Mensagens

A mostrar mensagens de 2016

2016 em imagens

Imagem
2016 foi, para mim em termos pessoais, um ano duro mas ao fim do qual chego com uma profunda sensação de que (uma vez mais) valeram a pena todas as provas vividas. Chegar à véspera de Natal e ver escrito, pelo punho da minha avó, que uma das vantagens de ser velha é receber aquilo que deu toda a vida, só pode querer dizer que estamos no caminho certo.  O do Amor, que é das poucas coisas valiosas que deve ser esbanjada. E perceber que, no seu mundo, a minha avó sente esse nosso Amor por ela é aquilo que mais me alegra e sereniza. Para memória futura, algumas imagens desse Amor que tive a felicidade de dar e receber em 2016. (40 anos do papá) (39 anos da mamã) (miminhos à bis(avó)) (Portugal Campeão da Europa) (férias/afectos) (podem nascer gatos em árvores, se quisermos) (aniversário da avó) (mais miminhos à avó) (reunião rara das 3 manas)
(Natal com as super mães)

Lista de coisas a não fazer em 2017

Mais uma vez termino um ano com a sensação de não ter feito nem metade daquilo que queria.
O facto de ser indisciplinada não ajuda nada. Isso e a falta de força de vontade.
Temo, por  isso, reler os posts escritos em anos anteriores, por esta altura. Cheira-me que ficaria altamente frustrada.
No meio da neura, ouvi uma reportagem em que se falava numa nova teoria - Substituir as listas de coisas a fazer por listas de coisas a não fazer. Confesso que estou tentada a fazê-lo, apesar de ser credula quanto aos resultados.


Todos os burros comem palha, a questão é saber-lha dar

Ultimamente é frequente que os meus dias fiquem, à conta do que neles se vai passando, marcados por imagens mentais ou frases que me ocupam a mente durante algum tempo
A mais recente é a que deu título a este post "todos os burros comem palha, a questão é saber-lha dar".
Esta constatação empírica exige porém, para ser posta em prática, a inteligência emocional que nem sempre se revela.
Dar palha a burros obriga a engolir sapos mas é uma forma espectacular de evitar sarna para nos coçar. E todos ficam relativamente contentes.
Pessoalmente prefiro palha de Abrantes.

Memórias de Natal - contagem dos ovos

Este Natal será diferente, com a ausência física dos dois principais pilares da família. Temos a pesada herança de continuar o seu exemplo de retidão e apego à  família e estamos todos apostados em fazê-lo.
Em vésperas da consoada, dou por mim a recordar natais passados.
Entre muitas memórias boas, recordo uma cena recorrente cuja razão de ser sempre me suscitou curiosidade. Antes de irmos para a meses todos tinham de dizer se queriam ovo cozido para que não se cozesse a mais. E era um sarilho quendo, a meio da refeição, alguém mudava de ideias. Presumo que a causa se relacione com as origens humildes da família e a preocupação de não estragar comida.
Com o tempo a "tradição" foi-se perdendo, especialmente porque foram entrando novos elementos na família que introduziram na ementa do dia 25 o "farrapo velho" pelo que já não há risco de desperdiçar ovos excedentes.

Será normal?

Esta noite sonhei com polígonos de investimento, compassos e coisas afins.
Será normal?

O bichinho chamava-se cancro

Hoje as minhas cicatrizes de guerra voltaram a chamar a atenção da Leonor que me fez uma série de perguntas difíceis. Já tínhamos falado, ate a conselho da pediatra, sobre o bichinho que causou as cicatrizes mas nunca me tinha perguntado o nome. Depois de hesitar, acabei por lhe dizer que o bichinho se chamava cancro.
Achei que estava chegada a hora de dar nome às coisas, especialmente porque percebi que falar em bichinho estava a confundir a Leonor que queria saber como o tinha apanhado e se ele ainda existia em Portugal.
Não foi facil até porque há respostas que nunca terei mas a verdade é que a minha filha tem o direito de saber porque é que a mãe teve de deixar de lhe dar mama logo aos dois anos.
Felizmente, a palavra cancro não lhe diz nada e ouviu as respostas que procurava com a maior naturalidade.

Coisas que me alegram a alma

Uma das coisas que me faz mais feliz é estar com Amigos de há anos e ter ao lado as respectivas crias a brincar.
Poucas coisas me preenchem mais que perceber que há laços que não se perdem, independentemente da distância e da direcção que toma a vida de cada um.
Recordar histórias e partilhas antigas sobre aquilo que cada um sonhava para o futuro e continuar a partilha nesse tal futuro é  algo magico. Ver os nossos filhos a criar laços também entre eles então, é precioso
E este fim de semana foram só 2 festas de aniversário e um pequeno almoço no sítio onde fizemos lancharadas épicas. Tão mas tão bom.

Que encontro feliz

Começar o dia com um encontro inesperado mas muito ansiado. Receber as melhores notícias e não deixar por dizer nada daquilo que se calava há meses. Sentir que se continua com um sorriso parvo enquanto se escolhe fruta.
Há lá  coisa melhor.
Estou feliz.

Natal dos hospitais

Felizmente só agora me apercebi ser dia de Natal dos hospitais ou a cruz de hoje teria sido ainda mais pesada.
Não sou muito de regressos ao passado mas admito que o Natal dos hospitais faz sempre com que seja inundada por profunda nostalgia ao lembrar-me dos tempos imemoriais em que tinha o privilégio de me alapar a tarde toda no sofá, objecto que presentemente nem sei que seja.

10 anos de noivado

Podia ter sido em Paris, onde tinhamos estado no dia dos meus anos, mas não.

A escolha foi muito menos óbvia, o que tornou tudo muito mais inesperado e surpreendente, precisamente como gosto.

Foi em Alfena, no dia em que a minha mãe fez 50 anos, há precisamente 10 anos que fui pedida em casamento com direito  a anel e tudo.

Dão -se alvíssaras

Dão -se alvíssaras a quem encontrar o café solúvel que ponho no leite todas as manhãs e que desapareceu como que por mistério, talvez por ter sido guardado num sitio altamente improvável e estúpido.

Sentimento de pertença

Vivi a maior parte da vida dividida, fisicamente, entre Aveiro, Ermesinde e arredores com uma passagem por Santa Maria da Feira e senti sempre que acabava por não pertencer a lado nenhum. Com dias úteis passados num lado e fins de semanas e férias noutro, não criava a proximidade necessária. Olhando para trás percebo que bastava ter -me mexido mais e o facto de andar de terra em terra não era impeditivo de criar os laços que tanto desejava.
Entretanto parece que assentamos e temos feito questão de, em família, ser parte activa da nossa comunidade. Entre associação de pais, basket, catequese e actividades da Junta, tem sido uma roda viva muito enriquecedora. É muito bom perceber que com o nosso pouco, incentivando e incentivados por outros, podemos contribuir para um nundo melhor. E o sentimento de pertença começa a solidificar-se. Que maravilha.

3 manas

Imagem
A gente briga mas, no fundo, a gente ama-se. Oh que coisinha mais fofinha e Kitsch. E, prontos, depois da publicação destas fotos, há alguém que me vai matar.

A parte boa de ter uma péssima memória

Com o aproximar do final do ano, não consigo evitar as retrospectivas. O que aconteceu, o que não aconteceu por nenhum nenhum motivo em particular e em eapecial o que não aconteceu por inércia minha. E é neste ponto que a porca torce o rabo. Há, na minha lista de "coisas a fazer no ano que se avizinha", demasiados pendentes. E, muito pior que isso, pendentes com tantos anos que já era suposto terem caído de maduros.
Há pouco, estava eu no meio das minhas cogitações e quase a autoflagelar-me com urtigas, quando me dei conta de uma questão que muda quase tudo.
A minha péssima memória, que tanto me desgosta, acaba por me defender de algumas frustrações ao fazer-me esquecer de quase todas as resoluções cde ano novo efectadas nos anos transactos. E isso é bom sinal já que, à  partida, quererá significar que não eram assim tão importantes. Ou isso ou sou mesmo tonta, hipótese com grande probabilidade de estar certa.
De modos que, na dúvida, manter-me-ei firme no propósito de cumpr…

Dia Internacional do Voluntário

A Organização das Nações Unidas instituiu o dia 05 de dezembro como o Dia Internacional do Voluntário. Nada mais justo, em minha opinião.
Continuo a achar que doar tempo é muito mais difícil que doar bens materiais, ainda que estes também sejam indispensáveis.
Neste dia, recordo com especial carinho o cheiro do café que exala dos termos utilizados pelos voluntários do IPO e o sorriso aconchegante com que nos brindam a cada momento.
Um grande bem haja a todos os voluntários.
Que recebam, em dobro, tudo o que dão.

Exortação apostólica do Papa Francisco "A alegria do Amor" - convite

Amanhã, dia  5 de Dezembro, pelas 21 h, no salão paroquial de Esgueira, estarão Teresa e Niall a prestar testemunho e a comentar a exortação apostólica do Papa Francisco.
Trata-se de um casal católico, com 7 filhos, que "conheci" através do blogue "uma família catolica" e que tenho muita curiosidade em ouvir pois os seus relatos de vida familiar transmitem uma paz inacreditável.
A curiosidade é ainda maior devido ao texto que irão partilhar, riquissimo, sobre o qual tive a felicidade já ter ouvido um belo ensinamento do frei Silvino, que celebrou o meu casamento.
Amanhã lá estarei na primeira fila. Venham daí também.

Falar sobre a morte às crianças

Optamos sempre por não esconder nada sobre a morte às meninas que acompanharam de perto os últimos dias do bisavô.

Ontem contamos-lhe que tinha morrido uma idosa que costumavam ver no lar e se metia muito com elas. Inicialmente, na sua inocência, brincaram com a situação. Passado algum tempo, a Tita confessou que tinha ficado preocupada pois gostava de senhora. Sosseguei-a e disse-lhe que a sua amiga deve estar agora a conversar com o bisavô Emílio. A Tita ficou contente com a ideia e simulou o possível diálogo.
Assim, sem dramas, as minhas meninas percebem que quem morre estará sempre vivo nas suas memórias e coração, simplesmente deixa de se ver.

No privado é que é bom (ao contrário)

Ontem assisti a uma cena que me fez pensar. Uns pais foram com o seu bebé de 1 ano às urgências de um hospital privado porque estava com problemas respiratórios. A recepcionista, 5 estrelas, apressou-se a procurar um médico e voltou com o recado do doutor de que seria melhor irem ao hospital.
Para além do hospital privado não ter pediatra àquela hora, o médico ia jantar pelo demoraria uma hora.
Até consigo perceber a razão de ciência, embora me tenha incomodado o facto de não ter vindo fazer uma avaliação sumária ao bebé cujos pais optaram por esperar. Hora e meia depois, lá foram atendidos.
Com isto reforcei a convicção que a única diferença entre os dois hospitais é a maior comodidade que o privado oferece, factor importante sem dúvida mas algo secundário quando está em causa a saúde. Quanto à  qualidade técnica nem me vou pronunciar. Há um certo hospital  a precisar desesperadamente de concorrência.

A prenda de Natal que eu deveria pedir, segundo a minha mais velha

Segundo a Leonor, e por motivos que ainda não consegui apurar, eu deveria pedir ao Pai Natal um spa de bolas anti stress.
Admito que seja notória a necessidade, questiono-me é se a santa da minha filha tem noção do inestimável contributo que, juntamente com a sua santa irmã, dá para a elevação dos referidos níveis de stress.

Lúcia-lima

Se há sabores e odores que fazem viajar no tempo, o do chá de Lúcia-lima é um deles.
Foram tardes sem conta, passadas à lareira a ouvir as histórias de primos alentejanos que sinto conhecer sem nunca ter visto, que a avó Bena não se cansava de repetir enquanto bebericavamos o chá de folhas colhidas no jardim da tia Lurdes.
Grandes e ternas memórias.

O dia de Acção de Graças aos olhos da Leonor

-Mãe, a professora de inglês disse que no dia de Acção de Graças se come peru assado e tarte de abóbora mas eu acho que nesse dia as lojas deviam dar tudo de graça.

Intuindo a lógica do raciocínio, mas querendo perceber até que ponto estaria influenciadas pelas notícias sobre a Black Friday, quis saber porque dizia isso.

Então, porque seria uma acção de graça!, foi a resposta.

Afinal apegou-se só à literalidade das palavras, no significado que lhes conhece e que torna o raciocínio efectivamente lógico.
Adoro estas nossas conversas filosóficas.

Sou mesmo (a)normal

Naqueles dias em que me enfiam numa sala com malta de areas diferentes da minha, chego a sentir-me um alien. É esquisito perceber que toda a gente está em sintonia a achar que determinada coisa é preta enquanto eu a vejo de mil cores. A minha formação mostra-me que a interpretação de um texto está longe de ser matemática e acreditem que isso já me trouxe alguns constrangimentos que não aconteceriam se a mesma sala estivesse cheia de malta da minha área. Mas suponho que é esta diversidade de leituras e opiniões  possíveis que dá graça ao dia a dia.
Disto tudo concluo. Sou mesmo (a) normal.

Somos todos Heróis

Imagem
Não me canso de dizer que poder falar sobre a minha doença aos outros e sentir que, com isso, os ajudo é uma forma de lhe dar sentido. Foi também com a ajuda de outros testemunhos que consegui forças para superar aquele pesadelo. E estamos cá uns para os outros. Por isso, não hesitei um segundo quando a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas me convidou a contribuir para o livro de testemunhos que estava a idealizar. Foi com inegável orgulho que participei na sessão de lançamento, mas também com muita emoção. Aquele momento fez-me reviver muitas memórias, nem sempre fáceis, mas acima de tudo ajudou-me a recordar quão afortunada sou. Pela vida, família e amigos que tenho, só posso agradecer a Deus. Teria/tenho muito mais a dizer do que aquilo que transpus para o papel, hoje teria escrito de outra forma, provavelmente, mas foi o que consegui. E foi de coração aberto que contei a história do nascimento da Leonor e da Benedita, que na minha mente serão sempre representadas pela fi…

Lançamento do livro "Somos Todos Heróis" - apareçam amanhã no Pavilhão Rosa Mota

O lançamento do livro “Somos Todos Heróis”, editado pela Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas, para o qual tive a enorme alegria de contribuir com o meu testemunho, irá realizar-se amanhã, dia 19 de Novembro de 2016, às 17:30 horas, no Pavilhão Rosa Mota – Porto.

O lançamento do livro está integrado no evento “Porto Saúde”, organizado pela APLL e pelo Porto Lazer, que  terá início no dia 19 de Novembro, às 11:00 horas, e encerrará no dia 20 de Novembro, às 20:00 horas. O evento tem entrada gratuita e um programa muito interessante, que inclui rastreios de saúde, concertos, animação para crianças, etc,etc,etc. Podem ver o Programa no site da APLL ou Facebook. Apareçam.

Adivinhem foi o rastilho para a 1.ª discussão do dia

Contei AQUI mais uma tirada da minha patroa mais nova. Esta manhã, julgava ter a solução para que a cachopa saísse de casa feliz e contente. As padas de Vale d´Ílhavo.

Pois estava redondamente enganada. A patroa ficou ofendidíssima quando lhe ofereci uma com queijo. Tentei corrigir o meu erro e oferecer manteiga mas acho que só acirrei a fúria.

Adivinhem qual foi o rastilho para a 1.ª discussão do dia.


......


....

Que raio de mãe sou eu, que não tem bacon em casa para rechear uma pada de Vale d´Ílhavo para a sua filha comer ao pequeno almoço?

Um doce para quem adivinhar

Estávamos a comentar como são boas as tostas de queijo feitas com padas de Vale d' Ilhavo quando uma voz estranha à conversa exclamou "eu gosto é com bacon".
Por acaso, duvido que a dona da voz alguma vez tenha provado a iguaria, mas tenho a certeza que deve ser boa. A cachopa tem sensibilidade gastronomica.
Um doce para adivinhar sobre quem estou a falar.

Como se desmotiva uma mãe

Uma pessoa arrasta-se da cama a custo. Tenta concentrar-se e encontrar formas de auto-motivação que lhe dêem coragem para sair e enfrentar a ventania (no sentido amplo do termo) que vai na rua.
Está a meio do processo e ouve uma vozinha adorável "mãe, vem deitar-te um bocadinho comigo". Por pouco não se enche de febre psicológica.
Que bela forma de desmotivar uma mãe.

João Pedro Pais ou a importância de vivermos de coração aberto

Imagem
Quando fui convidada para um concerto do João Pedro Pais não fiquei particularmente animada. Gosto de algumas músicas mas não simpatizava particularmente com o rapaz.
Mas o momento era importante e lá fui. Levei o coração aberto, até porque a vida já me ensinou que só assim deve ser vivida, sob pena de nos passar muita coisa ao lado, e não me arrependi.
O João Pedro Pais surpreendeu-me muito e o concerto foi muito acolhedor, num espaço agradável que ajudou a que o momento fosse vivido de forma tão intimista quanto bem disposta.
Gostei



A sem H

Pior que receber sms publicitárias de stands de  automóveis é  recebê -las com erros ortográficos, tipo os cartazes do Fernando Medina.
Os A sem H dão-me nos nervos.

A 6 meses dos 40 anos

E pronto, estou em contagem decrescente para os 40 anos. Faltam só 6 meses. Iupiiiiii

Ressuscitou

Hoje só vejo fenomenos do Entroncamento.
Não é que, passados 14 anos, vejo ressuscitar um arguido dos meus tempos de estágio  (que na altura nunca me apareceu à frente e foi julgado na ausência, diga-se). Ele há cada uma. Estou esperançosa que seja sinónimo de redenção.

Minha santa menina

A Tita é um poço de emoções e surpreende-nos a cada momento. Nos dias de catequese da mana, não há quem a demova de participar. Os lanches partilhados que se fazem no final são uma forte motivação, é certo, mas fa-lo porque efectivamente gosta. Trata-se de pura devoção e é ela quem nos empurra para a missa ao domingo.
Continuando assim, vai fazer a catequese duas vezes, a minha santa menina.

Como se desarma uma mãe

Depois de um dia de tropelias e brigas com a irmã, estava eu a ralhar e a dizer que eram horas de dormir, quando fui interrompida por aquele anjinho. " E Jesus, mamã? Temos de rezar a Jesus!".
Um doce esta minha Tita.

40 anos. É obra!

Faz hoje 40 anos que os meus pais disseram o sim.40 anos de muita cumplicidade e turras. 40 anos de um grande exemplo de vida em família.
40 anos que me fazem acreditar no Amor eterno. Aquele que resiste a ventos e marés e permanece firme no compromisso de prevalecer na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. Todos os dias da vida.
Parabéns aos meus marretas preferidos.

A ignorância é uma benção

Ontem, na catequese, falava-se sobre a verdade e, em determinado contexto, o padre Armando disse que a ignorância pode ser muito boa.
De facto, se há certeza que se tem consolidado em mim é a de que a ignorância é mesmo uma benção.
Lamentavelmente  parece que, a este nível, vou ser como a minha avó. Saber demais sobre algumas pessoas e não por procurar, muito menos querer saber mas por esse conhecimento vir ter comigo de todas as formas e feitios. E eu que me ria quando a minha avó dizia que não tinha culpa de saber a vida da vizinhança toda.
Bem feita.

Eu só queria ter

Eu só queria ter tantos contos de réis quantos os sapatos de Barbie que encontro perdidos pela casa.

Será a obrigação de fazer trabalhos de casa violadora da Convenção dos Direitos das Crianças?

Muito se tem falado ultimamente da pertinência de obrigar as crianças a fazer trabalhos de casa e a temática faz-me regressar mentalmente à meninice.
Fui altamente massacrada com trabalhos de casa. O professor Pereira não brincava em serviço e os sábados de manhã, passados na sala do piano do meu avô eram um martírio.
Lembro-me do pai da minha melhor amiga, a Xana, que era professor, ser frontalmente contra os tpc e ter a admiração dos miúdos todos.
Apesar da minha experiência não ser das melhores, acho positivo que os meninos comecem a ter habitos de estudo. Tudo na devida proporção, naturalmente, e aí entrará a razoabilidade dos professores.
Sinceramente não me parece que sejam os deveres que impedem as crianças de brincar. Aliás, até permitem que os pais estejam mais proximos daquilo que é o seu dia a dia e das suas aprendizagens. Tudo, repito, com conta pesp e medida o que nem sempre acontece com as milhentas actividades extracurriculares em que as inscrevemos.

Uma vez inscrita em Religião e Moral para sempre inscrita

Quando inscrevemos a Leonor no Conservatório foi-nos dito que o horário seria definido em função do da escola. Só não nos disseram que não teriam em conta as AEC.
Resultado, quando foi publicado o horário do Conservatório, percebemos que seria inconciliável com as AEC de Religião e Moral e música, nas quais a patroa tinha insistido em inscrever-se.
Pensei que a coisa se resolvesse facilmente, dado o motivo do impedimento. Mas há  sempre um mas e neste caso fiquei atonita com o sistema. A legislação que regula a disciplinnão admite o cancelamento da inscrição pelo que a solução é justificar a falta às aulas até ao final do ano.
Confesso que me fez espécie isto
que só pode tratar-se de um esquecimento do nosso legislador para já não falar do arcaísmo do sistema que obriga a maratonas entre duas escolas públicas para comprovar horários num e noutro lado. Um filme que só visto.

O nosso Halloween

Ontem era uma daquelas noites em que daria a ponta do dedo mindinho da mão esquerda para ficar sossegadinha no meu sofá.
Mas como Deus sabe que sou uma molengona, resolveu compensar-me com amigos cheios de genica.
Quando já estávamos  dentro do autocarro da Joana.  Éramos 3 adultos e 4 crianças e lá fomos fazer um périplo por casa de avós e amigos, numa versão moderna do Halloween que só me faz lembrar aquelas peregrinações a Fátima feitas por etapas em que se regressa a casa de carro no fim de cada uma e retoma o caminho no dia seguinte.
Gostei. Obrigada por me sacudirem, Joana e Gilberto.

Halloween e toda uma geração de pais resignados

A horas da grande noite, só vejo pais da minha geração a dizer que não gostam do Halloween mas, como fazem tudo pelos filhos, lá se resignam e associam à comemoração da efeméride. E eu sou mais uma.
Algo me diz que o sentimento de resignação é algo que sentirei muitas vezes no que às escolhas das minhas patroas diz respeito.

O instinto infantil não falha

- É um estúpido, aquele homem! (disse quando viu o  Trump na televisão)
-Porque é que dizes isso, Leonor ?
 Porque sim  ! Olha para ele!
- O instinto nao falha, pois não  filha?
- Não sei o que é isso!

Dia de fiéis

Lido um bocado mal com o dia de fiéis ou melhor dizendo com o facto de, para muitos, ser só mais um motivo de discórdia. Não concebo que depois da distância em vida, se tenha como importante ostentar a campa melhor enfeitada do cemitério. E sereniza-me o facto de não precisar de ir até lá para me sentir próxima dos meus, até porque sei que não os encontrarei nesse sitio, mas nas memórias que trago em mim.

Diz Dave Gahan sobre o cancro (e eu subscrevo )

Há pessoas que parecem ter nascido imortais. Dave Gahan, o vocalista dos Depeche Mode, é um delas. Depois de um passado duro em que teve várias overdoses, à  conta do álcool e droga, e um cancro na bexiga, continua aí para as curvas.
Da entrevista que li, retive o seu sentimento relativamente ao cancro que resume muito bem o meu. "Uma doença como esta passa a fazer parte da vida. É como o alcoolismo ou a droga: um tipo sai daquilo mas as marcas ficam lá  ... mas não é preciso estar a pensar sempre nisso."

Será do meu passado nas drogas?

É dia 28 de Outubro,quase 19 h, suo como um porco e acredito ter visto árvores de natal.
Estarei  alucinar?

A minha vida a andar para trás

A pequena insistia em ir vestia de Halloween hoje. Eu insistia que o dia para o fazer seria 2. Feira. E andamos nisto alguns dias até se convencer.
Eis que hoje, à chegada à escola, começo a ver as suas amiguinhas vestidas de bruxa e a suar frio, só de pensar na reacção da cachopa.
Valeu-me e intervenção da professora que explicou o porquê de alguns meninos irem mascarados e confirmou que o dia previsto para os restantes era, de facto, 2 feira.
Lá me safei, portanto.

Hoje é dia de dizer bem do SNS

Ter um exame médico marcado no hospital. Chegar e ser atendida antes da hora, com enorme simpatia e cuidado. E ainda sair de lá com um desenho ds princesa Sofia para pintar. Só no Hospital S. Sebastião, o mesmo em que as patroas viram a luz do dia.

A diferença está no coração de quem vê

A minha patroa mais velha estava a falar-me de uma amiga com a qual trocou miniaturas do Lidl (desculpem -me a publicidade gratuita mas quem inventou o conceito teve mesmo uma epifania ) e, como é normal, identificou-a pelo nome.
Como eu não estava a ver quem era, foi fazendo uma descrição de características comuns a metade das meninas de 7 anos que conheço.
E eu continuava sem identificar a cachopa, até que lhe perguntei se era a menina manca, o que confirmou.
O resultado desta conversa foi um orgulho enorme ao perceber que a Leonor olha para a amiga e não a vê diferente.

O Martim podia ser filho de qualquer um de nós

Sempre tive o pressentimento que o desaparecimento do Martim resultava da combinação de um momento de desatenção que o menino aproveitou para explorar o mundo.
Felizmente, parece que não passou disso mesmo e fico imensamente feliz, pelo menino e família cuja aflição não consigo sequer imaginar. Lamento o sofrimento agravado do pai, pelas graves suspeitas que alguns noveleiros inconsequentes levantaram.
Não me venham com conversas. O Martim podia ser filho de qualquer um dr nós
Aqui está quem se perdeu de uma mae e avó extremosas numa feira e tem uma irmã que conseguiu esgueirar-se até se enfiar num prédio das redondezas, as escuras.
Com as crianças mil olhos nem sempre chegam.

Empreendedorismo infantil

Ontem, enquanto aprendia ponto cruz, a Leonor teve uma ideia de negócio. Vender bordados, feitos por ela e por mim, a 5 euros.
Entusiasmada, lembrou-se que os origamis feitos pelo pai também podiam render bom dinheiro o que, na sua cabecinha, equivale a 5 euros a unidade.
Os clientes estão devidamente identificados : o avô e duas amigas
Faltar-lhe-á limar as arestas do modelo de negócio, mas a alma empreendedora está lá.
Já não falta tudo.

Só filha outra vez

Quis o destino que hoje fizesse a viagem de carro Aveiro-Porto, sozinha com os meus pais.
A sensação é gira. Parece que voltei ao dia 12 de Maio de 2009, último dia em que fui só filha.

Horror a gente burra

O diagnóstico de "criança exigente que quer que antecipemos as suas necessidades", efectuado pela pediatra aos 2 meses de vida, juntamente com a descrição da professora quanto à falta de paciência para ouvir a mesma explicação duas vezes, batem mesmo muito certo para caracterizar a minha mais nova.

A cachopa tem horror a gente burra sendo que entende como gente burra todos aqueles que não adivinham os seus pensamentos, preferencialmente antes de os mesmos lhe surgirem na mente.

E o olhar que dirige a gente burra, impossível de descrever por palavras, é letal.

Agora adivinhem quem está sempre em 1.º na sua lista de gente burra? NOTA: quero acreditar que tal ocorra por causa da ideia romântica de que as mães nos compreendem sempre, independentemente de palavras

PS Pelos menos vou-me rindo com a lembrança do Caco Antibes, no "Sai de Baixo", e as suas rábulas sobre a gente pobre (é que é mesmo igualzinha).

O que é um menino sexy?

"É um menino que faz muito sexy".  Deus me ajude. É só o que me ocorre dizer.

Amigas que nos fazem chorar

Estou para aqui às voltas sem saber como descrever um momento que me levou às lágrimas, daquelas boas que chorar por às vezes sabe melhor que gargalhar. Mas acho que, por mais que me esforçasse, nunca conseguiria traduzir em palavras algo tão tocante como ter uma Amiga que nos faz chorar quando, em lágrimas, nos diz que está a agradecer a Deus por estarmos ali. Minha querida Sofia, quem agradece a Deus sou eu. Por me ter permitido estar aqui mas acima de tudo por estar aqui com Amigas como tu, que me fazem chorar de felicidadeh

Há tanto tempo que não havia uma concentração

É domingo, dia de dormir até tarde. Ou de fazer um bolo para entregar no clube até as 10 da matina, hora a que começa mais uma concentração. Já tinha saudades deste ecoar debolas dentro da cabeça.
Desde dia 5 (do mês em curso) que não havia concentrações. E viva o Esgueira.

Queres alguma coisa da rua?

Hoje, quando me preparava para ir ao pão, julguei ouvir a minha avó a fazer a pergunta que tantas vezes ouvi. Queres alguma coisa da rua? Independentemente da minha resposta, o resultado era o mesmo. Um miminho vindo directamente do minimercado.
Que saudades.

Sobre a Fat Tax e as contradições do sistema

O Estado propõe-se agravar a carga fiscal dos alimentos e bebidas açucarados.

Não tenho conhecimentos técnicos que me permitam comentar a bondade/oportunidade da medida mas, como cidadã, esta opção levanta-me algumas questões que se prendem com as contradições do sistema. Senão vejamos 2 simples exemplos.

1- O leite escolar distribuído aos meninos do pré-escolar é achocolatado. Creio que tem menos açúcar do que o que se encontra à venda no mercado mas, ainda assim, não deixa de ser açucarado. A mim, nada fundamentalista, não me causaria confusão SE fosse igualmente distribuído leite branco o que não acontece (pelo menos na escola da minha filha).

2 - O tabaco mata, tal como avisam as fotos e dizeres que o Estado manda colocar nos maços. Pela lógica, deveria ser proibido MAS ... há sempre um mas.

Sobre a questão moral sobre os limites da ingerência do Estado nas opções de cada um, partilho esta CRÓNICA que achei interessante.

Tremoços secos

Tão bom quando, às 20h, da noite uma alminha nos informa que precisa de levar tremoços secos para a escola no dia seguinte e perante a evidência de não existir tal coisa na despensa nos olha como se disso dependesse a sua vida.
É  por estas e por outras que jamais viveria a menos de 100 metros de um minimercado.
Agora dêem -me licença que vou até ali pegar no secador.
Algum dia deixaria a minha patroa mais velha sem tremoços secos?!!! Nunca

Bob Dylan, prémio Nobel da Literatura em 2016. Está certo.

Imagem
Lá se foi a esperança de ver o nosso António Lobo Antunes ser laureado (ainda pensei que, com o embalo do Euro, este fosse o ano) ou o Haruki Murakami ( o que me permitiria abrir a boca, de orgulho, para dizer que estou a meio de um 2.º livro dele).

E lá terei eu de estar mais atenta ao mundo que me rodeia, e em especial às letras de música.

Admito que me passam muitas vezes ao lado (embora cada vez menos).

Alô voluntários de Aradas

Alô voluntários de Aradas. Anda por aí alguém que possa dar resposta a este apelo? (PS divulgar também é ajudar) "A Equipa de RSI da Casa Mãe de Aradas vem por este meio fazer pedido de divulgação à Rede Social da necessidade de voluntário(a) para colaborar com a Equipa de RSI. A presente colaboração é com o Projeto Tutores por Amor na zona de Aradas, solicitando-se preferencialmente voluntário(a) com formação ou experiência na área do ensino para acompanhar nos estudos aluno do 7º ano de escolaridade. Com os nossos melhores cumprimentos, Joana Lopes (Psicóloga da Equipa de RSI) rsi.asscma@gmail.com"

O poder curativo das mães

Sempre que uma das minhas crias se abeira de mim a queixar-se com alguma dor, pergunto-lhe a localização exacta da mesma.

Depois dou um beijo no local, com mais ou menos intensidade consoante a gravidade da situação a qual avalio com o 6.º sentido, e rezo para que aquele beijo seja suficiente.

Acho que a isto se chama o poder curativo das mães. Pode não ser suficiente, em muitos casos, mas tem o condão de acalmar as crias e, consequentemente, as mães, representando aquele laço que nunca ninguém (para além das enlaçadas) compreenderá.

Conservatório - dia 1

É já amanhã que a nossa mais velha inicia uma nova etapa - a entrada no Conservatório.

A família baba de orgulho por toda a carga simbólica do momento, que sentimos honrar a memória do professor Emílio Matos, o bisavô materno, que tanto deu àquela casa cujas portas ajudou a abrir em Aveiro.

Já à futura pianista, tudo isto passa ao lado. Só quer saber de aprender mais e experimentar todos os outros instrumentos.

E é assim que deve ser. Aos 7 anos, daquilo que é acessório, só tem de fazer aquilo de que gosta.

Pelo menos assim penso.

Boa sorte Leonor. Que sejas muito feliz, também nesta fase.

A eleição de António Guterres e a minha bisavó

Como portuguesa, nao podia estar mais orgulhosa com a eleição de António Guterres que, estou esperançosa, pode vir a fazer um excelente trabalho na ONU e simultaneamente contribuir para afirmar Portugal no mapa mundo do sec XXI.
Mas esta eleição tem -me deixado de sorriso no rosto por motivos algo distintos. É impossível não lembrar a (bis)avó Bena a desligar a tirar o som da televisão semore que via a imagem do "Cuteles" para não ter de lhe ouvir a voz.

Há 9 anos foi assim

Imagem

O homem do saco e outros medos

Aos 5 anos é normal surgirem medos. Escuridão, fantasmas e morcegos têm sido temas recorrentes cá em casa, por estes dias, que me obrigam a relembrar a cachopa que os papás tudo fazem pela sua segurança e jamais a deixariam dormir num quarto em que tais criaturas pudessem aparecer.
Hoje tive a infeliz ideia de pedir ajuda à mana mais velha que confirmou tudo o que tinha dito sobre a inexistência de fantasmas e monstros na vida real mas não descansou antes do remate final "só tens de ter cuidado com o homem do saco", seguido da imitação daqueles que serão os ruídos que o senhor fará ao deambular pela casa.
Grande ajuda.

Os gatos e os feriados

Se alguém que por aqui passar estiver a pensar ter um gato, tenha em conta que o bichano desconhece conceitos como feriado e fim de semana, sendo implacável no que à hora de acordar (os donos) diz respeito.
Tirando isso é um ser amoroso.

O panado milagroso

O que contei AQUI, já vai para 3 anos (tendo a protagonista 5), continua a acontecer. Sou frequentemente trocada por comida, só me podendo gabar de a cachopa ter bom gosto ou, pelo menos, gostos semelhantes aos meus.
Hoje não foi diferente, sendo que desta vez só tenho a agradecer que um panado tenha, milagrosamente, acalmado a fúria que a pequena me dirigia e (posso dizer) salvo a minha vida.

Com o queixo a arrastar no chão

A minha alma está tão parva, que ia jurar ter o queixo a arrastar no chão .
De facto não há como saber cuidar da imagem e falar com convicção, ainda que o conteúdo seja oco.

O amor não precisa de memória

Pergunto-te o meu nome e sorris como se a pergunta fosse tonta.
Sabes bem quem sou. O nome é só um pormenor. O Amor não precisa de memória, só de existir. E é tão grande ...

A visita "à coisa" do padre

Sabes mãe, hoje fomos "à coisa" do padre e vimos "abelhas que fazem me'", "azeitoneiras" e frutos do outono.

NOTA - Descrição de uma visita ao seminario feita com a escolinha

O meu cérebro é que manda

E a frase do dia é "o meu cérebro é que manda ".
Se a minha mais nova soubesse ler, diria que andava virada para livros de auto-ajuda.

Cantilenas

Tantas vezes repeti cantilenas e só agora percebo como são coisa para esfrangalhar os nervos de uma mãe. E a minha ouvia-as a 3 vozes, a pobre. Acho que lhe devo um pedido de desculpas.

Saudação ao sol

Ao acordar, lembrei-me de uma amiga que me aconselhava a fazer a saudação ao sol todas as manhas. Infelizmente, o dito ainda não tinha acordado pelo que fiquei pelas intenções.
Por sorte, para compensar, fui brindada com um episódio novo da lady Bug.  Não  é  maravilhoso?

Aos mil chegarás,dos dois mil não passarás

Ao longo da vida já tive (todos tiveram, imagino) momentos em que parece que o mundo vai acabar.A verdade é que, no dia seguinte, abrimos os olhos e percebemos que as teorias milenaristas não passam de interpretações distorcidas da verdade. A vida é um constante devir. E a malta está cá para a lhe dar luta e gozar.

Sapatilhas novas vs Salvar o mundo

- Leonor, hoje não vás para a caixa de areia senão estragas as sapatilhas novas. - Mas mãe, eu tenho de salvar o mundo e é lá que fica o alto mar! Nota minha- sou mesmo fútil

Maneiras de comprar o céu

- Mãe, é este ano que vou poder comer aquela bolachinha boa? - Leonor, já te disse que não é uma bolachinha e não se diz comer. Diz-se comungar. Primeiro tens de fazer a primeira comunhão, por isso só quando andares no terceiro ano é que vais comungar. - Mana, depois pedes uma bolachinha para mim? Uns pagam o dízimo, outros cravam hóstias. Tudo vale para comprar o céu.

Até ao fim

Imagem
Apesar de ser filha de um melómano, cuja discoteca tem milhares de cd´s de estilos que vão do fado ao Heavy Metal, sempre fui de ouvir as mesmas músicas, em modo repeat, durante meses. Ou seja, não sei tirar partido daquela infinda colecção e, embora me penalize por isso, persisto no erro pois passa-me ao lado muita beleza. Por isso é que tenho o Youtube como uma das 7 maravilhas do mundo. Clico sempre na mesma música inicial, mas os algoritmos vão-se sucedendo e, sem dar por ela, acabo por descobrir preciosidades como esta. Vejam se gostam, como eu gostei.

Garra do diabo

À conta da maleita de que falei ontem, foi-me prescrita a aplicação de um emplastro para alívio da dor.

Raramente leio as bulas dos medicamentos mas ao pegar na embalagem deste saltou-me à  vista a composição.
Nada mais nada menos que extractos naturais de garra do diabo e castanha de cavalo. Oxalá não morra da cura. Cruzes credo.

Doenças do computador (e do código do trabalho )

Fui oficialmente acometida daquilo a que o ortopedista chamou "doença do computador", causada pela forma como apoio os braços, em especial o esquerdo não raras vezes pousado em cima do código do trabalho enquanto escrevo pomposos e.mails.
A coisa, de seu nome compressão do nervo cubital, dá umas dores do catano e a resolução passará pela correcção da postura, tarefa que não se afigura fácil.
É  do diabo, corrigir erros de uma vida.

"Esquecedora"

Aos 5 anos, a minha caçulinha está numa fase encantadora, em que procura utilizar palavras caras para a sua idade.

A coisa nem tem corrido muito mal. 

Pelo meio vai usando e abusando dos adjectivos, em regra para criticar determinadas atitudes do papá e da mamã, e a este nível é criativa ao ponto de enriquecer o meu vocabulário/cultura geral com palavras como "esquecedora", que eu pensava ser inventada mas após pesquisa percebi já existir.
"Significado de Esquecedoradj. e s.m.Que, ou o que produz esquecimento" Não é bem o que a Tita me queria chamar (basicamente estava a acusar-me, diga-se que justamente, de ser muito esquecida) mas teve o efeito útil de fazer com que aprendesse algo novo.

Só aceito lições de moral de quem mas saiba dar

Quando, nas discussões de adolescente com o meu pai, ele me dizia que só aceitava lições de moral de quem lhas soubesse dar, ficava furiosa com aquilo que me parecia um atestado de menoridade.
E só hoje consegui perceber o significado da expressão que agora interpreto como - só aceito lições de moral de quem a tenha e (condição cumulativa) saiba do que está a falar.
Exemplo académico _ não aceito críticas por não contribuir para o peditório do Banco Alimentar contra a Fome feitas por quem não se preocupa sequer em saber se eu ajudo outraa instituições.
De modos que precisei de 25 anos para perceber o meu pai (sou de compreensão lenta) mas cheguei lá e isso é que interessa. Talvez seja a isto que se chama o dom do discernimento.

Jasus

Imagem
Há uma épocas atrás admirava aquilo que achava ser a segurança deste homem  que o fazia indiferente a gozos e provocações. Agora não sei se é seguro ou simplesmente alucinado.
Seja como for,  vai fazendo com que me ria e isso é sempre bom (digo eu com os nervos)

Avós, os melhores dos advogados

Imagem
 Indo à origem etimológica para palavra, Advogado é aquele que é "chamado a", o que defende, intercede, consola. No fundo, todos os avós são advogados. retirado algures da net Conversa imaginária -Mãe: quantos erros deste no ditado, hoje? -Filha: 4 -Avô: 3 deles não foram bem erros; foram só faltas de acentos por distracção

Bolas de salão pelo linfoma (15 de setembro -Dia Internacional do Linfoma)

Imagem
Não sei se fazer bolas de sabão pelo linfoma é a melhor forma de expressão, mas sei que é essencial desmistificar a doença. Não poderei estar em Lisboa, mas farei bolas de sabão no meu imaginário. Aliás, faço-as todos os dias. Afinal sou uma das 1700 de que fala o video.

Desabafos de uma mãe no regresso às aulas

Setembro é capaz de ser, com grande probabilidade, o mês mais stressante do ano. A juntar à neura do fim de ferias, o grande desafio familar que representa o regresso às aulas.
Cá por casa a coisa está a ser relativamente pacífica já que as patroas tiverem a sorte de manter as respectivas professoras e a maioria dos amigos mas, ainda assim, andamos  à nora, com tanto material e horários a fixar.
Não vejo a hora para que chegue Outubro, mês em que quero acreditar a coisa encarreire.

Irmandade (quando uma foto vale mais que 1000 palavras)

Imagem

Felizes os que acreditam ser terem visto

A Leonor tem 7 anos e acredita na fada dos dentes.

Isto nada teria de extraordinário, não fossem todos os lapsos da dita fada.

Desde dentes que voltam a aparecer em casa (não há esconderijos que escapem a estas cuscas) até noites em que a fada não passa por excesso de trabalho, não faltam indícios sobre a identidade da fada. E a Leonor não é, propriamente, uma criança desprovida de perspicácia.

A Leonor acredita na fada dos dentes porque quer muito acreditar. Acredita e fica feliz porque apesar de ela não ter aparecido na noite em que devia, compensou-a na noite seguinte com a generosa oferta de um euro, valor muito superior aos vinte cêntimos que o avô lhe prometeu em troca do mesmo dente.

E eu chego a sentir uma pontinha de inveja de tamanha vontade de acreditar e ser feliz só por a ter.

"Felizes os que acreditam sem terem visto"(São João 20, 19-31)

Conselhos aos pais de crianças em fase de mudança de dentição

Sejam previdentes e munam-se de trocos. Nunca se sabe a que horas a fada dos dentes tem de entrar em acção e é extremamente embaraçoso, dada a parvoíce dos argumentos que ocorrem no momento, ter de explicar a uma criança os motivos que podem ter levado a mesma a não ter passado lá por casa na noite em que o devia ter feito.

Acreditem em mim.

Maganas das miúdas, que me levaram às lágrimas

A Tita estragou uma tesoura da irmã e veio ter comigo aflita. Disse-lhe que deveria contar-lhe a verdade e pedir desculpa, explicando ter sido sem querer, e que a Leonor iria certamente perceber.

Contrariamente ao que imaginei, seguiu o conselho à risca.

A Leonor, claro, ficou furiosa e fartou-se de  ralhar. Perante esta reacção, a Tita foi buscar a sua tesoura (igualzinha à que partira), tornou a pedir desculpa e disse à irmã que lha dava.

Este gesto, deixou a Leonor sem chão. Recusou a tesoura, disse que era da irmã que assim ficaria sem ela e chorou desalmadamente "porque devia tê-la desculpado logo".

A  Tita sentiu a dor da irmã e resolveu tudo, ao sugerir que partilhassem a tesoura da qual são, agora, comproprietárias.

No final, quem chorava era eu mas de emoção peranta tão rara cena de sensatez e sincero arrependimento das minhas crias.

Em dia de encapar os livros

Hoje, dia de encapar os livros da Leonor, é impossível deixar de lembrar o meu avô que o fazia com uma minúcia e perfeição incomparáveis aproveitando cada pedacinho de plástico que sobrava para os seus próprios livros, ignorando os seus motivos mais ou menos infantis.

E é uma emoção ver os livros, de música, filosofia, história que o avô d ..., com capas aos corações vermelhos ou bonecos, que ajudam a mantê-lo vivo, assim como às memórias de outros regressos à escola.

Lições que uma ida ao mercado nos dá

Basta uma ida ao mercado para perceber que andamos anos a ser gamados ao comprar couve para caldo verde em mini, super e hipermercados.
Juro que nem quero imaginar o que já teria comprado com o diferencial. Isto para nao falar na diferença nutricional devida à ausência de caracóis e lesmas.

Direitos dos pais no primeiro dia de aulas

O primeiro dia de aulas devia conferir aos pais o direito automático a 5 dias de baixa remunerada, devido à ansiedade sofrida nos dias preparatórios e no momento do adeus à criancinha que chora e vomita até ao momento em que vê as costas dos chantageados e passa a ficar na maior. Dureza.

Felicidade em estado puro

Ir na rua e ser saudada, por uma criança desconhecida, com um "olá mãe da Tita e da Leonor". Uns chamam-lhe perda de personalidade l.Para mim é felicidade em estado puro.

Amoque

a·mo·que (francês amok) substantivo masculino 1. Acesso de loucura furiosa e homicida. 2. Reacção súbita de mau humor ou irritabilidade. "amoque", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/amoque [consultado em 07-09-2016]. O medo que tenho que me dê uma coisa destas.

Gestos que podem ser mal interpretados

Se alguém me tiver visto a tirar a aliança antes de entrar para uma consulta médica,tenha calma que posso explicar tudo e o motivo nada tem de novelesco. É só porque a razão da consulta se prende, previsivelmente, com algum tendão, osso ou qualquer outra coisa que passa pelo dedo anelar da mão esquerda, aquele que terá ligação directa ao coração segundo os mais românticos.

Sassaricando "Me tô dividida"

Imagem
Parece que estreia hoje à tarde uma versão moderna da novela Sassaricando, facto que está a deixar-me "divididinha" entre a vontade de me reformar para poder refastelar-me no sofá a ver a coisa e a de que o meu tempo enquanto "trabalhadora activa" passe vagarosamente.

O dia em que levámos o avô ao restaurante chinês

Imagem
Este cartoon, que vi algures na net, fez-me lembrar o dia em que levámos mo meu avô a um restaurante chinês.

Conseguir que saísse de casa foi, por si, um fenómeno raro, já que vivia embrenhado nos seus livros e gostava pouco de o fazer.

Fazê-lo para ir a um restaurante chinês então, nem sei como qualificá-lo.

O avô foi, num momento que nenhum de nós esquecerá, mas ficou desolado. O restaurante não tinha pão!!!

Pedindo desculpa ao avô, que não gostava de palavrões, não resisto em partilhar.

Por outras palavras

Imagem
"E deixar-me devorar pelos sentidos E rasgar-me do mais fundo que há em mim Emaranhar-me no mundo E morrer por ser preciso Nunca por chegar ao fim"


Como é que eu vivia antes do youtube me dar a conhecer estas preciosidades?

COMO A PSP NOS FALA AO CORAÇÃO (ou das melhores coisas que tenho visto nos últimos tempos)

Imagem
Como navegante do facebook tenho vindo a acompanhar a forma fabulosa como a PSP tem utilizado as redes sociais para, de forma ligeira e muitas vezes ousada, chegar a cada um de nós, com campanhas de alerta e sensibilização.

Para saberem um pouco mais leiam ESTA notícia.

Das melhores coisas que tenho visto nos últimos tempo, sem dúvida.

O terço rezado pela Leonor

Ontem as patroas andaram a vasculhar as minhas gavetas e descobriram dois tercos.
Vieram ter comigo para saber o que era aquilo e, ouvida a explicação, pediram para as ensinar a rezar.
Assim fiz e fui surpreendida pela insistência da Leonor para que o rezassemos efectivamente  (a Tita é mais dada às coisas da fé ).
Lá comecei, curiosa para ver qual seria a resistência das fiéis, e tive de sorrir com a reacção da Leonor ao perceber que se reza a Ave Maria toda, 10 vezes em cada estação.
Considerando que assim seumia cansativo, resolveu fazer uma adaptação e dizer só Ave Maria até chegar ao Pai Nosso. Ainda assim, adormeceu lá para a sétima 😊 mas foi um momento especial de partilha e aprendizagem mútua.

Eder. O Campeão vai nú

Imagem
Alguém me expliquei a, aparentemente, inevitabilidade de uma vitória/conquista pessoal dar origem à mostragem de bíceps e pelos púbicos (ou pelo menos da área onde é suposto os mesmos existirem)

Discutir e aprender

Depois de uma longa e intensa disputa:

-Pronto, vou brincar um minuto e meio e depois dou-te isto.
- Isso é muito tempo!
-Não é não! 1 minuto são 60 segundos.
- 60!!! Mas isso é muito!
- Estou a falar de segundos e não de minutos. Se fossem 60 minutos era uma hora. Assim são só 90 segundos porque 1 minuto tem 60 segundos e meio minuto são 30 segundos.

Terrorismo nutricional

Como sabem, tenho o problema de delirar com comida e ter o trauma de me ter cruzado com um homeopata que me culpou pelo facto de ter adoecido.

Daí que seja muito resistente a artigos sobre nutrição, especialmente porque vejo muitos extremismos e 1001 teorias distintas quanto aos benefícios e malefícios do mesmo alimento.

Vai daí, não podia ter gostado mais do artigo desta nutricionista sobre aquilo a que chama terrorismo nutricional. A virtude está sempre no meio, diria.

Leiam AQUI .

Coisas Pequenas

Imagem
Coisas Pequenas. Não quero mais que isso, que é tanto para mim.

Estudo revela que as mulheres não sabem escolher os maridos

Um estudo recente realizado por D.ª Maria Leonor, no alto da sabedoria sem preconceitos que só se tem aos 7 anos de idade, revela que "as mulheres não sabem escolher os maridos".

É bom ter trabalho e quem possa carpir por nós no fim das férias

Hoje foi dia de "pica o boi", depois de uma pausa bem saboreada.

Na véspera, uma das patroas começou a chorar desalmadamente porque não queria que eu viesse trabalhar hoje.

Lá lhe tentei explicar que se alguém devia chorar, seria eu já que a marquesa continua livre como um pássaro.

Ficaria de férias, de bom grado, mas a verdade é que não me apetece chorar.

Afinal, é bom ter trabalho e quem possa carpir por nós no fim das férias.

Vítor Batista - O maior

Auto denominava-se o maior. Eusébio chamava-lhe o irmão branco. Foi grande mas deixou-se fazer pequeno, no meio dos erros cometidos à custa da tal grandeza mal gerida.
Merece ser lembrado sempre, por tudo o que fez de bom e menos bom.
VEJAM este filme e fiquem  a conhecer esta lenda. Vítor Batista.

Burkinis

Estou verdadeiramente chocada com a proibição dos burkinis em França.
Presumir que o seu uso é ou forma de provocação ou de discriminação feminina, abstraindo da verdadeira razão que pode passar por uma simples convicção tão respeitável quanto outras;  é tão tonto quanto preocupante.
As generalizações são sempre perigosas e preocupantes e, regra geral, só revelam a incapacidade de ir ao âmago das questões para as resolver.


Sombras e interrogações