Como contei no post anterior, a Leonor decidiu oferecer flores ao seu "amorado".
E eu, que até pouco tempo atrás era bem mais racional, ajudei-a a concretizar essa vontade (um empreendimento que, por força da limitação de tempo, envolveu a ajuda da avó e da sogra da Leonor).
Sei que muita gente achará uma tolice esta história e criticará o facto de eu achar uma ternura a iniciativa da Leonor, mas acho que é algo que se explica facilmente.
Há pouco tempo, eu era daquelas pessoas que não compreendia as mães que compravam prendinhas para os seus filhos oferecerem no dia dos namorados. Achava muito precoce e sem sentido.
Agora que vivencio uma situação dessas, ando encantada (a vida dá-nos mesmo lições de luva branca).
Não se trata aqui de incentivar algo que não seja para a idade da Leonor, trata-se tão somente de a incentivar a mostrar sempre aquilo que sente de bom pelos outros.
Seja por timidez, orgulho ou outra coisa qualquer, a maioria dos adultos tem imensa dificuldade em exprimir os seus afectos.
Já com os desafectos a coisa muda de figura.
Basicamente o que eu quero é que a Leonor faça parte da minoria que não tem pejo em mostrar quanto gosto de alguém e ajude a inverter os números.
Oxalá nós, os adultos, conseguissemos ser tão puros de sentimentos.
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