terça-feira, 31 de julho de 2012

Custa alguma coisa?




Bem sei que ando sempre a apregoar aos 4 ventos que um dos meus maiores anseios é o de que as minhas filhas não sejam carneirinhos e assumam a sua personalidade.

Mas caramba, Titocas, não precisas de exagerar.

Custa alguma coisa admitir que és pequenina e ainda precisas da ajuda da mãe? Custa?

Ai, custa?!!! Está bem, está bem, já percebi. Não me mordas.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Boletim Clínico

Hoje foi dia das consultas de nefrologia e onco-hematologia.

A nefrologista não me deu alta porque a proteinuria continua alta. Ao que parece, a função renal está bem, mas a longo prazo pode ficar um pouco afectada. Como disse a médica, sabe que os fármacos são venenos, que matam os maus, mas também mexem com os bons.

Da onco-hematologia nada de novo. Está tudo ok. Desta vez lembrei-me de perguntar se havia algum inconveniente em fazer a depilação das axilas com cera e a médica disse que não. Qualquer dia perco a cabeça e traz, lá se vão os pêlos (já me dói, só de pensar).

De novo, só o facto (escandaloso, a meu ver), de as balanças do IPO do Porto andarem avariadas.

Só para terem uma ideia, a que está pior é, curiosamente, a electrónica de acordo com a qual tenho mais 5 kgs do que tinha em Março. A melhorzinha, mas ainda assim avariada, diz que aumentei 3 Kgs. Venha o diabo e escolha.

Logo por azar, a avaria coincide com a altura em que as minhas calças encolheram todas e foi o cabo dos trabalhos, para as médicas, fazerem-me acreditar que o problema é das balanças.

Está a fazer uma vaquinha para comprar balanças, decentes, para o IPO e, já agora, para eu ir aos saldos.

Dálogos desconcertantes II

Leonor (dirigindo-se a mim) - Estás impossível. Sempre a ralhar comigo. A dizer que não te ajudo. Não me fales assim, que não sou nenhum animal.



Leonor - Olha Tita, o pai não nos abre a porta. Vamos embora, que ele é um monstro.

domingo, 29 de julho de 2012

As cartas da Leonor II

Parece que se confirma. A Leonor (e a minha pessoa, por arrasto), ainda vai ganhar muito dinheiro com as suas premonições. Só precisa mesmo de afinar a bola de cristal, para acertar nos dias. Devagarinho, acredito que chegue lá. Afinal, é uma novata na profissão e só errou por um dia.

Se bem se lembram, a Maria grande avisou-me (faz hoje uma semana), que a 2,ª feira iria ser um inferno.

Como o dia até correu benzinho, desvalorizei o episódio. Mal sabia eu o que me espera no dia seguinte.

3.ª feira de manhã, começou com uma daquelas gritarias monumentais que me valeu uma valente carga de nervos, antes de sair de casa e ao avolumar de suspeitas (entre os vizinhos) que tenho por hábito espancar as minhas filhas dia sim, dia não.

Nem de propósito, no mesmo dia, a rapariga veio do infantário toda arranhada na cara e senti-me obrigada a explicar à vizinha da frente que não tinha sido eu (apesar da vontade).

À hora do jantar comecei a sentir-me mal, com cólicas e aí sim, começou aquilo que imagino ser o inferno.

A noite foi horrível, tive uma paragem de digestão e cheguei a pensar que ia quinar. Não quinei, mas serviu para ver uma pontinha do potencial da minha mais velha.

PS

Os interessados em agendar consulta, sabem como me contactar.

Esteve-se tão bem no Luso


Revisão geral

2.ª feira será dia de visita ao IPO, para uma revisão geral. Nefrologia e Onco-hematologia e com uma cajadada mato dois coelhos.

Espero, sinceramente, levar com os pés pela 2.ª vez, em menos de um mês. Desta feita, com os pés da nefrologista, que a onco-hematologista sei que não me largará a braguilha até 2014.

A nefrologista (nunca refiro nomes, pois não pedi autorização para tal) é amorosa, mas, contrariamente ao que acontece com o médico da pele e pelos motivos que saberão, não existe aquela ligação afectiva especial.

Entretanto já sabem, algumas das amigas com quem já não falo há muito, receberão, provavelmente, uma sms. Uma das vantagens de ser info-excluída (leia-se não ter um gadget com acesso à net) é aproveitar as horas infindáveis passadas nas salas de espera do IPO para pôr a conversa em dia com quem, habitualmente, não passa pelo facebook. O ambiente faz com que fique com os sentimentos à flor da pele e, consequentemente, melosa. Junta-se o útil ao agradável.

Entre sms vou aproveitando para arrumar os papéis da carteira.

Livros não levo. Como sei que não me conseguirei concentrar, e ler uma página sequer, escuso levar mais um peso na carteira. Revistas cor de rosa já me deixei de comprar (acho que em 2009 ultrapassei o razoável). Custa-me pagar por publicidade e títulos enganosos. E depois, leio diária (e religiosamente) o Correio da Manhã (comprado pelo meu avô, que fique claro) que, para mim, se trata do jornal mais completo à face da terra. Tem de tudo, como na farmácia. Política nacional e internacional, notícias (lá pelo meio), dicas para o dia a dia, conselhos sentimentais, consultoria de imagem e muitas fofocas. A cereja no topo do bolo (sem qualquer tipo de ironia) são as crónicas dominicais do João Miguel Tavares (simplesmente sublimes).

Mais completo seria impossível, como vêem.

Bem, e lá estou eu a navegar na maionese, deve ser do silêncio que reina a esta hora. Já não me lembrava de o sentir.

sábado, 28 de julho de 2012

1.ª grande decisão

A Maria grande já andava há dias com ela metida na cabeça. "pai, mãe, quando é que eu começo a dormir sem fralda?", perguntava constantemente.

Na 3.ª feira, à noite, levantou-se para ir fazer xi xi e quando voltou ao quarto, perguntou "mãe, posso dormir sem fralda? Gosto tanto de dormir sem fralda".

Perante um apelo tão sentido, e uma ainda maior convicção, não tive como me opor.

Dormiu sem fralda e correu tudo lindamente.

Na noite seguinte, nem hesitei. A Maria grande deitou-se, de camisa de dormir e sem fralda. E a mamã, deitou-se com ela, para contar a história da cabra cabrês. Finda a história, a mamã aterrou como uma pedra até começar a sentir algo quente a tocar-lhe na pele.

Dispensando-me de pormenores, confesso só que, presentemente, um dos meus maiores anseios é que a urina de criança tenha efeitos terapêuticos ou cosméticos. Pronto, que pelo menos não cause alergias.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Perdida entre os livros

Não sou nada saudosista, mas depois de andar a arrumar o meus livros da juventude (aos quais se vieram juntar os das minhas manas), dei por mim a ter saudades daquelas tardadas passadas no sofá, em que me perdia dentro das histórias, na ânsia de ler mais e mais. Agora, o cansaço torna-me incapaz de ler o que quer que seja, que não diários da república. Os livros da Isabel Allende e do Carlos Ruiz Zafón, que vieram substituir os da Patrícia, dos cincos e afins, permanecem imaculados à espera que lhe pegue (by the way, Pai Natal, sabias que saiu um livro novo do Carlos Ruiz Zafon?). Que saudades de ler um livro da Patrícia e juntar-me a ela, e aos restantes codornizes brancas do vale, a investigar mistérios ....

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O meu agradecimento

Por norma, não publico fotos sem pedir autorização. Mas desta vez tenho de abrir uma excepção. Não será novidade para ninguém que os primeiros anos de vida são essenciais para a formação da personalidade, nomeadamente para a aquisição de valores. E estas meninas das fotos, são (como disse alguém) responsáveis, em grande parte, por aquilo que a Leonor hoje é. À partida pode não parecer elogio (pelo que vou contando da cachopa), mas é, e dos grandes. A Leonor é uma menina traquina, inteligente e feliz. Feliz, em casa e (importantíssimo) na escolinha. Este ano não, que tem tido os avós ao serviço a tempo inteiro, mas no ano passado chegou a estar 10 horas/dia na escolinha, sempre com a sorte de ter excelentes profissionais ao seu redor. E é por isso que, por mais birras que possa fazer de manhã, vou para o trabalho com a consciência tranquila, pois sei que ficou em boas mãos. E é também por isso que, quando a vamos buscar, faz birras para ficar. A Titocas também está muito bem entregue e nada melhor do que isso para confortar o coração de uma mãe que tem de deixar as crias tantas horas seguidas sem (a sua) vigilância. Por todo o profissionalismo e pelo carinho dado às minhas filhas, o meu sincero agradecimento. PS O agradecimento é extensível à demais equipa, aqui simbolizada pela Catarina, Cidália e Lúcia (até porque não tenho mais fotos :). De explicar que, apesar de na foto aparecer a Titocas, esta é a equipa da salinha da Leonor que, infelizmente, será desmembrada no próximo ano e cujo trabalho foi irrepreensível.

Irmãs de sangue

Ontem, a Leonor levou a expressão à letra e quando vi estava a pequena a sangrar de um canto da boca. O que vale é que a Titocas também não é flor que se cheire e já apreendeu o ditado "quem vai à guerra dá e leva". Feitas as contas finais, ficam sempre empatadas. Como é lindo, o amor visceral.

Diálogos desconcertantes

- Leonor, tem dó de mim. - Mãe, eu sou paciência. -Leonor, isto é um inferno. - Mãe, nós não estamos no inferno. Estamos na garagem. - Leonor, esse papel é para o lixo. - Está bem, mãe, eu vou pousar aqui e tu levas para o lixo

As cartas da Leonor

"Mãe, amanhã (hoje, 2.ª feira) vai ser um inferno". Fiquei, naturalmente, receosa com esta premonição de uma criança de 3 anos. Mas como não gosto de me ficar só por um lado da questão, logo tratei de procurar outro. Quereis ver que tenho dentro de casa uma mina de ouro?!!! Profeta, aos 3 anos, é coisa para dar dinheiro. Já me estou a ver como gestora da sua carreira, a contar as notas ao fim do dia. Sim, porque o que interessa é a convicção com que as coisas são ditas (não propriamente o conteúdo) e convicção não falta ao meu tesourinho.

domingo, 22 de julho de 2012

Para as mentes mais confusas

Hoje decidir tentar clarificar aquilo que julgo ser um tipo de mito urbano. Não vou, certamente, descobrir (nem ajudar a decsobrir) a pólvora, mas pode ser que consiga por algumas mentes mais confusas a pensar um bocadinho no que vou dizer(nem que seja por meros 10 segundos. Primeira ideia - ninguém nasce ensinado Segunda ideia - a formação académica de base dá, como a própria expressão, bases. Quero com isto dizer que não cria nenhum tipo de automatismo que faça com que qualquer alteração do "estado da arte" seja introduzido no cérebro das pessoas da área em questão Terceira ideia - nada se faz sem trabalho, mas isso implica, para que o trabalho tenha um mínimo de qualidade, tempo e algum tipo de estabilidade (desde logo quanto às prioridades Passarei agora a transpor esta reflexão para as minhas dores concretas. A quem não faz ideia sobre o número de diplomas legais que são publicados diariamente, proponho o exercício de, durante 1 semana (nem é preciso mais, consultar diariamente o site do Diário da República Electrónico (www.dre.pt) - I série Por curiosidade espreitem também a II.ª série (para o efeito pretendido, basta que o façam uma vez). Como penso ser fácil de perceber (mas também esquecer, pelos vistos), para estar actualizado não basta ler o Diário da República. Isso qualquer pessoa que saiba ler o consegue. Como já disse antes, envolve estudo (e tempo). Por alguma razão, quando temos um problema de saúde específico, vamos a médicos especialistas e não a médicos de clínica geral. Isto parece-me tão básico que até me custa estar a maçar com estas banalidades quem por aqui passa. Mas a verdade é que, no dia a dia, há pessoas com dificuldades em entendê-lo. Como não sei desenhar, tenho de recorrer às palavras. Se o problema for de amnésia (ainda que selectiva) já deverão consultar um médico. Podem começar pelo de medicina geral que, certamente, os encaminhará para a especialidade adequada.

sábado, 21 de julho de 2012

Os 35 Anos

Estou deliciada com esta fase da vida. Acho um espectáculo sentir (com alguma propriedade) já ter alguma experiência de vida, muita segurança e, acima de tudo, haver ainda muita estrada para andar. Não sou, definitivamente e para quem ainda não percebeu, a mesma que era há 12 anos, altura em que saí da faculdade e fui lançada no mundo real. Não me refiro aos princípios, que esses sempre os tive (devidamente incutidos pelos meus pais e avós) e tudo farei para manter, independentemente das selvajarias que, por vezes, vejo à minha volta. Refiro-me à personalidade, muito mais amadurecida (naturalmente) e à perda da vergonha (a tal segurança) de assumir quem sou, aquilo de que gosto e de que NÃO gosto. E esta transformação, provavelmente ainda bão vísivel aos olhos de todos, faz com que tenha cada vez menos pachorra para aturar caprichos e fazer fretes. Dá-me um gozo fenomenal, quando as circunstâncias e as pessoas assim o merecem, fazer-me de parva, que é como quem diz fingir que não percebo "bocas" e insinuações estapafúrdias (para não lhes chamar outra coisa). Detesto é que me façam de parva. E há quem, frequentemente, tenha essa mania. Ah, e tenho pena (muita pena) de quem confunde boa disposição com falta de responsabilidade. Espero que a vida consiga mostrar o contrário a essas pessoas, sem que seja necessário passar por experiências mais complicadas.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Guerreiros de Hodgkin -novo grupo no facebook

Hoje, num daqueles repentes que às vezes me dão, criei um grupo no facebook "Guerreiros de Hodgkin". Como o próprio nome indica, o grupo direcciona-se especificamente a quem tem (ou teve) linfoma de Hodgkin e visa a troca de experiências. Senti necessidade de um grupo destes quando comecei a minha luta. Espero que possa ajudar alguém. Nem de propósito, descobri hoje mesmo outro grupo "Doentes de leucemis e linfomas". Peço desculpa a quem o criou, pois a intenção não era, de todo, duplicar grupos. Foi mesmo por desconhecimento (curiosamente, descobri primeiro, o grupo brasileiro "Família Hodgkin". Seja como for, estamos todos na mesma luta, que havemos de vencer, e estou certa que a partilha de experiências e sentimentos poderá ser útil a todos. Ah, o grupo é, naturalmente, aberto. Seja bem vindo, quem vier por bem.

Com 3 palavrinhas apenas

Anda tudo à bulha por causa do acordo ortográfico (que tembém abomino, por sinal) e seria tudo tão simples de resolver se se reduzisse o léxico de palavras a umas 3. A minha Titocas é o exemplo vivo. Com 3 palavrinhas, aliadas à linguagem corporal, a miúda faz-se entender. E se estivermos a demorar mais do que o desejável, também tem solução. Aumenta os decibéis. Que mania que têm os grandes de complicar tudo.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Discussão conjugal

Hoje assisti, em lágrimas de tanto rir, à 1.ª discussão conjugal da minha filha mais velha. A rapariga está a atravessar a fase dos amigos imaginários, mas hoje a amizade deu lugar ao amor e criou o seu marido imaginário. Só vos digo, tenho pena do moço; gritou-lhe tanto, tanto que devia estar apavorado. No final da discussão disse "olha, vou meter-te na reciclagem". Dito e feito, abriu a tampa do recipiente do papel (vá lá que teve sorte, seria pior se fosse o do vidro) e atirou o marido lá para dentro. Ah mulher de fibra. Tem de haver umas para vingar as outras. Carrega Leonor

Mas tudo passa, tudo passará...

... e nada fica, nada ficará. Grande Nelson Ned. Há 3 anos, por estes dias, fiz a 1.ª sessão de quimio. Desculpem ser chata, mas é um assunto que não consigo evitar. Peguei no livro "Pegadas na Areia", meti-lhe lá dentro uma foto da Leonor e lá fui, cheiinha de medo. Fiz a primeira sessão sem cateter, numa veia da mão. Com a 1.ª quimio, a comichão começou a ir embora, juntamente com o cabelo do qual nunca tinha gostado muito. Passado este tempo, a comichão foi à vidinha dela e o cabelo recuperou a sua rebeldia habitual, com a diferença que agora gosto (e muito) dele. Não conseguindo deixar de me lembrar do horrível mês de Julho de 2009, mas tendo a felicidade de o comparar com o Julho em curso, não me ocorre letra mais apropriada que esta do Nelson Ned. Pode ser pirosa, mas diz aquilo que sinto hoje.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sou amiguinha de todos

Para provar ao tio Belmiro que sou amiguinha de todos, aqui fica uma dica. Até dia 5 de Agosto (se não me engano), a versão pop up do Principezinho (Editorial Presença) está com 40% de desconto no Continente. O livro está fenomenal. Para além da história (que é ternurenta), tem animações lindas. Fosse maior o meu budget e compraria um para cada criancinha dos meus conhecimentos. As minhas meninas já o têm. Por falar em Continente, ando maravilhada com os marketeiros que os tipos contrataram. A estratégia é tal que fazem pessoas mais simples das ideias (como eu) passar lá quase todos os dias (nem que seja para espreitar). Agora juntem uma mãe simples das ideias, que adora livros, a uma filha ainda mais simples das ideias que também os adora e imaginem ondes estas duas almas passam os tempos livres de fim de semana (enquanto a Titocas dorme). Este fim de semana vamos visitar a biblioteca municipal. Estupidamente, tenho-me esquecido de a levar lá e sempre fica mais barato que o próprio Pingo Doce.

Pode ir o pobre sem esmola ....

-"Leonor, já estou cansada de te aturar" - "Estás cansada?! Espera aí que eu vou já deitar-te". - "Leonor, estou cansada". - "TAMBÉM EU"! Pode ir o pobre sem esmola, mas sem resposta não vai.

domingo, 15 de julho de 2012

Uma diz mata, outra diz esfola

Hoje andaram numa de pintar sofás. Ora em casa dos papás, ora em casa dos avós. Pelo meio aproveitaram para pintar as respectivas caras. O mais bonito disto tudo é a lisura de princípios. Fazem as asneiras, mas assumem. - "Leonor, quem é que riscou este sofá?" - "Não fui eu, eu só risquei o outro". Bonito de se ver, admitiu a culpa sem acusar ninguém. Não foi ela e eu também não. Restam-nos dois suspeitos.

A licenciatura da loira

Há fenómenos que nos deixam de queixo caído e nem todos são pela negativa. Na semana passada a Universidade de Aveiro licenciou uma loira das verdadeiras (de olho claro e tudo). A notícia não mereceria destaque (concluir uma licenciatura em 3 anos é, face ao que tem vindo a lume ultimamente, uma banalidade), não fosse a licenciada quem é. Esta loira é boa que até mete nojo. Gira, muito inteligente e excelente Amiga. Se me conseguir abstrair do facto de não ser grande influência para as crianças (introduziu as batatas fritas, à minha revelia, na dieta alimentar da Leonor) posso dizer que a miúda é perfeita. Esta licenciatura, que enche de orgulho todos quantos dela gostam, foi uma prova de que quem tem objectivos e luta, arduamente, para os alcançar só pode ter sucesso. Minha querida Madalena Silva, a admiração que sinto por ti (e a baba por seres minha AMIGA) é tal que me tolhe as palavras. PARABÉNS, PARABÉNS, PARABÉNS Ps. Só era escusado estares constantemente a humilhar quem , como eu, não fala alemão nem mandarim

As mães limpas

- "Mãe, anda cá que tenho a camisola suja com papa" - "Deixa lá, a mãe já vai limpar com um pano" - "MÃE, quando as meninas têm a camisola suja, as mães tiram-na" Agora pergunto eu, será que a liçao que a Dr.ª Maria Lenor me quis dar, tem alguma mensagem sub-liminar. Terá ela querido insinuar alguma coisa ou não passou de uma demonstração do seu gosto pelo naturismo, já que adora pavonear-se pela casa em top less?

sábado, 14 de julho de 2012

Empresto - bomba eléctrica Medela e esterilizador de biberões

Meninas do meu país (ou de outro). Tenho uma bomba eléctrica de tirar leite (assim mesmo, tipo ordenha mecânoca) da Medela, que empresto a quem necessitar. Já serviu para 4 bezerrinhos, mas está em óptimo estado. Empresto também a máquina de esterilizar biberões (assim a encontre). Se precisarem ou souberem de alguém que precise, apitem. Bom fim de semana

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Estratégia de poupança familiar

Em tempos de crise, não posso deixar de partilhar aquela que considero uma excelente estratégia de poupança para quem quer mais do que um filho. E a estratégia é tê-los assim seguidinhos. Passo a explicar, com base em casos concretos. Quando estamos à espera do 1.º filho temos de reunir uma parafrenália de coisas que representam um investimento jeitoso. Carrinho, berço, banheira, roupas e mais roupinhas (...). Ter um 2.º filho passado pouco tempo, permitirá amortizar o investimento. É certo que o mais novo tem de gramar com coisas herdadas, mas dá um jeitaço às mães (comme moi mêmme) que têm cabeça de andorinha e se esquecem frequentemente de tudo. Não é raro ver a Tita com collants até ao pescoço e a Leonor com camisolas acima do umbigo. Temos sempre tudo à mão, se não é de uma é de outra. À conta disso, demorei algum tempo a perceber porque é que a Leonor andou uns tempos a acordar molhada. Devia ser proibido vender fraldas que não tenham o tamanho bem identificado. É uma trabalheira distingui-las, para quem tem filhos que usam o n.º 4 e filhos que usam o n.º 5. Claro que ajuda em muito à poupança, o facto de as criaturas serem do mesmo género. Mas mesmo não sendo, há cuidados que podemos ter ao fazer o investimento. Optar pelas chamadas cores neutras. Ah, outra coisa importante. Se conseguirem juntá-los no mesmo infantário existe a forte probabilidade de conseguirem desconto na 2.ª inscrição. Sabem que não resisto a descontos. Só vantagens, portanto. Era só aquilo da laboração contínua dos infantários ir avante e seria perfeito.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Naturismo

Estou mesmo a ver que o meu destino de féras este ano vai ser a praia do Meco. A Maria grande é grande adepta do naturismo. Assim que entra em casa é vê-a a despir-se integralmente, tal como tem tentado fazer-me em plena rua.~ Hoje começou a tentar arrastar a Maria pequena para a causa. Quando dei por ela, andava a Titoca a arrastar uma fralda que tinha ficado à volta de um dos tornozelos. A Maria grande deixou o trabalho a meio. Se começa a achar piada a tirar a fralda à irmã, estou feita.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Manifesto pela laboração contínua dos infantários

Quando uma criança de 3 anos consegue manipular a própria pediatra, temos a certeza que estamos perante um, futuro, caso de polícia. Tanto fez, que conseguiu que eu fosse deixar a Titocas no carro, a deixasse sózinha e viesse a correr, escada acima, buscar a aleijadinha. Aproveitei a consulta para falar na dor à pediatra e desabafei "desconfio que ela estava só a querer chamar a atenção". A pediatra, muito querida e inocente, respondeu-me " não! uma criança de 3 anos não tem capacidade para esse tipo de coisas". Ah pois não, pensei eu. E a pediatra continuou o exame. "é aqui? é aqui? Vê mãezinha, é aqui", disse apontando para o tornozelo enquanto a pequena ia fazendo pequenos esgares de dor. Mas ela, há pouco, queixava-se dos gémeos (creio que é este o nome técnico para os músculos da barriga da perna). "Pois, sabe que eles ainda não sabem distinguir bem a origem da dor". E assim conseguiu manipular a própria pediatra, a criança que, horas depois, subiu as escadas do prédio com as mãos atrás das costas, tentando esconder uma peça de plástico que faz parte dos acabamentos do edifício e ela cisma ser a espada com que um dia nos cortará a cabeça. Estou, assim, tentada a iniciar um manifesto pela laboração contínua dos infantários. Ou isso ou mandá-la para um colégio interno na Suiça. PS. Brinco, brinco, mas não é fácil saber quando valorizar estas "dores" e tenho sempre medo de estar a fazer o juízo erradp. Talvez por isso ceda sempre e a Leonor faça de mim gato e sapato. Mas prefiro assim, do que um dia a rapariga estar mesmo em sofrimento e eu pensar que é só tanga. Acho que alguém já escreveu sobre isto, chamou à história "O Pedro e o Lobo".

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A importância de um bom par de cuecas

Nunca tinha pensado neste assunto, até hoje. Quando estava na sala de espera de um consultório, passei os olhos por uma artigo de uma daquelas revistas maravilha que têm a solução para que tenhamos a vida perfeita. No caso, o artigo versava sobre a forma de uma mulher se tornar sexy e uma das dicas, infalíveis, referia-se à escolha de uma boa lingerie. Pousei a revista e não pensei mais no assunto até ao momento em que, estava eu na farmácia, comecei a sentir aragem fresca no rabo. A minha doce Leonor (quem mais) resolveu levantar-me a saia e por-se debaixo dela. Escusado será dizer que quanto mais me tentava libertar, mais ela levantava a saia. Felizmente, só estava uma senhora a apreciar a cena. Os demais estavam distraídos (quero eu acreditar). E este episódio deixou-me a pensar. Será possível conciliar uma lingerie sexy, que segure maridos, com lingerie adequada à decência que se impõe, em público, a uma mãe de família?

domingo, 8 de julho de 2012

Ganhei ....

Depois de ter apelado ao voto, não podia deixar de vos vir contar o resultado do prémio mãe blogger. Pois é, ganhei ... experiência. O meu homem pode respirar de alívio, que não vou trazer para casa nenhuma mala para a maternidade. Obrigada pelos vossos votos.

Quimio versus fertilidade

Não tenho estatísticas (nem interessam para o caso), mas parece-me que Mr Hodgkin tem uma tara qualquer por jovens adultos, na casa dos 20, 30 anos. Muitos destes jovens, como eu, acalentam o sonho de ser (ou tornar a ser pais). A quimio, todos sabemos, pode ter como sequela a infertilidade. Mas não tem de o ser. A prova disso é a minha Benedita. Em todo o caso, só se saberá quando se tentar alcançar esse sonho. Por isso, houver aí desse lado quem esteja a iniciar a caminhada (ou conheça quem esteja), o meu conselho é que, antes de iniciar os tratamentos, perguntem ao vosso médico as alternativas para a conservação de esperma e óvulos. Acho que há uma lacuna a este nível e falta informação sobre uma questão tão importante e sensível. Já contei aqui, há muito tempo, que coloquei essa questão antes de começar a quimio pois, por mero e feliz acaso, tinha lido sobre ela num blogue. Coloquei-a, na altura, por curiosidade e por achar que devia fazê-lo já que ter mais do que um filho era um plano conjunto do casal. Quando saí da consulta, perguntei ao meu marido se achava que devíamos acautelar essa questão e respondeu-me que não, que queria era que eu ficasse boa. Imagino que não tenha sequer passado pela cabeça da médica falar disso a uma mulher que tinha tido um bebé há pouco mais de 15 dias, mas pelo que tenho visto não se dá, ainda, muita atenção a esta questão e é pena.

sábado, 7 de julho de 2012

Pós quimio - a minha experiência

Recentemente conheci mais 2 guerreiros de Mr. Hodgkin que terminaram os tratamentos há pouco tempo e me fizeram algumas perguntas. Vou tentar responder a tudo. Fico muito contente por poder ajudar de alguma forma. Como sou muito esquecida e desorganizada (até no discurso oral), prefiro escrever (a cabecinha não dá para mais). O meu linfoma era estadion IV (encontrava-se acima e abaixo do diafragma). Fiz 6 ciclos de quimio (12 sessões) ABVD, que terminei em Dezembro de 2009. A minha médica não me recomendou nenhum cuidado especial. Claro que devo ter cuidado com o sol (mas isso todos devemos ter) e procurar ter uma alimentação diversificada e equilibrada (esta é a parte mais complicada para mim e já o tinha sido durante a quimio). Como em tudo, há milhões de teorias distintas, e contraditórias, sobre o que se deve, ou não, comer, algumas das quais envolvem verdadeiras teorias da conspiração. Já contei a triste história do homeopata que disse que eu estava a envenenar-me por beber leite de vaca e fez um discurso sobre o lobbie da indústria de lacticínios. O essencial, a meu ver, é confiar no médico que nos segue. Informação a mais, por vezes, só nos prejudica. Depois de falar com aquele homeopata fiquei de rastos (a parte do leite foi, como sabem, só uma amostra das atrocidades que me disse). A minha querida onco-hematologista marcou-me consulta de nutrição lá no IPO e a resposta da nutricionista foi clara. EQUILÍBRIO E DIVERSIDADE. Evitei certos alimentos durante e algum tempo após a quimio, pelo facto de ter o sistema imunitário enfraquecido e por serem alimentos mais propensos a causar alergias (caso do marisco). E, curiosamente, foram os mesmos alimentos que tive de evitar durante as gravidezes. Quanto às sequelas. Ainda tenho uma ou outra marca na pele, pois a quimio tem um fármaco que escurece a pele e ficaram marcados alguns dos arranhões que fiz à conta da cominhão. As unhas do dedo grande de cada pé, ainda estão esquisitas. Pensava que era um fungo, mas o médico da pele disse-me, ainda na semana passada, que era um descolamento e com o tempo iria resolver-se - ainda só passaram 2 anos e meio :) De resto, nem sei bem. Sempre que alguma coisa corre menos bem, pergunto-me sempre "será efeito da quimio?", mas a verdade é que não sinto nada de especial. Talvez mais dificuldade de concentração (mas lá está, não posso garantir que tenha sido da quimio). A infertilidade era uma possibilidade, mas graças a Deus (e como sabem) não aconteceu. Engravidei (inadvertidamente) 6 meses após a quimio. Claro que fiquei em pânico e corri para os braços da minha onco-hematologista que ficou toda contente, quando lhe contei a notícia ao telefone. Lembro-me de, com o stress, lhe ter dito "está-se a rir?!!!". Quando falei com ela pessoalmente, disse-me que tinha estado a ver alguns estudos e que nada indicava que aquela gravidez me fosse trazer algum problema. Sentir-se-ia era mais segura que eu não teria nenhuma recidiva, se já tivesse passado mais tempo. Mas ainda assim, a hipótese de recidiva (mais ou menos remota) pairará sobre o ar. Depois de a onco-hematologista ter pensado na perspectiva mãe, foi a vez de a obstetra falar na perspectiva Benedita e me dizer, com toda a segurança, que o facto de ter feito quimio não teria qualquer influência no embrião, porque não estaria já exposto a qualquer fármaco. Uns tempos antes tinha lido existirem estudos sobre a possibilidade de a mãe transmitir o cancro ao bebé durante a gestação. Falei nisso à minha médica ( a propósito da Leonor) e a resposta foi esta "isso não é uma dúvida". Queria ela dizer que não tem qualquer fundamento a teoria. E eu acredito, porque tenho outra das melhores médicas do mundoo. Assim, e em resumo, confiem no vosso médico e eventualmente (caso sintam necessidade) procurem uma 2.ª opinião. Cada caso é um caso e o pior que pode acontecer é dar-mos ouvidos aos vizinhos "doutores".

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Assim o meu coração não aguenta

Num momento dá-me com os pés, logo a seguir escreve-me mensagens lindas (ver último post). Assim, o meu pobre coração não aguenta. Em resposta, caro dr., digo-lhe que lhe dou todo o tempo do mundo, porque sei que não se esquecerá (ok,ok, admito que aqui está uma pequena chantagem psicológica subliminar) :)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Levei com os pés

E de repente, mais de 3 anos e meio depois de o nosso relacionamento ter começado, levei com os pés. No dia em que combinámos encontrar-nos, e pelo qual esperava há tanto tempo, mandou-me entrar na sala e, depois de me olhar de alto a baixo, disse "minha querida acho que lhe vou dar alta. Se precisar de mim, sabe onde me encontrar". De nada adiantou ter confessado a minha estima e consideração. Terminou e ponto final. Tudo porque, segundo disse, estou a envelhecer. Tentando manter a racionalidade, tenho de admitir que esperava por este momento desde o, longínquo, dia em que me disse "vou encaminhá-la para a onco-hematologia". E pronto aqui estou eu a disparatar, numa de descompressão, para vos dizer que tive ALTA de dermatologia mas não, sem antes, ter agradecido todo o profissionalismo e carinho com que o dr.... me tratou. Ah, a parte de me ter dito que estou a envelhecer é verdade. Está só, como é óbvio, descontextualizada. Venham agora as consultas de nefrologia e onco-hematologia.

Déjà vu

A rapariga acorda a cantar e assim anda o dia todo (com intervalos para guinchar e mostrar a sua forte personalidade). O reportário já inclui "o nosso galo é bom cantor"; "Clarinha olha as pombas" e "Sapo, sapo, sapo à beira do rio", entre outras ainda não identificáveis. É um regalo ver a sua alegria. Mas, e há sempre um mas, eu já vi isto em qualquer lado. A mana também era assim e agora acorda com vontade de matar meio mundo. Que medo do que aí poderá vir.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A maior dor do mundo

Não deve haver maior dor no mundo do que ver um filho sofrer. A sensação de impotência é tão grande que atrofia o coração. É suposto que os pais defendam os filhos de tudo e não conseguir fazê-lo dói muito. Falo, claro, de situações de doença. Tenho a imensa felicidade de, apesar da tribulação passada durante as gravidezes, ter duas filhas saudáveis. Por isso, e graças a Deuz, não tenho muito conhecimento de causa. Mas a aproximação do dia de amanhã, e o meu regresso ao IPO, faz-me pensar nestas coisas. Ontem tive de levar a Leonor a fazer análises. A equipa foi excelente e a pobrezinha só percebeu o que estava a acontecer quando sentiu a agulha. Nunca vou esquecer a carita dela a olhar para mim, como que a dizer "mamã, ajuda-me" e as duas lágrimas que lhe saltaram dos olhos. Doeu tanto não poder substituir-me a ela naquela picada que nem sei explicar como. Sei que aqui a valentona ficou toda desorientada e foi só asneiras o resto do dia. Este simples episódio trouxe-me à lembrança aqueles meninos e meninas que vejo sempre na sala de espera do IPO e os seus pais, que admiro profundamente. E pensar que há um médico que pensou que eu estava preocupada pelo facto de a Benedita ser baixinha .....

domingo, 1 de julho de 2012

É tudo 10% mais barato

No imaginário da Leonor
existem 2 grandes heróis. Um é o avô Augusto, que resolve todos os problemas da sua vida (resumido, até ao momento, em faltas de pilhas nos brinquedos e bonecas desmembradas. O outro é o Jerónimo Martins. Goste-se ou não das campanhas de Marketing do Pingo Doce, uma coisa é certa, elas marcam. Para a Leonor, a resposta a todos os seus desejos está no Pingo Doce. É uma consumidora tão fiel, que se zanga quando escolho outro hiper. É que o Pingo Doce tem uma grande vantagem, lá (e cito a Leonor, é tudo 10% mais barato). Não me pagam para fazer publicidade, mas deviam.

Pessoas erradas

Por esta hora, Mr. Hodgkin já deverá ter percebido que se meteu com as pessoas erradas. Só falta aqui a Gigi, para a brigada ficar completa