segunda-feira, 30 de junho de 2014

A ti, que vives noutro lugar

Farias hoje 59 primaveras aqui na terra, não fosse a pressa que Deus teve em levar-te.

Durante estes longos 7 anos, tenho-me perguntado muitas vezes se podia ter feito mais para te aliviar o sofrimento. Se estive ao teu lado o tempo suficiente. Se havia outra forma de chegar até ti.

Depois, quando páro para pensar, lembro o olhar que fazias quando me vias e tenho a certeza que posso não ter sido o melhor apoio mas, com todas as minhas limitações, dei tudo aquilo que consegui.

Sei que partiste em paz e hoje isso basta-me. Que melhor posso eu querer do que saber que, agora que vives noutro lugar, já não sofres.

Parabéns padrinho.

Passaram 10 anos! Já faço parte do imobilizado.

Faz hoje 10 anos que, ainda tenrinha, comecei a trabalhar lá no estaminé.


Acho que já faço parte do imobilizado.

domingo, 29 de junho de 2014

Afinal não era água. E eu preocupada com o elástico ...

Hoje tive uma experiência interessante ao assistir, em cima da meta, à chegada dos corredores após um esforço de 10 Kms.


É mesmo interessante ver as várias reacções e perceber quais são aqueles que vão literalmente na desportiva, aqueles para os quais chegar à meta é um importante objectivo pessoal e que depois de passada a mesma quase desfalecem e os outros que simplesmente querem chegar à frente.


Estava eu perdida nestes pensamentos, quando um dos atletas resolve tirar o dorsal e me atinge com o elástico em cheio na cara.


Juntamente com o elástico, senti uns pingos de algo que julguei ser água mas que alguém jurou ser suor. Ca nojo.


Já uma pessoa não pode fazer experiências sociológicas em paz.



Ontem morreu uma criança de 5 anos na Damaia

Ontem, durante um incêndio, morreu uma criança de 5 anos na Damaia.


Soube-o ao mesmo tempo em que ouvia um painel de comentadores a debitar sentenças sobre o Mundial.


Perante um facto tão triste, um canal informativo da nossa praça não encontrou forma melhor para captar audiências do que colocar a notícia a correr incessantemente em rodapé.


Esra falta de respeito com a família daquele menino, e com os próprios telespectadores, enervou-me de tal forma que tive de mudar de canal.


É inadmissível que não se faça distinção entre uma tragédia humana e a (in)justiça que possa ter sido o castigo aplicado ao Suarez.


Percebo a necessidade de lutar pelas audiências. Podiam era fazê-lo através da qualidade do trabalho e não pela exploração de sentimentos.


À família daquele menino, cujo sofrimento nem consigo imaginar, os meus mais sinceros sentimentos. Paz à sua alma.

sábado, 28 de junho de 2014

Estás a ficar humana!

A minha Amiga, Madrinha e Comadre Dina é das melhores pessoas que conheço.


Admiro-a por tudo e em especial pela frontalidade (que só uma verdadeira Amiga consegue ter) com que me chama a atenção nos momentos em que preciso de ser chamada à terra.


E foi por isso uma alegria para mim, ouvi-la exclamar (depois de um comentário que fiz" um "estás a ficar humana; quer dizer humana já tu eras e até demais; estás é a ficar terráquea".


Devo dizer que dispensava bem toda a experiência que me fez chegar ao tal estado de terráquea, mas entendi o comentário como um elogio atendendo ao contexto da conversa e à forma como foi feito.


E quem é que não gosta de ouvir dizer que evoluiu?

A difícil arte de ler, e interiorizar, os recados do infantário

Até ontem, pensava dominar perfeitamente a técnica da "leitura na diagonal" que me foi ensinada pela minha santa mãezinha.


Pelos vistos não domino ou então o episódio que vivi foi para me demonstrar que a técnica pode ser utilizada na leitura de acórdão do STJ mas jamais em recados vindos do infantário.


2.ª feira começam as idas à praia e as meninas trouxeram para casa dois recados cada uma, com indicação dos horários de saída da instituição e tudo aquilo que necessitam de levar.


O meu primeiro erro foi o de assumir que os primeiros recados seriam iguais, pelo que só li um.


Resultado, senão fosse uma conversa com uma das educadoras as meninas iriam para a escola à hora do costume na 2.ª feira e a Benedita ia a pé para a praia pois os meninos da sua salinha saem meia hora antes do que os da salinha da Leonor.


O segundo grande erro foi ler os segundos recados na diagonal, assumindo que seriam só para relembrar os anteriores.


Resultado, ia eu toda contente por me ter lembrado que a 1.ª muda de roupa devia ser entregue no dia 27, quando começo a ver outros pais com os sacos das toalhas e o banquinho elevatório.


Os segundos recados explicitavam que deviam ser entregues também no dia 27 e eu, esperta, nem li esse pequeno grande pormenor.


Lá deixei a muda de roupa na escolinha, corri para o carro (onde, por acaso, tinha o banquinho elevatório) e à hora do almoço galguei até  casa para ir buscar as toalhas.


Ficou só a faltar o chapéu da Benedita (se bem que, a avaliar pelo tempinho horrível que faz hoje, não sei se virá a precisar).


Fiquei, como sempre, a auto-censurar-me, por mais esta grande confusão (perco horas da minha vida a resolver as consequências dos meus equívocos).


Como se não bastasse ter a consciência a chatear-me, a Leonor acabou de me brindar com um "mãe, tu és uma esquecida, ontem esqueceste-te de levar as toalhas para a escola; só levaste a roupa, mas depois olhaste para o papel e foste lá entregar as toalhas. Foi a B. que me contou!!!".


Toma e embrulha.


E nem vale a pena tentar desculpar-me com o facto de ter tido uma semana de cão lazarento, pois as confusões são permanentes.


Enfim





sexta-feira, 27 de junho de 2014

Ainda querem que eu coma coisas saudáveis

Ontem, por vicissitudes da vida, dei comigo a lanchar num daqueles restaurantes de comida ao peso.


Atendendo à hora, e à vergonha, optei por deixar de lado coisas como feijão preto e farofa, e optei por comer uma gelatina e uns pedaços de melancia.


Apesar de ter ficado babada só de pensar numa fatia de pizza que tinha visto pouco tempo antes, fiquei orgulhosa por ter escolhido um lanche que julgava saudável.


Claro que o orgulho passou logo, a meio caminho entre Lisboa e Aveiro, quando comecei a sentir uns calores estranhos e tive de me levantar para apanhar ar.


Foi só fazê-lo para a melancia, envolvida em sucos ácidos, me voltar à boca e obrigar a percorrer a carruagem de uma ponta à outra para chegar ao wc e evitar uma desgraça maior.


Para lá chegar tive que dar uns toquezinhos no ombro do revisor, que estava de costas para mim no meio do corredor e com o qual não podia falar por ter a boca cheia.


Quando perceber a situação, o senhor foi um verdadeiro cavalheiro e abriu-me a porta do wc.


Uma comédia, vista agora à distância.


Sei bem que o facto de viajar de costas não deve ter ajudado, mas tão cedo não me falem em lanches saudáveis, muito menos se envolverem melancia.

Ronaldo e a viúva

Só depois de publicar o post sobre o jogo de Portugal com os Estados Unidos, no qual mandava uma boca ao facto de a selecção ter levado o cabeleireiro para o Brasil, é que vi que o facebook estava inundado de elogios ao CR7 pois o penteado novo seria uma forma de solidarizar com um menino uja operação ao cérebro teria sido paga por ele.


Fiquei com remorsos por ter feito a piada e pensei retratar-me, mas resolvi esperar algum tempo para perceber a veracidade da notícia.


O Ronaldo nunca confirmou nem desmentiu (creio eu) e a família do menino terá dito que o Ronaldo se tinha efectivamente comprometido a pagar a operação mas que, infelizmente, "esse dia ainda não chegou".


Aqui chegado, vou ao ponto da questão que mais me tocou neste episódio e que foi o facto de haver quem ache que uma pessoa que ganha milhões é muito boazinha só por doar 60.000€ para salvar a vida de uma criança.


Atenção que não estou a fazer juízos de valor sobre o Ronaldo, do qual só sei que é muitó unido à família e, dizem, muito dado ao amor e gosta de mudar de look com frequência.


O que quero dizer é que, por si só, esse gesto (no pressuposto de que aconteceu e até acredito que sim, pois a caridade não se anuncia) não faz de alguém um santo, nem daqueles que brincaram com o seu penteado uns monstros.


Eu diria até, parafraseaando a minha avózinha, "olha que grande franqueza que ele fez; com esses rendimentos também eu doava 60.000€ e várias vezes".


Não sei se o Ronaldo pagou a operação ou não, nem me interessa. Sei que esta história me fez lembrar a Parábola da viúva pobre e das duas moedas que deu.


Agora estou curiosa por saber se o penteado que o CR7 tinha no jogo contra o Gana era homenagem ao ex- árbitro Pedro Henrique (a associação não foi feita por mim, mas parece ter todo o cabimento).



quinta-feira, 26 de junho de 2014

rrrrrrrrrrrrrrrrrrr

Desta vez não vou sofrer ... pouco.


À hora do início do jogo estarei numa reunião em Lisboa.


Ou talvez não, porque me cheira que a reunião acabará mais cedo do que o habitual.


Nesse caso estarei no comboio, de regresso a casa.


Não é fixe?




rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sou maluca e gosto

A fofinha da minha filha mais nova insiste em dar comigo em doida.


Entre outras coisas, gosta de sentir o gosto de tudo aquilo que vê.


Ontem, e só daquilo a que assisti:


 - Mascou parte do tubo do rolo de papel higiénico (que cuspiu para cima da cama tendo sido encontrado por uma Leonor que ficou naturalmente enojada)


- Mascou a ponta de uma meia ensopada em água do bidé (adivinhem quem atirou a meia para o bidé cheio de água)


- Mascou um guardanapo de papel que meteu inteirinho na boca, deixando só a pontinha de fora para me mostrar em tom provocador (tudo nas minhas barbas e nas da avó)




Sempre que há ralhete (aí umas 20 vezes/dia) pergunto-lhe se é maluca. A resposta é elucidativa e sincera "sou maluca e gosto".


Aguenta mãe.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Uma coisa que invejo

A inveja é um sentimento que raramente me assola, mas há momentos em que também a sinto.


Aconteceu na passada 6.ª feira à noite, quando fiquei a saber que em Aveiro há uma farmácia que só vende gomas e na qual a funcionária se despede dos clientes com um "as melhoras".


Para quem é doida por gomas, foi uma excelente sensação a de sair da loja sem a sensação de estar a cometer um pecado capital.


Em bom rigor, não passa de uma loja de gomas que tem a grande vantagem de ter sido pensada por alguém muito criativo que criou uma forma gira de chegar aos clientes.


E é dessa criatividade que, às vezes, tenho inveja. Boas ideias precisam-se.



segunda-feira, 23 de junho de 2014

Acho que está na hora de irmos consultar o bruxo de Fafe

Com o país em choque, dividido entre a necessidade de encontrar um bode expiatório para apedrejar e a esperança de viver um milagre, talvez não seja má ideia consultar o bruxo de Fafe.


É fácil encontrá-lo, segundo o site oficial, basta perguntar na farmácia de Arões pela casa do Sr. Fernando Nogueira.


Mas não fará, desde que não meta pós na comida.

Visão feminina sobre a selecção portuguesa

Em resposta a um comentário que fiz sobre um dos problemas dos nossos jogadores ser os músculos das coxas, a minha querida Amiga Catarina respondeu-me, com grande assertividade diga-se, que um dos requisitos de seleccção dos jogadores de futebol devia ser o terem boas coxas.


Pois bem, se calhar está ali a faltar um toque feminino que desse outra atenção aos pormenores, como as coxas, que estão a ser descurados.


Não basta levar chefs de cozinha para preparar a papinha preferida e cabeleireiros para mudar o visual a cada jogo, está mais que visto.


Sempre podíamos passear as vistas e já não se perdia tudo.


E pronto, estou a começar a semana em modo parvo.



domingo, 22 de junho de 2014

Análise tosca do adversário

Ora bem, vamos jogar contra a selecção dos EUA, que ganhou ao Gana que, por sua vez, empatou com a Alemanha, que nos deu 4 secos.


Assim, numa análise tosca, é jogo para ser complicado especialmente tendo em conta o caruncho que anda a carcomer os nossos rapazes e o ascendente que a mente pode ter sobre o físico.


Vamos enfrentar uns gringos que estarão certamente galvanizados, mas acredito que seremos capazes de os suplantar.


Que comece o jogo!



O mundo encantador dos amigos imaginários

A fase dos 3 anos é, realmente, esgotante para os pais mas nem tudo é mau.


Aliás, o bom supera todas as carradas de nervos que os pequenos monstros conseguem originar.


Neste momento estou encantada a ver a Benedita a falar com os seus amigos imaginários a quem tão depressa cumprimenta com dois beijos (no ar) e chama queridos, como ameaça com pancada.


Uma delícia

A influência, nos bebés, daquilo que as mães ouvem durante a gravidez

Muito se tem dito sobre a influência, nos bebés, daquilo que as mães ouvem e sentem durante a gravidez.


Esta foi uma das questões que, durante a minha 1.ª gravidez, originou em mim mais ansiedade já que a notícia que recebi, às 19 semanas, não foi propriamente simpática e nem sempre andei feliz e contente.


Talvez por isso (e não só por futilidade) tenha ficado tão contente quando a Leonor, assim do nada, me pediu que a inscrevesse no futebol.


É engraçado porque antes dela nascer, quando eu e o papá falávamos sobre como iria ser, eu dizia sempre que aos 5 anos a iria inscrever nas escolinhas do Feirense.


Talvez a rapariga tenha ouvido essas conversas e os muitos relatos de jogos de futebol que coincidiram com as nossas viagens Aveiro -Santa Maria da Feira - Aveiro.


Ou se calhar não ouviu e está só a deixar-se levar pela onda de euforia futebolística trazida pelo Mundial.


Seja qual for a hipótese, parece que está escolhida uma das actividades para o próximo ano lectivo.


Agora há que começar a procurar clube, sendo que o papá já avisou que se divorcia se a escolha recair na esolinha de futebol da Casa do Benfica :)

sábado, 21 de junho de 2014

Olhar, mas nem ver (ou como temos medo das diferenças)

Aí a partir dos meus 12 anos (tempo em que as vacas engordaram) até aos 21 (altura em que os interesses mudaram, todos os verões passava uns dias de férias nas várias ilhas espanholas.


Uma das coisas que gostava de ver (por ser uma realidade diferente daquela a que estava habituada) era o facto de muitas famílias estrangeiras viajarem com filhos deficientes.


Claro que imagino que nos seus países existam muitos mais apoios sociais e condições, em termos de infra-estruturas, que permitam uma maior mobilidade de pessoas com enormes limitações físicas, mas penso que a diferença (face a Portugal) vai além disso.


A sociedade portuguesa (e por mim falo) não está habituada a viver com a diferença e tem medo dela.


E nem é preciso pensar na forma como tratamos os "menos válidos", como dizem nuestros hermanos.


Senti isso mesmo, enquanto estive doente ao cruzar-me com pessoas (poucas, devo dizer) que não sabiam como me encarar e o que me dizer e, por isso, me evitavam.


Esta semana atendi uma senhora que parecia não perceber o que eu dizia e me olhava fixamente, enquanto eu repetia a mesma coisa 2 ou 3 vezes.


Enquanto decorria a conversa, eu pensava que a senhora teria algum défice cognitivo e nem o facto de haver algo diferente na forma como falava, me fez parar para pensar na verdadeira razão de não me perceber de imediato.


Fui muito rápida a formular o meu juízo e muito lenta a ver a realidade.


Com o desenrolar da conversa, a senhora acabou por me dizer que é formadora de língua gestual, ou seja não me percebia pois tinha problemas auditivos (coisa que eu, ouvinte, demorei a entender).


E então senti-me mesmo pequenina perante aquela senhora que luta para se impor num mundo em que muitos olham sem a ver.



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Será "humedade"?

À quantidade de lesões que os nossos meninos têm tido, começo a desconfiar que o bacalhau que o chef Hélio levou  para o Brasil  tem caruncho.

Tal como  esta senhora, e com o devido respeito pela sua simplicidade, não resisto a dizer é "humedade".

Fui desafiada a subir à palete

A semana começou com um, inesperado, desafio para subir à palete, num Ignite de Verão.


Para quem não conhece esta iniciativa, aqui fica o site




Assim que souber mais pormenores, aviso.





quinta-feira, 19 de junho de 2014

Estádio Mário Duarte volta a ser palco de um grande jogo

Nem caibo em mim de contentamento ao saber que no próximo sábado (dia 21), pelas 16h, o estádio Mário Duarte voltará a ser palco de um grande jogo.


As velhas glórias do Sport Club Beira Mara jogarão com a equipa que, há 15 anos, ganhou a Taça de Portugal.


Posso não ter ido ao Brasil, mas este jogo não perco nem que chovam canivetes.


Quais são os saudosistas que se querem juntar a mim?


A entrada é livre.


Ei avante rapaziada
Ei avante sem parar
Ei avante
Ei avante
Beira Mar, Beira Mar, Beira Mar

Conversas teológicas

Tita - Mãe, posso levar isto (terço) para a escola? Temos de "agadecher" a Jesus, não é?


Eu - Tens razão Tita


Leonor - Oh, eu não acredito nisso!


Eu - Nisso o quê? em Jesus?


Leonor - Sim. Jesus só existe nos filmes, não é mãe?


Percebo a dúvida e a explicação, que ouve frequentemente quando me fala em elfos e outros seres fantásticos.


Só não sei como lhe explicar quem é Jesus. Resta-me ir-lhe transmitindo os seus princípios e esperar que aumente a sua capacidade de entendimento quanto algo que não se explica nem vê, só se sente.

Os namorados oferecem flores

Como contei no post anterior, a Leonor decidiu oferecer flores ao seu "amorado".


E eu, que até pouco tempo atrás era bem mais racional, ajudei-a a concretizar essa vontade (um empreendimento que, por força da limitação de tempo, envolveu a ajuda da avó e da sogra da Leonor).


Sei que muita gente achará uma tolice esta história e criticará o facto de eu achar uma ternura a iniciativa da Leonor, mas acho que é algo que se explica facilmente.


Há pouco tempo, eu era daquelas pessoas que não compreendia as mães que compravam prendinhas para os seus filhos oferecerem no dia dos namorados. Achava muito precoce e sem sentido.


Agora que vivencio uma situação dessas, ando encantada (a vida dá-nos mesmo lições de luva branca).


Não se trata aqui de incentivar algo que não seja para a idade da Leonor, trata-se tão somente de a incentivar a mostrar sempre aquilo que sente de bom pelos outros.


Seja por timidez, orgulho ou outra coisa qualquer, a maioria dos adultos tem imensa dificuldade em exprimir os seus afectos.


Já com os desafectos a coisa muda de figura.


Basicamente o que eu quero é que a Leonor faça parte da minoria que não tem pejo em mostrar quanto gosto de alguém e ajude a inverter os números.


Oxalá nós, os adultos, conseguissemos ser tão puros de sentimentos.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Discriminação das mulheres no mundo do trabalho

notícia

Coisas estranhas que me estão a acontecer

Sabem aquela vontade de dar um murro, em cheio, no nariz de alguém?


Está a passar-me. Acho que a exorcisei através do Pepe (obrigada amigo).


Ao mesmo tempo, sinto uma vontade enorme de pegar numa guitarra e ir pelo mundo fora (seria normal, não fosse eu não saber tocar guitarra)

terça-feira, 17 de junho de 2014

Quem disse que a vida de sogra é fácil?

Sair do trabalho a correr para ir comprar a prenda do genro, que faz anos amanhã.


Descobrir que a prenda escolhida pela "amorada" está esgotada.


Deixar de lado a ideia de comprar livros, com medo que a filha fique a odiar-nos pelo resto da vida.


Comprar um brinquedo.


Chegar a casa e contar à filha que, muito ofendida, diz que o quer oferecer é um ramos de flores pois "os namorados oferecem flores e não brinquedos!!!".


Galgar 3 andares, escada abaixo para ir, a correr, ver se a florista ainda está aberta (grande dia para falhar a luz).


"Dar com o nariz" na montra da florista.


Voltar de mãos a abanar.


Perceber que não temos chave, nem telemóvel e que, sem luz, a campainha não funciona.


Ter a sorte (nem tudo podia ser mau) de encontrar uma vizinha que nos empresta o telemóvel.


Ligar ao pai a pedir que desça 3 lanços de escada para nos abrir a porta.


Ouvir o pai a bufar.


Subir os 3 andares e, a medo, explicar à moça casadoira que as floristas têm vida própria e não ficam na loja à espera que os apaixonados se decidam por dar flores em vez de brinquedos.


Prometer que se compra o ramo de flores amarelas e azuis amanhã, à hora do almoço, e se faz entrega directa na escolinha.


Amanhã continua a saga

Ele não sabe a força que tem



Ninguém imagina o quanto me tenho rido hoje, à conta do Pepe e desta imagem, que achei o máximo, por fazer  recordar as muitas horas passadas na infância a ver o Louis de Funès no "Pequeno Banhista" (a mana do meio e a mamã perceberão a piada).

Hilariante.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

A minha visão do jogo

Vi o jogo aí a partir do minuto 30 e só tirei uma conclusão, o hair stylist do CR7 não testou o penteado do moço em situação de jogo.


Não vi muito o Ronaldo (e houve outros que queria ter visto menos), mas deu para perceber que parece um frade capucho quando o cabelo lhe cai para a cara.


O que me consola é que a Espanha levou mais do que nós (estou a brincar).



domingo, 15 de junho de 2014

Pequena Leonor rendida aos cromos do Mundial

A Leonor descobriu uma caderneta de cromos do Mundial no meio de uma pilha de revistas que o avô Pinto mandou cá para casa e ficou em êxtase.


Agora o grande objectivo da pequena é arranjar o do "Cristiano Ronalde".


Percebo perfeitamente o encantamento da minha filha, pois também sempre gostei muito de cromos.


Tanto que gastava parte da minha semana em cromos das Spice Girls para dar à minha mana mais nova (já lá vão uns anitos).


Agora estou muito tentada em embarcar com a Leonor nesta aventura que é abrir carteirinhas de cromos para ver os que saem.


Não fosse a colecção ter mais de 600, o que implicava um bom investimentos, e eu saber que o cromo do "Cristiano Ronalde" deve ter ficado encravado nas máquinas e nem hesitava.



sábado, 14 de junho de 2014

Deus é o mesmo, só a crença é diferente

Acabo de ser convidada, pela vizinha do rés-do chão, para participar em sessões de estudo bíblico que se realizarão semanalmente em sua casa.


Confesso que achei a iniciativa simpática e admiro a forma aberta como manifesta a sua fé.


A fé que professa é diferente da minha, mas acredito que Deus é um só.


Hei-de participar um dia.



Assim também já é bater à bruta

Bolas, que assim também já é bater à bruta.


Nem a padeira de Aljubarrota bateu tanto.


Lembrem-me de nunca me meter com holandeses. Vistos de longe parecem vingativos.

E Santo António a dar voltas na tumba

Ora deixem ver se percebi.


Os elementos da marcha de Marvila foram elogiados e presumiram que ficariam entre os primeiros 3 classificados da noite.


Depois veio o júri que entendeu classificar a marcha em 12.º lugar.


Vai daí, a malta de Marvila não esteve com meias medidas e resolveu fazer ouvir o seu protesto através de uma manifestação.


Manifestação essa que chegou a estar agendada para a hora da procissão em honra a Santo António (a chamada ideia peregrina)


É de mim ou isto está é para os psiquiatras?



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Nem sei que foi pior, se o trio de pop stars ou o jogo da selecção canarinha

Por entre ameaças de castigos, também físicos, à cachopas, lá consegui ver parte da cerimónia inaugural do Mundial.


Apesar de não a ter achado extraordinária, dava um dente que tenho para arrancar há anos, para estar naquele estádio.


Aliás, até dava os 3 dentes do siso que ainda estão por nascer (na volta já não nascem), só para ver os jogos do Mundial no Brasil, mesmo que fosse na rua.


Mas adiante.


Ainda quanto à cerimónia que muitos criticam dizendo ter sido austera (argumento algo irónico, se pensarmos no contexto em que este Mundial se está a realizar), só me admirei com a pobreza da actuação da J. Lo e restantes colegas. Muito mau, mesmo. Se tivessem contratado a Fafá de Belém, teriam gasto menos e feito uma coisa bem melhor.


Mauzinho também, foi o jogo da selecção canarinha que espero melhore nos próximos jogos e chegue à final com o nosso Portugal.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Segurem-me, senão posso esganá-las

Eu sei que é normal haver brigas entre irmãos, só não sabia que podia ser tão irritante para um pai.


Até há pouco tempo era eu quem brigava e não a mãe, chamada a toda a hora entre guinchos de raiva e dor.


As cachopas passam todo o santo dia em guerra, o que equivale a dizer que passam o dia a berrar uma com a outra, fazendo competições sobre tudo e sobre nada, a espetar unhas e puxar cabelos.


Não sei que lhes faça, ou que me faça já que algo me diz que será assim toda a vida.


Só espero que me passem estes impulsos de as esganar.

Espero que o chef Helio Loureiro tenha levado a galinha preta

Consta que a malta da selecção do Gana é muito supersticiosa e acredita piamente que as derrotas se devem a magia negra feita pelos adversários.


Assim sendo, e porque a questão psicológica faz parte de qualquer estratégia, espero bem que o chef Hélio Loureiro leve uma galinha preta lá no meio dos 200 kgs de bacalhau.


Assim como assim, mal não deverá fazer.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Deu-me na veia (ou o que o faz inalar cloro da piscina)





Temo que, sem o ver, chegue o dia
Em que o dia não chegue para tudo o que quero viver
E até esse dia chegar
Mais não quero que saber viver.


Viver sem tempo para o mal
Pois o bem, meu bem
É razão natural
Que só quem sabe viver tem.


E que a vida não diga
Que passei por ela sem a ver
Pois se tanto me deu para viver
Há que eternizá-la em cantiga.


Quero, assim, saber viver
Não deixar segundos ao acaso
Passar pela vida em vôo raso
Com tudo e nada aprender ... a viver

Sofrer por Amor, aos 5 anos

Quando disse à Leonor que hoje a iria inscrever na pré, a pequena desatou num pranto de cortar a alma.


Abracei-a e disse-lhe que íamos falar sobre o assunto, com calma, em casa.


Ao mesmo tempo que continuava a chorar, começou a gritar que não queria ir para a pré. Queria era ir para a escola do Tiago (namorado dela e de outras 10 meninas lá da escolinha).


E assim foi, num choro convulsivo, da casa dos avós até à nossa (vá lá que o caminho leva só uns 5 minutos, pois já tinha a cabeça a querer explodir).


A minha mais velha já sofre por Amor, aos 5 anos.

"Cozinhar não é um serviço mas uma forma diferente de amar"

Sempre gostei muito de comer, especialmente se o fizer em amena cavaqueira com família e amigos, e, nesse  ponto a Benedita é igualzinha a mim (ok, ela talvez dispense a companhia).


Conhecia de nome o Chef executivo da seleccção nacional de futebol, Hélio Loureiro, mas nada mais além disso.


Há dias li uma entrevista que lhe foi feita e fiquei encantada, talvez por conseguir justificar o prazer que sinto à mesa, de forma sensível e sem que me sinta só uma alarve.


Citando Mia Couto, que num dos seus livros escreveu "cozinhar não é um serviço mas uma forma diferente de amar", o chef Hélio Loureiro dá exemplos sobre a forma como Jesus se serviu da mesa para evangelizar e dar ao mundo uma lição de amor, desde logo através do primeiro milagre público (Bodas de Caná"), onde Jesus transforma a água em vinho, sinal de que nos quer felizes.


Depois fala numa série de outros jantares e milagres relacionados com comida, terminando na Última Ceia.


Como diz o chef, e eu não poderia estar mais de acordo "comer não é apenas um acto feito de calorias, mas também de memórias e imaginário, esse é o grande milagre da cozinha, proporcionar aos convivas momentos de partilha, de conforto e de uma busca de prazer que é sempre em companhia".


Gostei.



terça-feira, 10 de junho de 2014

Diálogo de uns pais em fuga

`A saída de casa


- Ó pá, sinto-me tão culpada. Devíamos ter-nos despedido delas.


- Para quê? Já sabes que iam fazer um berreiro e incomodar toda a gente. Assim, nem reparararam e nem vão sentir a nossa falta.


- Pois. Se calhar, tens razão ... mas sinto-me mesmo culpada.


À chegada


- Olha, estou mesmo a imaginar a Tita aqui.


- Já viste, aquela salinha com brinquedos? Afinal, há um espaço próprio para elas. Agora, é que me sinto culpada.


- Ai, se a Leonor visse isto.


- Poquê pai, poquê, como diz a Tita?


(A Leonor isto, a Tita aquilo ...) 500x


- Queres levar o grilo?


- Não. Só tinha piada, se tivesse sido apanhado com elas


- Temos de vir cá com elas. Iam adorar.


(elas,elas, elas ...) 500x


A fuga foi, está bom de ver, só física. Aliás, nem poderia ser de outra forma.


Mas soube muito bem ter um bocadinho para andar de mãos dadas, inspirar o ar puro da serra e fazer coisas tão singelas como apanhar grilos só para lhes fazer uma festinha e almoçar no restaurante responsável pelo catering do nosso casório - Nascer do Sol.


Havemos de voltar ao Caramulo, com elas.



domingo, 8 de junho de 2014

Como é viver depois da quimio?

Na semana que passou tive ensaio dos cânticos da Missa de Pentecostes.


Durante o ensaio, numa Igreja que me diz muito - Carmo de Aveiro, lembrei-me do 1.º ensaio que tive após a quimio e a memória foi-me levando a outros momentos marcantes como o 1.º dia de trabalho.


A imagem que me surgiu na mente foi a de um bebé, hesitante e com medo, que está a aprender a dar os 1.ºs passos.


Não sabia se a minha voz estaria igual, se a memória me trairia. Os medos eram muitos, apesar de as indicações serem as de que poderia regressar à vida normal, assim que o sistema imunitário estivesse mais recomposto.


Passados 4 anos e meio, posso dizer que viver depois da quimio é especialmente bom ... e rápido.


Claro que tenho sempre o impulso de me questionar se algumas das mudanças físicas/esquecimentos (e afins) que me vão acontecendo terão a ver com o facto de ter feito 12 sessões de quimio, mas há sempre alguém que me chama à terra e lembra que eu sempre fui desorientada e que os cabelos brancos são frutos dos meus 37 anos.


Factualmente, se não fossem as 3 cicatrizes, uma unnha do pé que teima em não voltar ao normal e a sensação de enjoo que sinto só de me lembrar do Hospital de Dia, nem saberia que fiz quimio.


Tudo o resto são suposições.


Tudo isto para dizer, a quem se encontra a fazer quimio ou esteja para a começar, que a vida regressa ao normal só que com mais encanto.

Brinquedos (resultados de dia e meio e implementação das novas regras)

Tal como contei aqui, ontem de manhã entraram em vigor cá em casa novas regras relacionadas com a (des)arrumação dos brinquedos.


Tal como imaginava, os adultos riram-se de mim (de forma mais ou menos explícita).


Já as crianças têm algum (ainda que pouco) receio que aplique a sanção (deitar o saco preto fora todas as 6.ª feiras), pelo que evitam deixar os brinquedos no chão optando por os deixar em cima de todas as cadeiras, mesas e móveis cá de casa.


As espertinhas estão a apostar na interpretação literal do preceito e a fazer tábua rasa do espírito da legisladora.


E de vez em quando vão ao saco preto sacar alguns brinquedos, não vá o diabo tecê-las.


Em súmula, o que mudou foi a curvatura (agora bem menor) a que as minhas costas têm de se submeter para apanhar os brinquedos.


Mas com persistência, e paciência, chego lá (digo eu com os nervos).



sábado, 7 de junho de 2014

Uns comem sushi, outros douradinhos congelados

A Benedita tem um fascínio por comida que supera o da própria mãezinha (ou seja,  desta que vos escreve) que gosta de comer, mas sem arriscar coisas muito diferentes.


Esta tarde, em pleno hipermercado, dei com ela a trincar um douradinho acabado de tirar de uma caixa que fez o favor de abrir.


Isto depois de ter esticado as mãos para um saco de codornizes, acabadas de amanhar, ao mesmo tempo que dizia "quero comer".


Já a estou a ver, mundo fora, a provar iguarias estrambólicas.



A arte dos bonecos reborn

Já tinha lido uma reportagem sobre os "reborn", uns bonecos que são cópia fiel de recéns-nascidos, mas só ontem tive a oportunidade de estar próxima de um.


A semelhança é, de facto, impressionante. Acho que aquilo que acaba por os denunciar é precisamente a perfeição.


Os bonecos são tão realistas que, quando me apercebi que aquilo que estava a ver não era o neto da minha colega, me arrepiei.


A mim, causam-me arrepios, mas gostei de saber (lendo este artigo) que podem ser motivo de conforto e serenidade para doentes de Alzheimer, por exemplo.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Brinquedos - novas regras entram em vigor amanhã

O comunicado foi efectuado hoje de manhã, sendo recebido por dois pares de olhos arregalados.


A partir da amanhã estará um saco do lixo na cozinha, para o qual irão todas as pecinhas de brinquedos que encontrar no meio do chão.


Todas as 6.ª feiras, o conteúdo do saco irá para o lixo.


A vacatio legis é curta, mas o diploma parece-me fácil de interpretar.


A dificuldade estará, com elevada probabilidade, na sua implementação.



quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sou uma inútil, que nem para fazer gelados serve

- Ó mãe, tu não és (leia-se tens) uma profissão !!!
- Não? !!! Então porquê?
- Não és cabeleireira, nem bombeira ... nem fazes gelados!!!


Das duas uma, ou sou uma inútil que nem para fazer gelados serve (conclusãoretirada simpaticamente pela minha mana do meio) ou a Leonor anda a ler os livros de economia do pai, às escondidas.

Porquê, porquê, porquê?

-Tenho de limpar isto, Tita.
- Porquê?
- Porque está sujo.
-Porquê?
- Tem pó.
-Porquê?


(...)


Não há frase que se diga cá em casa que não resulte num "porquê?" da Tita,


Não há que enganar, os 3 anos são a idade dos porquês (se procurar bem no blogue hei-de ter escrito um post igualzinho a este há uns 2 anos).


Até ao vigésimo porquê (sobre uma simples e inocente frase, tem imenso piada. A partir do vigésimo primeiro começa a chatear... quanto mais não seja porque revela, de forma crua e nua, o nosso desconhecimento sobre coisas tão simples como "porque é que o passarinho da vizinha é amarelo?".

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Reunião do além

Em 10 anos de profissão (mais 3 de estágio) já tenho algumas histórias para contar.


O que nunca me tinha acontecido era o meu interlocutor dizer "ó doutora, desculpe, está aí a falar mas não se importa que eu vá ali responder ... é a senhora que tenho no Brasil", após o que dá um salto da cadeira e corre para o telemóvel qual adolescente com as hormonas em ebulição.


Segundo o senhor, "os filhos sabem, apesar da filha não aceitar", vá-se lá perceber porquê (comentário meu)


Ah, e a filha " é assim como a doutora, magrinha, mas mais bonita" (toma e embrulha)


Do além. Do além.

Que raio quererá dizer tuni?

-És um tuni, disse-me a Benedita  com aquele ar de má que tão bem a caracteriza


- O que é um tuni, Tita?


- ÉS TU!!!


- Mas eu não sei o que isso é. Tu sabes, Leonor?


- Nâo, mãe.


Dúvida do dia


Que raio quererá dizer tuni, sendo certo que para a Tita não será nada simpático?

terça-feira, 3 de junho de 2014

O que é a excelência?

Hoje, numa breve pesquisa sobre o significado da excelência, encontrei este texto do qual gostei bastante, especialmente porque teve a capacidade de prender a minha atenção,mesmo estando na fronteira e quase a passar para o lado da auto-ajuda (leitura para a qual não tenho pachorra).


Em resumo, excelência não significa perfeição. Significa, isso sim, ter vontade de melhorar (a famosa melhoria contínua), em todas as perspectivas possíveis, seja a nível pessoal seja a nível profissional.

Trocado por miúdos, a excelência está ao nosso alcance o que me parece uma excelente conclusão para um fim de dia trabalhoso.


Pedido público de desculpas

Na sequência do meu último post, devo um pedido público de desculpas, mas nem sei bem como começar.

Parece que me deixei enlear pelas aparências e fui profundamente injusta com a Benedita.

Passo a explicar e tentar justificar a minha, inqualificável, atitude.

O post, no qual equaciono a possibilidade de a Benedita ter ficado com ciúmes da atenção dada à irmã por causa das vacinas que tomou, foi escrito algum tempo depois de a pequena ter gritado aos 4 ventos que tinha muitas picadas nos braços (o que, curiosamente, coincidiu com uma altura em que a Leonor mostrava o braço inchado pela picada).

Juntando isso à descrição do choro no momento em que ocorria a picada, pus a hipótese de ser só uma forma de chamar a atenção.

Mas o papá, que assistiu a ambos os momentos, assevera que a Benedita chorou por estar verdadeiramente condoída pela dor da irmã.

Assim, só me restar pedir desculpas à minha bebé mais pequena (alguém que lhe leia isto, por favor) e ir ali ajoelhar-me em cima de grãos de milho.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Dores solidárias (duas visões possíveis)

Enquanto Maria Leonor gritava de dor, ao levar duas vacinas, Maria Benedita chorava só de a ver sofrer (visão romântica)


Enquanto Maria Leonor gritava de dor, ao levar duas vacinas, Maria Benedita chorava só de a ver ser o centro das atenções (visão romântica)

Agora tudo encaixa

Hoje as duas Maria tinham consulta no Centro de Saúde e, por motivos profissionais dos papás, foram os avós paternos que as levaram e, no final deixaram no infantário.


Quando liguei ao avô Pinto para saber como se tinham portado, recebi como resposta uns segundos de silêncio, assim como se me dissesse "não percebi a pergunta, podes repetir?" Ah, mas elas não se portam sempre bem?!!!.


Passada a surpresa, lá me disse "portaram-se muito bem". Já estou na escolinha. Portaram-se mesmo muito bem".


Desliguei e procurei desabafar com a minha mãe.


Está mais que visto que só se portar mal, comigo disse eu.


Está mais que visto que já te apanharam a moleza, do coração, respondeu a minha mãe (obrigada mãe).


Logo a seguir lembrei-me que, na adolescescência, o meu pai me chamava "Seu Tião Moleza", referindo-se não só ao coração como ao resto do corpo (incluindo o cérebro, digo eu).


Agora tudo encaixa.

domingo, 1 de junho de 2014

No Dia Mundial da Criança, uma dúvida que me assola

Numa das primeiras consultas da Leonor na pediatra, esta disse-me que ninguém me conhecia melhor do que a minha filha pois via-me, sem preconceitos, tal como sou.


E é verdade. Só as crianças conseguem ver as coisas tal como são, capacidade que vão perdendo a cada dia que passa.


Se reparamos bem, todos nós temos preconceitos (entenda-se estereótipos).




Um exemplo flagrante é o julgamento imediato que fazemos sobre uma pessoa mal a vemos. Basta o tipo de calças e sapatos que alguém veste para lhe atribuirmos determinada profissão (...) e por aí fora.


O que difere é a capacidade/vontade de ir além das ideias pré-concebidas.


E isto leva-me a pensar que, se calhar, que os papéis de educador/educando estão trocados.


Afinal quem deve educar quem?

A mochila do Ronaldo e a reindustrialização do país


Ontem, em conversa com o meu homem, discutia o exibicionismo dos jogadores da nossa selecção, ao que chegar ao local do estágio em maquinões preto mate (assim à mafioso), mochilas de valor muito acima do salário mínimo e brinquinhos de diamante.


As tatuagens do Raul Meireles também foram alvo de conversa (a propósito, alguém que lhe diga que está a ficar cada vez mais parecido com um bode - animal de que gosto muito, por sinal, mas não por motivos estéticos).


Enquanto o Nelson censurava aquilo que lhe parece provocatório em tempos de carestia e defendia que a Federação devia fazer alguma acção de sensibilização, eu fiquei na dúvida sobre a qualificação a dar à escolha dos nossos meninos.


Uma coisa é certa, dou muito valor a quem assume gostos e atitudes (mesmo que más). Parece-me bem pior ser-se sonso e mostar aquilo que não se é. Para além disso, estou a usufruir daquilo que ganharam com o seu trabalho (isto sem discutir a se é razoável aquilo que ganham). E depois nada me diz que apesar de gastarem rios de dinheiro não utilizam outro tanto para ajudar quem precisa (aliás, se o fizerem altruisticamente não andarão a anunciá-lo).


Posto isto, fui ler a  "notícia " (se é que podemos chamar a isto notícia) que dava conta que o Ronaldo chegou a Lisboa com uma mochila alemã que custa 665€ e da qual retirei as seguintes conclusões:


- Confirma-se que me falta sofisticação (acho a mochila pavorosa)


- (Re) confirma-se a minha ignorância (desconhecia em absoluto a marca alemã em questão)


- Confirma-se que os nossos governantes andam a dormir, numa fase em que só se fala na importância da reindustrialização do país e no aumento nas exportações. Estão a perder uma oportunidade única de mostrar ao mundo as marcas portuguesas.


A linda (not) mochila do Ronaldo anda nas bocas do mundo. Porque é que não lhe põem uma da Cavalinho às costas?

Socorro, acho que estou viciada em coentros

Acho que estou viciada em coentros (logo eu, que nem de salsa gosto)


Haverá nome para esta patologia?


Por sorte, o homem também gosta senão nem sei como seria.