domingo, 9 de dezembro de 2012

Irmãs de sangue

O choro da Tita era daqueles de quem tinha acabado de levar tareia da irmã.

Corri a socorrê-la e lá estava ela, estatelada no chão da pastelaria.

Peguei nela ao colo, dei-lhe beijinhos, ralhei com a Leonor e serenizei um senhor que olhava atónito.

Disse-lhe "isto é normal, a mais velha não vai ficar a rir-se muito tempo".

Mas o senhor continuava a olhar, aterrado, e nem reagiu.

Quando cheguei à casa percebi. Tinha o casaco cheio de sangue, vindo directamente dos beiços da Tita.

Desta vez a coisa correu menos bem, mas nada que abalasse muito a pequena. Um minuto depois de lhe limpar a boca voltou para o ringue.

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