domingo, 1 de setembro de 2013

O dia em que quase parti a cara de alguém

No sábado de manhã, estava calmamente em casa, com as minhas crias, quando tocaram à campainha.

Por casualidade (já que tenho péssimo hábito de abrir a porta sem questionar, especialmente quando estou à espera de alguém), perguntei quem era.

Em resposta ouvi uma voz feminina que, em tom algo agressivo, disse "serviços de telecomunicações, é para abrir a porta!".

Respondi que não estava interessada e teria de tocar na campainha de outro vizinho. A voz não se ficou e, sempre no mesmo tom, perguntou qual era o meu andar ordenando-me que abrisse a porta, pois não bateria à minha.

Obviamente não o fiz, repeti que não abriria a porta e que tentasse falar com outro vizinho.

Fiquei muito incomodada com a abordagem pois, para além de agressiva, induzia em erro ao referir tratar-se de um serviço de telecomunicações quando estou fartinha de saber que seria para me tentar impingir o referido serviço e não, como poderia parecer, para fazer qualquer reparação no prédio.

Ainda estava eu a resmungar quando tocam, novamente, à campainha. Desta vez era um homem ao qual disse que uma colega sua havia passado há menos de 5 minutos e já lhe tinha dito não estar interessada.

O senhor só disse "sabe que somos muitos".

Uns 15 minutos depois, terceiro toque na campainha. Desta vez já estava acompanhada (confesso que já me sentia pouco confortável por estar sózinha com as meninas) e o meu sogro fez o favor de ir à porta, pois desta feira conseguiram entrar no prédio.

Respeito muito o trabalho dos outros, em especial o dos vendedores que considero extremamente ingrato.

No caso particular dos vendedores de telecomunicações, sei que há imensa exploração da situação de fragilidade económica em que muitos se encontram.

Mas este tipo de abordagem é grave. Sei (porque os tenho visto aqui na zona e o meu marido os viu hoje mesmo) que estes três vendedores, com um ar de desmazelo que agora me faz desconfiar se o serão efectivamente, andam juntos.

É, no mínimo, estranho que em 15 minutos abordem as mesmas habitações. Só se for marketing de guerrilha e apostem na vitória pelo cansaço e pelo medo.

À cautela, acho que vou contactar a operadora que eles dizem representar.

Se realmente trabalham para ela estão a fazer um péssimo trabalho. Sendo outro o caso, podem ser um perigo a segurança dos moradores, já não falando no descanso que, num e noutro caso caso, comprometem.

Estava mesmo a ver que era hoje que ia partir a cara a alguém. Haja pachorra.

1 comentário:

  1. Querida, mais ou menos há 1 mês, expulsei do meu prédio uma gaja da MEo, por causa disso.

    Primeiro tocou em todas as campainhas para ver quem abria a porta. Depois andou a incomodar todos os andares, quando chegou à minha vez disse-lhe que não estava interessada e que agradecia que não me incomodasse mais.

    A gaja vinha acompanhada com um fulano, e foi tão mal educada que eu como administradora do condomínio expulsei-a do prédio e disse-lhe que se ela voltasse a entrar, que chamaria a policia pois estava a invadir propriedade alheia.

    E se ela abrisse mais a boca, ter-lhe-ia dado uma valente estalada na cara.

    Deve ser defeito de profissão.

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