É sabido que o que é bom acaba depressa. Escusava era de acabar tão depressa e de forma tão atribulada.
5.ª feira foi o último dia das minhas, merecidas, férias. Como tive sorte com o tempo planeava, na minha inocência, ir até à praia ao final da tarde.
Devia saber que, com duas crias, é difícil executar planos.
A Leonor acordou da sesta com o diabo no corpo e chorou umas boas duas horas (já não me lembrava de uma birra destas).
O mau acordar da pequena, juntamente com o seu pézito quase em ferida depois de uma ataque brutal de mosquitos, fizeram-me perceber que o regresso ao trabalho seria mais duro do que o normal.
Depois de, finalmente, a conseguir acalmar e tratar o pé, peguei na Benedita ao colo. Senti-a ferver, mas pensei ser do calor, pois de resto estava normalíssima.
Nada mais errado. Sem que eu tivesse percebido, a minha mais nova estava cheia de febre, para cima de 39º, e assim continuou noite fora.
Na manhã seguinte ficou com a avó, enquanto a Leonor foi para o infantário. Por volta das 15h30, ligam-me do infantário a dizer que a Leonor tinha acordado da sesta com o pé roxo e estava cheia de dores.
Telefonei ao papá, que voou de Santa Maria da Feira até Aveiro para levar a Leonor ao hospital.
Assim que chegou à escola, telefonou-me a dizer "a tua filha é uma fiteira. Não quis vir comigo, calçou as crocs e desatou a correr em direcção aos amiguinhos".
Apesar do stress todo, tive de me rir. São mesmo coisas à Leonor. Quando está connosco, apoia o pé no calcanhar e manca. Aquilo tem de lhe doer, pois o pé está mesmo feio e parte das picadelas é na sola, mas fugir ao pai e recusar-se a sair da escola já é coisa de artista profissional.
Seja como for, e ainda que por pouco tempo, respirei de alívio.
Nem cinco minutos depois, liga-me a minha mãe "A Tita tem 39, 7º". Lá ligo eu ao papá. "Olha, já que não levas a Leonor ao hospital, leva a Benedita".
Felizmente, o papá manteve a serenidade e resolveu seguir o conselho da pediatra que disse que ainda era cedo para a ver, uma vez que não tinha mais sintomas, e que só se justificava, caso a febre se mantivesse durante 48 horas.
Quando cheguei a casa, a rapariga estava bem, dormiu lindamente e ainda não acordou. À partida, a coisa está controlada.
Até sou uma mãe descontraída, mas desta vez stressei, admito. Até porque estivemos na Madeira e o dengue é uma possibilidade.
E foi assim o meu regresso ao trabalho.
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