Independência suspensa


No sábado passado, em passeio por Zamora, fomos dando conta das bandeiras espanholas que ornamentavam muitas janelas ao longo da cidade, tal qual se viu em Portugal após a vitória no Euro 2016, só que aqui com outro significado. Vimo-las como apelo à união que alguns teimam abalar.

A dada altura, deparámo-nos com uma praça do centro histórico repleta de gente com bandeiras, hasteadas ou simplesmente a decorar carrinhos de bebé.

O que me impressionou foi a serenidade daquela manifestação, numa praça que hora e meia estava praticamente vazia. Não havia palavras de ordem, somente pessoas que conversavam normalmente e só chamavam a atenção pelo facto de ostentarem uma bandeira do seu país. 

Assim sim, se defendem ideais e promove a união, independentemente das diferentes convicções. Pacificamente.

Neste momento, a Catalunha tem a sua independência suspensa seja lá isso o que for. Quero acreditar que o argumento apresentado para uma declaração política que, à primeira vista se assemelha a um "bate e foge", seja sinónimo de uma réstia de bom senso e que esta réstia impere, para bem de todos.






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