sábado, 21 de julho de 2012

Os 35 Anos

Estou deliciada com esta fase da vida. Acho um espectáculo sentir (com alguma propriedade) já ter alguma experiência de vida, muita segurança e, acima de tudo, haver ainda muita estrada para andar. Não sou, definitivamente e para quem ainda não percebeu, a mesma que era há 12 anos, altura em que saí da faculdade e fui lançada no mundo real. Não me refiro aos princípios, que esses sempre os tive (devidamente incutidos pelos meus pais e avós) e tudo farei para manter, independentemente das selvajarias que, por vezes, vejo à minha volta. Refiro-me à personalidade, muito mais amadurecida (naturalmente) e à perda da vergonha (a tal segurança) de assumir quem sou, aquilo de que gosto e de que NÃO gosto. E esta transformação, provavelmente ainda bão vísivel aos olhos de todos, faz com que tenha cada vez menos pachorra para aturar caprichos e fazer fretes. Dá-me um gozo fenomenal, quando as circunstâncias e as pessoas assim o merecem, fazer-me de parva, que é como quem diz fingir que não percebo "bocas" e insinuações estapafúrdias (para não lhes chamar outra coisa). Detesto é que me façam de parva. E há quem, frequentemente, tenha essa mania. Ah, e tenho pena (muita pena) de quem confunde boa disposição com falta de responsabilidade. Espero que a vida consiga mostrar o contrário a essas pessoas, sem que seja necessário passar por experiências mais complicadas.

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