sábado, 28 de junho de 2014

A difícil arte de ler, e interiorizar, os recados do infantário

Até ontem, pensava dominar perfeitamente a técnica da "leitura na diagonal" que me foi ensinada pela minha santa mãezinha.


Pelos vistos não domino ou então o episódio que vivi foi para me demonstrar que a técnica pode ser utilizada na leitura de acórdão do STJ mas jamais em recados vindos do infantário.


2.ª feira começam as idas à praia e as meninas trouxeram para casa dois recados cada uma, com indicação dos horários de saída da instituição e tudo aquilo que necessitam de levar.


O meu primeiro erro foi o de assumir que os primeiros recados seriam iguais, pelo que só li um.


Resultado, senão fosse uma conversa com uma das educadoras as meninas iriam para a escola à hora do costume na 2.ª feira e a Benedita ia a pé para a praia pois os meninos da sua salinha saem meia hora antes do que os da salinha da Leonor.


O segundo grande erro foi ler os segundos recados na diagonal, assumindo que seriam só para relembrar os anteriores.


Resultado, ia eu toda contente por me ter lembrado que a 1.ª muda de roupa devia ser entregue no dia 27, quando começo a ver outros pais com os sacos das toalhas e o banquinho elevatório.


Os segundos recados explicitavam que deviam ser entregues também no dia 27 e eu, esperta, nem li esse pequeno grande pormenor.


Lá deixei a muda de roupa na escolinha, corri para o carro (onde, por acaso, tinha o banquinho elevatório) e à hora do almoço galguei até  casa para ir buscar as toalhas.


Ficou só a faltar o chapéu da Benedita (se bem que, a avaliar pelo tempinho horrível que faz hoje, não sei se virá a precisar).


Fiquei, como sempre, a auto-censurar-me, por mais esta grande confusão (perco horas da minha vida a resolver as consequências dos meus equívocos).


Como se não bastasse ter a consciência a chatear-me, a Leonor acabou de me brindar com um "mãe, tu és uma esquecida, ontem esqueceste-te de levar as toalhas para a escola; só levaste a roupa, mas depois olhaste para o papel e foste lá entregar as toalhas. Foi a B. que me contou!!!".


Toma e embrulha.


E nem vale a pena tentar desculpar-me com o facto de ter tido uma semana de cão lazarento, pois as confusões são permanentes.


Enfim





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