sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2016 em imagens

2016 foi, para mim em termos pessoais, um ano duro mas ao fim do qual chego com uma profunda sensação de que (uma vez mais) valeram a pena todas as provas vividas.
 
Chegar à véspera de Natal e ver escrito, pelo punho da minha avó, que uma das vantagens de ser velha é receber aquilo que deu toda a vida, só pode querer dizer que estamos no caminho certo.
 
 O do Amor, que é das poucas coisas valiosas que deve ser esbanjada. E perceber que, no seu mundo, a minha avó sente esse nosso Amor por ela é aquilo que mais me alegra e sereniza.
 
Para memória futura, algumas imagens desse Amor que tive a felicidade de dar e receber em 2016.
 
 
(40 anos do papá)
 
 
 
 
(39 anos da mamã)
 
 
(miminhos à bis(avó))
 
 
(Portugal Campeão da Europa)
 
 
(férias/afectos)
 
(podem nascer gatos em árvores, se quisermos)
 
 
(aniversário da avó)
 
(mais miminhos à avó)
 
(reunião rara das 3 manas)

(Natal com as super mães)

Lista de coisas a não fazer em 2017

Mais uma vez termino um ano com a sensação de não ter feito nem metade daquilo que queria.
O facto de ser indisciplinada não ajuda nada. Isso e a falta de força de vontade.
Temo, por  isso, reler os posts escritos em anos anteriores, por esta altura. Cheira-me que ficaria altamente frustrada.
No meio da neura, ouvi uma reportagem em que se falava numa nova teoria - Substituir as listas de coisas a fazer por listas de coisas a não fazer. Confesso que estou tentada a fazê-lo, apesar de ser credula quanto aos resultados.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Todos os burros comem palha, a questão é saber-lha dar

Ultimamente é frequente que os meus dias fiquem, à conta do que neles se vai passando, marcados por imagens mentais ou frases que me ocupam a mente durante algum tempo
A mais recente é a que deu título a este post "todos os burros comem palha, a questão é saber-lha dar".
Esta constatação empírica exige porém, para ser posta em prática, a inteligência emocional que nem sempre se revela.
Dar palha a burros obriga a engolir sapos mas é uma forma espectacular de evitar sarna para nos coçar. E todos ficam relativamente contentes.
Pessoalmente prefiro palha de Abrantes.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Memórias de Natal - contagem dos ovos

Este Natal será diferente, com a ausência física dos dois principais pilares da família. Temos a pesada herança de continuar o seu exemplo de retidão e apego à  família e estamos todos apostados em fazê-lo.
Em vésperas da consoada, dou por mim a recordar natais passados.
Entre muitas memórias boas, recordo uma cena recorrente cuja razão de ser sempre me suscitou curiosidade. Antes de irmos para a meses todos tinham de dizer se queriam ovo cozido para que não se cozesse a mais. E era um sarilho quendo, a meio da refeição, alguém mudava de ideias. Presumo que a causa se relacione com as origens humildes da família e a preocupação de não estragar comida.
Com o tempo a "tradição" foi-se perdendo, especialmente porque foram entrando novos elementos na família que introduziram na ementa do dia 25 o "farrapo velho" pelo que já não há risco de desperdiçar ovos excedentes.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O bichinho chamava-se cancro

Hoje as minhas cicatrizes de guerra voltaram a chamar a atenção da Leonor que me fez uma série de perguntas difíceis. Já tínhamos falado, ate a conselho da pediatra, sobre o bichinho que causou as cicatrizes mas nunca me tinha perguntado o nome. Depois de hesitar, acabei por lhe dizer que o bichinho se chamava cancro.
Achei que estava chegada a hora de dar nome às coisas, especialmente porque percebi que falar em bichinho estava a confundir a Leonor que queria saber como o tinha apanhado e se ele ainda existia em Portugal.
Não foi facil até porque há respostas que nunca terei mas a verdade é que a minha filha tem o direito de saber porque é que a mãe teve de deixar de lhe dar mama logo aos dois anos.
Felizmente, a palavra cancro não lhe diz nada e ouviu as respostas que procurava com a maior naturalidade.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Coisas que me alegram a alma

Uma das coisas que me faz mais feliz é estar com Amigos de há anos e ter ao lado as respectivas crias a brincar.
Poucas coisas me preenchem mais que perceber que há laços que não se perdem, independentemente da distância e da direcção que toma a vida de cada um.
Recordar histórias e partilhas antigas sobre aquilo que cada um sonhava para o futuro e continuar a partilha nesse tal futuro é  algo magico. Ver os nossos filhos a criar laços também entre eles então, é precioso
E este fim de semana foram só 2 festas de aniversário e um pequeno almoço no sítio onde fizemos lancharadas épicas. Tão mas tão bom.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Que encontro feliz

Começar o dia com um encontro inesperado mas muito ansiado. Receber as melhores notícias e não deixar por dizer nada daquilo que se calava há meses. Sentir que se continua com um sorriso parvo enquanto se escolhe fruta.
Há lá  coisa melhor.
Estou feliz.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Natal dos hospitais

Felizmente só agora me apercebi ser dia de Natal dos hospitais ou a cruz de hoje teria sido ainda mais pesada.
Não sou muito de regressos ao passado mas admito que o Natal dos hospitais faz sempre com que seja inundada por profunda nostalgia ao lembrar-me dos tempos imemoriais em que tinha o privilégio de me alapar a tarde toda no sofá, objecto que presentemente nem sei que seja.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

10 anos de noivado

Podia ter sido em Paris, onde tinhamos estado no dia dos meus anos, mas não.

A escolha foi muito menos óbvia, o que tornou tudo muito mais inesperado e surpreendente, precisamente como gosto.

Foi em Alfena, no dia em que a minha mãe fez 50 anos, há precisamente 10 anos que fui pedida em casamento com direito  a anel e tudo.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Dão -se alvíssaras

Dão -se alvíssaras a quem encontrar o café solúvel que ponho no leite todas as manhãs e que desapareceu como que por mistério, talvez por ter sido guardado num sitio altamente improvável e estúpido.

Sentimento de pertença

Vivi a maior parte da vida dividida, fisicamente, entre Aveiro, Ermesinde e arredores com uma passagem por Santa Maria da Feira e senti sempre que acabava por não pertencer a lado nenhum. Com dias úteis passados num lado e fins de semanas e férias noutro, não criava a proximidade necessária. Olhando para trás percebo que bastava ter -me mexido mais e o facto de andar de terra em terra não era impeditivo de criar os laços que tanto desejava.
Entretanto parece que assentamos e temos feito questão de, em família, ser parte activa da nossa comunidade. Entre associação de pais, basket, catequese e actividades da Junta, tem sido uma roda viva muito enriquecedora. É muito bom perceber que com o nosso pouco, incentivando e incentivados por outros, podemos contribuir para um nundo melhor. E o sentimento de pertença começa a solidificar-se. Que maravilha.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

3 manas

 
A gente briga mas, no fundo, a gente ama-se.
 
Oh que coisinha mais fofinha e Kitsch.
 
E, prontos, depois da publicação destas fotos, há alguém que me vai matar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A parte boa de ter uma péssima memória

Com o aproximar do final do ano, não consigo evitar as retrospectivas. O que aconteceu, o que não aconteceu por nenhum nenhum motivo em particular e em eapecial o que não aconteceu por inércia minha. E é neste ponto que a porca torce o rabo. Há, na minha lista de "coisas a fazer no ano que se avizinha", demasiados pendentes. E, muito pior que isso, pendentes com tantos anos que já era suposto terem caído de maduros.
Há pouco, estava eu no meio das minhas cogitações e quase a autoflagelar-me com urtigas, quando me dei conta de uma questão que muda quase tudo.
A minha péssima memória, que tanto me desgosta, acaba por me defender de algumas frustrações ao fazer-me esquecer de quase todas as resoluções cde ano novo efectadas nos anos transactos. E isso é bom sinal já que, à  partida, quererá significar que não eram assim tão importantes. Ou isso ou sou mesmo tonta, hipótese com grande probabilidade de estar certa.
De modos que, na dúvida, manter-me-ei firme no propósito de cumprir as minhas intemporais resoluções de ano novo até porque em 2017 chegam os 40 e, parafraseando o povo, aos 40 ou vai ou rebenta.
E agora acho que vou dormir que hoje só me saem baboseiras.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Dia Internacional do Voluntário

 A Organização das Nações Unidas instituiu o dia 05 de dezembro como o Dia Internacional do Voluntário. Nada mais justo, em minha opinião.
Continuo a achar que doar tempo é muito mais difícil que doar bens materiais, ainda que estes também sejam indispensáveis.
Neste dia, recordo com especial carinho o cheiro do café que exala dos termos utilizados pelos voluntários do IPO e o sorriso aconchegante com que nos brindam a cada momento.
Um grande bem haja a todos os voluntários.
Que recebam, em dobro, tudo o que dão.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Exortação apostólica do Papa Francisco "A alegria do Amor" - convite

Amanhã, dia  5 de Dezembro, pelas 21 h, no salão paroquial de Esgueira, estarão Teresa e Niall a prestar testemunho e a comentar a exortação apostólica do Papa Francisco.
Trata-se de um casal católico, com 7 filhos, que "conheci" através do blogue "uma família catolica" e que tenho muita curiosidade em ouvir pois os seus relatos de vida familiar transmitem uma paz inacreditável.
A curiosidade é ainda maior devido ao texto que irão partilhar, riquissimo, sobre o qual tive a felicidade já ter ouvido um belo ensinamento do frei Silvino, que celebrou o meu casamento.
Amanhã lá estarei na primeira fila. Venham daí também.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Falar sobre a morte às crianças

Optamos sempre por não esconder nada sobre a morte às meninas que acompanharam de perto os últimos dias do bisavô.

Ontem contamos-lhe que tinha morrido uma idosa que costumavam ver no lar e se metia muito com elas. Inicialmente, na sua inocência, brincaram com a situação. Passado algum tempo, a Tita confessou que tinha ficado preocupada pois gostava de senhora. Sosseguei-a e disse-lhe que a sua amiga deve estar agora a conversar com o bisavô Emílio. A Tita ficou contente com a ideia e simulou o possível diálogo.
Assim, sem dramas, as minhas meninas percebem que quem morre estará sempre vivo nas suas memórias e coração, simplesmente deixa de se ver.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

No privado é que é bom (ao contrário)

Ontem assisti a uma cena que me fez pensar. Uns pais foram com o seu bebé de 1 ano às urgências de um hospital privado porque estava com problemas respiratórios. A recepcionista, 5 estrelas, apressou-se a procurar um médico e voltou com o recado do doutor de que seria melhor irem ao hospital.
Para além do hospital privado não ter pediatra àquela hora, o médico ia jantar pelo demoraria uma hora.
Até consigo perceber a razão de ciência, embora me tenha incomodado o facto de não ter vindo fazer uma avaliação sumária ao bebé cujos pais optaram por esperar. Hora e meia depois, lá foram atendidos.
Com isto reforcei a convicção que a única diferença entre os dois hospitais é a maior comodidade que o privado oferece, factor importante sem dúvida mas algo secundário quando está em causa a saúde. Quanto à  qualidade técnica nem me vou pronunciar. Há um certo hospital  a precisar desesperadamente de concorrência.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

A prenda de Natal que eu deveria pedir, segundo a minha mais velha

Segundo a Leonor, e por motivos que ainda não consegui apurar, eu deveria pedir ao Pai Natal um spa de bolas anti stress.
Admito que seja notória a necessidade, questiono-me é se a santa da minha filha tem noção do inestimável contributo que, juntamente com a sua santa irmã, dá para a elevação dos referidos níveis de stress.

domingo, 27 de novembro de 2016

Lúcia-lima

Se há sabores e odores que fazem viajar no tempo, o do chá de Lúcia-lima é um deles.
Foram tardes sem conta, passadas à lareira a ouvir as histórias de primos alentejanos que sinto conhecer sem nunca ter visto, que a avó Bena não se cansava de repetir enquanto bebericavamos o chá de folhas colhidas no jardim da tia Lurdes.
Grandes e ternas memórias.

O dia de Acção de Graças aos olhos da Leonor

-Mãe, a professora de inglês disse que no dia de Acção de Graças se come peru assado e tarte de abóbora mas eu acho que nesse dia as lojas deviam dar tudo de graça.

Intuindo a lógica do raciocínio, mas querendo perceber até que ponto estaria influenciadas pelas notícias sobre a Black Friday, quis saber porque dizia isso.

Então, porque seria uma acção de graça!, foi a resposta.

Afinal apegou-se só à literalidade das palavras, no significado que lhes conhece e que torna o raciocínio efectivamente lógico.
Adoro estas nossas conversas filosóficas.

sábado, 26 de novembro de 2016

Sou mesmo (a)normal

Naqueles dias em que me enfiam numa sala com malta de areas diferentes da minha, chego a sentir-me um alien. É esquisito perceber que toda a gente está em sintonia a achar que determinada coisa é preta enquanto eu a vejo de mil cores. A minha formação mostra-me que a interpretação de um texto está longe de ser matemática e acreditem que isso já me trouxe alguns constrangimentos que não aconteceriam se a mesma sala estivesse cheia de malta da minha área. Mas suponho que é esta diversidade de leituras e opiniões  possíveis que dá graça ao dia a dia.
Disto tudo concluo. Sou mesmo (a) normal.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Somos todos Heróis

 
Não me canso de dizer que poder falar sobre a minha doença aos outros e sentir que, com isso, os ajudo é uma forma de lhe dar sentido.
 
Foi também com a ajuda de outros testemunhos que consegui forças para superar aquele pesadelo.
 
E estamos cá uns para os outros.
 
Por isso, não hesitei um segundo quando a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas me convidou a contribuir para o livro de testemunhos que estava a idealizar.
 
Foi com inegável orgulho que participei na sessão de lançamento, mas também com muita emoção.
 
Aquele momento fez-me reviver muitas memórias, nem sempre fáceis, mas acima de tudo ajudou-me a recordar quão afortunada sou. Pela vida, família e amigos que tenho, só posso agradecer a Deus.
 
Teria/tenho muito mais a dizer do que aquilo que transpus para o papel, hoje teria escrito de outra forma, provavelmente, mas foi o que consegui.
 
E foi de coração aberto que contei a história do nascimento da Leonor e da Benedita, que na minha mente serão sempre representadas pela figura de um anjo e do sol, respectivamente.
 
Quem quiser ajudar a APLL, pode encomendar o livro directamente à associação ou adquiri-lo numa livraria perto de si.
 
 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Lançamento do livro "Somos Todos Heróis" - apareçam amanhã no Pavilhão Rosa Mota

O lançamento do livro “Somos Todos Heróis”, editado pela Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas, para o qual tive a enorme alegria de contribuir com o meu testemunho, irá realizar-se amanhã, dia 19 de Novembro de 2016, às 17:30 horas, no Pavilhão Rosa Mota – Porto.

O lançamento do livro está integrado no evento “Porto Saúde”, organizado pela APLL e pelo Porto Lazer, que  terá início no dia 19 de Novembro, às 11:00 horas, e encerrará no dia 20 de Novembro, às 20:00 horas.
 
O evento tem entrada gratuita e um programa muito interessante, que inclui rastreios de saúde, concertos, animação para crianças, etc,etc,etc.
 
Podem ver o Programa no site da APLL ou Facebook.
 
Apareçam.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Adivinhem foi o rastilho para a 1.ª discussão do dia

Contei AQUI mais uma tirada da minha patroa mais nova. Esta manhã, julgava ter a solução para que a cachopa saísse de casa feliz e contente. As padas de Vale d´Ílhavo.

Pois estava redondamente enganada. A patroa ficou ofendidíssima quando lhe ofereci uma com queijo. Tentei corrigir o meu erro e oferecer manteiga mas acho que só acirrei a fúria.

Adivinhem qual foi o rastilho para a 1.ª discussão do dia.


......


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Que raio de mãe sou eu, que não tem bacon em casa para rechear uma pada de Vale d´Ílhavo para a sua filha comer ao pequeno almoço?

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Um doce para quem adivinhar

Estávamos a comentar como são boas as tostas de queijo feitas com padas de Vale d' Ilhavo quando uma voz estranha à conversa exclamou "eu gosto é com bacon".
Por acaso, duvido que a dona da voz alguma vez tenha provado a iguaria, mas tenho a certeza que deve ser boa. A cachopa tem sensibilidade gastronomica.
Um doce para adivinhar sobre quem estou a falar.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Como se desmotiva uma mãe

Uma pessoa arrasta-se da cama a custo. Tenta concentrar-se e encontrar formas de auto-motivação que lhe dêem coragem para sair e enfrentar a ventania (no sentido amplo do termo) que vai na rua.
Está a meio do processo e ouve uma vozinha adorável "mãe, vem deitar-te um bocadinho comigo". Por pouco não se enche de febre psicológica.
Que bela forma de desmotivar uma mãe.

domingo, 13 de novembro de 2016

João Pedro Pais ou a importância de vivermos de coração aberto

Quando fui convidada para um concerto do João Pedro Pais não fiquei particularmente animada. Gosto de algumas músicas mas não simpatizava particularmente com o rapaz.
Mas o momento era importante e lá fui. Levei o coração aberto, até porque a vida já me ensinou que só assim deve ser vivida, sob pena de nos passar muita coisa ao lado, e não me arrependi.
O João Pedro Pais surpreendeu-me muito e o concerto foi muito acolhedor, num espaço agradável que ajudou a que o momento fosse vivido de forma tão intimista quanto bem disposta.
Gostei



sábado, 12 de novembro de 2016

A sem H

Pior que receber sms publicitárias de stands de  automóveis é  recebê -las com erros ortográficos, tipo os cartazes do Fernando Medina.
Os A sem H dão-me nos nervos.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Ressuscitou

Hoje só vejo fenomenos do Entroncamento.
Não é que, passados 14 anos, vejo ressuscitar um arguido dos meus tempos de estágio  (que na altura nunca me apareceu à frente e foi julgado na ausência, diga-se). Ele há cada uma. Estou esperançosa que seja sinónimo de redenção.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Minha santa menina

A Tita é um poço de emoções e surpreende-nos a cada momento. Nos dias de catequese da mana, não há quem a demova de participar. Os lanches partilhados que se fazem no final são uma forte motivação, é certo, mas fa-lo porque efectivamente gosta. Trata-se de pura devoção e é ela quem nos empurra para a missa ao domingo.
Continuando assim, vai fazer a catequese duas vezes, a minha santa menina.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Como se desarma uma mãe

Depois de um dia de tropelias e brigas com a irmã, estava eu a ralhar e a dizer que eram horas de dormir, quando fui interrompida por aquele anjinho. " E Jesus, mamã? Temos de rezar a Jesus!".
Um doce esta minha Tita.

domingo, 6 de novembro de 2016

40 anos. É obra!

Faz hoje 40 anos que os meus pais disseram o sim.40 anos de muita cumplicidade e turras. 40 anos de um grande exemplo de vida em família.
40 anos que me fazem acreditar no Amor eterno. Aquele que resiste a ventos e marés e permanece firme no compromisso de prevalecer na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. Todos os dias da vida.
Parabéns aos meus marretas preferidos.

sábado, 5 de novembro de 2016

A ignorância é uma benção

Ontem, na catequese, falava-se sobre a verdade e, em determinado contexto, o padre Armando disse que a ignorância pode ser muito boa.
De facto, se há certeza que se tem consolidado em mim é a de que a ignorância é mesmo uma benção.
Lamentavelmente  parece que, a este nível, vou ser como a minha avó. Saber demais sobre algumas pessoas e não por procurar, muito menos querer saber mas por esse conhecimento vir ter comigo de todas as formas e feitios. E eu que me ria quando a minha avó dizia que não tinha culpa de saber a vida da vizinhança toda.
Bem feita.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Será a obrigação de fazer trabalhos de casa violadora da Convenção dos Direitos das Crianças?

Muito se tem falado ultimamente da pertinência de obrigar as crianças a fazer trabalhos de casa e a temática faz-me regressar mentalmente à meninice.
Fui altamente massacrada com trabalhos de casa. O professor Pereira não brincava em serviço e os sábados de manhã, passados na sala do piano do meu avô eram um martírio.
Lembro-me do pai da minha melhor amiga, a Xana, que era professor, ser frontalmente contra os tpc e ter a admiração dos miúdos todos.
Apesar da minha experiência não ser das melhores, acho positivo que os meninos comecem a ter habitos de estudo. Tudo na devida proporção, naturalmente, e aí entrará a razoabilidade dos professores.
Sinceramente não me parece que sejam os deveres que impedem as crianças de brincar. Aliás, até permitem que os pais estejam mais proximos daquilo que é o seu dia a dia e das suas aprendizagens. Tudo, repito, com conta pesp e medida o que nem sempre acontece com as milhentas actividades extracurriculares em que as inscrevemos.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Uma vez inscrita em Religião e Moral para sempre inscrita

Quando inscrevemos a Leonor no Conservatório foi-nos dito que o horário seria definido em função do da escola. Só não nos disseram que não teriam em conta as AEC.
Resultado, quando foi publicado o horário do Conservatório, percebemos que seria inconciliável com as AEC de Religião e Moral e música, nas quais a patroa tinha insistido em inscrever-se.
Pensei que a coisa se resolvesse facilmente, dado o motivo do impedimento. Mas há  sempre um mas e neste caso fiquei atonita com o sistema. A legislação que regula a disciplinnão admite o cancelamento da inscrição pelo que a solução é justificar a falta às aulas até ao final do ano.
Confesso que me fez espécie isto
que só pode tratar-se de um esquecimento do nosso legislador para já não falar do arcaísmo do sistema que obriga a maratonas entre duas escolas públicas para comprovar horários num e noutro lado. Um filme que só visto.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O nosso Halloween

Ontem era uma daquelas noites em que daria a ponta do dedo mindinho da mão esquerda para ficar sossegadinha no meu sofá.
Mas como Deus sabe que sou uma molengona, resolveu compensar-me com amigos cheios de genica.
Quando já estávamos  dentro do autocarro da Joana.  Éramos 3 adultos e 4 crianças e lá fomos fazer um périplo por casa de avós e amigos, numa versão moderna do Halloween que só me faz lembrar aquelas peregrinações a Fátima feitas por etapas em que se regressa a casa de carro no fim de cada uma e retoma o caminho no dia seguinte.
Gostei. Obrigada por me sacudirem, Joana e Gilberto.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Halloween e toda uma geração de pais resignados

A horas da grande noite, só vejo pais da minha geração a dizer que não gostam do Halloween mas, como fazem tudo pelos filhos, lá se resignam e associam à comemoração da efeméride. E eu sou mais uma.
Algo me diz que o sentimento de resignação é algo que sentirei muitas vezes no que às escolhas das minhas patroas diz respeito.

domingo, 30 de outubro de 2016

O instinto infantil não falha

- É um estúpido, aquele homem! (disse quando viu o  Trump na televisão)
-Porque é que dizes isso, Leonor ?
 Porque sim  ! Olha para ele!
- O instinto nao falha, pois não  filha?
- Não sei o que é isso!

Dia de fiéis

Lido um bocado mal com o dia de fiéis ou melhor dizendo com o facto de, para muitos, ser só mais um motivo de discórdia. Não concebo que depois da distância em vida, se tenha como importante ostentar a campa melhor enfeitada do cemitério. E sereniza-me o facto de não precisar de ir até lá para me sentir próxima dos meus, até porque sei que não os encontrarei nesse sitio, mas nas memórias que trago em mim.

sábado, 29 de outubro de 2016

Diz Dave Gahan sobre o cancro (e eu subscrevo )

Há pessoas que parecem ter nascido imortais. Dave Gahan, o vocalista dos Depeche Mode, é um delas. Depois de um passado duro em que teve várias overdoses, à  conta do álcool e droga, e um cancro na bexiga, continua aí para as curvas.
Da entrevista que li, retive o seu sentimento relativamente ao cancro que resume muito bem o meu. "Uma doença como esta passa a fazer parte da vida. É como o alcoolismo ou a droga: um tipo sai daquilo mas as marcas ficam lá  ... mas não é preciso estar a pensar sempre nisso."

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Será do meu passado nas drogas?

É dia 28 de Outubro,quase 19 h, suo como um porco e acredito ter visto árvores de natal.
Estarei  alucinar?

A minha vida a andar para trás

A pequena insistia em ir vestia de Halloween hoje. Eu insistia que o dia para o fazer seria 2. Feira. E andamos nisto alguns dias até se convencer.
Eis que hoje, à chegada à escola, começo a ver as suas amiguinhas vestidas de bruxa e a suar frio, só de pensar na reacção da cachopa.
Valeu-me e intervenção da professora que explicou o porquê de alguns meninos irem mascarados e confirmou que o dia previsto para os restantes era, de facto, 2 feira.
Lá me safei, portanto.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Hoje é dia de dizer bem do SNS

Ter um exame médico marcado no hospital. Chegar e ser atendida antes da hora, com enorme simpatia e cuidado. E ainda sair de lá com um desenho ds princesa Sofia para pintar. Só no Hospital S. Sebastião, o mesmo em que as patroas viram a luz do dia.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A diferença está no coração de quem vê

A minha patroa mais velha estava a falar-me de uma amiga com a qual trocou miniaturas do Lidl (desculpem -me a publicidade gratuita mas quem inventou o conceito teve mesmo uma epifania ) e, como é normal, identificou-a pelo nome.
Como eu não estava a ver quem era, foi fazendo uma descrição de características comuns a metade das meninas de 7 anos que conheço.
E eu continuava sem identificar a cachopa, até que lhe perguntei se era a menina manca, o que confirmou.
O resultado desta conversa foi um orgulho enorme ao perceber que a Leonor olha para a amiga e não a vê diferente.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O Martim podia ser filho de qualquer um de nós

Sempre tive o pressentimento que o desaparecimento do Martim resultava da combinação de um momento de desatenção que o menino aproveitou para explorar o mundo.
Felizmente, parece que não passou disso mesmo e fico imensamente feliz, pelo menino e família cuja aflição não consigo sequer imaginar. Lamento o sofrimento agravado do pai, pelas graves suspeitas que alguns noveleiros inconsequentes levantaram.
Não me venham com conversas. O Martim podia ser filho de qualquer um dr nós
Aqui está quem se perdeu de uma mae e avó extremosas numa feira e tem uma irmã que conseguiu esgueirar-se até se enfiar num prédio das redondezas, as escuras.
Com as crianças mil olhos nem sempre chegam.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Empreendedorismo infantil

Ontem, enquanto aprendia ponto cruz, a Leonor teve uma ideia de negócio. Vender bordados, feitos por ela e por mim, a 5 euros.
Entusiasmada, lembrou-se que os origamis feitos pelo pai também podiam render bom dinheiro o que, na sua cabecinha, equivale a 5 euros a unidade.
Os clientes estão devidamente identificados : o avô e duas amigas
Faltar-lhe-á limar as arestas do modelo de negócio, mas a alma empreendedora está lá.
Já não falta tudo.

sábado, 22 de outubro de 2016

Só filha outra vez

Quis o destino que hoje fizesse a viagem de carro Aveiro-Porto, sozinha com os meus pais.
A sensação é gira. Parece que voltei ao dia 12 de Maio de 2009, último dia em que fui só filha.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Horror a gente burra

O diagnóstico de "criança exigente que quer que antecipemos as suas necessidades", efectuado pela pediatra aos 2 meses de vida, juntamente com a descrição da professora quanto à falta de paciência para ouvir a mesma explicação duas vezes, batem mesmo muito certo para caracterizar a minha mais nova.

A cachopa tem horror a gente burra sendo que entende como gente burra todos aqueles que não adivinham os seus pensamentos, preferencialmente antes de os mesmos lhe surgirem na mente.

E o olhar que dirige a gente burra, impossível de descrever por palavras, é letal.

Agora adivinhem quem está sempre em 1.º na sua lista de gente burra? NOTA: quero acreditar que tal ocorra por causa da ideia romântica de que as mães nos compreendem sempre, independentemente de palavras

PS Pelos menos vou-me rindo com a lembrança do Caco Antibes, no "Sai de Baixo", e as suas rábulas sobre a gente pobre (é que é mesmo igualzinha).

terça-feira, 18 de outubro de 2016

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Amigas que nos fazem chorar

Estou para aqui às voltas sem saber como descrever um momento que me levou às lágrimas, daquelas boas que chorar por às vezes sabe melhor que gargalhar.
Mas acho que, por mais que me esforçasse, nunca conseguiria traduzir em palavras algo tão tocante como ter uma Amiga que nos faz chorar quando, em lágrimas, nos diz que está a agradecer a Deus por estarmos ali.
Minha querida Sofia, quem agradece a Deus sou eu. Por me ter permitido estar aqui mas acima de tudo por estar aqui com Amigas como tu, que me fazem chorar de felicidadeh

domingo, 16 de outubro de 2016

Há tanto tempo que não havia uma concentração

É domingo, dia de dormir até tarde. Ou de fazer um bolo para entregar no clube até as 10 da matina, hora a que começa mais uma concentração. Já tinha saudades deste ecoar debolas dentro da cabeça.
Desde dia 5 (do mês em curso) que não havia concentrações. E viva o Esgueira.

sábado, 15 de outubro de 2016

Queres alguma coisa da rua?

Hoje, quando me preparava para ir ao pão, julguei ouvir a minha avó a fazer a pergunta que tantas vezes ouvi. Queres alguma coisa da rua? Independentemente da minha resposta, o resultado era o mesmo. Um miminho vindo directamente do minimercado.
Que saudades.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Sobre a Fat Tax e as contradições do sistema


O Estado propõe-se agravar a carga fiscal dos alimentos e bebidas açucarados.

Não tenho conhecimentos técnicos que me permitam comentar a bondade/oportunidade da medida mas, como cidadã, esta opção levanta-me algumas questões que se prendem com as contradições do sistema. Senão vejamos 2 simples exemplos.

1- O leite escolar distribuído aos meninos do pré-escolar é achocolatado. Creio que tem menos açúcar do que o que se encontra à venda no mercado mas, ainda assim, não deixa de ser açucarado. A mim, nada fundamentalista, não me causaria confusão SE fosse igualmente distribuído leite branco o que não acontece (pelo menos na escola da minha filha).

2 - O tabaco mata, tal como avisam as fotos e dizeres que o Estado manda colocar nos maços. Pela lógica, deveria ser proibido MAS ... há sempre um mas.

Sobre a questão moral sobre os limites da ingerência do Estado nas opções de cada um, partilho esta CRÓNICA que achei interessante.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Tremoços secos

Tão bom quando, às 20h, da noite uma alminha nos informa que precisa de levar tremoços secos para a escola no dia seguinte e perante a evidência de não existir tal coisa na despensa nos olha como se disso dependesse a sua vida.
É  por estas e por outras que jamais viveria a menos de 100 metros de um minimercado.
Agora dêem -me licença que vou até ali pegar no secador.
Algum dia deixaria a minha patroa mais velha sem tremoços secos?!!! Nunca

Bob Dylan, prémio Nobel da Literatura em 2016. Está certo.


Lá se foi a esperança de ver o nosso António Lobo Antunes ser laureado (ainda pensei que, com o embalo do Euro, este fosse o ano) ou o Haruki Murakami ( o que me permitiria abrir a boca, de orgulho, para dizer que estou a meio de um 2.º livro dele).

E lá terei eu de estar mais atenta ao mundo que me rodeia, e em especial às letras de música.

Admito que me passam muitas vezes ao lado (embora cada vez menos).

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Alô voluntários de Aradas

 Alô voluntários de Aradas.
 
Anda por aí alguém que possa dar resposta a este apelo?
 
(PS divulgar também é ajudar)
 
 
"A Equipa de RSI da Casa Mãe de Aradas vem por este meio fazer pedido de divulgação à Rede Social da necessidade de voluntário(a) para colaborar com a Equipa de RSI.
 
A presente colaboração é com o Projeto Tutores por Amor na zona de Aradas, solicitando-se preferencialmente voluntário(a) com formação ou experiência na área do ensino para acompanhar nos estudos aluno do 7º ano de escolaridade.
 
Com os nossos melhores cumprimentos,
 
Joana Lopes
(Psicóloga da Equipa de RSI)
 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O poder curativo das mães

Sempre que uma das minhas crias se abeira de mim a queixar-se com alguma dor, pergunto-lhe a localização exacta da mesma.

Depois dou um beijo no local, com mais ou menos intensidade consoante a gravidade da situação a qual avalio com o 6.º sentido, e rezo para que aquele beijo seja suficiente.

Acho que a isto se chama o poder curativo das mães. Pode não ser suficiente, em muitos casos, mas tem o condão de acalmar as crias e, consequentemente, as mães, representando aquele laço que nunca ninguém (para além das enlaçadas) compreenderá.

domingo, 9 de outubro de 2016

Conservatório - dia 1

É já amanhã que a nossa mais velha inicia uma nova etapa - a entrada no Conservatório.

A família baba de orgulho por toda a carga simbólica do momento, que sentimos honrar a memória do professor Emílio Matos, o bisavô materno, que tanto deu àquela casa cujas portas ajudou a abrir em Aveiro.

Já à futura pianista, tudo isto passa ao lado. Só quer saber de aprender mais e experimentar todos os outros instrumentos.

E é assim que deve ser. Aos 7 anos, daquilo que é acessório, só tem de fazer aquilo de que gosta.

Pelo menos assim penso.

Boa sorte Leonor. Que sejas muito feliz, também nesta fase.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A eleição de António Guterres e a minha bisavó

Como portuguesa, nao podia estar mais orgulhosa com a eleição de António Guterres que, estou esperançosa, pode vir a fazer um excelente trabalho na ONU e simultaneamente contribuir para afirmar Portugal no mapa mundo do sec XXI.
Mas esta eleição tem -me deixado de sorriso no rosto por motivos algo distintos. É impossível não lembrar a (bis)avó Bena a desligar a tirar o som da televisão semore que via a imagem do "Cuteles" para não ter de lhe ouvir a voz.

Há 9 anos foi assim

 
 
 
 
 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O homem do saco e outros medos

Aos 5 anos é normal surgirem medos. Escuridão, fantasmas e morcegos têm sido temas recorrentes cá em casa, por estes dias, que me obrigam a relembrar a cachopa que os papás tudo fazem pela sua segurança e jamais a deixariam dormir num quarto em que tais criaturas pudessem aparecer.
Hoje tive a infeliz ideia de pedir ajuda à mana mais velha que confirmou tudo o que tinha dito sobre a inexistência de fantasmas e monstros na vida real mas não descansou antes do remate final "só tens de ter cuidado com o homem do saco", seguido da imitação daqueles que serão os ruídos que o senhor fará ao deambular pela casa.
Grande ajuda.

Os gatos e os feriados

Se alguém que por aqui passar estiver a pensar ter um gato, tenha em conta que o bichano desconhece conceitos como feriado e fim de semana, sendo implacável no que à hora de acordar (os donos) diz respeito.
Tirando isso é um ser amoroso.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O panado milagroso


O que contei AQUI, já vai para 3 anos (tendo a protagonista 5), continua a acontecer. Sou frequentemente trocada por comida, só me podendo gabar de a cachopa ter bom gosto ou, pelo menos, gostos semelhantes aos meus.
Hoje não foi diferente, sendo que desta vez só tenho a agradecer que um panado tenha, milagrosamente, acalmado a fúria que a pequena me dirigia e (posso dizer) salvo a minha vida.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Com o queixo a arrastar no chão

A minha alma está tão parva, que ia jurar ter o queixo a arrastar no chão .
De facto não há como saber cuidar da imagem e falar com convicção, ainda que o conteúdo seja oco.

sábado, 1 de outubro de 2016

O amor não precisa de memória

Pergunto-te o meu nome e sorris como se a pergunta fosse tonta.
Sabes bem quem sou. O nome é só um pormenor. O Amor não precisa de memória, só de existir. E é tão grande ...

A visita "à coisa" do padre

Sabes mãe, hoje fomos "à coisa" do padre e vimos "abelhas que fazem me'", "azeitoneiras" e frutos do outono.

NOTA - Descrição de uma visita ao seminario feita com a escolinha

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O meu cérebro é que manda

E a frase do dia é "o meu cérebro é que manda ".
Se a minha mais nova soubesse ler, diria que andava virada para livros de auto-ajuda.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Cantilenas

Tantas vezes repeti cantilenas e só agora percebo como são coisa para esfrangalhar os nervos de uma mãe. E a minha ouvia-as a 3 vozes, a pobre. Acho que lhe devo um pedido de desculpas.

Saudação ao sol

Ao acordar, lembrei-me de uma amiga que me aconselhava a fazer a saudação ao sol todas as manhas. Infelizmente, o dito ainda não tinha acordado pelo que fiquei pelas intenções.
Por sorte, para compensar, fui brindada com um episódio novo da lady Bug.  Não  é  maravilhoso?

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Aos mil chegarás,dos dois mil não passarás

Ao longo da vida já tive (todos tiveram, imagino) momentos em que parece que o mundo vai acabar.A verdade é que, no dia seguinte, abrimos os olhos e percebemos que as teorias milenaristas não passam de interpretações distorcidas da verdade. A vida é um constante devir. E a malta está cá para a lhe dar luta e gozar.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Sapatilhas novas vs Salvar o mundo

- Leonor, hoje não vás para a caixa de areia senão estragas as sapatilhas novas. - Mas mãe, eu tenho de salvar o mundo e é lá que fica o alto mar! Nota minha- sou mesmo fútil

domingo, 25 de setembro de 2016

Maneiras de comprar o céu

- Mãe, é este ano que vou poder comer aquela bolachinha boa? - Leonor, já te disse que não é uma bolachinha e não se diz comer. Diz-se comungar. Primeiro tens de fazer a primeira comunhão, por isso só quando andares no terceiro ano é que vais comungar. - Mana, depois pedes uma bolachinha para mim? Uns pagam o dízimo, outros cravam hóstias. Tudo vale para comprar o céu.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Até ao fim

Apesar de ser filha de um melómano, cuja discoteca tem milhares de cd´s de estilos que vão do fado ao Heavy Metal, sempre fui de ouvir as mesmas músicas, em modo repeat, durante meses. Ou seja, não sei tirar partido daquela infinda colecção e, embora me penalize por isso, persisto no erro pois passa-me ao lado muita beleza. Por isso é que tenho o Youtube como uma das 7 maravilhas do mundo. Clico sempre na mesma música inicial, mas os algoritmos vão-se sucedendo e, sem dar por ela, acabo por descobrir preciosidades como esta. Vejam se gostam, como eu gostei.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Garra do diabo

À conta da maleita de que falei ontem, foi-me prescrita a aplicação de um emplastro para alívio da dor.

Raramente leio as bulas dos medicamentos mas ao pegar na embalagem deste saltou-me à  vista a composição.
Nada mais nada menos que extractos naturais de garra do diabo e castanha de cavalo. Oxalá não morra da cura. Cruzes credo.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Doenças do computador (e do código do trabalho )

Fui oficialmente acometida daquilo a que o ortopedista chamou "doença do computador", causada pela forma como apoio os braços, em especial o esquerdo não raras vezes pousado em cima do código do trabalho enquanto escrevo pomposos e.mails.
A coisa, de seu nome compressão do nervo cubital, dá umas dores do catano e a resolução passará pela correcção da postura, tarefa que não se afigura fácil.
É  do diabo, corrigir erros de uma vida.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

"Esquecedora"


Aos 5 anos, a minha caçulinha está numa fase encantadora, em que procura utilizar palavras caras para a sua idade.

A coisa nem tem corrido muito mal. 

Pelo meio vai usando e abusando dos adjectivos, em regra para criticar determinadas atitudes do papá e da mamã, e a este nível é criativa ao ponto de enriquecer o meu vocabulário/cultura geral com palavras como "esquecedora", que eu pensava ser inventada mas após pesquisa percebi já existir.

"Significado de Esquecedor

adj. e s.m.Que, ou o que produz esquecimento"
 
Não é bem o que a Tita me queria chamar (basicamente estava a acusar-me, diga-se que justamente, de ser muito esquecida) mas teve o efeito útil de fazer com que aprendesse algo novo.

sábado, 17 de setembro de 2016

Só aceito lições de moral de quem mas saiba dar

Quando, nas discussões de adolescente com o meu pai, ele me dizia que só aceitava lições de moral de quem lhas soubesse dar, ficava furiosa com aquilo que me parecia um atestado de menoridade.
E só hoje consegui perceber o significado da expressão que agora interpreto como - só aceito lições de moral de quem a tenha e (condição cumulativa) saiba do que está a falar.
Exemplo académico _ não aceito críticas por não contribuir para o peditório do Banco Alimentar contra a Fome feitas por quem não se preocupa sequer em saber se eu ajudo outraa instituições.
De modos que precisei de 25 anos para perceber o meu pai (sou de compreensão lenta) mas cheguei lá e isso é que interessa. Talvez seja a isto que se chama o dom do discernimento.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Jasus

Há uma épocas atrás admirava aquilo que achava ser a segurança deste homem  que o fazia indiferente a gozos e provocações. Agora não sei se é seguro ou simplesmente alucinado.
Seja como for,  vai fazendo com que me ria e isso é sempre bom (digo eu com os nervos)

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Avós, os melhores dos advogados


Indo à origem etimológica para palavra, Advogado é aquele que é "chamado a", o que defende, intercede, consola.
 
No fundo, todos os avós são advogados.
 
 
 
retirado algures da net
 
 
 
Conversa imaginária
 
-Mãe: quantos erros deste no ditado, hoje?
-Filha: 4
-Avô: 3 deles não foram bem erros; foram só faltas de acentos por distracção

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Bolas de salão pelo linfoma (15 de setembro -Dia Internacional do Linfoma)

Não sei se fazer bolas de sabão pelo linfoma é a melhor forma de expressão, mas sei que é essencial desmistificar a doença. Não poderei estar em Lisboa, mas farei bolas de sabão no meu imaginário. Aliás, faço-as todos os dias. Afinal sou uma das 1700 de que fala o video.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Desabafos de uma mãe no regresso às aulas

Setembro é capaz de ser, com grande probabilidade, o mês mais stressante do ano. A juntar à neura do fim de ferias, o grande desafio familar que representa o regresso às aulas.
Cá por casa a coisa está a ser relativamente pacífica já que as patroas tiverem a sorte de manter as respectivas professoras e a maioria dos amigos mas, ainda assim, andamos  à nora, com tanto material e horários a fixar.
Não vejo a hora para que chegue Outubro, mês em que quero acreditar a coisa encarreire.

Irmandade (quando uma foto vale mais que 1000 palavras)


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Felizes os que acreditam ser terem visto

A Leonor tem 7 anos e acredita na fada dos dentes.

Isto nada teria de extraordinário, não fossem todos os lapsos da dita fada.

Desde dentes que voltam a aparecer em casa (não há esconderijos que escapem a estas cuscas) até noites em que a fada não passa por excesso de trabalho, não faltam indícios sobre a identidade da fada. E a Leonor não é, propriamente, uma criança desprovida de perspicácia.

A Leonor acredita na fada dos dentes porque quer muito acreditar. Acredita e fica feliz porque apesar de ela não ter aparecido na noite em que devia, compensou-a na noite seguinte com a generosa oferta de um euro, valor muito superior aos vinte cêntimos que o avô lhe prometeu em troca do mesmo dente.

E eu chego a sentir uma pontinha de inveja de tamanha vontade de acreditar e ser feliz só por a ter.

"Felizes os que acreditam sem terem visto"(São João 20, 19-31)

Conselhos aos pais de crianças em fase de mudança de dentição

Sejam previdentes e munam-se de trocos. Nunca se sabe a que horas a fada dos dentes tem de entrar em acção e é extremamente embaraçoso, dada a parvoíce dos argumentos que ocorrem no momento, ter de explicar a uma criança os motivos que podem ter levado a mesma a não ter passado lá por casa na noite em que o devia ter feito.

Acreditem em mim.

domingo, 11 de setembro de 2016

Maganas das miúdas, que me levaram às lágrimas

A Tita estragou uma tesoura da irmã e veio ter comigo aflita. Disse-lhe que deveria contar-lhe a verdade e pedir desculpa, explicando ter sido sem querer, e que a Leonor iria certamente perceber.

Contrariamente ao que imaginei, seguiu o conselho à risca.

A Leonor, claro, ficou furiosa e fartou-se de  ralhar. Perante esta reacção, a Tita foi buscar a sua tesoura (igualzinha à que partira), tornou a pedir desculpa e disse à irmã que lha dava.

Este gesto, deixou a Leonor sem chão. Recusou a tesoura, disse que era da irmã que assim ficaria sem ela e chorou desalmadamente "porque devia tê-la desculpado logo".

A  Tita sentiu a dor da irmã e resolveu tudo, ao sugerir que partilhassem a tesoura da qual são, agora, comproprietárias.

No final, quem chorava era eu mas de emoção peranta tão rara cena de sensatez e sincero arrependimento das minhas crias.

Em dia de encapar os livros

Hoje, dia de encapar os livros da Leonor, é impossível deixar de lembrar o meu avô que o fazia com uma minúcia e perfeição incomparáveis aproveitando cada pedacinho de plástico que sobrava para os seus próprios livros, ignorando os seus motivos mais ou menos infantis.

E é uma emoção ver os livros, de música, filosofia, história que o avô d ..., com capas aos corações vermelhos ou bonecos, que ajudam a mantê-lo vivo, assim como às memórias de outros regressos à escola.

sábado, 10 de setembro de 2016

Lições que uma ida ao mercado nos dá

Basta uma ida ao mercado para perceber que andamos anos a ser gamados ao comprar couve para caldo verde em mini, super e hipermercados.
Juro que nem quero imaginar o que já teria comprado com o diferencial. Isto para nao falar na diferença nutricional devida à ausência de caracóis e lesmas.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Direitos dos pais no primeiro dia de aulas

O primeiro dia de aulas devia conferir aos pais o direito automático a 5 dias de baixa remunerada, devido à ansiedade sofrida nos dias preparatórios e no momento do adeus à criancinha que chora e vomita até ao momento em que vê as costas dos chantageados e passa a ficar na maior. Dureza.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Felicidade em estado puro

Ir na rua e ser saudada, por uma criança desconhecida, com um "olá mãe da Tita e da Leonor". Uns chamam-lhe perda de personalidade l.Para mim é felicidade em estado puro.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Amoque

a·mo·que (francês amok) substantivo masculino 1. Acesso de loucura furiosa e homicida. 2. Reacção súbita de mau humor ou irritabilidade. "amoque", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/amoque [consultado em 07-09-2016]. O medo que tenho que me dê uma coisa destas.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Gestos que podem ser mal interpretados

Se alguém me tiver visto a tirar a aliança antes de entrar para uma consulta médica,tenha calma que posso explicar tudo e o motivo nada tem de novelesco. É só porque a razão da consulta se prende, previsivelmente, com algum tendão, osso ou qualquer outra coisa que passa pelo dedo anelar da mão esquerda, aquele que terá ligação directa ao coração segundo os mais românticos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Sassaricando "Me tô dividida"

Parece que estreia hoje à tarde uma versão moderna da novela Sassaricando, facto que está a deixar-me "divididinha" entre a vontade de me reformar para poder refastelar-me no sofá a ver a coisa e a de que o meu tempo enquanto "trabalhadora activa" passe vagarosamente.

sábado, 3 de setembro de 2016

O dia em que levámos o avô ao restaurante chinês

Este cartoon, que vi algures na net, fez-me lembrar o dia em que levámos mo meu avô a um restaurante chinês.

Conseguir que saísse de casa foi, por si, um fenómeno raro, já que vivia embrenhado nos seus livros e gostava pouco de o fazer.

Fazê-lo para ir a um restaurante chinês então, nem sei como qualificá-lo.

O avô foi, num momento que nenhum de nós esquecerá, mas ficou desolado. O restaurante não tinha pão!!!

Pedindo desculpa ao avô, que não gostava de palavrões, não resisto em partilhar.

Por outras palavras

"E deixar-me devorar pelos sentidos E rasgar-me do mais fundo que há em mim Emaranhar-me no mundo E morrer por ser preciso Nunca por chegar ao fim"


Como é que eu vivia antes do youtube me dar a conhecer estas preciosidades?

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

COMO A PSP NOS FALA AO CORAÇÃO (ou das melhores coisas que tenho visto nos últimos tempos)




Como navegante do facebook tenho vindo a acompanhar a forma fabulosa como a PSP tem utilizado as redes sociais para, de forma ligeira e muitas vezes ousada, chegar a cada um de nós, com campanhas de alerta e sensibilização.

Para saberem um pouco mais leiam ESTA notícia.

Das melhores coisas que tenho visto nos últimos tempo, sem dúvida.

O terço rezado pela Leonor

Ontem as patroas andaram a vasculhar as minhas gavetas e descobriram dois tercos.
Vieram ter comigo para saber o que era aquilo e, ouvida a explicação, pediram para as ensinar a rezar.
Assim fiz e fui surpreendida pela insistência da Leonor para que o rezassemos efectivamente  (a Tita é mais dada às coisas da fé ).
Lá comecei, curiosa para ver qual seria a resistência das fiéis, e tive de sorrir com a reacção da Leonor ao perceber que se reza a Ave Maria toda, 10 vezes em cada estação.
Considerando que assim seumia cansativo, resolveu fazer uma adaptação e dizer só Ave Maria até chegar ao Pai Nosso. Ainda assim, adormeceu lá para a sétima 😊 mas foi um momento especial de partilha e aprendizagem mútua.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Eder. O Campeão vai nú

 
 
Alguém me expliquei a, aparentemente, inevitabilidade de uma vitória/conquista pessoal dar origem à mostragem de bíceps e pelos púbicos (ou pelo menos da área onde é suposto os mesmos existirem)
 
 

Discutir e aprender

Depois de uma longa e intensa disputa:

-Pronto, vou brincar um minuto e meio e depois dou-te isto.
- Isso é muito tempo!
-Não é não! 1 minuto são 60 segundos.
- 60!!! Mas isso é muito!
- Estou a falar de segundos e não de minutos. Se fossem 60 minutos era uma hora. Assim são só 90 segundos porque 1 minuto tem 60 segundos e meio minuto são 30 segundos.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Terrorismo nutricional


Como sabem, tenho o problema de delirar com comida e ter o trauma de me ter cruzado com um homeopata que me culpou pelo facto de ter adoecido.

Daí que seja muito resistente a artigos sobre nutrição, especialmente porque vejo muitos extremismos e 1001 teorias distintas quanto aos benefícios e malefícios do mesmo alimento.

Vai daí, não podia ter gostado mais do artigo desta nutricionista sobre aquilo a que chama terrorismo nutricional. A virtude está sempre no meio, diria.

Leiam AQUI .

Coisas Pequenas

Coisas Pequenas. Não quero mais que isso, que é tanto para mim.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Estudo revela que as mulheres não sabem escolher os maridos

Um estudo recente realizado por D.ª Maria Leonor, no alto da sabedoria sem preconceitos que só se tem aos 7 anos de idade, revela que "as mulheres não sabem escolher os maridos".

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

É bom ter trabalho e quem possa carpir por nós no fim das férias

Hoje foi dia de "pica o boi", depois de uma pausa bem saboreada.

Na véspera, uma das patroas começou a chorar desalmadamente porque não queria que eu viesse trabalhar hoje.

Lá lhe tentei explicar que se alguém devia chorar, seria eu já que a marquesa continua livre como um pássaro.

Ficaria de férias, de bom grado, mas a verdade é que não me apetece chorar.

Afinal, é bom ter trabalho e quem possa carpir por nós no fim das férias.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Vítor Batista - O maior

 Auto denominava-se o maior. Eusébio chamava-lhe o irmão branco. Foi grande mas deixou-se fazer pequeno, no meio dos erros cometidos à custa da tal grandeza mal gerida.
Merece ser lembrado sempre, por tudo o que fez de bom e menos bom.
VEJAM este filme e fiquem  a conhecer esta lenda. Vítor Batista.

Burkinis

Estou verdadeiramente chocada com a proibição dos burkinis em França.
Presumir que o seu uso é ou forma de provocação ou de discriminação feminina, abstraindo da verdadeira razão que pode passar por uma simples convicção tão respeitável quanto outras;  é tão tonto quanto preocupante.
As generalizações são sempre perigosas e preocupantes e, regra geral, só revelam a incapacidade de ir ao âmago das questões para as resolver.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Não pode uma pessoa vir de férias que lhe alteram logo o código do trabalho

Foi hoje publicada a 11.a alteração ao código do trabalho. Assim mesmo, à  falsa fé, durante as minhas férias.
O pretexto é o de combater as formas modernas de trabalhos forcados.
Esperemos que não seja pouca parra e pouca uva.

domingo, 21 de agosto de 2016

Ser rainha não deve ser assim tão bom

-Queres ser rainha, Tita?! As rainhas têm criados para as servir mas também têm de decidir muitas coisas e resolver os problemas dos outros.
 Não deve ser assim tão bom!

É a sensibilidade da Leonor quem lho diz.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A luta pelo poleiro

Sabes qual é o problema, mãe? É que só me apetece mandar nela. Eu sou mais velha, por isso devia ser eu a mandar!

Ao nível do Zezé Camarinha

Estes dias de férias já  serviram para constatar um facto preocupante. O meu inglês está ao nível do do Zezé Camarinha.
Poor me.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

História de embalar

Mãe, hoje sou eu que conto a história.
Conta lá, Tita.
Era uma vez uma menina muito linda, muito bela e que tinha muito dinheiro porque os os pais já tinham morrido


Nota - tive dificuldade em adormecer nessa noite.  Medo

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

domingo, 14 de agosto de 2016

Na altura da mamã

As patroas deliram por ouvir-me contar como eram as coisas no meu tempo e eu deliro ao ver as suas reacções.
Ontem falei-lhes nas fraldas de pano.
A conversa acabou com a Leonor a fazer cara de enojada e a pedir à irmã um balde para vomitar.

Dois anos depois, permaneces mais vivo que nunca

Faz hoje 2 anos que recebi o telefonema para ir a correr. Estava a chegar a hora de me despedir de ti.

Não demorei mais que cinco minutos, mas voaste para o céu antes que chegasse.

Não me despedi, mas dei tudo o que tinha e pude nos dias em que se adivinhava a partida. Estive lá, prometi que não deixaria que te magoassem. E fizeste-me sentir que acreditavas, porque entre nós sempre houve verdade.

Passaram 2 anos e a saudade é muita, tão forte quanto o sentimento de que continuas mais vivo que nunca porque, com o rigor dos princípios, nos deste as raízes e valores que nos tornam família.

Obrigada avô. Até um dia.



sábado, 13 de agosto de 2016

A carinha da tia

Ontem foi dia para fazer coisas de "gajas", o que incluiu uma ida aos saldos com a tia Dulce.

Na loja, a vendedora olhou para as patroas e disse que dava bem para ver qual era filha de quem.

Na sua opinião, a Leonor é a cara da tia e a Tita a minha.

Ficámos ambas inchadas de vaidade.

Há coisas que sabe sempre bem ouvir, mesmo que possam não corresponder à verdade

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Aprenda a enriquecer

Por estes dias a Leonor implementou um negócio altamente lucrativo e, simultaneamente altruísta.
Difícil de acreditar, eu sei mas vi com estes olhos que a terra há -de comer.
O truque é aproveitar o gosto da tia por raspadinhas, oferecer-se para raspar e apoderar-se do prémio. Euro a euro se enche o mealheiro e ainda ajuda a Santa Casa da Misericórdia.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Portugal está a arder. 4 coisas que podemos fazer

Num cenário triste e dantesco, em que vemos Portugal a arder, que podemos nós fazer?
1- Ajudar os bombeiros, doando generos alimentícios, tornando - nos associados ...
2- Manter limpos os locais por onde passamos (levar para a reciclagem as garrafas vazias, não deitar beatas para o chão... são ideias possíveis ).
3- Educar os nossos filhos para que se tornem adultos conscientes e solidários
4- Mostrar aos nossos governantes que queremos mais do que pão e circo e valorizamos a aposta na prevenção.

Existirão mais coisas, certamente, mas se cada um de nós fizer este pouquinho ...

Crianças em hotéis não. Discriminação?

ESTA notícia relata a situação de dois hotéis que foram autuados pelo facto de não admitirem crianças.

O tema parece-me importante e merecedor de debate.

Estamos a falar de crianças mas podíamos estar a falar de adolescentes ou idosos.

A partir de que idade (ou até que idade) se pode ser considerado que alguém está em condições de não incomodar o próximo?

Não sendo uma questão linear, devo confessar que compreendo perfeitamente quem queira usufruir de algum descanso sem gramar com guinchos e birras de crianças, alheias ou próprias, e tal não deve ser encarado (por si só) como discriminação.

Talvez seja hora de olharmos com  a devida ponderação para o  art.º 48 do regime jurídico da instalação, exploração e funcionamento dos empreendimentos turísticos que, alegadamente, será violado com tal regras de admissão e eventualmente fazer as alterações necessárias para que a interpretação do mesmo não seja tão literal (embora a cabeça do intérprete prevalecer sempre), sempre salvaguardando o direito à igualdade de tratamento.



"Artigo 48.º
Acesso aos empreendimentos turísticos
1 - É livre o acesso aos empreendimentos turísticos, salvo o disposto nos números seguintes.
 2 - Pode ser recusado o acesso ou a permanência nos empreendimentos turísticos a quem perturbe o seu funcionamento normal.
3 - O disposto no n.º 1 não prejudica, desde que devidamente publicitadas:
  a) A possibilidade de afectação total ou parcial dos empreendimentos turísticos à utilização exclusiva por associados ou beneficiários das entidades proprietárias ou da entidade exploradora;
  b) A reserva temporária de parte ou da totalidade do empreendimento turístico.
4 - A entidade exploradora dos empreendimentos turísticos pode reservar para os utentes neles alojados e seus acompanhantes o acesso e a utilização dos serviços, equipamentos e instalações do empreendimento.
5 - As normas de funcionamento e de acesso ao empreendimento devem ser devidamente publicitadas pela entidade exploradora".

A culpa é dos políticos. Claro!

Ontem, em plena época de incendios, tive de apagar um cigarro deixado no chão de um parque de estacionamento. A culpa é dos políticos, claro. Onde estava o PR?
Poupem-me.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Ideia bizarra

As patroas andam a sonhar com as minhas férias  (como as percebo) e não param de dar sugestões sobre o que fazer no primeiro dia.
Já surgiram ideias interessantes, de facto.
No meio delas, houve uma verdadeiramente bizarra "ir ao teu trabalho".

"Maior"

Sonzinho bom

domingo, 7 de agosto de 2016

Cherne, perca ... e quem diz a verdade não merece castigo

Como não sou grande conhecedora de peixes, quis certificar-me que iria comprar perca no mercado.

Perguntei à peixeira que peixe era aquele e respondeu-me, prontamente, ser cherne.

O freguês que estava ao lado achou estranho e questionou se cherne e perca eram a mesma coisa.

A senhora ficou engasgada, disse que não sabia pois nunca tinha visto e acabou por confessar que nunca tinha vendido "cherne verdadeiro" mas que o sabor era igualmente.

Ou seja, acabei por confirmar que iria comprar perca (tal como queria) e apesar de a senhora me ter tentado passar a perna e vender perca por cherne, acabei por achar uma certa graça à cena. Quem diz a verdade não merece castigo.

PS este post também podia chamar-se a mentira tem perna curta

sábado, 6 de agosto de 2016

Dos resquícios da jovem que15 anos que ainda existe em mim

De tanto Amor Erasmo Carlos e Djavan

Menos siso

Faço parte daquele grupo de seres menos evoluídos a quem nasceram os dentes do siso, aquela coisa que só serve para dar chatices.

Contrariamente ao que dizem, os ditos dentes não me parecem sinónimo de juízo. Pelo menos a mim, que decidi (fui convencida vá) a extrair um, mesmo em vésperas de fim de semana.

Excelente para quem planeou passar a tarde de sábado a ensaiar cantorias e rematar a coisa com uma francesinha.

Ainda melhor (aqui talvez até seja) quando não se levou pontos e  tem de ligar o turbo para que o organismo se regenere sozinho.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Por falar em códigos de conduta e bolas de berlim

Para apimentar esta altura do ano, por natureza tonta, a malta anda toda a discutir se o código de conduta da AT se aplica somente aos funcionários ou também ao Executivo.

Para começar, ser necessário reduzir a escrito, num código de conduta, que os funcionários da AT estão proibidos de pedir ou aceitar prendas no exercício da sua actividade parece-me  algo do "além", de tão óbvio.

Depois, existir quem interprete a coisa tão à letra que dê a vida pela teoria de que o código de conduta em questão se aplica somente aos funcionários e não à tutela vem confirmar a minha teoria de que o "além" não é assim tão longe quanto à partida me parecia ser.

Posto isto, acabo a citar alguém que nunca na vida julguei vir a citar (o mui ilustre deputado João Galamba), é de mim ou está-se a "fazer uma tempestade num dedal".

E nada disto me afectaria, não fosse o facto de esta discussão estéril estar a aguçar a minha vontade de rumar ao Algarve para me atirar a uma bola de Berlim, daquelas que os funcionários da AT não podem ver à frente.

Dá-lhes Rui Jorge

É muito bom quando a 1.ª notícia que ouvimos ao acordar é a de uma vitória portuguesa. Ultrapassando todas as dificuldades de constituição da equipa de futebol olímpico (há coisas que ultrapassam a minha capacidade de entendimento), o Rui Jorge conseguiu formar um grupo que começou da melhor forma. A Argentina já foi. Dá-lhes Rui Jorge.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Faltando um pedaço

Há dias divagava com os meus botões sobre a definição de Amor. E hoje, do nada, deparei-me com esta música do grande DJAVAN. O Amor é feito laço. Está tudo dito.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Do tempo dos Afonsinhos

 
Quando ainda existia Diário da República em papel e eu tinha cintura.
 
Assim, de repente, percebo que já só existe a camisola, a carteira e o colar.
 

Centro Municipal de Interpretação Ambiental (CMIA)

 
Aveiro tem mais um motivo de encanto. O CMIA fica junto ao terminal portuário TIRTIFE e ao Sporting Clube de Aveiro e tem como objectivo das a conhecer a fauna e flora da Ria de Aveiro,
integrando informação sobre a Ria de Aveiro e sobre mais três espaços lagunares do município: Cais da Ribeira de Esgueira, Parque Ribeirinho do Carregal e o Parque Ribeirinho de Requeixo.

O CMIA está aberto à sexta-feira, das 9h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h00, e no primeiro sábado de cada mês, no mesmo horário. Nos outros dias, abre para escolas ou outros organismos, mediante marcação prévia nos serviços camarários.
 
Independentemente da visita ao edifício (que ainda não fiz, admito), vale bem a pena visitar as suas redondezas.
 
 
 




terça-feira, 2 de agosto de 2016

Rumo ao 36

Necessito, desesperadamente, de rumar ao 36 (na verdade regressar).

Sei tudo aquilo de que necessito. Sobra-me tanta parvoíce quanto a vontade que me falta de dar o 1.º passo.

Ai a minha vida ...

Esta teve piada, tenho de admitir

EU - estão a decorrer os treinos de captação para o futebol do Beira Mar; atletas nascidos em 2011 e 2009 podem participar 🙂 era o meu sonho
ELE -
acho que já não tens idade!


Referia-me às meninas, e ele sabia. Teve piada. Tenho de admitir  :)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

5 minutos é muito tempo (excepto para o nosso umbigo)

Nunca tive por hábito estacionar em cima de passeios ou 2.ª fila, mas admito que foi preciso uma experiência pessoal mais delicada para ficar desperta para a questão das acessibilidades (ou falta delas).

Quando fiz a quimio, tinha a Leonor meses, ficava muito impressionada com alguns pacientes com que me cruzava no IPO e cuja falta de forças obrigava a usar cadeira de rodas.

Questionei-me muitas vezes "e se fosse eu?".

Nesta fase conduzia um carrinho de bebé, tarefa nada fácil  apesar da vantagem, quando comparada com a de andar cadeira de rodas, de ser um período transitório. As minhas forças eram poucas, na altura. E inversamente proporcionais à vontade que tinha de passear com a minha bebé.

Foi uma luta, dificultada por todos os degraus e outros desníveis que é necessário transpor sempre que saímos à rua, para não falar nos carros estacionados de forma selvagem por quem pensa que 5 minutos é pouco tempo (ou se calhar nem pensa no tempo porque simplesmente se esquece que vive em sociedade).

Apesar da dificuldade, consegui fazê-lo. Mas há quem não tenha a mesma sorte, apesar da tenacidade.

Vejam ESTE vídeo que é simplesmente genial pela assertividade na forma como pega na mensagem.

Ao autor da ideia, uma grande vénia.

Espero que toque em muitas consciências.

domingo, 31 de julho de 2016

Profeta Gentileza

Gentileza gera Gentileza, já dizia o profeta. Vejam. Não vão arrepender-se.

Profeta Gentileza

Gentileza gera Gentileza, já dizia o profeta. Vejam. Não vão arrepender-se.

Quando a Marisa Monte convida a Carminho

Quando vi a divulgação do concerto que a Marisa Monte daria com a Carminho nos Jardins de Serralves, não resisti.

Gosto imenso de duetos e algo me dizia que este resultaria.

Ontem lá fui, com a mana do meio e duas boas amigas.

Não me enganei. Aquelas duas funcionam bem em conjunto. A Marisa de Monte não será um "animal de palco", parece extremamente tímida, mas tem uma voz e talento que sobram e foi ganhando segurança ao longo do "show".

Gostei particularmente da interacção entre as duas e do enquadramento que fizeram das músicas. Aprendi algumas coisas e cheguei a ficar envergonhada com a minha falta de cultura (ou atenção).

Nunca me tinha apercebido, por exemplo, que o texto que o Arnaldo Antunes recita no "Amor, I love You" é do Eça de Queirós (e já li o Primo Basílio mais do que uma vez).

A aposta foi ganha, sem dúvida.

Deixo-vos o tal (belo) texto do nosso Eça, que os nossos irmãos brasileiros tão bem utilizaram.


Primo Basílio
  • “(...) tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, E parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!

Deixo-vos também uma das mais belas músicas/letras que ouvi ontem.


sábado, 30 de julho de 2016

Leituras

Tenho vontade de me enfiar num livro daqueles que me faça embrenhar na história e alhear do que me rodeia.

Já houve alguns que o conseguiram e a sensação é fantástica.

A questão é conseguir encontrar um com essa capacidade o que implica começar a lê-lo (La Palisse diria o mesmo).

Tenho uma séries deles nas prateleiras, por estrear, mas nenhum me está a seduzir de momento.

Acho que tenho de fazer uma visitinha à biblioteca, outra daquelas coisas que me enche as medidas.

Se houver sugestões aí desse lado, agradeço.


sexta-feira, 29 de julho de 2016

(I )lógica

Uma pergunta errada conduz a uma resposta errada.
Se eu pergunto é porque preciso da resposta certa.
Logo, tenho de fazer a pergunta certa.

Parece me tão basilar o raciocínio que até receio estar a escapar me algo.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

No nosso tempo é muito melhor

Passados mais de 7 anos, o avô ainda não atina com o cinto do carro das cadeirinhas auto.

Depois de uma luta para colocar o da cadeirinha da Leonor, a pequena fez a pergunta óbvia "mãe, como é que o avô punha a tua cadeirinha?!".

Lá tive de explicar que, no meu tempo, os carros não tinham cinto nos bancos traseiros.

Dada a explicação a Leonor concluiu que "no nosso tempo é muito melhor. Temos mais segurança, televisão e sanitas".

Posto isto tive de completar a explicação, reforçando que nasci já no final da 2.ª metade do sec. XX e não no tempo dos afonsinhos.

E a conversa deixou-me a pensar sobre quão bom é ver que a Leonor cresce feliz, alheia ao facto de "no nosso tempo" a segurança ser um sentimento que ameaça tornar-se longínquo caso os adultos não ganhem juízo.