Tragédias como estas causadas pelos incêndios, trazem à superfície o melhor que há em cada um de nós, sem dúvida alguma.
E isso vê-se pela mobilização da população que não hesita em colaborar com quem perdeu tudo, doando aquilo que tem a mais ou até, acredito que em alguns casos, privando-se de algumas coisas.
E isto é bonito de ver, mas não deixa de revelar o outro lado. O do frenesim em que vivemos diariamente e frequente alheamento face às dificuldades do vizinho do lado.
Não devia ser preciso chegar ao Natal ou haver estas tragédias para nos lembrarmos de quem precisa.
Mais que isso, dar algo que nos sobeja não devia bastar para nos serenizar a consciência e achar que fazemos tudo o que está ao nosso alcance por aqueles que precisam até porque há muito quem esteja carente de atenção, o que se supre com tempo e não bens corpóreos.
Outra coisa, frequentemente esquecida, é o respeito por quem recebe. Por paradoxal que pareça, desrespeitamos com frequência aqueles que queremos ajudar porque, pura e simplesmente, não olhamos para eles para perceber de que necessitam.
Lembra-me uma história, ouvida em tempos, de um conjunto de pessoas que resolveu ajudar uma família, a questão é que todos levaram açúcar e os elementos da família eram diabéticos. Pois ...
Qual de nós nunca se achou no direito de achar saber o que o outro precisa e se sentiu até ofendido pelo facto de o outro não ter dado pulinhos de contentamento ao receber a ajuda, provavelmente, dispensável no caso concreto em que outras necessidades imperavam.
ESTE post da minha mana benjamin faz-me, porém, continuar a acreditar na capacidade que temos de ver e ir além dos nossos horizontes. Perceber que o outro é nosso semelhante. Não é "um pobre".
Aquilo que até ela pensou ser lirismo é o que nos falta, grande parte das vezes. É verdade, há quem não goste de chocolate. É um direito legítimo que assiste, mesmo "aos pobres".
E, no caso, ainda que quem recebeu possa não gostar da escolha, houve pelo menos o cuidado de pensar num semelhante.
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