sábado, 29 de junho de 2013

Febre e dores no regresso ao trabalho

É sabido que o que é bom acaba depressa. Escusava era de acabar tão depressa e de forma tão atribulada.

5.ª feira foi o último dia das minhas, merecidas, férias. Como tive sorte com o tempo planeava, na minha inocência, ir até à praia ao final da tarde.

Devia saber que, com duas crias, é difícil executar planos.

A Leonor acordou da sesta com o diabo no corpo e chorou umas boas duas horas (já não me lembrava de uma birra destas).

O mau acordar da pequena, juntamente com o seu pézito quase em ferida depois de uma ataque brutal de mosquitos, fizeram-me perceber que o regresso ao trabalho seria mais duro do que o normal.

Depois de, finalmente, a conseguir acalmar e tratar o pé, peguei na Benedita ao colo. Senti-a ferver, mas pensei ser do calor, pois de resto estava normalíssima.

Nada mais errado. Sem que eu tivesse percebido, a minha mais nova estava cheia de febre, para cima de 39º, e assim continuou noite fora.

Na manhã seguinte ficou com a avó, enquanto a Leonor foi para o infantário. Por volta das 15h30, ligam-me do infantário a dizer que a Leonor tinha acordado da sesta com o pé roxo e estava cheia de dores.

Telefonei ao papá, que voou de Santa Maria da Feira até Aveiro para levar a Leonor ao hospital.

Assim que chegou à escola, telefonou-me a dizer "a tua filha é uma fiteira. Não quis vir comigo, calçou as crocs e desatou a correr em direcção aos amiguinhos".

Apesar do stress todo, tive de me rir. São mesmo coisas à Leonor. Quando está connosco, apoia o pé no calcanhar e manca. Aquilo tem de lhe doer, pois o pé está mesmo feio e parte das picadelas é na sola, mas fugir ao pai e recusar-se a sair da escola já é coisa de artista profissional.

Seja como for, e ainda que por pouco tempo,  respirei de alívio.

Nem cinco minutos depois, liga-me a minha mãe "A Tita tem 39, 7º". Lá ligo eu ao papá. "Olha, já que não levas a Leonor ao hospital, leva a Benedita".

Felizmente, o papá manteve a serenidade e resolveu seguir o conselho da pediatra que disse que ainda era cedo para a ver, uma vez que não tinha mais sintomas, e que só se justificava, caso a febre se mantivesse durante 48 horas.

Quando cheguei a casa, a rapariga estava bem, dormiu lindamente e ainda não acordou. À partida, a coisa está controlada.

Até sou uma mãe descontraída, mas desta vez stressei, admito. Até porque estivemos na Madeira e o dengue é uma possibilidade.

E foi assim o meu regresso ao trabalho.

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