Na semana que passou tive ensaio dos cânticos da Missa de Pentecostes.
Durante o ensaio, numa Igreja que me diz muito - Carmo de Aveiro, lembrei-me do 1.º ensaio que tive após a quimio e a memória foi-me levando a outros momentos marcantes como o 1.º dia de trabalho.
A imagem que me surgiu na mente foi a de um bebé, hesitante e com medo, que está a aprender a dar os 1.ºs passos.
Não sabia se a minha voz estaria igual, se a memória me trairia. Os medos eram muitos, apesar de as indicações serem as de que poderia regressar à vida normal, assim que o sistema imunitário estivesse mais recomposto.
Passados 4 anos e meio, posso dizer que viver depois da quimio é especialmente bom ... e rápido.
Claro que tenho sempre o impulso de me questionar se algumas das mudanças físicas/esquecimentos (e afins) que me vão acontecendo terão a ver com o facto de ter feito 12 sessões de quimio, mas há sempre alguém que me chama à terra e lembra que eu sempre fui desorientada e que os cabelos brancos são frutos dos meus 37 anos.
Factualmente, se não fossem as 3 cicatrizes, uma unnha do pé que teima em não voltar ao normal e a sensação de enjoo que sinto só de me lembrar do Hospital de Dia, nem saberia que fiz quimio.
Tudo o resto são suposições.
Tudo isto para dizer, a quem se encontra a fazer quimio ou esteja para a começar, que a vida regressa ao normal só que com mais encanto.
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