sábado, 27 de julho de 2013

Obrigada Bela, Cidália, Carina e Luísa. Vocês são as maiores

 
As reuniões de fim de ano no infantário são sempre emotivas. Este ano não foi excepção.
 
 Não há coração que resista ao ver a retrospectiva de um ano lectivo e a enorme evolução dos pequenotes. Cada risco, colagem ou letra que fizeram parecem a obra de arte mais perfeita do mundo.
 
De Setembro a Julho, as minhas crias passam a maior do tempo que estão acordadas na escola. É lá que têm aprendido muito daquilo que sabem.
 
E a escola não lhes tem ensinado só regras. As meninas, e os amiguinhos, têm tido a sorte de ter educadoras e auxiliares que são mestres na arte dos afectos e conseguem desdobrar-se em mil para dar todo o carinho e atenção que exigem e merecem.
 
Sinceramente, não sei como conseguem ter tanto para dar.
 
Uma estátua seria pouco para homenagear a Bela, a Cidália, a Carina e a Luísa.
 
Como não tenho palavras para agradecer tudo o que têm dado às minhas cachopas, escolhi um excerto do Prinicpezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, que me marcou e me foi dado a conhecer por um professor especial, tão especial quanto elas têm sido para as minhas filhas.
 
"- Só conhecemos o que cativamos - disse a raposa. - Os homens deixam de ter tempo para conhecer o que quer que seja. Compram as coisas já feitas aos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens deixaram de ter amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
 
- E tenho de fazer o quê? - disse o principezinho.
 
- Tens de ter muita paciência. Primeiro, ssentas-te longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas podes sentar-te cada dia um bocadinho mais perto ...
 
O principezinho voltou no dia seguinte.
 
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. - Por exemplo, se vieres às quatro horas, às três já eu começo a estar feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sinto. Às quatro em ponto hei-de estar toda agitada e toda inquieta; fico a conhecer o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca vou saber a que horas hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...Precisamos de rituais".
 
 
Obrigarem por terem conseguido chegar ao coração das minhas meninas, o terem cativado e ajudado a criar rituais. Estou certa que as sementes que lançaram serão determinantes na construção da sua personalidade.
 
PS Um beijinho a toda a equipa da Casa da Cruz. Cada uma nas suas funções, e com o seu jeito diferente, tem ajudado nesta tarefa de enorme responsabilidade que é educar criancinhas reguilas
 
 
 



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