrever um protocolo de quimio e o início do tratamento passaram pouquíssimos dias.

Não tinha tempo, nem cabeça, para pensar se existiriam alternativas. E agora, apesar de as coisas terem corrido muitíssimo bem, é muito estranho ouvir a facção anti quimio falar no lobbie da indústria farmacêutica e todos os riscos que corro por ter confiado na medicina convencional.

Só queria que esta malta da ciência se entendesse. Acredito que nuns casos a quimio seja a única solução. Noutros talvez não.

Acima de tudo, queria que o sistema estivesse melhor preparado para esclarecer, de forma desinteressada, quem leva com a bomba que é saber que tem cancro.

Apesar dos pesares, não me arrependo de ter confiado nos meus queridos médicos (JCD e AES) a quem admiro muito e por quem nutro grande carinho.

Vivam os noivos! Viva a Madeira!! - parte 2

Acho que induzi algumas pessoas em erro neste post.

Estivemos 4 dias (espectaculares) na Madeira, mas a festa do casamento não durou esse tempo todo :)



Banidos de vôos da TAP

Quando aterrámos no Funchal, a Leonor teve a árdua tarefa de procurar uma caixa de lápis de cor que tinha deixado cair.

Andava ela de rabo para o ar, entre os bancos do avião, quando a ouço "mãe, aqui só vejo queijo e fiambre".

Depois da épica viagem Lisboa - Estocolmo do ano passado, que envolveu espinafres colados à parede do avião, parece-me que esta foi a gota de água.

A família Neves Pinto já deve constar da lista negra da TAP.

Algo me diz que terá sido por sido que, no regresso do Funchal, não foi efectuado o serviço de bordo com o pretexto de o vôo estar a ser feito com a tripulação mínima.

Aos restantes passageiros, que ficaram sem pequeno almoço, o nosso sincero pedido de desculpas.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Vivam os noivos! Viva a Madeira!

 
 
Depois de um longo noivado, que deu tempo para os amigos irem enchendo o mealheiro, para pagar a viagem até à Madeira, chegou o grande dia.
 
O Nando e a Cláudia tiveram um dia lindo e a família Neves Pinto teve o privilégio de estar lá, a partilhar o momento e a felicidade vivida.
 
Quase tão grande como o noivado, foram as festividades. Na véspera, e aproveitando o facto de estarem lá muitos amigos do continente, juntámo-nos todos aos noivos,  enchemos um barco e fomos à procura de golfinhos e baleias (que vimos "por um canudo", mas isso não interessa nada).
 
À noite, continuou o "conbíbio" da malta de Ermesinde, e consegui baralhar o empregado do bar quando pedi duas "natas". Tal como a sul do continente, por lá chamam-lhes pastel de nata (por sinal divinais).
 
A cerimónia foi linda, como linda estava a noiva, e o copo de água super animado.
 
A animação estendeu-se às gaivotas que, naquele sítio, se fartam de encher o bandulho com presunto (consta que há dias se alambuzaram com um bolo da noiva).
 
Foram (só) 4 dias espectaculares.
 
Vivam os noivos! Viva a Madeira, que é mesmo um jardim.
 
 
 
 
 
 
 



terça-feira, 18 de junho de 2013

Enfrentar o sogro por Amor

Eu - Achas que estou gorda?

Pai - Tu?!!! Nem se te vêem as rótulas.

Eu - Fogo. É assim que um pai fala de uma filha?

Marido - Nem estás, muito.

Gostei desta prova de Amor, apesar de ter reparado no pormenor da parte final da frase


Assim fica difícil

Avô - estas miúdas comem doces a mais. Estou sempre a dizer, mas ninguém me liga.


Passados 5 minutos


Vá lá, nã chores mais. Se parares de chorar, eu peço à mãe para te dar a goma.


PS Sendo que o choro se devia ao facto de a mãe ter recusado dar uma goma à menina

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O meu 1.º link

No dia em que aprendi a linkar (difícil....), nada mais justo que exemplificar com um link para o blogue da professora, e minha irmã mais nova.


Done.

Vão ver que gostam. A moça escreve bem que se farta.

domingo, 16 de junho de 2013

É assim que a minha filha me vê

- Mãe, que quero um pacote de leite, dos pequeninos. Onde é que ele está?

- Está na despensa. Pede ao pai que to dê que eu agora estou ocupada.

- Não. É melhor esperar por ti, porque acho que o pai não vai querer dar-mo.

Moral da história - a mãe é uma banana (mas isso já todos sabíamos)

sábado, 15 de junho de 2013

Que hei-de fazer, matá-la?

Depois de mais uma discussão fraternal, só ouvi o desabafo da Leonor.

Que hei-de fazer, matá-la?

Como?

-Mãe, quero aquele livro. VAI BUSCÁ-LO!

- Como, Leonor?!!!

- Mãe, quero aquelo aquele livro. Vai buscá-lo, se faz favor. Vá e agora vai buscá-lo JÁ

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Feriado da capital devia ser nacional

Já é o 2.º ano consecutivo que isto me acontece. No dia 13 de Junho, ao cumprir o meu ritual de consultar o Diário da República, deparo-me com a mensagem "aos sábados, domingos e feriados não há edição do Diário da República".


Depois de uns segundos sem perceber porque é que estou no meu local de trabalho num dia feriado, caio na realidade e percebo que o feriado é só na capital, apesar de implicar paragens que se repercutem no país todo.

Deve ser o único dia  em quen lamento viver na província, especialmente este ano que o feriado municipal de Aveiro coincidiu com um domingo.

Como os passarinhos

- Sabes mãe, quando os passarinhos da avó tiverem bebés nós vamos ficar com dois.

- Ah sim? E eles já puseram ovos?

- Não. Nós temos de fazer silêncio e ir levantar a tampinha do ninho, para ver se a mulher está lá.

- Ah. Pensava que já tinham posto os ovos.

- Não. Primeiro eles vão ter de namorar.

- Glup.... Namorar?!!!

- Sim, claro. Como tu e o pai fizeram antes de nós nascermos.

Já sabe mais do que aquilo que eu lhe ensinei, a cachopa.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A 13 de Maio na Cova de Iria

Há dias fazia zapping no rádio do carro, quando passei pela Rádio Renascença que estava a transmitir a recitação do terço.

As senhoras estavam a cantar o clássico "A 13 de Maio na Cova de Iria", com a voz aguda e arrastada.

Enquanto a radio passava para outra emissora, perdi-me em teorias relacionadas com aquele tipo de músicas que, pensava eu, não cativam os mais jovens.

Estava  no meio dos pensamentos, quando ouço uma vózinha, quase, celestial. "Mãe, põe naquela música!!!". "Qual música?!!!". "Naquela, que as senhoras estavam a rezar".

Um anjinho, a minha Maria Leonor, que me fez procurar a Rádio Renascença e ouvir a recitação do terço até ao final, para ouvir as músicas cantadas, desde sempre, em Fátima.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Tudo o que elas tocam ganha vida

Não há volta a dar-lhe. Tudo o que as minhas meninas tocam ganha vida.

Depois da vida que me deram, eis que estão a fazer renascer os bisavós.

Enquanto a Tita arranca a bisa, que tem início de Alzheimer, de uma depressão, com uma paixão louca e recíproca, a Leonor conseguiu que o bisa voltasse, aos 88 anos, a dar uma aula de piano.

É mesmo lindo, o Amor.

domingo, 9 de junho de 2013

A nossa escapadinha

Com 24 horas por nossa conta, decidimos procurar um destino próximo de casa.
 
Numa pesquisa rápida na net, deparei-me com o Hotel Rural Quinta de Novais, em Arouca, que me pareceu muito bonito. E não me enganei.
 
 
Para quem não sabe, a zona de Arouca é muito verdejante e cheia de trilhos, excelentes para quem gosta de fazer caminhadas.
 
 
Come-se, lindamente, para aqueles lados (nesse aspecto foi uma sorte o tempo ter sido pouco) e as pessoas são muito hospitaleiras.
 
No pouco tempo que tivemos, fomos a Canelas onde existe uma pedreira, na qual se descobriram imensos fósseis, as Trilobites, agora com direito a museu e tudo.
 
A escolha não podia ter sido melhor.
 
Aconselho vivamente um passeio até este concelho do meu lindo Distrito de Aveiro. Só vendo se percebe a beleza.
 
Devia ser probido ir fazer turismo para fora de Portugal antes de conhecermos, minimamente, o nosso país. Do melhor.

 
 
 
 





24 horas sem elas

Quando, na 5.º feira passada, o meu pai disse "nós ficamos com elas este fim de semana, para tu descansares", pensei ou vir uma música celestial.

Apesar de entusiasmada com a ideia, quando chegou a hora de as deixar comecei a hesitar. Nunca disse nada, mas a ideia de as levar connosco pairou no meu pensamento.

Já as tínhamos deixado em casa dos meus pais, a dormir, mas não para passear. Foi um pouco estranho e percebi os pais que voltam para casa, antes do tempo, por não aguentarem as saudades.

Foram só 24 horas, mas pareceram-me anos. Ainda assim foi um excelente ensaio. Elas portaram-se bem e nós relaxámos um bocado.

Cometemos até a proeza de ir de Aveiro a Arouca (terra linda sobre a qual falarei mais tarde) e só falar nas meninas à chegada.

E descobrimos que há assuntos, para além delas. Apesar de, volta e meia, darmos por nós a imitá-las e a imaginar o que fariam se ali estivessem.

A repetir, sem dúvida.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O Príncipe da Neblina

Ontem aconteceu história cá em casa. Consegui terminar de ler um livro, o 1.º do ano.

Entre as minhas resoluções para 2013 estava a de ler um livro por mês. Claro que até eu sabia ser uma ilusão mas, ainda assim, fixei o objectivo.

Apesar do enorme desvio, fiquei satisfeita com aquilo que é para mim, actualmente, uma façanha.

O cansaço é tanto, e os momentos possíveis tão poucos, que ler um livro inteiro acaba por ser uma vitória pessoal.

Se conseguir ler outro durante o 2.º semestre então é que me sentirei uma heroína.


Claro que ajudou ter escolhido o Carlos Ruiz Záfon. Desta vez li "O Príncipe da Neblina". Vendo bem, os livros deste autor espanhol são todos muito parecidos, mas o homem tem uma capacidade de nos prender e fazer com que ansiemos chegar ao fim, para saber como a história que vai acabar, que é qualquer coisa de fenomenal.

Se ainda não o conhecem, aconselho. A malta de Aveiro pode aproveitar a Feira do Livro, no Rossio, até dia 10 de Junho (à qual espero ir este fim de semana).

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Crianças na nossa festa não, obrigada

A minha irmã caçula, que mora na Suécia, recebeu um convite de casamento que dizia qualquer coisa como "as crianças são uma benção, mas queremos comemorar este dia entre adultos", que é como que diz  "crianças na nossa festa não, obrigada".

Segundo ela, este tipo de convites é muito frequente por aquelas bandas.

Já sabia que havia, por esse mundo fora, restaurantes que não aceitam crianças. Agora festas de quem está a constituir família interditas a famílias completas foi coisa que me surpreendeu.

É certo que este hábito explica muita coisa, nomeadamente o porquê de os suecos serem contra as palmadinhas correctivas. Pudera, com as crianças longe da vista até eu seria.

Admito que a ideia me causa confusão, apesar de eu estar sempre desejosa de uns momentos a sós (leia-se sem crianças).

 Uma coisa é um restaurante ou outro tipo de estabelecimento cujas regras posso aceitar, ou não. E convenhamos que estar num restaurante a ouvir a algazarra feita pelas criancinhas da mesa ao lado não é a coisa mais agradável do mundo.

Outra bem diferente será um convívio entre amigos que me dizem "tu és bem vinda; os teus filhos é que não".

Há que respeitar as diferenças, é certo, mas continuo a preferir os casórios portugueses.  Ainda que tenha de galgar quilómetros atrás das minhas crias.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Fun Dog Zone

E depois do parque infantil de Esgueira, eis que está prestes a surgir na cidade um espaço de lazer.

Segundo li, a fun dog zone vai nascer no Canal de S. Roque, perto da ponte do Abraço, e vai ter, imaginem só, equipamentos para os cães se divertirem.

Não é fofinho?

terça-feira, 4 de junho de 2013

Assim até dá gosto pagar IMI

Depois de muiiiiitos meses sem parque infantil no centro de Esgueira (o anterior teve de ser desmantelado dado o estado de degradação causado por alguns adolescentes de hormonas saltitantes) eis que surgiu um, novinho em folha.

Simultaneamente, foram feitas obras para tapar as crateras de algumas estradas.

As más línguas começaram logo a falar no dinheiro que nasce sempre em vésperas de eleições.

Como não gosto de ser injusta, fui indagar e a explicação está nas verbas do IMI que os municípios receberam recentemente.

Abstraindo-me do facto de o IMI ser um imposto anual, bastei-me com a explicação.

E é um regalo, nestes dias de sol ver o parque cheio de crianças sorridentes e rodeado de pais babados.

A coisa só tem o senão de estar plantada mesmo à frente do portão do infantário das minhas cachopas o que, cheiro, vai dar pano para muita birra e finca pé. Não há bela sem senão.

´Tirando isso, e se for para o ver bem empregue, nem me importo de pagar IMI.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mãe em perigo de vida

Neste momento em que escrevo, temo pela vida.

Esqueci-me de comprar a Blédina de frutos variados para o pequeno almoço da Leonor.

Acho que posso começar a escrever o testamento.

Amanhã de manhã será o meu fim.

sábado, 1 de junho de 2013

Desfralde das meninas - ponto de situação

Um dos temas da consulta dos 4 anos da Leonor foi, claro, o desfralde das meninas.

A Leonor deixou muito bem as fraldas, por volta dos 3 anos. Pena só o ter feito nos períodos em que está acordada.

Durante a sesta e a noite ainda é muito frequente fazer chichi.

A pediatra deu-lhe luz verde até aos 5 anos. Diz que até lá é normalíssimo. Por isso não aconselha a levantá-la durante a noite (coisa que agradeço, devo admitir) e entende que no momento em que ela acordar com a fralda seca durante alguns dias seguidos (já acontece pontualmente) estará pronta para a largar.

Data limite - 13.05.2014

Quanto à Tita, e em resposta à minha dúvida existencial sobre continuar, ou não, o processo, foi peremptoria em dizer que é preferível desistir (ou pelo menos não insistir) do que a pequena estar constantemente a ser repreendida e chamada de "porquita" (tendência que nós, os adultos, temos).

Só por volta dos 3 anos (em regra) é que as criancinhas começam a conseguir conttrolar os esfincteres.

Já desconfiava que seria esta a resposta, até porque conheço bem a forma de pensar desta pediatra que é muito defensora do respeito pela individualidade e ritmo de cada criança.

No dia seguinte, de manhã, disse à Tita "vamos pôr a cueca fralda?" A resposta foi, naturalmente, negativa.

O raio da garota só iria querer a cueca fralda se eu estivesse a tentar vestir-lhe cuecas de pano e eu já devia saber disso.

Perante a resposta, lá arrisquei vestir-lhe as cuecas de pano e a coisa correu bem até ao final do dia, pois regressou do infantário com a roupa que lhe tinha vestido de manhã.

Chegando a casa é que teve de marcar o seu território, mas já não foi mau de todo.

Conclusão disto tudo, não vou desistir completamente do desfralde mas também não vou insistir.

Agora é sensibilizar o resto da malta para não andar a chamar "porquita" à minha mais nova.